domingo, 31 de janeiro de 2016

1971-01-31 - Semana Portuguesa Nº 01

EDITORIAL

Ao fim de uma longa e demorada interrupção, a SEMANA PORTUGUESA renasce das cinzas ainda quentes do idealismo que lhe dera vida para voltar às bancas com nova roupagem gráfica e com renovada fé — renovada mas inalterável — no sistema de princípios que desde sempre assinalou a sua presença entre os periódicos editados pelos portugueses do Brasil.
A solenidade aparente de algumas palavras aqui inscritas a ninguém deve induzir em erro. Pertencemos ao escasso número daqueles a quem uma demoradíssima experiência do fenómeno político português, visto indiferentemente do ângulo interno ou de perspectiva ao mesmo tempo mais límpida e mais incerta que nos oferece o exílio ensinou a não atribuir às formas elaboradas do discurso senão o valor contingente e acessório que porventura a semântica lhes imponha num momento dado. Em outros termos, sabemos perfeitamente do que é capaz o verbo inflamado e sábio das vanguardas quando tudo o mais concorre para o triunfo de uma causa. Mas, desgraçadamente, os soldados graduados da causa da democracia portuguesa parecem até agora ter levado demasiadamente a sério, e em prejuízo de um trabalho meticuloso e coerente de articulação de forças, o mito bíblico das muralhas derruí­das ao simples clangor das trombetas em uníssono com o grito da multidão.

1971-01-31 - 31 DE JANEIRO DE 1971 OITENTA ANOS DE ILUSÃO POLÍTICA - Oposição Democrática

31 DE JANEIRO DE 1971
OITENTA ANOS DE ILUSÃO POLÍTICA

O Plenário da Terceira Força, na consciência de que representa hoje os Ideais que ergueram em labareda a alma republicana, considerando que as comemorações do 31 de Janeiro, insurreição militar motivada pelo Ultimatum de 1890, têm sido desviadas do seu verdadeiro objectivo, para servir ideias e planos políticos que nunca estiveram na consciência pública dessa hora, e das horas heróicas da República de 1910, fiel mais do que nunca aos supremos desígnios nacionais e à defesa intransigente do Ultramar português, decide tomar público o seguinte Manifesto:
AO POVO PORTUGUÊS
Em 31 de Janeiro de 1891 consideráveis forças militares da guarnição do Porto insubordinaram-se e vieram para a Rua, na intenção aberta de proclamar a República.
O golpe era militar e civil — o povo estava unido com a Tropa. Civis de várias condições, militares de baixa patente, Povo em suma — aspiravam e conspiravam há um ano pela República.

1971-01-31 - Comercio do Funchal Nº 2096

PORTUGAL: QUE MUDANÇA?

Uma Assembleia Nacional amputada de meia-dúzia dos seus membros, um projecto de revisão constitucional formalmente importante, um punhado de projectos e propostas de lei, alguns reajustamentos e correcções — tanto é o balanço do «feito e do «a fazer» pelo Governo, durante o ano 70. Para 71, expectativas que, por muito que certos teóricos do centro-esquerda não se conformem, não deverão passar além de certos limites. E estes limites inteiramente assentes nos imperativos políticos dos factores dominantes da presente conjuntura são, para as perspectivas dó Governo de Marcello Caetano, bastante restrictos. Mais restrictos, pelo menos, do que reclama a necessidade, constantemente repetida pela ala «liberal», de integração europeia. Mais restrictos, também, do que os desejos de certa esquerda, enquadrada em organizações partidárias, para a qual um reconhecimento, mesmo oficioso, da sua condição poderia representar um passo em frente no alargamento do campo de manobra para as legislativas de 1973. Certos indícios, tímidos embora, parecem entretanto dar razão a esta oposição, no fundo «desejosa de colaborar para o progresso do país», reduzida, nas condições actuais, a enrolar-se na bandeira de uma frente popular, cuja inviabilidade ficou claramente demonstrada pelo acto eleitoral de Outubro de 1969.

1976-01-31 - PLENÁRIO NACIONAL - MDP-CDE


1976-01-31 - Comercio do Funchal Nº 2284

PONTO DA SITUAÇÃO

A Junta Governativa
Demitida a Junta de Planeamento, órgão progressista sacudido pela chantagem das forças reaccionárias defensoras dos interesses da burguesia insular, só agora é nomeada a nova Junta Governativa, embora contra as estimativas eleitoralistas que o PPD defendia. Este partido em comunicado distribuído declara-se «em oposição» à nova Junta que ficará vinculada a um programa mínimo de actuação, que se espera defender os interesses dos trabalhadores e que possa permitir aos cidadãos avaliar o trabalho por ela desenvolvido. De imediato, a perspectiva largamente automatizante que permita «a transição pacífica para a independência» desmoronou-se, interessando sublinhar a participação na Governativa de elementos anteriormente ligados ao aparelho fascista e colonialista. Uma agenda difícil: colónia por resolver, águas por nacionalizar, informação fascizante a remodelar, liberdades democráticas a garantir, etc., etc. Sem esquecer a dívida que o povo madeirense tem para com os separatistas em cerca de quatro dezenas de actos terroristas...

1976-01-31 - Revolução Nº 062 - PRP-BR

EDITORIAL

As garantias que Melo Antunes deu na Bélgica quanto à fidelidade à NATO, quanto à «Democracia» que agora se instalou em Portugal, quanto ao não acesso dos ministros comunistas aos segredos militares, não chegaram ainda para certezas, mas apenas para promessas. E o empréstimo da CEE (que representa apenas a sexta parte do que necessitamos para um ano em produtos alimentares importados) é ainda condicional. Servem as promessas, no entanto, para alimentar o eleitorado neste período de gestão do fascismo que vai daqui às eleições. Mas enquanto, que a posição dos militares revolucionários de garantias de «democracia» à Europa capitalista essa mesma posição lança grandes dúvidas nos países anti-imperialistas que observam a caminhada de Portugal para o fascismo. Não há portanto, ilusões de ajuda ou trocas comerciais vantajosas com países como a Argélia ou com a Líbia, os quais entrariam numa dessas relações fraternais, se vissem que este país estava numa posição anti-imperialista. Vêem, pelo contrário que é a vingança dos salazaristas e dos caetanistas que agora tem lugar, quando o Poder tenta apagar a História do 25 de Abri embora conserve o paleio de Blá-blá-blá das palavras cheias de «Revolução». E embora Vasco Lourenço se esfalfe na caminhada dos quartéis, falando dos seus temores da direita, é transparente a falta de força dos «Nove». É Otelo que está preso, e Moreira Baptista que está solto. E Tenreiro que vai passear até casa no fim-de-semana e é Miguel Judas que ver o pai algemado. Os interesses de classe do actual Poder estão bem definidos. Os «Nove» serviram de papel de embrulho para a extrema-direita. E agora como se desembrulham?

1976-01-31 - Lutar no Mar Lutar em Terra Nº 08

EDITORIAL

Nas últimas semanas temos assistido a um grande avanço das forças reaccionárias e fascistas no sentido de recuperarem as posições que perderam devido ao avanço da luta popular de massas. O aparelho repressivo do estado burguês violentamente sacudido pelas conquistas das classes trabalhadoras, recompõe-se dos reveses sofridos, para poder reprimir as lutas dos trabalhadores e defender a classe no poder, a burguesia.
A PSP, a GNR e outras forças repressivas assassinam a tiro a população indefesa, quer seja em Custóias ou no Rossio. A imprensa estatizada, a rádio e a televisão, são as órgãos oficiais do governo, neles são lidos os comunicados oficiais, onde a versão é sempre a mesma: «a PSP e a GNR, dispararam para o ar»... mas é o povo quem morre na rua, e segundo as mesmas versões é também o povo o culpado das mortes; há sempre armas em posse dos populares e uma dificuldade enorme de descobrir de que armas são as balas disparadas. O exército depois da «depuração» de 30000 soldados profissionaliza- se e moderniza-se para reprimir o povo sob a égide de Ramalho Eanes.

1976-01-31 - LUTA CONTRA O AUMENTO DO CUSTO DE VIDA - MDM


1976-01-31 - À Bastilha Nº 05 - Movimento Estudantil

EDITORIAL
"À BASTILHA" E AS ELEIÇÕES

Este o primeiro número do "À BASTI­LHA" em período eleitoral. Com alteração no cabeçalho. Porém com o nosso objectivo, a mesma firmeza nos princípios, a mesma vontade inabalável, no prosseguimento do caminho que traçamos de início, na base de um programa de unidade anti-fascista e anti-social-fascista o combate tenaz, a denúncia implacável do principal inimigo do movimento de massas de estudantes em Coimbra o social-fascismo.
Porque os estudantes aspiram à mais ampla democracia na A.A.C. Porque a A.A.C. deve ser dos estudantes e tem de a largar a sua base de massas. Porque a A.A.C. democrática e de massas não pede construir-se sem escorraçar o social-fascismo "A BASTILHA" propôs uma lista candidata as eleições, a LISTA C.
As eleições para os corpos gerentes da A.A.C., estão a porta, a pouco menos de duas semanas. Os estudantes anti-fascistas e anti-social-fascistas devem unir-se ferreamente em torno da lista C e ousar escorraçar o social-fascismo, condição indispensável, para que tomar "A Bastilha" signifique agora, ma.is do que nunca lançar mãos à construção de una Associação tal como os estudantes a aspiram.

1976-01-31 - Luta Popular Nº 204 - MRPP

POR QUE RAZÃO O IMPERIALISMO IANQUE CONTINUA A AUXILIAR MILITARMENTE O NOSSO PAÍS?

A comissão de relações externas do Senado americano acaba de recomendar a efectivação de um empréstimo a Portugal de 50 milhões de dólares (cerca de 1.400.000 contos) para fins militares, menos 5 milhões de dólares do que em anos anteriores.
A continuação destes empréstimos, sem que o povo português alguma vez tenha sido ouvido ou achado na sua decisão, suscita da nossa parte uma ou outra reflexão.
A primeira é a de que, se tivermos em conta que a guerra ou mesmo, mais genericamente as questões militares, são a continuação da política por outros meios, o imperialismo americano continua a considerar Portugal na sua esfera de influência, mesmo que tenha sido forçado a uma certa redivisão nesse aspecto em proveito do social-imperialismo revisionista soviético, estando, pois, disposto a fazer os esforços necessários para conservar tal zona de influência, esforços que podem ser políticos, económicos e militares.

1976-01-31 - COMÍCIO NACIONAL - UEC


1976-01-31 - AOS ESTUDANTES PORTUGUESES - UEC

AOS ESTUDANTES PORTUGUESES

As forças empenhadas na construção de um Portugal democrático a caminho do socialismo são suficientemente poderosas para barrar o caminho ao avanço da direita e da reacção. Mas, o enfraquecimento da barreira militar defensiva da situação democrática, torna mais eminente a ameaça de conspiração reaccionária e o perigo do fascismo é muito real. A onda de terrorismo bombista actualmente em curso constitui a expressão mais visível deste perigo.
A unidade de todos aqueles, civis e militares, que se propõem enfrentar decididamen­te este perigo é a condição primeira e indispensável para a revolução prosseguir.
Na passagem do seu quarto aniversário a União dos Estudantes Comunistas dirige-se a todos os estudantes portugueses propondo-lhes a unidade na acção em torno dos seus objectivos específicos e a unidade na acção em torno dos grandes objectivos e tarefas revolucionárias.
A DIREITA TAMBÉM AMEAÇA NAS ESCOLAS!

1976-01-31 - DISCURSO DO CAMARADA A. CUNHAL NO COMÍCIO DA U.E.C.

DISCURSO DO CAMARADA A. CUNHAL NO COMÍCIO DA U.E.C. (realizado no Pav. Desportos no dia 31-1-76)

Camaradas:
Há precisamente 4 anos, na clandestinidade imposta pela ditadura fascista, no prosseguimento da acção desenvolvida pelas organizações estudantis do PCP, foi constituída a União dos Estudantes Comunistas.
Organização provada e experimentada na clandestinidade, contendo numerosos quadros forjados na dura luta nas condições do fascismo, a UEC apareceu à luz do dia com o 25 de Abril e, no novo Portugal libertado, continuou firmemente, na linha das suas magníficas tradições, a lutar pelos objectivos definidos desde a sua criação: a luta em defesa dos interesses dos estudantes, a luta pelas liberdades democráticas, a luta contra o colonialismo, a luta pela verdadeira independência de Portugal e a luta pelo socialismo, grande ideal da juventude.

1976-01-31 - UEC Nº 32 - Especial - Serie II

«E A CADA NOVO ASSALTO, CADA INTENTONA FASCISTA SUBIRÁ SEMPRE MAIS ALTO A BANDEIRA COMUNISTA!»

Tem-se assistido nas últimas semanas a um recrudescimento da actividade terroris­ta. Multiplicam-se os atentados à bomba e os assaltos que, só por mero acaso, não têm causado mais vezes vítimas entre a população, e que comprometem gravemen­te a segurança, os direitos e as liberdades dos cidadãos.
A presente vaga de violência fascista, comparável à que se verificou em Julho e Agosto de 1975, tem sido poderosamente estimulada pela impunidade com que se desenvolvem acções de banditismo terrorista: as autoridades não descobrem nem liquidam os centros de conspiração, chegando a desprezar as pistas que lhes são fornecidas pelas organizações populares. Por outro lado, as medidas de clemência para com agentes da Pide/DGS e outros fascistas notórios como Moreira Baptista — responsável por um dos períodos mais negros da repressão fascista — contribuem igualmente para estimular e reforçar as organizações terroristas clandestinas.

1976-01-31 - A UNIDADE NECESSÁRIA - PCP

A UNIDADE NECESSÁRIA

O Partido Comunista Português sempre tem considerado de decisiva importância a aproximação e o entendimento de sectores e tendências políticas interessadas na construção dum regime democrático estável, assim como tem salientado a importância que teria no processo revolucionário um Partido Socialista orientado no sentido duma aliança à esquerda, designadamente com o PCP.
Nesta ordem de ideias, o PCP tem denunciado os obstáculos criados a uma política de unidade pelas posições dos dirigentes do PS e pela sua política de alianças com a direita, à qual cabem graves responsabilidades na deterioração do clima político, económico e social e no avanço das forças que hoje ameaçam ultrapassar os seus ainda recentes aliados e liquidar as liberdades e as outras conquistas do povo português.
Constituiria uma séria ameaça para essas conquistas se a direcção do PS prosseguisse numa orientação que é responsável por graves quebras de unidade no movimento democrático, no movimento sindical e nas próprias Forças Armadas A necessidade de isolar a direita reaccionária, de derrotar as suas manobras sediciosas e de criar uma sólida base de apoio para a consolidação da democracia, impõem que se ganhem para essa luta os sectores de que o PS é a expressão política e as camadas sociais nas quais tem reconhecida influência.
Assim, o PCP considera de forma positiva algumas posições novas que aparecem por parte da direcção do Partido Socialista — denúncia do terrorismo e dos perigos da direita, repulsa pela impunidade que parece cobrir os principais responsáveis do regime fascista, posições de apoio à Reforma Agrária —, embora não possa deixar de dissociar tal atitude da proximidade de eleições e de sublinhar a sua incompatibilidade com a arrogância e o anticomunismo de declarações avulsas e de posições oficiais dos seus dirigentes e mesmo com a prática política daquele partido.

1976-01-31 - BAILE EM ERVIDEL - PCP

BAILE EM ERVIDEL

SÁBADO, 31 DE JANEIRO DE 1976 ÀS 22 HORAS
Inauguração do Centro de Trabalho do P.C.P.
O qual será abrilhantado pelo conjunto musical OS REBELDES

Camarada e amigo, não faltes a este sensacional BAILE, porque só com a tua presença nos ajudarás a passar uma noite de grande camaradagem
ESMERADO SERVIÇO DE BAR

Tip. Vitória — Aljustrel — 500 ex. cm 23-1-1976

sábado, 30 de janeiro de 2016

1976-01-30 - O Grito do Povo Nº 065 - I Série - OCMLP

CONTRA A REPRESSÃO UNIDADE POPULAR!

As forças da P.S.P., que se tinham metido na con­cha, quando as conquistas e a unidade popular avançavam, voltam a aparecer de novo, com as mesmas características que lhe conhecíamos do fascismo. Espingardeando as massas populares e assassinando um elemento do povo, mostram a sua verdadeira face de inimigos do povo ao serviço da burguesia e da exploração.
Independentemente das provocações que possam ter dado origem à sua actuação brutal, não existem quaisquer razões que justifiquem a posse e a livre utilização de armas como a G-3, por estes inimigos do povo, que sempre se opuseram à sua luta. Se a P.S.P. hoje actua assim, é porque sente as costas quentes. A libertação dos pides tem-se intensificado nos últimos tempos. Generais fascistas e nazis, como Kaúlza de Arriaga, não só são libertados, como aparecem imediatamente como prováveis candidatos à presidência da República.
Novos comandantes de unidades, não se limitam a impor nos quartéis a ordem e disciplina fascistas, como chegam ao desplante de voltar a recolocar em locais de destaque, figuras chaves do fascismo, como no Regimento da Policia Militar, com o fascista Car­mona (ver correspondência).

1976-01-30 - COMÍCIO DO CLARP: EXIJAMOS A LIBERTAÇÃO DE TODOS OS ANTIFASCISTAS E REVOLUCIONÁRIOS PRESOS!

COMÍCIO DO CLARP: EXIJAMOS A LIBERTAÇÃO DE TODOS OS ANTIFASCISTAS E REVOLUCIONÁRIOS PRESOS!

Na 3ª feira, dia 3 de Fevereiro, pelas 21 horas, o CLARP leva a efeito no Pavilhão dos Desportos um comício, que deve ser mais uma etapa do vasto movimento de protesto que se levanta contra a prisão de revolucionários e antifascistas. Esses homens, hoje presos, ou em regime de liberdade condicional, estiveram na primeira linha do 25 de Abril, na primeira linha do esmagamento do 28 de Setembro, 11 de Março Qual o seu crime então?
Para obter a resposta, nós perguntamos:
- Que significa a prisão de homens, que por exemplo como Otelo e outros, se souberam colocar do lado do povo, não só nas grandes ocasiões mas também nas pequenas: em ocupações de casas, na reforma agrária, no processo de saneamento de fascistas, etc.?
- Que significou o 25 de Novembro senão um golpe reaccionário ao serviço da direita e do imperialismo, previamente montado, e a que nenhum relatório consegue dar aparência de "tentativa de golpe de esquerda"?

1976-01-30 - Luta Popular Nº 203 - MRPP

UNIR TODAS AS LUTAS, MARCHAR EM FILEIRAS CERRADAS

Na TIMEX como nos TLP e CTT, a classe operária, os trabalhadores, resistem activamente à política da fome, da miséria e do desemprego em massa, decretada pela burguesia, através do seu estado e dos partidos que compõem o seu governo. Não aceitando os despedimentos, aqueles impedem o encerramento das instalações; não aceitando a política do horário nacional das 45 horas, estes põem em prática a semana das 40 horas, na base da jornada diária de oito horas.
Resistir activamente a todas as medidas anti-operárias e anti-populares encetadas pela burguesia, acumulando e concentrando forças, unindo todas as lutas e reforçando a sua organização para avançar de forma vitoriosa é hoje o caminho que se abre à classe operária e ao povo, que se mostram dispostos a não voltar atrás mas a prosseguir na via da Revolução Democrática e Popular, por muito que gritem revisionistas e demais oportunistas que chegou o momento de «recuar em boa ordem».

1976-01-00 - Yenam Nº 15

EDITORIAL
AS TAREFAS POLÍTICAS DOS TRABALHADORES DA CULTURA

O desencadeamento por parte do sector social-fascista da burguesia do golpe militar do 25 de Novembro, o qual representa a tentativa de um dos centros da contra-revolução se assenhorear exclusivamente da direcção desta, criando as condições para que uma intensa repressão sobre o proletariado e o povo se abatesse, não pode deixar indiferente nenhum trabalhador da cultura. Esse golpe e consequente neutralização por parte dos restantes sectores da classe dominante determinou uma nova viragem na Revolução portuguesa, que corresponde afinal à actual relação de forças entre as classes principais da nossa sociedade, proletariado e burguesia.
O que fica após os acontecimentos do golpe militar do 25 de Novembro? Uma série de ensinamentos de que os trabalhadores da cultura devem retirar até ao fim as conclusões.
O 25 DE NOVEMBRO MARCA UMA VIRAGEM NA LUTA DE CLASSES NO NOSSO PAÍS

1976-01-00 - Seara Nova Nº 1563

EDITORIAL

1. O facto político mais saliente deste mês de Janeiro foi, indubitavelmente, a publicação do «relatório preliminar» sobre os acontecimentos de 25 de Novembro de 1975, escrito nos termos em que nos foi apresentado. Trata-se de um documento que é forçoso reconhecer ter sido fortemente influenciado pelas pressões de extrema-direita, tanto na terminologia que emprega como nos objectivos que pretende atingir: é um estranho documento que implica, directa ou indirectamente, naquilo a que o relatório define como «conjura», todos os portugueses que discordavam do VI Governo. Ninguém lhe escapa: Partidos, Sindicatos, Órgãos do Movimento Popular de Massas, Órgãos de Comunicação Social, manifestantes, etc.
Foi este o relatório tão fértil em acusações como moderados tinham sido os de 28 de Setembro e 11 de Março. Mas essa ânsia acusatória, tem uma contrapartida de efeito contrário: acaba por afectar a sua credibilidade.
Outro corolário lógico da publicação do relatório foi a prisão de Otelo Saraiva de Carvalho — sendo muito pouco crível que, tendo tido Otelo Saraiva de Carvalho à sua disposição os meios militares e humanos que se conhecem e sabendo-se das suas qualidades de estratega militar (patentes em 25 de Abril) tivesse comandado uma suposta conjura militar com uma estratégia de cabo de esquerda.

1976-01-00 - Páginas Vermelhas Nº 01 - UCRP(ml)

PAGINAS VERMELHAS Nº 1
órgão inferno da U.C.R.P.(m-l) Janeiro de 1976

sumario
1 - EDITORIAL
2 - ACERCA DO TRABALHO SINDICAL  
3 - QUESTÕES DE DISCIPLINA E ORGANIZAÇÃO   

Exemplar Nº 2

1 - EDITORIAL
Na Conferencia Nacional de Constituição da nossa Organização, foi aprovada a decisão de se publicar internamente um órgão para o qual foi aprovado o nome de "Páginas Vermelhas”.
O “Páginas Vermelhas" não é novo no nosso rico movimento comunista. Já nos, anos 30, o glorioso Partido Comunista, que, agora queremos reconstituir, devido à traição revisionista dos anos 60, publicava o P.V. como boletim da Comorg - Comissão Central de Organização, cuja tarefa central era a de, segundo um plano único e centralizado, orientar todo o trabalho de reorganização do Partido, que então se impunha.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

1976-01-29 - Unidade Popular Nº 066 - PCP(ml)

Graves lacunas no Relatório Preliminar sobre o 25 de Novembro

O relatório preliminar sobre o 25 de Novembro, apesar de fornecer muitos dados que denunciam a autoria dos cunhalistas e respectivos apêndices no golpe, deixa, ainda, outras tantas coisas por dizer.
Denunciando, por um lado, a táctica social-fascista de Cunhal e identificando-o sem rodeios com a FUR, os SUV, a UDP e a Intersindical, o relatório presta um bom serviço às liberdades democráticas. Mas, por outro lado, cai numa tentativa infeliz de «abrandamento» ao pretender que os acontecimentos não chegaram a pôr em causa a estabilidade dos poderes políticos.
Efectivamente, começando desde logo com pouca clareza, afirma-se na Introdução que a análise objectiva da situação político-militar anterior ao 25 de Novembro apenas será possível dentro de «largo tempo e quando libertos do poder ou das responsabilidades muitos dos que ao longo daquele período nele ocuparam funções ou cargos».
Esta é, de facto, uma frase estranha. Pretender-se-á dizer com ela que «muitos» daqueles que se situam nas altas esferas do poder entravam o conhecimento objectivo dos factos? Se assim for, isso será motivo mais do que suficiente para a realização de novo relatório, pois o povo português terá a maior curiosidade em saber quem são esses «empoleirados» e, até, qual o grau da sua própria implicação no golpe ou na sua preparação, mesmo que se trate de Costa Gomes.

1976-01-29 - Poder Popular Nº 26 - II Série - MES

Relatório Preliminar do Inquérito Popular realizado por elementos de Comissões de Trabalhadores, Moradores e Soldados

I - GOLPE SÓ HOUVE UM, O DA DIREITA!

1. Introdução
O chamado Relatório Preliminar do Inquérito ao 25 de Novembro elaborado por burgueses para servir os interesses da sua classe, os interesses exploradores e opressores, os interesses do imperialismo, é uma gigantesca MENTIRA, constituída pelo alinhamento tendencioso de factos e acontecimentos resultantes do processo revolucionário (a maior parte dos quais eram do conhecimento geral) que nada provam senão que antes do 25 de Novembro e nessa data se defrontavam politicamente ao nível civil e militar, forças e interesses de classe antagónicas.
Dizemos que esse relatório é uma gigantesca MENTIRA porque utiliza como matéria de acusação, como se se tratasse de actos de carácter conspirativo, o desenvolvimento da luta das massas populares, a crescente organização dos soldados, a posição de classe dos oficiais revolucionários que se colocaram ao serviço da luta pelo Poder Popular, pelo Socialismo, pela Independência Nacional, factos que se passavam à luz do dia, aos olhos do nosso País e de todo o Mundo.

1976-01-29 - Luta Popular Nº 202 - MRPP

AS MASSAS ERGUEM-SE EM PROTESTO CONTRA A LIBERTAÇÃO DOS ASSASSINOS DE ALEXANDRINO DE SOUSA

Chegaram à nossa redacção centenas de telefonemas e testemunhos de elementos do povo e do nosso Partido insurgindo-se, com a mais sentida repulsa e indignação, pelo facto das forças do poder terem posto em liberdade a quadrilha de U«D»Pídes que, na noite de 8 para 9 de Outubro, e sob a chefia do criminoso-mor Rui Paisana, engenheiro da EFACEC, assassinaram vil e cobarde­mente o querido camarada Alexandrino de Sousa, militante da Federação dos Estudantes Marxistas-Leninistas.
Quando os responsáveis do poder e da justiça burguesa ofendem, com actos destes, os sentimentos nobres do povo, logo tais sentimentos se transformam num erguer digno de cabeça, num cerrar de punhos e de fileiras para a devida resposta. Provocações miseráveis como esta da libertação dos lumpen-assassinos da «U«DP», costumam ter da parte das massas uma resposta rápida e vigorosa, materializada não só nos sentidos protestos que nos chegam contra a poder corrupto, mas também nas acções que tais provocações e crimes merecem.

1976-01-29 - Bandeira Vermelha Nº 002 - PCP(R)

EDITORIAL
É URGENTE LEVANTAR UM AMPLO MOVIMENTO CONTRA O FASCISMO E A MISÉRIA!

Um balanço rápido aos principais acontecimentos desde o 25 de Novembro fala por si: o fascismo está ao ataque em toda a linha!
Otelo foi preso enquanto foram postos em liberdade criminosos fascistas como Kaulza, Schulz, Moreira Baptista e 300 pides. Assistiu-se nos últimos dias à repressão sangrenta pela PSP e GNR de manifestações populares e inclusivamente sobre greves. Dentro dos quartéis restabeleceu-se a disciplina militarista, e os comandos militares têm planos de profissionalização e modernização das Forças Armadas de modo a ampliar a sua capacidade de repressão. No domínio da política económica, em poucas semanas o custo de vida aumentou 100%. Atrás desta política e da ofensiva fascista, os tubarões milionários Champalimaud, Meios, Quinas fazem as malas para regressar ao país...
A ofensiva fascista é empurrada pelo grande capital, os grandes agrários e o imperialismo americano e europeu. Eles querem reconquistar todos os privilégios de antes do 25 de Abril. Pensar, por um minuto que seja, que o regresso ao fascismo é impossível, porque «depois de 50 anos de salazarismo não existe hoje em Portugal ambiente para um regime fascista», é fechar os olhos à realidade. O fascismo renasce sempre que o capital monopolista procura fazer face à crise económica, política e social, que atravessa, e ao crescimento do movimento popular.

1976-01-29 - A Opinião Nº 129

INFLAÇÃO E POLÍTICA FINANCEIRA

Começa a desenhar-se claramente política de relançamento da nossa economia segundo as linhas dos modelos clássicos do capitalismo europeu e do enfeudamento económico aos interesses capitalistas e aos órgãos que os representam (CEE, FMI, EFTA, etc.).
Como vivemos em economia capitalista, o custo da tentativa de recuperação económica recairá naturalmente sobre as classes trabalhadoras e sobre o povo em geral, a pretexto de que é necessário combater o desemprego, reduzir as importações, equilibrar os nos défices.
Se à política financeira do actual ministro das Finanças, veja-se a redução da taxa de desconto bancário e as taxas de crédito selectivo, poderá contribuir para melhorar a situação económica de determinados sectores que verão os seus custos de financiamento substancialmente reduzidos, também é certo que conduzirá a curto ou a médio prazo a uma inflação galopante proveniente da massa monetária em circulação. Note-se, no entanto, que já se entra em conta com uma política fiscal destinada a corrigir os excessos de procura, se admitirmos haver excesso de consumo de bens essenciais, numa sociedade em que muitos consomem abaixo dos valores normais.

1976-01-29 - AOS CAMARADAS DOS CTT/TLP - UCRP(ml)

AOS CAMARADAS DOS CTT/TLP

Camaradas!
Nas nossas duas empresas já praticamos na esmagadora maioria dos locais de trabalho as 40 horas semanais.
Nos CTT, graças à nossa firmeza na luta, porque desprezamos as ameaças e nos unimos organizadamente para deixar de trabalhar aos sábados, já conquistámos a primeira vitória; o Governo e o CA, desmentindo os seus anteriores argumentos legalizou a semana de 5 dias que já começáramos a praticar.
Tanto nos CTT como nos TLP as 40 horas já são uma conquista na prática. Já as fazemos. Não cedemos aos falsos argumentos, não nos deixámos dividir, não cedemos às ameaças de repressão,
Das nossas, vitórias dobemos tirar uma lição: perante a unidade e organização dos trabalhadores e o patronato não tem força para aplicar as represálias com que ameaça primeiro forem as faltas injustificadas ao sábado depois a ameaça de desconto nos ordenados. Face à nossa firmeza ambas foram retiradas. De resto elas nunca poderiam ser aplicadas pois nunca os trabalhadores necessários para processar as folhas de afectividade e vencimento aceitariam trair a luta de todos os camaradas.

1976-01-29 - folha CDS Nº 25

folha CDS Nº 25 
29.1.76

1. LOPES CARDOSO MENTIU. Que este ministro não goste dos pontos de vista do CDS e natural. Que se sinta incomodado porque o CDS, partido da Oposição, fala e critica, já nos parece menos próprio de um democrata. Que minta, já nos parece intolerável.
2. GALVÃO DE MELO. Esteve reunido, no dia 21, com o Secretariado da Comissão Política do CDS para apreciação do problema das eleições para a Presidência da República.
3. O RELATÓRIO DO 25 DE NOVEMBRO. O CDS pergunta se, depois da publicação deste relatório, ainda se justifica a presença do PCP no Governo.
4. EMIGRANTES. Caetano Cunha Reis deixou a presidência da Juventude Centrista e passou a dirigir a Comissão Instaladora da organização autónoma dos emigrantes centristas.
5. O CDS HOJE: 1,5 milhão de simpatizantes (últimas sondagens), 40000 militantes, cerca de 90 núcleos por todo o País e quatro organizações autónomas.

1976-01-29 - CONTRA A POLÍTICA ORÇAMENTAL DO MEIC - Movimento Estudantil

UMA ESCOLA MELHOR UMA ASSOCIAÇÃO MAIS FORTE A UNIDADE MAIS AMPLA

«Na defesa das conquistas e liberdades democráticas»

CONTRA A POLÍTICA ORÇAMENTAL DO MEIC

1. São necessários alguns dados pata analisar a política de ensino que que presidiu a distribuirão de orçamentos para as Faculdades; enormes verbas são atribuídas a Universidade Nova de que quase nada se sabe, senão que o acesso de estudantes à mesma é extremamente seleccionado.
A Universidade de Aveiro, por exemplo funcionou este ano com cerca de 100 alunos com grande parte do corpo docente subaproveitado (por vezes sem alunos para dar aulas) enquanto na generalidade das escolas do ensino Superior há falta de professores.
 Duzentos mil contos vão ser utilizados este ano na criação em Lisboa duma Faculdade de Pedagogia, financiamento esse que é feito pelo Banco Mundial.
As verbas atribuídas este ano à Reitoria da Universidade Clássica de Lisboa (serviços meramente administrativos) sobem de 55 mil (no ano passado) para 111 mil contos.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

1971-01-28 - tentativa de intimidação pela pide-dgs - Mov. Estudantil


Na tarde de quinta-feira a PIDE-DGS procurou nas Instalações Académicas a Direcção-Geral da A.A.C, e entregou contra-fés aos colegas Raul Junqueiro, Carlos Fraião, Octávia Guimarães e Pena dos Reis, convocando-os para comparecerem na sua sede às 10h e 30min da manha de sexta-feira.
Entretanto, também em Lisboa, a Direcção do Técnico foi alvo de uma atitude idêntica de intimidação, tendo sido convocada ontem para comparecer na PIDE.
A par de várias ameaças aí feitas, salienta-se o facto de a PIDE-DGS ter manifestado a intenção de atacar a Secção de folhas e esvaziá-la de todos os bens que sejam pertença do Movimento Estudantil.

tentativa de intimidação pela pide-dgs


Tal como existe o Movimento de Estudantes de Coimbra, o Movimento dos Estudantes Portugueses não interessa ao Governo. E preciso abate-lo. Abatê-lo através dos mecanismos judiciário-policiais, da repressão aberta se as circunstancias o exigirem. Neste momento todas as energias do aparelho de sustentação do regime (as declarações dos seus deputados, os editoriais dos seus escribas, os noticiários dos seus locutores, as entrevistas dos seus ideólogos de serviço, as investidas dos seus polícias) viram-se contra os Estudantes, perseguem um objectivo: fazer passar a "Reforma do Ensino de Veiga Simão” por cima do corpo silenciado dos Estudantes

1971-01-28 - PROPOSTAS para a R.G.A. DE HOJE - Mov. Estudantil

PROPOSTAS para a R.G.A. DE HOJE (5ª FEIRA. 28 de Janeiro 1971)

Da RGA de 3ª. feira transitam as seguintes propostas:

A
Relativas ao 2 ponto da Ordem de trabalhos (Reforma Geral do Ensino):
II. -I.
I. Considerando a proposta aprovada em Plenário, propõe-se:
a) Que para já, se contacte Ciências e o Industrial no sentido de realizar reuniões amplas de estudantes em conjunto, a partir dos quais se lancem grupos de acção que discutam e trabalhem sobre temas de interesse comum: Funções de indivíduos formados pelas escolas; conteúdo de cadeiras comuns; a aplicação da reforma de ensino nas diversas escolas; questões pedagógicas ligadas por cursos concretos nas escolas e de toda a problemática levantada pela reforma.
b) Que com esses grupos se defina o método de alargar a discussão ao maior número de estudantes assim como os calendários de discussão e a aplicação à prática das propostas do plenário: do ritmo de aulas para levar à prática essas discussões.

1976-01-28 - Em Frente com o II Congresso Nº 2B - MES

EM FRENTE COM O II CONGRESSO – 2B

INTRODUÇÃO
No próximo fim de semana realizar-se-á um Encontro Nacional de dirigentes que tem importância decisiva para uma correcta preparação do nosso II Congresso.
Os camaradas de todas as direcções regionais devem preparar-se apesar de todas as dificuldades, para participarem activamente nos debates, de vem mobilizar-se para que possamos dar um passo em frente decisivo na definição da linha programática que adoptaremos em definitivo no II Congresso, das bases estatutárias que identificarão as nossas concepções acerca da organização do Movimento e da direcção Nacional que será eleita.
A C.P.N. desenvolveu um sério esforço para fornecer a todas as direcções o material que permitisse uma correcta preparação do Congresso.
Apesar desse esforço algumas questões centrais estão ainda insuficientemente tratadas, considerando a C.P.N. ser fundamental discuti-las alargadamente com a plena participação de todos os camaradas com responsabilidades de direcção.

1976-01-28 - Telefone Vermelho Nº 06

TELEFONE VERMELHO
ÓRGÃO DA COMISSÃO de TRABALHADORES DOS TLP

Nº 6  - 28 JAN. 76 - BOLETIM DE LUTA


GRANDE PLENÁRIO CTT/TLP
dia 29 JAN, quinta-feira, 20,30 H. PAV. DESPORTOS

TLP/CTT
CONSOLIDAR A APLICAÇÃO DAS 40 HORAS!
FOGO SOBRE O DESPACHO GOVERNAMENTAL!

Esta deverá ser a resposta a dar pelos trabalhadores dos CTT/TLP, ao despacho dos ministros e da administração, sobre a aplicação das 40 HORAS SEMANAIS.
Este despacho, assim como todas as ordens de serviço ou circulares, não passam de Tigres de Papal, nós trabalhadores devemos desmascarar todo o seu conteúdo reaccionário, devemos continuar firmes na nossa justa luta PELA APLICAÇÃO DAS 40 HORAS, NÃO RECUAR. MO VERGAR, esclarecer os mais excitantes explicando a justeza da luta e força indomável que nos deve animar.

1976-01-28 - EXPLORAR O SUCESSO, REFORÇAR A DIRECÇÃO PROLETÁRIA! - FEML

GRUPO DE TRABALHO ENCARREGADO DO MOVIMENTO DE RECTIFICAÇÃO DA ZONA RIBEIRO SANTOS DA FEM-L

 DOCUMENTO Nº 3

EXPLORAR O SUCESSO, REFORÇAR A DIRECÇÃO PROLETÁRIA!

O Iº Encontro de Quadros e Activistas da Zona Ribeiro Santos da FEML realizado nos dias 2, 3 e 4 de Janeiro constituiu uma grande vitória da linha vermelha do nosso Movimento.

1976-01-28 - É PRECISO TRAVAR UM COMBATE PARA ISOLAR E NEUTRALIZAR A INFLUENCIA DOS PONTOS DE VISTA HESITANTES - FEML

GRUPO DE TRABALHO ENCARREGADO DO MOVIMENTO DE RECTIFICAÇÃO GERAL DA ZONA RIBEIRO SANTOS DA FEM-L!

DOCUMENTO Nº 2

É PRECISO TRAVAR UM COMBATE PARA ISOLAR E NEUTRALIZAR A INFLUENCIA DOS PONTOS DE VISTA HESITANTES

"Poderia parecer que dentro da nossa Federação existe um pequeno sector que está desanimado. Nós dizemos que isso é verdade, existe um pequeno sector desanimado. Nós não devemos dar a esse sector nenhuma tarefa de direcção. Devemos ser persuasivos, pacientes, de maneira que eles corrijam os seus erros, mas todos os hesitantes tem de ser afastados dos lugares de direcção."
Arnaldo Matos Intervenção na sede Nacional da F.E.M.-L..
1 - O camarada Rui Martinho, da Organização de Trás-os-Montes da FEM-L, manifestou por intermédio de uma carta a sua intenção de abandonar as fileiras da nossa gloriosa Federação.

1976-01-28 - DOCUMENTO FINAL DA REUNIÃO DE QUADROS E ACTIVISTAS DA ORGANIZAÇÃO DA ZONA - RIBEIRO SANTOS DA FEM-L

GRUPO DE TRABALHO ENCARREGADO DO MOVIMENTO DE RECTIFICAÇÃO GERAL DA ZONA RIBEIRO SANTOS DA FEM-L!

DOCUMENTO Nº l

DOCUMENTO FINAL DA REUNIÃO DE QUADROS E ACTIVISTAS DA ORGANIZAÇÃO DA ZONA - RIBEIRO SANTOS DA FEM-L DE 2, 3 e 4 DE JANEIRO.  

1 - Realizou-se  nos dias 2, 3 de Janeiro era três sessões, das quais 5 a primeira e a terceira plenárias, em Vila Nova de Famalicão a Reunião de Quadros e Activistas da Zona Ribeiro Santos da FEM-L.
Esta reunião teve uma participação activa e militante de todos os camaradas, quadros e militantes desta Zona da nossa Federação e uma aguda luta entre as duas linhas se travou no seu decorrer, alcançando a esquerda proletária uma importante vitória.
2 - A   Reunião tinha por objectivos desenvolver a luta entre as duas linhas na organização, mover um grande ataque à linha negra anti-partido do renegado Sanches e às posições de conciliação de que ela se alimenta e na qual encontra as condições para o seu desenvolvimento. A Reunião discutiu ainda profundamente a situação política actual e as tarefas da nossa Federação à saída do 25 de Novembro e quando se aproximam grandes e decisivas batalhas para o nosso Partido e para o nosso Povo.

1976-01-28 - o partido social-fascista provocou novamente o nosso - MRPP

MORTE AO SOCIAL -FASCISMO!
o partido social-fascista provocou novamente o nosso
PARTIDO E TODO O POVO!

AO POVO DE MOSCAVIDE:

Um cobarde e miserável ataque dum bando de arruaceiros social-fascistas do partido de Barreirinhas Cunhal, armados de navalhas, facas e matracas destruiu completamente em Moscavide a nossa propaganda numa tentativa de esconder ao Povo onde está a verdade e a Revolução. Este odioso ataque foi dirigido ao nosso Partido e a todo o Povo: sabendo os social-fascistas que em Moscavide e já quase em todo o lado não lhes é possível travar o avanço da Revolução e sabendo também que os trabalhadores e as largas massas lhes votam um ódio e desprezo tamanhos, para eles a única maneira de mostrar aquilo que são é fazerem como fazia a Pide, a legião e a GNR:— saem à rua a altas horas da noite e destroem tudo aquilo que o Povo gosta, acarinha e apoia; este espírito nazi e fascista levou os social-fascistas não só a destruírem mas também a desenharem cruzes suásticas e a propagandearem a sinistra CIA mostrando assim não só os seus vícios mas também os seus objectivos...; foram os jornais murais, faixas com várias inscrições, pinturas de apoio ao Luta Popular Diário, cartazes e bandeiras, tudo isto serviu para os revisionistas destruírem e aplicarem toda a sua sanha assassina, traidora e contra-revolucionária. Acerca da pintura do luta Popular, já bastante conhecida no nosso bairro, há que notar que os social-fascistas destruindo a totalidade da pintura não deixaram de aproveitar-se dela para fazerem propaganda ao seu pasquim contra-revolucionário “Diário" cujo director já o foi no outro não menos pasquim "Avante".

1976-01-28 - Luta Popular Nº 201 - MRPP

LIBERTADOS OS ASSASSINOS DE ALEXANDRINO DE SOUSA

Foram libertados no passado dia 26 os assassinos do camarada Alexandrino de Sousa e, entre eles, o criminoso-mor Rui Paisana, engenheiro da EFACEC. O pretexto ignóbil dos juízes da burguesia é o de que “não existem provas de crime por homicídio, mas sim...” - imagine-se - “por ofensas corporais”.
Este acto vil e repugnante, digno de fascistas e social-fascistas, é a melhor prova esclarecedora da natureza do poder corrupto e reaccionário da burguesia. Ele mostra com limpidez a natureza demagógica e hipócrita dos altissonantes discursos dos governantes sobre a “justiça",
A libertação dessa cáfila assassina de U“D”Pides é, antes de tudo, uma miserável ofensa e provocação aos sentimentos da classe operária e do povo, plenamente demonstrados pelos protestos sentidos contra esse crime vindos de fábricas e de vários pontos do país e particularmente demonstrados no grandioso cortejo fúnebre do nosso querido camarada.
A razão porque são libertados os assassinos U“D”Pides, pior escumalha da sociedade e da família social-fascista, está na necessidade que a contra-revolução, hoje mais unida do que nunca, tem de se armar e engrossar as suas fileiras com os assassinos mais destacados na repressão sobre os melhores filhos da classe operária e do povo.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

1976-01-27 - COMUNICADO - Frente de Libertação dos Açores


FRENTE DE LIBERTAÇÃO DOS AÇORES

COMUNICADO:

HOJE, 27 DE JANEIRO, AS 24 HORAS TERMINA O PRAZO DE TRÊS DIAS QUE A F.L.A. CONCEDEU AO COMANDANTE CHEFE DOS AÇORES PARÁ DAR A CONHECER AO POVO AÇORIANO OS NOMES DOS IMPLICADOS NA CHACINA DO GADO LEITEIRO NA SERRA DO FACHO.
ESPERÁMOS PACIENTEMENTE - E CONNOSCO O POVO DA TERCEIRA, O POVO DOS AÇORES - QUE AS AUTORIDADES MILITARES DISSESSEM DA SUA JUSTIÇA SOBES UM CASO QUE ENOJOU TODOS OS AÇORIANOS DE BOA CONSCIÊNCIA. DURANTE DIAS ACUMULARAM-SE OS SINTOMAS QUE INDICAVAM UM CERTO NUMERO DE MILITARES DA B.A.4 - O NÚMERO FOI AUMENTANDO E TRANSFORMOU-SE NUMA CERTEZA. ESTA CERTEZA ESTÁ ARREIGADA NO NOSSO ESPÍRITO E É PRECISO QUE O CASO SE RESOLVA DE UMA VEZ PARA TODAS.

1976-01-27 - LAVRADORES POVO DA ILHA TERCEIRA - FLA


LAVRADORES
POVO DA ILHA TERCEIRA

Quando mataram as nossas vacas — a base da nossa economia familiar — todos trememos de horror. Exigimos logo que se fizesse justiça. As autoridades militares e civis começaram com respostas dúbias e recusaram-se a tomar uma atitude que pelo menos desse a entender que estavam indignados.
Agora já se sabe quem são os culpados. Mas onde estão eles? Porque não nos indicam os seus nomes? Será por serem militares? A Base Aérea quer proteger os seus militares? Porque não se faz justiça? Quem deu ordem para este caso ser abafado?
A F.L.A. deu três (3) dias para o Comandante-Chefe dar uma resposta. Não deram resposta nenhuma. Vamos exigir-lhes a resposta. E vamos exigir de maneira que eles compreendam que não estamos a brincar.
LAVRADOR TERCEIRENSE! ontem foram as vacas do José Gabriel Toledo, amanhã serão as tuas. Os telefonemas anónimos que alguns de vocês têm recebido dizem bem das intenções da canalha.
Hoje, a partir da meia-noite vamos reunir-nos à entrada da BASE AÉREA, impedindo toda e qualquer circulação — não entra nem sai ninguém enquanto lá estivermos.

1976-01-27 - Luta Popular Nº 200 - MRPP


TIMEX:
UMA LUTA DE TODA A CLASSE OPERÁRIA PORTUGUESA

Numa demonstração de grande espírito de entusiasmo, segurança e confiança e vencendo pelos seus meios próprios muitas das dificuldades sem conta com que se debatem, nomeadamente no campo dos transportes, os trabalhadores da TIMEX compareceram em massa, na manhã de ontem, nos seus locais de trabalho, firmemente determinados a impedir o encerramento da fábrica.
Ao fim da manhã de ontem independentemente de estarem ou não incluídos na lista dos despedimentos, a esmagadora maioria dos trabalhadores concentrou-se no refeitório da empresa, as entradas e saídas e toda a vida da fábrica processando-se sob a direcção e o controlo da CT. Numa crescente mobilização, as operárias e operários organizaram-se para cumprir as inúmeras tarefas que o dia a dia da luta lhes coloca, desde a ligação com as outras fábricas aos contactos com os ministérios, da ocupação do tempo passado na fábrica à vigilância sobre as suas instalações e à resolução do problema das refeições.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

1976-01-26 - Luta Popular Nº 199 - MRPP


ESMAGUEMOS O DESPACHO GOVERNAMENTAL APLICANDO O CONTROLO OPERÁRIO!

Os trabalhadores dos TLP e dos CTT prosseguem vitoriosamente na sua justa luta pela aplicação da semana de 40 horas.
Entretanto o ministério do capital e o ministério dos transportes e comunicações emitiram um despacho conjunto em que “determinam” que as horas feitas a menos em relação aos horários anteriormente praticados sejam descontadas nos vencimentos dos trabalhadores.
Por convocatória dos dois referidos ministérios, os sindicatos representativos dos trabalhadores dos TLP e dos CTT e a comissão de trabalhadores dos TLP, participaram em duas reuniões efectuadas na passada quinta-feira e no passado sábado, no ministério dos transportes e comunicações e no ministério do capital, respectivamente, a fim de discutir a situação nas duas empresas.
Os ministérios deram a conhecer aos trabalhadores o já referido despacho e propunham que os trabalhadores regressassem aos antigos horários a fim de então se negociar o novo horário com base no estudo a fazer por uma tal comissão que seria composta por representantes das administrações, dos ministérios e dos trabalhadores.

1976-01-00 - O Tempo e o Modo Nº 115


EDITORIAL

O ano de 1976 começou da melhor maneira para todos os exploradores do povo. O governo do capital anunciou na sua habitual «mensagem de Ano Novo» uma série de medidas anti-operárias que vão desde os aumentos dos preços dos bens e serviços de primeira necessidade até ao congelamento de salários, passando pela expulsão do povo das casas dos burgueses ocupadas, pelo ataque aos órgãos da vontade popular e pelo reforço da repressão.
Um tal conjunto de medidas surge pouco tempo depois da aventura social-fascista do 25 de Novembro e são o prolongamento natural dos «planos económicos de emergência», das «batalhas da produção», etc. Na nova situação criada depois do 25 de Novembro a contra-revolução alcançando uma maior coesão, lançou este novo contra-ataque, mais sólido e conjugado que os anteriores.
A responsabilidade imediata desta situação de miséria e de fome deve-se fundamentalmente à política dos revisionistas que agindo no 25 de Novembro sob o comando de um dos centros da contra-revolução abriram o caminho ao outro centro para fazer pagar à classe operária todo o peso de uma solução burguesa para a crise. Foi igualmente o revisionismo que durante todo este tempo preparou o terreno Ideológico para a burguesia poder decretar e fazer aplicar tais medidas.

1976-01-00 - À POPULAÇÃO DE S. SEBASTIÃO - PS


À POPULAÇÃO DE S. SEBASTIÃO

O PARTIDO SOCIALISTA, é um Partido em que o Povo exerce a Soberania.
Neste Partido têm cabimento todas as pessoas que professam princípios demo­cráticos e por tal motivo se identificam como defensores do Povo. Consciente das suas responsabilidades para as próximas eleições às Autarquias Locais, os candidatos pela Freguesia de S. Sebastião, prometem defender intransigentemente as «velhas aspirações», da população e pretendem concretizar os «projectos» de obras, em reali­dades, tais como a cobertura do regato de couros, saneamento de Vila Verde, Largo do Cidade, Alvim, Reilho, Caldeiroa, Travessa de Trás Gaia. Na nossa fregue­sia há muitas carências especialmente nos sectores do Ensino, Electricidade, Urbanização e Saúde. São múltiplos os problemas para resolução, mas só confiados na colaboração de todos os moradores e com o trabalho que nos propomos realizar, junto da Câmara Municipal, conseguiremos obter positivamente a efectividade dessas Obras, que muito beneficiarão c progresso de nossa Freguesia e da Cidade.

1976-01-00 - O Bolchevista - Nº 30-32 - PC de P (em construção)


Declaração da Comissão Política  ELEIÇÕES 1976

VOTAR para RESISTIR!

As actuais eleições para a Assembleia Legislativa burguesa não são, como não podem jamais sê-lo em sociedade de classes democrático-burguesa, nenhuma solução definitiva e segura dos problemas principais das classes exploradas em Portugal e da classe operária em particular.
Com efeito, uma vez que a resolução dos problemas principais dos trabalhadores passa pela alteração do sistema social de produção, o qual continua a ser capitalista, sendo as eleições uma forma predominante de estabilização desse mesmo sistema, com elas a burguesia visa reforçá-lo e não enfraquece-lo. Porém, os trabalhadores, a classe operária, todos os explorados do nosso país, encontram-se neste momento a braços com uma realidade concreta que lhes é imposta pelas circunstâncias e as força a tomar medidas adequadas para as dominar e superar.
 Essa realidade pode enunciar-se pelos seguintes pontos principais:

1976-01-00 - LISTA CANDIDATA À ELEIÇÃO DOS CORPOS GERENTES DA A.A.C. - Núcleos Sindicais


lista B  proposta pelos Núcleos Sindicais

Por um Ensino ao Serviço do Povo!
Estudantes ao Lado do Povo, Sempre!
1976

POR UM ENSINO AO SERVIÇO DO POVO
ESTUDANTES AO LADO DO POVO SEMPRE!

LISTA CANDIDATA À ELEIÇÃO DOS CORPOS GERENTES DA A.A.C.
1975-76

LISTA EFECTIVA
Direcção:
Carlos Delgado - 5º ano de Direito
José Augusto - 4º ano de Direito
Dina Torgal – 3º ano de Letras
Jorge Almeida - 4º ano de Medicina
Amélia Pereira – 5º ano de Medicina
António Macedo - 1º ano Biomédico
Pinto da Cunha – 4º ano de Engenharia

1976-01-00 - ORGANIZAR AS MASSAS NA LUTA CONTRA O FASCISMO E A MISÉRIA: TAREFA CENTRAL DOS COMUNISTAS - PCP(R)


ORGANIZAR AS MASSAS NA LUTA CONTRA O FASCISMO E A MISÉRIA: TAREFA CENTRAL DOS COMUNISTAS

Resolução da lª Reunião Plenária do Comité Central do PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS (RECONSTRUÍDO)
JANEIRO 1976

Teve lugar em Janeiro a primeira reunião plenária do Comité Central do Partido, eleito no Congresso Reconstitutivo. A reunião, que se prolongou por vários dias, foi dedicada à aplicação das resoluções do Congresso e em especial à, linha política do Partido.
Na primeira parte da reunião, o Comité Central procedeu à eleição da sua Comissão Política e Secretariado, de acordo com o que determinam os Estatutos. A eleição, que decorreu em clima de crítica e autocrítica comunista, foi dominada pela preocupação de chamar camaradas operários aos cargos mais responsáveis do Comité Central. A Comissão Política ficou constituída por 7 membros, dos quais 4 formam o Secretariado. O Comité Central decidiu ainda que não existem condições para eleger um Secretário-geral do Partido e que a garantia dum bom trabalho do Comité Central está no funcionamento colectivo do Secretariado.

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