quinta-feira, 30 de junho de 2016

1971-06-30 - Semana Portuguesa Nº 11

EDITORIAL
CRITICAS

Temos recebido muitas críticas. Achamos que as críticas estão para a democracia, assim como o coração esta para o corpo humano, só que no nosso caso, estão mal endereçadas.
Temos sido criticados pelo péssimo português. Mal construído, com erros ortográficos, péssima pontuação e pior acentuação.
Já o dissemos mais que uma vez, que somos somente um filho do Povo, que como todos os outros filhos do Povo, não podemos frequentar cursos especializados e receber os ensinamentos necessários a satisfazer as exigências que nos pusessem a coberto desse tipo de criticas.
Francamente, não nos preocupamos com o bom ou mau português, porque isso deixaremos para os especialistas, basta para nós que sejamos entendidos e as queixas que temos que fazer como Povo, sejam do conhecimento público, para que os inimigos do glorioso e infeliz Povo Português sejam como merecem condenados e o Povo tenha a compreensão necessária e a ajuda também, para que algum dia, o mais depressa possível, possa igualar-se aos mais evoluídos povos do Mundo, não lhe faltando para isso os naturais recursos, de inteligência, de honestidade, como está suficientemente provado pela História. Apenas teve a desgraça de em 45 anos ser amordaçado por um regime que ao serviço de interesses estranhos o reduziu à condição em que se encontra.

1976-06-30 - VIVA O 1º DE JULHO - AAP-C


1976-06-30 - Luta Popular Nº 327 - MRPP

À entrada do Conselho de Ministros
O GOVERNO DO CAPITAL DEITA CONTAS À BANCARROTA ECONÓMICA

- Eleições nas autarquias locais até 15 de Dezembro
- Novo aval de 2500 contos para o pasquim social-fascista Diário de Lisboa»

Esta manhã à entrada do Conselho de Ministros, um dos últimos que se realizará na vigência do VI governo provisório que segundo o ministro da Administração Interna se manterá em actividade durante um curto período entre a tomada de posse do general Ramalho Eanes no cargo de Presidente da Republica e a formação e a entrada em funcionamento do VII governo, «Luta Popular” pode registar as declarações de alguns responsáveis governamentais às perguntas que lhes eram formuladas pelos trabalhadores da informação presentes.                  
«O desequilíbrio da nossa balança de pagamentos é da ordem dos 100 mil contos por dia. Alguém têm que pagar esse desequilíbrio. Dentro em breve teremos de contrair um novo empréstimo externo, apoiado nas nossas reservas de ouro, de mais de 250 milhões de dólares. Isto dá um pouco mais de 7 milhões de contos o que nos dará para viver pouco mais de 2 meses.» Estas são as palavras do senhor ministro Salgado Zenha que quanto a nós são extremamente elucidativas acerca dos resultados a que conduziu a política de vende-pátrias prosseguida por todos os governos provisórios e que vendendo a retalho as riquezas da nossa pátria e o suor dos operários a imperialistas e social-imperialistas conduziu a uma situação em que o nosso país tem que contrair empréstimos sucessivos, endividando-se cada vez mais, para poder continuar a importar aquilo que as fábricas que os capitalistas encerraram e os operários que foram lançados no desemprego poderiam produzir.

1976-06-30 - Viva Otelo. General do Povo General dos Pobres - UDP

COMUNICADO DE IMPRENSA

Viva Otelo. General do Povo General dos Pobres

UMA VITORIA GIGANTESCA DO MOVIMENTO POPULAR
O facto mais saliente das últimas eleições para a Presidência da República, é a grande votação em OTELO SARAIVA DE CARVALHO, General do Povo, constituindo uma das maiores vitórias populares depois do 25 de Abril.
A UDP, saúda o esforço e a dedicação com que o General Otelo empunhou a bandeira das aspirações dos trabalhadores, contribuindo assim para transformar a campanha eleitoral numa grande vitória popular.
A UDP, saúda os milhares de trabalhadores que nas ruas, nos locais de trabalho ou de habitação, vencendo resistências dos fascistas e dos chefes dos partidos burgueses, souberam dar provas da sua vontade de luta e de unidade, exemplo vivo que contribuirá para a mobilização de todo o Povo contra o fascismo, contra os imperialistas, por uma vida decente.
A campanha de Otelo, iniciou-se depois do General do Povo ter sido preso e caluniado, mantido no isolamento durante meses, sem qualquer possibilidade de resposta, depois dos falsos relatórios do 25 de Novembro, depois das baixas provocações e calúnias dos fascistas do PPD e CDS, acompanhados pelos chefes corruptos do PS e do Partido do dr. Cunhal. Apesar de tudo isto, 800.000 trabalhadores votaram Otelo. À volta da candidatura de Otelo, iniciou-se um amplo movimento popular, contando apenas com as próprias forças, sem ilusões nos partidos da burguesia, numa dimensão desconhecida desde o 25 de Abril.

1976-06-30 - PARA ASSEGURAR A ORDEM DEMOCRÁTICA É URGENTE PÔR TERMO AO TERRORISMO - PCP

Nota DA SECÇÃO DE INFORMAÇÃO E PROPAGANDA DO PCP

PARA ASSEGURAR A ORDEM DEMOCRÁTICA É URGENTE PÔR TERMO AO TERRORISMO

1. O P.C.P., ao tomar conhecimento do atentado bombista contra a sede da Intersindical  Nacional, verificado na madrugada de 30 de Junho, manifesta a sua profunda indignação pela ocorrência de mais um atentado terrorista e expressa aos trabalhadores portugueses a sua solidariedade face a cobarde agressão que teve por alvo a sua central sindical.
O atentado bombista contra a sede da Intersindical Nacional vem somar-se a ou­tros actos terroristas contra sedes de sindicatos e de organizações progressistas, bem como aos registados recentemente e que tiveram por alvo instalações de associações de amizade com os povos dos novos Estados africanos e com os povos de países socialistas, livrarias e casas de cultura, residências de militantes e activistas de organizações democráticas. Ao atingir estes alvos, o terrorismo bombista está a prolongar e a completar o terrorismo verbal da reacção.

1976-06-30 - A TODOS OS COLEGAS - Sindicatos

COMUNICADO DOS ELEMENTOS DEMISSIONÁRIOS DA DIRECÇÃO DO SINDICATO DOS PROFESSORES,
ZONA NORTE

A TODOS OS COLEGAS

Foi com pleno sentido da responsabilidade que participámos na lista A como concorrentes às eleições para a Direcção do Sindicato dos Professores, Zona Norte.
Animava-nos a vontade de corresponder à confiança que a votação maciça dos colegas depositou nos novos corpos gerentes. Cedo, porém, começámos a sentir que a nossa Direcção não era a resposta adequada a essa esperança dos colegas.
Surge, assim, o nosso pedido de demissão que, no dia 23 de Abril, comunicámos ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral e no qual indicávamos algumas das fortes razoes que motivaram a nossa decisão:
1 - Falta de democraticidade interna;
2 - Inoperância da Direcção, já evidente no crescente descontentamento dos associados;

1976-06-30 - Combate Socialista Nº 47 - II Série - PRT

QUE GOVERNO TEREMOS?

Uma vez terminadas as eleições com a vitória do Eanes esta deve ser a pergunta que mais curiosidade te causa e com mais insistência se te coloca neste momento. Connosco passa-se o mesmo. Por isso vamos tentar concretizar a hipótese mais provável, na certeza porém de que é difícil definir a composição exacta do próximo governo.
O GOVERNO QUE A BURGUESIA QUER
Como já afirmámos nas páginas centrais do nosso jornal, Ramalho Eanes, Sá Carneiro, Freitas do Amaral e todos os burgueses ficaram decepcionados e preocupados com os resultados destas eleições. Ficaram muito aquém do que eles pretendiam e, segundo as suas próprias palavras apreensivas, pode estar em causa o seu projecto de "reconstrução nacional" do capitalismo. Nesse sentido, os dirigentes do PPD e do CDS querem já um Governo do de coligação com o PS, do qual também façam parte. Chamam-lhe um "governo de salvação nacional".
O imperialismo internacional, apesar do regozijo com que viu concretizar-se a eleição do general, partilha as mesmas preocupações. Por isso manifesta-se da mesma forma por um governo desse tipo. O New York Times, um dos grandes diários da imprensa imperialista norte-americana, aconselha "ser muito mais sensato que o dr. Mário Soares forme um gabinete de coligação que possa dispor de um apoio maioritário semelhante no Parlamento e na Nação."

quarta-feira, 29 de junho de 2016

1971-06-00- As Armas do Povo Nº 01 - NOC

EDITORIAL
PELA LIGAÇÃO DAS LUTAS POPULARES!

O povo revolta-se.
Greves, ocupações dos locais de trabalho, manifestações, exigência de aumentos de salário e de melhoria das suas condições de vida.
O povo entreajuda-se e luta.
Os jovens são ajudados a fugir da guerra injusta que os colonialistas portugueses fazem em África, os operários da construção civil do Cacém lutam contra a polícia apoiando os seus camaradas metalúrgicos, de Norte a Sul se organizam protestos e manifestações contra a repressão que se abate sobre as massas trabalhadoras.
De que precisa o povo para que o seu combate se torne cada vez mais duro e corajoso, para que se apresse a exterminação dos exploradores?
Para destruir o capitalismo, para vencer as forças da repressão no decorrer de acção, com o lançamento de palavras de ordem justas que correspondam aos interesses das massas.

1976-06-29 - O Proletário Vermelho Nº 42


1976-06-29 - O Proletário Vermelho Nº 42

27 de Junho:
NA VITORIA DE EANES A CONFIRMAÇÃO DO 25 DE ABRIL

61,54% dos portugueses que votaram, no passado 27 de Junho, e foram ao todo 4.885.624, votaram Democracia, votaram Liberdade, votaram Independência. No total, e ao menos pela Independência da pátria votaram 2.967.411 portugueses. Contra a ingerência. Contra a vassalagem.
Dizemos que a questão da Independência esteve principalmente presente nos votos de Ramalho Eanes, independentemente da classe a que pertenceram. Burguesia nacional e massas trabalhadoras votaram, apenas momentaneamente é certo mas unidas, contra a ingerência e o enfeudamento às duas superpotências. Cerca de três milhões de portugueses votaram pois e fundamentalmente contra a superpotência predominante. Porque Eanes, anti-social-fascista, foi caluniado de candidato da direita clássica. Era-se Pato ou Eanes.

1976-06-29 - OS SOCIAL-FASCISTAS DO P"C”P UTILIZAM OS MEIOS TÉCNICOS DA MARCONI PARA CALUNIAR O NOSSO PARTIDO COM DOCUMENTOS FALSOS - MRPP

OS SOCIAL-FASCISTAS DO P"C”P UTILIZAM OS MEIOS TÉCNICOS DA MARCONI PARA CALUNIAR O NOSSO PARTIDO COM DOCUMENTOS FALSOS

AOS CAMARADAS TRABALHADORES DA MARCONI:

Começou ontem, dia 28, a ser distribuído na Marconi uma fotocópia de um pretenso "documento interno" do MRPP, apresentando o nosso Partido como tendo ligações com o partido fascista C"D"S e com outros partidos, falsificações que englobam também o general Ramalho Eanes.
No CTL 1 foi utilizado o fotocopiador da empresa pelo lacaio-menor SAMPAIO, acto prontamente repudiado e denunciado pelos trabalhadores.
Estes actos seguem-se à vitória esmagadora, à lª volta, da candidatura democrática e patriótica do general Ramalho Eanes e revelam a tremenda derrota dos social-fascistas nestas eleições, ao contrário do que o pato social-fascista disse na TV, provocando a hilariedade geral.

1976-06-29 - Luta Popular Nº 326 - MRPP

Após a grande vitória das forças democráticas e da derrota da política dos social-fascistas
REFORÇAR A POLÍTICA DA FRENTE ÚNICA

O MOVIMENTO DE MASSAS

Os resultados finais provisórios praticamente em nada vieram alterar os resultados ontem apresentados pelo nosso jornal, nem consequentemente a análise então feita.
Esses resultados correspondem a uma vitória significativa das forças democráticas tanto contra os inimigos declarados como contra os encobertos ambos tendo como objectivo impor a segunda volta e, portanto, uma vitória tangencial já que a vitória, em geral, está admitida como inevitável em qualquer situação Pretendia-se desta forma minimizar a figura impo­luta de democrata e patriota de Ramalho Eanes e o seu respectivo programa apresentado ao país, favorecendo dessa forma as forças golpistas fascistas e social-fascistas em nada interessadas no reforço dentro do aparelho de estado das posições da burguesia democrática e patriótica.

1976-06-00 - O Partido Nº 01 - OC(B) de P

A organização comunista como embrião do P. COMUNISTA

A. ORGANIZAÇÃO COMUNISTA (bolchevista) de PORTUGAL entende que a questão do Partido da classe operária é uma questão inerente à própria formação de cada organização comunista que se reclama do marxismo-leninismo. Assim, se numa organização deste tipo, o estilo bolchevista de trabalho, o modelo leninista de partido, a perspectiva marxista do seu programa, não estiver logo de início as bases seguras fundamentada, não será o tempo de vida da organização, nem os seus possíveis elos de ligação futura, ao movimento de massas ainda espontâneo, que lhe irão dar tais predicados: o marxismo-leninismo não se aprende ou apreende por geração espontânea! Tais imprecisões e erros tendem a avolumar-se com o desenvolvimento da organização.
Durante os períodos de agudização da luta de classes a nível nacional, durante o agravamento de contradições entre as duas super-potências a nível internacional, estes erros de base, estas incompreensões, tenderão a agravar-se também, como, reflexo inevitável da luta de classes no seio da própria organização, de modo a que o oportunismo, o populismo mais estreito e o seguidismo mais irracional, substitua a análise marxista.

1976-06-00 - Seara Nova Nº 1568

EDITORIAL

Quaisquer que sejam as interpretações dos resultados das eleições e do que elas representam, uma realidade é indesmentível: a maioria do povo português votou a favor das conquistas fundamentais da Revolução democrática rumo ao socialismo — Constituição, Reforma Agrária, nacionalizações e controlo operário. Embora tal votação tenha retirado à direita parte da sua arrogância e triunfalismo pré-eleitorais, não lhe retirou capacidade de manobra para confundir o processo de candidatura de Ramalho Eanes. Com excepção do PS, todas as forças que presentemente o apoiam têm manifestado, de forma assaz desinibida, a sua oposição às conquistas da Revolução. São elas: KAÚLZA, MRPP, AOC, CAP, PSDI, CDS E PPD. A junção destas forças nada tem de estranho mas ao unirem-se ao PS introduzem no processo falta de clareza, confundem-no, mistificam-no, envolvem e enredam simultaneamente o PS e o candidato que apoia. Há uma nítida intenção de hermafroditizar a situação política para criar uma dinâmica de recuperação da Revolução e utilizar aquela candidatura para formar uma vasta frente anti-comunista e anti-democrática visando marginalizar e isolar o PCP, usando como fraseologia que não há partidos de Direita nem partidos de Esquerda, mas partidos «democráticos» e partidos «totalitários», não deixando de ser bizarro incluir nos «democráticos»: KAÚLZA, MRPP, AOC, CAP, PSDI, PPD e CDS. Se essa ambiguidade se mantiver será fatal para a democracia que o PS encontre, entre as suas vocações, a de continuar a ser «comido» à direita (a primeira grande fatia do «salame» do Dr. Mário Soares foi cortada recentemente, ao perder 258.212 dos seus votantes, o equivalente a 60,6% do acréscimo de votos obtidos pelo CDS) e de pela dinâmica gerada pela própria direita vir a ter de renegar o seu conceito pluralista sendo forçado a substituí-lo por um pluralismo à maneira de Arias Navarro. Será que um fatalismo histórico persegue o PS, que enredado na teia que lhe lançaram não poderá deixar de colaborar no ressuscitar de modelos salazaristas? As forças salazaristas-caetanistas eram a PIDE-DGS (agora ELP-MDLP) e a União Nacional-ANP (agora CDS-PPD; o Secretário geral do CDS foi assistente de Marcelo Caetano e o Secretário Geral do PPD líder da ala dita «liberal» da ANP). Recordemos que antes das eleições para a Assembleia da República o CDS tinha proclamado Galvão de Melo como seu representante e o PPD queria impor Pires Veloso. Não deixa portanto de ser alarmante que a dinâmica que tem sido imposta pela direita à candidatura de Ramalho Eanes, — queremos acreditar que independentemente da vontade do candidato, — a imagem de «salvador da Pátria» que dele se pretende dar ao país, muito semelhante ao estilo com que se promoveu, noutros tempos, Salazar (o Diário de Notícias tem sido um bom exemplo), a falta de clarificação da posição do PS quanto a estes problemas (que os seus militantes também não compreendem e, em 28 de Maio, apenas encheram 2/3 do Campo Pequeno), poderá arrastar-nos para situações semelhantes às que sacrificaram durante 50 anos gerações de portugueses.

terça-feira, 28 de junho de 2016

1976-06-28 - Página Um Nº 017

Esquerda revolucionária
Mobilização popular ultrapassou perspectivas

A mobilização de massas conseguida no decorrer da campanha eleitoral de Otelo Saraiva de Carvalho excedeu todas as previsões dos partidos políticos que apoiaram aquela candidatura. Contactados representantes da FSP, do MES, MSU, PRP e UDP, todos foram unânimes, exprimindo a sua satisfação pela forma como as massas populares saíram à rua, em apoio da candidatura da unidade popular. Aqueles dirigentes manifestaram ainda a sua esperança no desenvolvimento da actividade unitária dos GDUPs para além do acto eleitoral.
MARINELA COELHO (FSP) — Pensámos, ao apoiar Otelo, que o seu passado congregaria um grande movimento popular. Verificámos que a mobilização de massas ultrapassou as nossas previsões.
Esta campanha eleitoral foi, de facto, uma grande experiência, na medida em que uniu grandes massas trabalhadoras desmobilizadas desde o 25 de Novembro. Os trabalhadores devem organizar-se contra os ataques que a burguesia, no poder, irá lançar.

1976-06-28 - ALGUMAS CONCLUSÕES IMEDIATAS SOBRE OS RESULTADOS DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS - PCP

PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS
NOTA DA COMISSÃO POLÍTICA DO COMITÉ CENTRAL

ALGUMAS CONCLUSÕES IMEDIATAS SOBRE OS RESULTADOS DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS

 1. Ao tomar conhecimento dos resultados das eleições presidenciais e antes de se poder fazer uma análise da situação política decorrente, a Comissão Política do CC entende fazer algumas observações sobre esses resultados.
 2.  Com a obtenção, pelo General Ramalho Eanes, de mais de cinquenta por cento dos votos, a eleição do Presidente da República foi decidida na primeira volta.
Tratando-se, portanto, do candidato eleito, desde já deve reter-se as suas palavras em defesa da Constituição, o seu compromisso público de aceitá-la e de cumpri-la como Chefe do Estado.
 3.  A colagem à sua candidatura de partidos e organizações da direita reaccionária causou sérias perturbações.

1976-06-28 - CAMARADA - MRPP


1976-06-28 - Luta Popular Nº 325 - MRPP

GRANDE VITORIA DAS FORÇAS DEMOCRÁTICAS

- 61,5% em Ramalho Eanes, vitória esmagadora na primeira volta - Saraiva de Carvalho (16,55%), O. Pato (7,59%), P. de Azevedo (14,35%) - Derrota da política social-fascista para estas eleições - Criadas excelentes condições para o avanço da Revolução e para o trabalho do nosso Partido

Os resultados eleitorais provisórios já conhecidos anunciam uma esmagadora vitória da candidatura democrática e patriótica do General Ramalho Eanes consubstanciada nos 61,50% dos votos validamente expressos, o suficiente, portanto, para não haver necessidade de segunda volta. Esta vitória enche de alegria todos os democratas, antifascistas e anti-social-fascistas e é um estímulo para as futuras batalhas que se aproximam.
- O P«C»P e as três candidaturas que em última instância o servem colocaram toda a sua força na imposição de uma segunda volta, chegando ao ponto de para obter tal propósito utilizar métodos baixos da mentira, da calúnia e da provocação. É ainda tal objectivo que leva essa gente a falar agora na farsa da impugnação.

1976-06-28 - CARTA ABERTA - Sindicatos

CARTA ABERTA

AOS CORPOS GERENTES DO SINDICATO DOS TRABALHADORES DE ESCRITÓRIO DO DISTRITO DE LISBOA

Vocês pediram-me que eu respondesse por escrito a uma carta de Paulo Bacellar, mais conhecido por «o KGB», e a outra de Daniel de Matos, empregado de Cunhal no Sindicato, nas quais me são dirigidas várias calúnias.
Dada a gravidade das «acusações» nelas contidas e o facto de elas comprovarem a vossa conivência com o social-fascismo e a traição ao programa (da lista B) eleito, resolvi dar conhecimento de tais factos a todos quantos nos elegeram.
Esta decisão deve-se ainda ao tacto de vocês só me terem mostrado as cartas que me visavam directamente passado um mês e, inclusivamente, me terem impedido de as fotocopiar. Os sócios compreenderão porquê.
A carta de Paulo Bacellar, «o KGB», e a vossa recusa de me deixarem fotocopiá-la para organizar a resposta às graves calúnias que aí me eram dirigidas, é o culminar de todo um processo dè degradação e corrupção que tem caracterizado a vossa prática.

1976-06-28 - Estatuto do Professor - Sindicatos



segunda-feira, 27 de junho de 2016

1971-06-27 - Comercio do Funchal Nº 2113

A imprensa e o verão parlamentar

”Liberais” e “reformistas”

Depois de «Vida Mundial» (grupo «O Século»), outro magazine semanal ide grande expansão — embora de fórmula diversa — a «Flama» (do grupo católico «União Gráfica») pretende tomar posição face ao chamado «verão parlamentar» que já está em curso. Em longa reportagem realizada par João Gomes, Carlos Gil e António Xavier a conhecida revista, quer através do editorial que dedica a questão, quer através da escolha das personalidades convidadas a depor, exprime uma determinada linha próxima das posições da chamada ala liberal da Assembleia, ou pelo menos do papel específico que na presente conjuntura esse grupo de deputados — que ora surge encabeçado pelo Dr. Francisco Sá Carneiro — está a assumir. Daí que se torne naturalmente significativo — e ao caso de «Vida Mundial» e «Flama» poderiam juntar-se outros, embora diversamente expressos, ao nível da imprensa diária — o apoio moral, digamos assim, que a ala liberal está a receber de um sector da informação.

1976-06-27 - MENSAGEM de OTELO aos G.D.U.P.

MENSAGEM de OTELO aos G.D.U.P.

POVO TRABALHADOR UNIDO PARA O SOCIALISMO

UNIDADE
ORGANIZAÇÃO
LUTA

UNIDADE POPULAR
A minha candidatura permitiu romper com vários e importantes mitos, dos quais referencio alguns, que me parecem dos mais notórios. Assim, posso afirmar em primeiro lugar e agora sem receio de desmentido, que é falso, inteiramente, o divisionismo entre o Norte e o Sul, a cidade e o campo, o Continente e as Ilhas. Em todo este país que é nosso, que é Portugal, as massas populares me acarinharam, me vitoriaram, me demonstraram a sua adesão aos princípios programáticos que apresentei ao país e que aceitaram como seus.
NORTE - SUL
UM SÓ PAÍS! UMA SÓ LUTA!

1976-06-00 - União Proletária Nº 01

EDITORIAL
O que é «UNIÃO PROLETÁRIA»


O Comité «União Proletária» da OCMLP (em reorganização) é a forma de organização criada por parte dos militantes e simpatizantes da OCMLP que não alinharam na integração da Organização na UDP/PCP(R).
Os últimos dirigentes da nossa Organização tomaram-na para a liquidar, para destruir e afastar do movimento marxista-leninista a justa linha anti-fascista e anti-social-fascista, e para arrastarem os militantes para a linha de capitulação perante o social-fascismo e o social-imperialismo representada pela UDP/PCP(R).
O Comité «União Proletária» não reúne a totalidade dos camaradas que romperam com a liquidação e se recusaram a capitular perante o revisionismo.
Por isso, os comunistas que se encontram no Comité «União Proletária» organizaram-se, antes de mais, para travar a luta pela reorganização da OCMLP e pela reconstrução do Partido Comunista a curto prazo. Consideramos que este esforço de organização — a reorganização da OCMLP — é a única via justa para levarmos para o Partido a rica experiência da OCMLP, o que só pode ser feito pelos comunistas e não pelo novo partido revisionista.

domingo, 26 de junho de 2016

1971-06-00 - Seara Nova Nº 1508

Actualidade nacional
O CENSO

por Mário Ventura

(Considerações à margem do recenseamento geral da população)
Pouco a pouco, os números do Recenseamento Geral da População (1) dão-nos conta, com maior ou menor grau de rigor, de uma realidade de que nos vínhamos apercebendo há anos: os portugueses continuam a caminhar para a Europa mais depressa do que o seu próprio país.
O quadro numérico desta realidade é bem eloquente na sua simplicidade: redução demográfica acentuada na maioria dos distritos que o computador já logrou analisar, e uma situação calamitosa para dois dos três distritos alentejanos. Ao cabo de dez anos de incerteza ou falso optimismo criado pelas «Estatísticas Demográficas» anuais, os números indicados para os distritos de Portalegre e Beja têm o efeito de uma pedrada traiçoeira, que nos surpreende desprevenidos e incapazes de achar os instrumentos de raciocínio que a sua gravidade impõe.

1976-06-26 - Organizar os Estudantes Nº 05 - UEDP

ORGANIZAR OS ESTUDANTES
Nº 5 26-6-76
FOLHA INFORMATIVA INTERNA DA UEDP

SUMÁRIO
   1. O ENCONTRO NACIONAL DE DIRECÇÕES ASSOCIATIVAS DE 13 DE JUNHO - Pag. 1
      2. A TÁCTICA DOS FASCISTAS - Pag. 2
      3. A TÁCTICA DOS CUNHALISTAS - Pag. 3
  4. E NECESSÁRIO DEFINIR UMA TÁCTICA CORRECTA PARA A CONDUÇÃO DO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DA UNEP - Pag. 3
5. DIRECTRIZES CONCRETAS - Pag. 4

INFORMAÇÕES SOBRE A SITUAÇÃO DO TRABALHO DE ORGANIZAÇÃO FEDERATIVA DAS AAEE
    - PRIMEIRAS CONCLUSÕES PARA UMA TÁCTICA A ADOPTAR
             - PERSPECTIVAS IMEDIATAS

1. O ENCONTRO NACIONAL DE DIRECÇÕES ASSOCIATIVAS DE 13 DE JUNHO
a) Antecedentes

1976-06-26 - Luta Popular Nº 324 - MRPP

Vandalismo social-fascista no Rossio
O DESESPERO DA DERROTA INEVITÁVEL

Nota da Comissão de Imprensa do Comité Central do MRPP
1. A campanha eleitoral do candidato Otelo encerrou como lhe competia encerrar: na arruaça mais desbragada dirigida pelo partido social-fascista e executada, em conjunto, por toda a casta de filhotes.
Após o seu comício no Terreiro do Paço, os social-fascistas da FU«R»/U«DP» montaram um assalto ao Rossio, onde decorriam as Jornadas Culturais de apoio à candidatura do General Ramalho Eanes, organizadas por uma Comissão de Artistas e Intelectuais democratas.
Já durante a tarde e acobertados por um bando de marginais drogados, haviam tentado, na estátua do Rossio, rasgar a propaganda revolucionária que lá se encontrava, sendo prontamente escorraçados pelo povo.
Igualmente tentaram passar com duas manifestações pelo Rossio, provocação que as massas, então largos milhares a assistir àquela realização unitária, impediram firmemente.

sábado, 25 de junho de 2016

1976-06-25 - 1 ANO DE INDEPENDENCIA - Ass. - Por. - Moçambique


1976-06-00 - Comício Otelo


1976-06-25 - A Terra Nº 11 - MRPP

EDITORIAL
OS CAMPONESES DEVEM APOIAR A CANDIDATURA DEMOCRÁTICA E PATRIÓTICA DO GENERAL RAMALHO EANES

1. Os trabalhadores rurais e pequenos e médios camponeses não podem nem devem ficar indiferentes em relação às próximas eleições presidenciais. Embora não haja que alimentar ilusões de que se tratam de eleições para um Presidente de uma República burguesia isto mesmo é o nosso Partido o único a começar por dizer — é necessário tomar uma posição que tenha em conta a actual situação política e a relativa fraqueza e atraso da unidade e organização das fileiras da Revolução resultantes da aventura golpista do P«C»P em 25 de Novembro.
Os verdadeiros marxistas-leninistas, um verdadeiro partido de vanguarda têm a obrigação de guiar o povo explorado não pelo caminho aparentemente mais fácil mas por aquele que possa ser percorrido com segurança e até ao fim, isto é, que assegure ao proletariado levar esta fase da Revolução ao seu termo.

1976-06-25 - Luta Popular Nº 323 - MRPP

O POVO VOTA EM MASSA RAMALHO EANES!

A dois dias das eleições cio Presidente da República é, mais do que nunca necessário mobilizar todo o povo português para que, no próximo domingo, expresse maciçamente o seu apoio ao programa da liberdade, da democracia e da independência nacional, apresentado e defendido pelo general Ramalho Eanes.
Consciente embora de que a eleição de um democrata e patriota para a Presidência da República, por si só, não significa a alteração da natureza de classe do Estado existente no nosso país — natureza essa que só se modificará com a tomada do poder pelos operários e camponeses — o povo português não se pode alhear de um acontecimento desta importância, que se reflectirá evidentemente na sua vida futura.
Conhecendo sobejamente Os objectivos das restantes candidaturas, promovidas pelo partido social-fascista, o povo manifestou todo o seu carinho ao programa democrático e patriótico do general Ramalho Eanes durante toda a campanha eleitoral, apoio esse que deixa antever a vitória do candidato da liberdade, da democracia e da independência nacional e uma esmagadora derrota para os batedores do golpe que mais não visa do que instaurar uma ditadura social-fascista na nossa pátria. Mas ainda assim, e exactamente porque essa vitória tem que ser garantida por uma larga margem, logo na 1.ª volta das eleições, há que intensificar a propaganda em torno da necessidade de todo o povo acorrer às urnas, votando em massa na candidatura do general Ramalho Eanes.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

1976-06-24 - Poder Popular Nº 46 - II Série - MES

EDITORIAL
Temos que criar a organização que a nossa situação impõe!

O Movimento Popular de apoio à candidatura de Otelo não é um episódio aberrante do processo político. Não é um facto menor da luta do Povo nem um facto marginal no desenvolvimento da nossa revolução, como querem fazer crer as sucessivas declarações e tomadas de posição dos dirigentes do PCP.
Só um cego poderá negar a extraordinária envergadura das manifestações de apoio à candidatura de Otelo, desde o dia 29 de Maio no Porto, passando por todos os pontos do País nos quais Otelo tem recebido a mais entusiástica aderência de amplas camadas populares.
Esta larga adesão de massas à candidatura de Otelo é não só o resultado do profundo descontentamento popular pela política de sucessivos Governos de conciliação de classes, que não têm resolvido os mais importantes problemas do nosso povo, como da correcta política de Unidade Popular que as forças políticas revolucionárias, com o MES à cabeça, têm vindo a concretizar depois da derrota do 25 de Novembro.

1976-06-24 - Bandeira Vermelha Nº 023 - PCP(R)

EDITORIAL
O PARTIDO É VANGUARDA

As previsões mais optimistas sobre o renascimento do movimento popular de massas foram largamente ultrapassadas pelos acontecimentos das últimas semanas.
O movimento popular não só aumentou de extensão e profundidade como provocou uma mudança significativa no panorama geral da luta de classes.
Em l.º lugar, unificou enormes massas (não já de milhares mas de milhões) em torno de um objectivo comum: levar Otelo e o 25 de Abril à presidência.
Em 2.º lugar, alargou os seus limites para lá da vanguarda operária dos grandes centros industriais, abarcando agora vastos sectores camponeses e empregados de todo o país.
Em 3.° lugar, conseguiu romper as principais divisões existentes no seio do Povo — entre o norte e º sul, entre o campo e a cidade.
Em 4.o lugar, roubou à influência dos partidos burgueses consideráveis sectores das suas bases populares, passando-as para o campo antifascista e revolucionário.

1976-06-24 - Folha CDS Nº 45 - CDS

Folha CDS Nº 45 
24.VI.76

l. GRANDE VITORIA EM ITÁLIA» A Democracia Cristã Italiana partido-irmão do CDS, foi o grande vencedor das eleições que ao passado domingo se realizaram naquele país. O Partido Comunista foi derrotado e Amintore Fanfani, da DCI, reconheceu que o povo italiano tinha, com o seu voto, encarregado o seu partido de lhes defender as liberdades ameaçadas pela facção socialista.
Amaro da Costa esteve em Itália para levar à DCI a solidariedade do CDS. No dia l8, em Trento, terra natal de Alcide de Gaspari, o vice-presidente do CDS participou nos comício ao lado do deputado Picolli, presidente do grupo parlamentar da DCI. Nessa altura, dirigindo-se a milhares de italianos centristas disse: "Cunhal e Berlinguer representam a mesma face do comunismo que se adapta às diversas situações regionais. A lição portuguesa é histórica e a Europa não a deve esquecer".
2. FREITAS DO AMARAL FALA AOS ALEMÃES. "Ocorreu em Portugal desde Abril de 1974 até Novembro de 1975 uma séria tentativa de implantação duma ditadura comunista" - afirmou o presidente do CDS em Kiel, na Alemanha, no dia 18, perante cerca de duzentos professores universitários, ministros, jornalistas deputados e intelectuais alemães. "A Europa tem de funcionar como um exemplo de coerência democrática e tem de servir de modelo para o resto da mundo” - disse ainda em Kiel Freitas do Amaral quando depois de fazer o historial da revolução portuguesa falou do muito que os europeus podiam aprender com o que tinha sucedido em Portugal.

1976-06-24 - OS VERDADEIROS COMUNISTAS DEFENDEM A INDEPENDÊNCIA E A DEMOCRACIA! VOTA EANES! - PCP-ml

OS VERDADEIROS COMUNISTAS DEFENDEM A INDEPENDÊNCIA E A DEMOCRACIA!
VOTA EANES!

Os sociais-imperialistas russos procuram, desesperados, impedir a consolidação da democracia em Portugal.
Eles sabem que a eleição de Ramalho Eanes para a Presidência da República será um grande contributo para pôr termo à instabilidade política e iniciar as tarefas de reconstrução nacional que a situação exige.
Tal como em Angola, eles utilizam a táctica de dividir para reinar. Para isso, eles classificam os partidos democráticos em «esquerda», «direita reaccionária» e em «fascistas».
Eles procuram atrair assim para o seu campo os conciliadores do PS e separar este das outras forças democráticas. É a táctica da «unidade da esquerda».
Na sua táctica, os sociais-fascistas apresentam três candidatos à Presidência da República — Pato, Otelo e Pinheiro de Azevedo — cada um com a sua função.
PINHEIRO DE AZEVEDO: O TACHISMO E A GROSSERIA AO SERVIÇO DO SOCIAL-IMPERIALISMO RUSSO

1976-06-24 - Unidade Popular Nº 085 - PCP(ml)

Tal como o PCP(m-l) previa
A campanha eleitoral tem revelado claramente o papel dos candidatos do social-imperialismo

O desenrolar da presente campanha eleitoral para a Presidência da República tem confirmado aquilo que o PCP(m-l) tem vindo a dizer sobre os candidatos. Na verdade, o general Ramalho Eanes tem-se afirmado como o candidato das forças democráticas, na defesa de um regime de independência nacional face às superpotências - muito em particular em relação ao social-imperialismo - e em defesa da democracia contra todo o tipo de golpismos.
A posição do PCP(m-l), de apoio a Ramalho Eanes. tem-se verificado pois a posição justa, na impossibilidade de apresentação de um candidato comunista.

Pato, o social-fascismo oficial
Os restantes candidatos Pinheiro de Azevedo. Pato e Otelo - são todos eles candidatos do social-imperialismo russo.

1976-06-24 - COMUNICADO - PS

PARTIDO SOCIALISTA
FEDERAÇÃO DA ÁREA URBANA DE LISBOA
Rua de São Pedro de Alcântara, 81     LISBOA-2

COMUNICADO

A F.A.U.L. (Federação da Área Urbana de Lisboa) desmente formalmente e sem qualquer ponta de dúvida, que o Partido Socialista retire o apoio à candidatura do General Ramalho Eanes à Presidência da República.
Este boato, posto a circular por entidades nada interessadas na construção de uma democracia e de um socialismo verdadeiramente português, demonstra bem o interesse em confundir o Povo por uma situação que só muito poucos põem em dúvida. A vitória do General Ramalho Eanes.
A atestar este desmentido, está o franco apoio e a mobilização que está a ser efectuada para o Comício de hoje, na Alameda D. Afonso Henriques, em que os Socialistas irão comparecer em massa, numa demonstração de apoio e carinho dedicado ao General Ramalho Eanes, o que sé está a ser posto em dúvida pelos revolucionários ou pseudo-revolucionários do costume, os quais à falte de dados convincentes, utilizam como últimos argumentos a agressão psicológico e física.
VIVA A DEMOCRACIA!
VIVA O GENERAL RAMALHO EANES!
VIVA O PARTIDO SOCIALISTA!

Lisboa, 24 de Junho de 1976

1976-06-24 - Povo de Tomar Nº 20

EDITORIAL

A grave crise económica com que se debate o «POVO DE TOMAR» põe em sérios riscos a continuidade da sua saída, se os nossos assinantes, os nosso leitores e o povo do Concelho de Tomar não tomarem em mãos a resolução deste problema.
As dificuldades económicas que atingem o «POVO DE TOMAR» são as mesmas que o Povo vem sentindo há muito, com o aumento do número de desempregados, com o aumento do custo de vida muitas vezes superior ao dos aumentos de salários.
Elas resultam ainda de alguns erros que se cometeram no aspecto administrativo e económico do jornal, ao não se aplicar o princípio de que cada número do «POVO DE TOMAR» se deve pagar a ele próprio. Como resultado disso os pequenos erros que se cometeram em cada número, transformaram-se ao longo de 19 números, numa situação económica difícil.
O facto de o «POVO DE TOMAR», ser um intransigente defensor dos interesses do Povo do Concelho, vê ainda a sua situação agravada pelos boicotes que nos são movidos por todos aqueles que na nossa região temem ver os seus privilégios ir por água abaixo, e que tudo fazem por o silenciar. Aqueles que contra nós se viram são os mesmos que oprimem e exploram o povo do nosso Concelho, facto que muito nos honra e que em vez de nos fazer esmorecer na nossa labuta, antes nos anima a levar o combate até ao fim.

1976-06-24 - A JUVENTUDE VOTA EANES - FEML

FEDERAÇÃO DOS ESTUDANTES MARXISTAS-LENINISTAS Organização do MRPP para a Juventude Comunista Estudantil

A JUVENTUDE VOTA EANES

Hoje, por iniciativa de cerca de uma dezena de Comissões de Apoio à candidatura democrática e patriótica do General Ramalho Eanes que integram estudantes, professores e funcionários das escolas, vai ter lugar defronte da Reitoria da Cidade Universitária uma grande concentração da juventude na qual estará presente, para falar, o General Eanes.
A própria iniciativa da realização desta concentração da juventude encerra em si um grande significado político. É que no seio da juventude, os estudantes verdadeiramente democratas e patriotas, não quiseram deixar de se organizar a si própria para mobilizarem as amplas massas estudantis de modo a que estas pudessem firme e determinantemente manifestar o seu apoio inequívoco e sem reserva pelo único candidato, pelo único programa, que aponta aos jovens das escolas o caminho a seguir na "luta" pela defesa das conquistas alcançadas pelos estudantes, democracia e da salvaguarda da nossa soberania, independência é integridade territoriais ameaçadas.

1976-06-24 - Luta Popular Nº 322 - MRPP

Perante o apoio crescente das massas à candidatura do general Ramalho Eanes
EM DESESPERO O TERRORISMO SOCIAL-FASCISTA

Com o título de «Neonazis ao ataque», publica o pasquim social-fascista que dá pelo nome de «Diário» da manhã, na sua edição de ontem, um artiguelho semeado das habituais provocações ao nosso Partido e a propósito da justa resposta dada pelos nossos camaradas aos actos de destruição praticados na noite de anteontem pelos revisionistas da propaganda de apoio à candidatura democrática e patriótica do general Ramalho Eanes.
Insinua tal artiguelho em seu cabeçalho uma fotografia do nosso camarada João Machado, 2.° secretário do Comité Central, tirada durante a defesa face ao assalte pelos assassinos social-fascistas da sede do nosso Partido situada na Bica, esse sim um acto terrorista praticado por um bando armado ao, serviço do partido de Barreirinhas Cunhal.
Querem os revisionistas fazer passar por terroristas firmes actuações de violência proletária revolucionária desencadeada pelo nosso Partido contra as provocações social-fascistas de destruição sistemática da propaganda da candidatura do general Eanes. Tais lamentações de falsas virgens todos as conhecemos de há muito. Somente poderemos acrescentar a seu respeito que o justo correctivo será sempre aplicado aos social-fascistas sempre que destruam a propaganda de apoio à candidatura democrática e patriótica do general Ramalho Eanes ou qualquer tipo de propaganda revolucionária.

1976-06-24 - Declaração da DIRECÇÃO da A.E.F.L.L. - Movimento Estudantil

Declaração da DIRECÇÃO da A.E.F.L.L.

DECLARAÇÃO DA DIRECÇÃO DA ASSOCIAÇÃO DE ESTUDANTES DA FACULDADE DE LETRAS DE LISBOA

A ELEIÇÃO DA ASSOCIAÇÃO FOI UMA VITÓRIA DOS ESTUDANTES DE LETRAS

Desde há já 4 anos, que não existia uma AE na Faculdade de Letras.
A ausência de uma estrutura que coordenasse as reivindicações estudantis, a ausência de um órgão que dinamização e discussão e o debate estudantil sobre os seus problemas concretos e de política geral, a inexistência de uma prática associativa, quotidiana, fazia-se sentir de uma forma mais ou menos explícita em todos os estudantes. Virados para as estruturas departamentais, os estudantes sentiam porém a falta de um organismo que, a par dos problemas concretos da Faculdade, coordenasse todos os estudantes para colocar a escola e a luta estudantil ao serviço das necessidades e lutas mais candentes dos trabalhadores pelo socialismo entendido enquanto o poder democrático dos trabalhadores.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

1976-06-23 - Luta Popular Nº 321 - MRPP

VOTA EANES!

No próximo dia 27, o povo português será chamado a eleger o Presidente da República.
Perante a alternativa existente, a da candidatura do general Ramalho Eanes que detende um programa democrático e patriótico, por um lado; e a tripla candidatura social-fascista de Pato. Pinheiro de Azevedo e Saraiva de Carvalho, cujo programa é o da preparação do golpe social-fascismo visando instaurar na nossa pátria a par das ditaduras por outro o povo Português não pode, nem vai hesitar. Ele irá, sem dúvida materializar no voto o entusiástico apoio de massas que se patenteou ao longo de toda a campanha eleitoral promovida nela candidatura do general Ramalho Eanes!
Nós, comunistas, estamos bem conscientes e dizemos inequivocamente ao povo, que a eleição do próximo dia 27 é a eleição do Presidente da República da burguesia que por si só não pode alterar em nada a natureza do Estado existente no nosso país, que é o Estado da ditadura do Capital; que esta eleição, por si só não conseguirá nunca derrubar o Estado existente e substituí-lo nele Estado dos operários e camponeses.

1976-06-00 - RAMALHO EANES O CANDIDATO DE PORTUGAL

RAMALHO EANES O CANDIDATO DE PORTUGAL

-  COM O POVO SÓ HÁ UM EANES E MAIS NENHUM
-  EANES SIM DITADURA NÃO
-  EANES NA PRESIDÊNCIA LIBERDADE E COMPETÊNCIA
-  EANES VAI GANHAR POR VONTADE POPULAR
-  AO POVO SÓ CONVÉM O EANES EM BELÉM

-  SEGURANÇA - DIGNIDADE - CONFIANÇA - LIBERDADE

1976-06-00 - BOLETIM GDUP DO SMN

BOLETIM GDUP DO SMN

1 JUNHO 76

Quando lançámos o nosso, primeiro comunicado – “AOS TRABALHADORES DO SMN” - assumimos a responsabilidade DE DESENVOLVER UM ESFORÇO PARA CONGREGAR OS TRABALHADORES DO SERVIÇO EM VOLTA DE PRINCÍPIOS QUE POSSIBILITEM UMA ACÇÃO UNITÁRIA NA DEFESA DOS SEUS INTERESSES ENQUANTO TRABALHADORES DA FUNÇÃO PUBLICA E ENQUANTO PARTE DE UM CONJUNTO MAIS VASTO, QUE É O POVO EXPLORADO DESTE PAÍS.
NÃO TEMOS DÚVIDAS EM AFIRMAR QUE A CONQUISTA DOS DIREITOS DO T.F.P. E DA MELHORIA DAS SUAS CONDIÇÕES DE VIDA E DE TRABALHO FAZEM PARTE DA LUTA GERAL DAS CLASSES TRABALHADORAS POR ESSES MESMOS OBJECTIVOS.
ATÉ ESTE MOMENTO OS T.F.P. PERMANECEM DIVIDIDOS ENTRE SI DEVIDO A ESTAREM ENQUADRADOS NUMA ESTRUTURA QUE FOMENTA A CONCORRÊNCIA ENTRE TRABALHADORES, DEVIDO À AUTOCRACIA DESSA ESTRUTURA QUE CRIA CONDIÇÕES PARA A CALÚNIA E O MEDO E DEVIDO TAMBÉM À SOBREPOSIÇÃO DE INTERESSES POLÍTICO-PARTIDÁRIOS AOS INTERESSES COMUNS COMO HOMENS CUJA FORÇA DE TRABALHO (INTELECTUAL OU MANUAL) É EXPLORADA EM BENEFÍCIO DE OUTROS

1976-06-00 - LIBERTAÇÃO IMEDIATA DOS PATRIOTAS ANGOLANOS! - FJCP(ml)


1976-06-00 - Juventude Vermelha Nº 06 - FJCP(ml)

O VOTO DA JUVENTUDE

Vão decorrer dentro em breve as eleições para a Presidência da República. No momento em que toda a gente tem os olhos virados para essas eleições, uma pergunta se põe: como devem votar os jovens operários, os jovens camponeses, os jovens estudantes?
Hoje em dia, a instaurarão do socialismo não c uma hipótese a curto prazo. Ainda são grandes as ilusões que as massas tem nos partidos burgueses, ainda é grande a influência do partido social-fascista de Cunhal, mas principalmente ainda é muito pequena a influência que o partido de vanguarda do proletariado, o PCP(m-l), tem entre o povo. Não se põe pois, de imediato, a questão da tomada do poder pelo proletariado.
Tirando a hipótese da revolução a curto prazo põem-se-nos duas alternativas: ou um regime democrático-burguês que salvaguarde a independência nacional e a democracia, ou um regime fascista, seja ele à Cunhal ou à Marcelo. Os comunistas, como nos ensina Dimitrov, devem defender a independência nacional e a democracia, contra a ameaça fascista.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

1976-06-22 - Senhor Embaixador da Junta Militar Chilena - UCRP(ml)

Senhor Embaixador da Junta Militar Chilena
Av. Miguel Bombarda, nº 5, 1º, Lisboa – 1

A UNIÃO COMUNISTA PARA A RECONSTITUIÇÃO DO PARTIDO (MARXISTA-LENINISTA) protesta contra a prisão, a tortura, e o encarceramento no campo de concentração de Três Álamos da patriota chilena FANNY ZULEMA VILA ROURE, professora de matemática, membro da FRENTE DEL PUEBLO, e em geral contra o regime de terror fascista que desde o golpe de Estado do General Pinochet ensanguente, o Chile, liquidando as liberdades democráticas conquistadas pelo povo chileno o reforçando a dependência do Chile para com o imperialismo norte americano, que conjuntamente com o social-imperialismo russo assola o mundo com a sua política de opressão, exploração e guerra.
Estamos certos que o povo chileno, organizado pela FRENTE DEL PUEBLO, e dirigido pelos nossos camaradas do PARTIDO COMUNISTA REVOLUCIONÁRIO DO CHILE, derrotará a ditadura fascista que ensanguenta o país e conquistará a liberdade e e independência.
A U.C.R.P.(m-l) exige a libertação da patriota FANNY VILA ROURE.
A U.C.R.P.(m-l) pede ao Senhor Embaixador par comunicar este protesto à Junta Militar Chilena que representa.
NÃO À REPRESSÃO!
LIBERTAÇÃO IMEDIATA DE TODOS OS PATRIOTAS CHILENOS!
LIBERTAÇÃO IMEDIATA DE FANNY VILA ROURE!
O POVO CHILENO CONQUISTARÁ A LIBERDADE E A INDEPENDÊNCIA!

Lisboa, 22/6/76
O secretariado do Comité Central da UCRP(m-l)

1976-06-22 - OTELO SERÁ O NOSSO PRESIDENTE - PCP(R)

      OTELO SERÁ O NOSSO PRESIDENTE

TODOS ÀS URNAS PELA VITORIA DE OTELO, PELA DERROTA DO FASCISMO

OPERÁRIOS, CAMPONESES, CASEIROS; PEQUENOS E MÉDIOS COMERCIANTES, INDUSTRIAIS E AGRICULTORES, INTELECTUAIS ANTI-FASCISTAS, POVO DO NORTE!

A hora é de luta e de cerrar fileiras contra a direita reaccionária, contra o fascismo.
Todos aqueles que durante 48 anos nos roubaram e oprimiram, juntaram-se e querem impor-nos, mesmo pela força, o seu candidato, o Pinoche-Eanes.
O campo popular levantou-se é apresentou o seu candidato, o candidato do 25 de Abril: OTELO!
É entre estes dois campos que se trava uma luta de vida ou de morte, muito embora apareçam também em cena, dois pigmeus: o bronco Azevedo e o divisionista e traidor Pato.
TRABALHADOR SOCIALISTA!

1976-06-22 - VOTAI EM OCTÁVIO PATO! - PCP

APELO DO COMITÉ CENTRAL DO PCP

VOTAI EM OCTÁVIO PATO!

1. O poderoso movimento unitário e popular em torno da candidatura de Octávio Pato à Presidência da República, o seu alargamento a outros sectores democráticos, manifestam a crescente compreensão e apoio aos seus objectivos políticos e comprovam a justeza da análise da decisão do CC do PCP ao promover tal candidatura.
A evolução da própria campanha eleitoral tem-se encarregado de demonstrar que, sem a candidatura de Octávio Pato, o movimento operário e popular e largos sectores democráticos teriam ficado sem perspectivas de afirmação consequente e de voto útil. Sem a candidatura de Octávio Pato não haveria alternativa para todos quantos recusam a ambiguidade, a incerteza e as alianças com a direita reaccionária. Sem a candidatura de Octávio Pato não haveria alternativa para quantos querem que o seu voto se converta em força política e em influência na direcção política do País. Sem a candidatura de Octávio Pato, o movimento operário e popular seria abandonado às ilusões aventureiristas e eleitoralistas, seria conduzido, após as eleições, à frustração e ao desânimo.

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