quarta-feira, 30 de novembro de 2016

1971-11-30 - Semana Portuguesa Nº 21

EDITORIAL
EXTRADIÇÃO

Já sofremos tentativa de linchamento, quando distribuíamos nosso jornal na porta de uma sociedade luso-brasileira desta cidade.
Sofremos tentativa de rapto, quando realizamos o movimento de amnistia em favor dos presos políticos ibéricos e quando promovemos a campanha pela libertação do Dr. Mário Soares e do Bispo António.
Tentaram intrigar-nos com as autoridades brasileiras, sendo-nos facultada a leitura de uma denúncia de várias laudas, que depois de indagarmos da autoridade se éramos obrigados a toda leitura, sendo-nos respondido que não, apenas lemos uma lauda, e o que lemos, era hediondo e próprio de pessoas de formação fascista.
Quiseram agredir-nos de arma em punho em nosso próprio escritório. Tivemos que o desarmar.
Encostado na porta de nosso escritório, encontrava-se quase permanentemente uma pessoa, que podemos presumir tratar-se de um informante. Com este, houve certa vez desinteligências com um brasileiro colaborador do jornal, que se considerou ofendido em sua própria Pátria. Em frente a nossa residência, em certas épocas, ficava uma pessoa vigiando-nos dia e noite.

1976-11-30 - Unidade Popular Nº 100 - PCP(ml)

Desejo dominante nas comemorações em todo o País
Cumpram-se as promessas de luta contra o social-fascismo feitas em 25 de Novembro!

O primeiro aniversário do 25 de Novembro, da vitória do povo português sobre a tentativa de golpe de Estado do social-imperialismo russo e do social-fascismo cunhalista, foi comemorado em todo o País.
Em Lisboa, destacaram-se a cerimónia realizada na Amadora com a presença do Presidente da República e dos representantes dos órgãos de poder e um colóquio organizado por intelectuais anti-sociais-imperialistas.
No Porto, em Coimbra e em Évora, os respectivos comandantes das regiões militares presidiram a sessões comemorativas.
O discurso que Ramalho Eanes pronunciou na Amadora ataca veladamente as forças do social-fascismo. Os principais aspectos focados por Ramalho Eanes foram: o significado do 25 de Novembro e a sua repercussão nas Forças Armadas; a difícil situação económica e as tarefas das Forças Armadas; e, finalmente, o papel que o próprio Presidente da República deverá assumir.

1976-11-30 - como no 1º de Dezembro de 1640 CERREMOS FILEIRAS PELA INDEPENDÊNCIA DA PÁTRIA! - OCMLP

como no 1º de Dezembro de 1640 CERREMOS FILEIRAS PELA INDEPENDÊNCIA DA PÁTRIA!

AOS OPERÁRIOS E CAMPONESES DO CENTRO DO PAÍS!
A TODOS OS DEMOCRATAS E PATRIOTAS!

No 15 de Dezembro de 1640, o Povo Português pôs fim ao domínio estrangeiro dos Filipes de Espanha e recuperou a sua independência nacional. O grande apoio popular à acção de aniquilamento dos invasores estrangeiros deu provas dos elevados sentimentos patrióticos que animavam o nosso povo.
A história mostra-nos que a chama patriótica que animou as massas populares nesta data, já há muito vivia nos corações de todo o povo e que, ao longo dos séculos, ela jamais se extinguiu.
Por exemplo em 1385, o povo português apoiou vivamente as forças patrióticas contra aqueles que pretendiam entregar Portugal aos domínios dos reis de Castela.
Durante a ditadura fascista o povo português soube denunciar, resistir e lutar contra o imperialismo americano ao mesmo tempo que lutava contra a ditadura fascista e o capitalismo que venciam o nosso país à pilhagem estrangeira. Durante os 48 anos de fascismo, o povo português demonstrou vivamente, por diversas ocasiões, o ódio que votava ao imperialismo internacional com o imperialismo americano à cabeça.

1976-11-00 - FREGUESIA DA ENCARNAÇÃO Manifesto Eleitoral - CDS

FREGUESIA DA ENCARNAÇÃO
Manifesto Eleitoral

LISTA DE CANDIDATOS À ELEIÇÃO DA ASSEMBLEIA DE FREGUESIA
EFECTIVOS:
1 — MARIA JOSÉ DE MENDONÇA — conservadora de museus e de palácios e monumentos nacionais.
2 — FRANCISCO MARQUES DA SILVA — gerente comercial.
3 — JOSÉ CALDEIRA DE ORDAZ DA CUNHA PINTO CARDOSO — bancário.
4 — ANTÓNIO MAIA TEIXEIRA — ajudante técnico de farmácia.
  5 — MARIA JOSÉ SALEMA DOS REIS DE ALMEIDA GARRETT — doméstica.
6    — JORGE JOSÉ BRAGA MARTINS — estudante de engenharia mecânica.
7 — DOROTEIA DE JESUS DYSON VAN WEIDE — doméstica.
8 — JOÃO EDUARDO MARTINS — ajudante técnico de farmácia.

1976-11-30 - SESSÃO DE ESCLARECIMENTO DA LISTA DO M.R.P.P. PELA ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DO ESTORIL - MRPP

SESSÃO DE ESCLARECIMENTO DA LISTA DO M.R.P.P. PELA ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DO ESTORIL

ALAPRAIA
SOCIEDADE

3ª FEIRA/30 NOVEMBRO/21H

. APRESENTAÇÃO DA LISTA
. APRESENTAÇÃO DO PROGRAMA AO POVO DA ALAPRAIA

VOTA M.R.P.P.! O VOTO DO POVO NOS CANDIDATOS DO POVO E NO MANDATO POPULAR

1976-11-30 - ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE S. JORGE DE ARROIOS - MRPP

MANDATO POPULAR
ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE S. JORGE DE ARROIOS

VOTA MRPP O voto do Povo nos candidatos do Povo e no Mandato Popular

MANDATO POPULAR
À ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE S. JORGE DE ARROIOS
A TODOS OS DEMOCRATAS, PATRIOTAS, ANTI FASCISTAS E ANTI-SOCIAL-FASCISTAS
As Autarquias Locais são órgãos do aparelho de Estado capitalista e fazem parte da estrutura que o mantém. A burguesia ao fazer eleições para estes órgãos pretendo por um lado reforçar através da capa da democracia o seu aparelho de Estado que utiliza para oprimir a Classe Operária e o povo; por outro lado fazer um ataque de grande envergadura aos órgãos de Vontade Popular: as Comissões de Moradores, pondo-as a reboque da Junta de Freguesia.
O M.R.P.P, definiu a justa política do participar não eleições para as Autarquias Locais para não deixar o Povo abandonado à sua sorte, aos partidos burgueses e traidores, para defender intransigentemente as reivindicações de Povo, os Órgãos da Vontade Popular e fazer uma intensa campanha de propaganda, agitação e organização das massas populares. É neste sentido que o M.P.P.P. apresenta a sua lista e o seu programa ao Povo de Arroios. Apelados ao Povo da nossa Freguesia a unir-se em torno ao seu Mandato Popular.

1976-11-30 - Luta Popular Nº 456 - MRPP

MANIFESTO ELEITORAL DO MRPP
MANDATO POPULAR

1. A RAZÃO
Os candidatos do Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado (MRPP), ao virem reclamar, para si e para o seu Partido, a confiança e o voto do povo nas eleições a que se propõem para as autarquias locais e a realizar no próximo dia 12 de Dezembro, fazem-no conscientes da pesada responsabilidade política que assumem perante esse mesmo povo, mas convictos também de que esse é o mandato imperativo, imposto à sua consciência de cidadãos e trabalhadores revolucionários pela situação degradante e calamitosa em que vive — se a isso se pode chamar viver! — a imensa maioria das famílias trabalhadoras do nosso país, esmagadas pelo desemprego, pela vida sempre mais cara, pela doença a fome e a miséria.
Cônscios da responsabilidade em que se constituem e de quais sejam efectivamente os legítimos interesses e as justas aspirações do povo — jamais realizadas, convém frisar, a despeito das mil e uma promessas demagógicas dos sucessivos governos e de todos os políticos e partidos governamentais oportunistas e traidores —, os candidatos do MRPP estão firmemente decididos a baterem-se pelas reivindicações das classes trabalhadoras e a lutarem pela satisfação dos seus anseios a uma vida nova, digna de ser vivida, numa sociedade sem exploradores nem opressores.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

1976-11-29 - Vanguarda do Povo Nº 25 - MRML

EDITORIAL
O MOMENTO É DE LUTA

A CLASSE BURGUESA DESTE PAÍS, COM MAIS DE SETENTA ANOS DE DOMÍNIO SOBRE OS TRABALHADORES; ARRANJA TRUQUES E ARTIMANHAS DOS MAIS VARIADOS, PARA CONTINUAR O SEU DOMÍNIO.
Assim, muito constitucionalmente, valendo-se desse poço de manha e de corrupção que são os tribunais e os juízes, já soltou quase todos os 1.200 pides que estavam presos, já soltou a maior parte dos suspeitos dos atentados bombistas, como Mota Freitas, vice-chefe da polícia do Porto, já colocou mais umas bombas, como aquela que destruiu parte da casa de Lopes Cardoso, já conseguiu expulsar Salgueiro Maia, um dos capitães de Abril, do seu quartel em Santarém, e já mandou um dos seus representantes, o oficial da Força Aérea Canto a Castro, à Bélgica, conversar com o assassino e nazi Holden Roberto.
Os amigos acabam sempre por se encontrar.

1976-11-29 - CIRCULAR INTERNA - UEC

CIRCULAR INTERNA

Camarada:
Vai realizar-se no dia 9/Dez/76 (5ª feira), às 21,30 horas na Sala 17 de Abril nas Matemáticas, uma Reunião Geral da Organização, para a qual te convocamos, com a seguinte ordem de trabalhos.
1. Eleição da Direcção Regional
2. 1º Congresso da UEC
3. Trabalho de massas

1. Eleiçao da Direcção Regional
A eleição da Direcção da Organização do Ensino Superior de Coimbra no início do actual ano escolar é um acto de particular importância na democraticidade interna da nossa organização e, na aplicação do princípio leninista do centralismo democrático que nos rege e que implica a eleição de todos os organismos dirigentes de baixo para cima.
Para poderes participar neste acto relevante da vida da nossa Organização, deves ter as quotas em dia e possuir o cartão da UEC referente a 76/77. Todos os dias úteis poderás regularizar a tua situação na Secretaria das 14 às 16 horas. Estará, também a funcionar no próprio dia e local da reunião uma "banca” para pagamento de quotas.

1976-11-29 - Poder Popular Nº 53 - II Série - MES

EDITORIAL

Neste número do «Poder Popular» fazemos o balanço sumário da nossa intervenção nesta fase do processo de unidade e particularmente do Congresso dos GDUP's.
Este balanço é tanto mais necessário quando alguns camaradas sem partido têm criticado abertamente o MES pela táctica adoptada em relação ao processo de unidade que conduziu à criação do MUP.
Nos seus aspectos centrais o Congresso dos GDUP's saldou-se por uma vitória da unidade popular a que correspondeu o isolamento total e derrota das concepções radicalistas esquerdistas e a derrota parcial das concepções vanguardistas sectárias (ver neste número os artigos correspondentes).
A vitória da unidade popular materializou-se na consagração do MUP como Movimento Político de massas de carácter unitário; na aprovação do Preâmbulo dos Estatutos que consagra uma correcta concepção do MUP do ponto de vista organizativo; na apresentação ao Congresso do Relatório da CNPUP; e na aprovação do Programa Imediato de Luta que consagram uma análise correcta da situação política actual e apontam objectivos imediatos da luta do povo contra a ameaça fascista, a recuperação capitalista e a ingerência imperialista.

1976-11-29 - Boletim Nº 3 - O Grito do Povo

A resistência do povo soviético abala a dominação reaccionária dos novos czares

Pequim, 7 de Outubro de 1976 (Hsinhua - do nosso correspondente)
Com o objectivo de manter a sua dominação, a camarilha dominante dos revisionistas soviéticos não se poupa a nenhuns esforços para camuflar as contradições de classe e as contradições nacionais que se exacerbam dia após dia no interior do país. Não pára de apelar a “cooperação das classes" e de falar da "comunidade de interesses das diversas classes"; ao mesmo tempo pretende que na União Soviética "o antagonismo de classe e o antagonismo nacional já desapareceram". Mas levantemos essa parra que é a teoria da "extinção da luta de classes", e veremos desenhar-se uma realidade completamente diferente daquela que os novos czares querem descrever.
Um punhado de burgueses burocratas monopolistas incarnados por Brejnev exerce uma ditadura fascista sobre o povo soviético, submete os trabalhadores a uma cruel exploração e sujeita as nacionalidades não-russas, que representam quase metade da população soviética, a uma opressão em uma servidão ainda mais impiedosas. Esse "país de todo o povo", como eles gostam de dizer, é na realidade uma prisão para os povos das diferentes nacionalidades soviéticas.

1976-11-29 - Combate Socialista Nº 61 - II Série - PRT


1976-11-29 - 29 NOVEMBRO 32º aniversário da libertação - AAP-A

Povo albanês:
Os frutos da tua luta heróica, deves colhê-los tu mesmo porque te pertencem, pagaste-os com o teu sangue.
Para não permitir que nos sejam arrebatados e pilhados pelos bandidos, especuladores, intriguistas e políticos corrompidos, pelos sugadores de sangue habituados a viver à nossa custa, cerremos fileiras mais do que nunca, reunamo-nos em volta do poder, da Frente, do Governo democrático, e, assim unidos, marchemos para os nossos objectivos, que são o melhoramento da vida social e económico do nosso país.
Viva a Albânia Livre Democrática!
(…)
Discurso pronunciado por Enver Hoxha em Tirana, a 28 de Novembro de 1944

29 NOVEMBRO
32º aniversário da libertação
A Albânia içou as bandeiras do 32º aniversário da Libertação. Em todo o país vive-se uma atmosfera de entusiasmo e alegria. Os 32 anos que passaram sobre o dia em que os soldados do exército popular entraram em Tirana trazendo com eles a liberdade e a independência estão marcados por tantos acontecimentos importantes para a história da Albânia que, se não se medir a vida pelo número de anos vividos mas pela obra feita para o bem da humanidade é preciso reconhecer que a geração dos albaneses que fez a revolução e construiu as bases do socialismo tem o direito de se orgulhar.

1976-11-29 - Luta Popular Nº 455 - MRPP

Encontro dos Sindicatos Democráticos:
É nas águas turvas da cisão social-fascista que pescam os pluralistas

Com uma situação a nível do movimento sindical substancialmente diferente daquela que existia aquando da realização do Encontro de 13 e 14 de Setembro, efectuou-se no Anfiteatro dois da Faculdade de Letras de Coimbra, sob convocatória da Comissão de Redacção da Carta Aberta novo Encontro dos Sindicatos democráticos.
Antes de entrar propriamente no relato não só dos trabalhos como das conclusões deste Encontro dos Sindicatos democráticos será bom recordar alguma coisa deste passado recente que existia na altura da realização do último Encontro, das suas conclusões e daquilo que aconteceu desde então.
No último Encontro, a unidade necessária entre os Sindicatos democráticos foi alcançada e materializada num documento que constituía uma clara denúncia do que era o terrorismo e o golpismo que caracteriza a linha politico-sindical da Intersindical e deveria ser amplamente divulgado entre as massas, servindo-lhes como uma arma no combate ao social-fascismo, mobilizando as massas para a necessidade da realização de um Congresso democrático de todos, os Sindicatos, em cuja CNOC estivessem representadas todas as linhas político-sindicais com expressão, existentes no movimento sindical português e que permitisse avançar na construção de uma Central Sindical Única. Por outro lado Os social-fascistas ainda não tinham procedido a eleição da CNOC, o que dependia em grande parte da posição que os Sindicatos democráticos adoptas em depois do Encontro de Coimbra.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

1976-11-28 - COMÍCIO DO PCP(R)

COMÍCIO DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS (RECONSTRUÍDO)
FIL, 28 NOVEMBRO 1976

RELATO À CLASSE OPERÁRIA E AO POVO DE PORTUGAL
PELA DELEGAÇÃO DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS (RECONSTRUÍDO)

Mensagem do Comité Central do PCP(R) ao VII Congresso do PTA
Queridos camaradas Delegados,
Querido Camarada Enver Hoxha,
Trazemos-vos a saudação cheia de calor revolucionário e internacionalista de todo o Partido Comunista Português (Reconstruído), do seu Comité Central e também de todos os trabalhadores revolucionários portugueses que olham com amor e esperança a Albânia Socialista, o seu heróico povo e o glorioso Partido do Trabalho.
Para nós, comunistas portugueses, é uma enorme honra participarmos neste acontecimento máximo dos comunistas e do povo da Albânia, e podermos dirigir-nos aos Partidos Comunistas e aos trabalhadores de todo o mundo desta tribuna, que a política consequentemente internacionalista do Partido do Trabalho da Albânia transformou também numa tribuna do Movimento Comunista Internacional.

1976-11-28 - EM FRENTE PELA VITÓRIA DO POVO UNIDO - MDP-CDE

MOVIMENTO DEMOCRÁTICO PORTUGUÊS

EM FRENTE PELA VITÓRIA DO POVO UNIDO

1. O Movimento Democrático Português MDP/CDE apela a todos os democratas, e em especial aos seus militantes e simpatizantes, para uma participação activa na Frente Eleitoral Povo Unido e para o voto nos candidatos da Frente nas eleições dos órgãos do poder local.
2. Estas eleições são decisivas para a defesa e consolidação da democracia a caminho do socialismo, objectivo constitucional votado pelos representantes do Povo Português.
São decisivas porque a vida democrática local é a base de toda a vida democrática nacional; porque os inimigos da Democracia vão procurar tirar dos resultados eleitorais argumentos para tentar destruir as grandes conquistas populares, como a Reforma Agrária, as Nacionalizações e o Controle Operário, para tentar pôr em causa a própria Constituição e a Assembleia da República.

1976-11-28 - REUNIÃO GERAL DOS RESPONSÁVEIS DAS LISTAS DE CÂMARA E FREGUESIA - MRPP

CONCENTRAR FORÇAS NAS AUTARQUIAS, MARCHAR AO MESMO RITMO, OBTER NOVOS AVANÇOS

REUNIÃO GERAL DOS RESPONSÁVEIS DAS LISTAS DE CÂMARA E FREGUESIA
4ª FEIRA/ 1 DEZEMBRO/ 15H SEDE REGIONAL

CIRCULAR A TODOS OS MILITANTES DO DISTRITO DE LISBOA
1. A 2º fase da CAMPANHA DAS AUTARQUIAS chegou ao seu termo, fase consubstanciada na defesa das LISTAS face aos tribunais burgueses, na batalha das MESAS DE VOTO e na elaboração do PROGRAMA - MANDATO POPULAR.
Neste período registaram-se um certo número de iniciativas positivas, reuniões de massa para auscultar sugestões e reivindicações do povo, propaganda e agitação diversas, preparação intensiva dos meios financeiros e técnicos capazes de suportar o volumoso caudal de materiais a imprimir na nossa Tipografia Regional.

1976-11-28 - II GRANDE JORNADA DE FUNDOS DO DISTRITO DE LISBOA - MRPP

O POVO DEVE APOIAR EM MASSA AS LISTAS DOS CANDIDATOS DO POVO E DO MANDATO POPULAR!

II GRANDE JORNADA DE FUNDOS DO DISTRITO DE LISBOA
TERÇA/30 NOVEMBRO

A TODO O POVO!
A política seguida pelos vários governos provisórios, com especial destaque para os governos do famigerado "companheiro Vasco", e a continuação dessa política pelo governo Constitucional, que é mais provisório que os anteriores, levou o nosso país a uma situação de crise intensíssima e mergulhou o nosso povo na fome na miséria e no desemprego.
As crises económicas do sistema capitalista que são devidas à anarquia da produção capitalista, ou seja ao sistema podre e caduco da burguesia, vem sempre abater-se sobre todos os que trabalham e nada têm a não ser a força dos seus braços. No que respeita à crise e à forma de a resolver existem dois pontos de vista distintos e opostos, por um lado os partidos da burguesia desde o P”C"P/U"D"P ao "CDS" passando pelo partido conciliador e poltrão do Dr. Soares, que dizem que a crise deve ser resolvida à custa dos trabalhadores, por outro lado o MRPP que diz que os trabalhadores têm uma forma de resolver a crise mas não é à sua custa.

domingo, 27 de novembro de 2016

1971-11-27 - BIPE – 5 - A Tomada da Bastilha - Movimento Estudantil

BIPE – 5
25-11-71

A Tomada da Bastilha

Uma vez mais os estudantes de Coimbra mostraram que a repressão e todas as manobras, que contra eles as autoridades têm conduzido, são impotentes para travar a sua luta. A comemoração da TOMADA DA BASTILHA foi mais uma vez a clara expressão da unidade, firmeza e combatividade que nos últimos anos os estudantes de Coimbra têm revelado.
Apesar de todas as medidas repressivas contra o movimento estudantil e que se traduzem em proibição do Direito do Reunião e de Informação, promovidas por aquele que: denunciou 22 alunos da faculdade de que era Director em 1969; em intima colaboração com os piquetes policiais participou nas sucessivas invasões que se registaram nos edifícios da mesma Faculdade em Janeiro de 1971; é, por despacho ministerial, o actual MAGNIFICO REITOR da Universidade de Coimbra - Prof. Dr. Cotelo Neiva - os estudantes do Coimbra decidiram comemorar este ano a Tomada da Bastilha. Talvez pensando que, com as suas medidas, tinham isolada a D.G. da AAC e as outras estruturas do movimento estudantil das massas de estudantes, as autoridades informaram, a D.G. da AAC no dia 24, que autorizavam a realização do Sarau e do Cortejo. Dias antes, fazendo-se eco dessa expectativa, panfletos de organizações fascistas afirmavam que a Tonada da Bastilha iria ser a prova real do isolamento em que se encontrava o M.E....

1976-11-27 - (PROJECTO DE RESOLUÇÃO SOBRE O I CONGRESSO DOS GDUP) - GDUP

(PROJECTO DE RESOLUÇÃO SOBRE O I CONGRESSO DOS GDUP)
I CONGRESSO DOS GDUP: UMA VITÓRIA DA UNIDADE POPULAR

O I Congresso dos GDUP, que constituiu o Movimento de Unidade Popular, representou uma grande vitória de todos os que estão verdadeiramente empenhados na luta sem tréguas contra a ameaça, para a recuperação capitalista e, a ingerência imperialista. A derrota de todas as tentativas para adiar ou sabotar o Congresso, a sua realização e os seus resultados constituem um passo em frente no reforço da Unidade Popular e no avanço de uma alternativa popular para a crise, independente de qualquer solução burguesa, reformista ou fascistas.
Em primeiro lugar temos de destacar e saudar o significado da presença dos milhares de delegados, observadores, convidados ou simples assistentes provenientes de todos os cantos do Continente e Ilhas. A deslocação e estadia em Lisboa durante varias dias de todos esses trabalhadores em muitos casos à custa de grandes sacrifícios financeiros representou um exemplo vivo de dedicação à causa do Povo e da Revolução o que por si só foi uma vitória importante deste Congresso.

1976-11-27 - AO POVO DE ALVALADE - MRPP

COMUNICADO 2.
AO POVO DE ALVALADE

Como já anunciamos em comunicado anterior, o nosso Partido vai apresentar uma lista a Assembleia da Freguesia de Alvalade.
Como já anunciamos em comunicado anterior, o nosso Partido vai apresentar uma lista à Assembleia da Freguesia de Alvalade, assim como a muitas outras no Distrito de Lisboa e no resto do País. Os partidos burgueses dispõem dos diversos meios de informação, desde os jornais até à Televisão, para difundir, as suas ideias, procurando levar o povo a seguir a sua política de traição.
O que nós vemos é que se dizem sempre dispostos, a defender os interesses do povo, mas nas suas costas fazem todas as combinações e alianças com os piores inimigos, interessando-se apenas pela tomada do poder, pondo-o ao serviço dos exploradores.
Foi a isso que se assistiu no decorrer de dois anos de Governos Provisórios e o mesmo contínua com o primeiro governo dito definitivo, mas mais provisório que qualquer dos anteriores.

1976-11-27 - PROGRAMA DA LISTA DO M.R.P.P. DA FREGUESIA DE SACAVÉM - MRPP

AO POVO DE SACAVÉM
PROGRAMA DA LISTA DO M.R.P.P. DA FREGUESIA DE SACAVÉM

     1. As eleições para as Autarquias Locais são a última peça que falta constituir, para que esteja completa a grande máquina burocrática do aparelho de Estado burguês.
   2. Estas eleições vão-se realizar numa altura particularmente importante, pois coincidem com um período em que o movimento de massas contra o desemprego, o aumento do custo de vida, a fome e a miséria, se encontrará no seu auge.
   3. Antes do 25 de Abril as autarquias fizeram parte do aparelho de Estado fascista; depois do 25 de Abril e até ao 25 de Novembro esses órgãos foram aproveitados pelos social-fascistas para formarem os chamados Conselhos de Moradores, de modo a dirigirem as Comissões de Moradores Democráticas e Populares que fugiam ao seu controle e punham em causa o sucesso do seu golpe.
     4. Assim, as autarquias locais assumem na actual fase, uma grande importância para os vários sectores da burguesia que querem chamar a si, individualmente, o controlo das autarquias, mas que estão unidos quanto aquilo que para eles é essencial – destruírem os órgãos da vontade popular, as Comissões de Moradores, órgãos esses que tendo uma direcção correcta se oporão à política de desocupação de casas justamente ocupadas pelo Povo, e do aumento das rendas.

1976-11-27 - Luta Popular Nº 454 - MRPP

Na Herdade da Lobata
CAMPONESES PROSSEGUEM RESISTÊNCIA ÀS DESOCUPAÇÕES

Contra as armas da GNR e a politica de traição do P«C»P, os camponeses da Herdade da Lobata persistem na resistência e na disposição de reocupar a herdade, onde a GNR assentou arraiais. O exemplo dos trabalhadores rurais da Lobata é um exemplo que em inúmeras herdades e cooperativas do Alentejo os assalariados rurais e os camponeses pobres se dispõem a seguir. A partir da próxima segunda-feira, contamos poder incluir um trabalho de reportagem do nosso enviado especial em terras do Baixo Alentejo.

últimas
HERDADE DA LOBATA
Segundo informações do nosso enviado especial no Alentejo, chegadas ao fim da manhã à nossa Redacção, os camponeses da U.C.P. «Margem Esquerda» continuam hoje concentrados junto à herdade da Lobata e, resistindo as provocações da G.N.R., mantêm-se firmes na sua posição de não ceder na entrega da herdade ao latifundiário, ao abrigo do «direito de reserva». A disposição dos camponeses é a de voltar a reocupar a herdade do Monte da Lobata.

sábado, 26 de novembro de 2016

1976-11-26 - GRANDE COMÍCIO - MDM


1976-11-26 - DOS ESTUDANTES À POPULAÇÃO - Movimento Estudantil

      DOS ESTUDANTES À POPULAÇÃO

Hoje, dia 26/11/76, estudantes, professores e trabalhadores das escolas do Ensino Superior de Lisboa estão em greve.
Assim o decidiu (praticamente por unanimidade) o Plenário da Academia que se realizou no passado dia 13/11, como for ma de luta pela revogação dos decretos anti-democráticos do MEIC, com especial relevo, o decreto sobre a gestão das escolas.
Na realidade, a gestão democrática é uma das principais conquistas que o MEIC pretende pôr em causa. Ela é uma conquista de todos os que diariamente, ao longo destes dois anos, deram o melhor dos seus esforços para um novo funcionamento escolar, que pusesse termo ao obscurantismo e incompetência do ensino fascista, hoje comprovado na prática.
Mas a gestão democrática das escolas é sobretudo uma conquista do Povo Português, a quem interessa em primeiro lugar que essas mesmas escolas eduquem a juventude no espírito do progresso social, no espírito da luta por uma sociedade nova no espírito democrático do 25 de Abril.

1976-11-26 - Movimento Estudantil

No passado dia 26/11/76 realizou-se mais uma reunião geral de delegados de turma com a seguinte ordem de trabalhos;
O.T.
P.P. - Informações de carácter Associativo
P.l. - Decreto de Faltas
P.2. - Decreto de Gestão
P.3. - Estrutura de Delegados
Aprovada a mesa e esta O.T. a reunião prosseguiu. Foram dadas informações acerca da situação da greve do ensino superior, em consequência do repúdio ao decreto de gestão. No fim deste ponto foram aprovadas as seguintes moções:
1ª Moção, assinada pelo Paulo Miguel.
"Por todo o país, estudantes, professores e empregados do ensino superior desenvolvem uma importante luta contra o decreto de gestão do ensino Superior que põe em causa a gestão democrática das Escolas.
-  Através de plenários de Academia, RGAs e Reuniões de estruturas de escola, tem-se repudiado o decreto e manifestado a firme intenção de lutar pela sua revogação.

1976-11-26 - O Comunista Nº 26 - II Série - UCRP(ml)

MADEIRA
A UDP/«PCP»(R) TRAI OS OPERÁRIOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL

Estamos plenamente conscientes de que o «OC» não tem informado os seus leitores, como pode e deve, acerca da situação geral do arquipélago da Madeira. Aqui deixamos a promessa de nas próximas edições do nosso jornal marcarmos, amiúde, a nossa presença.
Com este trabalho pretendemos pôr a nu a prática oportunista, anti-operária e social-fascista de um punhado de reles caciques de «PCP»(R)/U«D»P.
É o que vamos provar mais adiante contrariamente às afirmações feitas no «Bandeira Vermelha» n.º 26 que citamos: Os sindicatos mais importantes da ilha têm na sua direcção os melhores filhos da classe operária da Madeira e têm uma linha revolucionária de defesa intransigente dos interesses dos trabalhadores e de propaganda das ideias socialistas.»
A negação desta mentira grosseira, com provas práticas abundantes, foi-nos dada pelo «PCP»(R)/U«D»P, ao longo da luta dos operários da construção civil às ilha da Madeira.

1976-11-26 - CHAMAR O POVO DA FREG. S. PAULO A APOIAR O PROGRAMA DO MRPP - MRPP

CHAMAR O POVO DA FREG. S. PAULO A APOIAR O PROGRAMA DO MRPP

AO POVO DE S. PAULO, A TODOS OS DEMOCRATAS ANTI-FASCISTAS E ANTI-SOCIAL-FASCISTAS!

As Autarquias Locais, são órgãos através dos quais a classe dominante exerce a nível local a sua ditadura e, em caso algum, estes órgãos se podem transformar no seu contrário, ou seja, em órgãos ao serviço da Classe Operária e demais classes revolucionárias.
Fartos das promessas dos partidos da burguesia, de que tudo se resolve se o povo votar neles, promessas essas que voltam a reaparecer agora com mais intensidade, na boca daqueles que tudo tem prometido e nada têm cumprido.
O MRPP candidata se a estas eleições para que o Povo não fique abandonado aos partidos da burguesia, para combater todas as ilusões criadas pelos partidos da burguesia no seio do povo e para defender os órgãos da Vontade Popular eleitos pelo Povo.

1976-11-26 - O MRPP CHAMA O POVO APOIAR SEU MANDATO POPULAR - MRPP

O MRPP CHAMA O POVO APOIAR SEU MANDATO POPULAR

O nosso Partido apresenta na freguesia de Santa Maria dos Olivais, uma lista concorrente às eleições para a junta de freguesia} eleições essas que se irão realizar no dia 12 de Dezembro. Eleições a que o Povo deve (e vai) ocorrer em massa e expressar o seu voto no único Partido que o defenderá dirigindo na luta todas as justas reivindicações do Povo.
Será que as eleições têm interesse para o Povo? Têm. Não só para o Povo bem como para todos os partidos da burguesia, pois será através desses órgãos que os partidos governamentais têm esperanças de vir a concretizar a sua opressão a nível local. E a prová-lo temos que a actuação da junta da nossa freguesia que nunca defendeu os interesses dos moradores. Alguma vez o senhor Marques Henriques se preocupou em defender a construção prometida pela Câmara Municipal de Lisboa de 4 prédios a construir na Quinta do Morgado? Não, porque o seu papel é defender a ditadura do aparelho do estado da burguesia, seja qual for a forma com que se apresente. E o infantário dos Olivais-Sul que o Povo justamente ocupou e lutou para pô-lo ao serviço dos seus filhos e veio a ver a sua luta atraiçoada pelos partidos burgueses P"C"P, L"C"I, U"D"Pide. Que fez a Junta?

1976-11-26 - Luta Popular Nº 453 - MRPP

Herdade da Lobata
CAMPONESES RESISTEM ÀS DESOCUPAÇÕES TENTADAS PELA GNR E P«C»P
• GNR espanca selvaticamente camponeses
• trabalhadora rural ferida em Baleizão

«Os 50.000 pontos que temos para dar ao latifundiário, é uma cova que temos ali cavada».

Eis uma frase que demonstra a vontade dos trabalhadores rurais alentejanos, na sua luta actual de resistência activa às desocupações e que nos foi dita esta manhã por um trabalhador da Unidade Colectiva de Produção «Margem Esquerda».
Na realidade, tal como o nosso jornal tem vindo a noticiar, os camponeses continuam a exigir e a aplicar a sua lei «A terra a quem a trabalha», contra a qual não só o Governo se levanta mas também, e à cabeça de toda a burguesia, o partido que fez a lei, o falso partido comunista.
Estivemos os ta manhã na Unidade Colectiva de Produção «Margem Esquerdas, logo à chegada das galeras que concentraram no monte os certa de 500 trabalhadores que labutam nas 26 herdades da Unidade. Aqui logo os trabalhadores nos explicaram a sua verdade, como eles nos disseram, que é contrária àquela que é propalada por muito lado.

1976-11-26 - PARA ONDE VAI O NOSSO DINHEIRO? - PPD-PSD

PARA ONDE VAI O NOSSO DINHEIRO?

Em Portugal, a parte do Orçamento Geral do Estado que é atribuída às Câmaras e Juntas de Freguesia é apenas de 10%.
Na Inglaterra e na França, por exemplo é de 33%. Na Suécia é de 60%.
Como é que não se há-de viver mal, assim, nas nossas vilas e aldeias?
Para Lisboa e para o Porto, que só têm 1/4 da população do país, vai 60% do dinheiro, mais de metade. Os outros 3/4 da população só recebem 40%.
Qual a razão desta discriminação?
A Constituição da República estabelece que, daqui para a frente, as coisas vão mudar: uma parte dos impostos directos que pagamos em cada concelho vai ficar por aí, para ser aplicado em proveito da população local. Isto vai dar independência às Câmaras e às Juntas, em face do Governo.
Mas não basta o dinheiro. É preciso uma administração local competente que saiba aplicá-lo, no interesse do Povo.
Foi esse o critério que presidiu à composição das listas do PPD/PSD para os órgãos do poder local:
— honestidade, competência, conhecimento dos problemas locais.
VOTA BEM
VOTA PPD-PSD
PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA

1976-11-26 - BASTA DE TAPAR BURACOS, VAMOS CONSTRUIR ESTRADAS - PPD-PSD

BASTA DE TAPAR BURACOS, VAMOS CONSTRUIR ESTRADAS

Costuma dizer-se que «todos os caminhos vão dar a Roma». Em Portugal vão dar todos a Lisboa. Às nossas vilas e aldeias é que eles não vão dar...
Há aldeias onde ainda se morre sem assistência, porque o médico não pode chegar lá. Em Portugal há muitos buracos que é preciso tapar. Em muitos sítios. Também nas estradas e nos caminhos deste país.
As estradas e os caminhos são para uma nação o que as veias são para o corpo de uma pessoa. Por elas corre o sangue do país — a sua vida, a sua riqueza.
O PPD/PSD bater-se-á pela abertura das estradas e caminhos que nos faltam e pela reparação urgente daqueles que temos e por onde andamos tantas vezes aos saltos e solavancos.
Uma rede capaz de vias de comunicação é qualquer coisa essencial ao desenvolvimento do país. É ela que o une e o faz comunicar entre si.
Ao construirmos e repararmos as nossas estradas e caminhos estaremos a criar trabalho para muitos portugueses desempregados.
Estaremos a abrir as portas ao turismo que precisamos de recuperar.
Estaremos a melhorar a vida de todos nós.
O PPD/PSD entende que é urgente criar um poder local que se preocupe seriamente com isto.
VOTA BEM
VOTA PPD PSD?
PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA

1976-11-26 - Podium Nº 096

UM COLABORADOR DA PIDE NAS LISTAS DO C.D.S.

A semelhança do que aconteceu em vários pontos do país, em que foram denunciados elementos fascistas integrados nas listas do CDS (assim como nas do PPD e até nas do... PS), as listas do Partido do Dr. Freitas do Amaral no concelho de Cascais também nos trazem algumas «surpresas».
A par de algumas conhecidas intermediárias parasitas e de vários «democratas» muito dados à exploração dos trabalhadores (de que falaremos no nosso próximo número), surge na lista do CDS para a Assembleia Municipal de Cascais o nome de um fascista que foi o elo de ligação da Pide na multinacional General Motors: António Cunha Almeida Tavares Pina.
Esse Pide foi denunciado no relatório de um inspector que o «Diário Popular» publicou recentemente (já antes havia sido publicado na «Gazeta»). Passou vários meses na prisão e chegou a ser afirmado por elementos da Comissão de Extinção da Ex-Pide/DGS que seria dos primeiros bufos a ser julgado.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

1976-11-25 - O Grito do Povo Nº 01 - II Série - OCMLP

QUEM O INIMIGO POUPA ÀS MÃOS LHE MORRE!

1. No Congresso do partido social-fascista (PCP), Cunhal declarou abertamente que a sua «maioria de esquerda» dominava a economia nacional. Dias depois, não teve pejo em declarar que o poder económico não corresponde ao Poder político em Portugal, isto é, que muito embora o Governo seja PS, Cunhal assegura o domínio das principais indústrias e da agricultura da sua «reforma agrária». Segundo Cunhal o seu grande erro foi não ter conseguido grandes avanços na manipulação dos pequenos e médios agricultores.
2. Isto constata o PS após a formação do Governo. Não é possível fazer política democrática sem ser contra o social-fascismo. Mas o Governo, longe de empreender contra a quinta-coluna do social-imperialismo soviético uma política de relançamento da economia e de salvação, como na Assembleia da República Mário Soares afirmara euforicamente, lançou-se na conciliação e capitulação salvo raras excepções, entre as quais cumpre destacar a corajosa política anti-social-fascista de Sottomayor Cardia.

1976-11-25 - GREVE GERAL 6º F - Movimento Estudantil

GREVE GERAL 6º F

Ponto 3 das decisões do Plenário da Academia de Lisboa do dia 23/11/76
Depois de terminar o prazo apresentado e sem uma resposta afirmativa do Ministro decidem - greve geral de todo o Ensino Superior com um triplo objectivo:
      - Demonstração de unidade e luta
    - Como forma de apoio ao quarto Encontro de CD's e AAEE's.
- Como grande jornada de informação a população.
As Academias de Lisboa, Porto e Coimbra manifestaram vivamente o seu repúdio pela prepotente ingerência do MEIC no Ensino Superior e pelo seu carácter reaccionário; manifestam a sua disposição na não aplicação do decreto-lei da "Gestão democrática" e o desejo expresso de que seja elaborado um novo projecto decreto-lei de regulamentação da gestão. Numa ampla unanimidade e demonstração de força estudantes e professores das várias escolas, manifestaram-se pelo funcionamento democrático das escolas e pela sua autonomia pedagógica e cientifica.

1976-11-25 - Revolução Nº 091 - PRP-BR

EDITORIAL

Aprofunda-se a separação entre a maioria moderada do Conselho da Revolução e os restantes membros, todos de extrema-direita. Mas as vitórias políticas e administrativas dos moderados, assentam sobre umas Forças Armadas em que a direita ganha terreno dia a dia.
Elementos conhecidos como fascistas, implicados no 28 de Setembro e no 11 de Março, ganham postos de comando nas unidades militares. A extrema-direita civil, organizada à sombra da cumplicidade instalada no poder, progride na sua actuação e prosseguirá de certo com novas formas - assassinatos, raptos, etc. Esta extrema-direita organizada é realmente necessária ao imperialismo, para que a sua força se some a toda a ala direita das Forças Armadas. E esta soma de forças terá que se fazer para que o Imperialismo execute um novo 28 de Maio. É contra este 28 de Maio, que passará com as suas botas sobre tudo o que é antifascista que já se levantam vozes que ainda ontem se identificavam com o novo estado de coisas do pós 25 de Novembro. Os Salgueiros Maia multiplicam-se por todo o País. Não estão em postos de comando, mas estão presentes e resistirão ao avanço do fascismo, até por defesa própria... Acreditam mais estes na possibilidade de um golpe fascista do que muitos que, dizendo-se na esquerda revolucionária, nos acusam de vanguardismo por anunciarmos que está em preparação um golpe militar de extrema-di­reita.

1976-11-25 - O Proletário Vermelho Nº 56

OS BALÕES DE ENSAIO E A NEUTRALIDADE CULPADA
Ainda a propósito de um aniversário de má nota

Vai passar o 25 de Novembro. O de há um ano, entenda-se.
A comemorá-lo terá havido muita reunião de conspirativa e agridoce festividade, culminando o congresso dos vinte cinco denovembristas, mais conhecidos hoje por ex-GDUPs.
Vai pois a passar como a caravana, o golpe-balão de ensaio, e, tal como a caravana, pelo seu passar se pode ver quem lá vai dentro. É de facto preciso saber olhar mais à carruagem e menos ao estado dos cavalos, fiscalizar melhor pela cortina entreaberta, as mudanças de cor das insígnias refasteladas do PC e dar menos atenção à G-3 gdupista do cocheiro na «boleia»; porém... sem tais cocheiros e tais cavalos, não se move a carruagem! Contará sim mais saber quem dialoga com Cunhal nos coxins de discreto e aveludado perfume, mas não é menos importante saber quem lhe serve de palafreneiro ainda que de Constituição em riste!

1976-11-25 - Luta Popular Nº 452 - MRPP

O CR IMPÕE A LEI DO SILENCIO SOBRE AS SUAS DECISÕES

O Conselho da Revolução esteve ontem reunido no Edifico do Estado-Maior General das Forças Armadas, no Restelo. Esta reunião, que se iniciou pelas 15,30, viria a terminar perto das 21,00 horas, já que a maior parte dos conselheiros da revolução se integraram em cerimónias oficiais prestadas pelo governo ao primeiro-ministro do governo espanhol.
De acordo com as palavras de Sousa Castro, porta-voz do C.R., nesta reunião «foram tratados assuntos assuntos estritamente militares, alguns diplomas também de natureza militar, que só interessam para o interior das forças armadas. Portanto o não vou estar para aqui a especificar o que dizem esses diplomas.»
Esta foi primeiro resposta de Sousa e Castro às perguntas dos jornalistas presentes que indicou logo que a intenção do Conselho da Revolução é a de deixar de dar qualquer informação das decisões que toma. Sob o pretexto de que são «assuntos militares», de natureza interna das forças armadas», «de âmbito desta ou daquela arma», o que o CR pretende, de facto, é passar a tomar toda a espécie de medidas sem que depois as tenha que divulgar. A explicação que diz que são «assuntos militares», e portanto de natureza restrita é uma explicação demagógica já que todas as decisões que digam respeito às forças armadas da burguesia são do interesse do proletariado e do povo, são do interesse dos seus filhos incorporados à força no Exército, na Marinha e na Força Aérea. O tacto de CR não divulgar essas decisões que toma demonstra que está na disposição de tomar uma série de medidas repressivas, viradas contra o povo e que de modo nenhum pretende que o seu conteúdo e a sua natureza sejam desmascarados e denunciados no próprio dia em que as toma, o que acabaria por dificultar a sua aplicação.

1976-11-25 - COMUNICADO - PS

PARTIDO SOCIALISTA
FEDERAÇÃO DA ÁREA URBANA DE LISBOA 

COMUNICADO

"A 25 DE ABRIL DE 1974, O MOVIMENTO DAS FORÇAS ARMADAS, COROANDO A LONGA RESISTÊNCIA DO POVO PORTUGUÊS E INTERPRETANDO O SEU SENTIR PROFUNDO, DERRUBOU O REGIME FASCISTA»

Com a transcrição do primeiro parágrafo do Preâmbulo da Constituição da República Portuguesa, quer a Federação da Área Urbana de Lisboa do Partido Socialista salientar, no dia em que se comemora o primeiro aniversário do 25 de Novembro, que, para os socialistas e para todos os democratas em geral, as duas datas — 25 de Abril de 1974 e 25 de Novembro de 1975 - têm valor igual como etapas históricas da nossa libertação e do nosso reencontro com o orgulho de ser Povo.
Tem o Partido Socialista a consciência da importante contribuição que os seus militantes deram para a vitória da Democracia sobre a aventura totalitária do 25 de Novembro, pois, como no passado, os socialistas não recuaram também perante os novos ditadores, derrubando, com a coragem e a força da sua razão, as barricadas da vergonha com que tantas vezes pretenderam impedir que os denunciássemos a todo o Povo português.

1976-11-25 - COMUNICADO - PS

PARTIDO SOCIALISTA
FEDERAÇÃO DA ÁREA URBANA DE LISBOA

COMUNICADO

Chega no próximo dia 29, segunda-feira, as 10 horas da manhã, o Presidente da Venezuela, CARLOS ANDRES PEREZ.
Dadas as relações de grande amizade que mantemos com aquele País da América Latina e com, o seu Presidente, e a solidariedade e camaradagem sempre manifestada pela Revolução Portuguesa e pelo nosso Partido, a F.A.U.L. apela para uma presença maciça dos Socia­listas no Aeroporto, devidamente identificados com bandeiras, panos ou cartazes, numa clara demonstração de força, camaradagem e internacionalismo.

Lisboa, 25 de Novembro de 1976
A COMISSÃO POLÍTICA

1976-11-25 - folha CDS Nº. 67 - CDS

folha CDS Nº. 67
25.XI.76

O CDS É O ÚNICO PARTIDO PORTUGUÊS MEMBRO DA UNIÃO EUROPEIA DAS DEMOCRACIAS CRISTÃS

25 de Novembro. LIÇÃO DE UNIDADE. O 25 de Novembro não é um dia partidário, mas um dia de unidade. De unidade popular em defesa da democracia. De unidade nacional em defesa da independência. Foi a unidade entre os Partidos democráticos e a unidade entre estes e o sector democrático das Forçar Armadas, na defesa comum da liberdade, que impediu a concretização em Portugal do golpe totalitário desencadeado pela linha PCP/FUR/UDP. A divergência, a discordância, a oposição apenas são terminantes e inconciliáveis com aqueles que, da extrema-esquerda (como foi o caso: PCP, MDP, FUR, UDP, etc.) ou da extrema-direita, querem liquidar a nossa liberdade. Isto é, com aqueles que não apenas discordam de nós, mas também querem silenciar-nos e reprimir-nos. Para que estes sejam sempre derrotados é necessário, como o 25 de Novembro demonstra, que os portugueses agregados em partidos democráticos, sejam quais forem, saibam discutir sem ódio, nem radicalismo, no sentido de conseguirem manifestar as suas opiniões em liberdade, sem prejudicar a necessidade de esforço unitário contra os que querem destruir a democracia. Tal como perante a agressão totalitária dos extremistas de esquerda, tal como no apoio à eleição do General Ramalho Eanes, a conjunção PS/PPD/CDS tem que existir sempre que a liberdade esteja em risco. Cavar a fractura e o abismo entre os partidos democráticos, como alguns procuram já fazer, é trair a lição do 25 de Novembro e proporcionar a ditadura.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

1976-11-24 - Bandeira Vermelha Nº 045 - PCP(R)

EDITORIAL
I CONGRESSO DOS GDUP: ESTRONDOSA VITÓRIA DA UNIDADE POPULAR

O caminho percorrido pelo processo de unidade popular, que começou a ter forma organizativa embora embrionária em torno da candidatura do general Otelo Saraiva de Carvalho à presidência da República, culminou com uma estrondosa vitória de unidade, ao realizar o seu I Congresso.
Dia após dia, os comunistas, os revolucionários, os antifascistas consequentes e demais povo explorado, construíram com as suas próprias forças esta grande fortaleza popular, que é hoje o MUP (movimento de Unidade Popular), cimentando-a na luta, pedra a pedra com entusiasmo, com alegria, com abnegação e com muito sacrifício.
À medida que se avançava no processo de unidade, os partidos e activistas que nela se empenharam, cedo compreenderam que a frente de massas em construção, tinha inimigos poderosos a combater, externos ao movimento, e inimigos ferozes a eliminar politicamente no seu próprio seio.

1976-11-24 - A direita avança e investe contra o PRP - PRP-BR

A direita avança e investe contra o PRP

Contra o fascismo e o capitalismo organizar a unidade revolucionária

O Imperialismo prepara em Portugal um novo «28 de Maio» para poder levar a cabo a recuperação capitalista. Por isso, a avançada da direita nas Forças Armadas é assustadora e trás para um campo de aliança com o proletariado sectores de oposição moderada dentro do próprio Poder.
A investida político-militar contra o PRP enquadra-se nesta avançada de direita.
A isto temos que opor, um Movimento de Unidade, que continua por criar, como organização realmente unitária e revolucionária. Por isso, o PRP continua disposto à criação dum MUP revolucionário.
1. A burguesia em Portugal para dominar e para levar a cabo realmente a recuperação capitalista necessita de exercer um tal grau de exploração sobre os trabalhadores que não poderá ser executado sem o apoio duma forte repressão.

1976-11-24 - ML - Informação Nº 04 - Série I - PCP-(ml)

HÁ PRECISAMENTE UM ANO QUE O POVO PORTUGUÊS ESPERA
Há precisamente um ano o País viveu um dos mais dramáticos momentos da sua história. Está na memória de todos nós a tentativa do social-imperialismo russo para sufocar com as suas garras criminosas a nossa Independência e a nossa Liberdade.
Há precisamente um ano era preciso tirar imediatamente todas as lições sobre o social-imperialismo russo e os seus lacaios, sobre a maneira de condignamente os tratar.
Há precisamente um ano começou a traição a Portugal. Ainda em pleno rescaldo, já o tripla-face Melo Antunes defendia Cunhal na televisão. Os chefes da central de Lisboa do KGB continuam cá. Cunhal contínua à solta. Otelo continua à solta. Os meios de informação continuam dominados por eles. Os sociais-imperialistas continuam a conspirar contra a nossa Independência e a nossa Liberdade.
Há precisamente um ano que o povo português espera a limpeza. Já está farto de esperar.

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