quinta-feira, 31 de março de 2016

1971-03-31 - CIRCULAR nº 9 - CNSPP

Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos
LISBOA - PORTO - COIMBRA Constituída ao abrigo do Art.º 199º do Código Civil

31 Março 1971
CIRCULAR nº 9

A ESCALADA DA REPRESSÃO
Nos últimos tempos tem vindo a verificar-se um lamentável e perigoso agravamento das condições de actuação das polícias, que a CNEPP não pode deixar de anotar e de veementemente reprovar.
Mais do que repressão é uma perseguição sistemática e agravada de todos os sectores que reivindicam o direito de exprimir-se, ou que pretendem fazer uso dos seus mais elementares direitos constitucionais.
Essa actividade policial tem incidido, no que respeita directamente à DGS, principalmente sobre o meio estudantil, onde as prisões ascendem a dezenas, ministrando-se aos jovens um tratamento desumano, que não pode deixar de ser objecto da mais viva reprovação. O problema tem tanto maior gravidade quanto se trata de pessoas que, em plena juventude, são afectadas no seu equilíbrio psicológico, vítimas de uma autêntica destruição moral.

1971-03-31 - Semana Portuguesa Nº 05

15 CENTAVOS A APOSENTADORIA DE UM TRABALHADOR LUSITANO!

QUINZE CENTAVOS é quanto recebe em Portugal um operário pela invalidez. QUINZE CENTAVOS é quanto paga uma Companhia de seguros a um operário português inválido. QUINZE CENTAVOS é quanto uma lei do Estado Novo permite que uma Companhia de seguros, em Portugal, pague a um operário que além de ter trabalhado todos os dias da semana, do mês, do ano até invalidar, e que ainda serviu o exército.
QUINZE CENTAVOS é quanto recebe um operário português inválido, para tratar de sua saúde precária, sustentar a mulher que também está doente.
A manchete desta injustiça permanecerá na Semana Portuguesa até que o governo português resolva modificar esta lei.
A manchete desta desumanidade permanecerá na primeira página, até que não seja mais permitido que esta Companhia ou outras, usem leis como esta para explorar este ou outro qualquer honrado e indefeso trabalhador.

1976-03-31 - Bigorna Nº 01 - CURM

EDITORIAL
O QUE SOMOS

Somos um grupo de metalúrgicos conscientes dos problemas que a nossa classe tem, nesta hora difícil para todos nós, Trabalhadores Portugueses.
As aves agoirentas rondam novamente o nosso País, os exploradores tentam a todo o custo voltar ao 24 de Abril.
A toda esta corja de parasitas, nós temos que dar combate, não podemos baixar os braços, porque contra a força dos nossos braços unidos, nada podem as riquezas e o poder dos exploradores.
Os exploradores bem sabem que sem os nossos braços de trabalhadores não há fábrica que produza, campo que de trigo ou barco que navegue.
ASSIM ESTEJAMOS UNIDOS E CONSCIENTES
ASSIM A VITÓRIA SERÁ CERTA

QUE QUEREMOS
Nos queremos lutar pela unidade entre todos os metalúrgicos, entre todos os operários e trabalhadores. Unidade para combater a exploração e a repressão dos capitalistas; unidade para lutar pelo Poder Popular e pelo Socialismo.

1976-03-31 - Comunicado de Imprensa - PCP-ml

Comunicado de Imprensa

A V Reunião Plenária do CC pronuncia-se sobre a situação política, a tática eleitoral a convocação do VII Congresso e a unificação dos comunistas

No dia 31 de Março teve lugar a V Reunião Plenária do Comité Central do Partido Comunista de Portugal (marxista-leninista).
1 — Debruçando-se sobre a situação política, o Comité Central considera que, dada a fraqueza de organização da classe operária, a democracia burguesa continua a ser a única alternativa possível neste momento face à ameaça social-imperialista e social-fascista. O CC caracteriza a situação actual como excelente para o avanço das forças democráticas, para o desmantelamento das forças do social-imperialismo e do social-fascismo no nosso País. O CC lança um apelo aos membros do Partido para que desenvolvam ainda maiores esforços para unirem todas as forças susceptíveis de serem unidas com vista a abater os actuais maiores, inimigos da Humanidade, os novos czares do Kremlin, e seus lacaios. Os membros do Partido devem dar todo o apoio à criação de uma ampla frente nacional e democrática contra o novo Hitler, Brejnev, e o novo Salazar, Cunhal.

1976-03-31 - A CANDIDATURA OPERÁRIA E O PROGRAMA DE LUTA CONTRA A FOME, A MISÉRIA E O DESEMPREGO - MRPP

SESSÃO DE ESCLARECIMENTO

A CANDIDATURA OPERÁRIA E O PROGRAMA DE LUTA CONTRA A FOME, A MISÉRIA E O DESEMPREGO

SOCIEDADE PROMOTORA
ALCÂNTARA QUAR 31/3, 21H

A nossa organização local vai realizar uma Sessão de Esclarecimento. O Seu objectivo é dar a conhecer ao Povo o programa da Candidatura Operária.
A situação da classe operária e do Povo, é duma vida de exploração, fome e miséria, e apesar das promessas muito “democráticas” dos vários governos provisórios cresce o número de desempregados, aumentam os preços dos transportes e alimentação, diminuem as condições de trabalho, os salários, a assistência médica, etc., etc..
Face à crise a burguesia fascista e social-fascista procura lançar para os ombros da classe operária e do Povo, a responsabilidade de tal situação. Com isso visa a burguesia que seja a classe operária a pagar e a resolver a crise que ela própria na sua ganância de exploradores.

1976-03-31 - AOS SOLDADOS DO R.C. ESTREMOZ - MRPP

   AOS SOLDADOS

   AOS SOLDADOS DO R.C. ESTREMOZ  

   CAMARADAS:
Tendo em conta toda a repressão e disciplina milita­rista que fascistas e social-fascistas exercem sobre nós, soldados -filhos do povo fardados, arrancados aos campos e às fábricas e incorporados no exército da burguesia à força - decidimos alertar todos os soldados contra as manobras dos militaristas e denunciar todas as suas intenções, que são anti-democráticas e anti-populares.
Nos somos um grupo de soldados simpatizantes do MRPP do único partido que sempre ousou levantar-se contra o fascismo e o social-fascismo, contra o imperialismo e o social-imperialismo, o único que sempre apoiou as lutas dos soldados e o único que às próximas eleições apresenta candidatos soldados. Como tal o nosso partido é o único que conta com o apoio das amplas massas de soldados e marinheiros.

1976-03-31 - Comunicado - C. Moradores

Comunicado

A Comissão de Moradores da Freguesia de Santa Catarina faz um alerta a todo o povo, para as manobras oportunistas e partidárias do plená­rio que se vai realizar na sexta-feira, dia 2 de Abril, organizado e convocado por uma autonomeada Comissão de Luta.
Mais se informa, que essa Comissão de Luta autonomeada, fez parte da Comissão de Moradores de Santa Catarina e teve que ser afastada por querer fazer da Comissão um partido satélite da U.D.P. e servir desígnios de interesses de amigos e tirar de qualquer forma a propriedade privada, em proveito dos seus interesses, prova-se através dos próprios comunicados emitidos por essa Comissão autonomeada.
A Comissão de Moradores de Santa Catarina desde já informa todo o povo que brevemente levará a cabo um plenário para denúncia destas arbitrariedades e responsabilizar estes agitadores oportunistas e parasitas.

A Comissão de Moradores de Santa Catarina
Lisboa, 31 de Março de 1976

1976-03-31 - S.C.O.T. Relatório - Comissões de Trabalhadores

S.C.O.T.
Relatório

Reunião na C.P. Trefilaria (Sacavem) 31-3-76

ORDEM DE TRABALHOS
PONTO ÚNICO – SOLIDARIEDADE COM OS TRABALHADORES DA FIRMA JOAQUIM FRANCISCO DOS SANTOS
PRESENTES – 169 – COMISSÕES DE TRABALHADORES E OS JORNAIS “NOTICIAS DA AMADORA” “O DIÁRIO” E O “ALAVANCA”
DEU-SE INICIO À SESSÃO PELAS 16 HORAS

1º ORADOR – UM REPRESENTANTE DA COMISSÃO DE TRAB. DA FIRMA J. PIMENTA (QUE ESTÃO REUNIDOS EM S. BENTO JUNTAMENTE COM OS CAMARADAS DA TIMEX, ENTRETANTO ESTES ÚLTIMOS JÁ FORAM RECEBIDOS PELO GOVERNO, MAS NÃO FICOU NADA RESOLVIDO SOBRE OS MESMOS) FEZ O PONTO DA SITUAÇÃO DA SUA EMPRESA.

quarta-feira, 30 de março de 2016

1976-03-00 - Centros Trabalho - PCP


1971-03-30 - Federação Internacional dos Direitos do Homem



1976-03-30 - Poder Popular Nº 35 - II Série - MES

EDITORIAL
A burguesia ataca uma Constituição que já não lhe serve...

Está prevista para daqui a alguns dias, a data da promulgação da Constituição pelo Presidente da República. E, curiosamente, os mesmos interesses de classe e partidos políticos que no momento de grande ofensiva popular contra as instituições burguesas se manifestavam furiosamente em defesa da Assembleia Constituinte, são agora aqueles que com maior raiva se pronunciam contra a Constituição que votaram, chegando mesmo a ameaçar descaradamente com um golpe de Estado, caso não se efectue uma imediata revisão da Constituição pelo parlamento burguês.
Deste modo, os fascistas cada vez menos encapotados do CDS, os reaccionários do PPD e elementos destacados da ala mais direitista da direcção do Partido Socialista, não se cansam de dar entrevistas, proferindo declarações e discursos onde, de forma mais ou menos clara, insinuam ser necessário pôr em causa urgentemente o texto constitucional. Por outro lado, membros do chamado Conselho da Revolução, sobretudo aqueles que aí chegaram após o golpe reaccionário do 25 de Novembro, vão abrindo caminho às manobras anti-constitucionais da direita, por meio de declarações com uma pitada de intimidação em que exprimem a importância «de não aprovar uma Constituição rígida», «de deixar em aberto a possibilidade de revisão rápida do texto constitucional», etc...

1976-03-30 - VISITA DE UMA DELEGAÇÃO DO PCP A MOÇAMBIQUE E ANGOLA - PCP

VISITA DE UMA DELEGAÇÃO DO PCP A MOÇAMBIQUE E ANGOLA

COMUNICADO
1.   Dos dias 21 a 25, uma delegação do Partido Comunista Português, composta pelos camaradas Álvaro Cunhal, Secretário- Geral do Partido, Joaquim Gomes, membro da Comissão Política e do Secretariado do Comité Central, e Aurélio Santos, membro suplente do Comité Central, visitou a República Popular de Moçambique e a República Popular de Angola a convite, respectivamente, do Comité Central da FRELIMO e do Presidente da FRELIMO, camarada Samora Moisés Machel, e do Comité Central do MPLA e do Presidente do MPLA, camarada Agostinho Neto.
As visitas realizaram-se no quadro das relações de fraternal amizade e solidariedade existentes entre o Partido Comunista Português e a FRELIMO e o MPLA.
Conforme consta dos comunicados conjuntos divulgados na altura, a delegação do PCP foi calorosamente acolhida e as negociações com a FRELIMO e o MPLA desenrolaram-se numa atmosfera de grande cordialidade e compreensão mútua.

1976-03-30 - IREMOS CONTINUAR A PAGAR OS ERROS DOS CAPITALISTAS PARA DEBELAR A SUA CRISE? - Diversos

COMUNICADO 

IREMOS CONTINUAR A PAGAR OS ERROS DOS CAPITALISTAS PARA DEBELAR A SUA CRISE?

Julgamos que é chegado o momento de ficar alguma coisa a claro, já que a máquina do capital tem funcionado de forma a que a verdade (toda) não venha ao de cima como o azeite!
Já temos ouvido dizer a muita gente e por muitas vezes, que o capitalismo está em crise, luta pela sua reorganização com todas as forças ao seu dispor, espalhando a confusão no seio da classe operaria e trabalhadores explorados, através dos seus fiéis lacaios, para atingir os seus objectivos: (a continuação da exploração daqueles que sempre exploraram e espezinharam).
Hoje, o capital reaccionário com pele de cordeiro afiadas suas garras para cravar na classe operária. Os capitalistas da Sotécnica em conjunto com os do J.F.A. e Silva, J.J. Tomé, Electrotécnicos reunidos Progel e Nucel, apelam para a classe operária pensa em apertar o cinto para eles ficarem com a empreitada de Sines. Eles com os seus fiéis servidores, não podem abdicar das suas regalias, dos seus privilégios de classe.

1976-03-30 - APRESENTAÇÃO DA CANDIDATURA OPERÁRIA DO DISTRITO DE LISBOA - MRPP

CONCENTRAÇÃO/COMÍCIO
MARVILA  ESTÁDIO DO ORIENTAL

APRESENTAÇÃO DA CANDIDATURA OPERÁRIA DO DISTRITO DE LISBOA COM A PRESENÇA DO CAMARADA ARNALDO MATOS

JORNADAS CULTURAIS: A PARTIR DAS 14 H. 3 ABRIL/SÁBADO

AO POVO DO DISTRITO DE LISBOA:
A vitória que constituiu a imposição da Candidatura Operária do MRPP, que esmagou um a um os traiçoeiros ataques do partido social-fascista, só foi possível porque a classe operária e o Povo se levantaram e impuseram à burguesia aquilo que esta queria evitar, isto e, que a voz do MRPP, a voz dos intransigentes defensores da classe operária e de todos os explorados, se fizesse ouvir nas eleições para a Assembleia Legislativa.
Apesar das importantes e grandes vitórias já obtidas, outras maiores e duras batalhas se avizinhara, pois o inimigo fascista ou social-fascista "perde os dentes mas não perde ­os intentos". A grande jornada de luta que vai ser o nosso comício no Campo do Oriental será ao mesmo tempo uma grande demonstração de unidade de todos os sectores do Povo em torno da Candidatura Operária do MRPP.

1976-03-30 - APOIEMOS A CANDIDATURA OPERÁRIA! - MRPP

APOIEMOS A CANDIDATURA OPERÁRIA!

A TODOS OS SOLDADOS E DEMAIS MILITARES DEMOCRATAS PATRIOTAS, ANTI-FASCISTAS E ANTI-SOCIAL-FASCISTAS:

"O exército não pode e não deve permanecer neutro. Manter o exército afastado da política é a palavra de ordem dos servidores hipócritas da burguesia e do czarismo, que na realidade sempre arrastaram o exército para a política reaccionária e transformaram os soldados rasos em auxiliares dos Cem-Negros e da polícia. Ninguém se pode manter afastado da luta de todo o Povo pela Liberdade. Quem quer que a ela seja indiferente torna-se cúmplice dos excessos de um governo policial que só promete a Liberdade para insultar essa Liberdade".
LENINE

Isto camaradas, fazem todos os militaristas, "como nós soldados da EPSM bem podemos ver, há dias quando o miserável fascista capitão Ferreira se empenhou desesperadamente a arrancar, e exigir que alguns soldados fizessem o mesmo, apesar da sua firme resistência, a propaganda que chamava os soldados a saírem do quartel e a unirem-se aos Operários e às massas populares na grande manifestação Operária pela imposição da Candidatura Operária e Nacional – MRPP.

1976-03-30 - QUEM TEM MEDO DO MRPP? - MRPP

QUEM TEM MEDO DO MRPP?

Declaração do Comité Directivo da Organização Regional do MRPP acerca de assalto pela PM e PSP à delegado do nosso Partido.

Pelas 16 a 15, da hoje, terça feira, 30 Março, as chamadas forças da ordem, sob o comando do social-fascista Capitão Sardinha invadiram a delegação do nosso Partido, recentemente aberta, cita na Rua Serpa Pinto 4 1. Dtº., com o pretexto de suspeitas quanto à possibilidade de existência de material ou documentos que possam fazer perigar a “segurança nacional". Os comandos militaristas rebentaram portas e janelas e levaram alguns objectos, impossíveis de enumerar, dado que o comandante da operação recusou a fazer o inventário daquilo que roubaram,… inventar aquilo que mais lhes convém. Prenderam o camarada Manuel António Pinto(?), candidato pelo circulo do Funchal e outro elemento do povo que a essa hora estava na nossa sedo, sob o pretexto de que era militar. A nossa sede foi revistada em nome da segurança nacional. No tempo de Vasco Gonçalves era-mos atacados pelos Varelas Gomes, Rosa Coutinho, Ramiro Correia, etc. por pôr em perigo ou então "a unidade do povo com o MFA". Hoje somos atacados pelo Lasaredo por pôr em perigo a segurança nacional. Será pôr em causa a segurança nacional lutar contra o desemprego e denunciar os responsáveis pelo facto de neste momento existirem já 600.000 desempregados? denunciar os responsáveis pela miserável situação dos 300.000 retornados pobres? denunciar o reconhecimento do governo saído da agressão social-imperialista em Angola, denunciar os partido burgueses que tudo tem prometido ao povo trabalhador e apenas tem tido a fome, a miséria e o desemprego; denunciar que todos os contra-revolucionários se preparam para, logo após as eleições, aumentarem em mais de 50% o custo de vida e desvalorizarem o escudo? denunciar a política da contra-revolução de proceder à desocupação das casas a das terras. O MRPP é o único partido que inclui nas suas listas candidatos, soldados e marinheiros. Embora a lei permita, todos os outros partidos estão de acordo que é preciso um exercito capaz de impor, pela repressão violenta, ao povo trabalhador,o desemprego, a fome, e a miséria e por isso acham que os soldados e marinheiros não podem ter partido. O nosso ponto de vista é diferente. Os soldados tem uma arma na mão que a burguesia pretende virar contra os camponeses que ocuparam as terras dos senhorios e grandes agrários e os trabalhadores das cidades que ocuparam as casas. Será que os soldados vão tirar a terra aos seus país ou desalojar as suas famílias? para nós a sociedade está dividida em classes. Entre explorados e exploradores, entre aqueles que trabalham e aqueles que vivem à custa do trabalho alheio não pode haver igualdade e não é pelo facto de estarem no quartel que desaparece a luta e a diferença entre eles. E tal como cá fora sempre apoia-mos os operários e os camponeses também nos quartéis sempre apoia-mos a luta dos soldados e marinheiros. O MRPP já está habituado a sofrer toda a espécie de ataques de fascistas e social-fascistas temos muita honra por nunca em parte nenhuma termos sido atacados pelo povo, temos muita honra, porém, em sermos atacados pelos responsáveis pelos 600.000 desempregados, pelos 300.000 retornados, pelos responsáveis pela fome e pela miséria do nosso povo. Os falsos comunistas do PCP tudo fizeram para impedir a candidatura operária do nosso partido. O ano passado apoiando-se no Conselho da Revolução fizeram sair uma lei proibindo a nossa participação nas eleições. Este ano voltaram a tentá-lo. Com medo da força do nosso partido cresceu e aumentou o isolamento do PCP. Os social-fascistas foram vencidos mas não estão convencidos, por isso que agora lançam mão do terrorismo. E no sitio onde os social-fascistas estão completamente isolados, são substituídos pelos militaristas fascistas. ... significaram sempre a preparação de ataques de grande envergadura contra o povo trabalhador, a sua organização e as suas conquistas. O Brigadeiro Lazaredo, chefe de fila dos fascistas, prepara-se para lançar violentos ataques contra as conquistas dos trabalhadores. São exemplo disso o caso da portaria dos metalúrgicos e a forma como boicotou a decisão do Ministro do Trabalho em relação aos operários da Electrónica. O Brigadeiro Lazaredo é o responsável pelo desencadear do terrorismo,… seus mentores com a descarada protecção do governador. O Brigadeiro Lazaredo pela incapacidade que tem revelado em combater os terroristas na nossa terra, mostra-se como chefe de fila da reacção local e deve ser substituído, sob pena, de as eleições decorrerem sem a mínima seriedade. Não vergamos às imposições dos social-fascistas! Não vergaremos às imposições dos fascistas! A luta é dura mas nós não vergamos! Viva a Candidatura Operária Nacional! Viva o MRPP! Viva o Partido!

30 do 3 de 1976. 
O Comité Directivo da Organização Regional do MRPP.

1976-03-30 - Luta Popular Nº 253 - MRPP

CONTRA A TRÉGUA ELEITORAL EM FRENTE NA LUTA CONTRA A FOME, A MISÉRIA E O DESEMPREGO

Representantes dos três partidos da coligação governamental deslocaram-se ontem a S. Bento, a chamamento do primeiro-ministro do VI Governo Provisório, tendo sido por ele recebidos em audiências separadas. O objectivo de tais conversações seria a tão estafada «desestabilização política» e o estudo conjunto de uma agenda a tratar em mesa redonda dos três partidos do Governo. A mesma deveria ter lugar até 4 de Abril, data oficial prevista para o início da campanha eleitoral.
Tudo isto se passa no momento em que um poderoso movimento grevista ganha forma de norte a sul do país, trazendo para a luta centenas de milhares de trabalhadores, das fábricas e oficinas, das minas, dos campos e ainda dos sectores da pequena burguesia — dos enfermeiros aos bancários, dos funcionários públicos aos ajudantes de farmácia.
E aí reside no fundo o motivo da preocupação dos governantes e dos seus partidos — preocupados não pela fome e miséria crescentes do povo trabalhador, mas por constatarem que as massas populares vão abandonando as ilusões de 24 meses de promessas governamentais, erguendo-se decididamente contra a política da «austeridade» com que a burguesia e todos os partidos conciliadores e traidores pretendem obrigá-los a pagar a crise que dia a dia se aprofunda.

terça-feira, 29 de março de 2016

1976-03-29 - CONTRA O OPORTUNISMO ANTI-PARTIDO - UCRP(ml)

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1976-03-00 - Spartacus Nº 09

editorial
VITÓRIA DERROTA VITÓRIA ATÉ AO TRIUNFO FINAL

Depois de uns meses de paragem, o movimento popular recobrou novas forças, e pôs-se novamente em marcha. Continua assim a longa marcha do proletariado e do campesinato de Portugal na luta contra a exploração e opressão.
Hoje, é difícil indicar quais são os pontos altos dessa luta, tão extraordinárias têm sido as lutas, e tão frequentes tem sido as batalhas contra o capital e a repressão.
Digamos, para simplificar, que desde 1968, a ofensiva operária se tem desenvolvido, acompanhando a par e passo (e, por vezes, ultrapassando) a luta do proletariado e do povo explorado nos países capitalistas mais avançados.
No 25 de Novembro, a classe operária foi traída. Manipulada, estava a servir de carne para canhão de um golpe social-fascista. Depressa o compreendeu, pois não se lançou às cegas em correrias e barricadas, em aventureirismos que só iriam favorecer o avanço fascista ou social-fascista.

1976-03-00 - O Comunista - UCRP (ml)

Projecto de Declaração da CONFERÊNCIA dos PARTIDOS e ORGANIZAÇÕES COMUNISTAS E MARXISTAS-LENINISTAS da EUROPA

Conferência de Blackenberg Outubro 1971
Edições O Comunista

AOS LEITORES
Como prometíamos no "O COMUNISTA" nº 7, na resposta que dávamos ao "Unidade Popular” sobre o convite que publicamente nos lançou, aqui apresentamos a tradução do "PROJECTO DA DECLARAÇÃO DA CONFERENCIA DOS PARTIDOS E ORGANIZAÇÕES COMUNISTAS (MARXISTAS-LENINISTAS) LA EUROPA", a cujos objectivos reaccionários e cisionistas já fizemos cerrada crítica no "O COMUNISTA” nº 8 de Fevereiro de 1976 e para a qual desde já, apelamos à leitura.
A publicação deste documento insere-se no nosso propósito de armar os militantes comunistas, marxistas-leninistas, para que conscientemente possam tomar parte no debate político que actualmente, no nosso movimento, se desenvolve.
Março de 1976
A Redacção de O COMUNISTA

1976-03-00 - ESTATUTOS DA UEDP

ESTATUTOS DA UEDP

APROVADOS NA I CONFERÊNCIA DA UNIÃO DOS ESTUDANTES PELA DEMOCRACIA POPULAR (ORGANIZAÇÃO FILIADA NA UDP), EM MARÇO DE 1976

I - A UNIÃO DE ESTUDANTES PELA DEMOCRACIA POPULAR
   Art. 1º - A União de Estudantes pela Democracia Popular (UEDP) é uma organização política estudantil que agrupa estudantes revolucionários e que luta no movimento estudantil, pela aplicação do programa político da União Democrática Popular.
     § único: Aceitando o Programa e os Estatutos da UDP, a UEDP adere colectivamente a esta organização como organização filiada, mantendo a sua vida interna, organização e toda a actividade, sujeitas presentes estatutos.
II- OS MEMBROS
   Art. 2º - E membro da UEDP todo o estudante que aceite os seus princípios políticos e estatutos e pague a sua quotização.

1976-03-00 - ESCOLA SUPERIOR DE BELAS ARTES DE LISBOA - Movimento Estudantil

ESCOLA SUPERIOR DE BELAS ARTES DE LISBOA  MARÇO 76

POR UMA ASSOCIAÇÃO ANTI-FASCISTA E ANTI-SOCIAL-FASCISTA

PROGRAMA LISTA A
ERGAMOS A ESCOLA NOVA

ÍNDICE
INTRODUÇÃO
A - SECÇÃO INFORMATIVA
1. Informação
2. Sonora
B - SESSÃO DESPORTIVA
C-SECÇÃO SOCIAL
1. Cantina
2. Creche
3. Posto Médico
D - SECÇÃO CULTURAL
1. Cultura  Nova
2. Editorial  
3. Papelaria

1976-03-29 - Á PROPÓSITO LAS DECLARAÇÕES PROFERIDAS PELO COMANDANTE NA FORMATURA NO DIA 26 - MRPP

declaração
Á PROPÓSITO LAS DECLARAÇÕES PROFERIDAS PELO COMANDANTE NA FORMATURA NO DIA 26

Camaradas:
Na formatura das 9H15 do passado dia 26, fez o comandante algumas considerações sobre o comunicado do MRPP distribuído neste quartel no dia 25.
O terno militarista, foi considerado pelo comandante como um ataque à sua pessoa e o "ódio" que segundo ele transparece na parte final do comunicado foi tomado como uma tentativa de dividir as pessoas deste quartel e mereceu algumas considerações choramingonas. Tais opiniões, evidentemente, pessoais, merecem dos simpatizantes do MRPP, neste quartel, alguns esclarecimentos.

1976-03-29 - Luta Popular Nº 252 - MRPP

O CAMARADA ARNALDO MATOS AOS CAMPONESES DA GOLEGÃ:
«VÃO VOCÊS ENTREGAR O VOTO AOS PARASITAS QUE VOS EXPLORARAM DURANTE ESTES DOIS ANOS?»

«A Golegã é uma terra fundamentalmente camponesa e o problema dos camponeses, o problema da Revolução camponesa é um dos problemas que preocupa todo o partido sério neste país». Afirmou o camarada Arnaldo Matos a certa altura da intervenção que proferiu no Comício realizado na Golegã pela Candidatura Operária do Distrito de Santarém, na sexta-feira passada.
Terra de camponeses, foram estes que na sua grande maioria estavam presentes dando um enorme entusiasmo ao Comício, através do diálogo que estabeleceram, no final das várias intervenções, com o Secretário-Geral do nosso Partido, através do interesse que demonstraram no conhecimento da política do MRPP e na confiança na sua linha política. Ao fim, um desses camponeses presentes, e que já tinha tomado a palavra, dirigiu-se ao microfone e teve este desabafo: «Afinal andaram-me para aí dizer que ia encontrar aqui um bando de ladrões e venho encontrar um partido que defende o povo». Isolados e escorraçados pelas massas os social-fascistas limitam-se hoje a lançar as mais vis calúnias para afastarem o povo — e neste caso da Golegã, os camponeses das nossas realizações. Este foi um dos muitos camponeses que, com certeza, foi «bombardeado» pelas predicas dos social-fascistas de que o MRPP é um «grupo de ladrões» e talvez «comam criancinhas»...

segunda-feira, 28 de março de 2016

1976-03-28 - Festival da Primavera - Diversos


1976-03-28 - FESTIVAL DA PRIMAVERA - UEC-UJC


1976-03-28 - PROCLAMAÇÃO DO FESTIVAL DA PRIMAVERA - UJC

PROCLAMAÇÃO DO FESTIVAL DA PRIMAVERA
promovido no Porto pela UJC e UEC em 28 de Março de 1976, no Palácio de Cristal

Os participantes no FESTIVAL da PRIMAVERA, no Porto, dirigem-se a todos os jovens do Norte, operários, trabalhadores do campo, pescadores, empregados, estudantes e intelectuais, rapazes e raparigas. Ao enviarmos esta mensagem dizemos: fazei vossa, também, a consigna que nos uniu durante todo este grande dia 28 de Março de 1976: A ALEGRIA NA LUTA.
A alegria de sermos jovens, a alegria própria de quem ama e confia na vida por ver nela fonte de trabalho, de liberdade, de justiça, de Amor, de Paz, de Bem-estar.
A luta que é preciso travar com decisão, com coragem, mas com alegria, para que o AMANHÃ QUE SOMOS NÓS torne realidade tudo aquilo que hoje não passa de aspirações profundas e desejos legítimos.

1976-03-28 - SESSÃO FINAL do ENCONTRO de PROPAGANDA e CULTURA- MES


1976-03-00 - AO POVO DO BAIRRO DO FALCÃO - MRPP

AO POVO DO BAIRRO DO FALCÃO

Camaradas:
Cada dia que passa aumenta a fome, a miséria e o desemprego para o nosso Povo.
A burguesia intensifica a exploração e a crise capitalista aprofunda-se. Por todo o nosso país ergue-se o Povo em luta. As greves, as manifestações operárias, a imposição na prática da semana das 40 H, a criação das cooperativas agrícolas e a ocupação dos latifúndios pelos camponeses pobres e assalariados rurais, desenvolvem-se como uma imensa vaga vermelha de revolta e de esperança por um mundo novo de Democracia Popular.

1976-03-28 - EM FRENTE POR UM GRANDE ENCONTRO NACIONAL DAS ASSOCIAÇÕES DE ESTUDANTES 28 MARCO - 10 H – IST - Movimento Estudantil

POR UMA ESCOLA DEMOCRÁTICA E POPULAR

EM FRENTE POR UM GRANDE ENCONTRO NACIONAL DAS ASSOCIAÇÕES DE ESTUDANTES 28 MARCO - 10 H – IST

Com a realização, ontem dia 8 no liceu Pedro Munes, do Encontro Nacional das Associações de Estudantes do Ensino Secundário foi dado um importante passo em frente no sentido de criar uma férrea unidade dentro do Movimento Associativo.

1976-03-00 - PORQUE LUTAMOS - Comissões de Moradores

BAIRROS DE LATA E POBRES DE LISBOA

PORQUE LUTAMOS

PORQUE LUTAMOS? COMO SURGIU A ORGANIZAÇÃO EM CADA BAIRRO COMO SURGIU A INTER DE BAIRROS DE LATA E POBRES DE LISBOA

EM LISBOA, MUITOS MILHARES DE TRABALHADORES DOS MAIS EXPLORADOS CONTINUAM A VIVER EM BARRACAS OU CASAS ABARRACADAS. ENQUANTO NÓS VIVEMOS NESTAS CONDIÇÕES DE MISÉRIA OS SENHORES QUE TÊM DUAS OU TRÊS CASAS EM VÁRIOS LOCAIS DA CIDADE CONTINUAM COM TODOS OS SEUS PRIVILÉGIOS.
NÓS, MORADORES DOS BAIRROS POBRES, TOMÁMOS CONSCIÊNCIA QUE TÍNHAMOS DE NOS ORGANIZAR PARA RESOLVER ESTES PROBLEMAS E NÃO PODÍAMOS FICAR À ESPERA DE QUALQUER OUTRA ENTIDADE. ASSIM FORAM ELEITAS MUITAS COMISSÕES DE MORADORES COM ELE­MENTOS MAIS ACTIVOS E DE CONFIANÇA DA POPULAÇÃO. AS COMISSÕES DE MORADORES NA LUTA PELA HABITAÇÃO COMEÇAM A DEPARAR COM GRANDES ENTRAVES POR PARTE DAS ENTIDADES OFICIAIS. NÓS MORADORES SENTIMOS QUE SÓ COM A UNIÃO ENTRE TODOS OS BAIR­ROS É QUE GANHARÍAMOS FORÇA SUFICIENTE PARA OBRIGAR O GOVERNO E OS BURGUESES A CUMPRIREM COM AS NOSSAS REIVINDICAÇÕES. FOI POR ISSO QUE FORMAMOS A INTER DE BAIRROS DE LATA E POBRES.

1971-03-28 - Federação Internacional dos Direitos do Homem - Pdf

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domingo, 27 de março de 2016

1976-03-27 - COMISSÃO CENTRAL DOS BAIRROS CAMARÁRIOS - Com. Moradores



1976-03-27 - Comercio do Funchal Nº 2290

Assim vai a Educação na Imprensa Católica

21 DE SETEMBRO — JORNAL DA MADEIRA
Mensagem dirigida ao clero pelo Bispo do Funchal, D. Francisco Santana:
«É com bastante apreensão que estamos a ver, entre nós, a revolução pedagógica do ensino ignorar a Deus com a pretensão de se atender de um modo perfeito ao homem; e isso começa já pelas escolas primárias...
As Famílias deverão ter a coragem suficiente para usarem o seu direito de pôr fora os professores enviados e impostos por um Estado marxista»...
Será que o senhor Bispo do Funchal fez às famílias o mesmo apelo para que expulsassem os professores fascistas ou impostos por um governo fascista?
Ou será que o fascismo não causava apreensão nem punha problemas de consciência aos doutrinadores da Igreja?
24   DE SETEMBRO
A uma resposta dada à anterior mensagem do Bispo do Funchal, pelo professor Francisco Simões e por um grupo de professores primários integrados no curso de reciclagem, o senhor S.A. contrapõe no Jornal da Madeira, órgão da diocese, um artigo de que se seguem alguns excertos:

1976-03-27 - ENCONTRO NACIONAL DA PREVIDÊNCIA - Sindicatos

INTERSINDICAL NACIONAL

ENCONTRO NACIONAL DA PREVIDÊNCIA 27 E 28 MARCO 1976 - COIMBRA
CONCLUSÃO E OUTROS DOCUMENTOS

PREVIDÊNCIA RUMO À SEGURANÇA SOCIAL

ÍNDICE
      Presenças no Encontro de Coimbra .......  7
CONCLUSÕES DO ENCONTRO DA PREVIDÊNCIA
NOTAS IMPORTANTES SOBRE PREVIDÊNCIA
  Elementos a Ter em Conta pelos Delegados à Previdência no Controlo de uma Folha de Salários     31

1976-03-27 - SER ATACADO PELO INIMIGO NÃO É UMA COISA MÁ MAS SIM UMA COISA BOA - Vento de Leste

SER ATACADO PELO INIMIGO NÃO É UMA COISA MÁ MAS SIM UMA COISA BOA

24 de Março de 1975 - abertura da Livraria VENTO DE LESTE
24 de Março de 1976 - seu aniversário brindado pelos social-fascistas com uma bomba de alta potência.
Na madrugada do dia 24 de Março por volta das 2h40, um atentado bombista foi praticado contida a Livraria VENTO DE LESTE - Porto (situada na Rua da Boa vista 856) pondo em jogo não só a vida doa elementos que ali trabalhavam (inclusive uma criança de 4 anos que lá se encontrava a descansar) como a de qualquer pessoa que passasse na rua àquela hora tardia, causando danos no valor de dezenas e dezenas de contos em diversos prédios habitacionais e estabelecimentos comerciais das redondezas bem como era viaturas ali estacionadas, originando problemas de saúde a pessoas residentes naquela área. De notar que o Hospital Maria Pia para crianças também foi atingido por este atentado.

1976-03-27 - Luta Popular Nº 251 - MRPP

O QUE FAZ CORRER O DIÁRIO?

Os rublos do KGB são o motor e as rodas do «Diário» da manhã

Trinta e oito carrinhas diversas constituem a frota distribuidora que todos os dias sulcam as estradas do país, levando no bojo a peçonha social-fascista que constituem os pacotes do Diário da manhã.
Trinta e oito carrinhas que custaram 7.600 contos, quantia que nos tempos que correm constitui soma avultada e não está ao alcance de qualquer mortal. Se a tudo isto juntarmos salários, despesas de manutenção e amortização verificamos que diariamente o Diário consome 50 contos para colocar a sua peçonha nos escaparates do país. Há evidentemente que somar ainda as quantias sobresselentes utilizadas na promoção de vendas. Porque apregoar o pasquim custa dinheiro, ouvir ou ter «só» o Diário quando o leitor quer qualquer dos outros jornais custa dinheiro, colocar o Diário em lugar de destaque e por cima dos outros custa evidentemente mais dinheiro, e todas estas formas de promoção de vendas baseadas nos truques e manobras são amplamente praticadas e incentivadas pelos mentores políticos do pasquim, coisa que qualquer elemento do povo pode comprovar. Tudo isto é evidentemente pago a peso de ouro. Mas que importam os rublos, perdão... os escudos, se o objectivo é divulgar pela poluição e intoxicação a opinião publicada com a ideologia social-fascista que resuma de todas as páginas, linhas e entrelinhas do Diário?

1976-03-00 - Amizade Portugal-China Nº 06

Editorial

Seis meses após a saída do último número, aparece de novo perante os sócios da nossa Associação e as largas massas de Amigos da China o "Amizade Portugal-China".
Como resultado de todo o trabalho desenvolvido pela AAP-C junto do Povo português, tendo em vistas trazer até ele os ricos ensinamentos dados pelo heróico Povo chinês, nomeadamente através de grandes realizações de massas como foram as comemorações do 1º. de Outubro e do 26 de Dezembro em 1974; do 8 de Março, do 1º. de Maio, do 16 de Maio, do grande comício da amizade e apoio militante aos povos da Indochina de 10 de Abril em 1975, da grande campanha do Alentejo em que uma Exposição itinerante acompanhada de projecções de slides e filme percorreu grande número de aldeias, etc.. Como resultado ainda da entusiástica adesão dada pelas amplas massas do nosso Povo a estas realizações, a nossa Associação começou a sofrer, da parte dos inimigos do Povo português e do Povo chinês, ataques cada vez mais fortes e que vieram a culminar com o torpe e cobarde assalto à nossa sede em 28 de Maio do ano findo, ataque esse levado a cabo por fascistas e sob a batuta dos social-fascistas, inimigos mortais do nosso Povo e agentes na nossa Pátria do imperialismo ianqui e do social-imperialismo revisionista soviético, inimigos número um dos Povos do mundo inteiro.

1976-03-00 - ANGOLA CONTRA A OCUPAÇÃO MILITAR E A REPRESSÃO

ANGOLA
CONTRA A OCUPAÇÃO MILITAR E A REPRESSÃO

EDIÇÃO DO COMITÉ DE DIVULGAÇÃO E APOIO À LUTA DO POVO ANGOLANO CDALPA/Março/76

SOBRE A SITUAÇÃO POLÍTICA EM ANGOLA
I
Após uma situação de guerra que durou vários meses a situação em Angola caracteriza-se hoje por uma vitória militar completa do MPLA. Este dispõe de um forte e sofisticado armamento soviético, do qual constam milhares de tanques, blindados, misseis, Migs 17 e 21 e é apoiado por um contingente de tropas cubanas em número actualmente superior a 15 mil homens, além de mais de 1.000, técnicos militares soviéticos.
Foi este armamento sofisticado soviético, e sobretudo a acção do exército cubano em Angola, que permitiu ao MPLA arrasar completamente as forças da FNLA e da UNITA, apoiadas financeiramente pelo imperialismo norte-americano e no terreno de luta pelas forças armadas dos exércitos do Zaire e da África do Sul, forças essas que face à investida das tropas cubanas se viram obrigadas a recuar para a fronteira.

sábado, 26 de março de 2016

1976-03-26 - COMÍCIO FAMALICÃO - MRPP


1976-03-26 - OS CRIMES DO P«C»P NÃO FICARÃO IMPUNES! - MRPP

OS CRIMES DO P«C»P NÃO FICARÃO IMPUNES!

Declaração do Comité Executivo do Comité Central do MRPP acerca dos acontecimentos políticos ocorridos hoje em Lisboa
1. Hoje, pelas 22.35 horas, o partido de Barreirinhas Cunhal desencadeou uma tentativa de assalto ar­mado à Delegação do nosso Movimento na Calçada do Combro, à Bica, em Lisboa, onde funciona a Sede do Comité Directivo da Zona Karl Marx, órgão diri­gente do nosso Partido para o distrito de Lisboa.
A tentativa de assalto perpetrada pelos reaccio­nários do P«C»P, foi firme e resolutamente recha­çada pelos nossos militantes, os quais, unindo-se intimamente aos numerosos elementos das massas populares do bairro da Bica, que de pronto acor­reram justamente indignados, desbarataram o bando agressor e perseguiram tenazmente os social-fascistas em debandada.
Sacando das armas, os contra-revolucionários do P«C»P dispararam repetidamente sobre o povo e feriram com gravidade o camarada ARNALDO FIGUEIRA, que se encontra internado no Hospital de São José.

1976-03-26 - Luta Popular Nº 250 - MRPP

QUEM A GOLPE FAZ AS LEIS, A GOLPE AS QUER DESFAZER!

Nota do Secretariado Nacional da Candidatura Operária do MRPP acerca das últimas tentativas golpistas dos social-fascistas para impedirem a Candidatura Operária.
A convocatória para esta tarde, duma reunião de emergência do Conselho da Revolução, com o objectivo de apreciar pela milésima vez a já mais que resolvida questão dos símbolos, é uma convocatória perfeitamente ilegal e golpista, que vai contra as próprias decisões do Conselho da Revolução e do Supremo Tribunal de Justiça, que negaram haver qualquer semelhança ou possibilidade de confusão entre o símbolo negro do P«C»P e o símbolo vermelho do MRPP.
Os arremedos de vítima de uma propalada ilegalidade contra «a igualdade dos cidadãos face à lei», contra «os direitos adquiridos», que assume o comunicado do partido social-fascista preparando o terreno para a reunião do Conselho da Revolução, fazem lembrar a fábula do lobo e do cordeiro. O partido social-fascista tem sido o autor de mil e um golpes aos mais diversos níveis — político, militar, administrativo, judicial, etc. — de que certamente o golpe militar de 25 de Novembro e o mini-golpe no seio do Conselho da Revolução aquando do reconhecimento da chamada República Popular de Angola não serão os menores. E tudo isto vem a propósito do facto do MRPP não ter vergado aos ditames dos Varelas Gomes e dos Rosas Coutinhos e demais social-fascistas.

1976-03-00 - Servir o Povo Nº 13 - II Série - UEC(ml)

Editorial

A saída do primeiro número legal de Servir o Povo, órgão da União dos Estudantes Comunistas (marxistas-leninistas), quase dois anos após o 25 de Abril, deve-se, antes de mais, à actuação dos elementos revisionistas que, infiltrando-se na UEC(m-l), a destruíram. Hoje já é possível, no seguimento da reorganização há uns meses da UEC(m-l), relançar toda a actividade da nossa organização, inchando a publicação do seu órgão, Servir o Povo, de tão grande tradição na luta revolucionária dos estudantes. Também Servir o Povo, e particularmente os seus últimos números, reflectiu, a partir de 1972, a degenerescência revisionista que então dominou a Comissão Executiva da UEC(m-l) e que está claramente patente no escamoteamento do perigo revisionista, no intelectualismo, no esquerdismo e na falta de ligação à luta dos estudantes de muitos dos seus artigos. Como refere a Declaração de 19 de Novembro de 1975 da Comissão Executiva (reorganizada), a UEC(m-l) encontra-se hoje reforçada e efectivamente sob a direcção do proletariado e do seu Partido: o Partido Comunista de Portugal (marxista-leninista). Servir o Povo retoma, assim, a sua tarefa de educação da vanguarda estudantil nas ideias do comunismo e da revolução socialista. Para que hoje lhe seja possível cumprir este papel, Servir o Povo tem de lançar as bases ideológicas que permitam à UEC(m-l) organizar os estudantes comunistas e unir à sua volta todos os estudantes anti-imperialistas, integrando a luta dos estudantes na luta mais geral do povo português pela independência nacional contra as superpotências, em particular o social-imperialismo russo, pelas liberdades democráticas, contra o social-fascismo e o fascismo, pela melhoria das condições de vida dos trabalhadores*. Neste sentido, Servir o Povo continuará na linha de desmascarar as organizações políticas estudantis mascaradas de marxistas-leninistas e de, reconhecendo a importância do Movimento Associativo na educação progressista dos estudantes, lançar as bases de uma linha sindical de massas adequada à actual situação do Movimento Associativo em Portugal. Servir o Povo continuará na linha que lhe valeu o ódio dos oportunistas e a estima e apoio dos revolucionários.

1976-03-00 - A Voz da Revolução Nº 10 - CRC(ml)

EDITORIAL
ANÁLISE DA SITUAÇÃO POLITICA ACTUAL

Depois do contra-golpe de 25 de Novembro, montado pela burguesia no poder, as conquistas revolucionárias do Povo português tem sido postas em causa pela fúria reaccionária e histérica dos que sustentam o estado podre e caduco capitalista, reforçando as suas posições e interesses a nível económico, político e militar.
Se a nível militar, os militares reaccionários, de direita e de extrema-direita, ultrapassam cada vez mais os militares progressistas, anti-fascistas e revolucionários, como e o caso de na Força Aérea o general Valente, conhecido direitista, comandar já esta força militar, controlando, como e lógico, o liberal burguês Morais da Silva, pseudo comandante-chefe da Força Aérea. É o caso da fuga apressada do major Canto e Castro durante os acontecimentos do 25 de Novembro! No exército conta-se o aumento do poderio do fascista Firmino Miguel implicado no 11 de Março, assim como a prisão do Otelo Saraiva de Carvalho, que não tendo a concordância do chamado Conselho da Revolução, foi imposta pelo ditador reaccionário Ramalho Eanes, chefe-maior do exército, posto pelos fascistas!

1976-03-00 - Juventude Nº 12 - U.J.C.

Animar as energias combativas e a luta dos jovens trabalhadores

Em numerosas empresas do país, os jovens operários e restantes trabalhadores intensificam a sua unidade para resistir à nova vaga de manobras do patronato, às medidas oficiais anti-operárias e aos projectos de recuperação capitalista que vêm sendo estimulados e dirigidos pelas forças reaccionárias e os partidos de direita.
Nas regiões agrícolas do sul, onde os campos trabalhados e semeados com gosto e alegria vão verdejando, jovens operários agrícolas, com os restantes camaradas de classe, tornam coesa e firme a sua acção contra as investidas da reacção, dos latifundiários expropriados e seus lacaios.
Nos campos do Norte e das Beiras, os jovens que trabalham a sua terra com os seus familiares vão-se esclarecendo, associando-se aos restantes pequenos e médios camponeses, criando as suas ligas, as suas associações, discutindo e lutando pelas suas reivindicações.

sexta-feira, 25 de março de 2016

1976-03-25 - Sindicato dos Professores


1976-03-25 - Bandeira Vermelha Nº 010 - PCP(R)

EDITORIAL
DESMASCAREMOS O PROGRAMA ELEITORAL DOS CUNHALISTAS

A camarilha de Cunhal acaba de fazer aprovar com grande publicidade o seu programa eleitoral sob o lema de uma «ampla frente de esquerda para barrar a investida das forças reaccionárias». Tentando aproveitar-se do alerta popular contra o avanço do fascismo, os cunhalistas apresentam-se como a única alternativa democrática. Agitam a bandeira das liberdades, da Reforma Agrária, do controlo operário, da independência, bandeira querida às massas populares, para fazerem crer que estilo dispostos a defendê-la. Repetem o slogan da «maioria de esquerda» para atordoar as massas, renovar-lhes as ilusões na via cunhalista e fazer-lhes esquecer as traições de que tem sido vítimas.
Os verdadeiros comunistas devem saber mostrar ao povo que o voto no chamado PCP, longe de garantir a liberdade, as conquistas populares e a independência, só poderia comprometê-las mais ainda. Devem saber explicar que uma verdadeira maioria de esquerda jamais poderá ser conseguida pelo apoio ou colaboração com a camarilha vendida de Cunhal. E porquê?

1976-03-25 - Unidade Popular Nº 073 - PCP(ml)

A lei social-fascista não impedirá a popularização do nosso símbolo

O símbolo do PCP(m-l) — a foice e o martelo cruzados acompanhados de uma estrela de cinco pontas — não poderá figurar tal como aparece na propaganda do Partido nos boletins de voto das próximas eleições à Assembleia da República, graças a uma legislação fabricada logo após o 11 de Março de 1975 pelos sociais-fascistas cunhalistas.
Ao contrário do MRPP, que faz da impressão do seu símbolo nos boletins de voto uma questão de «princípio», nós não vamos desprezar uma boa ocasião de divulgar a nossa linha política só porque uma lei social-fascista nos obriga a não apresentar o nosso símbolo nos boletins. Os comunistas dão a esta questão da «legalização» do seu partido exactamente a importância que ela tem: trata-se simplesmente de uma forma de aproveitar as liberdades da democracia burguesa e não de qualquer cerimónia sagrada e solene. Por isso não consideramos de maior gravidade que o Supremo Tribunal inscreva o PCP(m-l) com um «símbolo» que não é exactamente o seu.

1976-03-25 - NOTA DO COMITÉ EXECUTIVO DO COMITÉ CENTRAL DO MRPP Acerca da Reunião Extraordinária do Conselho da Revolução

NOTA DO COMITÉ EXECUTIVO DO COMITÉ CENTRAL DO MRPP Acerca da Reunião Extraordinária do Conselho da Revolução

A reunião extraordinária do Conselho da Revolução de hoje saldou-se por uma estrondosa derrota dos planos e objectivos contra-revolucionários do P«C»P, tendentes a impor a ilegalização do nosso Partido e a alteração do seu símbolo comunista, com a consequente proibição da nossa participação nas eleições para a Assembleia Legislativa.
Efectivamente, o Conselho da Revolução rechaçou a última manobra provocatória do P«C»P, negou provimento à reclamação apresentada e manteve, assim, o reconhecimento da existência legal do MRPP e do uso do seu símbolo, aceitando as condições sem as quais não prosseguiríamos com a Candidatura Operária Nacional do nosso Partido.
A justa política do nosso Partido de jamais vergar às imposições e aos ditames contra-revolucionários do partido social-fascista e dos seus lacaios, de jamais trair a nossa ideologia comunista, de jamais atraiçoar a nossa política revolucionária proletária, de jamais renegar o símbolo sagrado dos marxistas-leninistas é a base real da derrota histórica sofrida pelo partido de Barreirinhas Cunhal.

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