quarta-feira, 31 de maio de 2017

1972-05-31 - DO 3º ANO DE MECÂNICA À FACULDADE - Movimento Estudantil

DO 3º ANO DE MECÂNICA À FACULDADE

Ao concluir vitoriosamente una luta na defesa dos seus interesses pedagógicos, o 3º Ano de Engenharia Mecânica considera importante, neste momento, fazer um balanço de todo o processo relacionado com a transferência da cadeira de Termodinâmica II da Fac. de Ciências para a Fac. de Engenharia.
Um dos aspectos importantes a salientar foi a justa definição do objectivo principal deste processo.
A transferência da cadeira da Fac. de Ciências para a Fac. de Engenharia.
Qual a importância do aspecto atrás referido? Parece-nos que ela residiu na possibilidade que deu ao Curso, em cada momento da luta, de não deixar marginalizar a questão, isto é, desviar para aspectos secundários os esforços que colectivamente realizávamos.
Assim, por exemplo, quando do Ministério da Educação Nacional nos diziam, a certa altura, que o problema se resolveria em oito dias, independentemente de irmos ou não às aulas, a manutenção firme da abstenção às aulas foi a nossa resposta, pois sabíamos (até já por experiência própria) que a abstenção era nesse momento a única garantia que tínhamos para poder atingir o nosso objectivo.

1972-05-31 - COMISSÃO ELEITORAL DOS BANCÁRIOS - Sindicatos

COMISSÃO ELEITORAL DOS BANCÁRIOS
Comunicado n.° 5

Na próxima QUINTA-FEIRA, DIA 8 elegeremos os Corpos Gerentes do nosso Sindicato para o triénio de 1972/74
Falta, pois, menos de uma semana para que os bancários expressem o seu apoio à LISTA DA CLASSE.
O facto de não concorrerem às eleições outras listas não deve dispensar-nos de votar.
O aparecimento duma única lista é já uma vitória dos Bancários porque é a expressão da unidade que a Classe tem sabido manter e que, neste momento, deve ser reforçada.
O resultado da votação deve, portanto, corresponder ao esforço feito por todos para a normalização do nosso Sindicato.
Preparemo-nos, pois, para mais uma vez participar.
E participar, neste momento, significa VOTAR!

REPRESENTANTES DA LISTA DA CLASSE NAS MESAS DE VOTO

1972-05-31 - Semana Portuguesa Nº 33

EDITORIAL
GOLPE

Saíram do exterior as informações e foram dirigidas ao Prof. Marcelo Caetano, sobre um golpe que se preparava para o destronar.
Conferidas por indícios e pelo comportamento de certas pessoas menos cuidadosas, depois de não restarem nenhumas dúvidas, foi encomendado um protejo para no mínimo espaço de tempo possível ser posto em prática, para serem tomadas as medidas cuidadosas e prudentes, como convinha, dada a importância das pessoas envolvidas.
Prender, civiciar e conseguir “confições” como seria com qualquer filho do Povo, não seria possível, dados os riscos naturais a correr, e principal e especialmente, porque medidas desse tipo envolveriam toda uma problemática, que acabaria por arrastar também o Prof. Marcelo.

1977-05-31 - LISTA A da A.E.F.M.L. - Movimento Estudantil

A.E.F.M.L./77

CONTRA O FASCISMO E O SOCIAL-FASCISMO:
APLICAR UM PROGRAMA DE LUTA PARA A VITÓRIA!
CONTRA O CONTROLE SOCIAL-FASCISTA NA A.E.!
CONTRA A A.E. DEPARTAMENTO DO MEIC!

LISTA A

CONTRA A SELECÇÃO E O DESEMPREGO!
POR UMA A.E DEMOCRÁTICA E DE MASSAS!
PELA REESTRUTURAÇÃO DEMOCRÁTICA DO CURSO DE MEDICINA!

VOTAÇÕES A 31-5 E 1-6

DIRECÇÃO DA ASSOCIAÇÃO
José Pires 3º Ano
Gabriela Almeida 5º Ano
João Cunha 4º Ano

1977-05-31 - ÚNICA SOLUÇÃO PARA OS TRABALHADORES DA J. PIMENTA - PCTP/MRPP

ÚNICA SOLUÇÃO PARA OS TRABALHADORES DA J. PIMENTA

O facto do Governo, através da Comissão Administrativa, se ter comprometido a proceder ao pagamento dos salários em atraso, representa, por um lado, que nós os obrigámos a ceder e a terem de desembolsar o dinheiro para nos pagar os vencimentos; mas por outro lado o Governo dos patrões pretende acumular forças, para em Julho lançar um ataque, mais pérfido que os anteriores, contra os trabalhadores. Esse ataque vai concentrar-se na "reestruturação" (ou seja no fecho da empresa por vários meses, seguido de despedimentos) em Julho.
É a política da desintervenção e regresso do ex-patrão e dos despedimentos que o Governo prepara para a empresa. É o caminho do encerramento, não por um mês, mas por vários como acontece com o "O Século") aquilo que o Governo prepara para a J. Pimenta. O Ministério da Habitação e Urbanismo divulgou já aquilo que pretende fazer e que é isto: 1ª fase - falência total da empresa 2ª fase – três sectores individualizados (mobiliário, turismo, e metalomecânica) 3ª fase – recuperação dos sectores viáveis.

terça-feira, 30 de maio de 2017

1972-05-30 - Servir o Povo Nº 09 - I Série - UEC(ml)

CONTRA O ISOLAMENTO DA VANGUARDA!
PELA LUTA POLÍTICA DE MASSAS! (1)

Reprodução dum comunicado da U.E.C.(m-l)
Nos últimos dias, as lutas dos estudantes evoluíram rapidamente para formas mais avançadas. Essa evolução vinha sendo preparada pelo desmascaramento do carácter de classe do ensino e pelas lutas violentas travadas contra os contínuos-gorilas de Ciências, do Comercial, de Direito e de Económicas.
No dia 11 de Maio, centenas de estudantes e cooperativistas mostraram estar decididos a utilizar a violência revolucionária contra a violência fascista. Dia 16 de Maio a PSP e a polícia de choque invadem o Técnico; na tarde do mesmo dia, quando os estudantes de Económicas se iam reunir para debater a repressão sobre os seus colegas do Técnico, a policia consegue vencer a corajosa resistência dos estudantes é invade o instituto destruindo tudo a sua passagem, espancando estudantes e professores. Dia 23 de Maio, os estudantes de Lisboa reunidos em Plenário declaram-se dispostos a prosseguir na luta, e aprovaram um comunicado que estão a distribuir a população. Dia 24 algumas centenas de estudantes concentraram-se em frente ao Ministério da Educação, apoiando uma delegação que foi apresentar ao ministro as exigências dos estudantes.

1977-05-30 - Improp Nº 04 - III Série - Movimento Estudantil

EDITORIAL

TRÊS DIAS DE GREVE.
TRÊS DIAS DE LUTA.
Os estudantes de Lisboa mostraram mais uma vez que estão dispostos a não ceder nas suas conquistas fundamentais e a não aceitar a política repressiva de direita que Cardia tem tentado aplicar nas escolas. Isto é um facto irrefutável que nem aqueles que tudo fizeram para desmobilizar a greve podem negar. As percentagens de aderência na Academia são bem prova disso.
Demonstraram também a sua solidariedade activa para com os colegas de Coimbra em luta pela reabertura da Universidade sem saneados.
Em Coimbra os estudantes levantam-se contra o referendo-burla pela defesa das Assembleias democráticas exigindo a reabertura da Universidade. Carda ao impor o referendo pretende dar uma ideia falsa da vontade dos estudantes da Academia: que estes são cãezinhos dóceis da sua política e que até se pronunciaram "democraticamente" pela reabertura da Academia com saneados! A isto já os estudantes responderam e continuarão a responder: a alternativa é entre uma escola progressista sem os saneados e uma escola retrógrada com aqueles que foram os pilares do fascismo.

1977-05-30 - A Forja Vermelha Nº Esp - UCRP(ml)

PROLETÁRIOS DE TODOS OS PAÍSES, NAÇÕES E POVOS OPRIMIDOS, UNI-VOS

A forja VERMELHA
NÚMERO ESPECIAL
Data: 30/5/77

  CAMARADA FITAS, MAIS UMA VITIMA DO CAPITALISMO
- OS TRABALHADORES DAS O.G.M.A. ESTÃO DE LUTO PELA MORTE DO QUERIDO CAMARADA FITAS. A SUA MORTE REPRESENTA A INCOMPETÊNCIA QUE PAIRA NO POSTO DE SOCORROS, ONDE OS TRABALHADORES DIA A DIA, SENTEM NA CARNE OS EFEITOS DE TÃO "PRESTADA” ASSISTÊNCIA.
     MAS A MORTE DESTE CAMARADA DEVE SER O GRITO DE REVOLTA DE TODOS OS TRABALHADORES CONTRA A BURGUESIA MILITARISTA QUE NADA FAZ PARA RESOLVER ESTE ESTADO DE COISAS, PREOCUPANDO-SE UNICAMENTE COM O LUCRO, COMO DEMONSTRAM AS DIRECTIVAS, RESPEITANTES À PARTE DOENTE EMANADAS PELA DIRECÇÃO MILITARISTA. COMO OUSAM TAIS SENHORES DIZER QUE OS OPERÁRIOS NÃO TEM RAZÕES PARA ADOECER “PORQUE 50% DOS TRABALHADORES TEM IDADES IGUAIS OU INFERIORES A 22 ANOS”, QUANDO NO POSTO DE SOCORROS FALTAM TERMÓMETROS E SÓ OS CONCEDERAM DOENTES QUANDO TEM FEBRE.

1977-05-30 - A TODOS OS PROFESSORES DA ZONA NORTE - Sindicatos

MANIFESTO SINDICAL
LUTA, UNIDADE, VITÓRIA

  A TODOS OS PROFESSORES DA ZONA NORTE

1. A LUTA PELA CRIAÇÃO DE UM ÓRGÃO DE CLASSE DOS PROFESSORES
O ensino, como instituição, é um pilar fundamental do Estado, na medida em que veicula, através dos seus programas, a ideologia da classe dominante.
Um sindicato de professores, armado de uma direcção justa e correcta, constitui uma poderosa arma apontada a qualquer regime de opressão e de miséria, como o que temos vivido antes e depois do 25 de Abril.
Porque do domínio do sindicato depende igualmente o “bom funcionamento” das instituições velhas e caducas e o Estado de miséria e exploração, a luta pela conquista da sua direcção é um poderoso pomo de discórdia entre as classes ou fracções de classe.

1977-05-30 - SINDICATO DOS TRABALHADORES DAS TELECOMUNICAÇÕES - Sindicatos

SINDICATO DOS TRABALHADORES DAS TELECOMUNICAÇÕES

POR UM SINDICATO NAS MÃOS DOS TRABALHADORES

LUTA UNIDADE VITÓRIA

programa
LISTA A

INTRODUÇÃO
Os trabalhadores do Sindicato das Telecomunicações vão ser chamados a escolher um programa e uma direcção para o seu sindicato.
Varias vezes e em várias circunstâncias e para diversos fins têm sido os trabalhadores chamados a votar, nestes três últimos anos.
Ser chamado a escolher, a dar a sua opinião, a impor a sua vontade, é uma coisa boa. Nem em caso algum devem os trabalhadores prescindir desse direito.

1977-05-30 - MANIFESTO - Sindicatos

MANIFESTO

COLEGAS
     1 - Dentro de alguns dias vão os professores sindicalizados da Zona Norte escolher democraticamente não só os futuros corpos dirigentes distritais e de zona, mas também a futura orientação que querem para o seu sindicato do qual são a razão da sua existência. A hora é portanto de reflexão, de estudo e de acção.
REFLEXÃO que nos é imposta, a todos, pelas características da actual situação do Ensino em geral e mais particularmente pelos reflexos reais e visíveis dessa situação quer nas escolas quer no seio do nosso sindicato. É indiscutível a desmobilização que grassa entre os professores da Zona Norte, quer a nível dos núcleos sindicais de base quer na participação da vida sindical mais lata (Assembleias Gerais, grupos de estudo, quotizações, etc.) e que traduz um elevado grau de alheamento por parte dos professores face aos seus problemas socioprofissionais ou pedagógicos.

1977-05-30 - O Comunista Nº 38 - II Série - UCRP(ml)

EDITORIAL
 O separatismo, as cascas de banana e o futuro do governo P«S»

Os acontecimentos verificados nos Açores serviram para pôr à luz do dia, mais uma vez, as contradições políticas e a evolução da actual correlação de forças entre os vários partidos da burguesia.
Na verdade, o hastear da bandeira com as cores da autonomia açoreana lado a lado com a bandeira nacional foi desencadear uma série de reacções em cadeia, das quais apontamos como principais, a nota do secretariado nacional do P«S» condenando a «manifestação separatista» e a «cobertura» dada pelo governo regional do PSD aos acontecimentos; posteriormente, a nota da presidência da República fazendo coro com as posições do partido do governo e, a culminar, a posição do PSD (e depois do CDS) apoiando o governo regional, condenando o «empolamento» dado aos acontecimentos e classificando-o de «aproveitamento político» feito por «certas forças» interessadas em tirar proveito de acontecimentos de importância reduzida. Outras reacções houve, nomeadamente as do chefe do governo regional Mota Amaral que, para além de um ou outro pormenor, nada acrescentaram aos dados fundamentais já avançados pelas posições já referidas.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

1972-05-00 - UEC Nº 02 - Série I - UEC

EDITORIAL

Todo o militante da UEC deve ter completa noção da extrema importância do nosso jornal. Ele deve ser una arma nas nossas mãos: deve intervir eficazmente na luta aumentando a coesão e o nível de consciência revolucionária de toda a organização, deve informar correctamente, deve abrir perspectivas e estimular o trabalho criador de todos os organismos e militantes, deve dar uma visão unificada e correcta da luta estudantil a largas centenas de estudantes antifascistas, deve enfim mostrar com clareza a importância das lutas operárias e de outros sectores anti-fascistas e o papel dos estudantes na luta geral contra o fascismo.
O “UEC” deve ser utilizado da melhor forma possível e sobre este problema se deve debruçar toda a organização. É necessário que todos os organismos estudem e tomem medidas para que o "UEC” chegue a toda a parte onde possa ser útil e onde a sua leitura e discussão possa contribuir para o reforço da luta e do espírito combativo dos nossos colegas. Está nas nossas mãos consegui-lo, tendo presente que o trabalho desenvolvido neste sentido contribuirá também para o reforço de toda a organização.

1972-05-00 - Unidade Popular Nº 014 - PCP(ml)

AS GUERRAS COLONIAIS
Outra maneira de explorar os trabalhadores

Há mais da dez anos que o governo fascista arrasta o povo português para a guerra de opressão dos povos coloniais e tenta fazer acreditar aos trabalhadores portugueses que as colónias fazem parte de Portugal. Mas esta pretensão não tem nada a justificá-la e esconde mal o simples interesse da burguesia portuguesa em continuar a explorar o trabalho e as riquezas que pertencem aos povos africanos.
O desenvolvimento da humanidade, dando-se duma forma desigual, fez com que os povos africanos estivessem mercê das nações europeias mais desenvolvidas. Depois das "descobertas", umas atrás das outras. Portugal, a Espanha, a Inglaterra, a França, a Alemanha, etc., vieram instalar-se nas terras africanas, traficando com as suas riquezas e com os negros, que embarcavam à força para as Américas vendendo-os como os antigos escravos. Mas, pouco a pouco, estas barbaridades exercidas pelos europeus foram deparando com maior oposição.

1977-05-29 - Conferencia de Mulheres do Norte


1977-05-29 - O Presidente Hua recebeu e homenageou com um banquete a delegação do CC do PCP(m-l) - PCP-ml

Reprodução reduzida em 27 cm da primeira página do Renmin Ribao de 29 de Maio de 1977.

Renmin Ribao
Beijing, 29-5-1977

Os povos do mundo apoiam-se mutuamente na sua justa luta.
Citação do Presidente Mao

O Presidente Hua recebeu e homenageou com um banquete a delegação do CC do PCP(m-l)

O Presidente Hua teve uma conversa amistosa e cordial com o camarada Vilar e os outros camaradas. O camarada Li Xiannian e o camarada Vilar fizeram brindes no banquete.
No dia 28 de Maio, o Presidente do Comité Central do PCC, Hua Guofeng, recebeu Heduíno Vilar, chefe da delegação do Comité Central do PCP(m-l) e Secretário-Geral do PCP(m-l), José Santos, membro da delegação e membro do Burô Político e do Secretariado do Comité Central, e Ana Faria, membro da delegação e membro do Burô Político do Comité Central.

domingo, 28 de maio de 2017

1977-05-28 - 1ª Assembleia da Org. de Concelho de Sintra - PCP


1977-05-28 - PROPOSTA SOBRE O DECRETO DOS EXAMES A NÍVEL NACIONAL - Movimento Estudantil

PROPOSTA SOBRE O DECRETO DOS EXAMES A NÍVEL NACIONAL

     PARA SER DISCUTIDA EM TODAS AS TURMAS!
 PARA SER DISCUTIDA NA REUNIÃO DE DELEGADOS DE TURMA!

Face ao despacho nº 6/77 do MEIC os estudantes da turma.....do …..ano reunidos no dia....de….…de 1977 decidem, por.... votos a favor.....votos contra e…...abstenções….. a seguinte proposta.

Considerando que:
    a) Os exames a nível nacional decretados através do despacho nº 6/77 demonstram um total desprezo e desconhecimento pelas situações concretas das diversas escolas.
     b) O início do ano lectivo, tal como em anos transactos não foi uniforme.
      c) O MEIC se apressou a estabelecer os programas sem contudo se preocupar com os textos de apoio e livros didácticos que permitissem seguir e cumprir o programa.

1977-05-28 - POR UM SINDICATO FORTE E DEMOCRÁTICO NA DEFESA DOS TRABALHADORES - Sindicatos


eleição no dia 28 Maio 1977

PROGRAMA DA CANDIDATURA
POR UM SINDICATO FORTE E DEMOCRÁTICO NA DEFESA DOS TRABALHADORES

LISTA A

INTRODUÇÃO
A Lista A é constituída por um grupo de trabalhadores que na sua maioria têm participado na vida do Sindicato desde os primeiros passos dados logo a seguir ao 25 de Abril.
Assim, fazem parte desta candidatura elementos da antiga Comissão Coordenadora e da actual Comissão Instaladora, os elementos das Delegações Distritais que vêm dinamizando toda a actividade sindical em Braga, Viana do Castelo, Vila Real e Bragança, delegados sindicais e de um modo geral trabalhadores que deram provas de estarem empenhados na defesa dos interesses dos T.F.P. e que estão dispostos a desenvolver todos os esforços para unir e organizar os trabalhadores na perspectiva da satisfação das suas mais legítimas aspirações e resolução dos graves problemas com que se debatem.

1977-05-28 - BOLETIM Nº 6 DO MOVIMENTO DE ADESÃO AO PCTP - FEML

BOLETIM Nº 6 DO MOVIMENTO DE ADESÃO AO PCTP
na Organização Regional da Lisboa da FEM-L
semana . 22-28

LUTAR PELO CUMPRIMENTO INTEGRAL DOS OBJECTIVOS
TOTAL DE ADESÕES: 171
Até 18 de Abril - 39
De 18 a 29 de Abril - 30
ADESÕES : 171
De 29 a 7 de Maio - 33
De 7 a 21 de Maio - 43
De 21 a 29 de Maio – 26

Já atingiram os 50%!
DEP. PIONEIROS VERMELHOS - 29
C.L. ZONA ORIENTAL - 37
Estes 2 sectores têm sido até agora um exemplo de esquerda nesta campanha.
Com o objectivo total de 50 adesões, o Departamento dos Pioneiros atingiu já as 29, o que significa que já ultrapassou os 50%; por seu turno o C.L.Z. Oriental tem 21 aderentes dos 75 a que se fixou.

1977-05-28 - RELATÓRIO SOBRE A APLICAÇÃO DAS TESES SOBRE A IMPRENSA DO PARTIDO - PCTP/MRPP

I CONFERÊNCIA DA ORGANIZAÇÃO REGIONAL DE LISBOA
LISBOA 28/29 MAIO

RELATÓRIO SOBRE A APLICAÇÃO DAS TESES SOBRE A IMPRENSA DO PARTIDO

Sem o LUTA POPULAR na Região de Lisboa, o Partido não poderia ter crescido, ter-se ligado às massas e dirigido as suas lutas.
1. Logo desde a sua saída, antes do 25 de Abril, o LUTA POPULAR seguiu a via de ser um propagandista, agitador e organizador colectivo e nas suas páginas vinham retractadas as lutas que os operários, as operárias e todo o Povo travavam, de uma forma cada vez mais crescente. Desde sempre ele seguiu a via e desempenhou o papel de órgão marxista-leninista para as amplas massas ligado intimamente ao seu movimento.
Nesse período, o jornal era distribuído sob as mais duras condições de clandestinidade e era alvo de constantes ataques e perseguições por parte da PIDE e de todo o aparelho repressivo. Mas, nem mesmo assim, ele deixou de fazer chegar a política do Movimento e de ampliar a sua influência em largos sectores do Povo, como é caso mais evidente a sua íntima ligação e distribuição mão a mão às operárias da Automática e a greve do Material Eléctrico que o Partido, apesar das poucas forças da altura influenciou e dirigiu, cabendo ao jornal um importante papel nessa tarefa.

1977-05-28 - A SITUAÇÃO NOS CAMPOS DO DISTRITO - PCTP/MRPP

I CONFERÊNCIA DA ORGANIZAÇÃO REGIONAL DE LISBOA
LISBOA 28/29 MAIO

A SITUAÇÃO NOS CAMPOS DO DISTRITO

I O TERRITÓRIO, A POPULAÇÃO E AS CLASSES MOS CAMPOS DO DISTRITO

Numa vasta área e compreendendo a parte norte do Distrito de Lisboa, situam-se os oito concelhos que no essencial concentram as zonas rurais da nossa Organização Regional.
Arruda dos Vinhos, Sobral de Monte Agraço, Alenquer, Azambuja, Mafra, Torres Vedras, Lourinhã e Cadaval representam um território que abrange cerca de 1700 dos 22762 Km2 do Distrito de Lisboa e onde se encontram apenas 190.000 dos 1.568.000 habitantes que constituem a população distrital. Em termos de proporção temos que 62% da área do Distrito são habitados apenas por 12,4% da sua população.
Dos 190.000 habitantes radicados nos oito concelhos do norte, uma grande parte dedica-se ao trabalho rural como único meio de subsistência.

1977-05-28 - RELATÓRIO DO COMITÉ DAS MULHERES - PCTP/MRPP

I CONFERÊNCIA DA ORGANIZAÇÃO REGIONAL DE LISBOA
LISBOA 28/29 MAIO

RELATÓRIO DO COMITÉ DAS MULHERES

A mulher trabalhadora é uma força vital que deve ser conquistada para a Revolução. Mobilizar para a luta essa força é uma tarefa de todo o Partido.
A história da Revolução Mundial prova que os países que já fizeram a Revolução obtiveram a vitória com a participação activa das mulheres. É por isso que a burguesia tenta por todos os meios alienar a mulher trabalhadora, seja através dos dogmas reaccionários das religiões, quer através dos seus partidos com especial destaque para o partido social-fascista que através do seu apêndice, o chamado MDM, tenta desviar a luta das mulheres trabalhadoras, dirigindo-a no sentido da traição à luta dos operários, dos camponeses e do Povo em geral.
Cabe a nós comunistas dirigir a luta da mulher trabalhadora rumo à Revolução, ao Socialismo e ao Comunismo, disputando taco a taco a direcção aos social-fascistas.

1977-05-28 - AS TAREFAS ENTRE OS SOLDADOS E MARINHEIROS - PCTP/MRPP

I CONFERÊNCIA DA ORGANIZACAO REGIONAL DE LISBOA
LISBOA 28/29 MAIO

AS TAREFAS ENTRE OS SOLDADOS E MARINHEIROS

É NO DISTRITO DE LISBOA, QUE A BURGUESIA CONCENTRA O GROSSO DAS SUAS TROPAS
A Região Militar de Lisboa é fornada pelos Distritos de Lisboa, Setúbal, Santarém e ainda parte do Distrito de Leiria.
Estes 3 Distritos e ainda a parte do outro que fazem parte da Região Militar, são importantes Distritos, onde se concentra a parte mais avançada do Proletariado, com ricas tradições de luta como é o Proletariado da Cintura Industrial de Lisboa.
Também nestes Distritos e principalmente nos do Norte se concentra um grande número de camponeses.
Devido à sua importância, a burguesia concentra no Distrito de Lisboa o grosso das suas tropas. Para podermos fazer uma ideia mais precisa, poderemos ver que das 40 unidades principais que fazem par te desta Região Militar, 29 encontram-se no Distrito de Lisboa, sendo 22 dessas unidades do Exercito, 5 da Força Aérea e 2 da Marinha.

1977-05-28 - A DEFESA, CONSOLIDAÇÃO E ALARGAMENTO DO APARELHO LEGAL DO PARTIDO E O VENTO NOVO DAS DELEGAÇÕES - PCTP/MRPP

I CONFERÊNCIA DA ORGANIZAÇÃO REGIONAL DE LISBOA
LISBOA 28/29 MAIO

A DEFESA, CONSOLIDAÇÃO E ALARGAMENTO DO APARELHO LEGAL DO PARTIDO E O VENTO NOVO DAS DELEGAÇÕES

  1. O 25 DE ABRIL E A NOVA FASE DA ACTIVIDADE POLÍTICA
Com o golpe militar do 25 de Abril, ao pretender a burguesia salvar o seu poder e manter a exploração e a opressão sobre a classe operária e o Povo, instituindo a chamada democracia parlamentar com a criação de toda a casta de Partidos burgueses e traidores, criaram-se condições favoráveis para um desenvolvimento impetuoso da Revolução impondo as massas a actividade legal dos comunistas então organizados no Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado (MRPP).

1977-05-28 - INTERVENÇÕES DO CAMARADA ARNALDO MATOS SECRETÁRIO-GERAL DO PARTIDO - PCTP/MRPP

I CONFERÊNCIA DA ORGANIZAÇÃO REGIONAL DE LISBOA
LISBOA 28/29 MAIO

INTERVENÇÕES DO CAMARADA ARNALDO MATOS SECRETÁRIO-GERAL DO PARTIDO

ALOCUÇÃO DE ABERTURA
A Conferencia da Organização Regional de Lisboa do nosso Partido é uma das realizações mais importantes de toda a vida do Partido posteriormente à sua Fundação.
A Conferencia da Organização Regional de Lisboa do nosso Partido realiza-se num momento político particularmente complexo e exige dos marxistas-leninistas uma grande perspicácia, uma grande firmeza e sangue-frio. Na minha maneira de ver, a Conferência deve dedicar uma parte importante do seu tempo a examinar as peculiaridades da situação política, porque, sem isso, não pode cumprir a sua função nem executar com firmeza as decisões que vier a tomar. Este era o primeiro ponto que gostaria de levantar a respeito da nossa Conferência.

1977-05-28 - RELATÓRIO ACERCA DO TRABALHO POPULAR DE MASSAS NOS BAIRROS, VILAS E ALDEIAS DO DISTRITO - PCTP/MRPP

RI CONFERÊNCIA DA ORGANIZAÇÃO REGIONAL DE LISBOA
LISBOA 28/29 MAIO

RELATÓRIO ACERCA DO TRABALHO POPULAR DE MASSAS NOS BAIRROS, VILAS E ALDEIAS DO DISTRITO

I
No campo do Movimento Popular escreveram-se das mais importantes jornadas de luta que as massas populares travaram e travam ainda desde o 25 de Abril. As lutas, desenvolvidas nos bairros, vilas e aldeias da nossa Região aumentaram de uma forma vigorosa caudal do impetuoso movimento de luta das massas contra a exploração e opressão que sobre elas se abatia, (e abate ainda) e que irromperam nas fábricas com uma força e determinação que puseram desde logo em causa o sistema capitalista pelo carácter político de que se revestiam.
Na própria manhã do 25 de Abril ficou reduzida a pó a plataforma até então existente entre as diversas classes e camadas de classe quanto ao derrube da camarilha fascista-salazarista/marcelista. Cada classe passou, como é evidente a lutar por objectivos diferentes e opostos: onde a burguesia queria uma reforma o proletariado queria a Revolução; onde o proletariado queria uma grande reforma a burguesia queria uma pequena reforma.

1977-05-28 - RELATÓRIO DA ACTIVIDADE NAS 100 GRANDES FÁBRICAS E EMPRESAS DA REGIÃO DE LISBOA - PCTP - MRPP

I CONFERÊNCIA DA ORGANIZAÇÃO REGIONAL DE LISBOA
LISBOA 28/29 MAIO

RELATÓRIO DA ACTIVIDADE NAS 100 GRANDES FÁBRICAS E EMPRESAS DA REGIÃO DE LISBOA

SAUDAÇÃO
Ao apresentar a esta Conferência o Relatório sobre a actividade do Partido nas 100 Grandes Fábricas da Região de Lisboa, saúdo a classe operária portuguesa cuja história é a história da luta contra a sociedade da exploração e da opressão; é a história da luta pela fundação e edificação do seu Partido - o Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses que a há-de conduzir à vitória.
Saúdo todo o Partido e em particular a Conferência da Organização Regional de Lisboa que hoje se encontra reunida nesta sala tradicionalmente ligada às lutas da classe operária, uma Conferência que é fruto da luta e que está virada para a luta da edificação do Partido e para a direcção das lutas do Povo.

1977-05-28 - RELATÓRIO SOBRE O TRABALHO NOS 35 SINDICATOS - PCTP/MRPP

I CONFERÊNCIA DA ORGANIZAÇÃO REGIONAL DE LISBOA
LISBOA 28/29 MAIO

RELATÓRIO SOBRE O TRABALHO NOS 35 SINDICATOS

CAROS CAMARADAS,
O simples facto da importância que é dada à apresentação de um Relatório sobre o Trabalho Sindical, na I Conferência da Organização Regional de Lisboa, significa, só por si, duas coisas importantes: uma é a de que o trabalho sindical passou a ser um problema político de todo o Partido na Região; a segunda é que o trabalho desenvolvido nos permite apre sentar hoje esse Relatório em condições de ele poder ser um precioso instrumento para o nosso trabalho futuro e de merecer ser apreciado por esta Conferência virada para o futuro e para a batalha da edificação do Partido e da direcção da luta das massas.
O I Plenum do Comité Central definiu claramente o caminho a seguir para travarmos a batalha da ofensiva politica e da edificação do Partido:

1977-05-28 - A SITUAÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL NA REGIÃO - PCTP/MRPP

I CONFERÊNCIA DA ORGANIZAÇÃO REGIONAL DE LISBOA
LISBOA 28/29 MAIO

A SITUAÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL NA REGIÃO

Queridos camaradas
Ao iniciar a leitura do Relatório sobre a Situação do Movimento Estudantil na Região de Lisboa, desejo expressar as mais vivas e cordiais saudações comunistas a todos os camaradas delegados a esta I Conferência da Organização Regional de Lisboa do PCTP, bem como aos camaradas convidados, ao Comité Central e ao nosso Secretário-Geral, o camarada Arnaldo Matos.
Ao dirigir estas saudações, e fazendo-o em nome do Comité Estrela Vermelha-Ribeiro Santos, do Comité Regional de Lisboa e em meu próprio nome, sinto-me no dever de expressar quanto para a nossa Federação, e em particular para a Organização Regional de Lisboa da FEM-L tem de honroso e de importante participar nesta Conferência, que será, estou certo, para além de um significativo marco na ofensiva política do Partido, um instrumento utilíssimo no reforço da ligação da nossa Federação ao Partido, e de reforço do papel de direcção do Partido sobre a FEM-L na Região.

1977-05-28 - RELATÓRIO DA ACTIVIDADE DA ORGANIZAÇÃO REGIONAL DE LISBOA - PCTP/MRPP


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sábado, 27 de maio de 2017

1972-05-27 - ARRASAR PARA EDIFICAR - Movimento Estudantil

ARRASAR PARA EDIFICAR

— CONTRA AS CONCEPÇÕES OPORTUNISTAS!
— ORGANIZEMOS VERDADEIROS DEBATES!

Na R.G.A. de 25/5/72 surgiram de início duas propostas, uma apresentada pela direcção da AE e OUTRA pelos autores deste texto. Estas propostas eram, na realidade, diametralmente Opostas. Os autores da proposta "Estar na Luta", não pretendendo escamotear o carácter antagónico das propostas, afirmam a inevitável luta entre as tendências que elas representam, considerando que ela e, em última análise, o reflexo da própria luta travada entre as forças de classe representadas pelo governo e pelas "autoridades” a vários níveis e as forças de classe a que a maioria dos estudantes se alia.
E afirmam mais, que a condenação feita beatificamente pela direcção em comunicado nº 5 de 29/5/72,— "tornou-se a verificar que passados momentos mais agudos de crise, logo proliferam propostas, não no sentido dum avanço objectivo da luta estudantil, mas para reforçar determinados tipos de posições" pretende ela própria reforçar a posição que a direcção representa.

1972-05-00 - O Bolchevista Nº 10 - CML de P

EDITORIAL
DINAMIZE-MOS O RECRUTAMENTO

Na brochura "Por um estilo bolchevista do trabalho" definimos em profundidade a nossa posição exacta quanto à política de recrutamento. Hão vamos agora recapitulá-la. Para o efeito basta recordar a prioridade e urgência dadas à tarefa do recrutamento do operários - não se perdendo simultaneamente de vista que o facto dessa tarefa ser urgente não nos deve levar a abrir as portas a quem não tenha ainda uma boa preparação ideológica o política (o que, naturalmente, explica a orientação dada no sentido de dirigimos o grosso dos nossos esforços para aqueles que já hoje apresentam um nível razoável de consciência).
Pergunta-se agora; se por estudo atento da brochura em questão podem os camaradas ficar com uma noção exacta de quem precisam procurar para a organização, ou seja, se com essa brochura ficam os camaradas com um guia para o seu trabalho no capitulo do recrutamento, como devem eles agir para passarem da Teoria à Prática, impulsionados por um novo dinamismo? Vejamos concretamente três meios práticos:

1977-05-27 - NINGUÉM HÁ-DE CALAR A VOZ DA CLASSE OPERÁRIA! - PCTP/MRPP

NINGUÉM HÁ-DE CALAR A VOZ DA CLASSE OPERÁRIA!

TODOS AO TRIBUNAL DA BOA HORA (LISBOA)!
6ª FEIRA / 27 MAIO / 15 HORAS
2ª SESSÃO DO JULGAMENTO DO LUTA POPULAR

A burguesia através dos seus novos tinocos levou, na passada 6ª feira - 20 de Maio, o LUTA POPULAR a tribunal, facto que constitui mais uma das suas tentativas de silenciar o jornal da verdade, de calar a voz da classe operária, de calar a voz dos explorados e oprimidos. Pretendeu fazê-lo nas costas das massas, à socapa, sem levantar ondas; debalde.

1977-05-00 - LEIA! - PCP

Maio de 1977

LEIA!
informação democrática

QUEM PODE CONCORDAR?
Portugal deve hoje mais de 120 milhões de contos. 15 contos por cada português. Viajar e pedir: esta é a mais intensa actividade do Governo. Os países capitalistas prometiam mundos e fundos, desde que o Governo atacasse as conquistas da Revolução. Mas a realidade é que cada vez apertam mais e mais o torniquete das condições económicas e políticas. Há quem diga que são os empréstimos que sustentam o País. O pior é que o sustentam da mesma maneira que a corda sustenta o enforcado. Criam perigosas ilusões. Atrasam o verdadeiro ataque aos problemas reais. Adiam o grande esforço nacional que é necessário. Não criam riqueza. Tapam buracos. De empréstimo em empréstimo, não tardaria muito que em Portugal e nos portugueses mandassem os credores internacionais. Haverá algum democrata e patriota que esteja de acordo?

1977-05-27 - Violenta repressão em Mora - PCP

Violenta repressão em Mora

TRABALHADORES! POVO ALENTEJANO!
No dia 25 de Maio muitas dezenas de trabalhadores, homens, mulheres e jovens, de Mora, foram brutalmente espancados pela GNR.
Por volta das 7 horas, mais de 300 GNRs, de viseira e bastão, com cavalos e cães polícias, com 25 jeeps e «berliets», cercaram a Herdade do Paço de Cima, da UCP «A Luta é de Todos», Justificação: entregar a herdade, como reserva, ao proprietário José Cabral Nunes Barata.
Logo de manhã, 1600 trabalhadores concentraram-se na herdade. A GNR, comandada por 3 tenentes, deu 5 minutos para os trabalhadores se afastarem. Estes afastaram-se para a extrema. Um GNR provoca um incidente, tentando prender um trabalhador. Aí começa a brutalidade da Guarda batendo sem olhar como e a quem. Homens, mulheres, rapazes e raparigas fogem, outros caem, levando com bastões. Lançaram os cães. Uma mulher foi mordida. Há mulheres que fogem para casa de pessoas conhecidas, mas a GNR entra, puxa-as para a rua e bate-lhes, como, por exemplo: uma menina de 7 anos foi empurrada para dentro de uma valeta. Uma jovem de Pavia, Georgina, está de cama, paralisada da cintura para baixo. Firmino M. Relvas, das Brotas, foi internado no Hospital de Évora. Ao todo, cerca de 70 feridos, dos quais 40 tiveram de receber tratamento hospitalar.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

1972-05-26 - AO POVO DE LISBOA - MRPP

AO POVO DE LISBOA
preparemo-nos para a luta
morte aos carrascos do povo

No espaço do todo um mês, desde o meio de Abril a meados de Maio raro terá sido o dia em que o povo não foi assediado por mais uma nota oficiosa da camarilha marcelista ou por Uma nova comunicação das suas polícias, a respeito daquilo a que a repressão fascista chama de perturbação da ordem e “tranquilidade públicas" - expressão pela qual designa eufemisticamente as justas lutas do povo contra a insuportável exploração e opressão de que é vitima.
Que um governo corrupto, como aquele que nos oprime, mente e deturpa a verdade, ludibria, ameaça, espanca e aterroriza o povo, não é novidade para ninguém; mas o que é novo — e deveras significativo do estado de bancarrota económica, social e politica do nosso país e do pânico dum governo que se sente atacado nos seus pés de barro - é que a camarilha marcelista já não tem força para continuar a esconder dos olhos da opinião publica as centenas de lutas populares que por todo o lado impetuosamente, despontam, crescem, se desenvolvem e convergem para o invencível caudal revolucionário que varrerá da face de Portugal não só a camarilha marcelista, como o sistema de exploração do homem pelo homem que a sustenta. Que o poder qualifique de "perturbação da ordem" as lutas populares de massas, que as calunie e vitupere pouco importa; ele foi forçado, a reconhecer quase diariamente durante o ultimo mês que, do norte a sul e de lés a lés, o povo se levante poderoso livre e forte contra a "ordem" fascista estabelecida, isto é, contra o arbítrio, o despotismo o roubo, a especulação, a fome, a guerra, a doença e a miséria.

1977-05-26 - SOLIDARIEDADE COM COIMBRA - Movimento Estudantil


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1977-05-26 - COMUNICADO AO POVO - Movimento Estudantil

COMUNICADO AO POVO  

Milhares de estudantes estão neste momento em luta de norte a sul do país. Apesar de todas as calúnias, de todos os ataques, de todas as mentiras vociferadas pela imprensa traidora, porta-voz dos interesses do capital e de todos os falsos amigos do povo, essa luta avança impetuosamente. Ela está intimamente ligada à luta de todo o nosso Povo contra a fome, a miséria e o desemprego, contra o regresso dos patrões, em torno da contratação colectiva, em dezenas de combates nas fábricas e nos campos da nossa pátria.
Não se trata, pois, de Uma "minoria de parasitas que querem vida fácil”; trata-se de uma luta dura contra a reforma que o ministro Cardia quer meter nas escolas à força da bastonada; contra a reforma iniciada por Veiga Simão, confirmada pelos governos provisórios e prosseguida pelo ministro Cardia do Governo "socialista"; uma reforma que vai lançar milhares de estudantes no desemprego e que vai transformar as Universidades em escolas para formar exploradores do Povo. É contra isso que os estudantes hoje se levantam firmemente.

1977-05-26 - CASO NÃO SEJA SOLTO ATÉ DIA 28 DE MAIO - Rui Gomes

CASO NÃO SEJA SOLTO ATÉ DIA 28 DE MAIO
Rui Gomes entrará em greve da fome

BOLETIM INFORMATIVO DA COMISSÃO DE LUTA PELA LIBERTAÇÃO DE RUI GOMES  26-5-77 N° 3

Direcção geral AAC impossibilitada estar presente comício devido radicalização luta académica Coimbra manifesta seu total apoio luta libertação estudante antifascista Rui Gomes no momento que fascismo pretende destruir últimas conquistas 25 Abril saneados voltam escolas fábricas com apoio Governo MEIC suspende aulas FCTUC impondo regresso professores fascistas AAC reputa fundamental importância luta libertação Rui Gomes AAC solidária convosco libertação imediata Rui Gomes morte ao fascismo a luta continua.
DG AAC
Aqueles que querem ver os fascistas passear na Universidade de Coimbra, aqueles que reprimiram os estudantes portuenses, aqueles que mantém preso o estudante antifascista Rui Gomes, são os mesmos que querem devolver as empresas aos patrões, que querem destruir a Reforma Agrária, que soltam os pides e permitem que os bombistas continuem a sua acção terrorista. São os mesmos que querem que sejam os trabalhadores a pagar a crise feita pelos ricos. Esses são os mesmos que tentam que os trabalhadores têxteis não conquistem o seu CCTUV. Contra esses, nós trabalhadores têxteis dizemos: Trabalhadores-Estudantes a mesma luta!

1977-05-26 - SOLIDARIEDADE COM COIMBRA - UJCR

UNIÃO DA JUVENTUDE COMUNISTA REVOLUCIONÁRIA
Destacamento Juvenil do PCP(R)

SOLIDARIEDADE COM COIMBRA
A LUTA CONTINUA!

1) Face à recusa de diálogo com as direcções de Ass. Es. por parte de Cardia à Academia de Lisboa reunião em plenário com a presença de mais de 5000 estudantes e decidiu entrar em greve até ao próximo Domingo (data de realização do ENDA) continuando firme na solidariedade com Coimbra e em luta contra e política reaccionária MEIC.
Ao longo deste processo de luta, desde os sectores direitistas do PS até ao PPD e o CDS, todos os reaccionários se uniram para combater o mov. estudantil, e defender a repressão policial, o encerramento da Universidade de Coimbra, a reintegração dos fascistas saneados, etc. Pelo seu lado, os revisionistas da UE“C” têm ao longo de todo o processo feito todos os esforços para a desmobilização estudantil; começaram por defender o Não à greve em Coimbra até acabarem por agitar a "greve geral ilimitada” fazendo, afinal, o jogo dos reaccionários que estão contra a greve de solidariedade. Por outro lado, ainda, forças que como a MRPP durante o processo de gestão furaram a greve decretada pelo Plenário da Academia, não nos merecem qualquer confiança nas posições que tomam.

1977-05-26 - A luta Continua, Cardia p/á rua! - LCI

A luta Continua, Cardia p/á rua!

Os 5.000 estudantes reunidos ontem em Plenário da Academia demonstraram que apesar do avanço da direita, apesar dos erros das direcções que nos têm conduzido, é possível desencadear a greve!
Hoje de manhã, a confirmação foi esmagadora: o ISE, a Faculdade de Letras, Ciências, Medicina, ISCTE, ISCAL, ISEF, ESBAL, Direito, paralizaram totalmente. No Técnico, a adesão foi de cerca de 70% em Farmácia, 80%.
Para quem afirmava não haver condições para a greve, para quem argumentava com as RGAs que tinham votado contra a greve, a resposta foi categóricas a mobilização só pela luta se consegue!

QUE LIÇÕES TIRAR?
No Plenário de dia 19, a mobilização estudantil atingia o seu ponto culminante. 8.000 estudantes compareceram para desencadear a Greve geral, de acordo com as decisões do primeiro ENDA. Mas as direcções afectas ao MES e UDP, que haviam votado pela Greve geral no ENDA, resolveram recuar no momento decisivo. Depois de a DG da AAC ter já esgotado largamente todas as possibilidades de diálogo com o MEIC, aquelas direcções decidiram tomar como objectivo central…, a abertura do "diálogo”. No Porto, adiaram o Plenário de uma semana, em Lisboa propuseram e aprovaram a concessão de um prazo ao MEIC para se dispor ao diálogo...!

1977-05-26 - O Proletário Vermelho Nº 81

EDITORIAL
A HISTORIA QUE POR AQUI PASSA

Foram necessários anos e anos de lutas e combates para chegar aqui e, afinal estamos ainda tão longe. O capitalismo europeu está próximo do “desemprego” enquanto o americano - não sem deixar de espreitar a distracção dos povos — procura arrumar o seu quintal. Foram necessários centenas de anos de guerra de classes para que isto acontecesse. E hoje, os que hoje vivem a História que por cá passa com lucidez e consciência têm dificuldade em lhe encontrar o exacto curso.
Todos os anti-marxistas viram o seu cepticismo reduzido a pó. A luta de classes motorizou a História como os pés movimentaram o corpo. A dificuldade está - continua a estar - porém em “viver” essa História. Vivê-la porque e enquanto por cá passa desta maneira.

ABRIR UM PACTO CONTRA O PACTO IBÉRICO

1977-05-26 - COMUNICADO - Juventude Socialista

JUVENTUDE SOCIALISTA

COMUNICADO

Temos vindo a assistir nas últimas semanas a movimentos grevistas, se é que se pode chamar às manobras golpistas e oportunistas que os grupelhos políticos tal como o M.R.P.P. os G.D.U.Ps e outros, que a titulo de solidariedade para com os colegas de Coimbra têm vindo a desenvolver.
A intenção com que o fazem todos os sabemos. Interessa-lhes por alunos contra alunos. Interessa-lhes oporem-se e darem nas vistas só para saber-mos que ainda existem, pois como forças minoritárias que o são, é esse o seu único meio de acção e interessa-lhes destruir o que de pouco está feito e o seu único papel para a construção de uma escola nova é o de por uma forma indirecta darem uma oportunidade à direita de se ir infiltrando nas próprias escolas. São, pois eles que tanto falam da direita, no seu avanço, lhe abrem a porta, lhes dão a mão para entrarem e fazem o seu jogo, tão obcecados estão em conseguirem o poder à força. A estes lembramos o velho ditado "Depois nos Virá quem pior fará”. Até lá, bom seria que tomassem consciência dos seus actos e que quando essa altura chegasse esses senhores se responsabilizassem pelo que fizeram, ou melhor pelo que desfizeram. Que não se lamentem nessa altura, pois bem os avisámos e foram eles que contribuíram para que tal acontecesse. E então nós perguntámos: será que estes que tanto falam em nome dos estudantes e na defesa dos seus interesses merecerão que nós os consideremos como tal? Será que são os que se aproveitam do desconhecimento e das inconsciências dos outros, que se aproveitam dessas situações, que são os estudantes. Será que são os estudantes ao que não estudam e que impedem os outros de o fazerem? Não. Estes são sempre os mesmos, que contestam o decreto de gestão, e dizem que o Ministro acabou com as R.G.A.s, os que se apoderaram dos plenários e R.G.A,s para decidir em nome de todos os alunos, os que contestam os exames a nível nacional, os que defendem as passagens administrativas e os exames a nível de escola. Mas vejamos o que na verdade se passa com elas. 0 Ministro não as proibiu, nada disso, tanto que elas se realizam por toda a parte. O que proibiu foi o seu poder deliberativo como órgão máximo da escola. Mas porquê? Antes do 25 de Abril não havia R.G.A.s, porque não havia liberdade de expressão e de reunião. Hoje há, por isso existem. Após o 25 de Abril e dado o papel como meio de transição para uma sociedade democrática elas tiveram grande importância. Hoje, todavia, o processo democrático evoluiu, infelizmente para alguns, concerteza, que desejaria conservar o poder e manter tudo no Caos, que é seu ambiente próprio; hoje já há órgãos que por meio de eleições democráticas eleitas pelos alunos decidem e defendem os seus interesses. Além disso, o surto de reuniões aumentou, os alunos cansaram-se e já lá não iam, pois nada se resolvia a maior parte das vezes. E então esses senhores, aproveitavam-se disso para tomar em nome de toda a escola decisões nas costas dos alunos, votadas a maior das vezes por meia dúzia de alunos dessa escola. Ainda hoje em plenários que abrangem todas as escolas, a nível secundário ou superior "o caso dos dois últimos plenários na Cidade Universitária e tantos outros”, são tomadas decisões a nível de todas as escolas por um número de alunos que corresponde ao existente quando muito em uma ou duas escolas. Será que só uma ou duas escolas é que decidem em nome de todos os alunos? Será que este processo é justo e correcto? Pensamos que não....

1977-05-26 - A LUTA CONTINUA ATÉ SAIR O CCTV - PRT

A LUTA CONTINUA ATÉ SAIR O CCTV

Camaradas:
Gonelha pensava, talvez que a publicação da sua portaria deitava poeira para os olhos dos metalúrgicos, mas a gente já estamos habituados a política deste senhor e não nos apoquenta­mos por tão pouco!
Quanto fica a ganhar a maioria dos metalúrgicos, nesta portaria? 550$00! 2 anos para quinhentos escudos! Mas, o mais original está em que 141 categorias profissionais, em vez de serem ajustadas para o escalão superior, são todas passadas para bai­xo! E o Gonelha continua com as suas ideias: a portaria vigoraria 18 meses, e quanto a retroactivos só a partir de Janeiro de 77, em vez de ser de Junho do ano passado.
Também os estudantes andam numa dura luta, que lhes tem custado enfrentamentos com bandos fascistas, permitidos pelas autoridades, além de sofrerem a repressão da polícia de choque. O Cardia quer meter os professores fascistas nas escolas, e até agora nenhum entrou.

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