sábado, 30 de abril de 2016

1971-04-00 - Luta Popular Nº 003 - MRPP

Proletários! Camponeses! Soldados e marinheiros! Jovens e Estudantes!

1º DE MAIO: DIA DE LUTA DO PROLETARIADO NO MUNDO INTEIRO

1. No dia 1 de MAIO de 1886 em Chicago, nos EUA, a burguesia americana mandava assassinar vários dirigentes do movimento operário grevista daquele país, na tentativa desesperada depor termo à luta dos trabalhadores. Julgava assim poder contrariar a marcha da história. Julgava a burguesia poder manter-se como minoria exploradora contra a enorme maioria dos povos pelo recurso à violência, à repressão e ao assassinato. Ontem como hoje, não percebia que tal violência reaccionária alimenta e cria a violência revolucionária e libertadora do proletariado e que no sangue, que fazia e faz verter, morrerá afogada. Que na dureza da exploração se temperam e endurecem as forças que apagarão da face da Terra o domínio dum pequeno grupo social sobre a imensa maioria da humanidade. Que sobre as cinzas do capitalismo o povo em armas construirá, apoiado na ditadura proletária, as bases duma sociedade livre e socialista, na senda de um mundo sem classes: o COMUNISMO.

1971-04-30 - Semana Portuguesa Nº 07

EDITORIAL

Sinal Aberto
UNIDADE PORTUGAL DEMOCRÁTICO
INFORMA:
Por formação antes de tudo, falta ao homem do Povo recursos para usar os adjectivos para simular o que lhe vai na alma. Se falamos de unidade, falamos de uma unidade autêntica sem outras intenções. Não objectivamos interesses escuros ou secretos.
.... Se falamos da possibilidade de unidade, e porque a sentimos e não temos com isso senão o objectivo da possibilidade sem pretendermos lideranças. Queremos simplesmente dar nossa colaboração para que volte, a Portugal, a democracia.
Se dizemos que nosso único objectivo é colaborar, é porque é o que objetivamos. Sabemos o que podemos dar e onde podemos chegar. Sabemos bem que somos “sapateiro” e sabemos bem, que mais em nossa terra que em outra qualquer, que “sapateiro” lá não pode chegar a tocador de rabecão.

1976-04-00 - ENCONTRO organizações de Trabalhadores


1976-04-30 - O 1º DE MAIO É VERMELHO! VIVA O 1º DE MAIO! - MRPP

O 1º DE MAIO É VERMELHO!
VIVA O 1º DE MAIO!

TODOS AO 1º DE MAIO VERMELHO – MARVILA C. ORIENTAL – COM A PRESENÇA DO CAMARADA ARNALDO MATOS

CAMARADAS:
Tal como os proletários e os povos de todo o mundo, a classe operária e todo o Povo português dirigidos pela sua vanguarda - o MRPP – faz do 1º de Maio uma autentica jornada de luta, Onde todos os trabalhadores reafirmem a sua determinação de se libertarem das cadeias da     exploração, da opressão é de levar até ao fim o combate duro e prolongado contra  os seus exploradores, pela instauração de uma nova sociedade à sua imagem.
Como resposta ao impetuoso movimento operário de resistência activa à política de fome e de miséria, que a burguesia no seu conjunto pretende ver agora legitimada e intensificada através dos votos que caçou ao Povo, aí estão os preparativos do golpe social-fascista contra o nosso Partido e o Povo. Depois das burlas nas eleições – que o nosso Partido tem vindo a desmascarar — e, de impedir milhares e milhares de soldados de exercer o seu direito de voto como aconteceu na Academia Militar, no Regimento de Comandos e, também no nosso quartel onde muitos de nós fomos impedidos de votar (como nós afirmamos num comunicado distribuído no próprio dia 25 de Abril), depois de tudo isto, é a intensificação das prisões e dos castigos como é o caso das detenções de mais de uma dezena de soldados Academia Militar por terem exigido ir votar, o caso do marinheiro José Jerónimo preso no Alfeite por ser Candidato do MRPP; do Furriel Sousa do RASP - Porto preso e acusado de distribuir propaganda do MRPP no seu quartel; do soldado Joaquim Barros que a burguesia pretende reencarcerar em Pinheiro da Cruz e ainda do soldado Rodrigues também preso por ser Candidato do MRPP.

1976-04-30 - Luta Popular Nº 278 - MRPP

CONTABILIZAR A BURLA ELEITORAL...!

— O MRPP apresentou um protesto formal sobre a mascarada da contagem oficial dos votos

Decorre actualmente a contagem dos votos obtidos pelos diversos partidos nas eleições de 25 de Abril. Essa contagem para efeitos de apuramento final decorre no governo civil.
Só que o que devia ser uma CONTAGEM está transformada numa mascarada de contagem. Como era natural e obrigatório para quem quisesse fazer do acto eleitoral uma coisa séria, esta operação final devia revestir-se do maior rigor, rigor esse que imporia uma contagem de todos os votos entrados em cada secção de voto para as urnas. E impunha ainda mais pela simples razão que no cômputo final há dúvidas fundadas quanto à sua seriedade e validade. Basta atentar na grandeza do número dos votos nulos.
O nosso partido tem feito declarações públicas sobre a falsificação dos resultados eleitorais, sobre a grande burla programada e executada pelos social-fascistas, mas nem isso levou as autoridades oficiais a decidir-se por executar uma operação que estaria dentro dos seus deveres normais. O que as entidades oficiais tem feito é contabilizar a burla, limitando-se a verificar os resultados que lhes foram enviados pelas secções de voto, votos esses que eram os que entraram para o computador.

1976-04-30 - Jovem Guarda Nº 02 - Movimento Estudantil

EDITORIAL

1 - Apareceu pela segunda voz na nossa escola o JOVEM GUARDA fruto do trabalho de um grupo de estudantes que desejam deixar nesta escola algo que nos possamos orgulhar por isso dissidimos abrir este jornal a todos os estudantes que queiram cooperar connosco enviando-nos artigos para este jornal para dar alguma coisa aos estudantes desta escola.
2 - Das     razões que levaram à sua saída, ressaltam os objectivos da JOVEM GUARDA: unir os estudantes da Escola do Cartaxo turma a turma, ano a ano, uni-los às amplas massas do povo mobiliza-los para a correcta resolução dos seus problemas e para a apoio às lutas dos operários e camponeses; organiza-los, ou preparar as condições para a sua organizações, na luta e para a luta
3 – Para que cumpra correctamente esses objectivos, a JOVEM GUARDA terá que começar por ser uma arma na luta contra o Ensino e a Escola actuais. Numa sociedade de classes, como a nossa, o Ensino e a Escola não são de maneira nenhuma "neutros": eles servem sempre determinada classe, a classe que está no Poder. No nosso país, essa classe continua a ser a burguesia a classe dos capitalistas e latifundiários, e o ensino e a escola servem essa classe. É evidentemente que, servindo aos capitalistas e os latifundiários, não podem servir nem aos estudantes nem ao povo. Depois que lutar contra eles. A JOVEM GUARDA tem um importante papel a desempenhar, quer denunciando e desmascarando os principais aspectos opressivos da escola burguesa - as faltas, o autoritarismo de certos professores a selecção rigorosa, a falta de liberdade de expressão e reunião etc.- quer criticando os aspectos mais reaccionário e anti-científico das matérias.

1976-04-30 - 1º DE MAIO = UNIDADE DE CLASSE - FSP


sexta-feira, 29 de abril de 2016

1976-04-29 - Revolução Nº 070 - PRP-BR

EDITORIAL

A situação portuguesa caiu mais uma vez num impasse de que, a médio prazo (referimo-nos a tempo superior a dois meses) só há duas saídas fascismo ou revolução socialista mas que, a curto prazo apresenta as múltiplas saídas resultantes das múltiplas combinações.
O PS tem de cumprir a promessa feita e, portanto, não fará alianças, nem à esquerda, nem à direita. Efectivamente, um Governo PS/PC não seria suportado pelo PPD e o CDS, qualquer deles com mais votos do que o PC Um Governo PS/PPD/CDS seria muito mal suportado pela base (e não só) do PS, correndo este sérios riscos de se partir por algum sítio. Por outro lado, governar sozinho, tem para o PS um terrível inconveniente sofrer os ataques de uma oposição de esquerda e de uma oposição de direita.
Perante isto, os partidos governamentais e as forças em presença adiam o problema e esperam resolve-lo com as eleições presidenciais. O presidente eleito pode desempatar e fazer pender o Governo para o lado correspondente às forças a que estiver ligado. Esta saída é alimentada e animada pelo PS e pelo PC, que se empenharão num presidente «democrata». E, naturalmente que a direita também espera da possível eleição de um presidente de direita a possibilidade da via eleitoral para o fascismo, que nestas eleições legislativas apenas se esboçou pela forte votação do CDS. Mas não só Embora a direita espere pelas eleições presidenciais, sem fazer já o seu golpe militar, prepara-se, no entanto, desde este momento. A saída do PPD e do Primeiro-Ministro do Governo, poderão ser elementos de desestabilização, para ir criando um clima de insegurança e de crise permanente, necessários à preparação de um golpe militar.

1976-04-29 - Bandeira Vermelha Nº 015 - PCP(R)

EDITORIAL

Remover montanhas e vencer!
A campanha eleitoral foi um período de luta intensa que trouxe para o nosso Partido preciosas lições, enriquecendo a sua linha política, ligando-o mais profundamente às massas, dando uma experiência riquíssima a todos os organismos e militantes do Partido, e que abre novas perspectivas para a luta.
Foi comprovada durante a campanha eleitoral a justeza da nossa linha, que está destinada a ser rapidamente compreendida pelas massas a partir da sua experiência de luta diária. Demonstrou-se que a força e implantação da UDP, força revolucionária consequente, é um facto, que não se expressa unicamente nos resultados eleitorais mas também nas acções de massas, nas acções antifascistas empreendidas durante a campanha eleitoral. A verdadeira esquerda, que a UDP incarna, demonstrou que não é um fenómeno passageiro, em desagregação, como os revisionistas burgueses pretendem, mas sim uma força que consolida posições, ganha prestigio e se prepara para novas e maiores lutas.

1976-04-29 - Unidade Popular Nº 077 - PCP(ml)

Comunicado do Secretariado do Comité Central do PCP(m-l)
A situação nacional à luz dos resultados eleitorais

Os conciliadores do PS comprometem a vitória das forças democráticas.

1. As eleições para a Assembleia da República exprimiram claramente a vontade do povo português em se opor ao social-fascismo e ao social-imperialismo russo.
2. Em relação à sua derrota nas eleições de 1975, o social-fascismo ainda recuou pois obteve apenas 14,59%, enquanto em 1975 obteve 16,73% («PCP» 12,53% e MDP 4,2%). E mesmo a chamada «esquerda» (PS e Cunhal) recuou em relação à chamada «direita» (PPD e CDS): em 1975, a «esquerda» obteve 54,60% e a «direita» 34,03%. Em 1976, a «esquerda» 49,60% e a «direita» 39,88% (não entrando em consideração com os batedores de Cunhal da UDP, de importância insignificante num ano e noutro).
3. O social-fascismo salvou o que lhe era possível salvar depois do 25 de Novembro.

1976-04-29 - TODO O APOIO AOS PATRIOTAS ANGOLANOS! - UCRP(ml)

TODO O APOIO AOS PATRIOTAS ANGOLANOS!

O povo angolano libertou-se do colonialismo português. Foi uma importante vitória saudada pelos comunistas marxistas-leninistas e por todo o povo português. Esta vitória pertence inteiramente ao povo de Angola.
Mas as duas superpotências, a União Soviética e os E.U.A., intentaram roubar esses frutos conquistados pela dura e heróica luta do povo angolano. Em particular, a URSS, Rançada na ofensiva por toda a parte, ambiciona escravizar os povos de África e dominar este continente, para melhor fechar o cerco à Europa e desencadear a guerra.

1976-04-29 - O 1º DE MAIO É VERMELHO! VIVA O 1º DE MAIO! - MRPP

O 1º DE MAIO É VERMELHO!
VIVA O 1º DE MAIO!

A TODOS OS SOLDADOS E MILITARES DEMOCRATAS, PATRIOTAS, ANTI-FASCISTAS E ANTI-SOCIAL-FASCISTAS, DO BRT:

Camaradas:
No momento em que sob o horizonte se acumulam as nuvens anunciadoras de grandes tempestades revolucionárias, prepara-se o Proletariado e o nosso Povo para as celebrações do 1º. de Maio Vermelho deste ano.
Ao mesmo tempo, e quando transparece já à luz do dia o estado adiantado dos preparativos do novo 25 de Novembro social-fascista, tenta a burguesia com os social-fascistas e a sua "maioria de esquerda" à cabeça desviar as atenções do Povo e levá-lo a participar no 1º. de Maio amarelo da conciliação e da traição.
Nós soldados do BRT que sempre lutámos por nos colocar ao lado do Povo e sob a direcção da classe operária, não temos dúvidas de que o 1º de Maio é Vermelho e que é um dia de Luta Dura em que todos os explorados reafirmam a sua determinação em se libertar das cadeias da exploração e da opressão de que são vítimas.

1976-04-29 - LEVANTEMO-NOS EM MASSA CONTRA AS PRISÕES DOS SOLDADOS E MARINHEIROS DO MRPP! - MRPP

O 1º DE MAIO É VERMELHO! VIVA O 1º DE MAIO!

LEVANTEMO-NOS EM MASSA CONTRA AS PRISÕES DOS SOLDADOS E MARINHEIROS DO MRPP!

A TODOS OS SOLDADOS E DEMAIS MILITARES DEMOCRATAS, PATRIOTAS, ANTI-FASCISTAS E ANTI-SOCIAL-FASCISTAS QUE SE ENCONTREM NO D.G.A.F.A.:

Camaradas:
Vai ser preso o camarada Gilberto Silva, candidato a deputado pelo nosso Partido à Assembleia Legislativa pelo distrito de Faro.
Porque é que vai ser preso o camarada Gilberto? O camarada Gilberto vai ser preso por ser candidato do MRPP é: por um lacaio do P"C"P social-fascista o ter denunciado por falar fardado num Comício em Paro, e neste Comício o nosso camarada ter denunciado todas as manobras dos social-fascistas em usar-se dos Soldados e Marinheiros como carne para canhão nos seus golpes contra-revolucionários contra a Classe Operária e o Povo, também sendo eles os primeiros a tomarem a iniciativa de reprimirem e ultrajar os filhos do Povo na tropa, e de serem ainda os principais responsáveis pelo recuo da organização dos Soldados e Marinheiros.

1976-04-29 - Luta Popular Nº 277 - MRPP

ERGUESSE UM PODEROSO MOVIMENTO GREVISTA CONTRA A FOME E A MISÉRIA

      — Prossegue a Greve dos Operários Chapeleiros
     — Greve Nacional, a partir do dia 3, dos Agentes de Navegação e Trabalhadores do Comércio (Ramo Automóvel)
     — Greve Nacional dos Ajudantes de Farmácia, a partir do dia 12

Tal como o nosso Partido sempre disse, nenhuma trégua eleitoral, nenhumas eleições burguesas, nenhumas trapaças e falcatruas eleitorais, poderiam jamais impedir a classe operária e as massas populares de se erguer em lula contra a fome e a miséria.
 Nenhum dos sectores do povo em luta, antes, durante e depois das eleições, viu algum dos seus problemas resolvido, mas bem o contrário todos eles se agravam enquanto que se aprofunda e a burguesia trata de lançar sobre o povo mais fome e mais miséria, através do aumento desenfreado da exploração e da repressão. Todos os sectores da burguesia, todos os seus partidos, do C«D»S ao P«C»P social-fascista, estão de acordo em que é preciso aplicar tal programa contra o povo, disputando-se quanto a saber qual deles deve dirigir a sua aplicação e consequentemente qual a fatia que deve caber-lhe no repasto da exploração.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

1971-04-28 - FÍSICA III - Movimento Estudantil

FÍSICA III

COLEGAS:                   
Vamos boicotar as frequências eliminatórias de alunos, conforme foi decidido na Reunião Geral de Alunos de Física III de 26 de Abril.
Quando apresentamos, na aula teórica do dia 26, ao Dr. Alte da Veiga as nossas contra-propostas aprovadas na RGA este recusou-se pura e simplesmente a considera-las. Em consequência o boicote é a única atitude que podemos tomar.
Aproveitemos o tempo que estava destinado à realizarão das frequências discutindo os problemas inerentes à cadeira:

1976-04-00 - Em Luta Nº 05 - ELVG - Movimento Estudantil

EDITORIAL
Gestos que tentaram matar

 (...)Assim, fomos descobrindo que "os mais pobres" aqueles que na sociedade são tidos como “ignorantes" como “massa bruta", "incultos", têm em si expressam e desenvolvem, quando lhes dão oportunidades concretas, uma cultura própria, feita de pensamento-vida-experiência-acção transformadora e libertadora. Linguagem e gestos esmagados ou ignorados pelos detentores do poder económico, social, político cultural e religioso.
E que a linguagem cultural feita de gestos de solidariedade, de partilha de pensar e de acções livres incómoda, desautoriza e põe em risco os “bem-pensantes” donos da cultura apresentada como a ideal para todos seguirem.
Assistimos pois a toda uma série de repressões que tentaram matar os valores e gestos dos trabalhadores. Começando pelos seus filhos: uma discriminação de facto, mas possibilidades de acesso e continuidade dos estudos; uma cuidada preparação dos programas escolares a fim de moldar os espíritos a um esquema de vida social e de comportamentos que convinham às classes dominantes (chamamos a atenção para o conteúdo dos livros escolares desde o ensino primário ao secundário) ou seja, desenvolver o individualismo, o espírito de concorrência, a ânsia do ter (mantendo, contudo, a distância necessária entre as classes), cultivando assim o seu “obrigado” ao regime estabelecido e ao seu padrão único-ideal-civilizador-cristão da cultura.

1976-04-28 - Poder Popular Nº 39 - II Série - MES

O POVO VOTOU CONTRA O FASCISMO

1. Depois de três semanas de campanha eleitoral em que as possibilidades de expressão dos partidos foram muito diferentes, com uma imprensa burguesa privada e nacionalizada encarregada de marginalizar a esquerda revolucionária e propagandear as teses reaccionárias, sociais democratas e reformistas, realizaram-se as eleições para a Assembleia da República.
Para além do significativo aumento de abstenções e votos nulos ou brancos que demonstra a desilusão de uma parte importante do nosso povo em relação à prática eleitoralista e demagógica de muitas organizações partidárias e que exprime a compreensão instintiva de que eleições burguesas não resolvem os principais problemas dos trabalhadores, algumas conclusões imediatas podem ser tiradas do resultado das eleições;
 O POVO VOTOU CONTRA O REGRESSO DO FASCISMO
A maioria do povo português repudiou teses fascistas e fascizantes dos partidos de direita (CDS, PDC, PPM, PPD, AOC, PCP(ml), que apesar da influência que conseguem nas camadas camponesas do Norte e Centro e do benefício que recolhem do aumento enorme de retornados manipulados por reaccionários, não lograram alcançar um número de votos suficientemente forte nas classes exploradas oprimidas e dominadas, que somado aos votos burgueses permitisse uma maioria direitista.

1976-04-28 - RETORNADO - PCP

RETORNADO

Se queres saber o que é a Reforma Agrária, vem vê-la connosco.
Não há nada melhor do que ver com os próprios olhos em vez de acreditar em tudo o que nos dizem
Se és retomado ou se viveste durante algum tempo nas ex-colónias, deixa Lisboa durante um domingo (dia 9 de Maio) e vem connosco a Ponte de Sor, visitar a "Cooperativa 2 de Maio".
Aí poderás falar com os trabalhadores alentejanos e ver a sua obra, perguntar-lhes quais as suas dificuldades e anseios e tirar as tuas conclusões.
As inscrições podem ser feitas no CENTRO VITÓRIA Av. Liberdade, 170 - 53 21 61/4
saída às 7 horas dos Restauradores (frente ao Palácio Foz)
regresso às 23 horas do mesmo dia

VEM, VÊ, CONVERSA, PERGUNTA E TIRA AS TUAS CONCLUSÕES

28.4.1976
Organismo dos Retomados do P.C.P.

1976-04-28 - VIVA O 1º DE MAIO VERMELHO - MRPP



1976-04-28 - Luta Popular Nº 276 - MRPP

BURLA ELEITORAL FOI UM PREPARATIVO DO GOLPE SOCIAL-FASCISTA CONTRA O NOSSO PARTIDO E CONTRA O POVO

Apurados finalmente os resultados totais destas eleições podemos concluir desde já que nenhum dos partidos da burguesia obteve a hegemonia, prevalecendo pois a situação de equilíbrio entre eles que se verificava anteriormente e a necessidade de recorrer a novos governos de coligação. Uma coligação que alguns querem ver alargada e que a outros não agrada. A crise está aberta, continua aberta e as condições para novos golpes e contragolpes permanecem e tomaram-se ainda melhores. A comprovar isto temos a arrogância crescente dos social-fascistas alimentada tanto pela nova faceta que assume a Santa Aliança como pelos resultados lisonjeiros que adregou arregimentar para si, não se sabe bem como.
Aproveitando-se do facto de os socialistas não poderem governar sozinhos sem o seu discreto apoio, os sociais-fascistas vão fazer disso cavalo de batalha e utilizar-se de liders «socialistas» para através deles controlar na íntegra o Governo e preparar sob a capa protectora «socialista» um golpe de força que lhes dê directamente o poder.

1976-04-28 - VIVA O 1º DE MAIO DE LUTA! - UDP



quarta-feira, 27 de abril de 2016

1971-04-27 - e a reforma continua… - Movimento Estudantil

e a reforma continua…

A)  O presente ano lectivo inicia-se nos cursos de Engenharia sob o signo da mudança de nomes das cadeiras, à qual alguns espíritos “mais” atentos chamam pomposamente de Reforma ... O que se passou foi que:
- a matéria das cadeiras anuais passou a ser dada em cadeiras semestrais (Química Analítica Geral – reforma - Química Analítica I, por ex°).
- as capas de Física Geral foram substituídas por outras em que se lê: Electricidade e electromagnetismo; Física II (Mecânica) e Física I.
- enquanto o número de alunos aumentou o número de livros básicos nas bibliotecas manteve-se quase constante.
- não foram aumentados os quadros docentes, como não foram modificados os critérios de avaliação dos mesmos e também não foram readmitidos os professores que por razões extra-pedagógicas foram expulsos da Universidade (Ex.º Dr. Graciano em Coimbra e Prof. Ruy Lu­ís Gomes entre muitos outros),
- aumentou a duração das aulas práticas que demoravam l,30h – refor. – 2,00h.

1971-04-00 - AOS OPERÁRIOS E CAMPONESES AOS MILITARES E AOS ESTUDANTES A TODOS OS EXPLORADOS - MRPP

AOS OPERÁRIOS E CAMPONESES
AOS MILITARES E AOS ESTUDANTES
A TODOS OS EXPLORADOS

CAMARADAS:
É já longa a história da exploração capitalista era Portugal. Longo é também o rol seus crimes contra as classes trabalhadoras. Roubo, miséria, repressão e guerra colonial, eis o que o capitalismo e o imperialismo estrangeiro têm para oferecer aos operários e camponeses do nosso país e aos povos de todo o mundo.
Por isso em todo o mundo, na Ásia, na África, na América, na Europa, em Portugal, os explorados estão fortemente unidos e solidários numa mesma e grande batalha contra a exploração capitalista-imperialista, pela libertação e pelo poder popular.

1976-04-27 - LIBERTAÇÃO IMEDIATA DO CAMARADA SOUSA! - MRPP


LIBERTAÇÃO IMEDIATA DO CAMARADA SOUSA!

Camaradas soldados do RASP!
 Foi preso ontem dia 26, na nossa unidade, o camarada furriel Saraiva de Sousa acusado de distribuir propaganda do MRPP. O camarada foi encarcerado na Casa da Reclusão Militar do Porto. Estes são os primeiros resultados da recente burla eleitoral orquestrada pelos social-fascistas, primeiro às processas, o céu azul, o paraíso, as facilidades, a resolução dos problemas do povo que todos eles nos ofereceram. Não houve nada que, desde o C”DS" fascista ao P”C”P social-fascista e seus filhotes U"D”P, de eles não nos prometessem na mira de caçarem o voto do Povo e obterem assim o cheque em branco para a sua política reaccionária e anti-popular.
A prisão do camarada Sousa demonstra, e com que rapidez, a maneira como eles vão reprimir as suas promessas; a mais feroz repressão para o Povo e os soldados, marinheiros e todos os militares anti-fascistas e anti-social-fascistas, a fome, a miséria e o desemprego, os aumentos de preços, a invasão dos imperialistas e social-imperialistas e da “Europa connosco” vão seguir-se. Tudo isto depois de a burguesia ter montado com os social-fascistas do P"C”P à cabeça e apoiado na santíssima aliança com o P”S" uma burla eleitoral de alto quilate tendente a afastar o nosso Partido primeiro, e depois a deturparem os resultados eleitorais. Bastaria olhar, se mais não houvesse, para a percentagem de votos nulos, mais de 4%, para se ferificar que o partido social-faacista impediu as massas de eleitores de votar no nosso Partido. E isso foi-lhes relativamente fácil dado que controlam a empresa que contou os votos, a NORMA, facto que o nosso Partido foi o único a desmascarar, e controlaram a maioria das mesas de voto.

1976-04-27 - Luta Popular Nº 275 - MRPP

DESMASCAREMOS AS BURLAS ELEITORAIS MONTADAS E DIRIGIDAS PELO P«C»P

A máquina eleitoral é uma máquina de trapaças e mentiras. Sob a ditadura da burguesia isso não podia deixar de ser assim. Tudo está montado para enganar o povo a impedir que os representantes do povo nelas possam participar.
É conhecida a luta de morte que tivemos de travar para impor a candidatura operária proposta pelo nosso Partido.
São também do domínio público os ataques desesperados que contra nós têm sido lançados, principalmente, pelo Partido social-fascista de Barreirinhas Cunhal.
Era natural e vem na sequência lógica de tudo o que contra nós fizeram, que até ao último momento a burguesia tentasse retirar ao nosso Partido a possibilidade de em S. Bento defender intransigentemente os interesses do povo.
Não tiveram força para nos impedir de participar nas eleições, procuraram agora através da fraude eleitoral impedir que a voz da revolução na Assembleia Legislativa se faça ouvir.

1976-04-27 - Voz do Povo Nº 089 - UDP

RESULTADOS ELEITORAIS
Vitória do povo contra o fascismo

Os resultados eleitorais são, em larga medida, a confirmação da grande vitória do movimento popular antifascista que a campanha eleitoral constituiu.
Durante a campanha eleitoral o povo levantou-se, de norte a sul do país, contra a venenosa propaganda do regresso ao passado, levada a cabo pelos fascistas do PPD, CDS e PDC. Os resultados eleitorais, a derrota estrondosa das pretensões do PPD e do CDS são um prolongamento natural deste impetuoso movimento popular contra o regresso ao negro passado de 48 anos de miséria e opressão,
A "alternativa 76”, apesar do caciquismo fascista que domina em grandes regiões, do uso abusivo dos púlpitos de algumas igrejas para fazer a sua propaganda e de, em alguns locais, estarem elementos da ex-ANP a presidir às mesas devoto, quedou-se por uns modestos 14%. Para quem declarou repetidamente que ia ganhar as eleições é uma derrota de vulto.
O PPD, esse, baixou a percentagem de votos em relação ao ano anterior e baixou o número de deputados eleitos. Morreu o sonho da maioria de direita, do estabelecimento de um governo repressivo, “legitimado” pelo voto, que nos conduzisse ao fascismo.

1976-04-27 - 1º DE MAIO APELO DO PCP

1º DE MAIO
APELO DO PCP

PELA DEFESA DAS LIBERDADES DOS TRABALHADORES POR UMA MAIORIA DE ESQUERDA POR UM GOVERNO DE ESQUERDA

No passado dia 25 de Abril entrou em vigor a Constituição e foi eleita a Assembleia da República: duas conquistas de alcance histórico que permitirão a construção duma sociedade democrática rumo ao socialismo. A direita reaccionária sai derrotada das eleições e com a entrada em vigor da Constituição.
Ao votar por uma maioria de esquerda, o povo português confirmou a sua vontade de fazer cumprir as conquistas democráticas e revolucionárias consignadas na Constituição.
As liberdades democráticas, a liberdade de reunião, de manifestação, de associação, e de livre expressão de pensamento, são conquistas por que os trabalhadores sempre lutaram ao longo da dominação fascista e que importa defender e consolidar, opondo uma firme barreira aos inimigos dos trabalhadores e das liberdades que se acobertaram em partidos reaccionários tais como o CDS e o PPD. Ao derrotar estes partidos nas eleições do passado dia 25 de Abril, as massas trabalhadoras conquistaram uma importante vitória que importa consolidar.

1976-04-00 - Vanguarda Operária Nº 03 - OCA

PROGRAMA REVOLUCIONÁRIO DE LUTA DO POVO

1. O MPLA e o seu governo têm mostrado de maneira clara, sobretudo nos últimos tempos, que não defendem os interesses da classe operária e do Povo trabalhador.
2. A vitória do Povo Angolano sobre o colonialismo português levou ao poder, a 11 de Novembro de 1975, um GOVERNO DA BURGUESIA e NÃO um GOVERNO DO POVO TRABALHADOR.
3. O carácter de classe burguês do governo do MPLA está à mostra nos seus actos:
a) - faz leis fascistas contra os operários e os trabalhadores, como a "lei da disciplina no processo produtivo".
b) - nada faz para melhorar a situação da classe operária e do povo trabalhador; tudo continua na mesma como no tempo do fascismo colonialista; o governo burguês nada faz na prática para lutar contra a fome e o agravamento das condições de vida do Povo.
c) - o governo despreza assim os problemas mais sentidos pelo Povo, ao mesmo tempo que assegura privilégios aos ministros, dirigentes e comandantes burgueses, aos funcionários, aos bufos e aos "operários" corrompidos que têm bons salários, boa comida, prazeres, luxos, carros e casas, enquanto a situação do povo piora cada vez mais.

terça-feira, 26 de abril de 2016

1971-04-00 - Jornal do Emigrante Nº 08

Editorial
AS PASSEATAS DO PATRÍCIO

O Rui Patrício, ministro dos Negócios Estrangeiros, esteve em França. Os jornais Falaram mas não disseram grande coisa. Ora o sr. Patrício veio negociar com os governantes franceses para limitar a emigração.
Em 1969 vieram 80.829 Portugueses para França, dos quais 76.930 clandestinamente, quer dizer, que saíram 224 Portugueses por dia só para França. Em 1970, segundo números oficiais, vieram para França perto de 150.000 Portugueses. Todos sabemos que uma grande parte dos clandestinos são jovens que vêm para França para não fazerem a guerra nas colónias. É CLARO QUE O GOVERNO MARCELISTA COMEÇA A PREOCUPAR-SE COM ISTO E EM CONSEQUÊNCIA PROCURA ARRANJAR MEDIDAS REPRESSIVAS. Como não é capaz de resolver os problemas, procura intimidar e lançar boatos dizendo que os Portugueses vão ser expulsos de França.
Isto é mentira!
Os trabalhadores estrangeiros são fundamentais para a economia francesa e, segundo a lei francesa, todo o estrangeiro com a situação regularizada só será expulso se “perturbar a ordem pública".

1976-04-26 - AS ELEIÇÕES E O SEU RESULTADO - PCP

NOTA DA COMISSÃO POLÍTICA DO COMITÉ CENTRAL DO PCP

AS ELEIÇÕES E O SEU RESULTADO

1. As eleições para a Assembleia da República, tal como o PCP sublinhou antes da sua realização, constituem um passo decisivo para a consolidação de um regime democrático estável, de liberdade e progresso social, e são um primeiro acto político da mais alta importância no quadro da aplicação da nova Constituição da República Portuguesa.
2. As eleições realizaram-se sem que, em vastas zonas do território nacional, estivesse assegurado o pleno exercício das liberdades democráticas.
As permanentes acções de pressão, intimidação e violência, comandadas pelas forças reaccionárias, e em muitos casos a ausência de una fiscalização adequada do próprio acto eleitoral, afectaram nessas zonas a livre determinação da vontade popular e impediram que a votação reflectisse mais expressivamente as aspirações do povo português.
3. Apesar dessas condições e da violenta e deformadora campanha anticomunista, em que participaram as organizações e partidos mais diversos e à qual foi proporcionado o concurso dos grandes meios de comunicação social, os resultados eleitorais marcam um importante reforço das posições do PCP.

1976-04-26 - Luta Popular Nº 274 - MRPP

APÓS A BURLA ELEITORAL ORQUESTRADA PELOS SOCIAL-FASCISTAS:
A BURGUESIA NÃO PODE GOVERNAR

Aconteceu aquilo que sempre denunciámos. Os social-fascistas apoderaram-se nestes últimos dias de toda a máquina de propaganda existente desencadeando um grande ataque durante o dia de «reflexão» e no próprio dia da votação. Televisão e quase todos os programas de Rádio foram por eles tomados e desde bastante cedo inundaram os ouvidos e através deles a cabeça do cidadão eleitor influenciando-o de maneira clara e inequívoca. Para além do arrazoado dos comentadores de serviço, juntava-se um naipe musical inteiramente social- fascista. Logo pela manha o eleitor despertou com a «Grândola, Vila Morena», seguiu-se-lhe «Gaivota voava, voava», e muitas outras ao conhecido reportório social-fascista. Toda esta sinfonia, aliada ao palavreado «maioritário de esquerda» dos comentaristas influenciaram grandemente parte do eleitorado. E contra isto nem o STAPE nem a CNE ousaram levantar um dedo sequer. Aliás eles nem estavam lá, decidiram usufruir do feriado, do dia de Portugal. Sarilhos não é com eles, a não ser que en­sarilhem os outros para defenderem o Partido deles.

1976-04-00 - Viva a Revolução Nº 09 - II Série - UJECML

AUTOCRÍTICA

Camaradas:
O "Viva a Revolução” nunca saiu depois da realização da sessão da Conferencia OCMLP. Face às decisões ai tomadas, decisões que interessavam vivamente a todos os comunistas e simpatizantes do marxismo-leninismo, como explicar que o "VR" não tenha, assim, cumprido desde logo o importante papel que lhe cabia no esclarecimento do significando profundo desta sessão da Conferência para a vida do Partido e da Revolução Portugal?
As razões porque o "VR" não saiu há mais tempo prendem-se directamente com a prolongada luta ideológica desenvolvida no nosso seio após a 2a Sessão da Conferência da OCMLP.
Com efeito, a UJECML era um forte bastião da linha oportunista e anti-Partido do ex-CC da OCMLP. O oportunismo no nosso seio tinha raízes profundas e métodos apropriados que outra coisa não eram senão a razão da sua própria existência e conservação. Daí que a primeira e mais importante tarefa a cumprir depois da 2ª Sessão fosse levar para diante “uma luta tenaz contra o oportunismo, reflexo na UJECML da linha anti-Partido dos antigos dirigentes da OCMLP.

1976-04-00 - Páginas Vermelhas Nº 03 - UCRP(ml)

PAGINAS VERMELHAS
ÓRGÃO INTERNO da UCRP(M-L)
Abril nº 3

SUMÁRIO
     1. Noções elementares de Economia Política. - Pg. 1
     2. Circular "POR UMA CAMPANHA NACIONAL DE FUNDOS”. - Pg. 4
    3. Circular "Por uma jornada patriótica e em defesa das reivindicações de classe. - Pg. 5
    4. Circular “Marquemos a nossa presença política”. - Pg. 6
   5. Circular “Sobre a formação. ideológica e política dos militantes e estagiários". - Pg. 9
  6. Circular para a formação de Comités de Resistência Popular. - Pg. 10

    Exemplar N….. preço 5$00

NOTAS SOBRE ECONOMIA POLÍTICA
As ciências sociais têm por objecto o estudo dos diversos aspectos do desenvolvimento da sociedade humana e estão compreendidas numa ciência única: o Marxismo-Leninismo.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

1971-04-25 - A - VIA SACRA DE UM COLÓQUIO - Oposição Democrática

A - VIA SACRA DE UM COLÓQUIO

1 - Constitui-se no mês de Abril, neste Concelho de Paços de Ferreira uma Comissão que projectava realizar um colóquio subordinado ao tema " A Democratização do Ensino e o Projecto de Reforma", Pretendeu-se que a comissão fosse pluralista. Convidaram-se pessoas de vários quadrantes ideológicos. Recusas, apenas recusas. Os pretextos são os mesmos, os mesmos, os mesmos... Já cansa repeti-los.
2 - Em 7/4 foram entregues na Câmara Municipal dois requerimentos assinados por 75 pessoas, na maioria estudantes: pedia-se a cedência duma sala pertença da Câmara Municipal e solicitava-se autorização para a realização do colóquio em 12/4.
3 - Nessa altura, dois representantes da comissão avistaram-se com o Exmo. Presidente da Câmara. Foram bem recebidos, é certo, mas as dificuldades invocadas baseavam-se nos mesmos pretextos, embora formulados num tom diferente. Os dois delegados foram informados de que não seria possível qualquer decisão sem o regresso do Exmo. Sr. Governador Civil do Porto, ausente até segunda feira, 12/4, data justamente projectada para a realização do colóquio.

1971-04-25 - Comercio do Funchal Nº 2103

A conjuntura

A Conjuntura. Ah. a conjuntura. Pois a conjuntura. Conjuntura que mata apetite, que rouba sono. Conjuntura ordenada, metódica, direccional (siga na sua direita ou é multado). Conjuntura: conjunto de circunstâncias que conjugadas dão a conjuntura. Conjuntura que conjura, que dá conjuntivo de gramática monetária. Ah. a conjuntura que conjunta com perfeito consenso dos conjuntados. Conjuntura de conluio, de conquistado, de conquistável, de consagrado por todos os séculos dos séculos Ámen. Eu não durmo, eu não como, eu não beba — mas conjuntura é conjuntura, forte e omnipotente acima de tudo e de ti. Conjuntura de conscrito, de consequentes, de conservas, de congelado. Conjuntura incontestável, irreplicável, tudo isso e mais. Conjuntura de conivente, de congresso, de conhaque, de congra­tulante. Ah!... as milhentas peripécias dessa maravilhosa máquina. Conjuntura conglomerada, congestiva, congeminante. Conjuntura de milhentas conjunturinhas alinhadas na sombra protectora da madre conjuntura. O conjuntura confusa (mas inconfundível). Conjuntura confuciana, confraternizante. Conjuntura de confraria, de confortável, de conformidade, de confluente sem conflitos. Conjuntura de confiscar, de confinar, de conferente. Conjuntura de confederação, de confabulação, de conexão. Conjuntura de condicionante, de condestável, de condenado, de con­cupiscente, de concubinato, conjuntura de concorrência (livre, diz-se), de conchavo, de concessões. Conjuntura ao pequeno almoço, ao lanche, ao jantar. Conjuntura de contagioso, de contabilidade, de contaminar, de contagotas, conta, conta, conta. Conjuntura de consumo, de conterda, de contexto, de contorcionismo, de continuidade. Conjuntura é bicho mau, arde, queima, deita fumo, tem caruncho, assusta as criancinhas, ofende, é feia e imoral. Conjuntura contraditória, de conveniências, de convencional, etc., etc. Ena. Conjuntura me põe doente, deixa neurótico, estafado, obcecado. Olha conjuntura, quando, quando é que te desconjuntas.

1976-04-25 - 2º anivesário 25 DE ABRIL - MDP-CDE


1976-04-25 - ELEIÇÕES INDICAÇÕES FUNDAMENTAIS - Diversos

25 DE ABRIL DE 1976
ELEIÇÕES
INDICAÇÕES FUNDAMENTAIS

SECÇÃO DE VOTO O QUE É?
Chama-se Assembleia de Voto ao conjunto de cidadãos recenseados numa freguesia. Porém, quando esta for desdobrada em dois ou mais postos eleitorais, chama-se secção de voto a cada um desses postos.
PROPAGANDA PARTIDÁRIA
- É proibida dentro das secções de voto e fora delas até 500 metros. Entende-se que é interdito o simples uso de qualquer género de emblemas ou distintivos. O Presidente mandará sair da sala quem quer que use qualquer meio de propaganda partidária, mencionando o facto na acta, com identificação da pessoa.
ABERTURA DA ELEIÇÃO
- O Presidente da Mesa abrirá as portas da sala em que vai funcionar a sessão de voto, de modo a que a Mesa entre em exercício às 8 horas exactas.
- Em nenhum momento a Mesa pode funcionar com menos de 3 membros, ou seja com o Presidente ou seu suplente e com dois vogais, podendo um deles ser o Secretário.

1976-04-25 - FOGO SOBRE A “PREVENÇÃO RIGOROSA” VOTAR NA VOZ DA REVOLUÇÃO! - MRPP

OS SOLDADOS E MARINHEIROS VOTAM MRPP!

FOGO SOBRE A “PREVENÇÃO RIGOROSA” VOTAR NA VOZ DA REVOLUÇÃO!

"Os soldados e marinheiros ficam encarcerados dentro, dos quartéis no próximo dia 25, mas não se pode encarcerar a força da Revolução, não se pode encarcerar a Liberdade e, a Democracia do Povo, não se pode encarcerar o querer de nenhum explorado e quando eles julgam encarcerar o Povo, é o Povo que os esta a encarcerar."
ARNALDO MATOS

Camaradas:
Hoje as Unidades militares estão de prevenção rigorosa. Os militaristas dizem que é para garantir a "Liberdade eleitoral". Sob a capa da defesa dessa pretensa "Liberdade" priva-se a Liberdade de votar de milhares de soldados. Ficando retidos nos quartéis a maioria dos soldados não pode votar.
Que pode fazer um soldado que se tenha recenseado por Bragança e hoje tenha de ficar num quartel de Lisboa?

1976-04-00 - DECLARAÇÃO CONJUNTA DO COMITÉ CENTRAL DO PCP(R) E DA DELEGAÇÃO DO COMITÉ CENTRAL DA OCA

DECLARAÇÃO CONJUNTA DO COMITÉ CENTRAL DO PCP(R) E DA DELEGAÇÃO DO COMITÉ CENTRAL DA OCA

Há algum tempo realizaram-se importantes conversações entre uma Delegação do Comité Central do PCP(R) e uma Delegação do Comité Central da OCA — Organização Comunista de Angola. Estas conversações decorreram sempre num clima de grande fraternidade proletária, de camaradagem e amizade comunistas. Após proveitosa troca de experiências e constatando a coincidência dos seus pontos de vista, as duas delegações decidiram por unanimidade fazer a seguinte declaração conjunta:
1.  A Delegação do C.C. do PCP(R) e a Delegação do C.C. da OCA rejubilam-se por igual pela guerra popular vitoriosa do heróico povo angolano contra o colonial-fascismo português, pela liberdade e pela independência nacional.
A prolongada guerra popular anti-colonialista e anti-imperialista do povo angolano contém ricos ensinamentos para todos os povos explorados e oprimidos que que lutam pela sua total libertação nacional e social. É uma guerra popular que ensina a todos os povos que querem ser livres que não se pode lutar contra um imperialismo apoiando-se noutro imperialismo. Um povo que luta para ser livre tem que se apoiar fundamentalmente nas suas próprias forças. Na sua luta pelo derrube do colonialismo e pela independência não deverá jamais deixar-se cair na órbita de qualquer potência neo-colonialista se não quiser perder os frutos da vitória. Assim como lutaram bravamente durante mais de treze longos anos contra o colonial-fascismo português, os melhores filhos do povo angolano co­locam-se hoje contra os que se dizem defensores da independência nacional mas que se deixam sujeitar a todas as manobras e pressões do social-imperialismo russo e do imperialismo norte-americano e europeu. Os melhores filhos do povo angolano representam hoje a certeza de que o justo caminho a seguir é marchar com destemor e vitoriosamente na via da verdadeira liberdade e independência nacional, na via do poder popular ao serviço das massas, na via da democracia popular e do socialismo.

domingo, 24 de abril de 2016

1971-04-00 - O Tempo e o Modo Nº 086

Os donos da cidade decidem a sua produção a ideologia embeleza verbalmente a cidade que cresce
Na realidade ela amontoa-se ela é uma arquitectura de contradições
Atrás de cada fachada decorosa, a miséria do quotidiano dentro de cada barraca a reserva de mão de obra “clandestinamente“...
O Plano clandestina sucessivamente é o clandestino da cidade:
UM URBANISMO “CONSCIENTE“

«A cidade de Lisboa impressiona o menos advertido dos seus visitantes pela maravilhosa diversidade dos seus diferentes bairros, perfeita e admiravelmente localizados, pelo traçado das suas antigas ruas pitorescamente lançadas nos flancos das colinas que a emolduram, pelas avenidas modernas concebidas com largueza, pela profusão de jardins e de espaços plantados que por todo o lado participam na vida urbana, pela harmonia existente dos seus edifícios, o rio, o céu, a vegetação (...).

1976-04-24 - Comercio do Funchal Nº 2293

A ESCOLHA DO FUTURO GOVERNO DE PORTUGAL
Que nos reservam as eleições?

Ao povo português está, neste momento, a ser-lhe solicitado o seu voto. Todos os partidos através dos meios de comunicação social, fazem a sua propaganda, solicitam o voto dos indivíduos, dizem que são o melhor partido, o partido do povo, o partido que não falta ao prometido, etc., etc..
Os trabalhadores, em particular, interrogam-se: Votar para quê? Votar em quem? Quem governará e como será governado o nosso país? Iremos ter um governo democrático que nos abra perspectivas para o socialismo ou um governo autoritário de direita que nos conduzirá a curto prazo a uma nova ditadura, sem dúvida, mais violenta que a de Salazar/Caetano?
A escolha social será, com certeza, entre o fascismo e uma aliança anti-fascista obrigatoriamente anti-capitalista que garanta as transformações democráticas já realizadas com a participação progressiva dos trabalhadores nos órgãos de decisão.

1976-04-24 - Luta Popular Nº 273 - MRPP

ESMAGUEMOS O GOLPE SOCIAL-FASCISTA EM PREPARAÇÃO VOTANDO EM MASSA MRPP

Nos, últimos dias da campanha eleitoral tornou-se particularmente notório o esforço do partido social-fascista para boicotar, ou pelo menos adiar as eleições. No passado Conselho de ministros e após a saída do comandante Almeida Costa, ministro da Administração Interna, os social-fascistas pela mão do seu peão de brega Vieira de Oliveira, fazem aprovar um decreto que proíbe a votação por representação o que na prática equivale a impedir os soldados de votar, visto estarem de prevenção durante todo esse dia. Prevenção que o próprio P«C»P decretou em virtude da sua acentuada actividade golpista durante este período eleitoral. Assinado nela Santíssima Aliança o decreto chegou às mãos do Presidente da República que lhe após o seu aval mandando inseri-lo no Diário do Governo. O curioso disto tudo é que o Conselho de Ministros na ânsia de servir os interesses social-fascistas vai contra a própria lei eleitoral que admite a votação por representação. O partido social-fascista pretendia impedir que os soldados e marinheiros votassem no nosso Partido por um lado, e por outro mantinha-os aprisionados nos quartéis deixando-lhe o caminho livre através da arruaça e da provocação criar uma situação que permitisse ao general Costa Gomes, agora nas suas mãos decretar o estado de sitio e acabar legalmente com as eleições.

1976-04-00 - Seara Nova Nº 1566

EDITORIAL

A Lei fundamental do regime político que resultou do 25 de Abril de 1974 foi finalmente aprovada, apesar da expressa hostilidade do CDS e da ambiguidade das posições do PPD quanto ao acatamento das suas disposições.
Resulta lógico que o grande capital nacional e internacional considera o texto da Constituição um «colete de forças» jurídico no qual a sua ganância monopolista e exploradora sente dificuldade em se movimentar na sistemática exploração das classes trabalhadoras.
Isto é, apesar da orquestrada actuação das centrais da contra-revolução internacional que têm vindo a preparar a estratégia da recuperação monopolista (com apoios nacionais que nunca deixaremos de lamentar) e que, em sucessivos golpes tácticos atingiu um terreno favorável para ameaçar as conquistas mais fundamentais da revolução portuguesa, a nossa revolução detém ainda, no plano jurídico e social, instituições, coesão de massas, controle sobre estruturas económico-sociais, etc. que são entrave sólido à recuperação capitalista. E põe-se assim o problema de saber se uma eventual maioria CDS/PPD nas próximas eleições seria, por si só, suficiente para assegurar a boa gestão dos interesses que esses partidos defendem, respeitando o que se chama ás «regras do jogo democrático», no quadro institucional de uma democracia avançada.

sábado, 23 de abril de 2016

1971-04-23 - Dos estudantes À POPULAÇÃO - Movimento Estudantil

Dos estudantes À POPULAÇÃO

Os estudantes portugueses lutam neste momento contra uma das maiores vagas repressivas que se têm abatido sobre a Universidade. Sabemos que a repressão também se abate constantemente sobre outras camadas do Povo Português; é no entanto da repressão sobre os estudantes que pretendemos informar a população da cidade do Porto, já que os jornais, a Televisão e Rádio, "castrados" por uma censura férrea, nada dizem, publicando somente as deturpadas notas oficiosas que visam apenas lançar a confusão, intimidar os estudantes, escamotear as suas reivindicações, virar o Povo contra os estudantes. Vêm os estudantes portugueses exigindo ao longo dos anos uma Reforma Geral e democrática do Ensino (Geral de modo abranger todos os graus de ensino; Democrática pela admissão ao ensino das mais amplas, camadas do Povo Português, concedendo a todos iguais oportunidades e pelo funcionamento democrático dos estabelecimentos escolares).
Esta luta, que tem assumido formas por vozes extremamente agudas e que tem na sua base a firmeza e unidade dos estudantes em torno das suas organizações sindicais (as Associações de Estudantes) não é, como o governo "pretende mostrar, contrária aos interesses do Povo Português, nem é feita por "minorias de agitadores", mas pelas mais amplas camadas de estudantes – reuniões com milhares de estudantes, greves com a adesão da esmagadora maioria dos alunos - a greve a exames feita pela  Academia do Coimbra, como única forma que tinham ao seu alcance de, em 1969, conseguiram libertar os colegas enviados para a tropa por serem os seus porta-vozes e de verem satisfeitas a suas reivindicações; as recentes greves em Lisboa e Coimbra e as greves da Faculdade de Letras do Porto (uma contra a proibindo de realização dum colóquio, outra do apoio aos estudantes do Coimbra), são provas mais que evidentes da falsidade das afirmações do Governo. É triste ironia!... no preciso momento em que o Ministro da Educação fala em Reforma do Ensino dizendo que ela deve ser amplamente discutida por todo o Povo, nomeadamente pelos estudantes, a polícia intervém brutalmente.

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