sábado, 31 de outubro de 2015

1975-10-31 - COMÍCIO Pav. Desp. - MES


1975-10-31 - COMÍCIO Pav. Desp. - MES


1975-10-31 - O Grito do Povo Nº 054 - I Série - OCMLP

UNIR OS CAMPONESES AOS CAMPONESES FAZER A REVOLUÇÃO!

Vários milhares de operários, camponeses, outros trabalhadores e intelectuais revolucionários, militantes e simpatizantes da causa do Comunismo e da Revolução estiveram presentes no comício realizado pela OCMLP em Lisboa, no Pavilhão do Clube Atlético Campo de Ourique, no passado dia 26 de Outubro.
Este Comício não foi apenas mais uma vigorosa demonstração de força, vitalidade e unidade revolucionárias. Foi uma manifestação política que se reveste do mais elevado significado, dentro da actual situação política e do presente processo unificador que se vive nas fileiras do movimento marxista-leninista, limiar do Partido que ao fim de 11 anos de duro trabalho irá ser reerguido da lama em que a traição revisionista da camarilha de Cunhal havia atolado o Partido de Bento Gonçalves, José Gregório e Militão Ribeiro.

A realização deste Comício, o primeiro sob o reinado do 6.º Governo reaccionário e de traição nacional teve por primeiro e principal objectivo a definição clara das mais prementes tarefas dos marxistas-leninistas, lace à instabilidade da situação política e à ameaça crescente da guerra civil reaccionária em que os lacaios das duas superpotências imperialistas procuram mergulhar o nosso Povo.

1975-10-31 - POVO/MFA - GRANDE MANIFESTAÇÃO


1975-10-31 - A Causa Operária Nº 18 - ORPC(ml)

OS CAMPONESES DO NORTE E CENTRO LUTAM POR UMA VIDA MELHOR

(Intervenção de um camponês comunista no comício da ORPC m-l no Porto)
Os camponeses do Norte e centro do País são uma parcela do nosso Povo sem a qual não há vitória possível na luta pela Liberdade e pelo derrube da opressão do grande capital, dos grandes agrários e do imperialismo. Unir os operários com os camponeses numa aliança indestrutível é a condição da vitória, e para isso é preciso ter uma ideia muito clara do que significa esta aliança. É por isso que temos de conhecer como vive a massa dos camponeses explorados do Norte e centro do País.
A situação dos camponeses pobres no Norte e Centro do país tem vindo a agravar-se desde o 25 de Abril. A grande massa dos camponeses do Norte e Centro do país é constituída por uma grande maioria de caseiros e de pequenos proprietários independentes, seguida de uma percentagem de jornaleiros que vivem em condições muito miseráveis. Esta grande massa de camponeses é explorada, directa ou indirectamente, por uma minoria de grandes proprietários e rendeiros capitalistas, e por toda uma rede de agentes parasitas — os odiados intermediários.

1975-10-31 - 12 Outubro Nº 15 - FREP

PLATAFORMA DE LUTA PARA O ENSINO SECUNDÁRIO

Desencadeemos o ataque em todas as frentes!
Preserveremos na Frente Única Democrática Popular!
Um novo auge do movimento revolucionário dos estudantes prepara-se em todo o País. Começam já as primeiras escaramuças duma grande batalha que vai pôr em acção com uma força irresistível, centenas de milhares de estudantes particularmente no ensino secundário.
As massas estudantis levantam-se já contra a política reaccionária de fascistas e social-fascistas que se consubstancia na paralisação das escolas, no desemprego em massa de professores, no envio para o «serviço cívico» trabalho forçado de dezenas de milhares de estudantes, incapaz de governar como se em contra a burguesia.
Toda a política escolar reaccionária dos sucessivos Governos Provisórios, do I ao VI, é a expressão dos interesses de classe da burguesia, da ideologia corrupta, decadente e podre que veicula, e da contradição que perpetua entre a teoria e a prática, entre o trabalho intelectual e o trabalho manual.

São os métodos de selecção que utiliza e a transformação dos estudantes em reserva social para a competição no mercado com os operários.

1975-10-31 - Jornada de Solidariedade com o Povo irmão Timor - FEML

FEDERAÇÃO DOS ESTUDANTES MARXISTAS-LENINISTAS - Organização do MRPP para a Juventude Comunista Estudantil

Jornada de Solidariedade com o Povo irmão Timor
QUARTA-FEIRA DIA-5, 21H00
Reitoria Cidade Universitária

"Neste momento começou a invasão. Cerca das cinco horas da madrugada de hoje foi feito um ataque generalizado. Alertamos a opinião pública internacional e apelamos governos países mundo fim opor-se invasão Timor-Leste forças indonésias sob a capa UDT/APODETI”, tal era a mensagem lançada de Dili pelo camarada vice-presidente da FRETILIN, fazendo o ponto da situação às 21 horas de 16 de Outubro. Mas o povo de Timor-Leste, como um só homem, dirigido pela FRETILIN e apoiado nas valorosas FALANTIL (Forcas Armadas de Libertação Nacional de Timor-Leste), após heróicos combatas contra os expansionistas de Suharto rechaçou os atares lançados contra a zona fronteiriça, assegurando assim o controlo praticamente absoluto sobre todo o território.

1975-10-31 - A LUTA E DURA, MAS NÓS NÃO VERGAMOS! - MRPP

A LUTA E DURA, MAS NÓS NÃO VERGAMOS!

Ontem dia 30 de Outubro, cerca das 6 horas da manhã, a Delegação do M.R.P.P. da Golegã foi alvo de ataque desesperado mão criminosa lançou-lhe o fogo.
Aproveitando o facto de não estar nenhum camarada no interior da Delegação, o ou os cobardes criminosos fizeram um buraco na porta e lançaram para dentro um liquido inflamável tendo-se o fogo propagado aos material existente na Delegação. Arderam jornais, livros, comunicados, mesas, etc., a sala ficou completamente negra de fumo do incêndio; os cartazes e a decoração interior ficaram praticamente destruídos.
 (É de crer que a destruição do cartaz que se encontrava a entrada da Cooperativa Agro-pecuária "Bandeira Vermelha" a anunciar a sua re­cente criação também tenha sido perpetrada pelos mesmos criminosos.)
 Não fora a pronta intervenção dos elementos do Povo, que na altura em que o fogo já tinha alastrado deram conta, do que se passava, teria sido a destruição total e além disso iria por em risco as casas e segurança das pessoas que habitam na vizinhança mostrando bem a consciência desses criminosos.

1975-10-31 - O Dr. Sá Carneiro não foi convidado - Abel Manta


1975-10-31 - COMUNICADO DOS TRABALHADORES EM LUTA NA S.N.T. (O SÉCULO) - Comissões de Trabalhadores

COMUNICADO DOS TRABALHADORES EM LUTA NA S.N.T. (O SÉCULO)

Um grupo minoritário de trabalhadores da Sociedade Nacional de Tipografia acaba de eleger um linotipista para o cargo de director do jornal "O Século” medida demagógica que apenas visa esconder o facto de que para além da entrada desse linotipista se mantêm nos mesmos lugares todos os jornalistas que têm canalizado exclu­sivamente a política do PCP nas páginas de "O Século", contra a grande maioria dos trabalhadores da Sociedade Nacional de Tipografia e dos trabalhadores portugueses em geral.
Ao contrário do que foi divulgado no Radio Clube Português, A situação na SNT não se "normalizou”. Os trabalhadores que ocupavam a redacção decidiram ocupar a distribuidora, depois de o novo “director” ter tomado posse. Enquanto o Rádio Clube Português e todos os corpos que seguem a mesma orientação pretendem chamar a atenção para a nomeação daquele linotipista, nós, trabalhadores da SNT, denunciamos que essa alternação do cabeçalho do jornal se verifica para que tudo continue na mesma e que a nomeação de um operário não visa, servir a alasse operária mas o servir-se de um operário honesto, embora equivocado, para mascarar a política, anti operária, anti democrática e anti popular do PCP.

1975-10-31 - O Templário Nº 1237

BOICOTE

Agora, que os estaleiros, as fábricas e algumas herdades ocupadas se encontram em posição desesperada, levanta-se um coro de clamores contra os países sociais-democratas. A ignorância, a cegueira e a estupidez são muito tristes! Então, os trabalhadores andam carneiramente em manifestações contra esses países e querem que eles não só levem as bofetadas como lhes paguem as contas enquanto eles berram, estragam e lhes deixam roubar os bens!
Por outro lado acusam os capitalistas que fugiram do país. Agora pergunto eu: que fariam vocês perante as ameaças, o esbulho desordenado, as ocupações ilícitas, a anarquia que ainda reina no país? Sim, que fariam?
O ser-humano sempre me preocupou. E desde criança que a miséria em que viviam os meus semelhantes me marcou de tal maneira que me propus lutar intran­sigentemente na defesa dos mais desfavorecidos. Através de múltiplas actividades misturei-me com todos os extractos sociais, não só em Portugal como em muitos países estrangeiros bebi os anseios do ser humano e estudei a melhor solução para os resolver. Publiquei assim vários livros sempre em linguagem acessível aos menos letrados e aonde propunha exemplos e soluções para vencer esta vida de luta e de sacrifícios. Porém, lutar pela melhoria de vida desses mais desfavorecidos não significa destruir todos aqueles que mercê do seu trabalho, da sua cabeça, da sua perseverança, de muitas noites mal dormidas e mal comidas e de muito poupar, amealharam algo e o fizeram reproduzir.

1975-10-00 - Estrela Vermelha Nº 20 - PCP(m-l)

estrela  vermelha
OUTUBRO 1975 - N.º 20
O PCP(M-L) CONTRA OS FALSOS ”ML"

«Sem teoria revolucionária não há movimento revolucionário»

Revista teórica e política
Outubro de 1975 * Ano VII N.°20 Partido Comunista de Portugal (marxista-leninista)
Director e Proprietário: M. R. Luís
Redacção: Av. 5 de Outubro, 293
Composição:, Intergráfica
Impressão: Intergráfica
©1975 Estrela Vermelha, Lisboa 1 – Portugal

Sumário
Apresentação ..........................  5
Declaração Conjunta: O Caminho para a Unificação dos Comunistas Portugueses............................ 7
Secretariado do CC do PCP(m-l): Marxistas-Leninistas, Unamo-nos! ………..11
Vítor Nogueira: Campos dá Lições de Revisionismo .. 16
Ana Faria: O MRPP É Utilizado e Disputado pelas Duas Superpotências . . 22
Mário Piçarra: Portugal: A Grande Ofensiva dos Novos Czares da Rússia . . 25
Vítor Nogueira: Folheando as Actas dos Concílios Neo-Revisionistas .... 36
Arquivo do Militante .................. 67

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

1975-10-30 - Revolução Nº 051 - PRP-BR

EDITORIAL

A ida das B.R. para a clandestinidade é uma resposta dos revolucionários perante o avanço da direita. E a possibilidade de ter uma reserva armada que seja um dos instrumentos da insurreição e que possa responder “taco a taco" aos avanços da direita. Porque a direita clandestina, com a cumplicidade da direita legal (o poder) passou a actuar com mais intensidade, pretendendo atingir objectivos de esquerda — a sede do PRP, o MPLA, carros de oficiais da Marinha. Isto significa também que a direita não tem mais para atacar ao nível militar. Enquanto constrói o AMI e prepara a possibilidade da ofensiva da Força Aérea, o Poder pode apenas permitir-se o autoritarismo de fazer leis impopulares, insultar os conselheiros de esquerda e prender camponeses que fazem ocupações. Neste impasse, que fará a direita e que poderá avançar a esquerda?
Não há dúvida que a situação em Angola é neste momento determinante da evolução da situação portuguesa. Uma coisa é certa: o Imperialismo dará tudo por tudo para não deixar Angola nas mãos do MPLA. Viu-se obrigado a largar a Guiné e Moçambique, mas o problema de Angola é demasiado grave para o imperialismo. Em Angola residem dois pontos fundamentais: as riquezas naturais contidas naquele pais e a possibilidade, pela Organização do Poder Popular já existente, de o transformar na sociedade africana mais avançada, sob o ponto de vista de poder e de criação de novas estruturas de produção. Uma chama em África capaz de provocar incêndio a todo o momento.

1975-10-30 - Tribuna do Congresso Nº 02

EDITORIAL
AUTOCRÍTICA DA COMISSÃO ORGANIZADORA

Quando formámos a Comissão Organizadora do Congresso Reconstitutivo do Partido Comunista, anunciámos que a realização do Congresso deveria efectuar-se num prazo de algumas semanas.
A verdade é que as semanas passaram e os trabalhos preparatórios do Congresso encontram-se ainda atrasados. São várias as causas desse atraso. Uma apreciação exagerada da nossa capacidade de levantar rapidamente o Partido, uma apreciação ligeira da profundidade das divergências que realmente existem entre as Organizações, as próprias exigências da luta política diária numa situação como a que se vive em Portugal» terão certamente contribuído para atrasar os trabalhos da Comissão Organizadora.
Mas a causa fundamental, essa devemos procurá-la em nós próprios. O espírito de Partido obteve já grandes vitórias no seio de um movimento marxista-leninista disperso e dividido, mas não alcançou ainda a vitória total. As resistências ao avanço para, a unificação existem no seio das Organizações, e são responsáveis por sucessivos atrasos aos trabalhos de preparação do Congresso. Cabe-nos a todos nós liquidar essas resistências, cabe-nos a todos nós criticar as posições erradas tomadas por qualquer Organização, de que resultem prejuízos ao avanço para o Partido. Mas a nós, Comissão Organizadora do Congresso, formada por delegações que têm por objectivo essencial organizar no mais breve espaço de tempo a reunião do Congresso do Partido, cabe-nos autocriticarmo-nos de não termos sabido lutar firmemente pela eliminação de todos os obstáculos que venham entravar o avanço a passo acelerado para a formação do Partido da Classe Operária.

1975-10-30 - Unidade Popular Nº 054 - PCP(ml)

Prosseguindo a infiltração e sabotagem
Cunhal tenta dividir as forcas democráticas civis e militares

Continua por resolver a actual crise político-militar. Os órgãos de poder tomaram algumas medidas anti-sociais-fascistas, como a decisão de desarmar as milícias de Cunhal, mas não se decidem a pô-las em prática.
Entretanto, após o insucesso da manifestação social-fascista do dia 23 em Lisboa, Cunhal procura desesperadamente aliciar ou controlar novos elementos entre os oficiais das Forças Armadas, começando já a esboçar-se o ressurgimento do velho slogan cunhalista «aliança povo-MFA» de que os agentes do social-imperialismo se serviram para penetrar nas Forças Armadas.

 Discórdia nos SUV
No seio desta organização cunhalista clandestina no Exército, têm surgido ultimamente certas dissensões, fruto de divergências entre cunhalistas e diversos elementos radicais.
Estes conseguiram apoderar-se, pelo menos de momento, do secretariado de Lisboa dos SUV, embora este seja desde já contestado pelos «núcleos SUV» e «pró-SUV» mais directamente afectos aos cunhalistas. Segundo se depreende das declarações dos dissidentes do MES de Coimbra, os elementos mais radicais teriam igualmente tentado controlar a organização dos SUV no Centro, que aliás, numa tentativa de recuperação do espectacular falhanço de Évora, convocaram mais uma manifestação para o dia 29.

1975-10-30 - A Verdade Nº 21 - CM-LP

editorial
REFORÇAR E AMPLIAR O MOVIMENTO DE MASSAS

O que está hoje em causa, no nosso país, é o rumo da nossa Revolução. Vamos levá-la para diante, até ao fim, vamos fazer a Reforma Agrária, expulsar os imperialismos e correr com os fascistas, vamos nacionalizar o grande capital e conquistar o bem-estar e a liberdade total para o povo ou vamos voltar para trás, aos negros tempos do fascismo, da repressão, da injustiça terrorista e da miséria total?
Aquilo que se passa hoje em Portugal não diz respeito apenas aos comunistas. Pelo contrário, interessa a todos os verdadeiros anti-fascistas, às forças democráticas e patrióticas. É o futuro de todo o povo que está em causa e por isso os comunistas se encontram dispostos a colaborar com todas as forças progressistas realmente interessadas no combate anti-fascista e pela Independência Nacional.
A AMEAÇA FASCISTA É UM PERIGO REAL
Está em curso uma ofensiva reaccionária que visa preparar o terreno a um golpe fascista vitorioso. Intensifica-se a propaganda embrutecedora do ELP e MDLP, os atentados terroristas, o contrabando de armas, os treinos junto à fronteira e o armazenamento de material Bélico no interior do país. A coberto dos seus partidos legais - CDS e PPD - os fascistas multiplicam a propaganda an­ticomunista e passaram já às perseguições e ao terror branco contra destacados lutadores antifascistas, especialmente no Norte do país. Esta canalha visa criar um clima de receio e apreensão no seio das forças progressistas, impedir a acção e organização democrática das populações e utiliza o descontentamento popular face aos governos burgueses e à política social-fascista dos revisionistas de Cunhal para fomentar uma onda anti-comunista e anti-democrática. Todos estes manejos conspiradores partem dos mais ferozes e conhecidos inimigos do nosso povo, dos grandes capitalistas e latifundiários, dos caciques que sempre exploraram e oprimiram os operários e camponeses, de todos aqueles que sentem o seu poderio em perigo face ao avanço do movimento popular e democrático.

1975-10-30 - Luta Popular Nº 130 - MRPP

OS TRABALHADORES DO «SÉCULO» NÃO DEVEM VERGAR!

À hora a que o nosso jornal fecha, «O Século» conquistado pelos trabalhadores à censura e à mentira social-fascista prepara-se para aparecer. Se este seu primeiro parto foi uma luta dura e difícil, mantê-lo nas mãos dos que se dispuseram a pô-lo ao serviço do povo vai ser uma batalha particularmente árdua e prolongada. Mas se os trabalhadores de «O Século» ousarem travar a luta sem vergar, os operários e camponeses deste país estão consigo e eles ousarão vencer. No dia de hoje, o dia do novo «Século», «luta Popular» saúda fraternal e militantemente os trabalhadores desse jornal, incita-os a combater e a jamais dobrar a espinha.
Ontem, logo pela manhã, os trabalhadores do "Século" reúnem para estudar a situação decorrente do facto dos social-fascistas — escorraçados de todos os postos de chefia do jornal por decisão expressa em referendo pela esmagadora maioria dos trabalhadores — renunciem em abandonar as sua posições em violação provocatória e directa de tal vontade democraticamente expressa. A administração, através dum tal major Rego, tenta toda a espécie de manobras para dividir os trabalhadores e fazê-los ceder. Promete, intimida, apresenta formas de conciliação, tudo faz, em suma para evitar que a vontade dos trabalhadores seja cumprida e que os social-fascistas sejam inexoravelmente varridos.

1975-10-30 - A Terra Nº 05 - MRPP

BEJA
OS PEQUENOS E MÉDIOS CAMPONESES ESCORRAÇAM DA LIGA A DIRECÇÃO SOCIAL-FASCISTA!

De há muito que a política oportunista de desprezo pelos problemas dos pequenos e médios camponeses praticada pelo Secretariado da Liga de Beja vinha elevando a indignação e a revolta deste sector do povo explorado do campo.
Ao mesmo tempo, a actuação terrorista das direcções vendidas do Sindicato dos Trabalhadores Agrícolas, em relação aos camponeses pobres, vem contribuindo para cavar a divisão entre os proletários rurais e os pequenos camponeses, rendeiros, seareiros, etc.
A REUNIÃO NA PRAÇA DE TOUROS DE BEJA
Com o objectivo de colocar à discussão estas questões e tomar as medidas adequadas à resolução da explosiva situação em que se encontram, foi convocada para o passado dia 24 uma reunião de pequenos e médios agricultores do distrito de Beja.
Marcada para o ex-Grémio da Lavoura, o grande número de participantes — cerca de 1500 — obrigou a transferi-la para a Praça de Touros.
Após a leitura do comunicado convocatório da reunião, foi dada a palavra aos pequenos e médios camponeses que desejassem falar.

1975-10-30 - Aos operários e trabalhadores da MAGUE: - MRPP

LUTEMOS PELA MOBILIZAÇÃO DE TODAS AS FORÇAS PARA A FUNDAÇÃO DO PARTIDO

Aos operários e trabalhadores da MAGUE:

Após o golpe de Estado Militar de 25 de Abril de 1974, que derrubou o regime de Caetano e levou ao poder uma outra facção da burguesia, na qual estão representados os social-fascistas defensores dos interesses da burguesia monopolista de Estado soviética, nós podemos verificar ao longo dos 18 meses decorridos a actuação destes senhores.
Durante alguns meses, determinados elementos do povo, deixaram-se iludir pela política de traição do grupelho social-fascista, porém, neste momento e devido à luta que o povo tem travado, ele aprendeu com a própria cabeça a reconhecer os amigos e os inimigos.
Qual é o elemento do povo que não se lembra daquilo que eles nos diziam acerca dos anteriores governos provisórios?
Diziam que devíamos apoiar os governos, porque eram compostos por revolucionários (caso do Spínola, Palma Carlos, Vasco, etc.) e que iriam levar o País para o socialismo, ou seja, prometeram-nos mundos e fundos.

1975-10-30 - MUITA PARRA... POUCA UVA! - UEC

EDITORIAL «UEC»

MUITA PARRA... POUCA UVA!

Vítor Alves foi à TV «falou ao país». Disse muito pouco. Mas falou com desenvoltura, insinuante, garantia de que afinal sempre temos «bons políticos», à altura de qualquer «democracia europeia». Como isto nos alivia! Vítor Alves sabe dizer bem o que não pensa. Tem jeito. Assim fosse o seu braço-direito, Brotas... Até sabe utilizar, por vezes, uma linguagem que não lhe pertence, criando aos incautos a ideia de que fala um revolucionário. Mas não demais! Com conta, peso e medida que as «utopias», já se sabe, não são a política do VI Governo. Piscadelas de olho para bom entendedor, para o outro público, para a sombra, vigilante, que lhe espreita por cima do ombro.
Vítor Alves é um demagogo que se esforça por o não parecer. Por isso o seu discurso é pobre, transparente, morno; no fim, algo de insípido no paladar dos ouvintes. Nem carne, nem peixe. Morno, simplesmente.

1975-10-30 - VAMOS TODOS A MONTEMOR-O-NOVO À GRANDE FESTA POPULAR - PCP

VAMOS TODOS A MONTEMOR-O-NOVO
À GRANDE FESTA POPULAR

DIA 8 DE NOVEMBRO DE 1975!
ORGANIZADA PELAS COMISSÕES CONCELHIAS DE MONTEMOR-O-NOVO E VENDAS NOVAS
DO P.C.P., U.J.C. E U.E.C.

VIVA O 58.° ANIVERSÁRIO DA GRANDE REVOLUÇÃO SOCIALISTA DE OUTUBRO DE 1917

A GRANDE REVOLUÇÃO SOCIALISTA DE OUTUBRO DE 1917 NA RÚSSIA, foi a grande vitória dos operários industriais e agrícolas, dos pequenos agricultores, de todos os explorados e oprimidos, sobre os exploradores, a alta burguesia, os latifundiários, os capitalistas e os imperialistas nacionais e estrangeiros.
PELA PRIMEIRA VEZ NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE, guiados pelo Partido Comunista (bolchevique), a classe operária russa e os seus aliados, o campesinato pobre, conquistaram o poder, que passa a ser exercido por todo o povo, através dos Sovietes (órgãos do poder popular) e do Partido Comunista.

1975-10-30 - COMITÉ DE APOIO À LUTA DO POVO DE TIMOR - Diversos

COMITÉ DE APOIO À LUTA DO POVO DE TIMOR

viva o povo de timor em armas!

Camaradas!
As tropas fascistas da Indonésia invadiram o território de Timor-Leste semeando à sua passagem a morte e a destruição!
Lacaio do Imperialismo Yankee o governo de Suharto está disposto a massacrar um Povo que aspira a uma Pátria independente, livre, próspera e pacífica para manter a hegemonia dos seus amos sobre a região.
Enquanto as tropas fascistas tentam aniquilar a resistência heróica do Povo de Timor, o social-Imperialismo soviético não denuncia, ainda que formalmente, estas intenções criminosas pois pensa que não é útil à sua política de pretender a hegemonia sobre o sudoeste asiático, arranjar conflitos com o governo da Indonésia com o qual encetou negociações nesse sentido.

Por outro lado o governo português partilha do por lacaios do imperialismo americano e soviético e por elementos da burguesia liberal incapazes de se oporem às manobras das duas super-potências, protela, a transferência do poder para as mãos dos legítimos representantes do Povo de Timor-Leste, a FRETILIN, e negoceia os destinos deste Povo, nas suas costas, com aqueles que o agridem e exploram.

1975-10-30 - Grande Manifestação Unitária - Comissões de Trabalhadores

Grande Manifestação Unitária

CONTRA A VIRAGEM À DIREITA, CONTRA A POLÍTICA SEGUIDA PELO MINISTÉRIO DO TRABALHO, CONTRA O PATRONATO, PELA REALIZAÇÃO DA REFORMA AGRÁRIA E CUMPRIMENTO DA LEI DO ARRENDAMENTO, DE APOIO AOS JUSTOS OBJECTIVOS DA LUTA DOS SOLDADOS!

QUINTA-FEIRA, Dia 6 de Novembro, às 19,30 h. na PRAÇA GENERAL HUMBERTO DELGADO

As Comissões de Trabalhadores da Alumínia, da Secca e a Comissão de Rendeiros de Rio Tinto, tendo em conta os graves problemas com que se debatem os trabalhadores e os agricultores rendeiros, e a verdadeira ofensiva popular que se verifica de norte a sul do País, com o objectivo de serem satisfeitas as suas justas reivindicações e de demonstrarem a firme oposição dos trabalhadores a uma viragem à direita, decidiram convocar uma GRANDE MANIFESTAÇÃO.

1975-10-30 - COMUNICADO - Comissões de Trabalhadores



quinta-feira, 29 de outubro de 2015

1975-10-29 - Luta Popular Nº 129 - MRPP

SOCIAL-FASCISTAS FORA DO «SÉCULO»!

Ontem, em Plenário realizado nas instalações da Sociedade Nacional de Tipografia — "O Século" os trabalhadores daquela empresa verificaram a regularidade do funcionamento do referendo acerca da proposta de suspensão do Conselho de Redacção e da substituição da direcção e da chefia da redacção do jornal e confirmaram os seus resultados.
Isso significa que no referendo até agora mais concorrido da S.N.T. — "O Século", com a participação de 449 trabalhadores, a clique social-fascista que cavalga­va às costas dos trabalhadores de "O Século" fazendo dele mais um "Avante!", sofreu uma esmagadora e inequívoca derrota: por 363 votos a favor, 62 contra e 24 ab­stenções, o Conselho de Redacção social-fascista de "O Século" foi suspenso, o director social-fascista foi demitido e substituído pelo jornalista Robi Amorim, e o chefe de redacção social-fascista foi igualmente varrido e em seu lugar designado outro jornalista — Manuel Alexandre. Robi Amorim e Manuel Alexandre são dois trabalhadores da "informação" conhecidos e apoiados pelas massas trabalhadoras da sua empresa, pelas suas posições de democratas, patriotas e anti-fascistas.

1975-10-29 - OS TRAIDORES DO POVO NÃO TERÃO LUGAR NA NOSSA FÁBRICA! - MRPP

OS TRAIDORES DO POVO NÃO TERÃO LUGAR NA NOSSA FÁBRICA!

     A TODOS OS OPERÁRIOS E TRABALHADORES DA SAMPAIO, FERREIRA & Ca. Ldª.!

CAMARADAS:
1 — A Comissão de trabalhadores e a Comissão sindical que existam e existem na nossa Fábrica foram constituídas nas costas dos trabalhadores. Protegidas e amparadas pelo Sindicato de Delães desde o início, estas comissões, dizendo-se embora defensoras da classe operária e dos trabalhadores, mais não fizeram, durante a sua existência, do que trair e enganar os trabalhadores. Compostas quase na sua totalidade por elementos que se identificam facilmente com determinado Partido político, traidor e burguês, o Partido "comunista" do russo Branco Barreirinhas Cunhal, estas coacções tinham como objectivo auxiliar e proteger os interesses do Patronato ou então arranjar as crises necessárias de maneira a substituir o Patrão por novos Patrões, o capitalista por novos capitalistas, lacaios da burguesia social-fascista e social-imperialista.

1975-10-29 - Os trabalhadores de "O Século" devem aplicar decididamente as resoluções democráticas. Social-fascistas fora de "O Século" - MRPP




1975-10-00 - MORTE AO VI GOVERNO! VIVA A ANARQUIA! - Anarquistas

MORTE AO VI GOVERNO! VIVA A ANARQUIA!

Após o falhanço dos bolchevistas, assiste-se agora a uma nova tentativa de recomposição do aparelho de Estado e a preparação de uma acção repressiva sobre as camadas mais combativas dos trabalhadores. Ladrando contra a anarquia e contra a crise de autoridade, o governo de Pinheiro de Azevedo (o homem que pôs Alpoim Galvão lá fora), a agência do capitalismo da Europa do Oeste - o Partido Socialista - e o grupo do pro-franquista Melo Antunes, aproveitando-se da situação de impasse em que os partidos da extrema-esquerda colocaram o movimento operário, estão a tentar criar os alicerces de uma ditadura terrorista.
Como nós temos dito e redito, a sociedade capitalista portuguesa para vencer a sua crise e criar as bases dum desenvolvimento económico capitalista tem necessidade de submeter os trabalhadores a uma situação de miséria extrema e de destruir a sua actual combatividade, o que implica necessariamente a implantação de uma feroz e sangrenta ditadura. Esta ditadura terrorista necessária ao capitalismo português pode ser uma ditadura fascista (vermelha ou à Pinochet), ou uma ditadura militar de esquerda do MFA (preconizada pelo grupo dos 9 e pelo grupo dos ex-MES) ou, ainda, uma democracia burguesa, na qual gozariam apenas das chamadas liberdades democráticas os defensores da actual "ordem" social de opressão.

1975-10-00 - "SOBRE A SITUAÇÃO POLÍTICA EM ANGOLA" - Diversos

"SOBRE A SITUAÇÃO POLÍTICA EM ANGOLA"

- Declaração de um grupo de revolucionários angolanos 

Depois de expulsos de grande parte do território angolano os fascistas da UPA/FNLA e da UNITA, novas perspectivas de vida e de luta se levantavam perante o Povo Angolano. De facto o MPLA tinha-se mostrado até à altura o - único movimento verdadeiramente nacionalista, o único movimento que poderia conduzir Angola à independência.
Verifica-se porém que a tomada de poder pelo MPLA na maior parte do território angolano não está a ser acompanhada de uma política de -apoio e incentivo à luta e organização do Povo trabalhador» A política do MPLA tem-se caracterizado por uma sabotagem e repressão constantes sobre a luta dos operários e camponeses organizados e sobre todos aqueles que encabeçam essa luta, ”os esquerdistas", utilizando a terminologia do Comandante Nito Alves. Essa política de repressão e sabotagem encobre-se sob uma capa populista-demagogia em grandes comícios e nos meios de informação, exploração do passado glorioso do MPLA para justificar as actuais acções contra-revolucionárias — e reflecte - em última análise a contradição antagónica que vai tomando forma em Angola entre uma burguesia africana em formação que vai ocupando o "vazio" deixado pelos 500 mil colonos e os operários e camponeses que lutam pela sua verdadeira emancipação» Reflecte também, e isso não pode ser esquecido, as contradições entre os dois imperialismos (americano e russo) e o Povo Angolano e as contradições, extremamente agudizadas no caso de Angola, desses mesmos imperialismos entre si.

1975-10-00 - Estrato Nº 01 - C.T.

ESTRATO
BOLETIM DOS TRABALHADORES DO SERVIÇO METEOROLÓGICO

SUPLEMENTO: DESCOLONIZAÇÃO
1. O 25 de Abril apareceu como a solução possível para a burguesia portuguesa sair do impasse que lhe fora criado pela guerra colonial e pela crise do capitalismo português (no quadro geral da crise do capitalismo internacional).
2. Desde o inicio avultou a solução spinolista pará o problema colonial, no entanto essa solução (neo-colonialista) já fora repudiada pelos mentores da política colonial-fascista porque imprópria para manter os privilégios da burguesia internacional o seu fraco poder competitivo em face dos interesses imperialistas.
3. No entanto, após o 25 de Abril, a solução spinolista e bem aceite pelo imperialismo internacional como trampolim para uma funda e fácil penetração no terreno colonial.
4. A actuação do imperialismo no problema da descolonização foi feita (é feita) em dois planos coordenados entre si: l) Interferência na política nacional por forma a que ela se oriente para a satisfação dos seus interesses. 2) Actuação directa no terreno colonial através de manobras levadas a cabo por forças políticas e militares locais, já existentes ou criadas para o efeito.

1975-10-00 - Seara Nova Nº 1560

AO LEITOR...

Recebemos dos trabalhadores dos serviços administrativos e de armazém da Empresa de Publicidade Seara Nova a seguinte moção, com a qual a comissão de redacção se solidariza:
Em 11 de Setembro os Trabalhado­res da SEARA NOVA, reuniram-se em Assembleia Geral a fim de apreciarem a lei decretada pelo Conselho da Revolução.
1. — Considerando que foi devido à censura fascista que o povo português se viu privado de conhecer os grandes problemas nacionais.
2. — Considerando que as lutas que se travam dentro dos quartéis fazem parte inseparável de toda a luta de classes no nosso País e dizem respeito directamente ao povo português.
3. — Considerando que a lei decretada é anti-democrática.
Os Trabalhadores da SEARA NOVA manifestam o seu total repúdio por todas as tentativas de imposição de censura e exigem que seja irreversível o processo revolucionário.
A comissão de Trabalhadores da SEARA NOVA

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

1975-10-28 - GRANDE MANIFESTAÇÃO CONTRA AS MANOBRAS DO IMPERIALISMO EM PORTUGAL, ANGOLA E TIMOR - FUR

GRANDE MANIFESTAÇÃO CONTRA AS MANOBRAS DO IMPERIALISMO EM PORTUGAL, ANGOLA E TIMOR

Face ao crescimento da grande ofensiva popular e perante a aproximação do dia 11 de Novembro — data fixada para a independência de Angola — a reacção capitalista e o imperialismo multiplicam as suas manobras desesperadas, aqui e em Angola, para tentar impedir a libertação do povo português e do povo angolano. Também em Timor o imperialismo se movimenta descaradamente no sentido de travar a luta pela independência do povo timorense.
O VI Governo Provisório, coerente com o seu programa de salvação do capitalismo em Portugal e obediente aos interesses do imperialismo de quem depende e recebe ordens, mantêm com teimosia a sua atitude de recusar reconhecer o MPLA como único movimento de libertação e vanguarda que hoje conduz a luta do povo angolano. Ao considerar em pé de igualdade o MPLA, o qual controla e dirige" a sua reconstrução, em quase todo o território angolano e a FNLA e a UNITA, que outra coisa não são que instrumentos das mais sinistras forças imperialistas e colonialistas, em cujos exércitos invasores têm lugar de destaque os mercenários brancos e que não hesitam em aliar-se aos fascistas do ELP, o VI Governo Provisório procura impedir que o MPLA assuma o poder na data da independência e fomenta a intervenção de forças imperialistas estrangeiras em Angola, preparando as condições para a internacionalização do conflito através da OUA ou da ONU, com o objectivo de sujeitar o povo angolano a um regime neo-colonial.

1975-10-28 - AVANÇAR NA ORGANIZAÇÃO REVOLUCIONÁRIA DOS SOLDADOS E MARINHEIROS E NA ALIANÇA DESTES COM OS OPERÁRIOS E CAMPONESES - OCMLP

   AVANÇAR NA ORGANIZAÇÃO REVOLUCIONÁRIA DOS SOLDADOS E MARINHEIROS E NA ALIANÇA DESTES COM OS OPERÁRIOS E CAMPONESES

A manifestação de amanhã, 4ª. feira dita de apoio à justa luta dos soldado do CICAP/RASP mais uma vez vai ser um factor de desunião entre os soldados, e sobretudo vai servir os interesses políticos contrários aos dos soldados em luta.
A proposta de realização da manifestação foi formulada pelos soldados revolucionários que viram a importância de unir os soldados numa perspectiva correcta para a luta liquidando todas as possibilidades da sua manifestação por forças contra-revolucionárias.
A OCMLP apoiara desde o início esta justa posição sobretudo porque ela representava um avanço politico, um passo importante a ser dado no sentido da definição clara dos objectivos políticos da luta dos soldados, hoje, em Portugal.
De entre as palavras de ordem então propostas por camaradas revolucionários, destacam-se, entre outras:
- Contra os imperialismos, independência nacional.
- Viva a aliança operário-camponesa.

1975-10-28 - A FORÇA AÉREA PREPARA-SE PARA OUTRO 11 DE MARÇO! - Comités Vigilância Revolucionária F.A.



1975-10-28 - Voz do Povo Nº 064 - UDP

Renascença: o Povo ganhou uma batalha!

23 h, dia 21 de Outubro de 1975 — “Camaradas, vamos dar início ao comício final desta manifestação”.
Milhares e milhares, muitos milhares de manifestantes enchem o campo à volta do emissor da Buraca da Rádio Renascença. O orador anuncia que, irá falar um camarada da ENI. As intervenções far-se-ão do primeiro andar do edifício, que está na sombra para protecção dos oradores. Uma bandeira vermelha num mastro destaca-se na frontaria do edifício.
No cimo da antena emissora, uma torre metálica com dezenas de metros de altura, um soldado colocara dias antes outra bandeira vermelha.
Às 23,17 o comício começa de facto com o trabalhador da ENI: “Camaradas, a Rádio Renascença constitui um perigo para a burguesia”.
Segue-se um trabalhador da Rádio Renascença. Da sua intervenção, historiando a luta da RR, começada imediatamente a seguir ao 25 de Abril, destacamos o realce que dá à importância do apoio popular: “as organizações de vontade popular incitaram-nos a lutar até ao fim!,.. Foram as organizações de vontade popular que nos fizeram caminhar!”
A sua intervenção é interrompida pelos gritos dos manifestantes exigindo a reabertura imediata do emissor. “Rádio Renascença a funcionar, já!”

1975-10-28 - Poder Popular Nº 15 - II Série - MES

EDITORIAL
UNIR OS REVOLUCIONÁRIOS PARA LEVAR A OFENSIVA POPULAR À VITORIA

A entrada das massas populares no processo aberto em 25 de Abril, impedindo que este se transforme num mero reajustamento das fracções de classe da burguesia, por um lado, e a luta vitoriosa dos povos coloniais, por outro, retiraram à burguesia dois dos pressupostos fundamentais em que assentava o seu domínio de classe. O movimento popular de massas obrigava a que se tomassem medidas económicas eficazes de ataque ao poder do capital (nacionalizações) avançava na organização do controlo da produção, criava um contra-poder efectivo ao aparelho de estado burguês (poder popular) e lançava as bases da criação do exército popular. Os camponeses lançavam-se na ocupação de terras e na luta pela Reforma Agrária, e o parlamentarismo burguês (Assembleia Constituinte) surgia cada vez mais aos olhos das massas como um instrumento repressivo. Eram as questões centrais da revolução socialista que estavam na ordem do dia. A burguesia estava apavorada, mas dispunha ainda de um pressuposto: a íntima ligação e dependência do imperialismo.

1975-10-28 - Jornal de Luta Contra o Serviço Cívico Nº 03 - Movimento Estudantil

EDITORIAL

1 - Nascida de uma tormentosa noite de insónias, o serviço cívico estudantil nasceu morta a bem morta…
Nunca os estudantes deixariam que o pesadelo do dr. Pereira de Moura fosse desenterrado do sítio onde jazia.
Importada, engendrada, preparada pelos reaccionários da EU”C” UNEP/P”C”P, o projecto do serviço cívica teve o lugar que merecia: o caixote do lixo.
O serviço cívico foi a ultima tábua de salvação à qual a burguesia se agarrou para se tentar salvar da crise que abala todo o sistema capitalista, utilizando os estudantes como tropa de choque contra o movimento operário a o movimento camponês. A lógica do Serviço Cívico para todos os reaccionários seria aproveitar o trabalho produtivo dos estudantes para podarem lançar para o desemprego uns largos milhares de trabalhadores a para quebrarem o ímpeto revolucionário da luta doa estudantes nas Escolas. Pensavam ainda por os estudantes do Serviço Cívico como cadeias de transmissão da sua ideologia reaccionária junto dos camponeses através das suas campanhas ditas de alfabetização.

1975-10-28 - Reunião da ADU - Regimento de Infantaria de Vila Real - Soldados


1975-10-28 - Luta Popular Nº 128 - MRPP

ESPANHA:
À CABECEIRA DE FRANCO TODOS OS REACCIONÁRIOS TRAÇAM OS SEUS PLANOS

A extrema direita "deve abandonar os seus egoísmos" e a esquerda "deverá controlar os seus impulsos para a anarquia", eis como vê o jornal católico "YA" a evolução da situação em Espanha. E eis como se sintetiza de uma maneira magistral os desejos das duas superpotências em relação ao futuro da Espanha, agora que o fascista Franco se encontra nas últimas.
Franco está à beira da morte (e até já é possível que tenha morrido) e a "peça" que se desenrola mesmo junto à sua cabeceira mostra-nos a movimentação das várias forças políticas em presença. A mover tudo isto estão as duas superpotências que dirigem nestes dias os seus olhares para Madrid. Cada uma delas apressa-se em mover os seus peões no interior, e faz desde já as suas declarações públicas.
A este respeito o caixeiro-viajante do imperialismo americano apressou-se, logo, em dizer que, evidentemente, concordava com a "sucessão" de Juan Carlos, isto é, que concordava com a nomeação para rei do palhaço que, há muito. Franco escolhera para sucessor. A principal jogada do imperialismo americano traduzir-se-ia, a curto prazo, pela jogada do "continuismo puro", manobrando com os peões mais afectos ao ditador. Assim, após a morte física de Franco, entrará em função um Conselho de Regência formado por três personalidades, um membro das Cortes, o arcebispo de Saragoça e um tenente-coronel, Conselho este que terá por missão convocar as Cortes e o Conselho do Reino que procederão à nomeação formal de Juan Carlos para rei de Espanha. Preservar-se-ia o essencial do regime actual, a feroz ditadura da oligarquia financeira e latifundiária, dos monopólios e do imperialismo ianque. Seriam as mesmas pessoas a continuarem à frente dos negócios da burguesia, e a única diferença era que Franco tinha ido "desta”.

1975-10-28 - AOS OPERÁRIOS DO CAMPEÃO PORTUGUÊS - MRPP

AOS OPERÁRIOS DO CAMPEÃO PORTUGUÊS

VIVAM OS ÓRGÃOS VONTADE POPULAR!

Camaradas:
Uma grave crise abala o sistema capitalista mundial.
No nosso País, a burguesia não consegue governar e a comprovar isto estão, os 18 meses em que já se formaram 6 governos provisórios, governando cada um deles menos que o anterior, tentando estes, todos os esforços para que o Povo pague a crise com o seu suor.
Perante isto a classe operária organiza-se e prepara-se para tomar o poder única forma de solucionar os problemas do Povo, formando o governo popular que porá fim à exploração do homem pelo homem.
Ao pressentir o seu fim, a burguesia prepara-se para desferir ataques violentos sobre a classe operária e o Povo, tentando impor pela violência aquilo que não consegue impor por palavras.
Como exemplo disto vejamos o que se passa na nossa fábrica.

1975-10-28 - Célula de Champigny - MRPP


terça-feira, 27 de outubro de 2015

1970-10-00 - Apresentado que foi um projecto de orientação do movimento estudantil (proposta Técnico - Económicas) - Movimento Estudantil

Apresentado que foi um projecto de orientação do movimento estudantil (proposta Técnico - Económicas) para discussão ao nível de quadros das AAEE parece-nos essenciais, porém, pôr algumas questões e responder a outras que clarifiquem a posição do Técnico face ao significado e conteúdo dessa plataforma de trabalho, assim como a algumas questões mais gerais sobre objectivos e limites da luta estudantil.
                              
ALGUMAS QUESTÕES SOBRE OBJECTIVOS E LIMITES DA LUTA ESTUDANTIL
Os estudantes, embora não inseridos directamente na produção, isto é, não participando directamente da condição de exploradores ou de explorados, constituem um grupo social com certas características que o colocam como aliado potencial (é, porém errado sobrestimar o seu papel) da luta dos trabalhadores por uma transformação radical da sociedade. Assim, sendo oriundos na sua grande maioria das camadas burguesas (proprietários, industriais, profissões liberais, comerciantes, funcionalismo médio e superior, etc.), e, vindo a integrar-se na vida profissional futura ao serviço da mesma classe — seja directamente nas empresas, seja na máquina de estado superstructura fundamental para perpetuar o domínio das minorias capitalistas —, pelas suas disponibilidades (de tempo, intelectuais, etc.), pela seu acesso relativamente fácil a informação das lutas operárias à escala nacional e mundial, pela sua reacção a um regime familiar e escolar autoritário e opressivo, sensíveis às teorias e filosofias progressistas, têm tomado um papel activo na denúncia de carácter explorador da sociedade capitalista e numa prática consequente pela emancipação dos explorados.

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