terça-feira, 31 de março de 2015

1975-03-00 - Jovem nas tuas mãos o futuro de Portugal - PCP


1975-03-31 - Vitória Certa Nº 01

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Editorial

Camaradas;
O nosso jornal é um órgão de combate. Na frente de luta que é a Informação, esse órgão de combate é o factor dinamizador. Podemos dizer, que nesta fase da luta o «Vitória Certa» é o pulmão do MPLA.
É através do «Vitória Certa» que os camaradas poderão receber directrizes que orientarão a sua prática revolucionária.
É através do «Vitória Certa» que os princípios que orientam o MPLA podem ser claramente explicitados, definindo passo a passo as formas de orientação correctas.
É ainda através de «Vitória Certa» que poderemos arranjar bases para a análise da situação politica e para que a nossa luta diária seja um elo forte da muralha na luta anti-imperialista, é solida que essa muralha, numa coordenação perfeita com as restantes acções conduzidas por outros camaradas, e outros locais do nosso País.
O jornal «Vitória Certa» é também um porta-voz do Movimento e uma tribuna da defesa intransigente dos espaços e que, como vanguarda do Povo Angolano, queremos atingir.

1975-03-31 - Estamos vigilantes - LUAR

LUAR: Estamos vigilantes

O “PALACETE DOS BAROSAS” - Desde há longos anos - mais de quinze talvez - que o palacete assim conhecido e situado junto da P.S.P. se encontra, vago e desabitado. Os seus proprietários, porque possuidores de avultada fortuna e vários outros imóveis, deitaram ao abandono um edifício, que com o grande quintal anexo constitui uma das maiores propriedades dentro da vila. Esse abandono constituiu verdadeira afronta para os marinhenses que viras desprezado um imóvel que poderia e deveria ter uma aplicação social, já que os seus proprietários demonstravam com a sua conduta não precisar para nada da casa. Após o 25 de Abril, essa situação de abandono tornou-se ainda mais chocante e ofensiva, pois não se pode permitir que haja bens abandonados quando os mesmos poderiam e deveriam estar afectos ao uso comum ou público, servindo a população que deles carece.
O núcleo local da L.U.A.R. sentindo a injustiça da situação, tanto mais quanto é notória a falta de casas e edifícios públicos na Marinha Grande auscultou a população que logo se pronunciou que palacete estaria bem a funcionar além de mais como HOSPITAL ou CENTRO DE PRIMEIROS SOCORROS, podendo eventualmente e se as instalações o permitirem, como ALBERGUE PARA PESSOAS IDOSAS. No seguimento dessa, consulta à população e porque existe uma comissão constituída ou a constituir para fins sociais e de saúde e da qual fazem parte José Manuel Barroca além de outros, o núcleo da LUAR contactou com elementos da mesma no contido de lhes darem conta da vontade dos marinhenses e da possível concretização dessa vontade. Dessa consulta unia coisa resultou: A “Ocupação” do palacete por duas famílias (?) arranjadas à pressa. O CAPITAL CONTINUA A TER AO SEU SERVIÇO BONS LACAIOS.

1975-03-00 - Viva a Revolução Nº 01 - II Série - UJECML

EDITORIAL

I - Nos últimos tempos a experiência do movimento estudantil veio revelar de forma clara uma verdade que os comunistas sempre divulgaram e por que se vêm batendo no campo da luta estudantil: sem organização das massas não há movimento estudantil forte em torno das posições revolucionárias e progressistas de Servir o Povo; sem a organização das massas estudantis a burguesia não se sentirá grandemente afectada pela acção de um grupo restrito de estudantes revolucionários e progressistas mais activos. An­tes os tentará isolar, reforçando nas escolas e sobre os estudantes a sua tutela reaccionária.
Se nos perguntarmos porque acontece a actual situação de desmobilização no movimento estudantil, este desinteresse que contamina largos sectores de estudantes e se caracteriza por uma grande dificuldade dos revolucionários e comunistas levarem à prática as suas propostas progressistas, e isto depois de tantos meses em que reinou no seio dos estu­dantes uma intensa discussão política, em que as possibilidades de efectivação das liberdades de reunião, discussão e associação estão incomparavelmente alargadas — especialmente nas escolas superiores —, em que se conquista­ram pontos importantes no combate ao ensino burguês e em que se deram passos em frente na ligação da luta dos estudantes à luta da classe operária e das massas trabalhadoras, a resposta centra-se na incapacidade demonstrada pelos revolucionários em organizarem os estudantes. Muito particularmente na incapacidade de organizar os estudantes nas suas estruturas sindicais, as comissões de curso e as associações de estudantes.

1975-03-00 - Vanguarda Vermelha Nº 05 - I Série - UC(ml)

Documento: da Comissão Sindical da Comissão Central Provisória da União Comunista (m-l)

SUMARIO
* Capitulo I: JORNADA DE LUTA DE 7 DE FEVEREIRO.
* Capitulo II; AS ORGANIZAÇÕES COMUNISTAS MARXISTAS-LENINISTAS E A JORNADA DE LUTA.
* Capítulo III; ALGUNS FACTOS MENOS FALADOS, QUE É BOM RECORDAR.
* Capítulo IV; PORTUGAL, NA HORA CHILENA?
* Capítulo V; O QUE FAZ CORRER CUNHAL AO LADO DA LUTA DA CLASSE OPERÁRIA?
* Capítulo VI; COMO LUTA O PARTIDO DE CUNHAL CONTRA O DESEMPREGO?
* Capitulo VII; COMBATER OS OUTROS SABOTADORES DA LUTA CONTRA O DESEMPREGO.
* Capítulo VIII; O PLANO BURLA NÃO MATA A FOME.
* Capitulo IX; LUTAR CONTRA O DESEMPREGO.
* Capítulo X; CADERNO DE LUTA. (Proposta)

1975-03-00 - MES - O POUCO DE CADA UM SERÁ O SUFICIENTE!

O POUCO DE CADA UM SERÁ O SUFICIENTE!

CAMPANHA NACIONAL DE FUNDOS PARA O MOVIMENTO DE ESQUERDA SOCIALISTA DIAS 31 DE MARÇO, 1 E 2 DE ABRIL

O MOVIMENTO DE ESQUERDA SOCIALISTA É UM PARTIDO DE VANGUARDA QUE LUTA COM INTRANSIGÊNCIA NA DEFESA DOS INTERESSES DAS CLASSES TRABALHADORAS. FORMADO AINDA ANTES DO 25 DE ABRIL A PARTIR DE LUTAS IMPORTANTES DA CLASSE OPERÁRIA E DEMAIS TRABALHADORES, DOS CRISTÃOS REVOLUCIONÁRIOS, DE ESTUDANTES E INTELECTUAIS REVOLUCIONÁRIOS, O M.E.S. NÃO TEM OS APOIOS QUE OUTROS PARTIDOS PODEM DISPOR.
O QUE GANHAMOS EM INDEPENDÊNCIA POLÍTICA PERDEMOS EM MEIOS, PARA LEVAR PARA A FRENTE COM TODA A FORÇA AS NOSSAS TAREFAS. SABEMOS ATÉ QUE PONTO É IMPORTANTE GARANTIR A TODO O TRANSE A NOSSA INDEPENDÊNCIA; É POR ISSO QUE TEMOS DE RECORRER AOS FUNDOS QUE RECOLHEMOS ENTRE OS MILITANTES, ADERENTES E SIMPATIZANTES DO NOSSO MOVIMENTO.

segunda-feira, 30 de março de 2015

1975-03-30 - NEM FASCISMO NEM SOCIAL-FASCISMO! - RPAC

EM FRENTE NA GRANDE VIA DA REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA E POPULAR!

SOLDADOS E MARINHEIROS:

NEM FASCISMO NEM SOCIAL-FASCISMO!
LUTEMOS AO LADO DO POVO POR UM GOVERNO POPULAR!

CAMARADAS SOLDADOS E MARINHEIROS!
Desde o 25 de Abril que a outra coisa não assistimos do que a golpes e contragolpes, todos eles realizados com o encobrimento e o apoio dos órgãos do poder ditos "democráticos" e "revolucionários". Até agora e de cada desses golpes todos foram então unânimes em dizer que "desta vez é que acabou o fascismo" e que e agora que o povo vai sair da miséria e da fome. Assim fazem o 2º ou 3º MFA no dia 28 de Setembro, assim gritaram em coro, a Junta Militar e os partidos conciliadores do governo, e assim prometeu o 3º Governo Provisório.
Mas já nossa altura o povo não engoliu essa gritaria dos social-fascistas de toda a casta de oportunistas que lhe apelaram para se juntar ao MFA.

1975-03-00 - MULHER - PCP


1975-03-30 - DISCURSO DE ÁLVARO CUNHAL NA COOPERATIVA ESTRELA VERMELHA - PCP

PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

DISCURSO DE ÁLVARO CUNHAL NA COOPERATIVA ESTRELA VERMELHA EM SANTIAGO DO CACÉM 30 DE MARÇO DE 1975

(Quando Álvaro Cunhal subiu à tribuna houve quem gritasse: «Viva o camarada Cunhal!»).

Camaradas:
Cada homem vive e morre mas o Partido fica. Fica a classe operária, fica o povo trabalhador. Quem faz as revoluções é o povo, quem trans­forma a vida é o povo trabalhador. Também a reforma agrária todos nós a queremos. Mas é o povo trabalhador, dos campos, com a ajuda dos operários das cidades e sob a direcção do Partido Comunista, que certamente irá realizar a reforma agrária por que há tanto tempo todos nós lutamos.
Há dois meses, estas terras em que nos en­contramos estavam ao abandono, as árvores por tratar e o gado morria de fome. Como bem se lembram os homens desta terra, essa era a agricultura dos grandes agrários, dos exploradores dos trabalhadores alentejanos, dos sabotadores da economia nacional. Hoje as terras começam a ser cultivadas, as árvores limpas e o gado ali­mentado e tratado. E dizem os nossos camaradas da Cooperativa Estrela Vermelha que está mais gordo e que está portanto com mais quilos para o abate.

1975-03-30 - DECLARAÇÃO DA COMISSÃO CONCELHIA DE CASCAIS - PCP

DECLARAÇÃO DA COMISSÃO CONCELHIA DE CASCAIS DO P.C.P

A Comissão Concelhia de Cascais do P.C.P. tem seguido atentamente a evolução do caso, já muito controverso, da Câmara Municipal de Cascais. A constituição primeira Comissão Administrativa não teve em conta a necessária representatividade da população do Concelho, talvez impraticável nessa altura, mas não teve também a preocupação do corresponder as forças democráticas e progressistas organizadas. Pouco tempo depois, verificada a impossibilidade de a pequena equipa inicial corresponder às necessidades subitamente crescentes da actividade administrativa, fizeram-se pouco escrupulosamente, substituições, surgindo na presidência um individuo escolhido por favoritismo de ordem pessoal o que significava exactamente o contrário da ordem democrática há pouco aberta para a vida portuguesa.
O processe foi assim degenerado de início e, desde então, temos observado um agravamento progressivo das relações pessoais e, consequentemente, da actividade administrativa, com manifesto prejuízo para a população que ia multiplicando os seus reparos e censuras.

1975-03-30 - PELA REFORMA AGRÁRIA - A TERRA A QUEM A TRABALHA - PCP



1975-03-30 - VIVA O «LUTA POPULAR» DIÁRIO - MRPP

VIVA O «LUTA POPULAR» DIÁRIO

ÓRGÃO CENTRAL DO MRPP, O JORNAL DA CANDIDATURA OPERÁRIA!


À classe operária e ao Povo!
A todos os democratas, patriotas, anti-fascistas e anti-social-fascistas!
É com a maior alegria que a redacção do Luta Popular, órgão central do MRPP, comunica à classe operária e a todo o Povo que o «Luta Popular» passará a ser feito nas oficinas e pelas mãos dos operários da «Sociedade Nacional de Tipografia» («O Século»).
Diariamente, a classe operária e o povo passarão a encontrar nas ban­cas dos ardinas, nas fábricas, nos bairros, um «Luta Popular» verdadeira­mente diário, feito e distribuído no próprio dia; um «Luta Popular» mais pre­parado para dizer a verdade, para divulgar as posições e a justa linha política do nosso Partido, para defender intransigentemente os interesses dos explorados e oprimidos, incansável na denúncia e no combate contra todos os inimigos do Povo.

domingo, 29 de março de 2015

1975-03-29 - Discurso de ÁLVARO CUNHAL no Comício realizado em Setúbal - PCP

Discurso de ÁLVARO CUNHAL no Comício realizado em Setúbal

em 29 de Marco de 1975

Camaradas:
A reacção sofreu uma séria derrota em 11 de Março. Deve-se à massiva e decidida resposta do povo português, à unidade das Forças Armadas em torno do MFA e à aliança Povo-Forças Armadas, o fracasso do golpe e o limitado número de militares que nele intervieram. Sem dúvida havia outros comprometidos. Mas o povo e o MFA puseram na defensiva os elementos reaccionários potenciais conspiradores e em numerosas unidades impossibilitaram qualquer eventual tentativa.
Também no distrito de Setúbal a resposta popular foi pronta e eficaz. Logo que começou o ataque ao RAL 1, ao apelo do PCP e de outros partidos e organizações democráticas, os trabalhadores abandonaram as fábricas e os campos, as massas populares vieram para a rua, ocuparam estradas, montaram rapidamente por toda a parte pontos de vigilância e barragens e estabeleceram contactos estreitos e eficazes de cooperação com as forças armadas, criando dificuldades insuperáveis e preparando a resposta a quem quer que quisesse eventualmente secundar a iniciativa contra-revolucionária.

1975-03-00 - Sessão de esclarecimento - PCP


1975-03-29 - SOBRE A ACTUAL SITUAÇÃO POLÍTICA - O Grito do Povo


SOBRE A ACTUAL SITUAÇÃO POLÍTICA

Extractos do discurso de um camarada de "O GRITO DO POVO" no Comício de S. JOÃO DA MADEIRA, realizado em 29 de Março de 75

OS FASCISTAS NÃO DESISTEM!
O 11 de Março. Veio mais uma vez confirmar que os fascistas não desistem da tentativa de restauração no nosso país de um regime de terror sobre o povo português. Vendo a classe operária opor-se e lutar de forma cada vez mais decidida contra a exploração capitalista, vendo os trabalhadores a consolidaram e desenvolverem as suas conquistas, os fascistas de várias tonalidades lançam-se no golpe armado. Eles verificam que a situação política evolui eles vem aterrorizados a força crescente do proletariado, as movimentações das massas populares que cada vez mais tendem a generalizar-se num só grito.
As intensas, manobras fascistas vem de há muito; tinham-se intensificado nas semanas Que antecederam o 11 de Março, como a OCMLP vinha alertando com insistência nos últimos dias em textos e comunicações. Os seus planos são vastos, e incluem emissoras clandestinas para lançar a confusão, difusão ampla de panfletos nas ruas é quartéis, fotocópias de jornais fascistas brasileiros, ataques à vida pessoal de personalidades governamentais e provocações armadas. Ao mesmo tempo esforçavam-se por, ganhar votações a nível de quartéis por entre a oficialidade mais reaccionária e criarem as condições para o golpe.

1975-03-29 - A SITUAÇÃO NOS CAMPOS - FEC(ml)

A SITUAÇÃO NOS CAMPOS

DISCURSO PRONUNCIADO PELO CAMARADAS DOMINGOS TAVARES - JORNALEIRO AGRÍCOLA E CANDIDATO DA FEC (m-l) PELO CIRCULO DE AVEIRO - NO COMÍCIO REALIZADO A 29 DE MARÇO DE 1975 - EM S. JOÃO DA MADEIRA (edição da COMISSÃO CENTRAL DA FEC(m-l)

(edição da Comissão distrital de Vila Real da FEC(m-l)
PREÇO - 1$00

CAMARADAS: 
Para nós, camponeses, a dura exploração de que fomos vitimas no tempo do fascismo não acabou. Depois do 25 de Abril, ou seja, no regime da democracia burguesa em que actualmente vivemos, a nossa situação em nada melhorou.
Continuamos a trabalhar nos campos de sol a sol e chegados ao fim do ano, os produtos que tiramos da terra não dão para pagar as despesas que tivemos.
O milho dá muito trabalho mas pouco dinheiro! O mesmo acontece com o vinho! E assim sucessivamente. Enquanto isto, os adubos, as farinhas e tudo o que necessitamos comprar sobem de uma maneira alarmante. O custo de vida aumenta de dia para dia. Os capitalistas vão assim enchendo cada vez mais a barriga, enquanto nos mandam apertar o cinto. Dizem eles que temos que trabalhar para reconstruir a economia nacional. Mas, camaradas, podere mos nós trabalhar mais do que o que temos trabalhado? E o que nos adianta trabalhar se o que produzimos ê vendido ao preço da chuva. Mas nós camaradas não podemos ir em cantigas. O que ternos a fazer é exigir um preço justo para os produtos da agricultura! Temos que exigir a baixa de adubos e farinhas! E juntamente com os nossos camaradas operários temos de por fim à vida cara!

sábado, 28 de março de 2015

1975-03-28 - INTERVENÇÕES DO COMÍCIO DA UDP

INTERVENÇÕES DO COMÍCIO DA UDP
união democrática popular
28-3-75

A UDP E AS ELEIÇÕES PARA A ASSEMBLEIA CONSTITUINTE CAMARADAS:
No momento em que o nosso país atravessa uma grave crise, em que o nosso povo enfrenta enormes dificuldades e privações, a atenção da maioria dos trabalha dores volta-se ainda para as eleições que se avizinham. Porquê? Porque é que apesar de acontecimentos como o 28 de Setembro e o 11 de Março a classe operária continua a virar os olhos para estas eleições e a depositar nelas tantas esperanças?
A resposta é simples, camaradas: os partidos burgueses agitam desde há muito o engodo das eleições como meio de desviar a classe operária e os trabalhadores dos seus problemas fundamentais, acenando-lhes com o voto, fazendo-lhes crer que, com "políticos" da sua confiança na Assembleia tudo se há-de arranjar. A classe operária e os trabalhadores ainda não se conseguiram libertar das ilusões que a burguesia todos os dias procura meter nas suas cabeças, através de uma propaganda saturadora que se destina, lentamente, a empurrar a grande massa dos que nada têm a perder, para a conciliação e a esperança na minoria dos que nada fazem e tudo possuem. Todos esses partidos burgueses, desde os fascistas do CDS ao PPD, passando pelos falsos amigos do povo de Soares e pelos traidores do renegado Cunhal, todos visam com a sua propaganda eleitoralista e os seus discursos elegantes, perfumados e delicados, apagar a chama revolucionária do povo contra o fascismo, o capitalismo e o imperialismo. Por trás desta propaganda e destes discursos só há podridão, num governo podre em que os mestres da cozinha burguesa aprovam leis anti-populares e passam o resto do tempo a matutar na melhor forma de dar cobertura aos monopólios e imperialistas que levantaram a cabeça no 28 de Setembro e no 11 de Março e continuam a ameaçar as liberdades conquistadas pelo povo e a independência do nosso país.

1975-03-28 - O imperialismo não desarma. - LUAR

O imperialismo não desarma.

Os agentes imperialistas em Angola, o grupo de Holden Roberto e as facções brancas reacionárias massacram hoje abertamente os patriotas angolanos que lutaram de armas na mão pe­la sua completa libertação. O povo português e todos os militantes revolucionários têm de agir no apoio sem reservas aos partidos de libertação MPLA, FRELIMO, PAIGC, MLSTP e FRETILIN.
Os acontecimentos de Angola são parte integrante de uma estratégia imperialista internacional de domínio e massacre.
A luta de libertação continua em Angola e o MPLA, legitimo representante dos povos de Angola, bate-se numa luta de vida e de morte pela independência nacional.
A L.U.A.R. está com os camaradas do MPLA e com todos os patriotas angolanos, apela ao povo português para um apoio firme ao MPLA e exige do Governo Provisório Português medidas concretas para a aplicação dos Acordos do Alvor e a defesa dos interesses revolucionários dos povos angolanos expressos pelo MPLA.
A L.U.A.R. ESTÁ COM O MPLA!
MORTE AO IMPERIALISMO!
MPLA VENCERÁ!

28 Março 1975 
L.U.A.R. LIGA DE UNIÃO E ACÇÃO REVOLUCIONÁRIA

1975-03-28 - VIVA A JUSTA LUTA DO POVO PELO DIREITO À HABITAÇÃO! FEC(ml)

VIVA A JUSTA LUTA DO POVO PELO DIREITO À HABITAÇÃO!

No nosso país, enquanto uma minoria de grandes capitalistas e latifundiários, dispõem de palácios, casas de praia e de campo, desabitadas, a esmagadora maioria do povo vive em péssimas casas, em bairros de lata, em ilhas, em colmeias humanas. Enquanto alguns poucos dispõem de jardins, piscinas e grandes salões, a esmagadora maioria do povo vive em cacifos, sem condições do salubridade e higiene e na promiscuidade mais revoltante.
Enquanto que os senhorios parasitas se recusam a alugar inúmeras casas mantendo-as fechadas e apodrecer, nós vivemos nas piores condições, a pagar rendas altas por quartos miseráveis sem luz e sem higiene.
Além disso, os capitalistas dispõem de leis para os proteger, ao mesmo tempo que infringem as suas próprias leis. Basta ver, por exemplo, que existe uma lei que os obriga a alugar as casas, mas elas continuam por alugar e os parasitas não são castigados nem multados.

1970-03-28 - Convergência Nº 01

JUVENTUDE 

O que é a juventude! Quem é a juventude?
A juventude somos nós: uma amalgama de seres estupidificados através do pouco que já vivemos, com uma cultura nula, não olhando senão para o dia de hoje. Porquê? Porque razão não temos nós um ideal definido, com vista ao futura. 
Qual a nossa cultura geral? Oh, miséria das misérias. Sabemos aquilo que decoramos nos nossos liceus, e aparte disso, os nossos conhecimentos resumira-se ao futebol, aos últimos discos, à "classe" das últimas novidades da moda...
Os nossos interesses são as festas dos amigos, os jogos de domingo, e pouco mais.
Em resumo: levamos uma vida unicamente voltada para interesses individuais, e não queremos nem tentamos saber quais os problemas dos outros, daqueles, a custa da qual, sim, nós compramos os bilhetes de futebol, compramos calças boca de sino e mini saias, à custa dos quais nós podemos andar no liceu. Para es­ses dizemos-lhes que tenham fé em Deus e na salvação. Oh, juventude hipócrita que te enganas e tentas encanar os outros.

1970-03-28 - AOS JOVENS DEMOCRATAS DO DISTRITO DE SANTARÉM - MJD

AOS JOVENS DEMOCRATAS DO DISTRITO DE SANTARÉM

Com base nas conclusões do encontro de 28 de Março (Dia Mundial da Juventude), que não tiveram a devida divulgação por um erro de distribuição, e com base nas conclusões do último encontro inter-distrital (11 e 12 de Julho) pretende-se traçar as linhas gerais do Movimento da Juventude Democrática do distrito, que deverão ainda, ser amplamente discutidas pelas comissões locais.
Assim, e tendo em conta que estas conclusões são simples directrizes para o trabalho prático a realizar, devendo sempre serem consideradas as condições concretas que permitam uma maior mobilização das massas juvenis, propõe-se:

- FRENTE CULTURAL E DE CONVÍVIO; (realização de convívios, pique-niques, encontros, acampamentos, edição de textos, colóquios, mesas-redondas, contactos directos com a população, etc) - como forma de luta contra a falta de liberdade de reunião e expressão de pensamento).

1970-03-28 - À JUVENTUDE - MJD

À JUVENTUDE

Em 28 de Março, logo após a Segunda Guerra Mundial, realizou-se um Congresso de Juventude em que foi criada a Federação Mundial da Juventude Democrática (F.M.J.D.) tendo como objectivo a luta pela Amizade entre os Povos como reacção a um período de violência e terror de que o Mundo acabava de sair provocado pelo imperialismo alemão, italiano e japonês.
Assim surgiu um movimento internacional que hoje agrupa organizações juvenis de todo o Mundo e que tom tido um papel extremamente importante na luta pela Paz e Cooperação entre os Povos.
28 de Março; por ser a data da criação da F.M.L.D., tornou-se num Dia Mundial de Juventude, que os Jovens de todo o Mundo comemoram transformando-o numa jornada internacional de convívio e amizade, de combate à opressão, à exploração e à injustiça, de solidariedade activa, aos povos em luta pela independência económica e política, (Vietnam, América Latina, Argola, Moçambique, Guiné, Médio Oriente, etc.).

1970-03-28 - À JUVENTUDE - MJD


sexta-feira, 27 de março de 2015

1975-03-27 - AO POVO DA CIDADE DE LISBOA - PCP


1975-03-27 - MRPP - À CLASSE OPERARIA E AO POVO DE BRAGA!

À CLASSE OPERARIA E AO POVO DE BRAGA!

Camaradas:
Na noite de ontem, os simpatizantes do MRPP de Braga, ocuparam um prédio devoluto sito à rua de S. Victor, que brevemente abrirá as como Delegação do MRPP em Braga.
Esta medida é tomada depois de, durante cerca de dois se ter procurado alugar um prédio ou arriar que serviço para o fim desejada. No entanto, fomos abjecto de toda a espécie de obstáculos e boicotes, todos eles com o mesmo fim: não permitir que o nosso Movimento tivesse um centro de trabalho e um lugar de reunião e discussão para a classe operária e o povo. Desde renuncias sem apelo nem agravo até ao desfazer de um contracto, já firmado com um senhorio tudo aconteceu.
O prédio que acabamos de ocupar, encontra-se desabitado desde há mais de dois anos, tendo durante este tempo havido sido pedida a casa muitíssimas vezes, inventando o senhorio toda a espécie de desculpas no sentido de não a alugar.

1975-03-27 - Combate Socialista Nº 07 - II Série - PRT

editorial

OBJECTIVOS E LUTAS PARA HOJE
Após a derrota da intentona reaccionária, a nacionalização da Banca e dos Seguros e algumas dezenas de detenções espectaculares mantiveram de pé um legítimo sentimento de triunfo. De momento a confiança no MFA reforçou-se: mas tão grande como a confiança e certamente muito mais persistente é a necessidade de novas e urgentes medidas. A pergunta que paira em todas as fábricas, escritórios ou quartéis é «depois das nacionalizações... que mais?». O Conselho da Revolução não respondeu a esta pergunta, e a expectativa mantém-se. Mas são as massas trabalhadoras as únicas que podem responder, levantando sem demora as suas lutas e os seus objectivos.

ESMAGAR OS ATAQUES REACCIONÁRIOS
Ainda os ecos do 11 de Março não se apagaram, e já o perigo volta a manifestar-se. É a actividade «secreta» da CIA e as declarações do senador americano Buckley pedindo a intervenção militar da NATO. São os já de­nunciados planos do fascista «ELP». Mas o principal perigo continua a ser os grandes capitalistas e o anticomunismo do COS e do PPD, que chegam a expressar-se em actos como o ataque è sede do PCP no Porto. Os conspira­dores devem ser esmagados. Os soldados atacados no dia 11, as massas ameaçadas, todos os que nesse dia impediram novamente que a reacção passasse têm o direito e a necessidade de reclamar um castigo exemplar e, para isso, um tribunal exemplar com representantes eleitos do RALI e da intersindical. E, para travar o passo a futuras intentonas, que poderão ser mais preparadas e sangrentas, é necessário organizar nas fábricas piquetes armados de vigilância centralizados pelos Sindicato e pela Inter, bem como organizar a unidade dos soldados e marinheiros com os trabalhadores, estendendo a todos os quartéis o direito à livre discussão política e a organização de Assembleias e Comissões sem distinção de hierarquias. Esta será também a melhor garantia de um saneamento completo das FFAA.

1975-03-00 - A Voz do Mosteiro Nº 03

EDITORIAL

ACERCA DAS ELEIÇÕES


Vêm aí as eleições. Assim começa a propagandeada RTP. Sobre este acontecimento nacional que vai ter lugar no dia 25 de Abril. "O voto é a arma do povo”, é o slogan usado pela burguesia, através da televisão, rádio e jornais que a servem, e pelos partidos que o representam, fazendo crer ao povo que os seus problemas serão resolvidos através de eleições. Isto é pretender lançar poeira aos olhos do povo, pois que as eleições só servem para saber qual é o partido burguês que vai ajudar os capitalistas a explorar o povo português. Pretende-se assim criar no Povo um espírito eleitoralista, que mais não é do que a cimentação do domínio dos seus exploradores e o desvio do caminho da luta.
Com as eleições o aumento do custo de vida não parará de subir, os ordenados não vão subir, o direito à habitação não vai ser conquistado e medidas firmes contra o desemprego ficarão pelas intenções e outras regalias sociais continuarão a ser um sonho para a classe operária enquanto o Governo for representativo de uma minoria exploradora que vive à custa do trabalho e do suor dos operários e camponeses, medidas a favor destas camadas populacionais mais não são tomadas porque os exploradores não querem perder os seus privilégios. Só quando o povo trabalhador estiver efectivamente no poder é que serão tomadas medidas concretas a seu favor, porque ninguém melhor que ele sabe do que precisa. Mesmo um partido que por hipótese, fosse para o governo, apoiasse abertamente o trabalhador e reprimisse os capitalistas, estes quando vissem que estavam a perder privilégios, agiam imediatamente no sentido de derrubar o governo, matando milhares de pessoas se fosse preciso para imporem as suas leis um exemplo flagrante disto é o Chile, onde os capitalistas e os imperialistas reagiram com um golpe de estado fascista, contra as medidas que o governo de Allende estava a tomar e que afectavam os seus interesses. Têm que ser os operários e camponeses a fazer uma Revolução, defendendo de armas na mão OS DIREITOS conquistados não permitindo que os capitalistas levantem o bico, porque não é pacificamente que os ricos deixarão de o ser. Mas para que isso aconteça é preciso que haja um partido verdadeiramente representativo da classe operária, que neste momento não existe. No entanto, neste momento eleitoral deve ser aproveitado pela classe operária, para se unir e organizar, para lutar pela construção do seu partido marxista-leninista, dirigente que a guie para a Revolução Democrática e Popular.

1970-03-00 - AO POVO PORTUGUÊS, A todos os antifascistas - PCP

AO POVO PORTUGUÊS 

A todos os antifascistas


O momento político actual reveste particular importância.
Os fascistas procuram recuperar o terreno que foram forçados a ceder no último ano e meio pela luta popular. A classe operária, o movimento democrático., procuram defender e consolidar as posições que conquistaram e prosseguem a luta por objectivos imediatos. Do resultado imediato desta luta pode depender toda a evolução da situação política nos próximos anos.

A situação é instável e perigosa
Pela crise que o regime atravessa, pelas suas contradições internas, pela limitada base social em que se apoia é pela amplitude do movimento democrático, o governo de «União Sagrada» de M. Caetano prossegue a sua demagogia «liberalizante». Mas, se, no ano e meio decorrido, as greves operárias, a acção política da Oposição, as lutas dos estudantes» transformaram o que era uma manobra demagógica num recuo político efectivo do fascismo, — agora, o refluxo do movimento popular, o afrouxamento da acção política, podem permitir ao governo reconquistar posições, negar a satisfação de certas reivindicações imediatas que a luta popular anterior pusera na ordem do dia, e impor de novo o imobilismo da vida política, segundo as tradições do salazarismo.

quinta-feira, 26 de março de 2015

1975-03-00 - Angola Nº 15 - LNA

O POVO NÃO DEIXARÁ QUE DESTRUAM O SEU PODER

As comissões populares de bairro são o povo dos bairros organizado. Elas representam um importante passo em frente na luta contra a exploração capitalista e imperialista.
Por isso os reaccionários, aqueles que querem continuar a explorar o nosso povo, aqueles que sob a capa do nacionalismo ape­nas querem expulsar os co­lonialistas para serem eles agora a explorar o povo, todos esses têm medo do poder popular.
Todos esses procurarão destruir o poder popular. E tentá-lo-ão de várias for­mas.
Uns, de maneira violen­ta, reprimindo brutalmente todas as realizações popu­lares, outros, muitas das vezes infiltrados no nosso seio para melhor nos po­derem derrubar, fazendo-o de uma forma disfarçada, escondida.
Uns tentarão meter medo ao povo, dizendo que não deve ir às assembleias po­pulares mas sim ficar em casa.

1975-03-00 - Vanguarda Operária Nº 05 - LCPR

Editorial

A INSTITUCIONALIZAÇÃO DO M.F.A...

Desde o 25 de Abril a estrutu­ra do estado burguês é fraca. A classe capitalista tem como tarefa urgente reconstituir este estado enfraquecido com a queda de Caetano.
Esta é uma das lições de Espa­nha, depois da designação de Afon­so XI e do levantamento proletário da Catalunha em 1936, o esta-' do burguês ficou num total desarranjo. O papel da frente popular com a participação dos estalinistas foi restaurar o estado burguês, apesar de existirem conselhos (jun­tas) de operários e camponeses.
Se em Espanha em 1936, como Trotsky afirmou, os estalinistas fi­zeram uma “aliança com a sombra da burguesia”, em Portugal é menos que uma sombra. A situação e diferente mas o papel dos estali­nistas é o mesmo-reconstruir o estado burguês e esmagar a revolução proletária.
Como disse Trotsky sobre Es­panha (i):
«Dois programas irreconciliá­veis confrontaram-se assim no ter­ritório de Espanha Republicana.

1975-03-00 - SEPARATA SOBRE O I CONGRESSO - UDP

EDITORIAL

Um Congresso de unidade, luta e força revolucionárias
Realizou-se no dia 9, no Montijo, o 1 Congresso da U.D.P. Estavam presentes mais de 400 delegados dos núcleos U.D.P de todo o pais e cerca de 2000 convidados, na sua maioria operários.
Durante os trabalhos do Congresso, que duraram das 10 horas da manhã às 11 da noite e que decorreram no meio de grande entusiasmo revolucionário, foram feitas numerosos intervenções fundamentalmente por representantes dos núcleos de operários, assalariados rurais, camponeses e pescadores, Após a saudação iniciai, foi lido por um camarada URML, que apoiaram a organização da UDP e a sustentam em toda a sua actividade. Foram abordados todos os aspectos da luta e organização nas fábricas, nos sindicatos, nos campos e nos bairros» contra a exploração, os despedimentos e a miséria, as chantagens imperialistas, e social-imperialistas, a reorganização e conspiração dos fascistas. Sobre todos os assuntos focados, foram aprovadas pelos camaradas con­gressistas moções que ficam, a definir a posição revolucionária da UDP.

1975-03-00 - MANIFESTAÇÃO - Sindicatos


MANIFESTAÇÃO

Pela libertação imediata dos sindicalistas químicos presos!
TODOS À PRAÇA DE LONDRES DIA 21, ÀS 19.30 H.

As CSO de Garina. Johnson, Portugals Colónias, Sonatil, Tilan, Sogaz, Colgate, etc., etc.
ESTÃO presos à ordem do Ministro do Trabalho oito sindicalistas e a mulher de um. Sem culpa formada, como antes do 25 de Abril, estes sindicalistas foram detidos depois de se oporem à intervenção antidemocrática do Ministro do Trabalho nos assuntos sindicais.
Tal como eles, exigimos que todos os químicos possam votar! Exigimos que haja mesas de voto junto dos locais de trabalho! Apoiamos as forças progressistas do MFA na luta pela democracia e a independência nacional!

Exigimos a libertação imediata dos camaradas presos!

1970-03-00 - O Comunista - NÃO À GUERRA!


1970-03-00 - O Comunista Nº 05

EDITORIAL

A burguesia continua afanosamente o seu trabalho de adaptação a ui novo estilo de exploração mais evoluído: aumento de salários e assistência social para algumas categorias de trabalhadores essenciais à manutenção do actual estado de coisas (metalurgia, campesinato e funcionalismo público), intensificação das relações com o capitalismo Internacional (1), adaptação da Universidade às necessidades do Capita­lismo Português, "liberalisação" política (2), e intolerância em relação aos militantes que esco­lhem uma prática anti-reformista.
Ora perante este ascendente e assentar do regime Marcelista, qual é a resposta da "Oposição"? Depois de um período eleitoral em que passaram a vida a conven­cer as pessoas que alguma coisa iria mudar, que se iria ganhar, etc., não descobriram outra saída para canalizar o entusiasmo e a frustração de milhões de trabalhadores, se não a formação do "Movimento de Oposição Democrática"!

quarta-feira, 25 de março de 2015

1975-03-25 - Voz do Povo Nº 034 - UDP

editorial
A nossa luta é em duas frentes

Os sanguessugas capitalistas apoiados pelo imperialismo, organizando-se atrás dos partidos fascistas como o CDS o PDC e PPD, apoiados por oficiais fascistas conhecidos pela ‘ala spínolista’ que se acoitaram (e muitos ainda lá estão) no aparelho militar, em estreita relação com os quartéis gene­rais do imperialismo no nosso país - as embaixadas - (como é o caso da americana) investiram e vão investir mais vezes na tentativa de retorno a um regime fascista. A grande burgue­sia quer esmagar com a sua ditadura terrorista, a classe ope­rária e os trabalhadores a quem explora com o fim de assegurar a estabilidade da sua economia das suas regalias, com o fim de continuar a extorquir super-lucros à custa da mais valia.
Contar com as próprias forças é o princípio da classe operária e explorando-o, que mais uma vez provou a sua justeza no II de Março.
Só a força revolucionária dos operários e dos seus aliados, que se fortalece através da luta e da organização, tem feito e fará recuar o fascismo até à destruição da sua raiz - o capitalismo.

1975-03-25 - MRPP - Nem Fascistas, Nem Social-Fascistas! GOVERNO POPULAR!



1975-03-25 - Movimento Nº 13 - Boletim do MFA

EDITORIAL

AVANÇAR SEMPRE


O modo como as massas populares reagiram em 11 de Março, à notícia de que um golpe reaccionário estava em curso. A lição que havemos todos de tirar daquelas horas de acto significado para o futuro da revolução e do país. Vindo para a rua pronto a defender a democracia custasse o que custasse, de mãos nuas, mas de coração habitado de intenso fervor revolucionário, o povo demonstrou, uma vez mais, quanto a revolução é também conquista sua e quanto a solidificação da aliança M.F A. — Povo 6 tarefa que urge desenvolver no dia a dia.
Defendendo quartéis, cidades, órgãos de informação apenas com a fé num Portugal novo, com a certeza de que o caminho hoje encetado não pode ter retorno — o povo veio colocar de novo aos ombros de todos nós, oficiais, sargentos e soldados do M.F.A., a pesada e honrosa responsabilidade de desenvolver e defender a revolução.

1975-03-25 - Luta Popular Nº 0051 - MRPP

editorial
A PRIMEIRA MEDIRA DO CONSELHO DA CONTRA-REVOLUÇÃO

Na sequência de toda uma série de leis, medidas e manobras inteiramente reaccionárias e anti-populares cujo objectivo foi permanentemente o de tentar a todo o custo impedir a participação da classe operária através da sua voz própria — o MRPP — nas eleições, como forma de seguidamente o ilegalizar, leis, medidas e manobras que vão desde as leis anti-popu­lares do recenseamento e dos partidos, às manobras provocatórias e boicotes de toda sorte para impedir a legalização do nosso Movimento; Culminando esta sua acção infrutífera de ten­tar calar a voz da classe operária, a burguesia, em desespero de causa, ante o apoio popular ao MRPP, viu-se obrigado a mandar aos seus órgãos de estado que aprovassem as medi­das legislativas necessárias a atacar frontal e directamente a cabeça da classe operária. Assim foi que entendeu publicar, pouco antes de 11 de Março, 3 leis celeradas e inteiramente fascistas: a que previa a expulsão do nosso Movimento da Co­missão Nacional de Eleições — voz proletária impiedosa contra a fraude e a burla eleitoral burguesa; a que criava as condi­ções para se «proibir» o MRPP de usar o símbolo que lhe per­tence: a foice e o martelo consagrando o seu uso exclusivo aos autores da lei: o partido traidor, vende-operários e social-fascista de Barreirinhas Cunhal; e a que, alterando pela undé­cima vez as leis dos partidos — que foram sendo alegre e renovadamente modificadas ao sabor do gosto dos revisionis­tas — permitia a imediata «suspensão das actividades políti­cas» do nosso Movimento.
Na posse de tais «instrumentos legais», da mascarada legal para o seu ataque, o poder ficou a aguardar o momento propício de o concretizar, dado que a aplicação de chofre de tais medidas chocaria — como chocou — com uma muralha de violento repúdio e indignação popular.

1975-03-25 - Esquerda Socialista Nº 22 - MES

Os Trabalhadores tem de Controlar as Nacionalizações

A nacionalização da banca privada e das companhias de seguros abre novas perspectivas à evolução da economia portuguesa e da grave crise que atravessa, por um lado, e à luta dos trabalhadores, por outro lado.
Se com estas nacionalizações os grupos financeiros foram atingidos no seu centro vital, não podemos esque­cer que, para além de se imporem medidas como a nacionalização do comércio externo e do comércio de produtos essenciais, a nacionalização dos sectores bási­cos da indústria e as que possibilitem o início de uma verdadeira reforma agrária, o que está fundamentalmente em causa é saber que interesses de classe se vão afirmar neste processo. O que está fundamentalmente em causa é fazer deste processo um processo de transformação de economia num sentido que sirva os interesses dos trabalhadores, que permita o combate ao desemprego e a subida do custo de vida, que permita a satisfação das suas necessidades fundamentais. Isto só acontecerá se os trabalhadores efectivamente controlarem as nacionalizações, se forem eles a dizer como deve ser aplicado o dinheiro que existe nos bancos e o que é fundamental produzir no nosso país.

terça-feira, 24 de março de 2015

1975-03-24 - Povo Livre Nº 033 - PPD

EDITORIAL

Dentro de breves dias entrará Por­tugal num período eleitoral em que todos os portugueses de boa fé põem as maiores esperanças.
Tanto se afirmou ao Povo Português a importância que para o futuro do País e para o futuro da Liberdade e da Demo­cracia teriam as próximas eleições que qualquer tentativa de impedimento que se levante a elas só poderá partir de adeptos de regimes idênticos ao que durante 48 anos jogou, apoiado na força das armas, com os destinos e a liberdade de todos os Portugueses.
Não tem corrido como seria de espe­rar o período pré-eleitoral.
Facções políticas, no desespero da veri­ficação da sua incapacidade de obter uma percentagem de votos que justifiquem a sua existência como partidos políticos de massas, têm desenvolvido actividades de assalto a posições que lhes permitam, se as mantiverem, senão governar o país a seu bei talante, pelo menos de o desgo­vernar quando as conveniências do seu partido assim o aconselharem.

1975-03-00 - Spartacus Nº 05

O 11 de MARÇO

Após o 28 de Setembro, indicámos a possibilidade de o sector progressista do MFA, pelo seu carácter de classe médio e pequeno-burguesia, avançar numa política anti-monopolista, necessariamente inconsequente, necessariamente bur­guesa, mas de qualquer forma positiva pelas possibilidades de luta que oferecia à classe operária.
E necessário que os trabalhadores compreendam claramente que quaisquer que sejam os aspectos positivos, historicamente a aproveitar, o MFA, o sector mais progressista do MFA, faz par­te do campo da burguesia Não poderão ser nunca sectores da média ou pequena-burguesia a conduzir os trabalhado­res ã democracia popular, ao socialis­mo. Hoje a esmagadora maioria da classe operária compreende a necessidade do socialismo, compreende que não há outra forma justa de organizar a sociedade, compreende que só o socialismo que pode realizar os justos anseios dos que trabalham e constroem toda a sociedade. Que isto é verdade, prova-o o facto de nenhum partido se atrever a pedir os votos do povo sem lhe dizer que defende o socialismo com esta ou aquela variante. Todos compreendem que talvez seja possível trocar as voltas a muitos trabalhadores falando-lhes de socialismo isto e aquilo, mas sem fa­lar de socialismo nem vale a pena ten­tar.

1975-03-00 - O Coice Nº 02

INTRODUÇÃO
                                               
A saída do 1º número do COICE suscitou bastantes reacções de apoio tanto através da crítica como da sugestão que muito nos estimularam: para a continuação deste boletim.
Convém tornar claro que não assumimos a posição do bronco literato que se deleita na contemplação da sua mediocridade? mas antes procuramos elaborar um trabalho de conjuntos desassombrado no qual manifestamos os nossos conceitos sobre assuntos de vária ordem segundo uma deter minada linha de rumo.
Arranjámos um espaço especial para a política porque, sem ela, o boletim perderia todo o significado que lhe quisemos dar.
O apolitismo e um perfeito absurdo sem cabimento numa sociedade convulsionada por fortes desencontros económicos e ideológicos. Desta forma a ideia de apartidarismo fica reduzida a uma Ingénua figura trovadoresca a dar música às massas.
Quanto à linha política, optámos pela única que achamos correcta! A leitura deste, número dar-vos-á certamente uma ideia mais definida da nossa opção…
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1975-03-00 - África em Luta Nº 02-03 - CIDAC

editorial

Duas recentes tomadas de posição governamentais vieram chamar a atenção do povo português para os problemas económicos derivados da des­colonização e, em particular, para a continuação do auxílio financeiro a con­ceder às antigas colónias. O Programa de política económica e social, (um documento que, pelo menos no plano interno, já está ultrapassado) ao consi­derar as consequências do processo de descolonização, afirma: «porque Por­tugal não poderá rejeitar as suas responsabilidades históricas e morais para com os novos Estados em formação, teremos de continuar a fornecer-lhes, sem paternalismos nem ambições neocolonialistas, a ajuda técnica, humana e financeira que estiver na medida das nossas possibilidades. Por seu turno, o primeiro ministro disse no seu discurso de 20 de Fevereiro: «Das verbas do Estado Português, do nosso orçamento vai dinheiro para o ultramar, por­que esses povos também ficaram na miséria depois da política do fascismo. E se queremos cimentar uma verdadeira amizade com eles, e queremos estar à altura das nossas responsabilidades históricas, temos de contribuir hoje, ainda, para a vida desses povos.

1970-03-00 - Dos estudantes de direito de lisboa ao povo português - M.E.

Dos estudantes de direito de lisboa ao povo português

1. Nos dias 18 e 19 de Fevereiro, através dos diversos meios de informação, teve o país conhecimento de que, por deliberação do Conselho Escolar, fora encerrada a Faculdade de Direito de Lisboa, Tal foi o único episódio de uma série de acontecimentos, desenrolados desde há dois meses naquela Faculdade, que a tenaz acção da Censura Prévia permitiu que chegasse ao conhecimento do grande público. Encontra-se opções na ignorância das razoes porque lutaram e lutam os estudantes de Direito, de tudo quanto originou e explica a presente crise na Faculdade de Direito de Lisboa.
2. A luta dos estudantes de Direito desencadeou-se em torno de objectivos extremamente simples e de premência inadiável, que se podem resumir, basicamente, em dois pontos: melhoria das condições gerais do ensino na Faculdade de Direito; maiores facilidades e melhores condições pedagógicas para a grande massa de estudantes-trabalhadores (alunos voluntários) que frequenta a Faculdade.

segunda-feira, 23 de março de 2015

1975-03-23 - LEVANTEMO-NOS CONTRA A REPRESSÃO FASCISTA E SOCIAL-FASCISTA SOBRE O POVO E OS SOLDADOS E MARINHEIROS! - RPAC

EM FRENTE NA GRANDE VIA DA REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA E POPULAR!

LEVANTEMO-NOS CONTRA A REPRESSÃO FASCISTA E SOCIAL-FASCISTA SOBRE O POVO E OS SOLDADOS E MARINHEIROS!

ACERCA DA ILEGALIZAÇÃO DO MRPP E DAS RECENTES PRISÕES DE SOLDADOS E MARINHEIROS

CAMARADAS SOLDADOS E MARINHEIROS;
Enquanto pela quarta vez entra e sai mais um governo Provisório (sendo que, em relação aos anteriores, todos os fascistas e social-fascistas e o próprio MFA diziam ir resolver os problemas do povo), o Conselho da Contra-Revolução vai dando os primeiros passos da ditadura militar e mostrando como os lacaios do imperialismo e do social-imperialismo se unem no sentido de tentar esmagar a classe operária e a sua cabaça, reprimindo os revolucionários e levando o povo a ajoelhar perante os exploradores...

1975-03-23 - OCMLP - NÃO ÀS MANOBRAS

NÃO ÀS MANOBRAS

Camaradas:
Foi marcada uma greve pela Federação dos Sindicatos Metalúrgicos para 4ª feira, dia 24,entre as 10 e as 11 horas da manhã. Dizem estes senhores que os objectivos principais são a luta por melhores salários para as classes mais desfavorecidas e a luta contra a reacção. O processo de negociação entre os sindicatos e os patrões, começou há mais de meio ano que por volta de Julho, o patronato recusa-se a discutir o Contrato Colectivo de Trabalho; esta recusa do patronato nunca foi divulgada às massas trabalhadoras, so­bre as quais os sindicatos, se fossem democráticos e verdadeiros defensores da classe operária, se deveriam apoiar. Em vez disso, apoiaram-se no Ministério do Trabalho desprezando a classe operária. De repente aparece a greve, caída do céu sem ninguém saber como.

QUAIS OS VERDADEIROS OBJECTIVOS DESTA GREVE?
1 - Fazer pressão sobre mais um governo burguês para fortalecer as posições do P"C"

1975-03-23 - Informação - SBL Nº 17

A Banca é do Povo

Os capitais depositados não eram aplicados nos sectores úteis à população
A banca privada era incompatível com o 25 de Abril
Os bancos detêm o mais poderoso meio de financiamento do país. Esse poder advém das economias do Povo Português neles acumula­das. Essas poupanças acumuladas eram aplicadas, não nos sectores de produção mais necessários ao bem estar do Povo, mas «sim nos sectores com maior taxa de lucro. Ainda através dessa acumulação era constantemente ampliado o poder pela aniquilação dos pequenos empresários, que financiavam assim a sua própria ruína.
Como demonstração cite-se que enquanto o capital próprio e reser­vas dos bancos cifra-se à volta dos 10 milhões de contos, o capital alheio ultrapassa os 200 milhões.
Para a população esta «política económicas», que só tinha por objec­tivo o lucro, representava a cons­tante carestia da vida. Para os do­nos dos bancos representava o cons­tante aumento do poder, o luxo, os gastos fabulosos. Para a economia der do grande capital financeiro, nacional representava o atraso, o desperdício e a dependência ao capitalismo internacional.

1975-03-00 - C.T. - TAP – COMUNICADO Dos Trabalhadores à População

TAP – COMUNICADO Dos Trabalhadores à População

OS TRABALHADORES DOS TAP TENDO CONSCIÊNCIA QUE:
a) A difamação do que foram alvo e à qual continuam sujeitos, colocou à população portuguesa fora da verdade, através duma informação intencionalmente deformada, da justa luta que vem sendo desenvolvida desde 1970.
b) As suas justas reivindicações tem sido deturpadas, boicotadas e adiadas por tempo indeterminado.
c) Só a verdade lhes interessa como processo de luta contra a classe dominante que, ao contrário, utiliza os seus órgãos (informativos, governamentais e partidários) para lançar as maiores mentiras sobre os Trabalhadores de forma a que estes lutem "ferozmente" entre si.
d) Já não nos é possível manter mais conversas com "surdos" acerca de toda a situação caótica que reina nos TAP, às dificuldades económicas dos Trabalhadores, ao justo saneamento e à conclusão do Acordo Colectivo de Trabalho (ACT).

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