sexta-feira, 21 de abril de 2017

1972-04-00 - REUNIÃO DE SÓCIOS DO S.N.E.B.D.L - Sindicatos

REUNIÃO DE SÓCIOS DO S.N.E.B.D.L
 — informação —

Realizou-se na passada sexta-feira, 21-4-72, mais uma Reunião de Associados no nosso Sindicato, com a seguinte ordem de trabalhos:
1 - INFORMAÇÕES
2 - ELEIÇÕES SINDICAIS
Antes de dar cumprimento a esta ordem procedeu-se a uma chamada aos colegas presentes, por bancos, e verificou-se que estavam representados nesta Reunião todos os bancos, com excepção do Banco Visiense, Crédito Predial, Crédito Franco-Portugais, Sociedade Financeira e Pinto de Magalhães.
A Reunião decidiu chamar a atenção dos colegas daqueles bancos para a necessidade de se fazerem representar nestas reuniões dada a importância de que se reveste uma informação objectiva a propósito do próximo acto eleitoral.
INFORMAÇÕES
1 - DESPEDIMENTOS SEM JUSTA CAUSA
a) No Banco da Agricultura dois colegas foram despedidos;
b) Um colega com 18 anos de actividade ao serviço do corrector Serrão Franco, foi também despedido;
c) Entretanto parece conhecer-se a «causa» próxima que levou ao despedimento do Luís Franco, membro do Grupo de Trabalhos, do CEL — Montepio Geral. Essa «causa» teria sido, ao que parece, a inobservância de Luís Franco das regras de subserviência que o Sr. Urbano César Fernandes, chefe do Montepio, impõe aos seus subordinados, aproveitando-se dum regulamento interno do Montepio tão arcaico quanto o conceito de comportamento daquele chefe. Aquele regulamento, que não está aprovado pelo INTP, exige, entre outras coisas, que o empregado cumprimente o chefe.
Tirando partido da situação que ocupa, o Sr. César revela uma prepotência a toda a prova, lesando assim a vida dos trabalhadores que tenham uma verdadeira dimensão da dignidade humana e não estejam dispostos a submeterem-se a atitudes servis. Estes factos foram comprovados com exemplos narrados por colegas daquela instituição.
Esta «causa», no entanto, não foi concretamente a que levou ao despedimento deste nosso colega. Ela foi apenas um pretexto, pois foi o dinamismo demonstrado no trabalho sindical que levou o Montepio a despedi-lo abusivamente.
2 - ILEGALIDADES
Nos bancos Sotto Mayor e BNU, e como consequência do afluxo de trabalho ocasional pelos recentes aumentos de capital, nas secções de Títulos houve necessidade de trabalhar nos tempos de descanso semanal. No entanto, segundo aquelas empresas, o trabalho extraordinário efectuado nesses dias não implica para a contagem das 100 horas.
Ora isto é MANIFESTAMENTE ILEGAL. E tanta ilegalidade não reprimida pelos organismos de fiscalização causa muita estranheza.
No centro mecanográfico do Fonsecas & Burnay, as colegas que aí prestam serviço, têm de preencher um papel indicando a hora a que se ausentam para satisfação das suas necessidades e a hora a que regressam. Não podem falar umas com as outras, sob pena de repreensão duma vigilante cuja «produtividade» se traduz em seguir ininterruptamente os movimentos das máquinas-mulheres-máquinas. A Reunião de Sócios manifestou o seu repúdio por esta situação, que em nada contribui para a aludida produtividade e só prejudica as trabalhadoras em questão, não só no período em que têm de estar sujeitas a tal ambiente de trabalho, como ainda para além das seis horas e meia, onde esse ambiente se vai repercutir através duma hipertensão, inibindo-as dum aproveitamento eficaz dos seus tempos livres.
ELEIÇÕES SINDICAIS
a) Foi salientado o facto da C.A. não ter ainda comunicado à classe que foi apresentada uma lista de candidatos às próximas eleições. Muito embora a Reunião de Sócios já tenha divulgado esse facto, competiria à C.A. fazê-lo numa circular informativa.
Será que a C.A. entende não dever dar publicidade a uma lista representativa da classe?
b) A menos de um mês das eleições para o seu Sindicato, e com uma lista de candidatos formada na sua maioria por elementos do Grupo de Trabalhos, grupo esse que tem vindo a desenvolver uma actividade de qualidade, que culminou com a elaboração dum Ante-Projecto de revisão contratual aprovado em Reunião Geral de Sócios, têm todos os bancários uma oportunidade de demonstrar a sua unidade VOTANDO NA LISTA DA CLASSE.
Até às eleições só há mais três Reuniões de Sócios. Comparecendo a estas, mais ligados ficamos às tarefas a desenvolver para uma votação que seja significativa da nossa unidade, e comparativa da confiança nos colegas a serem eleitos.

OS ASSOCIADOS

Mirandela & C.ª — 6.000 ex.— 4-72

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