quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

1975-12-31 - Grande Festa de Fim de Ano - PCP


1975-12-31 - Saudação da DORL do PCP A Todos os Trabalhadores da Região de Lisboa

Saudação da DORL do PCP A Todos os Trabalhadores da Região de Lisboa

Ao findar o ano de 1975, ano que ficara gravado na historia do povo português pelos importantes acontecimentos que se verificaram, e ao começar um novo ano, este por certo de grande importância para o processo revolucionário que vivemos, a D.O.R.L. do P.C.P. não pode deixar de vir saudar a classe operaria e todos os trabalhadores de Lisboa, homens, mulheres e jovens, pela contribuição inestimável que têm dado ã revolução portuguesa.
Foi 1975 o ano do 11 de Março e dos decisivos passos em frente que permitiu: a nacionalização dos Bancos e dos Seguros, dos ramos essenciais da nossa indústria, do início do controle operário e da Reforma Agrária.
Tal vitória só foi, porém, possível, graças à enorme firmeza e combatividade que os trabalhadores portugueses demonstraram ao vir para a rua, dispostos a defender a todo o custo as conquistas da revolução.

1975-12-31 - O CAMARADA ARNALDO MATOS VISITA A SEDE DA FEM-L dia 31, às 18h - FEML

LUTEMOS PELA MOBILIZAÇÃO DE TODAS AS FORÇAS PARA A FUNDAÇÃO DO PARTIDO!

O CAMARADA ARNALDO MATOS VISITA A SEDE DA FEM-L dia 31, às 18h

Apesar da Federação dos Estudantes Marxistas-Leninistas, organização do MRPP para a juventude comunista estudantil ter uma sede na zona do Saldanha, o que é facto é que isso não tem servido para ligar os estudantes ao povo, à sua vida e à sua luta, e muito particularmente à juventude trabalhadora.

1975-12-31 - Luta Popular Nº 179 - MRPP

COMISSÕES DE TRABALHADORES DAS MULTINACIONAIS:
O CONTROLO OPERÁRIO É UMA GUERRA ABERTA ENTRE DUAS CLASSES

Convocada pelo Secretariado provisório das Comissões de Trabalhadores das Multinacionais, realizou-se ontem, na sede do Secretariado Nacional das Comissões de Trabalhadores, uma reunião das comissões de trabalhadores das empresas multinacionais.
Esta reunião contou com a presença de doze comissões de trabalhadores e de uma pró-comissão de trabalhadores, além de um representante da chamada Federação dos Sindicatos Metalúrgicos que não abriu a boca durante toda a reunião mas tirou muitos «apontamentos».
No primeiro ponto da ordem de trabalhos os representantes das várias comissões de trabalhadores presentes expuseram a situação nas respectivas empresas. Deste ponto de informações ressaltou que um dos aspectos da táctica dos imperialistas era querer culpar os trabalhadores da crise, situação esta que na General Motors chegava a assumir o ponto de ser a própria administração imperialista a pedir do governo uma sindicância à empresa.

1975-12-31 - AOS TRABALHADORES DA REGIÃO DE LISBOA - Diversos

AOS TRABALHADORES DA REGIÃO DE LISBOA

TODOS A CAXIAS, DIA 31. PELAS 22 H. - Junto à Prisão Hospital
Passagem do ano de solidariedade com os revolucionários presos EXIJAMOS A LIBERTAÇÃO DOS REVOLUCIONÁRIOS E ANTI-FASCISTAS PRESOS
As forças de direita que planearam e levaram a cabo o golpe militar reaccionário de 25 de Novembro meteram na prisão numerosos militares e civis que na prática têm estado ao lado das classes trabalhadoras e das forças progressistas. Ao mesmo tempo foram libertando pides e fascistas com altas responsabilidades nos crimes cometidos em Portugal e nas Colónias na era de Salazar e Caetano. Silva Cunha, Henrique Tenreiro e outros fascistas da mesma espécie vieram para a rua.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

1975-12-00 - Revolução Proletária - Suplemento - ORPC(ml)

Revolução proletária
Suplemento de Dezembro de 1975

A firmeza dos comunistas perante o inimigo — uma questão decisiva do PARTIDO

Realizou-se recentemente uma reunião alargada do Comité Central da ORPC(M-L) que debateu diversas questões relacionadas com a próxima dissolução da organização no Congresso de Reconstituição do Partido Comunista.
Um dos principais problemas debatidos na reunião foi o da firmeza dos comunistas perante o inimigo de classe. A ORPC(M-L) tinha, perante o Congresso do Partido, a responsabilidade de criticar e corrigir tendências erradas que se espalharam nas suas fileiras, a este respeito.
O documento que publicamos no presente suplemento da "Revolução Proletária” foi já debatido em todas as células da nossa organização e representa a posição do Comité Central da ORPC(M-L) sobre esta importante questão de princípio. De acordo com as conclusões deste documento, o Comité Central nomeou uma comissão encarregada de proceder a um inquérito imediato a todos os membros da organização que no passado tenham prestado declarações na polícia e entregar as conclusões desse inquérito ao Congresso reconstitutivo do Partido que se reunirá proximamente.

1975-12-00 - Yenan Nº 13

VIVA O "YENAN"!

1 - Correm neste mês de Dezembro dois anos após a publicação do primeiro número do «Yenan», então órgão do Círculo de Democracia Popular 12 de Outubro, com a função de unir, em torno de uma plataforma unitária em 4 pontos, os artistas, publicistas, jornalistas e intelectuais progressistas, e hoje revista que luta por uma cultura patriótica, científica e de massas, indispensável ao êxito da fase actual da Revolução portuguesa.
Em tal espaço de tempo, o proletariado revolucionário do nosso país, acompanhado do seu principal aliado, o campesinato, e por todas as camadas democráticas e patrióticas do nosso povo, acumulou uma experiência histórica em si mais importante do que a da última década, soube munir-se cada vez mais da teoria revolucionária da sua vanguarda e pôde confrontá-la com uma situação política que coloca a questão da tomada do poder na ordem do dia e a tarefa de construir os órgãos e condições necessários ao exercício desse poder como central.
O «Yenan», como boletim, jornal ou revista, reflectiu, de acordo com as irregularidades fruto das vicissitudes da luta de classes no nosso país, toda essa movimentação revolucionária. A intelectualidade progressista e revolucionária que começou a unir desde a primeira hora não se apartou em caso algum da luta do povo. Pelo contrário, ela manteve-se, de um modo geral, mergulhada nas grandes convulsões que hoje dilaceram o podre sistema de exploração capitalista e soube, nos momentos decisivos, colocar-se sob a bandeira da classe mais avançada da sociedade, a classe operária.

1975-12-00 - DIRECTIVA DO COMITÉ LENINE - MRPP

DIRECTIVA DO COMITÉ LENINE

   1 DESMASCARAR O REVISIONISMO, ISOLAR O REVISIONISMO, ESCORRAÇAR O REVISIONISMO.
     2 SABER ANALISAR, SABER PERSUADIR, SABER LUTAR.
  3 CONSOLIDAR, REFORÇAR E ALARGAR A ORGANIZAÇÃO.
    4 INTENSIFICAR A MOBILIZAÇÃO E ACUMULAR FORÇAS.
  5 NÃO ACTUAR POR FORMA DISPERSA MAS CONCENTRAR FORÇAS E DESFERIR ATAQUES CERTEIROS.
  6 FAZER DA RESISTÊNCIA ACTIVA E DOS ATAQUES VITORIOSOS A BASE DE OPERAÇÕES E DO ALARGAMENTO DA FRENTE DE COMBATE.
  7 FAZER DA BATALHA DO CONTROLO OPERÁRIO A ESCOLA DA CONQUISTA DA DIRECÇÃO E DA HEGEMONIA DO PROLETARIADO EM TODA A REVOLUÇÃO.
     8 UNIR O POVO, DIVIDIR O INIMIGO, ESCOLHER O ALVO E CAIR SOBRE ELE.

1975-12-30 - Luta Popular Nº 178 - MRPP

AS COMISSÕES DE TRABALHADORES SÃO OS ALICERCES DE UM NOVO PODER, NÃO SÃO OS INSTRUMENTOS DO VELHO PODER

O Ministério do “Trabalho” (ou seja, do Capital) acaba de informar “que as credenciais passadas a comissões de trabalhadores caducam a 31 de Janeiro de 1976, sendo necessário que as empresas onde se mantenha a necessidade de tais credenciais o manifestem ao Ministério do Trabalho”.
O que são estas credenciais passadas às comissões de trabalhadores e qual o seu significado político? Na generalidade, tais credenciais são passadas pelo Ministério do “Trabalho” às comissões de trabalhadores de empresas onde se regista a fuga dos patrões, a falência, ou situações semelhantes, e através de tais credenciais as comissões de trabalhadores que as solicitam podem passar a administrar a empresa. Esta situação reduz portanto a comissão de trabalhadores que acha por bem pedir a credencial à posição de administrar a empresa construída com o suor dos trabalhadores em nome de um Ministério que não passa de um organismo do estado dos patrões, do estado da burguesia, dos inimigos da classe operária.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

1975-12-29 - A CLASSE OPERÁRIA TEM DE NOVO O SEU PARTIDO! - PCP(R)

A CLASSE OPERÁRIA TEM DE NOVO O SEU PARTIDO!
VIVA O PARTIDO RECONSTRUÍDO!

 É com profunda alegria e emoção que os comunistas portugueses anunciam hoje a classe operária e a todo o povo que o Partido Comunista esta de novo de pé.
É o mesmo Partido que o Povo conheceu na noite negra do fascismo, sempre na primeira linha da luta contra a ditadura.
É o Partido de Bento Gonçalves, Militão Ribeiro, José Gregório e Alfredo Dinis.
É o Partido que nunca hesitou diante de qualquer sacrifício, que se guiou por uma só bandeira: servir o Povo em todas as circunstâncias.
De 1956 a 1963 a burguesia deu um golpe mortal no nosso Partido. Tomou por dentro e destruiu-o. Hoje o partido de Álvaro Cunhal não passa de um partido traidor, que enlameou miseravelmente a bandeira do nosso Partido a da luta do nosso Povo. Abandonou, os camponeses e hoje chama-os de reaccionários, riscou a Ditadura do Proletariado do seu programa, abandonou a luta pela Democracia Popular transformou o Partido no partido burguês para operários - um partido revisionista.

1975-12-29 - Luta Popular Nº 177 - MRPP

COMISSÕES DE TRABALHADORES DAS MULTINACIONAIS:
O CONTROLO OPERÁRIO É A PRINCIPAL ARMA CONTRA AS MANOBRAS IMPERIALISTAS

Realiza-se amanhã, terça-feira, pelais 20,30 horas na sede do Secretariado Nacional das Comissões de Trabalhadores, na Av. Duque de Loulé, 104-4.° andar, uma reunião das comissões de trabalhadores das empresas multinacionais, convocada pelo seu Secretariado Provisório.
Estas reuniões foram convocadas no início pela comissão de trabalhadores da Timex em face da ameaça de despedimento em massa que pairava sobre a cabeça dos trabalhadores desta empresa e tinham por objectivo discutir a situação nas empresas multinacionais e adoptar formas de luta conjuntas contra os despedimentos que é o principal problema que ameaça de uma forma constante os trabalhadores das empresas multinacionais.
Neste momento em que na Timex a situação é bastante grave pois que no fundo os imperialistas querem fechar a fábrica, despedindo cerca de 800 trabalhadores, ficando os restantes a trabalhar 3 dias por semana, esta reunião toma um carácter real de extrema importância para os trabalhadores de todas as empresas. Esta pretensão dos patrões imperialistas é uma autêntica provocação à classe operária e em especial aos trabalhadores das multinacionais.

1975-12-00 - O GOLPE SOCIAL-FASCISTA DO 25 DE NOVEMBRO E AS TAREFAS DO PROLETARIADO - MRPP

O GOLPE SOCIAL-FASCISTA DO 25 DE NOVEMBRO E AS TAREFAS DO PROLETARIADO

O V governo Provisório coincidiu com o crescente isolamento do P"C"P e com o ataque das massas ao social-fascismo em todo o País. Isolados das massas e desmascarados pela sua política de traição, de leis anti-operárias e anti-populares, de golpes e contra golpes, trataram então freneticamente de colocar agentes seus nos lugares chaves dos órgãos de informação, do aparelho de estado e das forças armadas da burguesia.
No VI Governo, fingindo apoiar a classe operária e atacar as medidas governamentais, o partido vende operários e vende pátrias do Ex. Ministro Barreirinhas Cunhal, utiliza o movimento popular revolucionário, para às suas costas, tomar o Poder e transformar a nossa terra numa amarga prisão do social-imperialismo soviético.
Os preparativos para o golpe estão bem visíveis e bem claros.
Três dias antes, passam nas câmaras da TV e nos microfones da Rádio toda a frota da oficialagem social-fascista, inundam os jornais com demagogias, põem toda a máquina vendida da opinião pública a funcionar.

1975-12-00 - O Militante Comunista Nº 04 - CRC (m-l)

órgão interno do "COMITÉ REVOLUÇÃO COMUNISTA" PELA FORMAÇÃO DO PARTIDO MARXISTA-LENINISTA
Dezembro - 1975

A CONSTRUÇÃO DO PARTIDO TAREFA CENTRAL DOS MARXISTA-LENINISTA.
A ANALISE E A AUTOCRÍTICA DAS ORGANIZAÇÕES M.L. TAREFA INADIÁVEL.
(Continuação do MILITANTE COMUNISTA nº.3)

Desta forma foi iniciada uma luta enérgica contra o praticismo e espontaneísmo. Por isso foi necessário incentivar o debate ideológica, a que todos os camaradas se deverão sentir vinculados, e elevar o nível político e teórico dos nossos militantes.
Temos de dar toda a atenção a formação política e teórica dos quadros. É pois necessário que a direcção acompanhe muito de perto o seu trabalho político, particularmente dos operários que se tenham distinguido na luta, quer pela sua combatividade que pela sua regularidade quer ainda e principalmente pela sua segurança. É necessário que estes quadros adquiram rapidamente uma solida formação teórica que lhes permita resistir e estar vigilantes à penetração e corrupção da ideologia burguesa, "revisionismo, reformismo, trotskismo, esquerdismo" todas elas estranhas ao marxismo-leninismo.

1975-12-00 - SOCIAL-FASCISTAS FORA DA RADIO ESTUDANTIL E DO TURISMO-ESTUDANTIL! - Movimento Estudantil

SOCIAL-FASCISTAS FORA DA RADIO ESTUDANTIL E DO TURISMO-ESTUDANTIL!

Os estudantes de Direito sabem pela sua própria experiência o que é o revisionismo: abate-se aqui uma cabeça para logo a seguir se levantar acolá sob uma outra capa já se habituou também o nosso Povo a ver o Partido social-fascista (que materializa neste momento na nossa pátria o que e o revisionismo no poder), vir na 2ª feira assinar em S. Bento uma das leis de fome para os explorados e no dia seguinte convocar uma manifestação dos centuriões contra o aumento do custo de vida. Também nas escolas (como acontece em Direito) escovados da maior parte das AEs, eles reaparecem nos cursos e nas turmas, a "armar" em meninos "bem comportados", fingindo-se preocupar com os problemas pedagógicos dos estudantes, para lhes virem depois desferir punhaladas pelas costas.
É assim que a RÁDIO ESTUDANTIL e o TURISMO ESTUDANTIL, que deveriam ser estruturas federativas do Movimento Associativo, isto é, que deveriam estar sob o controle de todas as AEs, livremente eleitas pelos estudantes, não passam de coitos social-fascistas, onde eles se consolam depois de terem sido varridos de mais alguma escola. Ambos tomados a golpe logo depois do 25 de Abril, nada mais têm feito senão cumprir as ordens emanadas de Moscovo No Turismo Estudantil (que organiza viagens e estadias mais acessíveis para a juventude viram os social-fascistas uma excelente fonte de receitas e uma forma de servirem os seus amos social-imperialistas. Durante o último Verão, o TE promoveu uma Aldeia Internacional da Juventude que tendo sido iniciativa dos empregados do TE, foi imediatamente aproveitada pela Divisão, pelo Departamento da Intersindical para a Juventude e pela pró-"UNEP", que intitulando-se de organizadores da Aldeia, fizeram sair um cartaz com a assinatura de tais organizações. Revoltados os trabalhadores do TE, destruíram tais cartazes. O que decide a "Direcçao estudantil." social-fascista do TE? Descontar a impressão dos novos cartazes no ordenado do "culpado", ou caso os trabalhadores se recusassem a denunciá-lo, descontar no ordenado de todos os empregados.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

1975-12-28 - CAMARADAS ANTIFASCISTAS PRESOS - Militares

CAMARADAS ANTIFASCISTAS PRESOS

A COMISSÃO DE LUTA DO R.A.S.P., AQUI PRESENTE NESTA VIGÍLIA CONJUNTAMENTE COM OS VOSSOS FAMILIARES, GOSTARIA DE VOS DIRIGIR ALGUMAS PALAVRAS:
PRIMEIRAMENTE, SAUDAR-VOS FRATERNALMENTE PELA VOSSA ACÇÃO DESENVOLVIDA NO PASSADO E NO PRESENTE DE APOIO A LUTA QUE O NOSSO POVO TRAVA CONTRA O FASCISMO E O IMPERIALISMO.
ACTUALMENTE OS REACCIONÁRIOS LANÇAM O SEU ÓDIO CONTRA VÓS, DIFAMANDO-VOS E INSULTANDO-VOS DE CONTRA-REVOLUCIONÁRIOS. NÃO DEVEIS DESANIMAR!
ISTO ACONTECE SEMPRE AQUELES QUE SE LANÇAM NO JUSTO CAMINHO DE SERVIR A CAUSA DO POVO.
DEVEREIS, POR ISSO CONSERVAR SEMPRE A VOSSA MORAL REVOLUCIONARIA!
O POVO JÁ COMEÇA A COMPREENDER O QUE FOI O 25 DE NOVEMBRO E CON­FIEM QUE NA DEVIDA ALTURA NÃO DEIXARÁ DE VOS APOIAR E DE LUTAR PELA VOSSA LIBERDADE.
NÓS, A COMISSÃO DE LUTA DO R.A.S.P., TUDO FAREMOS PARA COMBATER AS CALUNIAS E OS INSULTOS QUE OS REACCIONÁRIOS SOBRE VÓS LANÇAM ATRAVÉS DOS ÓRGÃOS DE INFORMAÇÃO.
PARA TERMINAR, CAMARADAS, PEDIMOS-VOS QUE MANTENHAM A CONFIANÇA NO NOSSO POVO.
VIVAM OS OFICIAIS E SARGENTOS PROGRESSISTAS!
UBERDADE PARA OS ANTIFASCISTAS PRESOS!
OPERÁRIOS, CAMPONESES, SOLDADOS E MARINHEIROS, UNIDOS VENCEREMOS!

VILA NOVA DE GAIA, 28 DE DEZEMBRO SE 1975
A COMISSÃO DE LUTA DO R.A.S.P.

1975-12-00 - Viva a Revolução Nº 08 - II Série - UJECML

SITUAÇÃO POLÍTICA
NÃO RECUAR NEM UM MILÍMETRO NAS CONQUISTAS POPULARES!

Escorraçar os Social-fascistas!
No dia 24 de Novembro foram colocadas barragens nas estradas que levam a Lisboa, na sequência de um Plenário Nacional de agricultores. Nesse Plenário os latifundiários que o dirigiam, e que frisavam bastante «o direito às suas terras» ocupadas pelos trabalhadores agrícolas, manipularam a assembleia e todos os camponeses que estavam presentes, fazendo com que todas as votações fossem por unanimidade, pois- ai de quem se opusesse aos seus intentos e à sua tão bem maquinada operação. Foram os grandes agrários auxiliados por fascistas notórios quem esteve mais activo a fazer as barragens, quem se passeava de grandes carros a comunicar entre as várias estradas. Esta acção preparada e dirigida pela direita fascista teve por objectivo responder à ampla ofensiva levada a cabo nos últimos tempos pelos social-fascistas, atiçando ainda mais a divisão entre o povo. português, dizendo, como se ouvia nas barragens, que «Portugal é de Rio Maior para cima» e que «para baixo é Moscovo».

1975-12-00 - TEXTOS DO MOVIMENTO COMUNISTA INTERNACIONAL - O Grito do Povo

TEXTOS DO MOVIMENTO COMUNISTA INTERNACIONAL

O DEZEMBRO VERMELHO NA POLÓNIA

Durante o mês de Dezembro de 1970, precisamente há cinco anos, nas cidades portuárias de Gdanz, Gdynia, Sopot e Szczecin, bem como em outras cidades polacas, deu-se um levantamento geral da classe operária contra a dominação de Gomulka, representante da nova burguesia no poder desde 1956. Estas manifestações rebentaram após o anúncio feito pelo Governo da subida dos preços dum serie de produtos de consumo, sobretudo alimentares. O preço da carne aumentaria cerca de 17£%, a farinha 16%, o leite 8%, a la e o algodão 14,5%, o carvão 14%, o peixe 12% e o café 92%.
Desde o anúncio da subida dos preços, a 14 de Dezembro, os operários dos portos na vais entraram em greve e mobilizaram os estudantes das universidades para organizarem, em conjunto, manifestações de protesto. Entoavam "A INTERNACIONAL" e gritavam "ABAIXO GOMULKA", "PÃO" e "LIBERDADE",
As autoridades revisionistas enviaram o exército e a policia que mataram dezenas e dezenas de manifestantes e feriram muitos outros.

1975-12-00 - Estrela Vermelha Nº 22 - PCP(m-l)

É preciso tirar todas as lições sobre o social-imperialismo russo e o social-fascismo cunhalista

Dezanove meses já mostraram como militares e civis adeptos da independência nacional e da democracia têm de ter uma noção clara das manhas a nível político e militar do seu inimigo principal, o social-imperialismo russo, coadjuvado pelos seus lacaios «nacionais». Quem quiser lutar eficazmente contra os nazis dos nossos dias não pode andar às apalpadelas como muitos andaram desde o 25 de Abril, à procura de uma perspectiva política com a qual não sabem onde são conduzidos.
O «movimento dos capitães» começou por ser um movimento meramente reivindicativo dos próprios capitães, o que não valia grande coisa em si. Desandou para um movimento liquidatário das colónias, o que foi uma boa coisa. Em seguida, desandou para um movimento democrático, o que foi melhor. E em seguida desandou para um movimento patriótico, o que foi melhor ainda. Liquidador das colónias, democrático e patriótico - eis o que de positivo poderia ter o «movimento dos capitães».
Com a «dinâmica do processo revolucionário», os sociais-fascistas cunhalistas montaram-se às cavalitas dos capitães do 25 de Abril e, de inventona em inventona, prosseguindo a sua escalada, foram-se preparando para a guerra civil e a tomada do poder.

1975-12-00 - "Bulletin em français du MRPP dans L'Emigracion Nº 6


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domingo, 27 de dezembro de 2015

1975-12-27 - Tribuna do Congresso Nº 11

O CONGRESSO PREPARA-SE EM AMPLA DEMOCRACIA
CONFERENCIA REGIONAL DO NORTE

ACTA
Com a presença de várias dezenas de delegados do CMLP, OCMLP e ORPC(M-L) decorreu com muito entusiasmo e fervor revolucionário a I Conferência Regional do Norte preparatória do Congresso de Reconstituição do nosso Partido.
Estavam representadas células de grandes empresas, de localidades e bairros, diversos organismos intermédios, sendo operários a grande maioria dos delegados. Estiveram ainda presentes sete observadores.
A Conferência iniciou-se com a verificação do mandato dos delegados, seguindo-se a eleição da mesa (1 delegado da COMORG e 2 membros da Com. Org. Regional) e a aprovação da ordem de trabalhos. A ordem de trabalhos viria a ser alterada, não sendo possível a discussão de duas teses — a tese «A Revolução no Mundo...» e a tese sobre a Revolução Democrática Popular, em parte devido à extensão do debate das outras teses e estatutos, em parte devido a deficiências na direcção dos trabalhos. No entanto, ficaram registadas nas actas as posições escritas de diversos organismos sobre essas duas teses.

1975-12-27 - COMUNICADO Nº 8 DOS CIVIS E MILITARES PROGRESSISTAS DETIDOS-SEQUESTRADOS EM CUSTÓIAS;

COMUNICADO Nº 8 DOS CIVIS E MILITARES PROGRESSISTAS DETIDOS-SEQUESTRADOS EM CUSTÓIAS;

Na sequência dos comunicados anteriormente emitidos, sempre com o objectivo principal de informar o Povo Português sobre a verdade dos acontecimentos relacionados com o "25 de Novembro” e porque parece necessário divulgar também algumas das arbitrariedades do regime a que estão sujeitos, (para melhor enquadrar as atitudes tomadas pelos órgãos do poder), os Civis e Militares progressistas detidos-sequestrados em Custóias, comunicam?
- Contrariamente ao que foi publicado em certa imprensa de 24 DEZ 75, não terminou o regime de isolamento e incomunicabilidade para alguns Camaradas;
2º - Neste momento, TODOS, SEM EXCEPÇÃO, estão sujeitos a esse desumano regime prisional, (desde o dia em que foram detidos, há já um mês),com as seguintes consequências;
a) - Estão encerrados 24 horas por dia numa cela fria e húmida, com apenas 4 m2 úteis!
b) – Não podem ter rádios-receptores ou gravadores;

c) – Não podem receber jornais ou revistas;

1975-12-27 - Luta Popular Nº 176 - MRPP

A POLÍTICA ANTI-POPULAR DE «AUSTERIDADE» PREPARA UM NOVO AUGE DO MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO

Em Agosto de 1974 o malogrado “companheiro" Vasco lançou ao país um pungente apelo no sentido de que todo o povo se sujeitasse a apertar o cinto, dado que o “processo revolucionário" exigia “uma devoção e um patriotismo capazes de fazer aceitar a todos, mas a todos, os maiores sacrifícios, quer na austeridade em que teremos que nos habituar a viver, quer no trabalho, muito trabalho, a que temos que nos entregar...”. Chamava-se a isso a “política de verdade”.
Passaram-se os tempos e os governos, mas, graças à providência, continuamos a ter governantes “verdadeiros" que nos asseveram: “fiel à sua política de verdade e de reconstrução nacional, o VI Governo não hesitou em pedir ao País a aceitação voluntária e consciente de alguns sacrifícios”.
Dir-se-á que os diversos governos provisórios distribuem ao povo “verdade" à descrição, dado que essa “verdade” não lhes custa dinheiro. Mas é preciso ver também que ao apresentar ao povo o estado de decadência a que chegou o seu sistema de produção e circulação, a burguesia tenta apontar-lhe a “verdade" da sua classe, ou seja, a de que a única salvação se encontra na reconstrução desse sistema caduco e não na edificação de um novo assente em bases inteiramente distintas.

1975-12-00 - Boletim CRUAF TLP Nº 01

EDITORIAL
É URGENTE UNIR OS TRABALHADORES

Nunca, tanto como agora, após o 25 de Abril se fez sentir o perigo do regresso do fascismo.
Enfraquecidas as posições dos militares revolucionários dentro das Forças Armadas, pela vaga de saneamentos e prisões em consequência dos acontecimentos do 25 de Novembro, menos garantida fica unta resposta pronta e eficaz às actividades terroristas e clandestinas desenvolvidas pelas organizações fascistas ELPs; MDLP, etc...
Como explicar que órgãos do Poder afirmando o desejo de continuar a Revolução rumo ao Socialismo, reprimam militares e civis revolucionários, organizações sindicais e, ao mesmo tempo, libertam fascistas tais como, Silva Cunha, e ofereçam a liberdade a Kaúlza de Arriaga? Como compreender que criminosos agentes da repressão fascista gozem dentro das «prisões» de facilidades que lhes permitem organizar fugas massivas (tal como sucedeu em Alcoentre), que seja facilitada a fuga a Ten­reiro, enquanto antifascistas presos em Custóias e noutros pontos, são mantidos em isolamento e sem possibilidade de visitas dos familiares e amigos?

sábado, 26 de dezembro de 2015

1975-12-26 - Indonésia invade TIMOR-LESTE pela 2ª vez

Indonésia invade TIMOR-LESTE pela 2ª vez

30.000 PARAQUEDISTAS E FUZILEIROS NAVAIS INDONÉSIOS ASSALTAM DILI, BAUCAU E SUAI.
Com o apoio de 30 barcos de guerra, vários submarinos e aviões, a Indonésia lançou na noite de Natal uma segunda ofensiva con­tra a jovem República Democrática de TIMOR LESTE.
Calcula-se que cerca de 10.000 pessoas, mulheres e crianças na sua maioria, tenham sido massacradas nas vilas de Liquiçá e Maubara.
Entretanto a luta continua em Dili e Baucau, estando as forças nacionalistas timores, sob a liderança da FRETILIN, a oferecer heróica resistência apesar da grande superioridade das forças invasoras.
Calcula-se que da primeira invasão, iniciada no dia 7 de Dezembro, mais de metade dos 15.000 militares indonésios que participaram no assalto a cidade de Díli foi dizimada.
Em consequência dessa vitória das forças nacionalistas timores, o governo de Djacarta accionou o segundo plano de invasão maciça da República Democrática de TIMOR LESTE.

1975-12-00 - Luta Comum Nº 01 - Emigrantes

Editorial

O direito à reforma
LUTA COMUM e um jornal de emigrantes para emigrantes e como tal pretende estar ligado as justas reivindicações dos trabalhadores portugueses em Inglaterra.
No futuro esperamos ser um elo de ligação entre os portugueses que como nos foram obrigados a emigrar.
LUTA COMUM aparece porque 19 meses depois do 25 de Abril pode-se constatar o facto de que não foram os próprios emigrantes a lutar pelos seus direitos nada vai mudar nas suas condições de vida e de trabalho.
As várias instituições estatais que demagogicamente apareceram a prometer um tratamento diferente daquele que o fascismo nos impôs pouco fizeram e que tal deve-se apenas ao receio que as nossas economias não fossem enviadas para Portugal.
Qualquer emigrante se apercebe das dificuldades económicas deste país. Tanto a desvalorização da libra como o desemprego nos fazem sentir na própria carne a crise deste país e que todo o capitalismo atravessa. Duros e difíceis dias se aproximam para a classe trabalhadora inglesa; e com eles, tomando parte activa nas suas lutas, repudiando as formas fascistas desenvolvidas pela burguesia no sentido de nos dividir, estabelecendo laços de solidariedade que a nossa vitória será um facto.

1975-12-26 - Luta Popular Nº 175 - MRPP

O QUE PREPARAM AS PATERNAIS MENSAGENS NATALÍCIAS DA BURGUESIA?

Nos últimos dias e nos mais variados tons, todos os principais dignatários do governo e das autoridades burguesas têm enfiado olhos e ouvidos adentro dos trabalhadores deste país para lhes dar paternalmente “bons” e “generosos” conselhos.
Desde a presidência da República e do Governo até aos secretários de estado, passando por vários ministros, a miséria é a mesma: “a economia está mal, o comércio externo está mal, a balança comercial está mal, a indústria está mal”, logo, “é preciso ter paciência, apertar o cinto e aguentar alegremente como supremo e inevitável sacrifício nacional”, o aumento ainda maior do desemprego que se prepara, a subida galopante dos preços, o aumento dos impostos já decretado e o congelamento dos salários. A tudo isto, chamam os distintos e distantes governantes - usando uma metáfora tão cara ao hipócrita vocabulário da burguesia - “medidas de austeridade”...
Simultaneamente os revisionistas, enquanto os seus pares de governo se encarregam dos aspectos “teóricos”, eles tratam das questões “práticas”. E apregoando que agora a altura é de “defensiva” e de “saber recuar”, lançam-se freneticamente na tentativa de impedir e trair toda e qualquer manifestação da crescente e poderosa revolta do proletariado e das massas. Depois da aventura golpista para a qual procuraram sem êxito arrastar as massas populares, os social-fascistas esmifram-se por demonstrar ao outro sector da burguesia que podem continuar a ser um seu fiel agente e cão de fila contra os operários - condição do controlo entre as duas superpotências firmado para que os lacaios do social-imperialismo possam continuar a sentar-se à mesa do orçamento.

1975-12-00 - Juventude Nº 08 - U.J.C

A juventude luta confiante

Apesar dos contratempos e alterações no plano da forças politicas, em resultado dos acontecimentos de 25 de Novembro e consequente avanço das forças de direita (militares e civis), a juventude trabalhadora portuguesa que tão intensamente tem vivido a Revolução, continuará a lutar com ânimo e determinação para que sejam defendidas as grandes conquistas populares e as liberdades democráticas tenaz e duramente conquistadas.
Para os que sonham com o regresso ao passado, afirmamos convictos; Não mais aceitaremos as imposições arbitrárias e anti-populares de qualquer regime de direita.
Foram demasiado longos e duros os anos de repressão, de exploração e miséria. O nosso coro de luta ganhou aí raízes e os magníficos combates que travámos, sujeitos às mais ousadas brutalidades, perseguições e torturas, são um exemplo bem vivo de que jamais nos dobraremos a tudo e a todos os que queiram aniquilar as conquistas maravilhosas do nosso povo e da nossa revolução.
O desvio à direita de certos partidos políticos e a acção irresponsável de forças esquerdistas, causaram prejuízos profundos ao desenvolvimento da vida democrática portuguesa.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

1975-12-25 - CAMPANHA DE FUNDOS - UJC


1975-12-25 - TRABALHADORES DO MAR SAÚDAM O NOVO ANO RETOMANDO A SUA JUSTA LUTA! - MRPP

TRABALHADORES DO MAR SAÚDAM O NOVO ANO RETOMANDO A SUA JUSTA LUTA! 
a nossa posição face ao cct!

CAMARADAS
A Marinha Mercante tem travado grandes lutas contra a desenfreada exploração capitalista. Estás lutas valeram-nos o reconhecimento e o apoio da classe operaria e do povo, pois que com as vitorias alcançadas demos uma boa ajuda a Revolução Democrática Popular.
Nesta quadra Natalícia e de fim de ano, quadra de alienação, os Trabalhadores do Mar resolveram saudar a classe operaria e o povo e o novo ano à boa maneira proletária, com a LUTA.
A luta que agora foi reacesa pelos Trabalhadores do Mar e justa. Ela é o seguimento de outras lutas que antes foram travadas pelas justas aspirações que agora voltamos a reivindicar. Ela é consequência da heróica luta dos Trabalhadores, da CNN/Mar que ao fim de 44 dias de greve não aceitaram a esmola que a burguesia pretendia dar para os calar. Eles não se calaram e a sua voz começou a ecoar em conjunto com os Trabalhadores de outras companhias que tinham sido enganados.

1975-12-00 - Boletim Informativo Nº 02 - AFMRP

Editorial

Em 25 de Abril de 1974 caiu o fascismo em Portugal, volvidos que são 20 meses os nossos familiares os que mais se empenharam no seu derrube, são hoje as primeiras vitimas do seu ressurgimento. Os que, em 25 de Novembro saíram de armas na mão para atacarem os seus próprios companheiros, esses, não foram os nossos familiares. O 25 de Novembro não foi um golpe de esquerda, nem os nossos familiares tiveram qualquer participação contra-revolucionária; disso, temos a certeza.
Uma rápida análise faz-nos lembrar o que tem sido a nossa luta e dá-nos a força necessária para continuar enquanto não forem libertados e reabilitados publicamente aqueles que tudo arriscaram pelo avanço da revolução, com a mesma pureza com que, juntamente com outros camaradas a sonharam e concretizaram em 25 de Abril de 1974.
A finalidade da nossa luta não e simplesmente libertar da cadeia os nossos familiares, vamos mais longe: nós queremos que toda a verdade seja aclarada desde a elaboração dos inquéritos ao julgamento publico, através do qual o povo português tenha conhecimento de quem de facto maquinou o 25 de Novembro.

1975-12-00 - ACERCA DA LUTA ANTI-IMPERIALISTA - A Causa Operária

PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL

ACERCA DA LUTA ANTI-IMPERIALISTA
(Publicado no órgão central do Partido, «A Classe Operária» de Julho de 1973)
EDIÇÕES «A CAUSA OPERÁRIA»
DEZEMBRO 1975

   — Artigo de «A Classe Operária», órgão central do Partido Comunista do Brasil Julho de 1973

A questão da frente única, dos métodos, da direcção e das perspectivas da luta anti-imperialista adquire uma importância cada vez maior. É um problema fundamental para os revolucionários de todo o mundo. Nunca como hoje foi tão veemente a condenação do sistema que transformou um punhado de países ricos e altamente industrializados em exploradores e opressores da maioria da população do globo. Dos cinco continentes erguem-se protestos contra a acção nefasta e agressiva do capital monopolista. O desejo de progredir, de viver com liberdade, de sacudir o jugo estrangeiro e salvaguardar os princípios de soberania e independência apoderou-se de muitas centenas de milhões de seres humanos. A luta anti-imperialista converteu-se num dos fenómenos mais relevantes da época contemporânea.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

1975-12-24 - Tribuna do Congresso Nº 10

AMPLA DEMOCRACIA
CONFERÊNCIA REGIONAL DA MARGEM SUL
ACTA RESUMIDA DA CONFERÊNCIA DA M. SUL

Nos dias 20, 21 e 22 de Dezembro reuniu-se, por convocação da Comissão Regional de Mandatos, a Conferência da Margem Sul preparatória do Congresso de Reconstituição do Partido Comunista,
Na conferência tomaram parte 80 camaradas, provenientes do CMLP, OCMLP e ORPC (ML), sendo 73 por cento delegados eleitos tias assembleias de célula e os restantes membros dos comités regionais das três organizações e alguns membros dos seus comités centrais. Participaram ainda como observadores, sem direito a voto, 2 outros militantes de uma célula. Dois terços dos camaradas presentes eram operários, representando nesta conferência todas as grandes empresas da região: CUF, LISNAVE, CP, SETENAVE, SIDERURGIA, ARSENAL, PARRY & SON, etc.
A conferência decorreu com entusiasmo, grande ordem e espírito de fraternidade comunista, sob o lema «Tudo pelo Partido. Tudo pelo Congresso», produzindo os melhores resultados. Foi uma grande manifestação da força invencível do marxismo-leninismo e do triunfo do espírito de Partido.

1975-12-24 - Luta Popular Nº 174 - MRPP

PINHEIRO DE AZEVEDO NA R.T.P.:
AS PROMESSAS DE FOME DA BURGUESIA

Pinheiro de Azevedo falou ao país, traçando um quadro da situação geral em que se encontra á burguesia. Estamos em período de balanço e este, tal como o próprio 1.° ministro reconhece, não traçou uma perspectiva optimista para o futuro. Tal como a esmagadora maioria das medidas ultimamente tomadas pela burguesia, este discurso incidiu na generalidade sobre a economia do país. Isso prova desde logo as incidências políticas e sociais que provoca a grave crise económica porque atravessa a sociedade capitalista portuguesa. Toda a política é a expressão concentrada de uma determinada economia. E não há dúvida que o discurso político de Pinheiro de Azevedo expressa todo um sistema económico que abre falência por todo o lado, a que ele e o governo que comanda procuram pôr remendos.
Desde logo Pinheiro de Azevedo lança uma torpe calúnia sobre os operários deste país quando intenta atirar para cima de nós as, razões de toda esta situação. É que para o 1.° mi­nistro é a rápida subida dos salários que origina grandes dificuldades nas grandes empresas e a falência de grande número das pequenas empresas. Esta argumentação do 1.° ministro já é velha, ele retoma-a de todos os economistas burgueses, de todos os chefes da burguesia deste país, para quem a razão da existência da riqueza nas mãos da burguesia não é a exploração desenfreada da força de trabalho dos operários e camponeses. Sendo assim, para eles, as reivindicações colocadas pelos operários não são reivindicações justas vindas da parte de quem tudo produz e nada tem, mas ao contrário, “exigências inadmissíveis que colocam as empresas numa situação crítica”. O sistema capitalista está em crise. E essa crise é motivada por um lado pela aguda luta que a classe operária tem travado pela sua emancipação e por outro lado devido às próprias leis que regem o sistema do capital.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

1970-12-00 - O Comunista Nº 08

O ARREPENDIMENTO DA “FRENTE”

Discutir o problema da "Frente" de Argel, porquê para quê?
O "golpe de Estado" significa uma modificação importante no xadrez político nacional, ou trata-se, simplesmente, de mais um episódio da desagregação do revisionismo?
Que tem a extrema-esquerda a ver com esta "revolução apalaciana"?
Qual a posição correcta dos marxistas-leninistas em relação a esta história?
Montada de todas as peças, dirigida e teleguiada pelo P."C".P., a "FRENTE" de Argel foi um aparelho ao serviço do revisionismo. Canalizando os seus esforços no sentido da denuncia dos militantes marxistas-leninístas(1).
Evoluindo nos últimos dois anos para soluções de 3ª via revolucionária, directamente inspiradas do castrismo, a "Frente" de Argel não foi até hoje senão um grupo de gente bem instalada, desligada das massas e das realidades concretas, demagógica(2) e "politiqueira".

1975-12-23 - Luta Popular Nº 173 - MRPP

O DESEMPREGO RESOLVE-SE EMIGRANDO?

Quinhentos mil homens e mulheres desempregados estiveram ontem em causa na intervenção do eng. Tito de Morais, secretário de Estado do Desemprego. Não se ficou a saber bem se o sr. Tito de Morais veio à televisão justificar a situação existente ou apresentar vias para a resolução do problema, porque o Secretário de Estado do Desemprego conseguiu vir à televisão sem que no entanto tenha dito algo que possa convencer das suas intenções não só os desempregados, mas qualquer pessoa que o tenha ouvido.
Pela voz do sr. Tito de Morais é a crise do Capital, é a impotência da burguesia que nos entrou pelos olhos dentro. Porque não bastam as boas vontades, e não se duvida da boa vontade do Secretário de Estado do Desemprego, só que com boas vontades não vamos a lado nenhum, sendo que a própria boa vontade expressa desta forma encobre as raízes do problema e impede que se clarifique a forma científicas de o resolver.
Qual a razão do desemprego?

1975-12-23 - Combate Socialista Nº 26 - II Série - PRT

1º aniversário
O COMBATE SOCIALISTA DO PRT

Com este número, Combate Socialista encerra o agitado ano de 1975 e completa o seu primeiro aniversário. Duas razões portanto para olhar para o caminho percorrido e para tirar algumas conclusões.
Em 19 de Dezembro de 1974 comprometemo-nos a estar quinzenalmente na rua. Este número 26 permite-nos dizer que cumprimos. E podemos dizê-lo com maior segurança, porque já faz um mês que começámos a sair semanalmente.
COMBATE SOCIALISTA PELA REVOLUÇÃO OPERÁRIA
Tomando uma sentida reivindicação, Combate Socialista diz BASTA DE GOVERNOS, CONSELHOS DA REVOLUÇÃO E PLANOS QUE NINGUÉM VOTOU. Esta posição é coerente com a oposição que mantivemos contra todos os Governos Provisórios, governos burgueses que se mostraram incapazes de satisfazer as necessidades das massas exploradas e de respeitar realmente a vontade popular. Por não termos apoiado Vasco Gonçalves nem Pinheiro de Azevedo, pudemos combater os diversos planos anti-operários que conhecemos ao longo deste ano desde o "Programa Económico de Emergência" aprovado em Janeiro, até ao actual Plano de fome anunciado por Pinheiro de Azevedo, passando pela odiada "Batalha da Produção" que o IV e V Governos pretenderam impor. Das nossas páginas apoiámos, sem sectarismos divisionistas, desde as caluniadas lutas da TAP, dos camarários, químicos, da CNN alguns meses atrás, até as não menos caluniadas lutas dos metalúrgicos e da construção em Novembro. E destas colunas recusámos sempre os "Pactos" anti-democráticos e as medidas com as quais o MFA institucionalizava o seu papel de medianeiro entre a burguesia por um lado e os dirigentes comunistas e socialistas por outro, para manter um Governo frente-populista que limitasse os direitos democráticos e afastasse as massas trabalhadoras da luta para governarem o país directamente e sem tutelas.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

1970-12-00 - BANDEIRA VERMELHA Nº 1 - MRPP

BANDEIRA VERMELHA
ÓRGÃO TEÓRICO CENTRAL DO M.R.P.P.

Editorial
“Como ligar uma à outra a teoria marxista-leninista e a realidade da revolução chinesa? É preciso, para utilizar uma expressão corrente, ‘disparar a sua flecha visando o alvo’.
O marxismo-leninismo está para a revolução chinesa como a flecha para o alvo. Ora alguns dos nossos camaradas ‘disparam a sua flecha sem visar o alvo’, disparam ao acaso. Tais camaradas corram o risco de comprometer a causa da revolução. Outros contentam-se em mirar e remirar a flecha entre os dedos exclamando: ‘que bela flecha! Que bala flecha!’ mas não tem a mínima intenção de a disparar. Não são, no fundo, mais do que simples apreciadores de quinquilharias que não querem saber da revolução para nada. Devemos lançar a flecha do marxismo-leninismo tendo por objectivo a revolução chinesa. Se este ponto não for esclarecido, o método teórico do nosso Partido jamais poderá elevar-se e a revolução chinesa triunfar."
MAO-TSE-TUNG

1975-12-22 - Luta Popular Nº 172 - MRPP

A LUTA DOS TRABALHADORES DO PÃO:
UM INQUÉRITO PARA ESCONDER OS PROBLEMAS DO PÃO!

Na defesa dos interesses dos consumidores, que toda a vida comeram o pão duro e que «o diabo amassou», os trabalhadores do pão resolveram no passado mês de Outubro levar à prática o horário diurno: foi uma grande alegria para os padeiro e uma prova da força inesgotável da classe operária; para o povo foi e é a possibilidade de ter pão fresco duas vezes ao dia.
Dos governos do «companheiro» Vasco ao do almirante «sem medo», sempre o governo da burguesia boicotou a aplicação do horário diurno, invocando demagogicamente a «defesa» dos interesses do consumidor para justificar tal atitude.
Uma vez posto em prática o novo horário por imposição das massas e aberto assim o caminho para avançar na aplicação do controlo operário e da semana das 40 horas, logo as revisionistas se encarregaram de quebrar a energia revolucionária das massas, de evitar que essa mesma energia continuasse a ser liberta e desenvolvida, tratando de puxar a luta para trás. Pretendeu tal canalha utilizar os padeiro como tropa de choque no plano do golpe de 25 de Novembro, tentando convencê-los que deviam lutar por uma portaria que decretasse o horário que eles já haviam posto em prática.

1975-12-22 - O Grito do Povo Nº 062 - I Série - OCMLP

VIVA A II CONFERENCIA NACIONAL DA OCMLP!
VIVA O PARTIDO!

Realizou-se nos dias 13 e 14 de Dezembro de 1975, a II Conferência Nacional da Organização Comunista Marxista-Leninista Portuguesa. Reunindo mais de 200 delegados vindos de todo o continente e ilhas, constituíram uma jornada de grande vigor revolucionário e de triunfo do marxismo-leninismo.
A Conferência iniciou-se, com a Internacional, hino dos proletários de todo o mundo e com um minuto de silêncio em honra ao nosso querido camarada Joaquim Leal, assassinado pelas balas dos comandos.
A Conferência demonstrou total unidade interna da OCMLP na luta contra o oportunismo, desmascarou o ulti­matum cisionista dos CC da ORPC e CMLP e decidiu lutar pela unidade entre os marxistas-leni­nistas, avançando para a organização do Congresso que reconstituirá o PARTIDO COMUNISTA MARXISTA-LENINISTA PORTUGUÊS.
A única divergência que ficou de pé no fim do amplo debate, assentou na quota-porta de responsabilidade do CC da OCMLP na consumação da ruptura entre as organizações.

1975-12-22 - COMUNICADO "As medidas de austeridade" - CDS

CENTRO DEMOCRÁTICO SOCIAL - CDS LARGO DO CALDAS, 3 - LISBOA
155/CDS/75
22/12/75

COMUNICADO
"As medidas de austeridade"
"Todos lemos ontem mesmo, nos jornais da tarde, uma extensa lista de medidas tomadas pelo VI Governo no âmbito duma política dita de austeridade. Algumas são indispensáveis e indiscutíveis; outras são aceitáveis mas vêm tarde de mais para poderem ser úteis outras ainda não são adequadas à actual situação da nossa conjuntura económica e vão revelar-se nocivas.
O CDS não deixará de estudar a nova política económica do Governo e de sobre ela se pronunciar oportunamente. Para já, adiantarei por minha parte duas ou três observações preliminares, primeiras por que motivo só agora se preocupa o Governo com a crise económica? Não era já evidente, no Verão do ano passado, que a economia portuguesa se estava a arruinar? Como vai o Governo indemnizar o Pais por estes dezasseis meses de negligência económica e financeira?

1975-12-00 - Seara Nova Nº 1562

25 DE NOVEMBRO
- UM, DOIS, MUITOS PASSOS ATRÁS

Desde a queda do regime salazarista-caetanista assiste-se a uma «guerrilha» permanente, pontuada por confrontos violentos, de natureza e espectacularidade muito diversa, que corresponderam a outros tantos avanços ou recuos mais pronunciados, por vezes decisivos, da esquerda quer no plano predominantemente económico, quer no plano predominantemente político, embora os resultados se reflectissem desigualmente por todo tecido sócio-económico. Estão neste caso o «golpe Palma Carlos», o 28 de Setembro, a questão da unicidade sindical, o 11 de Março, o pronunciamento de Tancos e o 25 de Novembro.
Se o «golpe Palma Carlos» tem como consequência a afirmação do MFA como vanguarda das Forças Armadas e a coesão dessa vanguarda fica reafirmada e reforçada no 28 de Setembro, o pronunciamento de Tancos é a sua fractura e o 25 de Novembro anula as tendências que já estavam afastadas, embora sem terem perdido muito do seu peso político-militar.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

1975-12-21 - VIVA O 96º ANIVERSÁRIO DO NASCIMENTO DE ESTALINE - MRPP

VIVA O 96º ANIVERSÁRIO DO NASCIMENTO DE ESTALINE

O dia 21 de Dezembro é uma data querida dos povos de todo o Mundo. Foi nesse dia que nasceu José Estaline, e hoje, após a sua morte, a sua memória é uma chama viva que incendeia os corações dos povos revolucionários que, trilhando o seu caminho, seguindo, o seu exemplo e levantando bem alto a sua bandeira, marcham até a vitória final.
Após a morte de Lenine, foi Estaline quem salvaguardou, desenvolveu e continuou a causa do leninismo, na luta tenaz e persistente contra todos os inimigos que, do interior e do exterior, tentaram destruir o poder soviético. Estaline foi um grande dirigente e educador do proletariado russo e um defensor intransigente da grande causa do socialismo e da emancipação dos povos oprimidos.
A Direcção do Cineclube Vilafranquense, consciente do imenso carinho votado pelas amplas massas, à figura de José Estaline, quis associar-se ao amplo movimento de comemorações desta grandiosa data, e nesse sentido realiza uma secção aberta com a projecção e debate do filme "Alexandre Devsky”, de Eisenalein, filme este que constitui um exemplo do grandioso trabalho de edificação do socialismo levado a cabo pelo proletariado soviético sob a direcção de Estaline.

1975-12-21 - QUE VIVA ESTALINE! - MRPP

QUE VIVA ESTALINE!

ESTALINE VIVE NO CORAÇÃO DO POVO

No dia 21 de Dezembro em 1975, celebrar-se-á em todo o mundo o nascimento de José Estaline.
José Estaline foi, o grande dirigente do proletariado e do povo da União Soviética, e foi sob a sua direcção que se criou o primeiro estado socialista do mundo.
Estaline, foi implacável contra todos os inimigos da pátria socialista e evidentemente da ditadura do proletariado.
Estaline é a pedra de toque que demarca os marxistas-leninistas e os revolucionários de todos os revisionistas, neo-revisionistas, trotskystas e demais traidores.
Em Portugal, a classe operária e o Povo sente uma enorme admiração e carinho por este seu educador.
Festejar Estaline, é tomar o seu Partido, da sua causa, da vitória do Socialismo, do rumo que assinalou à Humanidade, é tomar o partido dum amigo íntimo, já que a maioria dos homens vive actualmente no sofrimento e não pode libertar-se, a não ser seguindo a rota indicada por Estaline. É empunhando a bandeira de Estaline, que o proletariado e o povo português, com o M.R.P.P. à sua cabeça fará a REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA E POPULAR!
QUE VIVA ESTALINE!

ZONA ESTALINE DO MRPP

1975-12-21 - INFORMAÇÕES OPERÁRIAS Nº 1 - LCI

ENTREVISTA COM UM SOLDADO OCUPANTE DO RALIS

Desde o 25 de Novembro que todas as informações acerca dos nossos camaradas soldados foram abafadas para esconder a onda de repressão que varre os quartéis, as "licenças" compulsivas e as detenções arbitrárias. Além disso os oficiais reaccionários proíbem praticamente todas as saídas para evitar contactos entre soldados e trabalhares» pois conhecem o perigo.
Constitui uma solidariedade que amanhã pode levar os soldados a recusar desalojar os trabalhadores em luta ocupantes da sua empresa, dum infantário ou duma só casa.
"INFORMAÇÕES OPERÁRIA" pública esta entrevista com um camarada soldado ocupante do RALIS pois ela é mais uma prova que o movimento revolucionário dos soldados não está derrotado.
P: QUAL A SITUAÇÃO ACTUAL NO RALIS? O QUE ACONTECEU À GUARNIÇÃO AQUARTELADA?
QUEM É QUE OCUPA AGORA O RALIS?

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