sexta-feira, 31 de julho de 2015

1975-07-31 - Avante pelo Congresso de Reconstrução do Partido - ORPC(ml)

Avante pelo Congresso de Reconstrução do Partido

O Comité Central da ORPC (ML), na sua reunião plenária de fins de Julho apreciou a rápida agudização da luta de classes no país e as ameaças crescentes dum golpe fascista-imperialista, lançado de fora ou de dentro do aparelho de Estado, para tentar aniquilar a revolução democrática em curso e esmagar o movimento operário e popular A política do partido revisionista de Cunhal, satélite do social-imperialismo russo, travando o movimento de massas e dividindo o campo popular, é uma ameaça mais a pesar sobre a revolução
Nestas condições, o Comité Central da ORPC (ML) considera imperioso acelerar imediatamente o processo de reconstrução do Partido Comunista marxista-leninista. Todos os prazos anteriormente previstos devem ser encurtados, O Partido é necessário AGORA, porque é ele a única força capaz de tomar a cabeça da revolução democrática popular e impedir a instauração duma ditadura fascista. O Partido é possível a curto prazo porque todas as condições para a sua fundação foram amadurecidas pela intensa luta política e ideológica do último ano que implantou o movimento no seio da classe operária, criou uma forte corrente unificadora dos marxistas-leninistas e forjou uma linha política comunista que nos seus traços gerais é comum às diversas organizações.

1975-07-31 - ÀS MULHERES TRABALHADORAS DO PORTO: - Comités 8 Março

TODOS AO COMÍCIO do MRPP
PALÁCIO – SÁB. – 2 – 21 H

ÀS MULHERES TRABALHADORAS DO PORTO:

A crise que abala o nosso País agrava-se de dia para dia! Em 16 meses os Governos e Partidos traidores não mostraram senão a sua incapacidade em resolver, um único que fosse, dos problemas do nosso Povo.
E o “novo" Governo, não virá senão mostrar, a quem ainda tiver ilusões, que não há outra saída para a miséria, a bancarrota e o caos económico eminentes, os 400 mil desempregados, que não seja a Revolução Democrática e Popular, um Governo de operários e camponeses, pois que, tal como os anteriores tudo irá prometer e nada fazer.
Por mais voltas que dêem, por mais "triunviratos” e "novas vias para o socialismo" que descubram, à classe operária e ao Povo só se abrem 2 caminhos: ou A REVOLUÇÃO MORRE ou AVANÇA A TODO O VAPOR!
E, camaradas, a nossa posição não pode ser a de ver o barco passar, sob pena que o barco passe no sentido contrário, isto é, seja a guerra civil contra-revolucionária que se abata sobre o nosso Povo, E depois para o fazer marchar no sentido certo seria preciso pagar um preço muito maior: mais vale ser a Revolução a impedir a guerra civil contra-revolucionária do que a guerra civil a desencadear a Revolução!

1975-07-31 - A Causa Operária Nº 06 - ORPC(ml)

A TAREFA DO MOMENTO

Colocada perante uma realidade que já não consegue esconder a ninguém — a profunda divisão do MFA, que impossibilita o funcionamento de órgãos como o Conselho da Revolução — a última Assembleia do MFA decidiu-se por concentrar o poder nas mãos de um «triunvirato», como saída para a crise política.
Com esta medida os oficiais do MFA pretenderam dar a aparência de um «poder forte» que dê autoridade ao famoso governo «apartidário». Mas a realidade é bem diferente: alguns dos ministros já nomeados não dão ao novo governo mais do que três semanas de vida. Isto mostra bem a confiança que à partida têm na sua força...
O facto de o poder se concentrar em três generais significa que dentro do MFA as correntes estão demarcadas, que cada corrente tem o seu representante, e que agora se trata de contar os canhões, o que de resto, diga-se em abono da verdade, alguns já começaram a fazer. O tom geral da última Assembleia do Exército, em que só se falava em «restabelecer a disciplina» e «cortar o cabelo aos soldados», mostra que a preocupação principal de certos oficiais passou a ser disporem de tropas ao serviço dos seus golpes e contra-golpes.

1975-07-00 - Seara Vermelha Nº 04

Editorial

O significado de uma visita
Na actual situação política do nosso país, reveste-se de uma particular importância a recente visita de uma delegação do Partido Comunista de Portugal (marxista-leninista), chefiada pelo seu Secretário-Geral Vilar, à República Popular da China.
Esta visita contribuiu para estreitar os laços militantes entre o Partido Comunista de Portugal (marxista-le­ninista) e o Partido Comunista da China, entre a classe operária portuguesa e a classe operária chinesa, entre o povo português e o povo chinês.
Esta visita contribuiu ainda para estreitar os laços de amizade militante com os países do Terceiro Mundo, e para construir de facto uma larga frente contra as ambições hegemónicas das duas superpotências: a União Soviética e os Estados Unidos.
Pelo importante contributo que representa para Portugal o reforço das alianças anti-imperialistas — com particular relevo contra o social-imperialismo russo, infiltrado no nosso país através do seu agente Cunhal — na conservação da Independência Nacional e das liberdades fundamentais conquistadas no 25 de Abril, a classe operária portuguesa, os marxistas-leninistas e todos os progressistas devem regozijar-se com esta visita do Partido Comunista (marxista-leninista) à República Popular da China, onde foi recebido como partido irmão.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

1975-07-30 - Unidade Popular Nº 045 - PCP(ml)

Agentes dos imperialismos russo e americano intensificam acções provocatórias em Angola

Mais uma vez Angola e, especialmente, Luanda é teatro de sangrentos confrontos entre dois dos movimentos de libertação. Desta vez, e apenas no espaço de uma semana, morreram mais de 400 pessoas e a intensificação dos combates foi tal que chegaram a ser empregues em larga escala artilharia pesada e carros blindados.
A escalada imperialista e hegemonista atinge uma nova fase na luta pelo controle do território angolano.
Intensificação da luta entre as duas superpotências
A intensificação da rivalidade, fomentada por determinados elementos dirigentes dos movimentos em confronto, reflecte, cada vez mais claramente, a intensificação da rivalidade entre as duas superpotências imperialistas, URSS e EUA, na sua corrida à hegemonia mundial.
Em número anterior, Unidade Popular referiu alguns pontos que permitem descortinar a existência de ligações entre os interesses dos imperialismos e esses elementos de cúpula. O social-imperialismo russo avança no continente africano, à medida que o imperialismo americano perde terreno e vai sendo sucessivamente desmascarado e derrotado pelos povos africanos em luta pela independência nacional. A táctica do social-imperialismo varia. Ela vai desde a «ajuda» económica «desinteressada» exigindo em seguida o estabelecimento de bases militares e privilégios nas transacções comerciais até ao incitamento ao divisionismo e às lutas fratricidas entre movimentos de libertação. Vejam-se, aliás, as recentes declarações da imprensa soviética e o constante incitamento à luta de um movimento contra outro por parte dos sociais-fascistas de Cunhal e seus apêndices da burguesia radical.

1975-07-30 - Poder Popular Nº 02 - II Série - MES

Editorial

Aos revolucionários exige-se neste momento sobretudo uma grande firmeza em relação aos objectivos estratégicos. Quer dizer, para o avanço da Revolução Socialista em Portugal não pode haver qualquer transigência no que diz respeito à construção do Poder Popular, às alianças de classe que o proletariado tem de efectuar e ao programa de unidade dos revolucionários, da classe operária e dos explorados e oprimidos.
1. A definição do Poder Popular como fase de luta em que se afirma progressivamente a direcção da classe operária na sociedade portuguesa é uma pedra de toque fundamental que separa os que se opõem frontalmente à Revo­lução Socialista daqueles que estão no campo dos interesses populares.
A construção do Poder Popular é a negação consequente da democracia burguesa em Portugal, é a base de unificação das forças de vanguarda civis e militares, é o terreno em que se cimentam as alianças de classe necessárias e se isolam as forças da reacção capitalista.
Um amplo leque de forças políticas, incluindo os sectores progressista e revolucionário do MFA e algumas organizações de definição estratégico reformista (democrática e nacional ou democrática e popular), têm vindo a adoptar esta posição. Mas isso não significa objectivamente nenhum malabarismo táctico da sua parte. Significa a falência dessas estratégias e a existência de con­dições objectivas para a Revolução Socialista.

1975-07-30 - A todos os anti-fascistas e patriotas ao povo de Guimarães - GAAF's

A todos os anti-fascistas e patriotas ao povo de Guimarães

A instabilidade política que se vive hoje no nosso País e a confusão e divisão que reina no seio do nosso povo, está a ser aproveitada pelas forças mais reaccionárias com o fim de criar as condições para o regresso da ditadura fascista.
Através de variadas manobras, aproveitando a difícil situação econó­mica do nosso País, que eles próprios ajudam a criar e tentam por todos os meios aprofundar, e aproveitando também os sentimentos religiosos do nosso povo, os fascista lançam hoje numa grande escalada reaccionária que vai desde manifestações de rua a ataques terroristas a instalações de partidos e a anti-fascistas.
Por trás de todas estas manobras estão como não podia deixar de ser, forças imperialistas estrangeiras que tentai deste modo manter ou con­quistar a dominação do nosso povo através dos partidos, seus lacaios.
Perante esta situação, a resposta de todos os anti-fascistas e patriotas só pode ser uma:
NENHUMA DITADURA FASCISTA VOLTARÁ A MASSACRAR O NOSSO POVO!
NENHUMA FORÇA IMPERIALISTA DOMINARÁ O NOSSO PAÍS!
UNIDOS, ORGANIZADOS E ARMADOS, LUTAREMOS PELA LIBERDADE PARA O NOSSO POVO E PELA INDEPENDÊNCIA DA NOSSA NAÇÃO!

30 de Julho de 1975
Grupo de Acção Anti-Fascista de Guimarães (GAAF)

1975-07-30 - CONTRA A NOVA CENSURA CONTRA OS NOVOS CENSORES - MRPP

CONTRA A NOVA CENSURA
CONTRA OS NOVOS CENSORES

1 - A pretexto de "analisar a situação nos Açores”, convocou o ministro social-fascista "da Comunicação Social", Correio Jesuíno, uma conferência de "Imprensa" onde anunciou a instauração de censura prévia sobre todas as notícias relativas a Angola, caso a situação se viesse a agudizar o que ele próprio apelidou de "censura de guerra";
2 -  Mais tarde, a 5ª Divisão do Estado Maior General das Forças Armadas convocou uma reunião com directores e representantes dos órgãos de "informação", reunião essa em que foi exposto o projecto da nova censura;
3 -  A "Censura de guerra” não é coisa nova para o povo português. Em 1914, foi a pretexto da guerra que o governo republicano instaurou a censura sobre a "informação". Em 1974, o fascista Spínola retornou, para as comissões ad-hoc (onde o ministro Correia Jesuíno prestou as suas provas de censor), a argumentação do seu antecessor, Caetano: era a situação de guerra... Os mesmos efeitos para as mesmas causas: a política colonial e neo-colonial de "para Angola e em força" serve aos novos senhores do poder para conseguirem aquilo que os seus capatazes social-fascistas da "informação” se revelam incapazes de fazer, ou seja, controlar inteiramente os órgãos de “informação” para os por ao serviço do sua politico de vende-operários e vende-pátrias;

1975-07-30 - Carta do COMITÉ REVOLUCIONÁRIO dos ESTUDANTES de DIREITO à INTER-COMISSÕES de TRABALHADORES

Carta do COMITÉ REVOLUCIONÁRIO dos ESTUDANTES de DIREITO à INTER-COMISSÕES de TRABALHADORES

AO SECRETARIADO NACIONAL PROVISÓRIO DA INTERCOMISSÕES
À REUNIÃO INTERCOMISSÕES
A TODAS AS COMISSÕES DE TRABALHADORES

CAROS CAMARADAS:
Sabendo nós das enormes tarefas que a Revolução, neste momento decisivo, impõe à classe operária, não vos viríamos retirar um minuto do vosso tempo - que é com certeza pouco em relação às questões que se põe à vossa classe e que vós tendes de resolver para avançar na via da tomada do poder — não viríamos pois desperdiçar o vosso tempo se a questão que aqui nos traz não fosse de algum modo importante para a classe operária e para o povo.
Portanto, e após vos dirigirmos as nossas mais vivas e cordiais saudações revolucionárias e através de vós saudamos toda a gloriosa classe operária portuguesa, pedimos-vos atenção para aquilo que temos a dizer-vos.
Como sabeis, por toda a parte na nossa pátria sopra com força o vento da Revolução e a gloriosa classe operária portuguesa, à frente do nosso povo, prepara-se paira a tomada do poder político e para assim construir sobre as ruínas deste mundo velho o mundo novo do poder dos operários e dos camponeses.

1975-07-30 - Boletim de informação AisH Nº 10 - AAP-A

30 JULHO 75
BOLETIM DE INFORMAÇÃO Nº 10
SUMÁRIO
- A LUTA PELA CONQUISTA DOS DIREITOS DAS MULHERES É INSEPARÁVEL DA LUTA PELA LIBERTAÇÃO NACIONAL E SOCIAL - 1
- NA ALBÂNIA CADA CIDADÃO É LIVRE E RESPEITADO, SENTE QUE O SEU PAÍS É O SEU BEM ..................... 3
- A DEFESA DA SAÚDE DO POVO - PARTE INTEGRANTE DA POLÍTICA DO PARTIDO PELA ELEVAÇÃO DO SEU BEM ESTAR ..............  4
- OS SOCIAL—IMPERIALISTAS SOVIÉTICOS PROCURAM IMPLANTAR-SE EM ÁFRICA         .................................................         5
- A UNIÃO SOVIÉTICA PEDIU-NOS PARA NÃO LEVARMOS A CABO NENHUMA OPERAÇÃO MILITAR CONTRA ISRAEL, MESMO NO NOSSO PRÓPRIO TERRITÓRIO...................................... 6

- A LUTA PELA CONQUISTA DOS DIREITOS DAS MULHERES E INSEPARÁVEL DA LUTA PELA LIBERTAÇÃO NACIONAL E SOCIAL -
(extractos dos discursos dos membros da delegação albanesa à Conferencia Mundial do Ano Internacional da Mulher)

1970-07-30 - PRESO O PADRE DE MACIEIRA DA LIXA - Diversos


quarta-feira, 29 de julho de 2015

1975-07-29 - COMÍCIO MOSCAVIDE - MRPP


1970-07-29 - FEDERATION INTERNATIONALE DES DROITS DE L'HOMME

FEDERATION INTERNATIONALE DES DROITS DE L'HOMME Organisation non gouvernementale accréditée auprès des Nations-Unies et du Conseil de l’Europe 27, rue Jean Dolent - Paris l4 ème Paris, le 29 juillet 1970.

Monsieur le Président,
Monsieur le Secrétaire général,
Nous apprenons avec peine le décès de M. José BALLESTER- GOZALVO, Président de la Ligue espagnole des Droits de l’Homme en exil, Vice-Président de la Fédération Internationale des Droits de l’Homme.
M. Ballester fut, en Espagne, député, premier Maire républicain de Tolède, Directeur général de l’Enseignement de la République espa­gnole. Il était ancien Secrétaire d’Etat aux Affaires étrangères du Gouvernement espagnol en exil, et réfugié politique en France depuis 1939.
C'était un homme d'un courage civique exceptionnel, et qui, durement frappé dans sa vie privée par la longue et cruelle maladie de sa femme - qui d'ailleurs lui survit - n’a jamais cessé de se préoccu­per du sort de son pays.
Tout récemment encore, il adressait au prince héritier désigné par Franco pour lui succéder à la tête de l'Espagne une lettre remarquable par son courage, sa lucidité et sa hauteur de vues.
Bien que sa santé eût été sérieusement altérée par deux opéra­tions successives, notre ami comptait se rétablir assez pour assister à notre prochain Congrès de Vienne. Symbole de l’Espagne meurtrie.
J. BALLESTER Y GOZALVO mérite de rester présent dans notre souvenir à tous.
Veuillez agréer, Monsieur le Président, Monsieur le Secrétaire, l’expression de nos sentiments dévoués.
Pour le Bureau de la F.I.D.H..

LA SECRETAIRE GENERALE,
S. Collette-Kahn.

(Famille de M. Ballester : 72 bis rue Micliel-Ange - Paris l6 ème)

1975-07-29 - Voz do Povo Nº 052 - UDP

COMÍCIO UDP

Ponto alto da luta popular contra o fascismo e pela Independência Nacional!
Não há poder democrático se o povo não estiver unido. A arma do fascismo não é só quebrar a decisão das massas, é também levantar uma parte do povo contra a outra parte. E temos que reconhecer que o fascismo tem estado a conseguir êxitos nesse campo. Na última semana vimos operários do PS lutarem com operários do P‘C’P, vimos camponeses pobres obedecendo às ordens dos ricaços para atacar outros trabalhadores, vimos o perigo de soldados lutarem contra outros soldados.
Se nós não fizermos grande trabalho de unificação popular rapidamente, com a maior energia, vamos permitir que o fascismo use uma parte do povo para reprimir a outra parte. Isto não pode acontecer, camaradas! Não podemos consentir que o fascismo triunfe enganando e manobrando milhões de pessoas simples, cujos interesses são iguais aos de todo o povo, são contrários ao fascismo e ao imperialismo. Principalmente a classe operária não pode estar dividida. Nas últimas semanas, numerosos núcleos operários tanto do PS como do P’C’ aperceberam-se da política reaccionária dos seus chefes e abandonaram esses partidos para virem enfileirar na UDP e outras organizações populares.

1975-07-29 - ACERCA DE ALGUNS ASPECTOS DO REVISIONISMO - UJECML

ACERCA DE ALGUNS ASPECTOS DO REVISIONISMO

EDIÇÃO DO COMITÉ DE COIMBRA DA UJECML

INTRODUÇÃO
Camaradas:
Por iniciativa da UE"C” conhecida organização revisionista de traição ao movimento estudantil, realizaram-se em Coimbra uma serie de colóquios sobre “marxismo-leninismo", com o objectivo inconfessado de, em nome dos princípios sagrados da teoria de vanguarda do proletariado, levar a cabo uma ampla difusão das suas reaccionárias teses de deturpação e aviltamento do marxismo-leninismo na mira de iludir certos sectores de estudantes, para mais facilmente os conquistar para o lado das suas posições contra-revolucionárias.
O crescente isolamento e desprezo a que têm sido votados pelas massas estudantis, que cada dia se apercebem mais nitidamente da sua verdadeira natureza de agentes burgueses infiltrados no movimento para melhor o trair, levou-os a pensar em recuperar terreno, através da utilização de todo o potencial demagógico de que souberam dar provas alguns dos mais ”iluminados" cérebros revisionistas que participaram nesses colóquios.

1975-07-29 - A CLASSE OPERÁRIA E O 5º GOVERNO PROVISÓRIO - MRPP

A CLASSE OPERÁRIA E O 5º GOVERNO PROVISÓRIO

GRANDE COMÍCIO dia 29 - 3ª F - PAV. ATLÉTICO MOSCAVIDE 21 H
AO POVO DE MOSCAVIDE

Desde o 25 de Abril que o governo da burguesia laçais dos interesses imperialistas e social-imperialistas, tem vindo de crise em crise tentando salvar-se da profunda agonia em que se encontra; desde a Junta de "Salvação Nacional” até ao 5º Governo Provisório a ditadura militar viu-se obrigada a intensificar a repressão sobre a classe operária e todo o Povo, perante o desmascaramento que a sua vanguarda comunista -o MRPP - lhe faz. Desde as leis anti-greve, anti-reunião, anti-ocupação de casas, até aquelas que não permitiram à vanguarda da classe operaria participar na farsa eleitoral e aquelas que visaram a prisão de várias centenas de comunistas, democrátas, patriotas e anti-fascistas, passando pela protecção feita a notórios fsscistas, e pela libertação dada aos pides e legionários.
Toda esta política foi realizada com a cumplicidade dos partidos traidores e conciliadores com especial destaque para o partido vende-pátrias e vende-operários do russo branco Barreirinhas Cunhal, ex-ministro dum Governo Provisório cujas promessas vão muito além, mas os actos muito aquém.

1975-07-29 - A CLASSE OPERARIA E O 5º GOVERNO PROVISÓRIO - MRPP

   A CLASSE OPERARIA E O 5º GOVERNO  PROVISÓRIO

Os senhores do poder vão apresentar o seu 5º Governo Provisório, o "apartidário" como já foi baptizado pela burguesia. Realmente se outro apartidarismo não tivesse pelo menos vai continuar a tomar partido defendendo os interesses da classe que representa, que é a classe exploradora, como já o fizeram os seus quatro Irmãos que os anteriores.
Será que a classe operária vai ficar mais uma vez à espera que o "apartidário" vá resolver os problemas que cs Governos provisórios anteriores não foram capazes de resolver? A resposta terá que ser não! pois a classe operária e to­do o Povo trabalhador deve é tomar o poder e formar um Governo Popular, o único que pode realmente resolver todos os problemas que afligem a classe explorada.

terça-feira, 28 de julho de 2015

1975-07-28 - Luta e Unidade Nº 01

luta e unidade

O jornal de Luta e Unidade que agora aparece com o número um, não é propriamente um jornal novo: ele é o continuador da edição nacional do Comércio do Funchal, que deixou de se publicar em Fevereiro. De facto, a redacção deste jornal é a mesma que orientou o “Comércio do Funchal" desde Setembro de 1974 (1), e que anteriormente ao 25 de Abril colaborara já no CF.
Qual a razão de aparecermos num novo jornal, em vez de retomarmos a colaboração no “Comércio do Funchal”?
Como é do conhecimento geral, o “Comércio do Funchal” interrompeu bruscamente a sua publicação há 4 meses por razões económicas advindas das dificuldades suportadas durante o fascismo e também de graves erros na administração que, pese embora os esforços feitos, não foram superados. Em Março último houve um encontro para análise da situação económica entre representantes da redacção da edição nacional e os elementos do Funchal que tinham a seu cargo a redacção da edição regional e as questões administrativas. Desse encontro concluiu-se a inviabilidade da existência do CF nos termos actuais, e acordou-se na substituição da edição nacional a curto prazo, por um jornal editado em Lisboa que assumisse para com os leitores as responsabilidades do CF. Posteriormente, após o período eleitoral, quando procedíamos já aos preparativos para o lançamento do Luta e Unidade, a equipa do Funchal modificou a sua posição, e decidiu editar temporariamente o CF, alegando as posições dos empregados e a modificação da atitude da banca, principal credora do jornal. Propunham concretamente a feitura de um único jornal que englobasse as edições regional e nacional do CF, onde coexistiriam portanto duas redacções independentes. Esta proposta mostrou-se inaceitável para nós, na medida em que a redacção da edição regional mantém uma filiação organicamente partidária à FEC M L enquanto a redacção de Lisboa sustenta posições ideológicas independentes de qualquer organização partidária (2). Por outro lado, a antiga situação de coexistirem duas edições separadas do mesmo jornal, uma delas integrada organicamente num grupo político, e a outra independente, deu origem a vários equívocos que, pese a verdade, a FEC M-L nada fez para esclarecer (3).

1975-07-28 - ALERTA CAMARADAS! o fascismo ainda mora no R.I.T.I. - Soldados

ALERTA CAMARADAS!
o fascismo ainda mora no R.I.T.I.

CAMARADAS SOLDADOS DO REGIMENTO DE INFANTARIA DE TOMAR!
FURRIÉIS E OFICIAIS MILICIANOS PROGRESSISTAS!

A nossa unidade é conhecida por ser uma das unidades mais reaccionárias do país, refúgio da escumalha fascista. Daqui, por exemplo, partiram oficiais para prender os revoltosos das Caldas em 16 Março de 1975. No 25 de Abril esta foi uma das últimas unidades a renderem-se ao MFA. No 11 de Marco esta era uma das unidades com que o fascista brigadeiro Mo­rais comandante da extinta Região Militar de Tomar, contava para apoiar o golpe spinolista.
Esse patife do Morais fugiu para o Brasil, mas muitos dos seus amigos ficaram cá, conseguindo passar despercebidos, mas caso o golpe triunfasse eram os primeiros a vingarem-se sobre nós.
Camaradas! O 11 de Março já la vai há quase 5 meses, e os seus responsáveis ficaram impunes, tendo sido libertados aos poucos, neste momento o fascismo volta de novo a ameaçar a nossa liberdade conquistada no 25 de Abril: dezenas de pides fogem de Alcoentre, assistimos a manifestaçõ­es reaccionárias com os fascistas do CDS, PDC, PPD e ELT à cabeça, etc, e o que é que nós vamos fazer? Vamos ficar à espera que os fascistas se or­ganizem à vontade para amanhã acordarmos com a criminosa ditadura fas­cista outra vez no poder? NÃO, camaradas, nós já sofremos muito na guerra colonial assassina, não queremos voltar a ser oprimidos por essa canalha. Nós somos soldados, somos trabalhadores com uma farda em cima, e como tal o nosso dever é colocar-nos ao lado do povo a que pertencemos, não deixando que o fascismo e a reacção avancem mais, exercendo a vigilância revolucionária dentro do quartel, denunciando e vigiando a xicalhada fascista que por aqui abunda.

1975-07-28 - REUNIÃO INTERCOMISSÕES DE TRABALHADORES

REUNIÃO INTERCOMISSÕES DE TRABALHADORES

A TODAS AS COMISSÕES DE TRABALHADORES
A TODOS OS TRABALHADORES

Realizou-se no passado sábado 26/7, no Instituto Superior Técnico, a 7ª reunião Intercomissões de Trabalhadores. Estiveram presentes cerca de 30 Comissões de Trabalhadores da zona de Lisboa, uma do Porto, das quais 12 estavam mandatadas com direito a voto.
Um operário da CT da "CORTENA" (Corte e quinagem de chapa) solicitou de todas as CTs presentes apoio para a sua luta. Estes camaradas encontram-se em autogestão e pretendem constituir uma cooperativa. Esta empresa situa-se no Largo do Pote de Água n° 5, Alvalade e os camaradas pedem a todos os trabalhadores com tempo disponível para os contactarem no sentido de colaborarem nos piquetes que mantêm nas instalações face as ameaças do ex-patrão. De futuro poderá vir a ser necessário outras formas de apoio das CTs face a uma significância, que está a ser efectuada pelo Trabalho.
Passaram a fazer parte do Secretariado as CTs de "SODA PÓVOA" e Seguros "Mundial e Confiança", por acordo das CTs presentes e em virtude de ter sido aprovado em plenário de trabalhadores daquelas empresas o seu mandato.

1975-07-28 - CAMARADAS - Comissões de Trabalhadores

CAMARADAS

Após cinco meses de luta constante, dura mas irreversível, conseguimos vencer todos os organismos burocráticos que nos barraram e continuam a barrar o caminho para a libertação dos trabalhadores da sociedade capitalista em que as relações de produção EXPLORADORES-EXPLORADOS, são a constante, mais um dilema se nos põe: AVANÇAR OU ESPERAR PELOS QUE SE LIMITAM A ACOMPANHAR O PROCESSO REVOLUCIONÁRIO INICIADO EM 25 DE ABRIL DE 1974.
Se avançamos, assumimos a responsabilidade e portanto, não poderemos virar a cara às responsabilidades e a tudo o que nos possa fazer frente....
Se esperamos, é quase certo que acabaremos por ser absorvidos por forças estranhas aos interesses dos trabalhadores, não só da FLORESCENTE, como do resto do País.
E porque, é que se nos põe este dilema?... Porque até hoje, a pessoa ou pessoas que no Ministério do Trabalho, e neste caso teremos de citar o nome da Dra. Maria Armanda, que, para além de se ter mostrado incapaz de arranjar uma solução para os trabalhadores da Florescente, a mesma Drª. tem menosprezado e feito de todos nós, o que os Capitalistas e seus Lacaios já faziam: METER NA GAVETA AS PRETENSÕES DOS TRABALHADORES, fazer dos trabalhadores uns bonecos articulados.

1975-07-28 - PROPOSTA DE TOMADA DE POSIÇÃO ACERCA DA "GREVE DE 1/2 HORA, DECIDIDA PELA INTERSINDICAL" - Comissões de Trabalhadores

PROPOSTA DE TOMADA DE POSIÇÃO ACERCA DA "GREVE DE 1/2 HORA, DECIDIDA PELA INTERSINDICAL"

MOÇÃO
Embrenhada que está numa profunda crise política, económica e militar, a burguesia portuguesa, lacaia de imperialistas e social-imperialistas, tenta, na manifesta impossibilidade de governar em que se encontra, as mais variadas e desesperadas tentativas de evitar o naufrágio eminente, de tentar safar o barco prestes a afundar.
As duas facções principais disputam-se agudamente. Ambas tentam apresentar aos olhos do Povo, que a responsabilidade do actual estado de coisas, da fome, da miséria, da doença e do desemprego crescente, pertence, não a ambas, quanto ao fundamental mas apenas a uma, à outra.
Esta intrincada disputa, assume aspectos mais ou menos ferozes conquanto as duas principais facções vão constatando o avanço da luta e da organização da classe operaria e do povo, e vão encontrando ainda, as plataformas de entendimento necessárias para tentar travar esse impetuoso avanço revolucionário do proletariado português.

1975-07-28 - A CLASSE OPERÁRIA DEVE OUSAR AVANÇAR NA REVOLUÇÃO - MRPP

A CLASSE OPERÁRIA DEVE OUSAR AVANÇAR NA REVOLUÇÃO

TODOS AO GRANDE COMÍCIO, 2 DE AGOSTO, SÁBADO, 21 H. PALÁCIO DE CRISTAL

À CLASSE OPERÁRIA E AO POVO DA REGIÃO DO PORTO,
Camaradas,
Uma profunda crise de consequências incalculáveis varre o nosso país. A recente disputa que ins­talou no seio do IV Governo Provisório, que opôs uns partidos aos outros e que deu origem ao V Governo Provisório, não é mais do que a prova provada da correcta e científica tese do nosso Movimento de que «a burguesia já não pode governar e a classe operária prepara-se para o poder fazer.»
Na véspera do V Governo Provisório qual é o balanço que temos que fazer dos outros quatro, também provisórios? Este, muito simples: O balanço das misérias, das doenças, da fome crescente para o povo, do desemprego constante, da emigração, da repressão. O balanço das promessas dos mundos e fundos prometidos e não cumpridos. E temos também que não só comprovar a que os outros quatro Governos Provisórios não passaram de um só — pois os partidos e homens foram sempre os mesmos – como também prever que o V Governo, também provisório, irá aplicar escrupulosamente a mesma linha de tudo prometer e nada fazer.

1975-07-28 - NOTA DO COMITÉ EXECUTIVO ESTRELA VERMELHA-RIBEIRO SANTOS SOBRE O FALECIMENTO DO MENINO JOÃO SARAMAGO, FILHO DO NOSSO QUERIDO CAMARADA DANILO MATOS, MEMBRO DO COMITÉ LENINE, COMITÉ CENTRAL DO MRPP - FEML


NOTA DO COMITÉ EXECUTIVO ESTRELA VERMELHA-RIBEIRO SANTOS SOBRE O FALECIMENTO DO MENINO JOÃO SARAMAGO, FILHO DO NOSSO QUERIDO CAMARADA DANILO MATOS, MEMBRO DO COMITÉ LENINE, COMITÉ CENTRAL DO MRPP

Foi com um sentimento de pesar profundo que o Comité Executivo do Comité Estrela Vermelha-Ribeiro Santos, órgão central da FEM-L (Federaçao dos Estudantes Marxistas-leninistas) tomou conhecimento do falecimento do menino João Saramago Matos, filho do nosso querido camarada Danilo Matos, membro do Comité Lenine, Comité Central do nosso Partido.
Ao comunicar tal acontecimento a toda a juventude estudantil comunista revolucionária, democrática, patriótica e anti-fascista do nosso pais, o Comité Executivo do Comité Estrela Vermelha Ribeiro Santos quer salien­tar o exemplo que constitui a firmeza e o espirito comunista com que o camarada Danilo Matos e a sua companheira ecoaram este momento tão doloroso, que agora se lhes repete, cinco anos após terem sido sujeitos à mesma dura prova.
O Comité Executivo do Comité Estrela Vermelha-Ribeiro Santos expressa ao camarada Danilo Matos e à sua companheira o maior respeito pelo seu sentimento e quer deixar-lhes claro o seu absoluto apoio nesta ocasião de justificada mágoa.
O Comité Executivo do Comité Estrela Vermelha-ribeiro Santos convoca os estudantes comunistas, revolucionários, democráticas, patriotas e anti-fascistas para o funeral, que se realiza às 16 horas de hoje, segunda-feira, dia 28 da Casa Mortuária do Hospital de Santa Maria para o Cemitério de Benfica, onde terão oportunidade de se juntar aos elementos da classe operária e do povo em atitude de sentida homenagem.
VIVA O POVO! VIVA O PARTIDO! VIVA O GLORIOSO COMITÉ LENINE! VIVA O M.R.P.P.!
O POVO VENCERA!

28 de Julho de 1975
COMITÉ EXECUTIVO DO COMITÉ ESTRELA VERMELHA-RIBEIRO SANTOS (ÓRGÃO CENTRAL DA F.E.M-L)

1975-07-28 - DELARAÇÃO do COMITÉ "REVOLUÇÃO DE OUTUBRO" ACERCA DAS REOROVAÇÕES NOS EXAMES DO ENSINO SECUNDÁRIO - FEML



1975-07-28 - MANIFESTO AOS PROFESSORES - Sindicatos


segunda-feira, 27 de julho de 2015

1975-07-27 - VIVA O MOVIMENTO DE RECTIFICAÇÃO GERAL! - MRPP

VIVA O MOVIMENTO DE RECTIFICAÇÃO GERAL!

OUSAR CONQUISTAR A HEGEMONIA NA REVOLUÇÃO!
PREPARAR A FUNDAÇÃO DO PARTIDO!
OUSAR CONQUISTAR O PODER!
I - OUSAR SER A MINORIA E ATER-SE AO PRINCÍPIO DE QUE UM PEQUENO PARTIDO PODE DIRIGIR A REVOLUÇÃO E TOMAR O PODER POLÍTICO.
II - CADA CÉLULA DEVE ESTAR SEMPRE À FRENTE DAS MASSAS, PARA AS DIRIGIR NO SEU AVANÇO E NUNCA TARAS DOS ACONTECIMENTOS OU A REBOQUE DAS LUTAS.
III - CADA CÉLULA DEVE TOMAR A INICIATIVA EM TODA A PARTE E MOBILIZAR COM AUDÁCIA AS AMPLAS MASSAS.
IV - CALA CÉLULA DEVE PLANEAR TUDO ATÉ AO PORMENOR.
ANTEVER-SE A CONQUISTAR VITÓRIAS SUCESSIVAS E A TRAVAR COMBATES PROLONGADOS.

1975-07-00 - Revolução Proletária Nº 02 - ORPC(ml)

A DITADURA DO PROLETARIADO - O ALVO DA LUTA

"Por que razão falava Lenine na necessidade de exercer a ditadura sobre a burguesia? E preciso ter uma compreensão clara desta questão, senão cairemos no revisionismo”.
Mao Tse-tung

Qual é o traço próprio que nos distingue de todas as outras forças políticas? Será o facto de reconhecermos e darmos grande importância à luta de classes? Será porque queremos uma revolução so­cialista? E claro que isto hoje não chega para definir ninguém. Hoje em Portugal até os cegos vêem a importância primordial da luta de classes e não há cão nem gato que não seja pelo "verdadeiro socialismo”.
Aquilo que distingue o comunista, o marxista-leninista, é ser o único que não fica em análises sobre a luta de classe á nem em promessas sobre o socialismo. Os comunistas são aqueles que lutam pela ditadura do proletariado. Nós dizemos que a actual ditadura da burguesia sobre o proletariado só tem uma saída, que é a ditadura do proletariado sobre a burguesia. E este o alvo da luta, é esta a condição para o socialismo. Quer dizer: nós avisamos que, para o socialismo, não basta que a economia passe para as mãos do Estado; é preciso que o Estado passe primeiro para as mãos da classe operária. E isto consegue-se por uma forma e só por uma: o proletariado, à cabeça do povo, tem que derrubar e destruir pela força o aparelho de Estado da burguesia e criar o seu próprio Estado, um Estado que imponha a vontade democrática da maioria trabalhadora sobre a minoria parasita.

1975-07-00 - INFORME APRESENTADO AO VI CONGRESSO DO PARTIDO COMUNISTA DE PORTUGAL (MARXISTA-LENINISTA) - PCP-ml

INFORME APRESENTADO AO VI CONGRESSO DO PARTIDO COMUNISTA DE PORTUGAL (MARXISTA-LENINISTA)
l.a Edição
Todos os exemplares da presente edição são numerados e autenticados com o carimbo da editora.
Composição:
TEXTO
Impressão:
MIRA - Estúdios Gráficos, Lda.
1975 Edições Seara Vermelha, Lisboa - Portugal

ÍNDICE
1.1 — A situação internacional e nacional é favorável à revolução ...                          11
1.2.................................. - Só os comunistas têm a autêntica solução para a crise . 14
1.3.................................. — Combater sem reservas o social-fascismo revisionista     17
2 - O NOVO PROGRAMA DO PARTIDO .......... 21
2.1.................................. — A nova situação e a etapa da revolução .................. 21
2.2.................................. — O Partido permanece um partido revolucionário ........... 24
2.3.................................. — Algumas questões de tática ............................... 27
3.1.................................. — A nova situação do Partido .............................. 33
3.2.................................. — O Partido permanece um partido de tipo novo, leninista.... 34
3.3.................................. — Sobre as estruturas do Partido ........................... 36
4 - A TÃO DETURPADA QUESTÃO DA UNIDADE DOS COMUNISTAS   38
4.1— O neo-revisionismo não é uma invenção do PCP (m-l)    ..................................... 39
4.2.................................. — O papel histórico da 2.a Conferência e do V Congresso .. 43
4.3  — O Partido desmascara as últimas manobras dos «unitários» sem princípios        45
5.1.................................. — A luta entre as duas vias no interior do CC e do Partido .. 47
5.2.................................. — A propaganda   50
5.3.................................. - A organização        52
5.4................. — O trabalho de massas           54

1975-07-00 - O Grito do Povo Nº 043 - I Série - OCMLP

CONTRA O IMPERIALISMO E O SOCIAL-IMPERIALISMO
Pela Independência Nacional

A situação política portuguesa caracteriza-se hoje por uma grande intensificação da rivalidade das duas su­perpotências (USA e URSS) em luta pelo domínio da nossa pátria e pela exploração do nosso povo. Na sua luta pelo domínio hegemónico do nosso país as duas superpotências imperialistas apoiam-se nos respectivos lacaios internos, partidos burgueses que não hesitam em provocar graves crises políticas e em voltar criminosamente massas trabalhadoras contra massas trabalhadoras, em proveito da gula imperialista desses que em conjunto constituem o maior inimigo dos povos de todo o mundo: as superpotências americana e soviética.
No seu combate pelo domínio de Portugal as superpotências rivais utilizam diferentes tácticas e formas de actuação. Os imperialistas americanos, afastados de posições fundamentais no aparelho de Estado, não põem de parte a cartada social-democrata, mas jogam principalmente no apoio aberto à reacção e subversão fascistas, provocam o boicote e a sabotagem económica, vêem no colapso brusco da economia nacional o melhor caminho para a restauração de uma ditadura fascista que lhes garanta a dominação económica sobre o país. Para alcançarem os seus desígnios os abutres norte-americanas não porão certamente de parte a hipótese de uma agressão armada. Esse é um perigo real para a qual devem preparar-se desde já todas as forças populares e patrióticas.

domingo, 26 de julho de 2015

1975-07-26 - GIRON - A.A.P. - Cuba


1975-07-26 - A QUEM SERVE A CÂMARA DE GAIA? - O Grito do Povo

A QUEM SERVE A CÂMARA DE GAIA?

Em todas as épocas de aparente calma social, a burguesia aparece como conservadora dos hábitos e costumes mais atrasados e mais prejudiciais à vida da colectividade.
Noutras épocas, estas de profundas mudanças sociais e políticas, e onde a contestação às formas de governo da burguesia atinge aspectos violentos, a classe burguesa, de conservadora tenta passar por liberal, pretende fazer reformas para impedir a revolução.
A burguesia às vezes é assim; quer reformas quando nós, operários, já queremos a revolução, deseja por remendos na velha sociedade de exploração a cair de podre, pra tentar evitar a acção dos revolucionários, guiados pela classe mais progressista que até hoje apareceu no mundo: a classe operária.
Porque é que a burguesia procede assim? Porque ela sabe que o seu reinado como classe dominante está a terminar e tem medo de perder o poder.
Usa então de demagogia fingindo com palavreado revolucionário que está do nosso lado (caso do PC e PS) ou vai indirectamente para a pro­vocação e para a chantagem económica e política (caso do PPD e CDS). Mas quer uns, quer outros, acabam na agressão física ao proletariado e revelam-se seus inimigos de morte.

1975-07-00 - PROJECTO DE CONSTITUIÇÃO DA UNIÃO DEMOCRÁTICA POPULAR - UDP

PROJECTO DE CONSTITUIÇÃO DA UNIÃO DEMOCRÁTICA POPULAR

INTRODUÇÃO
À classe operária, aos trabalhadores, a todo o povo português
O projecto de Constituição que a UDP aqui apresenta tem o carácter de um programa imediato de luta, que, consagrando as conquistas já alcançadas pelas lutas das mansas populares, como as liberdades para o povo de reunião, associação, manifestação, etc., define as mais profundas aspirações do povo português, já manifestadas em tantas e tantas lutas, como o esmagamento total da fera fascista, a nacionalização de todo o grande capital e dos capitais imperialistas, a proibição de bases estrangeiras no nosso país, etc.
É neste sentido que a proposta da UDP apresenta as questões gerais resumidas em quarenta e quatro artigos, baseados no princípio da máxima liberdade de organização e iniciativa revolucionária das massas populares que decidirão das resoluções a adoptar perante cada problema concreto.
Apresentar-se um projecto de Constituição com mais de cento e tal artigos, como todos os outros partidos fizeram, é querer estar a legislar tudo e mais alguma coisa, querendo deste modo impedir a iniciativa revolucionária das massas populares. Essas Constituições serão tão ultrapassadas pela luta do povo como já o foi a lei da greve há muito tempo pelos próprios trabalhadores que nas suas lutas pura e simplesmente levaram à prática as decisões das suas assembleias, sem estarem preocupados se essa lei permite ou não permite.

1975-07-00 - DISCURSO PRONUNCIADO NA XVII CONFERENCIA DA ORGANIZAÇÃO DO PARTIDO DE TIRANA EM 21 DEZ. 1968 - MRPP

REALIZAR COM PERSEVERANÇA E DE MANEIRA CRIADORA TODAS AS TAREFAS PARA A REVOLUCIONARIZAÇÃO DO PARTIDO E DA VIDA DO PAÍS
ENVER HOXHA

DISCURSO PRONUNCIADO NA XVII CONFERENCIA DA ORGANIZAÇÃO DO PARTIDO DE TIRANA EM 21 DEZ. 1968

edições “PREPARAR A FUNDAÇÃO DO PARTIDO” - 1
ZONA KARL MARX - JULHO 1975

    REALIZAR COM PERSEVERANÇA E DE MANEIRA CRIADORA AS TAREFAS PARA A REVOLUCIONARIZAÇÃO DO PARTIDO E DA VIDA DO PAÍS
CAMARADAS COMUNISTAS DA ORGANIZAÇÃO DE TIRANA:
É para mim um grande prazer encontrar-me hoje entre vós, na Conferência do Partido de Tirana, desta grande organização do nosso Partido sempre combativa e revolucionária, e transmiti-vos, nesta ocasião, as mais ardentes saudações do Comité Central do Partido.

1975-07-00 - Guiné - JUSTIÇA NOVA JUSTIÇA DO POVO - GADCG

JUSTIÇA NOVA JUSTIÇA DO POVO

Texto extraído de uma entrevista dada pelo camarada FIDELIS de ALMADA ao jornal “Nô Pintcha".
Editado pelo GADCG
Julho 75

"Em 1969 as condições eram já propícias para um novo tipo de justiça. Havia muito mais território controlado pelo PAIGC, havia uma experiência política vivida nas regiões libertadas havia já uma certa maturidade por parte dos quadros e militantes, havia também um maior nível de consciência política da população que durante esses anos todos vivera sob a orientação política do Partido, sempre vigilante para reestruturar as «soluções que a própria luta impõe tivemos de pensar numa justiça de tipo novo. Resolvemos então criar os tribunais populares".
Assim resumiu o camarada Fidélis Almada o processo que levou a estender a todas as regiões libertadas a justiça de tipo novo capaz, simultaneamente, de varrer da nossa terra o chicote do colonizador e entregar ao povo o poder judicial, tal coto os poderes militar, político e administrativo que conquistara com o decorrer da luta.

sábado, 25 de julho de 2015

1975-07-25 - Movimento Nº 24 - Boletim do MFA

EDITORIAL

Que se passa realmente em Portugal?
Esta pergunta surge no espírito de milhares e milhares de portugueses, confusos perante o rápido desenrolar de acontecimentos políticos, saídas do Governo de partidos, comícios, movimentações de massas, comunicados, num clima de tensão social e austeridade que dificulta uma serena análise da situação.
As palavras pronunciadas pelas pessoas mais responsáveis politicamente não têm contribuído para uma clara com­preensão dos problemas do País.
A objectividade cede o passo à agressividade, e, por vezes, o próprio MFA não tem conseguido a necessária serenidade frente a acusações irracionais de que é alvo.
Os verdadeiros problemas do País, não são as divergências partidárias.
Os verdadeiros problemas do País são os problemas da construção do socialismo.
Assiste-se em Portugal a uma luta muito dura e difícil entre as camadas exploradas da população e os extratos que pretendem manter essa exploração.

1975-07-25 - LISTA: Por uma COMISSÃO de TRABALHADORES ao serviço da CLASSE OPERÁRIA

LISTA: Por uma COMISSÃO de TRABALHADORES ao serviço da CLASSE OPERÁRIA
Comunicado nº 3

AS OPERÁRIAS AOS OPERÁRIOS AOS TRABALHADORES DA ITT SEMICONDUTORES

CAMARADAS,
O nosso Plenário ontem efectuado foi uma vitória da nossa classe porque discutimos a nossa proposta e ganhámos a votação. No entanto e necessário que ousemos conquistar maiores vitórias, é necessário que a classe operária ouse levar para a frente a eleição da sua verdadeira Comissão de Trabalhadores. Para isso é necessário que nos unam mos em torno da linha da nossa proposta de Comissão de Trabalhadores, em torno dos seus justos princípios e é necessário que a discutamos amplamente nas nossas secções. Nós operárias e operários da fábrica temos que ousar falar nos plenários e defender às nossas propostas, pois só assim conseguiremos desmascarar as posições incorrectas e fazer vingar as propostas justas. Se ontem fomos poucos os que falámos e obtivemos uma vitória, amanhã quando muitos ousarmos falar quem nos poderá vencer? Ninguém. Camaradas nós temos de ousar lutar para ousar vencer!

1975-07-25 - A Verdade Nº 12 - CM-LP

POR UM GOVERNO REVOLUCIONÁRIO DE INDEPENDÊNCIA NACIONAL!

À Classe Operária!
Aos soldados e marinheiros!
Aos oficiais e sargentos revolucionários!
Aos camponeses e a todos os explorados!
A todos os antifascistas e partidários da libertação nacional e social do povo português!
Camaradas!
Desde o 25 de Abril que os governos se sucedem e cada um deles apenas tem servido para aprofundar a crise em que o anterior se debatia! E isto porquê, camaradas? Porque o Governo é constituído por partidos anti-nacionais e anti-populares, que estão vendidos a potências estrangeiras a quem servem fielmente. Eles só estão unidos quando se trata de defender a ditadura da burguesia e de impedir que as massas populares tomem o poder. De resto, lutam ferozmente: o PS e o PPD querem assegurara exploração do povo pelo imperialismo americano e europeu, enquanto o partido revisionista, o P«C»P, procura correr com os americanos para meter cá os russos, que são tão imperialistas como aqueles.

1975-07-00 - Yenam Nº 12

HONRA AO CAMARADA ARNALDO MATOS!

CAMARADA
Quem neste poema invoca o teu nome
Pediu já pão, já rastejou, passou já fome
Dormiu no chão mil vezes e pisou descalço mil abrolhos
Mil vezes as lágrimas lhe queimaram os olhos!
Este poema não é portanto uma invenção
É a raiva, é a dor a golfar do coração
É a raiva contra todos os tiranos
É a dor de quem queria ver sorrir todos os olhos humanos! Camarada
A tua prisão, é bem a obra prima de um fascista
Pois vê-se bem nela a mão desse artista
Quem te prendeu a ti em nome da justiça
E solta ao mesmo tempo pides e fascistas
Respondam-me vocês revisionistas
Não é acaso fascista também?
Respondam-me! Se não é fascista que nome tem?
Respondam-me sim que sou trabalhador
Desses que vocês invocam para roubar melhor.
Onde as vossas íeis, a vossa, justiça, a vossa democracia Lobos do Chile, réis da tirania

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