terça-feira, 30 de junho de 2015

1975-06-30 - Jornal da Greve Nº 58 - EFACEC

A “BATALHA DA PRODUÇÃO”

Das reivindicações, pelas quais, a classe luta neste momento, a redução de horário é aquela que sem dúvida alguma representa mais ganho para a classe operária. Não só porque assim a classe não contribui para aumento do desemprego, como também imprime à burguesia e ao capitalismo uma derrota que lhe dificulta recompor a sua economia e a obriga, para manter a produção, a aumentar o número de operários.
A luta pela redução do horário de trabalho contribui assim para aumentar as fileiras do proletariado e traduz-se num aumento da consciência política das classes mais exploradas.
Enquanto que aos aumentos salariais, a burguesia responde com o aumento do custo de vida, à redução de horário de trabalho; já se torna mais difícil a sua recuperação. Na luta por aumentos salariais ou que a burguesia não consegue recuperar ë a consciência politica que o proletariado adquiriu através dessa luta que deve ser dirigida mais na sentido da redução dos leques salariais e das categorias dentro da classe operária para a unir, do que na obtenção de ordenados elevados que a burguesia facilmente recupera.

1975-06-30 - REUNIÃO INTERCOMISSÕES DE TRABALHADORES

REUNIÃO INTERCOMISSÕES DE TRABALHADORES
A TODAS AS COMISSÕES DE TRABALHADORES
A TODOS OS TRABALHADORES

Conforme o convocado,realizou-se no passado domingo, no Instituto Superior Técnico entre as 9 e as 18,30 horas, a 3ª reunião Intercomissões de Trabalhadores.
Estiveram presentes 20 comissões de trabalhadores e diversos trabalhadores a título individual.
Durante a manhã e segundo a Ordem de Trabalhos estabelecida, as Comissões de Trabalhadores presentes fizeram simultaneamente a análise da situação económica-politica da classe operária e o levantamento dos problemas mais sentidos pela classe, em cada empresa, neste momento.
Desta análise e deste levantamento, surgiu a seguinte “agenda de trabalhos;
- Organização nas fábricas e nas empresas Comissões de Trabalhadores
- Nacionalizações

1975-06-30 - VIVA A BANDEIRA VERMELHA! - MRPP

VIVA A BANDEIRA VERMELHA!

A TODOS OS MILITANTES E SIMPATIZANTES DO NOSSO MOVIMENTO ENCARCERADOS EM CAXIAS;
A TODOS OS MILITANTES E SIMPATIZANTES DO NOSSO MOVIMENTO ENCARCERADOS EM PINHEIRO DA CRUZ;
A DESTEMIDA ASSOCIAÇÃO DAS FAMÍLIAS DOS ANTIFASCISTAS PRESOS (AFAP)

Para conhecimento: Ao Comité Lenine, Comité Central do MRPP Caxias, 30 de Junho de 1975 cela 13, 12 horas.
Sob a ditadura das classes exploradoras, a prisão é um episódio, previsível e normal, na vida dos revolucionários sinceros, dedicados a servir o Povo de todo o coração.
Por todo o tempo em que a classe dos capitalistas, dos latifundiários e grandes agrários, dos colonialistas e dos roceiros, dos lacaios do imperialismo e do social-imperialismo permanecem no poder sempre os operários, os assalariados rurais, os camponeses pobres, todos os explorados e oprimidos da nossa Pátria se erguerão em luta para derrubar essa classe e esse poder.

1975-06-30 - RELATÓRIO SOBRE AS PRISÕES DE CENTENAS DE DEMOCRATAS E ANTI-FASCISTAS - MRPP

RELATÓRIO SOBRE AS PRISÕES DE CENTENAS DE DEMOCRATAS E ANTI-FASCISTAS.
I
Cerca das 22 horas e trinta minutos do dia 28 de Maio de 1975, o nosso país foi cenário duma violenta onda de repressão, que se abateu sobre algumas organizações Democratas e numerosos anti-fascistas. A essa mesma hora, diversas unidades militares (COMANDOS, C.I.A.C., R.I.O.Q., RALIS, etc.) desencadearam simultaneamente uma série de ataques às sedes e delegações dessas organizações, tendo na sequência da operação, efectuado a prisão de cerca de cinco centenas de democratas anti-fascistas.
Tal acção repressiva visou as seguintes organizações democráticas: o "Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado (M.R.P.P.), a Associação da Amizade Portugal-China (A.A.P.C.), o jornal "YEMAN", a editora, distribuidora e livraria "VENTO DE LESTE", a Faculdade de Direito de Lisboa (F.D.L.) e a respectiva Associação Académica (A.A.F.D.L.) e finalmente Liceus Camões e Pedro Nunes.

1975-06-00 - O Bolchevista Nº 27 - PC de P (e.c.)

Carta de um Camarada da às Organizações do Partido a todos os Militantes A TODOS OS REVOLUCIONÁRIOS

Preparar-se na iminência da guerra
Desde há muito que o PC de P (e.c.) anuncia a eminência da guerra reaccionária entre facções da burguesia. Não o fazemos por alarmismo, culto do bombástico ou pura e simples previsão. A mais elementar análise marxista deve conduzir todos os comunistas a uma tal conclusão. Apenas os loucos ou os inimigos do Povo pretendem ocultá-la.
Perante ela, cabe-nos pois, como a todos os comunistas, um papel determinante e é decisivo na História da luta de classes em Portugal: o papel de tomar lugar na frente do combate, lutando pela transformação da guerra contra-revolucionária em guerra civil revolucionária a caminho do derrubamento do poder capitalista e da construção do socialismo.
A guerra faz-se com armas e não com panfletos ou boas intenções. O povo não está armado, LOGO, a questão do armamento é uma questão fundamental. Na questão da guerra popular, o Povo de cada país deve contar com as suas próprias forças. Isto quer dizer em concreto que É PRECISO IR BUSCAR ARMAS ONDE ELAS ESTIVEREM: às mãos dos inimigos. O problema da organização popular todavia, apesar de ser da estrita competência do Povo e dos revolucionários, já é menos fácil de resolver.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

1975-06-00 - O Comunista Nº 01 - I Série - UCRP(ml)

Declaração Programática do Comité Promotor do Jornal «o Comunista»

1. O nosso jornal é um jornal comunista. O marxismo-leninismo é a base teórica que guia a nossa acção revolucionária. Como comunistas que somos, o nosso objectivo final é a realização do comunismo, mas a nossa tarefa central é hoje a reorganização dos comunistas portugueses e a reconstituição do nosso partido — o Partido Comunista Português.
O Partido Comunista Português, criado em 1921, esteve mais de 40 anos à cabeça das lutas da classe operária, contra o capital, foi membro da Internacional Comunista criada por Lenine e tem um passado glorioso.
Na luta entre as duas linhas, a linha proletária do Marxismo-Leninismo e a linha burguesa da contra-revolução, sempre presentes na vida do partido, foram educados os militantes comunistas e a classe operária em Portugal.
No entanto, a sua directo foi usurpada pelo grupo de renegados revisionistas dirigidos por Cunhal, em fins de 1963, altura em que os comunistas foram obrigados a abandonar o Partido, devido à impossibilidade de nele continuarem a lutar contra a degenerescência que lhe fora incutida por aqueles dirigentes corruptos e renegados ao serviço da contra-revolução, seguindo o exemplo dos novos czares russos, que também, renegando Lenine e Staline, haviam transformado a Pátria ao Socialismo numa potência imperialista e agressora e o Partido glorioso de Lenine e dos Bolcheviques num partido de elementos corruptos e privilegiados da nova burguesia, exploradores e opressores da classe operária e dos povos revolucionários da gloriosa União Soviética.

1975-06-29 - Um dia em comunidade - PCP


1975-06-29 - Resistir é Vencer Nº 25 - AFAP

GREVE DE FOME em CAXIAS e PINHEIRO da CRUZ

OS PRESOS COMUNISTAS E REVOLUCIONÁRIOS TRANSFORMAM AS MASMORRAS DA NOVA-PIDE-COPCON NUM INFERNO PARA A BURGUESIA!

Face aos espancamentos, agressões e provocações a que constantemente estão sujeitos pelos militaristas, especialmente em Caxias; face à proibição de visitas de familiares e amigos, médicos e advogados anti-fascistas e anti-social-fascistas, os camaradas presos, depois de terem desenvolvido outras formas de luta - levantamentos de rancho e manifestações ruidosas e de batimentos de portas - ousaram desencadear a mais dura, a mais elevada forma de luta, aquela que terminará com a vitória ou a morte: a GREVE DA FOME.  
Face a um inimigo militarmente bem equipado, e que durante anos e anos acumulou processos e técnicas de tortura sobre os povos irmãos das Colónias, um inimigo aparentemente forte, mas de facto tão sólido como a lama, os camaradas presos ousam seguir o exemplo do grande dirigente e educador do proletariado e do povo português - o camarada ARNALDO MATOS - e empunhar e levantar bem alto a Bandeira Vermelha dos explorados e oprimidos, a Bandeira Vermelha da Resistência Popular.

1975-06-00 - O Grito do Povo Nº 041 - I Série - OCMLP

NÃO A BATALHA DA PRODUÇÃO!
SIM À BATALHA DA LUTA DE CLASSES

O apelo da INTERSINDICAL AMARELA para que os trabalhadores se apresentassem ao trabalho no pas­sado dia 10, redundou num completo fiasco. Com ele, é toda a demagogia da da batalha da produção que convence cada vez, menos pessoas. Respondendo no desmascaramento de tal batalha pelos comunistas marxistas-leninistas, as massas trabalhadoras compreendem de forma cada vez mais clara, que a batalha da produção não passa de uma forma do propaganda com que a burguesia pretende intensificar a exploração capitalista sobre os trabalhadores, uma manobra destinada a manter e aumentar a mala-valia que quotidianamente é arrancada à força de trabalho.
Para intensificar a exploração a burguesia e os revisionistas, recorrem a todas as formas e artimanhas e, relativamente às massas trabalhadoras que aspiram pela Revolução Socialista, não encontraram melhor maneira que dizer que em Portugal se vive já em socialismo ou se está, a efectuar a Revo­lução Socialista.
Mas as massas trabalhadoras, esclarecidas pelas forças revolucionárias, e pela sua própria experiência, sabem compreender que não estamos em socialismo nenhum nem em Revolução So­cialista nenhuma, sabem compreender que as forças no poder apenas pretendem o desenvolvimento e reconversão do sistema capitalista como forma de o salvar da sua agonia.

1975-06-00 - Luta - Suplemento Nº 04 - III Série - LCI

EDITORIAL:

Camaradas:
Depois deste período que passou, tem uma importância indiscutível tentarmos fazer o balanço e apontar perspectivas face a situação que se criou, nomeadamente em torno do problema da avaliação de conhecimentos. Vista a impassibilidade de, ainda antes das férias, se conseguir mobilizar um número suficiente de estudantes, só após estas se pode realizar uma R.G.E. em que finalmente se apresentaram propostas concretas, que forem discutidas e votadas.
Na altura e estando bem conscientes de que a única forma de dar combate à selecção era opor-se-lhe frontalmente, o que por sua vez só pode suceder mediante a mobilização massiva dos estudantes apresentamos uma proposta, que, exigindo a manutenção de uma conquista já feita pelos estudantes no que passado (dispensa de exame com 10), era a única que poderia ser aprovada um número bastante amplo de escolas, além de, como é bem claro, por efectivamente em causa a selecção capitalista, que este ano pretende filtrar um número restrito de estudantes, de modo a não engrossar demasiado as já consideráveis fileiras de candidatos ao 1º ano da Faculdade.

1975-06-29 - A ACADEMIA DE LISBOA E A ACTUAL CRISE - Movimento Estudantil


domingo, 28 de junho de 2015

1975-06-28 - Grande Comicios - PCP


1975-06-28 - DISCURSO DE ÁLVARO CUNHAL NO COMÍCIO DO PCP REALIZADO NA PRAÇA DO CAMPO PEQUENO EM 28 DE JUNHO DE 1975

DISCURSO DE ÁLVARO CUNHAL NO COMÍCIO DO PCP REALIZADO NA PRAÇA DO CAMPO PEQUENO EM 28 DE JUNHO DE 1975

Camaradas:
A revolução portuguesa tem-se desenvolvido num processo irregular e acidentado. Passaram-se dificuldades, crises e perigos.
Em 25 de Abril, os inimigos da revolução asseguravam curta vida ao novo Portugal democrático. Enganavam-se. Até hoje, o movimento popular e o Movimento das Forças Armadas, em estreita aliança, estiveram em condições de repelir as tentativas contra-revolucionárias, de vencer no essencial as resistências e de fazer avançar o processo revolucionário.
Há muito quem diga que a revolução atravessa actualmente nova crise. E, ante o mar de boatos provocatórios, há quem se sinta preocupado e inquieto quanto ao futuro da revolução.
Às pessoas que se interrogam é necessário dizer que as forças da democracia e do socialismo em Portugal são poderosas e estão em condições de continuar a cortar o passo à reacção e de encaminhar Portugal para os elevados objectivos da revolução portuguesa: liberdade, democracia, independência, paz e socialismo.

1975-06-28 - ACÇÃO FIRME CONTRA OS FASCISTAS! - UDP

Porto, sábado 28/Junho/75 - 2 da manha.

COMUNICADO A POPULAÇÃO
ACÇÃO FIRME CONTRA OS FASCISTAS!
OS OPERÁRIOS NÃO SE DEIXARÃO DIVIDIR!

Durante o dia de ontem (sexta-feira) ocorreram incidentes entre trabalhadores em frente ao Quartel-General do Porto, motivados pelas manobras de agentes fascistas que conseguiram enganar, durante algumas horas, muitos operários e operárias da MOLAFLEX (S. João da Madeira).
Esta provocação fascista aparece na sequência de outras (caso da Radio Renascença, ataques bombistas do ELP, movimentos fascistas na Madeira e nos Açores, incidentes na Casa do Douro, etc.)» e mostra-nos mais uma vez que só uma vigilância popular revolucionária e uma acção firme contra os fascistas podem impedir os reaccionários de voltar a dominar este país.
Que se passou na realidade? Manobrados a boa maneira fascista, com mentiras, ameaças de desemprego, camionetas pagas e ate almoços por conta da casa, os trabalhadores da MOLAFLEX ouviram os defensores do patrão fascista RUI MOREIRA tentarem convencê-los de que esse assassino, fundador do "Partido do Progresso" e membro activo do ELP, tinha sido preso "injustamente". Diziam-lhes, além disso, que "sem o patrão, a fábrica teria que fechar". E assim os trouxeram até ao Porto para manifestar o seu "descontentamento" e pedir "justiça e liberdade" para o patrão.

1975-06-28 - Vitoria Certa Nº 11 - MPLA

POVO ANGOLANO - POVO MOÇAMBICANO: O MESMO COMBATE

A justa luta revolucionária que o Povo Angolano trava não é uma luta isolada! Ela faz parte da luta de todos os Povos e Nações oprimidas do Mundo e do Proletariado dos países capitalistas contra a exploração do Homem pelo Homem.
O colonialismo português foi derrotado não só pela nossa heróica luta de libertação nacional mas também devido à frente de combate que os povos das ex-colónias portuguesas souberam forjar contra o inimigo comum.
Animados deste espírito militante revolucioná­rio, o Povo da Guiné-Bissau, o Povo de Moçambique, o Povo de Angola, guiados pelas suas vanguardas revolucionárias, PAIGC, FRELIMO e MPLA respectivamente, souberam unir e canalizar todas as suas forças para o mesmo fim.
JUNTOS COMBATEMOS — JUNTOS VENCEREMOS
E se o combate foi vitorioso e o colonialismo português foi derrotado, a união forjada na luta deve manter-se firme para a luta revolucionária que agora travamos contra o imperialismo.

1975-06-28 - Comercio do Funchal Nº 2279

Viva Moçambique livre e independente! Viva a Frelimo, guia do Povo moçambicano! Viva a República Popular de Moçambique!

Desde o passado dia 25 de Junho que a África, o Terceiro Mundo e o Mundo são mais livres: Moçambique é um país independente.
A 25 de Junho Moçambique, sob a direcção da sua vanguarda revolucionária — a Frelimo — iniciou, com a instauração de um regime de democracia popular, a longa mas imparável caminhada rumo ao socialismo e à sociedade sem classes.
A importância da experiência de luta pela libertação nacional e pela Revolução Popular conduzidas pela Frelimo é enorme, principalmente devido à justeza da linha política que a superior condução de Samora Machel soube sempre imprimir à dura mas vitoriosa jornada até à independência do Rovuma ao Maputo.
Falar da Revolução Moçambicana é um acto de justiça. Tem sobretudo um carácter de homenagem à Frelimo e ao seu grande guia, o camarada Samora Machel, um dos principais dirigentes marxistas-leninistas vivos.

1975-06-28 - Luta Popular Nº 065 - MRPP

VIVA A REPUBLICA POPULAR DE MOÇAMBIQUE

A proclamação oficial da Independência de Moçambique, é uma grande vitória para o povo moçambicano e para os povos do mundo Inteiro. A justa guerra de libertação do povo de Moçambique, que soube, de armas na mão, fazer frente com uma notável sucessão de vitórias a tentativas desesperadas do colonialismo para o deter.
O povo moçambicano soube, não só compreender que só através da luta armada, do sangue e do esforço, poderia obter a sua independência, como que deveria opor a mesma firme resposta aos ataques armados, como às ofensivas disfarçadas com sorrisos do inimigo. Ao tomar a decisão de, após o 25 de Abril, manter e intensificar a sua luta armada, até que fosse inteiramente clara a posição dos colonialistas sobre a independência do povo de Moçambique, mostrou compreender que não deveria confiar nos sorrisos do inimigo, mas lutar até à sua derrota total. E por isso todas as manobras destinadas a perpetuar a exploração sobre formas neo-colonialistas, depararam com a sua firme resposta e foram sendo sucessivamente derrotadas. A grande ofensiva que foi então desencadeada pelas forças de libertação da FRELIMO reduziu a pó todas as tentativas, então conduzidas pelo fascista Spínola, com o apoio da todos os outros sectores da burguesia representada no Governo de coligação, de manter os laços de dependência e exploração coloniais, sob novas formas. E a «rendição de Luzaca», com o estabelecimento de um acordo para a independência que consagrava no essencial todas as justas posições do povo moçambicano, foi para o colonialismo português, então representado por todos aqueles que pertenciam ao governo português que foi obrigado a o aceitar, uma pesada humilhação. O colonialismo português, completamente destroçado no campo de batalha e incapaz de prosseguir com a guerra, devido à luta contra ela travada por todos os verdadeiros anti-colonialistas que encontrava crescente eco entre os soldados, tinha de se inclinar e ceder perante a grande ofensiva do povo de Moçambique. A conclusão do acordo de Lusaca nos termos em que foi concluído foi assim uma grande vitória, não só para o povo de Moçambique, mas para quem defendia a justa tese, que a separação e completa independência para os povos das colónias é o — único caminho para alcançar a paz.

1975-06-28 - LIBERTAÇÃO IMEDIATA DO CAMARADA ARNALDO MATOS SECRETÁRIO GERAL DO MRPP, GRANDE DIRIGENTE E EDUCADOR DO PROLETARIADO PORTUGUÊS, E DE TODOS OS ANTI-FASCISTAS PRESOS!



1975-06-28 - CONCENTRACÃO POPULAR SÁBADO 28 JUN. 15H CAXIAS - MRPP






sábado, 27 de junho de 2015

1975-06-27 - O 1º de Maio Nº 16

EQUILÍBRIO PROVISÓRIO

É cada vez mais patente que vivemos num regime de compromisso instável, ao contrário do que querem fazer crer as forças que neste momento detêm o poder. Ao mesmo tempo que tentam adormecer a energia revolucionária da classe operária e do povo dizendo-vos que revolucionário é deixar andar, pelas suas mãos, agarram desesperadamente a corda que se rompe. É a velha história do rei que vai nu.
Nós dizemos — as forças reformistas que nos governam, isto é, aquelas que vão fazendo as leis, são do estilo do cego que não quer ver e fazem objectivamente o jogo da reacção. Senão vejamos.
QUEM PERTURBA SISTEMATICAMENTE A ORDEM
Respondamos com honestidade às seguintes perguntas e tiremos as respectivas conclusões:
—  Atacar fascistas é perturbar a Ordem?
—  Deixar os fascistas organizar-se no CDS, PDC, etc., é defender a ordem?
—  Esconder ao povo a verdade sobre Spínola até ao 11 de Março, e a verdade sobre outros implicados em golpes como o 11 de Março, é defender a ordem?
—  Travar lutas contra o capital é perturbar a ordem?

1975-06-27 - CONCENTRAÇÃO POPULAR SÁBADO 28 JUN. 15H. CAXIAS - MRPP

CONCENTRAÇÃO POPULAR SÁBADO 28 JUN. 15H. CAXIAS

LIBERTAÇÃO IMEDIATA DO CAMARADA
ARNALDO MATOS E DE TODOS OS ANTIFASCISMOS PRESOS!

Tal como ontem nas masmorras da pide, hoje, nas mesmas masmorras, mas agora da nova pide-copcon, os comunistas e os anti-fascistas tendo à cabeça o nosso querido camarada Arnaldo Matos; secretário-geral do MRPP, ergam bem alto a Bandeira Vermelha dos explorados e oprimidos, assistindo heroicamente ao isolamento, aos espancamentos, às provocações e às torturas.
Formados no espírito de luta dura e vida simples, no espírito bolchevique do heróico camarada Ribeiro Santos, e educados pela linha vermeIha do nosso Movimento e sob a direcção do camarada Arnaldo Matos, os nossos camaradas presos opõem à feroz repressão fascistaie social-fascista a muralha de ferro da resistência popular!
Uma justa greve da fome faz tremer os muros das prisões de Caxias e Pinheiro da Cruz, põem a descoberto a real natureza da ditadura mili­tar e desencadeia de norte a sul do país um movimento democrático de caloroso apoio.

1975-06-00 - O Tempo e o Modo Nº 111

O PODER ESTÁ NA PONTA DA ESPINGARDA!

No nosso país, tal como em todos os países do mundo, no Vietname e no Cambodja, o poder está na ponta das espingardas. Mas enquanto no Cambodja e no Vietname as espingardas estão nas mãos do povo que acaba de impor ao fim de árduas e heróicas lutas uma derrota esmagadora a um dos colossos imperialistas — o imperialismo ianque — em Portugal as armas continuam ainda nas mãos do exército da burguesia, da guarda da burguesia, e da polícia da burguesia. No seio destas forças da repressão fascista e social-fascista acoitam-se os piores assassinos da guerra colonial que após o 25 de Abril viraram democraticamente «protectores» da «Democracia». Não podemos alimentar ilusões quanto à natureza do poder — ela é diametralmente oposta nos dois pontos do Globo. O povo vietnamita e o povo cambodjano conquistaram o poder e a independência nacional de armas na mão destruindo os aparelhos políticos e militares fantoches da dominação imperialista e instaurados governos populares; o povo português tem ainda pela frente a árdua tarefa de desmantelar e destruir pela raiz o apare­lho de Estado fascista e todos os oportunistas e filisteus que depois do 25 de Abril aí se acoitaram.
Abandonar as ilusões e preparar-se para a luta é a via que se abre à classe operária e ao povo, face ao aprofundar da crise.

1975-06-00 - CIRCULAR INTERNA (para discussão em toda a organização) - UEC

CIRCULAR INTERNA
(para discussão em toda a organização)

ÍNDICE
1 - INTRODUÇÃO
2 - PROGRAMA ASSOCIATIVO
3 - OS ERROS COMETIDOS
4 - CARACTERIZAÇÃO DA MASSA ESTUDANTIL
5 - PERSPECTIVAS PARA A DEMOCRATIZAÇÃO DO ENSINO - PAPEL DOS ESTUDANTES
6 - BREVE ANALISE DA ACTUAÇÃO DOS ESQUERDISTAS EM RELAÇÃO A DEMOCRATIZAÇÃO DO ENSINO
7 - AS NOSSAS PROPOSTAS
A) A ASSOCIAÇÃO
B) TRABALHO NOS CURSOS
C) REVOLUÇÃO CULTURAL
8 - ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O PAPEL DA ORGANIZAÇÃO


UEC COIMBRA/JUNHO/75

sexta-feira, 26 de junho de 2015

1975-06-26 - UNIDADE NA ACÇÃO CONTRA OS EMPREGADOS DE ESCRITÓRIO REACCIONÁRIOS - Sindicatos

UNIDADE NA ACÇÃO
CONTRA OS EMPREGADOS DE ESCRITÓRIO REACCIONÁRIOS

Desde sempre que alguns empregados, foram uma arma repressiva dos trabalhadores ao serviço do patronato.
Estes «mangas de alpaca» de braço dado com o capitalismo, serviram sempre, com maior desprezo pelos trabalhadores, os interesses dos grandes industriais.
A troco de um vencimento superior aos restantes trabalhadores, com o qual o patronato os comprava, dava-lhes a possibilidade de jogar com eles, lançan­do-os contra os outros trabalhadores de maneira a que lhes fosse possível ter sempre os cordelinhos na mão para actuar sempre que fosse necessário.
Todos nós temos bem na memória quem eram os indivíduos que a pedido da Pide/D.G.S. davam as informações pedidas; lembramo-nos também de quem nos admitia e nos despedia das empresas lançando-nos para a miséria.
Não esquecemos também os dias de pagamento nos quais se regateava por vezes $10 que nos faltava na féria, como os dos dias que nos eram extorquidos por falta de cumprimento dos contractos.

1975-06-26 - O Partido Popular Monárquico e o Plano de Acção Política do Conselho da Revolução

O Partido Popular Monárquico e o Plano de Acção Política do Conselho da Revolução

O Comunicado do Conselho da Revolução, sobre o qual o Directório do Partido Popular Monárquico atentamente se debruçou, deve antes de mais ser considerado como o primeiro esforço para a clarificação de uma situação política que, nas últimas semanas, foi caracterizada por ondas de boatos e de inquietações, de violências e de autênticos assaltos ao Poder. A discrepância entre a Revolução cujo galgar feroz ameaça avassalar iodas as empresas (ainda as mais viáveis) e impor-lhes condicionamentos que se pretendem colectivistas, e a revolução burocrática-publicitária, cujo alardeado pluralismo se não cumpre, como se não respeitam as proclamadas liberdades, nem os direitos assegurados, exigia um esclarecimento oficial. Mais que esclarecimento: um compromisso.
A realização da independência nacional através da «descolonização interna», que o Conselho da Revolução proclama como primeiro objectivo da Revolução, foi sempre claramente expresso, com essas mesmas palavras, já antes do 25 de Abril, pelos monárquicos que fundaram o PPM, e depois tem sido sistematicamente posto por este Partido como único meio seguro de impedir todas as formas de exploração do homem pelo homem. Para nós, monárquicos e comunalistas, o caminho para uma sociedade justa passa, prioritariamente, pelo fim da exploração do campo pela cidade, do interior pelo litoral; passa pela equidade entre as regiões no plano do desenvolvimento, o que só pode atingir-se por via comunalista. Quando a liberdade de comunas e as comunidades se institucionalizarem e se auto-gerirem, e a liberdade de os homens se expressarem e optarem, estiverem efectivamente asseguradas, e quando se reconhecer que o Estado tem apenas de facultar a utilização de serviços às pessoas e às comunidades, sem lhes espartilhar as liberdades, nem as enredar em leis inaplicáveis ou iníquas, nem as confundir com palavras de ordem vazias de sentido, ou que apenas enunciam ideologias sem relação com os problemas reais, então estaremos certamente próximos do limite ideal de uma «sociedade sem classes».

1975-06-26 - Pela Libertação dos Povos Oprimidos Nº 04 - CEAC - AAC

EDITORIAL

Hoje, 25 de Junho de 1975, Mo­çambique atinge aquilo porque há centenas de anos anseia: a sua Independência Nacional.
Hoje, o Povo Moçambicano regozija-se com a sua Independência e comemora, ao mesmo tempo, o 13º aniversário da fundação da FRELIMO.
Também nós, Portugueses anti-imperialistas e anti-colonialis­tas não podemos ficar indiferen­tes a esta data, assim como as datas de 5 de Julho e 12 de Julho em que Cabo Verde e São Tomé e Prín­cipe irão libertar-se do jugo co­lonial português.
Por isso a Associação Académi­ca de Coimbra e a Casa dos Estudantes das Colónias (delegação de Coimbra) resolveram levar a efeito uma série de realizações para ma­nifestar o seu apoio e solidariedade aos Povos Irmãos das ex-colónias Portuguesas.
Dentro das Secções Culturais e Organismos Autónomos da A.A.C. que participara nesta iniciativa conta-se também o C.E.A.-C., já que um campo que lhe diz, muito directamente, respeito.
No entanto e à semelhança do que acontece em todo o seu traba­lho, o C.E.A.-C. participa nas comemorações segundo um espírito de não-sectarismo, sem que, por isso, deixe de apresentar os pontos de vista que considera correcto se as suas críticas sobre as questões com as quais está em desacordo.

1975-06-26 - Combate Socialista Nº 14 - II Série - PRT

- editorial -
PELA FORMAÇÃO DE COORDENADORAS ELEITAS NAS UNIDADES MILITARES E NAS FÁBRICAS

Embora a última reunião plenária do Conselho da Revolução tenha aprovado um extenso plano de acção com o aparente propósito de enfrentar a crise que alastra em todos os níveis da sociedade portuguesa, os problemas continuam à espera de resposta, não a encontram neste documento. Note-se que ele foi elaborado após mais de uma semana de reuniões absolutamente secretas e quase continuas do Conselho e da sua Comissão Política. Apesar dos frequentes desmentidos oficiais sobre o carácter excepcional dessas reuniões, é impossível ignorar os conflitos latentes que estão na sua origem. E o objectivo do documento finalmente divulgado pelo Conselho não é, nem pode ser por muito que se proclame o contrário, solucionar a crise económica, social e política do pais: a maior ambição deste documento seria encontrar uma fórmula de compromisso que permitisse conciliar as diferentes posições defendidas dentro do Conselho e as diversas forças que as defendem.

1975-06-26 - APOIEMOS AS JUSTAS REIVINDICAÇÕES DOS OPERÁRIOS E TRABALHADORES DA OGMA - CM-LP

comunicado do CMLP

APOIEMOS AS JUSTAS REIVINDICAÇÕES DOS OPERÁRIOS E TRABALHADORES DA OGMA

O “socialismo” à portuguesa, é o constante aumento do custo de vida e manutenção dos baixos salários. A crise do capitalismo agrava-se e obriga a burguesia a desmascarar-se pondo em prática a sua nova política: contenção dos aumentos salariais.
Camaradas, as vossas reivindicações são justas pois para além de 4.6000$00 ser um salário miserável para qualquer operário, o custo de vida aumentou desde o 25 de Abril mais de 30%. Tal aumento deveria colocar de imediato os vossos salários em 5„980$00 só para fazer face ao aumento até aqui» Da renda de casa aos géneros de primeira necessidade, passando pelos transportes tudo aumenta sem qualquer controle, como em qualquer país capitalista.
Camaradas, também a vossa reivindicação de direito ao trabalho e pleno emprego é justa, pois a classe operária e as massas trabalhadoras em geral, não poderão consentir que para reconversão do capital possa continuar a aumentar o número de desempregados, que já é de 300.000, o que está a criar um autêntico exército de reserva de mão-de-obra.

1975-06-26 - A Verdade Nº 09 - CM-LP

A CRISE DA BURGUESIA E A SITUAÇÃO POLÍTICA ACTUAL

A última semana foi particularmente agitada. A reunião do chamado “Conselho da Revolução” foi marcada pela luta travada por um reajustamento de posições no Poder político. Desde a manifestação dos “Conselhos Revolucionários” que deu origem a reacções claramente anti-operárias por parte do COPCON e do “Conselho da Revolução”, à saída, no sábado, do comunicado final dessa reunião, viveu-se um clima da maior instabilidade.
Neste comunicado o MFA e o "Conselho da Revolução” põem a nu, perante quem tinha ilusões, o seu carácter burguês num momento em que a burguesia atravessa dificuldades económicas crescentes. E como "na casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão”, as zangas sucedem-se, as soluções revelam-se ineficazes e a crise económica agrava-se, acentuando as divergências no seio da burguesia e, portanto, no MFA. Depois do Plano Económico de Emergência, das nacionalizações, das sucessivas mudanças na pasta da Economia, vem agora o “Conselho da Revolução” reconhecer a gravidade do estado em que a economia se encontra e dizer que é necessário elaborar mais um plano.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

1970-06-25 - CIRCULAR Nº 4 - 25 de Junho de 1970 - CNSPP

COMISSÃO NACIONAL DE SOCORRO AOS PRESOS POLÍTICOS
Constituída ao abrigo do Art. 199. do Código Civil LISBOA - PORTO

CIRCULAR Nº 4 - 25 de Junho de 1970

SITUAÇÃO DOS, PRESOS, CONDENADOS, “OUVIDOS” PELA DGS
Passado meio ano sobre a data em que foram "ouvidos" pela DGS para efeitos daquilo que, por lei, devia traduzir-se em proposta de libertação condicional, diversos presos continuam sem saber qual a situação, em que se encontram a tal respeito.
Trata-se de Manuel Serra, Júlio Fogaça, José Alves Tavares Magro, Octávio Rodrigues Pato e Fernanda Paiva Tomas.
Confirma-se, assim, que o sistema de ouvir os presos, criando nestes uma expectativa de libertação breve, constitui, afinal, mais um método de sobre eles exercer uma violência psicológica, intolerável e particularmente desumana.
A incerteza acerca, do termo do período de prisão provoca no espírito do preso um estado de ansiedade gerador de desequilíbrios que se convertem, afinal, em factores de agradação das condições prisionais, com graves reflexos nos seus familiares.

1975-06-25 - INDEPENDENCIA NACIONAL - Ass. - Por. - Moçambique


1975-06-25 - Fulcro - Movimento Estudantil

EDITORIAL

- 25 de Junho de 1962, dia da fundação da FRENTE DE LIBERTAÇÃO DE MOÇAMBIQUE (FRELIMO)
- 25 de Junho de 1975 dia da INDEPENDÊNCIA de MOÇAMBIQUE
A mesma data,distanciada por 13 anos de luta intensa,que aponta dois marcos importantes na vida e história do Povo Moçambicano.
A primeira a fundação da FRELIMO, vanguarda do Povo Moçambicano, que o soube guiar até à vitória sobre a  besta colonialista, contra todos os seus inimigos e opressores. A segunda é o culminar dessa mesma luta. é a vitória contra o colonialismo, contra os inimigos internos, contra os opressores estrangeiros, contra o imperialismo. Mas isto não quer dizer que a luta tenha acabado, ou que já não haja nada  mais a fazer. Não, como diz Samora Machel:
“…Moçambique vai precisar de um Presidente, de um primeiro-ministro, de ministros. E por isso a luta entre nós vai começar. Essa é uma luta de classes. A existência de classes e a luta de classes. É uma luta permanente. Não a postemos ignorar de forma nenhuma. Porque acabou a guerra, dizerem que acabou a luta de classes é confundir a vitória militar com a vitória política. A luta de classes mantem-se. A luta continua.

1975-06-25 - Esquerda Socialista Nº 35 - MES

VIVA A REPÚBLICA POPULAR DE MOÇAMBIQUE

O Movimento de Esquerda Socialista está presente nas comemorações da independência de Moçambique, por intermédio de Nuno Teotónio Pereira, membro efectivo da CPN do MES, convidado especial de Samora Machel e da Frelimo.
Nesta mesma altura o MES envia a seguinte saudação à Frelimo e ao povo moçambicano:
11 Neste dia 25 de Junho de 1975, o Movimento de Esquerda Socialista saúda a nova República Popular de Moçambique, saúda a Frelimo, o Movimento de Libertação que conduziu o povo moçambicano à vitória sobre o colonialismo, e envolve nessas saudações a classe operária, os camponeses, os combatentes, e todos aqueles que souberam erguer-se contra a exploração e a opressão e tiveram a coragem de lutar
A luta do povo de Moçambique, como as lutas dos outros povos que sofreram o domínio colonial português, são conhecidos dos militantes do MES Não apenas porque essas lutas são solidárias com a nossa luta, mas porque muitos desses militantes lutaram na frente anticolonial de forma muito concreta Em Portugal, nas colónias, no exílio, ou procurando e transmitindo informações úteis aos movimentos de libertação, ou divulgando no seio do Povo Português e das Forças Armadas a verdade sobre as guerras coloniais, ou recusando servir no Exército colonialista, ou ainda após o 25 de Abril, forçando ao cessar-fogo no terreno ou participando nas tarefas da descolonização.

1975-06-25 - MOÇAMBIQUE - Ass. Por. - Moçambique


1975-06-25 - VIVA A INDEPENDÊNCIA NACIONAL DE MOÇAMBIQUE! - UJECML

VIVA A INDEPENDÊNCIA NACIONAL DE MOÇAMBIQUE! VIVA A FRELIMO! VIVA A REPÚBLICA POPULAR DE MOÇAMBIQUE!

A luta de libertação do Povo de Moçambique, com a Frelimo à cabeça, é um exemplo para nós, do que pode um povo unido, decidido e armado perante o colonialismo, o imperialismo e todos os seus inimigos.
A luta do Povo Moçambicano contra a dominação colonial sofreu durante anos o efeito da desunião, nascida da falta de conhecimento mútuo ou das contradições atiçadas pelo colonialismo. Mas, o Povo Moçambicano conhecia bem o valor da unidade, e da liberdade nacionais.
A 25 de Junho de 1962, militantes nacionalistas oriundos de várias parles, juntam-se para porem em comum todas as suas capacidades e esforços, a fim de construírem um instrumento de luta capaz de derrubar a dominação colonial da sua Pátria. Essa data marca um momento importante no processo da unidade que leva à construção de uma Nação Moçambicana independente. Nasce a FRENTE DE LIBERTAÇÃO NACIONAL DE MOÇAMBIQUE, a FRELIMO, nasce a organização de vanguarda do Povo Moçambicano, e com ela se inicia o caminho da construção da República Democrática e Popular de Moçambique que hoje se festeja.

1975-06-25 - O Grito do Povo Nº 042 - I Série - OCMLP

VIVA A REPÚBLICA POPULAR DE MOÇAMBIQUE!

Ao fim de dez anos de luta armada o povo de Moçambique dirigido pela FRELIMO, derrotou totalmente o colonialismo, o imperialismo e a reacção interna.
A grandiosa vitória obtida pelo povo moçambicano na sua guerra revolucionária de emancipação tem um significado especial para o povo de Portugal e para os revolucionários portugueses em particular.
Os séculos de criminosa opressão colonial que esmagaram o povo irmão de Moçambique, deixaram também vivas chagas no povo português. A escravatura, a miséria, a doença e a humilhação que pesavam sobre o vosso povo, camaradas de Moçambique, eram também as nossas. E se o inimigo comum tanto se empenhava em semear entre nós o ódio, as pragas do racismo e do chauvinismo, era porque bem sabia que a nossa luta era no fundo a mesma. Era porque sabia que «não pode ser livre o povo que oprime outro povo».
Nós, que no passado sempre fizemos de um dos pontos da nossa luta o apoio internacionalista à luta dos povos africanos pela liberdade e a independência, saudamos calorosamente e de punhos erguidos a libertação total dos irmãos moçambicanos, com a certeza de que a sua vitória de hoje, tal como dantes a sua luta, é um factor importante da emancipação do povo português.

1975-06-25 - CARTER/ITT RUA! - CUA-I


1975-06-25 - Declaração sobre a crise politica actual - LCI

Declaração sobre a crise politica actual

1. O agravamento da crise das últimas semanas veio pôr uma vez mais na ordem do dia a questão central com que se debate o processo revolucionário em Portugal — o problema do poder político.
Na verdade o desenrolar da recente crise e a falsa solução pro posta pelo "Programa de Acção Política" do C.R. vieram demonstrar uma vez mais que o avanço do processo revolucionário rumo ao socia­lismo chocou — e deparará cada vez mais — com a resistência que lhe opõem as estruturas do aparelho de listado burguês.
Mas, também por isso, a crise das últimas semanas permite compreender que só o reforço da unidade e da organização independente das massas trabalhadoras (face aos capitalistas, ao seu Estado e aos seus partidos) nos locais de trabalho e habitação, o avanço na liquidação do poder económico e político dos capitalistas, o armamento e o controle generalizado dos trabalhadores sobre a economia e o aparelho de Estado, poderá criar as condições para a vitória da revolução socialista. A concretização dessa vitória terá pois de passar necessariamente pela destruição do Estado burguês, pela instauração do poder revolucionário dos trabalhadores (ditadura do proletariado), apoiado no armamento geral das massas trabalhadoras (milícias armadas) e no controle democraticamente centralizado de toda a vida social por parte da classe operária e das massas trabalhadoras.

1975-06-25 - CONTRA A REPRESSÃO FASCISTA E SOCIAL-FASCISTA, RESISTÊNCIA POPULAR! - MRPP

CONTRA A REPRESSÃO FASCISTA E SOCIAL-FASCISTA, RESISTÊNCIA POPULAR!

Nesta 2a feira, às 5h da tarde, os anti-fascistas presos em Caxias, desde o assalto às sedes do MRPP, dia 28, iniciara uma greve de fome pela satisfação de três objectivos:
- Cessação dos espancamentos e provocações quer da parte dos militaristas, carcereiros o social-fascistas do forte, quer dos pides, bufos e legionários que ainda estão presos.
- Visita de um médico anti-fascista e anti-social-fascista para tratar dos camaradas de doenças pulmonares e venais devido aos maus tractor.
- Visita colectiva por parte dos familiares e de advogados anti-fascistas e anti-social-fascistas.
Depois disso, às 0h, os anti-fascistas presos em Pinheiro da Crua iniciaram uma greve de fome de solidariedade com os outros camaradas presos e pelos mesmos objectivos.
Estes factos mostram a firme disposição de lutar até ao fim, de não ceder nem pactuar com o inimigo nas suas masmorras. A luta que eles travam não é uma luta isolada. De toda a parte melões e abaixo-assinados exigindo a libertação dos nossos camaradas chegam à Associação das Famílias dos Anti-fascistas Presos - AFAP - por toda a parte o povo discute, revolta-se contra estas atitudes do Conselho da Contra-Revolução. E isto porque começa a perceber o significado das perseguições de que é alvo o MRPP, do assalto às nossas sedes, da onda de calúnias vomitadas quase diariamente pelos pasquins e pela "informação” da burguesia e da feroz repressão que se abate sobre as manifestações em Caxias pela libertação dos nossos camaradas.

1975-06-25 - VIVA A REVOLUÇÃO MOÇAMBICANA! - FEML



quarta-feira, 24 de junho de 2015

1975-06-24 - Voz do Povo Nº 047 - UDP

editorial
ESMAGUEMOS O FASCISMO!

A crise política que se vive hoje no nosso país põe ao povo português a necessidade da luta resoluta pela Liberdade, pelo Pão e pela Independência Nacional.
A escalada reaccionária, com os acontecimentos dos Açores, da Casa do Douro, com os atentados bombistas do ELP em Lisboa, com os acontecimentos do 10 de Junho, a crescente tensão social, a crise política revelada pela reunião prolongada do Conselho da Revolução, mostram que o país está numa encruzilhada e vai ter que escolher caminho.
A hora é de escolhas. Vamos varrer de uma vez o fascismo ou vamos capitular, vamos lutar por melhores condições de vida e pelo direito ao trabalho ou vamos apertar o cinto para encher a pança aos tubarões estrangeiros e nacionais vamos expulsar os bandidos imperialistas ou vamos continuar sob a sua pata?
A luta dos trabalhadores da Rádio Renascença de Lisboa não faz mais do que concentrar num ponto único todas estas escolhas que se põem ao povo português.
A grandiosa manifestação de apoio à justa luta destes trabalhadores, que isolou e neutralizou a contra-manifestação reaccionária de apoio ao patronato, marca assim uma nova fase da ofensiva popular contra a escalada fascista das últimas semanas. Também no Porto, os antifascistas e patriotas consequentes, respondendo ao apelo da UDP fizeram da manifestação de apoio aos trabalhadores da Rádio Renascença uma grande jornada de luta contra o fascismo e o imperialismo, por uma informação ao serviço do povo e pela independência nacional.

1975-06-24 - OS IMPERIALISTAS AMERICANOS PREPARAM-SE PARA SEPARAR OS AÇORES DE PORTUGAL! - OCMLP

OS IMPERIALISTAS AMERICANOS PREPARAM-SE PARA SEPARAR OS AÇORES DE PORTUGAL!

1. Os imperialistas preparam-se para tomar conta da terra portuguesa dos Açores, apoiando-se nos fascistas locais que agora se encobrem na defesa de um falsa "independência" do Arquipélago relativamente ao Continente.
Os fascistas agrupados principalmente na chamada F.L.A., tem o apoio dos partidos burgueses, e lançam já nas várias ilhas, uma ditadura terrorista sobre o povo e os progressistas dos Açores.
Depois de terem ocupado o Governo Civil há algumas semanas, depois de multiplicarem manifestações e provocações autonomistas, os fascistas ao serviço directo do imperialismo norte-americano e por ele conduzidos, preparam-se para transformar o Arquipélago numa neo-colónia dos Estados Unidos. A manifestação que se prepara para hoje sobre Angra do Heroísmo, visa a tomada do poder nos Açores pelo bando de reaccionários, lacaios dos americanos.
2. O Arquipélago dos Açores, constitui um ponto chave no controle do Atlântico e um apoio logístico fundamental para as tropas americanas que ameaçam o Médio-Oriente bem como para o apoio americano às tropas sionistas israelitas. Por isso aí esta instalada uma importantíssima base mili­tar americana e o controle dessa parte do nosso território, é intensamente cobiçado pelas 2 superpotências rivais, os USA e a URSS.

1975-06-24 - Viva o 25 de Junho de 75 - O Grito do Povo

Viva o 25 de Junho de 75
Viva a FRELIMO
Viva a República Popular de MOÇAMBIQUE

Todos à grandiosa festa comemorativa da independência de Moçambique organizada pelo Jornal Comunista O GRITO DO POVO

TERÇA, DIA 24 ÀS 21,30 NA PRAÇA GEN. HUMBERTO DELGADO

1975-06-24 - Movimento Nº 22 - Boletim do MFA

O SIGNIFICADO A HISTÓRIA INDEPENDÊNCIA DA COLONIZAÇÃO

Em 25 de Junho de 1975, Moçambique será total e completamente independente. O décimo terceiro aniversário da FRELIMO ficará assinalado na história da revolução mundial como um marco da maior importância, pela exemplaridade de luta e pela transformação das relações entre Portugal e Moçambique.
Ao longo dos anos de dominação colonial portuguesa, particularmente a partir da "pacificação" de fins do século passado e que se prolongou pela I República, as diversas tribos e etnias das variadíssimas regiões do vasto território de Moçambique desenvolveram laços de solidariedade e de combate contra o elemento que em conjunto os oprimia.
Na vaga de libertação que caracterizou o pós-guerra em África, despertaram para um projecto de independência os elementos mais avançados e os mais conscientes do povo moçambicano, que organizaram diversos movimentos que se instalaram mormente nos países limítrofes, influenciados por diversas concepções de libertação africanas. A criação da FRELIMO representa a união dessas organizações numa frente única e é um passo decisivo para a unidade nacional indispensável para desencadear o processo revolucionário anticolonialista, para a aplicação do programa da insurreição armada dos moçambicanos.

1975-06-24 - O CAMARADA ARNALDO MATOS E TODOS OS PRESOS POLÍTICOS ANTI-FASCISTAS DE CAXIAS ESTÃO EM GREVE DE FOME - MRPP

O CAMARADA ARNALDO MATOS E TODOS OS PRESOS POLÍTICOS ANTI-FASCISTAS DE CAXIAS ESTÃO EM GREVE DE FOME

MANIFESTAÇÃO POPULAR 27 JUNHO 6ª FEIRA ROSSIO 19,30 H

1. Hoje, às zero horas, os nossos camaradas presos em Caxias começaram uma greve da fome pelos seguintes objectivos:
1. Cessação imediata dos espancamentos, agressões e provocações;
2. Recomeço imediato das visitas dos médicos anti-fascistas e anti-social-fascistas, a fim de tratarem os camaradas feridos e doentes (há doentes de papeira, hepatite, pleurisia, epilepsia e feridos dos espancamentos, um dos quais, que apoiou as lu­tas dos nosscs camaradas e é desertor do COPCON, levou 50 pontos depois do espancamento);
3. Visitas imediatas dos advogados e dos familiares.
2. Enquanto os nossos camaradas são presos e torturados, os pides e legionários são tra­tados como príncipes e postos em liberdade. Ontem, mais uma caterva de pides e bufos, mais de uma dezena, implicados no golpe fascista de 11 de Março foram soltos. Isto prova que, apesar de todas as suas divisões e disputas, a burguesia fascista e social-fascista está unida quanto ao essencial que é a repressão sobre a classe operá­ria e a sua vanguarda organizada - o MRPP.

1975-06-24 - COMISSÃO DO MOVIMENTO DE RECTIFICAÇÃO GERAL na emigração - MRPP

COMISSÃO DO MOVIMENTO DE RECTIFICAÇÃO GERAL na emigração

DOCUMENTO

Camaradas:
Como foi decidido na Reunião Alargada de 8/5/75 o MOVIMENTO DE RECTIFICAÇÃO DEVE TAMBÉM DESFRALDAR VELAS NA EMIGRAÇÃO. O lançamento do Movimento de Rectificação Geral foi uma vitória contra a linha negra no seio do nosso Movimente.
Mas, camaradas, sabotagens tentam por todos os meios, impedir que a luta entre as duas linhas, entre a linha vermelha luta pela formação do Partido e que ousa ligar-se às massas, e a linha negra que não quer a Partido, que impede a nossa ligação às massas o que capitulando perante as dificuldades se ajoelha aos pés do revisionismo e da burguesia.
Sem Movimento de Rectifioaçao Geral não há Partido! Mas o lançamento do Movimente pressupõe o Balanço da actividade do Movimento na emigração, analisado à luz do Marxismo-leninismo e do Programa do Movimento.
Camaradas, que as células enviem relatórios, criticas e sugestões à Comissão do Movimento de Rectificação Geral, que o fogo seja feito sobre a linha negra que impede o alargamento do nosso Movimento – Que o fogo seja feito sobre o anarquismo que servindo-se da luta contra a burucracia desorganiza tudo!

1975-06-24 - 12 Outubro Nº 09 - FREP

editorial
CONTINUAR O COMBATE: A DIRECTIVA QUE O POVO NOS DÁ!

1.  Um violento estertor abala a sociedade portuguesa actual. Dum lado, perdidos, desesperados e impotentes todos os contra-revolucionários, desde o C"DS" ao P”C”P cujo último recurso é o da repressão feroz e terrorista, das calúnias vis e grosseiras, dos espancamentos, prisões, da "democracia" dos chaimites e dos comandos assassinos coloniais; do outro lado, o povo que luta seguro e confiante, com a invencível classe operaria a cabeça e a vontade indomável dos que sabem que o futuro lhes pertence. Dum lado os algozes do Povo, os seus perseguidores e agressores fascistas e social-fascistas, aumentam de pânico, exibem a sua impotência de classe condenada nos mercenários que compram, nos tiros, nos gases lacrimogéneos, nas campanhas de terror e agressão contra as massas populares; do outro lado, as massas populares que se organizam, lutam e unem solidamente em torno da sua vanguarda. A revolução e a contra-revolução confrontam-se, e esse confronto será cada vez mais intenso e decisivo, eis a situação.

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