Notas do editor




Entrou por doação, vindo de Coimbra, um importante arquivo.
É composto principalmente por um conjunto de documentos entre 1967 e 1975.
Tem cerca de 15 pastas, com muitas centenas de documentos.
Pode dividir-se no essencial em 5 conjuntos.
Algumas dezenas de cartazes, com destaque para os cartazes da CDE de 1969 e 1973, cartazes relativos ao movimento estudantil, e um conjunto referente ao PCP e UEC de antes e do após 25 de Abril de 1974.
Documentos diversos sobretudo sobre o movimento sindical.
Documentos relativos à oposição democrática – CDE, principalmente relacionados com as eleições de 1969 e 1973.
Estes documentos veem complementar, entre outros que tem sido disponibilizados, o arquivo central de Lisboa da CDE/MDP, que ainda aguarda a possibilidade de ser tratados como merece.
Documentos relacionados com o movimento estudantil, com enfoque na crise de 1969 e anos seguintes. Destes fazem parte um conjunto organizados cronologicamente, que se veio integrar no já apreciável conjunto de documentos sobre este tema existentes, permitir também datar muitos outros.
De destacar ainda um exemplar completo do processo disciplinar de 3 Julho de 1969, a 40 estudantes de Coimbra, levantado pelo Ministro da Educação Nacional, e do qual fazem parte 3 volumes; Acusação, Defesa e  Peças do Processo, num total de 126 entre as quais os depoimentos de 79 dos principais intervenientes na crise académica de 1969 em Coimbra.
Documentos do PCP, com particular incidência na Organização Estudantil de Coimbra do PCP, e a partir de 1972 para a sua sucessora UEC.
Este conjunto de imprensa clandestina; Avante!, O Militante, A Terra, O Têxtil para além de diversas brochuras como o “Se fores preso camarada…” (4ª edição de 1963), “O radicalismo pequeno-burguês de fachada socialista” (1ª edição 1970 - Álvaro Cunhal), entre outros.
Há ainda um importante conjunto de documentos internos, Organização Estudantil de Coimbra do PCP, da UEC e do próprio PCP, correspondência interna entre o C.C. da UEC e o C.C. do PCP, Comissão Delegada da UEC no Estrangeiro e o Executivo da UEC no interior, correspondência com organizações internacionais, relatórios de recrutamento de militantes, informações sobre elementos da PIDE, balancetes das contas da UEC de Setembro de 1972 até ao fim de 73, listas de contactos de militantes, entre outros, assim como diversos manuscritos relativos a diferentes circunstâncias.
Um vasto conjunto de comunicados clandestinos da UEC e do PCP.
A quantidade e diversidade de documentos, assim como a forma como estava organizado, leva a pensar que ele é o registo do que foi uma das mais importantes organizações estudantis do PCP, quer antes quer nos tempos posteriores ao 25 de Abril.
Este arquivo é para este projecto importante por diversos factores. Porque vem completar outras colecções, e vem ajudar a suprir a deficiência existente em relação à imprensa clandestina do PCP. Porque o Partido Comunista Português é aparentemente o único partido com uma política de arquivos coerente, e por isso é raro aparecer um arquivo “de organização”. E por fim porque os documentos permitem um conhecimento mais aprofundado do que era a intervenção do PCP-UEC, numa das principais frentes de luta – movimento estudantil na Universidade de Coimbra – durante este período.
Estes documentos depois de organizados e digitalizados serão progressivamente disponibilizados quer no blog, quer noutras plataformas.
Os meus agradecimentos às pessoas que estiveram envolvidas neste processo pelo excelente contributo que tiveram para ajudar preservar da memória da nossa história recente.

Com amizade, um muito obrigado.
Gualberto Freitas


9 de Outubro de 2017

De onde surgiu este Blogue?

Este Blogue é feito a partir de um fundo documental, de diferentes origens, que tem sido “adquirido”, e trabalhado ao longo dos tempos.
A partir deste fundo documental, composto de aproximadamente 40.000 documentos, distribuídos por 300 organizações, dos quais 25.000 são panfletos, 5.000 publicações, 10.000 cartazes e outros, com um total de aproximadamente 200.000 páginas.
Todos os documentos disponibilizados foram digitalizados a partir de originais.
A parte que é disponibilizada, é uma pequena parte de um arquivo muito mais vasto, que ainda não encontrou condições de ser posto à disposição.
Existem igualmente muitos outros documentos em diferentes fazes de tratamento, dos quais destacaria pela sua importância o arquivo central do MDP/CDE.

Deste Arquivo saíram até agora;


Exposições de materiais, em que para além de outras, destacaria a da Sociedade Martins Sarmento em Abril de 2000, da galeria “Zé dos Bois” em 2009 e na Biblioteca Almeida Garrett em Abril de 2010.






O livro “A guerra dos Cartazes”, editado nos 35 anos do 25 de Abril, de que é possível recolher mais informação em   
lembrabril.blogspot.com/
O porque de um nome?
1969-Revolução-Ressaca
Este Blogue tem por fim disponibilizar documentos do período entre, 17 de Abril de 1969 e 25 de Abril de 1979.
A disponibilização dessa documentação faz-se em dois períodos simultâneos:
De 17 de Abril de 1969 a 24 de Abril de 1974,
e de 25 de Abril de 1974 a 25 de Abril de 1979.
Durante 5 anos, todos os dias são editados, os documentos publicados, 40 e 45 anos atrás.
O objectivo final, é o de disponibilizar de 10 a 15 mil documentos relativos a este período.
Até agora tem sido editados cerca 200 documentos por mês, média que se manterá até ao fim.
1969
A Portugal chegam os ecos do que se passara pelo mundo em 68; a contestação à guerra do Vietname, Woodstock, o Maio de 1968, a invasão da Checoslováquia, a “Primavera marcelista”, a morte do Salazar, entre outros que fazem deste ano, um ano de grande agitação no panorama internacional.
Em 17 de Abril de 1969, tem início em Coimbra uma das maiores crises estudantis que o regime vai sofrer até ao seu fim, em que a repressão que se abate sobre os estudantes, universitários mas também cada vez mais do secundário, vai criar um clima de contestação ao regime e à guerra, que vai aumentar e manter-se até 1974.
Até ao 25 de Abril de 74 uma grande parte da propaganda era clandestina, mas existem também inúmeras publicações legais e semi-legais. Muitas destas publicações são editadas pelas Associações de Estudantes, mas que ao longo do tempo foram usadas de diversas formas.
Esse é um período, em que surgem as mais diversas organizações, cada uma delas publicando panfletos, tarjetas, jornais, etc.; editados das mais variadas formas e nos mais diferentes materiais, e produzidos e distribuídos em condições muitas vezes a roçar o inconcebível.
Durante este período multiplicam-se as greves, manifestações, meetings, prisões, expulsões, incorporações no exército, invasões das escolas e confrontos com a polícia e os “gorilas”, estudantes feridos a tiro e até um assassinato às mãos da Pide, etc.
Os níveis de repressão atingem valores que nem durante o período de governação de Salazar, são usuais.
As dificuldades em editar e distribuir estes documentos, muitos deles com edições extremamente precárias e reduzidas, é uma tarefa hoje quase inimaginável.
 Estas circunstâncias levam a que muitas delas sejam raras, existindo casos um que se sabe da sua existência, mas não se conhece nenhum exemplar.
Revolução
Com o 25 de Abril é a explosão!
A partir daqui, entra-se no processo PREC. Neste período, dá-se por um lado o aparecimento à luz da legalidade das organizações até ai clandestinas e ao mesmo o aparecimento de inúmeras formas de organização popular, desde comissões de moradores e de trabalhadores, até organizações no interior das forças armadas, passando por todo o tipo de iniciativas das mais diversas proveniências.
No pós 25 de Abril, a extrema profusão de materiais, publicados em todo o lado; dos bairros às escolas, passando por todo o tipo de estruturas, faz com que seja difícil ter uma visão de conjunto com alguma nitidez.
Ao mesmo tempo dá-se uma explosão gráfica, que vem dar um novo colorido a estes materiais. Especial referencia para os cartazes, autocolantes, murais, entre outros.
Ressaca
Estes dois períodos, por razões opostas, implicam problemas que acabam por ter um resultado similar. A dificuldade em coleccionar estes documentos.
É destes dois conjuntos que se produz o http://1969revolucaoressaca.blogspot.pt/
O que se pretende não é contar uma versão da história, mas preservar e divulgar os documentos que então foram produzidos, de forma a que se possa ter uma melhor ideia desses tempos.
Este Blogue nunca será viral, pelo facto de que notícias de há 45 anos… não são notícia…
O objectivo é isso sim o de acrescentar, fontes de conhecimento que permitam ter uma ideia mais aproximada, do que foi este período tão apaixonante da história deste país.
O que traz este Blogue de novo?
Documentos, muitos deles inéditos;
A transcrição para texto de uma parte significativa deles, permitindo a utilização de tradutores automáticos, ou a pesquiza por palavras.
Este trabalho não teve, e não tem nenhum apoio institucional de qualquer espécie, é isso sim fruto da necessidade de preservar e divulgar, uma parte das pequenas histórias, que no seu conjunto, acabam por dar a conhecer o que foi o todo desses tempos.
José Gualberto Almeida Freitas



ENTREVISTA NA R.U.C. EM 20 ABRIL DE 2017




ARQUIVO REAL REPÚBLICA CORSÁRIOS DAS ILHAS




Foi possível durante o ano passado, uma equipa, deslocar-se durante vários dias para Coimbra, com o objectivo de proceder à digitalização de documentação, particularmente no que diz respeito ao arquivo José Noronha Bretão da Real República Corsários das Ilhas.
Esta foi a segunda vez que uma missão deste tipo se realizou em Coimbra.
A primeira foi já há alguns anos, e nessa altura foi possível digitalizar uma parte do arquivo dos Corsários e sobretudo digitalizar por completo o arquivo da Real República 5 de Outubro.
Em boa hora foi feito uma vez que a República 5 de Outubro, foi pouco depois destruída por uma aplicação cega da nova “Lei das Rendas”.
O arquivo da 5 de Outubro é composto por alguns milhares de documentos – panfletos e publicações entre outros – que vão de meados dos anos 60 até ao final dos anos 70.
É um arquivo ligado no essencial ao PCP e organizações afins (UEC, UJC, UNEP, etc.) , tendo igualmente uma grande quantidade de documentos ligados ao movimento sindical, com particular incidência no fim de anos 60 e primeira metade dos anos 70.
Para além destes documentos existe, como não poderia deixar de ser, grande quantidade de documentos ligados às movimentações estudantis com particular destaque para Coimbra mas igualmente de Lisboa e Porto.
Os documentos desta República integram já desde o início a publicação deste Blog.
Infelizmente na altura não foram tiradas fotografias que possam dar uma melhor ideia da sua dimensão.
Sobre as Repúblicas, já muito foi dito e escrito e existe ampla bibliografia. Não posso no entanto deixar de referir que estes centros de convívio e cultura estudantil, por onde passaram gerações de estudantes, que vieram ao longo das suas vidas a usufruir das aprendizagens de camaradagem, organização e participação cívica estão com graves problemas de subsistência.
Nelas está uma parte significativa da nossa memória colectiva.
Durante o ano passado foi possível terminar a digitalização do Arquivo dos Corsários.
O arquivo dos Corsários tem algumas particularidades que merecem ser narradas.
Os corsários foram fundados em 15 de Janeiro de 1960 por estudantes vindos dos Açores.

Pelos Corsário passaram algumas dezenas de elementos, muitos dos quais directamente intervenientes nos mais importantes acontecimentos no movimento estudantil desses períodos.

 A título apenas de exemplo pode-se referir, Carlos Manuel Natividade da Costa Candal “Caga Fogo”, que tripulou a “Nau” de 10 Novembro de 1960 a Outubro de 1961, ocupando o cargo de 2º Telegrafista, período durante o qual foi eleito Presidente da Direcção da A.A.C.
O arquivo foi sendo acumulado até ao final dos anos 70, altura em que em circunstâncias que ignoro foi depositado nas águas furtadas. Quando se realizaram obras no início dos anos 90 foi redescoberto.
É constituído por cerca de 40 pastas e outros volumes, com milhares de documentos, que vão do início dos anos 60 até ao final dos anos 70, a que acresce um importante núcleo dos anos 90, nomeadamente sobre a chamada “Guerra das Propinas”.
É um arquivo extremamente rico em documentação relacionada com o movimento estudantil.


Desde 1961 estão documentadas as mais diversas situações e episódios, relacionados com a Academia de Coimbra, desde o relacionamento entre repúblicas a situações de luta estudantil, relacionamento entre academias, movimentações político estudantil, documentos das mais diversas organizações politicas, publicações das mais diversas proveniências, documentação relacionada com a casa. Entre muitos outros itens.
Este fundo documental tem já servido para a consulta de diversos estudiosos, de que se pode salientar, a tese de Doutoramento do Miguel Cardina, sobre o maoismo em Portugal até 25 de Abril de 1975 “Margem de certa Maneira”.

Foi agora possível levar a efeito tal tarefa. O facto de ter sido possível instalar o equipamento necessário para tal na Real República dos Corsários das Ilhas, a onde nos instalamos durante algum tempo, não movimentando para fora da “Nau” a documentação, foi importante para o resultado final. A circunstância de também ter a honra e o prazer – mais prazer que honra – de ser Repúblico e Corsário das Ilhas, também ajudou certamente.
É neste momento possível afirmar, que todo o tratamento digital deste arquivo foi concluída e está a partir deste momento integrado na base de dados de onde este Blog é proveniente.

Estão em cursos outros trabalhados, de que a seu tempo será dada noticia.
Não posso deixar de expressar o meu agradecimento a todos os actuais e antigos Repúblicos e em particularmente aos Corsários,  pelo contributo que deram para que este trabalho tenha sido possível.
28 Novembro 2016

ARQUIVO DO MDP/CDE
Há aproximadamente um ano, tomei conhecimento de que um arquivo, de uma importante organização política, estava numa situação de alguma precariedade e que era importante transferi-lo, de forma a que a sua preservação fosse assegurada.
As fotografias publicadas correspondem à segunda transferência de documentos.
Desde sempre fui um amante da “papelada”. Penso que o preservar da memória, é uma obrigação de todas as gerações, e a nossa tem feito o seu caminho.
Ao longo dos tempos, tenho vindo a constatar que muitas pessoas e organizações, compilaram múltiplos arquivos, com a preocupação de os usarem como instrumento de conhecimento, e memória.
Muitos deles, continuam todos os dias a perder-se, sem que por vezes nos aperceba-mos da sua importância.
 Diversas instituições se tem dado ao trabalho de recolher, tratar, preservar, e divulgar, parte desta documentação.
Entre estas são de referir pela sua especial relevância, a “Torre do Tombo”, o “Centro de documentação 25 de Abril”, o “Museu da Resistência”, o “Museu da Imprensa”, uma parte significativa das Universidades, entre outras.
Há igualmente um grupo de pessoas que se tem dedicado a preservar parte deste espólio, recorrendo muitas vezes a conhecimentos pessoais, ou divulgando as possibilidades que existem para a sua conservação.
Muitos tem sido encontrados em condições particularmente difíceis até de acreditar. Casas em demolição, caves ou aguas furtadas, são apenas alguns dos exemplos.
Fica aqui um apelo, a quem pelas mais diversas razões não quiser ou não poder preservar esta documentação, para entrar em contacto, para se poder encontrar formas de preservação e divulgação desta documentação.
Existem também, pessoas e “organizações” que não tem pouca ou nenhuma, confiança nas “instituições”, e como tal não estão dispostos a fornece-la, a não ser em determinas circunstâncias muito específicas.
Tenho tido o privilégio de merecer a confiança, de um número significativo de algumas destas.
Este processo contínua em curso e com boas perceptivas de evolução.
No entanto o que leva a escrever esta nota é a entrada de um espólio da maior importância para a compreensão da história de Portugal dos últimos 50 anos.
Este não é o maior arquivo, nem o mais importante que constituem a nossa base de dados.
É no entanto de extrema importância.
Falamos de uma parte muito significativa do arquivo central das CDE-MDP.

Este Arquivo é composto dezenas de caixas e pastas.
Dele fazem parte, milhares de documentos:
Correspondência, Fichas de militantes, Cartazes, Jornais, Autocolantes, Comunicados, Dossiers, Cassetes de vídeo e som, Bobines de som, Relatórios das mais diversas proveniências, Actas das comissões politicas, Livros com a compilação dos “Diários da Assembleia Constituinte”, etc., etc..
Estes documentos entraram numa fase de análise e organização, que irá no entanto durar bastante tempo, atendendo à quantidade e diversidade do material existente.
Estamos a ter como prioridade, o material a que temporalmente este Blogue se dedica – entre 1969 e 1979 – como forma, de logo que possível, passar a integrar o material que vamos disponibilizando.
É também importante afirmar, que nenhum dos documentos disponibilizados, neste Blogue, até ao momento, veio dos documentos que agora acabaram de entrar.
Pela leitura feita até ao momento, do conjunto da documentação, é possível afirmar que o acervo, contempla períodos bastante anteriores a 1969, e vai até aos anos 90.
Entre eles encontram-se por exemplo, muitos comunicados anteriores ao 25 de Abril, referentes às eleições de 1969 e 1973, o original do documento da legalização do MDP-CDE, junto do tribunal no pós 25 de Abril, actas das reuniões da comissão política nomeadamente, das semanas anteriores ao 25 de Novembro de 1975, uma parte significativa da contabilidade, o “Relatório sobre a invasão de Timor Leste”, entre muitos outros.
Esta documentação foi nos últimos meses, transferida de Lisboa para Guimarães.
A todas as pessoas que participaram na transferência dos documentos, os meus mais sinceros agradecimentos, com especial destaque para os contributos do Frederico, do Orlando e do António.
Contribuíram certamente para preservar uma parte da memória deste País.
Com a ajuda do S. Pedro a operação correu muito bem. De todas as vezes em que o transporte foi feito, fomos sempre abençoados por chuva abundante que chegou de uma das vezes a por em risco uma parte do próprio arquivo. Mas como a ultima parte foi transportada no dia de Stº António, aqui fica o agradecimento aos Santos.
29 de Julho de 2015

Há cerca de um ano arrancou este projecto.
Ultrapassou as 20.000 consultas.
Durante este ano, muitas vezes as coisas estiveram tremidas, mas até agora temos conseguido cumprir os objectivos principais que foram propostos.
Propusemos que durante 5 anos iríamos publicar todos os dias documentos saídos ou publicados em panfletos, jornais, brochuras, tarjetas, cartazes, auto-colantes, etc.
Temos conseguido até agora cumprir o prometido com a publicação durante este ano de 2500 “documentos”.
Durante os próximos anos vamos tentar continuar a fazer o mesmo.
Neste tempo foi igualmente necessário renovar a maior parte do equipamento informático (processo que ainda continua) que permite hoje ter uma maior capacidade de tratamento dos documentos que estamos a disponibilizar.
Temos consciência de que muitos dos documentos que estamos a disponibilizar, são já sobejamente conhecidos, pelas pessoas ou entidades que se interessam por este período da história contemporânea de Portugal.
Contudo a passagem para texto, juntamente com as capacidades de tradução automática, dos documentos veio permitir que, hoje eles estejam acessíveis a um número muito maior de pessoas que se possam interessar por este assunto.
Prova disso é a quantidade de entradas de países de língua não portuguesa, que tem vindo a ganhar uma crescente percentagem.
Temos também consciência que estando a publicar documentos que já eram conhecidos, não foram até agora disponibilizados publicamente.
O exemplo das publicações periódicas, sobretudo depois do 25 de Abril, como o “O Grito do Povo”, “Revolução”, “Luta Popular”, “Unidade Popular”, etc., etc., não têm até agora paralelo com o trabalho que aqui está a ser feito.
A acrescer a isto temos o orgulho de ter tido a possibilidade de ter disponibilizado documentos como o “Que Fazer?” dos Comités Marxistas Leninistas - Mao Tsé Tung (publicado a 10 de Janeiro deste ano – 1970) ou “A CLASSE OPERÁRIA” (publicado a 10 de Abril deste ano) – 1970), que nas últimas obras de referência (**) sobre este assunto, são referidas como “não tendo sido possível consultar qualquer exemplar”.
Ainda não chegou a altura de revelar de onde vieram o conjunto destes documentos – que não é uma fonte, são múltiplas.
Continuam por cumprir “os agradecimentos” a quem de alguma forma contribuiu para a constituição deste arquivo.
Entrou há algum tempo o “Arquivo Central” de uma das maiores e mais importantes organizações políticas do país do pós 1969, que está neste momento a ser trabalhada, e que devido à sua dimensão está numa fase de pré organização.
A seu tempo será dada noticia detalhada desta e de outras situações.
Nos próximos quatro anos vamos ver surgir e morrer movimentos sociais, partidos, organizações de todo o tipo, publicações de toda a ordem, - algumas ressuscitam!??
Vem aí tempos muito interessantes. A partir de finais de 1970 as organizações clandestinas vão multiplicar-se e por em causa a oposição tradicional.
Com elas vão multiplicar-se as publicações. É uma História que vai ser bonito acompanhar
Em 1975, a partir do 11 de Março entramos no PREC.
Até ao 25 de Novembro vem aí o “verão quente”.
Num tempo de desesperança é importante que mesmo com quase tudo perdido se mantenha a esperança de preservar o fundamental – a LIBERDADE
Há sempre alternativas. Toda a Vida é uma improbabilidade e a todo o tempo encontra alternativas.
O que é antinatural é o caminho único.
Quando a “democracia” passa a ser adversária da LIBERDADE algo está muito errado.
Com um forte “O Povo Português Vencerá! “
Desejo-vos um bom dia de lembrança, de quando quase foi possível ser Livre.

(**)José Manuel Lopes Correia “A Imprensa clandestina e do exílio no período 1926-1974” - “Que Fazer?” pag. 96 “A CLASSE OPERÁRIA” pag. 99
José Pacheco Pereira - “Armas de Papel” “Que Fazer?” pag. 476, 477, “A CLASSE OPERÁRIA” pag. 265
25 de Abril de 2015

O falecimento do Professor Mariano Gago, deixa o país ainda mais pobre do que o que já é.
A par de todas as qualidades que tem sido destacadas no seu percurso de vida, o Mariano Gago foi enquanto estudante, um dirigente que participou activamente, na luta contra a deposto regime fascista. Dirigente clandestino de diversas organizações, participou desde estudante até ao seu ocaso, numa corrente de resistência da Academia às forças do obscurantismo e da ignorância.
Infelizmente esta corrente está hoje muito enfraquecida.
Aparentemente hoje a Academia produz “salsichas para exportação”, em vez de produzir cidadãos.
Nunca foi fácil produzir intelectos como o do Mariano Gago, até porque eles serão sempre raros.
A questão é se hoje a Academia permite que eles possam – mesmo contra todas as dificuldades – florescer.
Muitos dos documentos que estamos e iremos divulgar tiveram a participação directa do Professor.
Tive o privilégio, e o prazer de trabalhar com o Professor Mariano Gago, nos anos de 1994/95 no Conselho Nacional de Educação, na Comissão - por si presidida - de Ensino Superior e Investigação Cientifica, a onde de certa forma se começou a delinear o que viria a ser a sua obra enquanto ministro, e que é hoje unanimemente aplaudida.
O Mariano Gago deixou-nos jovem.
À sua família e amigos os meu singelo respeito.
18 de Abril de 2015

Quando passam 6 meses sobre o início deste projecto, continuamos a tentar melhorar o desempenho desta ferramenta com o objectivo de apoiar a divulgação do conhecimento do período histórico em questão.
Foram, até hoje, publicados mais de 1000 documentos e temos recebido um inestimável número de sugestões.
A situação que existia no blogue não era, no entanto, capaz de dar resposta a algumas das situações.
É o caso dos comentários que apenas podiam ser efectuados a um documento em concreto.
No sentido de tentar ultrapassar esta situação, abrimos a partir de hoje uma nova “página” onde passa a ser possível deixar comentários gerais sobre o Blogue.
Ficam igualmente para breve novidades sobre a entrada de novos documentos para o arquivo, de que daremos oportunamente notícia.
Hoje damos igualmente notícia da entrada de um conjunto de cerca de 200 cartazes, oferecidos pelo Pedro Alves do Centro de Estudos Operários Memória-Laboral CEO M-L.
O período abrangido por estes cartazes vai desde anos 40 até à actualidade. Estes materiais serão trabalhados e integrarão o arquivo, depois serão disponibilizados para consulta o mais rapidamente possível.

Não é a primeira vez que os membros do CEO M-L têm oferecido, trocado ou cedido documentos para a sua digitalização.
Mantenho, há anos, uma relação de amizade e camaradagem com o Pedro e o António Alves, que muito têm contribuído para a concretização deste protejo.
Ainda estou em falta com muita pessoas e instituições que tiveram as mais diversas participações na criação do arquivo que é a base deste blogue.
Fica a promessa de rapidamente corrigir esta falha.
18 de Outubro de 2014

Há um mês que começamos a publicar esta série de documentos.
A ideia inicial tinha previsto um outro formato, mas tal não foi possível concretizar. Em função disto foi necessário avançar, sem que todas as condições estivessem reunidas, como aliás ainda hoje não estão.
Não é possível, de momento e tecnicamente, fazer a reprodução em texto de todos os documentos publicados, nomeadamente os muitos jornais e revistas que surgiram depois do 25 de Abril de 1974, ou novos documentos, ou com novos formatos e edições.
Por esse motivo iremos apenas disponibilizar, ou a 1ª página, ou esta e a última, assim como algumas fotografias dessas edições e, em alguns casos apenas um artigo, como por exemplo os editoriais.
Logo que seja possível ultrapassar as limitações existentes de momento, faremos a introdução integral dos conteúdos.
Os documentos que estamos a disponibilizar já tiveram uma vida muito razoável e nem sempre muito fácil. Alguns deles são verdadeiros sobreviventes.
Em primeiro lugar, há 40 ou 45 anos conforme o caso, foi preciso pensar o que escrever e como o publicar.
A seguir foi necessário distribui-los.
Depois foi necessário que, em alguns casos, durante dezenas de anos alguém os preservasse, às vezes nas condições mais impensáveis e que, a seguir, tivesse sido possível resgatá-los dos sótãos ou das caves da memória.
Estes sótãos e caves foram, em muitos casos, os grandes aliados. Um dos grandes inimigos foram as mudanças de casa.
Houve também aliados intangíveis. Muitas pessoas preservaram e preservam documentos. Havia uma certa noção de guardar a memória para o futuro, de algo que se pensava ser importante e de que se era testemunha.
Estes documentos têm múltiplas e diversificadas origens que, a seu tempo, revelaremos.
Foi igualmente necessário organizar os documentos de forma cronológica e por organização/colectivo ou publicação.
Em seguida, foi necessário digitalizar toda a documentação assim como tratá-la, até chegar ao ponto dos seus conteúdos poderem ser apresentados como texto editável.
Durante este caminho, foi necessário tentar ultrapassar diversas dificuldades, sendo que umas foram conseguidas e outras nem por isso.
Muitos dos originais anteriores ao 25 de Abril foram produzidos em condições técnicas, que hoje, praticamente ninguém com menos de 30 anos faz a mais pequena ideia de qual foi o processo.
Acresce que a sua preservação em condições de clandestinidade tinha, em muitos casos, custos acrescidos.
Muitos documentos estão também incompletos como é o caso, por exemplo, de alguns documentos enviados para a censura como o “O Tempo e o Modo”, que já estamos a publicar.
Outro factor a ter em conta é que, mesmo sem a aplicação do acordo ortográfico, o tipo de linguagem que era então utilizada, bem como a maneira como era escrita era muito variada e parecerá hoje para algumas pessoas, muito estranha.
Acresce que muitos documentos têm erros nos próprios originais.
E mesmo situações que não são erros, como por exemplo, os hífens que eram colocados para mudar de linha de escrever, ou para mudar de coluna quando era impresso por “tipos”, aparecem hoje como erros nos corretores automáticos de escrita.
Fazer a sua transição hoje para texto editável, é pois um trabalho algo complexo e demorado.
Um exemplo de como os textos por vezes aparecem é o documento publicado no dia 12 de Maio do “PRP-BR” em que, embora o documento tenha já sido trabalhado, foi deixada uma página – a segunda – em que se dá uma ideia de como por vezes aparece o texto a editar.
Outros documentos vão continuar a apresentar deficiências deste e de outro tipo.
Por vezes iremos tentar ultrapassar essas dificuldades, com a sua publicação em ficheiros de formato pdf.
Ao mesmo tempo, existe uma grande quantidade de documentos que, mesmo depois de todo o tratamento a que foram já sujeitos, precisam ainda de ser trabalhados por seres humanos que os leiam, interpretem e corrijam.
Propomos a todos os interessados em participar neste processo que entrem em contacto com o editor.
Podemos enviar documentos na versão pdf e na versão de texto já com pré-tratamento, para quem queira apoiar o processo de correcção final do texto.
Além disso, existirão documentos que não conseguiremos datar correctamente pelo que, a quem nos ajudar a datar correctamente esses documentos, muito agradecemos.
Outra forma de apoiar este projecto, poderá ser pela partilha de documentos que não existam neste arquivo (em suporte de papel ou digital).
Agradecemos igualmente os contributos que neste curto espaço de tempo já nos fizeram chegar.
Apelamos aos interessados para entrarem em contacto com o editor por e-mail, para podermos ver a melhor maneira de os incluir neste processo de contar esta História, que não é de ninguém. É NOSSA.
Por fim uma palavra aos Partidos, nomeadamente ao PS, PPD e PCP. As colecções dos seus jornais depois do 25 de Abril são das mais incompletas que temos disponíveis. Sempre que tivermos exemplares, iremos publicá-los.
Da nossa parte, não existe nenhuma espécie de censura em relação a estas ou outras publicações, pelo que teremos todo o gosto em acrescentar a esta História os exemplares que nos fizerem chegar, com respetivo agradecimento e referência à colaboração.
Em relação às instituições, organismos ou pessoas que se têm dedicado a preservar e a divulgar este período da nossa História, a nossa postura é a de ser mais um contributo, tendo para isso toda a disponibilidade para estabelecer possíveis parcerias.
18 de Maio de 2014

Publicamos hoje um grupo de textos originais enviados pela redacção da revista “O Tempo e o Modo” à censura sobre a morte de António Sérgio.

29 de Abril de 2014


Iniciamos hoje a publicação de uma segunda série de documentos que nos vão conduzir no período que vai do 25 de Abril de 1974 até aos finais de 1979.
O primeiro documento desta segunda série é uma prenda para os 40 anos da Revolução a que chamei "A imagem que inspirou a Vieira da Silva".
Aqui vai uma prenda para o 25 de Abril.
Ainda nem tudo foi contado.
Aonde se inspirou a Vieira da Silva?
A Poesia está na rua.

Descrição das obras

Obra 1
Nesta obra podemos observar, ao centro, uma multidão de pessoas, representada pelos traços a negro e pelos pontos encarnados (simbolizando os cravos vermelhos ou rostos de gente?), estando o grupo na frente da multidão, a segurar uma faixa. Dos lados, estão representados edifícios podendo-se distinguir com mais clareza, do lado direito, diversas varandas, onde se pode reconhecer, na varanda do segundo andar, pelo menos uma pessoa com um cravo vermelho? Vieira da Silva procura representar uma manifestação livre que comemora a revolução de abril, denominando este acontecimento como A Poesia está na rua. Esta multidão parece estar a descer uma rua. Na parte inferior da obra, foi pintada uma faixa vermelha com a data da revolução.

Obra 2
Nesta obra, o enquadramento da multidão que celebra o 25 de abril de 1974 está igualmente entre dois edifícios. No centro, está representada a liberdade do povo português na multidão que parece descer a rua e que empunha os cravos vermelhos da revolução. Do lado esquerdo da peça, no edifício (representado num conjunto de quatro elementos: do rés-do-chão ao 3º andar) vemos pessoas com cravos que observam e celebram com a multidão, também com cravos vermelhos. Do lado esquerdo, percebem-se com clareza três edifícios, e uma faixa azul com a data da revolução. Na parte inferior da obra, a autora pintou o nome do tema: A Poesia está na rua.
Estas duas obras têm os seguintes elementos em comum: o 25 de abril de 1974, uma multidão que desce uma rua ladeada de edifícios e que celebra a liberdade que a revolução trouxe, segurando cravos vermelhos.

Jornal
O Jornal “Sempre Fixe” é também um dos ícones da imprensa portuguesa.
A página que apresentamos é um suplemento “ Magazine” da edição de 4 de Maio de 1974.
Estamos convencidos de que esta página é um elemento fundamental na inspiração de Vieira da Silva para produzir dois dos maiores ícones do 25 de Abril de 1974.
Vamos ver o que as pessoas pensam.
Na primeira página do Magazine, na fotografia do lado esquerdo vemos uma multidão celebrando o 1º de Maio de 1974, que segue uma rua ladeada por edifícios, onde estão pessoas nas janelas e varandas, observando e celebrando com a multidão. No conjunto de quatro fotografias do lado direito, dispostas como janelas, vemos um militar com um cravo na boca, uma mãe com um filho, uma multidão e um pequeno grupo de pessoas na entrada de um edifício.

Possível inspiração
A composição das obras de Viera da Silva e a primeira página do Magazine apresentam vários elementos visuais comuns, tais como a multidão que se manifesta numa rua ladeada de edifícios, onde os moradores também celebram com a multidão. Na obra 2, o conjunto representado do lado esquerdo (representado num conjunto de quatro elementos) parece lembrar o alinhamento da composição das quatro fotografias que aparece do lado direito da primeira página do Magazine.

Sequência das imagens em anexo:
1 – Cartaz Vieira da Silva – 51,5x85.
2 – Cartaz Vieira da Silva – 62x82,5.
3 – Capa do “Magazine” do jornal “Sempre Fixe” de 4 de Maio de 1974 – 49x70.
4 – Fotografia principal do jornal.
5 – Fotografia principal do jornal com o acréscimo da barra  do 1º cartaz, onde se lê “25 de Abril de 1974”.
6 – Parte da capa do jornal.
7 – Parte da capa do jornal com as quatro fotografias do lado em que estão no 2º cartaz.
8 – Imagens a que foram acrescentadas as barras com as palavras 25 de Abril de 1974.

Esperamos deste modo dar o nosso modesto contributo para as comemorações dos 40 anos do 25 de Abril.
Viva o Liberdade!
Que cada um forme a sua Opinião!
25 de Abril de 2014

Passam este ano 45 anos sobre o início da crise académica de 1969, a 17 de Abril, e 40 anos do 25 de Abril de 1974.
A crise de 1969 é o início de uma convulsão estudantil que só terminará já muito depois do 25 de Abril, mas que tem, até 1974, muitos momentos marcantes, dos quais não é possível deixar de referir o assassinato pela PIDE de José António Ribeiro dos Santos ou a Crise dos Coros no Porto em 1973 ou ainda, as investidas da Polícia de Choque na Universidade de Lisboa.
No período de 1969 à revolução, muito mais acontece na sociedade portuguesa, como os dois congressos da oposição democrática, aos actos eleitorais de 1969 e 1973, passando pelo aparecimento da quase totalidade das organização políticas de oposição não alinhadas com os sectores tradicionais - com a excepção da CMLP e da LUAR que são anteriores - como por exemplo, as organizações de carácter maoísta ou trotskista ou organizações de “acção directa”, como o as Brigadas Revolucionárias.
Depois do 25 de Abril de 1974, foi o que foi, e o que aqui ajudaremos a contar recordando episódios, hoje mais ao menos conhecidos, mas que também fizeram parte da revolução.
Sobre o ponto de vista da recolha de documentos, dos períodos que vão de 1969 à revolução e no período pós 25 de Abril, há problemas de carácter diferente mas que, por paradoxal que pareça, acabam por ter consequências similares.
O acesso a documentos de antes do 25 de Abril é dificultado pelas edições muito reduzidas, produzidas a maior parte das vezes por meios hoje rudimentares e com redes de distribuição muito limitadas e que eram perigosas de guardar.
No período pós 25 de Abril há, pelo contrário, uma explosão de organizações e de documentos que torna impossível, a quem quer que seja, ter um acervo completo do que foi por esses dias produzido.
O projecto que hoje iniciamos vai-se debruçar sobre estes dois períodos. De 17 de Abril de 1969 ao 25 de Abril de 1974, e deste até às eleições autárquicas de 12 de Dezembro de 1979 passam dois períodos de, aproximadamente, cinco anos. iremos disponibilizar on-line mais de uma dezena de milhar de documentos políticos. Serão publicados com a seguinte cronologia: de 17 de Abril de 1969 até ao 25 de Abril, e deste até ao fim de 1979. Serão publicados os documentos que saíram nesses mesmos dias de há, respectivamente, 45 e 40 anos.
Os documentos que serão disponibilizados foram todos digitalizados a partir de originais. Muitos serão já conhecidos e outros nunca foram publicados. Foram todos tratados de forma a permitir que a sua consulta seja o mais fácil possível. Os conteúdos são, sempre que possível, reproduzidos em texto.
Este projecto deve muito a muita gente, que referiremos em devida altura, não tendo sido financiado, nem apoiado por qualquer tipo de organização.
Existem muitas lacunas na documentação que será disponibilizada. Muitas das colecções estão incompletas e outras, pura e simplesmente, não estão representadas. De entre as falhas, salientamos, pela sua importância, o “Avante” do PCP, o “Portugal Socialista” do PS e o “Povo Livre” do PSD, assim como “A Batalha” da corrente Anarquista.
Relativamente a algumas das edições em falta, os partidos têm o dever de as disponibilizar, e a outras, esperamos que quem seguir este blogue possa, de alguma maneira, ajudar a suprir essas omissões.
Também existirão certamente erros de data ou classificação que tentaremos, ao longo do tempo e conforme nos for chamado à atenção, corrigir.
Este projecto não tem por objectivo comemorar os 40 anos do 25 de Abril de uma forma efémera que se desvanece no próximo 1º de Maio. Nos próximos cinco anos, vamos fornecer documentação para pessoas interessadas nestas matérias, e que nos poderão também ajudar a compreender melhor este passado próximo.
18 de Abril de 2014

José Gualberto de Almeida Freitas

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