domingo, 31 de agosto de 2014

1974-08-31 - Fronteira Nº 08 - LUAR

PARA ONDE VAMOS?

Dizer que se atravessa um período decisivo da fase de História encetada com o 25 de Abril será pura banalidade para alguns. No entanto, muita gente parece não se aperceber de tal realidade quer por cegueira política quer por outra razão, havendo ainda quem a cale porque o jogo de compromissos em que se afunda obriga a um oportunismo necessário.

CHAIMITES NO ROSSIO
Quando da tentativa de golpe «legal» empreendida pelo ex-primeiro ministro Palma Carlos — a que nos referimos no último número — o M.F.A. surgiu numa manifestação de força sobre a qual havia já quem tecesse certas reservas. Mas como também dizíamos nesse anterior artigo, essa manifestação foi logo limitada por diversos factores, entre os quais, a fluidez política do Movimento e as suas características politico-estruturais. Facto que provocou a criação do governo de compromisso, para os militares nele presentes, actualmente vigente.

1974-08-31 - A Opinião Nº 057

O SERVIÇO DE MINEIRO É MUITO SUADO

O serviço de mineiro é muito suado, além de suado dá muito pouco dinheiro. Assim falaram alguns mineiros das minas da louça de Valongo.
- A Opinião visitou uma empresa, ouviu alguns trabalhadores. O que vimos e ouvimos reflecte e dá a medida da situação em que vivem e trabalham cerca de 600 mineiros.
Passámos algumas horas com eles, fomos ao fundo da mina. Comprovámos uma situação semelhante àquela que Pablo Neruda denuncia no poema. No mundo capitalista os mineiros são vítimas duma exploração desenfreada, sugados até às suas últimas forças e abandonados como peças velhas duma máquina.

1974-08-00 - Biblioteca do Militante da Vanguarda Vermelha Nº 01 - UC(ml)

BIBLIOTECA DO MILITANTE DA VANGUARDA VERMELHA

A CÉLULA
N - 1 nova edição
Edições da COMORG
Agosto 1974
Preço 1$50

I - A CÉLULA DE EMPRESA
l) Composição da célula
A célula de empresa deve ser composta por todos os comunistas que trabalham na empresa, podendo qualquer célula ser constituída apenas por 3 camaradas.

sábado, 30 de agosto de 2014

1974-08-30 - A LUTA PELO PÃO, PAZ E LIBERDADE CONTINUA! - MPAC -CLAC's

A LUTA PELO PÃO, PAZ E LIBERDADE CONTINUA!

Muitas de nos fomos ao "Portugal novo” e de "novo" vimos que o Povo português luta contra a burguesia "liberal" no poder, tal como tinha lutada contra o fascismo, para acabar com a miséria, a exploração capitalista e contra a guerra colonial.
MAS OS "NOVOS" BURGUESES NO PODER QUEREM-NOS FAZER CRER QUE E A "democracia", A "liberdade", A "paz", ETC. ETC.
A realidade é diferentes "LIBERDADE" E " DEMOCRACIA" PARA QUEM?
Se os operários fazem greve os "Cunhais", "Soares", "Spinolas", etc dizem que os trabalhadores "querem o caos económico" etc. Quer dizer para o "governo provisório" os trabalhadores "devem" continuar na miséria à espera, que as coisas caiam do céu! Mas os trabalhadores sabem que os capitalistas na© "dão". E, se queremos acabar com a causa dos nossos problemas a solução é uma única ACABAR COM OS CAPITALISTAS!

1974-08-30 - GREVE na BLUE-BELL CONTRA OS DESPEDIMENTOS! - MRPP

LUTEMOS PELA MOBILIZAÇÃO DE TODAS AS FORÇAS PARA A FUNDAÇÃO DO PARTIDO!

IMPERIALISTAS FORA DE PORTUGAL!
GREVE na BLUE-BELL CONTRA OS DESPEDIMENTOS!

Às operárias da Blue Bell
Ao povo do Fogueteiro e arredores!

Camaradas!
O imperialismo mundial, com o americano à cabeça, domina, saqueia e explora a nossa Pátria;
Progressivamente, e com o apoio e colaboração das camarilhas salazarista e marcelista, a penetração de capital estrangeiro e a ocupação do nosso país por bases imperialistas tornaram-se uma realidade implacável, indigna de um povo que quer ser livre. A nova camarilha no poder em nada alterou esta situação, que coloca em plano de grande destaque a luta anti-imperialista, pela expulsão do opressor estrangeiro, pela INDEPENDÊNCIA NACIONAL.

1974-08-30 - Angola Nº 03 - LNA

Meia palavra

Entre mãos, leitor amigo, tem mais um número da presente fase da revista «ANGOLA».
O bom acolhimento que tiveram os dois primeiros estimula-nos a prosseguir procurando mais e melhor.
Tentaremos fazer de «ANGOLA» um veículo da nossa maneira de ver e sentir os problemas que mais directamente nos dizem respeito.
Pretendemos que ela se venha a alargar a Angola inteira (quem disse que Angola só é Luanda?), marcando presença em todas as frentes de luta pela vide nesta tenra.
Estamos abertos a todos aqueles que nutrem amor verdadeiro por Angola. Serão bem recebidas todas as opiniões, sugestões, toda a colaboração que nos for enviada. Sabemos que disso dependerá a sobrevivência e a dinamização da nossa revista. Sabemos que a crítica é o oxigénio das ideias e que sem ela corremos o risco da estagnação.

1974-08-30 - DISCURSO DE ALVARO CUNHAL no Comício realizado em Peniche - PCP

PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

DISCURSO DE ÁLVARO CUNHAL no Comício realizado em Peniche
30 de Agosto de 1974

Camaradas;
A vós, participantes neste comício, e por vosso intermédio, aos trabalhadores e a todo o povo de Peniche, transmito as calorosas saudações do Comité Central do Partido Comunista Português.
Saúdo particularmente os pescadores, cujo trabalho, duro, corajoso e arriscado nunca teve no tempo do fascismo a atenção que merece, os pescadores que durante dezenas de anos foram vítimas do governo e dos armadores fascistas e que hoje, para defenderem os seus direitos, organizam o seu sindicato que não tem que ser dirigido por homens estranhos à classe piscatória, e deve ser um sindicato dos pescadores dirigido pelos próprios pescadores.

1974-08-00 - A Terra Nº 002 - III Série

URGENTE E TOTAL LIQUIDAÇÃO DO APARELHO CORPORATIVO FASCISTA DA AGRICULTURA

No dia 6 de Agosto o Conselho de Ministros decidiu a desmantelamento imediato da máquina corporativa do fascismo, tendo sido aprovado o decreto-lei que dissolve as Corporações e atribui a uma comissão liquidatária a missão de formular propostas sobre a recolocação do respectivo pessoal.
A abolição de todas as corporações, revertendo os respectivos bens para o Estado, é uma medida de extraordinária importância, muito particularmente no que respeita à agricultura.
Imediatamente depois do derrubamento do Governo fascista, num documento datado de 26 de Abril de 1974, o jornal «A Terra» tinha lançado a palavra de ordem: «Que sejam eliminados os organismos corporativos fascistas na agricultura», considerando indispensável já imediata extinção das Juntas «Nacionais» do Vinho, das Frutas, da Pecuária, dos Grémios da Lavoura, etc., que sempre sugaram o nosso suor e sempre estiveram ao serviço dos interesses dos monopólios, dos latifundiários e dos grandes empresários agrícolas.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

1974-08-29 - FACE AO GOVERNO E AO PATRONATO - PRP-BR

P.R.P. - PARTIDO REVOLUCIONÁRIO DO PROLETARIADO

FACE AO GOVERNO E AO PATRONATO  OS TRABALHADORES DA TAP VENCERÃO

1. - Factos graves estão-se a passar na TAP. Os trabalhadores desta empresa resistem a uma campanha de manobras e calúnias e à ocupação militar feito pelo Governo de serviço da burguesia.
Porque as negociações em relação ao Acordo Colectivo de Trabalho estavam suspensas e por que aquele Acordo não contem a resolução de determinados problemas (saneamento, divulgação dos responsáveis pelos factos de Julho de 1973, resolveram os operários do sector de Manutenção apresentar um Caderno Reivindicativo a que tinha que ser dada uma resposta até ao dia 26. Esse Caderno Reivindicativo reclama um saneamento de acordo com uma lista elaborada pelos trabalhadores, uma revisão de salários que permita aumentos significativos para os salários baixos e pequenos ou nenhuns aumentos para os salários mais altos, a aplicação imediata do horário de trabalho do A.C.T. e o apuramento das responsabilidades nos actos criminosos de Julho de 1973 e nos despedimentos nos meses que se seguiram. Como não fosse dada resposta os operários daquele sector decidiram entrar em greve, com a qual se solidarizaram os trabalhadores dos outros sectores, à excepção duma parte do pessoal administrativo e de voo, grandemente privilegiado dentro da companhia que, nestes últimos chega a atingir ordenados de muitas dezenas de contos.

1974-08-29 - VIVA A JUSTA GREVE DOS TRABALHADORES DO “JORNAL DO COMERCIO”! - MRPP

 LUTEMOS PELA MOBILIZAÇÃO DE TODAS AS FORÇAS PARA A FUNDAÇÃO DO PARTIDO!

VIVA A JUSTA GREVE DOS TRABALHADORES DO “JORNAL DO COMERCIO”!

PARA A CLASSE OPERÁRIA PODER VIVER O CAPITALISMO TEM DE MORRER!

Às 21 horas do dia 22 do corrente, os 300 trabalhadores do "Jornal do Comércio" desencadearam uma grande e justa greve, ocupando completamente os locais: de trabalho. O "Jornal do Comércio" é uma das muitas empresas do grupo monopolista dirigido pelo explorador e canalha Miguel Quina. Semente no campo da imprecisa, o grupo Quina é dono do “Jornal do Comércio", do “Diário Popular", das revistas “À Semana" e "Revista da Marinha" além das posições que ocupa nos jornais Primeiro de Janeiro", no “Lavrador" e no “Record" o grupo Quina e os outros monopólios — Champalimaud, Melo, Espírito Santo — ligados ao imperialismo mundial, principalmente ao americano, repartem entre si o nosso país e as colónias em parcelas, oprimem e exploram o povo português e os povoa das colónias, sugam o sangue e o suor dos operários e dos camponeses. A custa da miséria, da fome, da doença e do desemprego do povo explorado vão os monopolistas aumentando o seu capital em dezenas e centenas de milhões de contos.

1974-08-29 - DECLARAÇÃO DA LCI sobre a regulamentação da greve - LCI


DECLARAÇÃO DA LCI sobre a regulamentação da greve

Camaradas:
Acaba de sair o decreto-lei sobre a greve e o lock-out. A greve é uma das mais importantes armas para a luta económica e política da classe operária e das massas trabalhadoras. Por isso importa que nos debrucemos atentamente sobre esta lei.ao faze-lo podemos verificar que se trata de um ataque a algumas das conquistas fundamentais que fizemos depois do 25 de Abril; o direito sem restrições há greve, o direito á ocupação, o direito à formação de piquetes operários contra os fura-greves, a possibilidade de contrariar as manobras do patrão, pela ocupação da fábrica, pelo controle das matérias primas e dos produtos armazenados. Uma greve para ser vitoriosa deve ser declarada quando mais convém aos trabalhadores sem dar tempo ao patrão para se preparar para ela, anulando ou adiando as encomendas para o período da greve, aumentando a produção noutras fábricas que possua ou de acordo com outros capitalistas, defendendo-se com os produtos armazenados, etc.

1974-08-29 - NOTA DA COMISSÃO POLÍTICA DO COMITÉ CENTRAL - PCP

 PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

NOTA DA COMISSÃO POLÍTICA DO COMITÉ CENTRAL
29 DE AGOSTO DE 1974

O PCP tomou conhecimento, através do Diário de Notícias de hoje, de um comunicado do Partido Socialista relativamente ao Movimento Democrático Português, onde o PS anuncia a decisão de retirar o seu apoio à CDE de Lisboa, «enquanto a CDE de Lisboa não declarar, e agora explicitamente, que não disputará as eleições para a Assembleia Constituinte».
O PCP entende dever manifestar a sua surpresa por tal decisão, que não é de molde a reforçar a unidade das forças democráticas particularmente necessária num clima político marcado por várias tentativas da reacção para passar à ofensiva.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

1974-08-28 - Tribuna Popular Nº 04 - PP

EDITORIAL

Portugal vive numa situação política especial. Saído de uma Revolução realizada para tornar efectivo o chamado «Programa do Movimento das Forças Armadas», está a ser governado por uma coligação de três dos vários partidos que aceitaram publicamente esse objectivo. Ora, como o «Programa» não é apenas um acto constitucional, mas ainda a definição de uma linha governamental, acontece que os partidos integrados no campo constitucional (que não visam a destruição da constituição) são também partidos que, em certa medida, podiam ser governamentais. Os motivos porque não participam no Governo são os mais variados e não interessam para aqui. O que importa frisar é que o contacto entre os vários partidos, no âmbito da aceitação do «Programa» é mais fácil agora, do que será em Portugal após a democratização em que, ainda que a constituição seja aceite por todos, pelo menos as linhas essenciais da política governamental não serão naturalmente aceites pelos partidos de oposição.

1974-08-28 - AOS TRABALHADORES DA TAP - PCP

PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

AOS TRABALHADORES DA TAP
A célula da TAP dê PCP alertam no seu documento de 25 dê corrente para os perigos a que certas acções conduzidas por elementos aventureiristas poderiam lançar os trabalhadores. Esses perigos acabam, de concretizar-se com a intervenção das Forças Armadas nos serviços da Companhia, e a sujeição dos trabalhadores à disciplina militar.
Não se pode aceitar de forma alguma que elementos "esquerdistas” ponham em jogo os interesses de todos os trabalhadores. Urge desmascarar e responsabilizar esses aventureiros que conduziram a esta situação.
Estando as negociações do ACT numa fase adiantada, assegurada a sua vigência com efeitos retroactivos desde Julho de 1974, esta greve tem nitidamente um carácter político, sendo objectivamente uma provocação. Ela é dirigida não sê contra os interesses da maioria dos trabalhadores da TAP, mos do povo português em geral.

1974-08-28 - DECLARAÇÃO DA LCI SOBRE AS COLONIAS - LCI

DECLARAÇÃO DA LCI SOBRE AS COLÓNIAS

Camaradas:
O Comité Executivo da Liga Comunista Internacionalista saúda a classe operária e as massas trabalhadoras da Guiné e de Cabo Verde pela transmissão de poderes para o PAIGC que ê hoje quase certa.
O CE da L.C.I. sabe que exprime o grande contentamento de todos os operários e de todos os trabalhadores portugueses, pois este acordo vem coroar anos de luta pela libertação nacional dos operários e das massas trabalhadoras da Guiné; e, vem coroar também meses de confraternização na frente de batalha entre os irmãos da mesma classe, operários e trabalhadores portugueses e africanos.

1974-08-00 - RESOLUÇÃO SOBRE A CRÍTICA E A AUTO-CRÍTICA E A LUTA IDEOLÓGICA - FEML

LUTEMOS PELA MOBILIZAÇÃO DE TODAS AS FORÇAS PARA A FUNDAÇÃO DO PARTIDO!

1ª CONFERENCIA NACIONAL DA FEML

RESOLUÇÃO SOBRE A CRÍTICA E A AUTO-CRÍTICA E A LUTA IDEOLÓGICA – 14

PARTE I
PRATICAR O MARXISMO E NÃO O REVISIONISMO
1. Qual é a situação no que respeita à revolução camaradas? "A Revolução está na ordem do dia:  todas as forças da sociedade tomam posição. Quer o proletariado quer a burguesia reúnem as suas hostes, cavam trincheiras e preparam-se para os combates decisivos. ("Luta Popular" nº 18). É no contexto desta situação de desenvolvimento impetuoso da Revolução que no campo ideológico e político vemos o proletariado e a burguesia preceder a grandes e decisivas confrontações.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

1974-08-27 - Povo Livre Nº 003 - PPD

FRANCISCO BALSEMÃO PEREMPTÓRIO:

A SOLUÇÃO POLÍTICA PARA O PROBLEMA COLONIAL SÓ PODERÁ SER ENCONTRADA COM A COLABORAÇÃO DOS MILITARES

Francisco Balsemão, analisa com desassombro e franqueza vários aspectos da cena política portuguesa
Nesta, e, como noutras entrevistas, “Povo Livre” tem seguido o critério de entregar a elaboração dos questionários a jornalistas independentes, afastando-se, assim, a hipótese do binário pergunta-resposta ser “cozinhado” dentro do Partido, donde resultaria uma propaganda desmesurada e facciosa, em que, de quatro em quatro linhas, ou menos, ler-se-ia que o P.P.D. era o melhor partido do mundo.

1974-08-27 - Voz do Povo Nº 004 - UDP


Editorial
OS PREÇOS SOBEM
HÁ QUE VOLTAR À LUTA

O agravamento dos preços numa série de artigos essenciais (pão, açúcar, leite, adubos, petróleo, etc.) é uma nova medida anti-popular do governo provisório. Vem anular os aumentos de salários conseguidos nos últimos meses e deixar a classe operária numa situação difícil. Só resta um caminho aos trabalhadores: voltar a lutar por maiores salários.
O sistema de subsídios mantido pelo fascismo era uma burla porque, sob a aparência de preços fixos nalguns artigos, endividava cada vez mais o país. Mas, ao suprimi-lo, o governo provisório tinha a escolha dois caminhos; ou -sanear a situação financeira à custa dos trabalhadores, ou saneá-la à custa da burguesia. A alternativa e sempre a mesma.

1974-08-27 - COMUNICADO SOBRE O RECONHECIMENTO DA INDEPENDÊNCIA DA REPÚBLICA DA GUINÉ-BISSAU - PCP

PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

COMUNICADO SOBRE O RECONHECIMENTO DA INDEPENDÊNCIA DA REPÚBLICA DA GUINÉ-BISSAU

27 DE AGOSTO DE 1974
1. O acordo de cessar fogo na Guiné «de jure», porque «de facto» ele era já uma realidade no próprio terreno de operações e o acordo de transferência de poderes, juntamente com a marcação da data do reconhecimento do Estado da Republica da Guiné-Bissau, que deverá ser anunciado no dia 10 de Setembro, são acontecimentos históricos duma importância transcendente na luta libertadora dos povos oprimidos pelo colonialismo português e do nosso próprio povo que se libertou do regime fascista em 25 de Abril.

1974-08-27 - PELA defesa DAS LÍBERDADES DEMOCRÁTICAS contra a exploração capitalista - LCI


“ … a revolução é uma velha toupeira…”
KARL MARX

PELA defesa DAS LIBERDADES DEMOCRÁTICAS contra a exploração capitalista

CAMARADAS:
As liberdades conquistadas pelos trabalhadores depois do 25 de Abril correm perigo, e os capitalistas preparam-se para as limitar e reprimir!
Neste campo os capitalistas são ajudados pelas manobras dos fascistas, manobras que eles aliás apoiam pela calada. São os fascistas e os capitalistas que constituem a reacção e não, como pretende fazer crer o PC, a extrema-esquerda.

1974-08-00 - Resolução sobre a FREP - FEML


LUTEMOS PELA MOBILIZAÇÃO DE TODAS AS FORÇAS PARA A FUNDAÇÃO DO PARTIDO!

1ª CONFERENCIA NACIONAL DA FEML
Resolução sobre a FREP

1. Vivemos actualmente no nosso país uma época revolucionaria em que a energia e a combatividade das massas populares formam uma poderosa torrente de luta. Este poderoso impulso revolucionário não é um trovão em céu sereno. Não ele foi preparado desde há muito por todas as condições de vida portuguesa. Uma aguda crise económica, militar, social e política abala toda a sociedade portuguesa, sacudindo-a ate ao mais profundo dos seus alicerces. Esta situação de progresso da revolução, que a coloca na ordem do dia, põe em movimento todas as classes da sociedade conduzindo-as a reagrupar-se em função do novo estado de coisas. Cada classe em seu partido esforça-se por fixar a sua táctica, a sua linha de conduta, a sua atitude em relação ao poder, em rela e as outras classes e camadas de classes, em relação aos outros partidos.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

1969-08-26 - INFORMAÇÃO N.° 2 - CDE

Comissão Democrática Eleitoral do distrito de Lisboa

INFORMAÇÃO N.° 2

 I
A REUNIÃO PLENÁRIA DE S. PEDRO DE MUEL
Promovida pela Comissão Eleitoral Democrática do Distrito de Leiria e sob a presidência do dr. Vasco da Gama Fernandes, efectuou-se no dia 15 de Junho, em S. Pedro de Muel, uma reunião plenária de delegados das comissões democráticas dos distritos do continente e das ilhas adjacentes, na qual participaram mais de uma centena de individualidades, representativas das diversas correntes de opinião política.

1974-08-00 - RESOLUÇÃO SOBRE O ESTUDO - FEML

LUTEMOS PELA MOBILIZAÇÃO DE TODAS AS FORCAS PARA A FUNDAÇÃO DO PARTIDO!

1ª CONFERENCIA NACIONAL DA FEML
RESOLUÇÃO SOBRE O ESTUDO – 12

O materialismo dialéctico da filosofia marxista tem duas particularidades mais evidentes:
Uma é o carácter de CLASSE: afirma abertamente que o materialismo dialéctico serve o proletariado
A outra é o seu carácter PRÁTICO: sublinha o facto de a teoria depender da prática, da teoria basear-se na prática, por sua vez, servir a prática."

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

1974-08-25 - HOMENAGEM AO PADRE ABEL VARZIM - PCP

HOMENAGEM AO PADRE ABEL VARZIM

CRISTELO (BARCELOS)
25-8-74

DISCURSO DE PEDRO SOARES MEMBRO DO COMITÉ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

Camaradas:
O povo de Cristelo está hoje aqui connosco nesta modesta mas significativa homenagem, ao Padre Abel Varzim. Deixou a enxada, o carro de bois, o mourejar nos campos, para evocar a figura invulgar de um sacerdote, que abriu os olhos para a vida nesta aldeia minhota e foi uma presença amiga, desvelada e recolhida, atenta aos sofrimentos às virtudes dos homens seus irmãos. Anos volvidos regressou a este ambiente de quietude, de natural beleza, mas de inquietantes preocupações, para nele se integrar, na partilha de males e de amarguras, muito mais do que de alegrias e de horas de lazer, dos seus habitantes. Saiu do povo e volveu ao seu povo, a Cristelo, em meses que foram anos de angústia para ele, sacerdote católico, de olhos atentos à vida, ao mundo que o circundava, que fez a sua própria experiência em tão diferentes domínios, mas todos eles o conduziram a uma mais profunda, mais humana e mais realista compreensão dos problemas do povo, dos oprimidos, dos que labutam e sofrem e não colhem da vida outros resultados concretos que o triste dia a dia de miséria. Cristelo, sua terra natal, foi significativamente o último lugar de exílio, para onde o enviaram os que o perseguiram, o enxovalharam, o limitaram na sua acção cristã de renovar consciências e de causticar injustiças.

1974-08-25 - VIVA A JUSTA LUTA DAS OPERÁRIAS DA SOGANTAL! - MRPP

LUTEMOS PELA MOBILIZAÇÃO DE TODAS AS FORÇAS PARA A FUNDAÇÃO DO PARTIDO!

IMPERIALISTAS FORA DE PORTUGAL!
VIVA A JUSTA LUTA DAS OPERÁRIAS DA SOGANTAL!

às operárias da sogantal,
ao novo do montijo e arredores

 Camaradas:
As proletárias da Sogantal, o povo trabalhador do montijo deram-nos mais um grande exemplo acerca da forma como devem ser tratados os exploradores e opressores do povo português, que com a ajuda das camarilhas salazarista e marcelista se alcandoraram às costas ao nosso povo e com o apoio da camarilha spinolista continuara instalados na mesma posição.

1974-08-25 - Angola Livre Nº 04


CAMARADAS
QUEM TEM MEDO DA VERDADE?

O nº 4 do teu jornal, traz-te o que nos quiseram silenciar:
A nossa tomada de posição fase ao momento político de Angola.
De facto o medo da verdade levou o Governo Provisório e o Estado Maior General das Forças Armadas Portuguesas, a proibir e impedir o Comício marcado para 14 de Agosto para o qual invocou razoes falhas de consistência e o obrigou a desmascarar-se face a camuflagem que o cobria.
- A alguém restará dúvidas quanto aos “honestas propósitos que os animam?
- A alguém restará ilusões quando um pretenso “plano de descolonização" para Angola, pós a, nu a solução neo-colonial que se procura para esta Colónia?

1969-08-25 - O Tempo e o Modo Nº 71-72

Esta tradução e estas notas foram começadas em 1968 perto de Estremoz, em casa de uma amiga à memória de quem são dedicadas.

 I
Imaginação Morta Imagina foi traduzido de «Testes Mortes» págs. 51-57 — «magination Morte Imagineè», Ed. Minuit (1967) por autorização de quem se publica a presente versão portuguesa.
Samuel Beckett ajudou o tradutor com comentários que se publicarão aa seguir. Mr. Francis Warner, St. Peter’s College, Oxford, esclareceu-memuitos pontos obscuros da técnica de Beckett. Prof. Breon Mictchell, Indiana University, E.U.A., discutiu comigo diversas passagens e ajudou a melhorar outras.
A tradução portuguesa (1112 palavras) foi feita do original francês e constantemente comparada com a versão inglesa de Beckett. A tradução portuguesa pretende estar em equilíbrio entre imitação e a tradução literal. Becket ajudou a que o texto português se aproximasse mais do género imitação com as sugestões que a seguir se transcrevem: (os números de página e de linha referem-se ao dactiloescrito da versão portuguesa):

1969-08-25 - O Tempo e o Modo - Nº 71-72 - NOTA DE ABERTURA

NOTA DE ABERTURA

O TEMPO E O MODO, mais uma vez, sai atrasado. Apesar de tudo (ou seja, da todas as promessas) gostaríamos de nos convencer e de vos convencer que isso não é regra. Mas para tal precisos actos e não palavras. E os actos qui correspondem a revistas de velho a sair em Julho e assim, por diante, muito certinho. Outras revistas (e não privilegiadas) conseguem-no.
Nós, ainda não. Faz-se um plano, vêem os artigos, faz-se a capa, depois acontece isto, acontece aquilo, o número começa a não ser nada do que se pensou, melhora-se, mandem-se outros artigos, acontece aquilo, acontece isto, o tempo vai passando. E acabam, por sair números que não são isto nem são aquilo e ainda por cima saem atrasados o leitor conhece a história da sopa de pedra?
A pedra ou pedras deste número também cá não estão.

1969-08-25 - O Tempo e o Modo Nº 71-72 - APOLO 11

APOLO 11

(nono ceo: nonas estrelas. Pedro Nunes

19/7/69
Fecho-me na vaca.
Os meus braços prendem.
Fecho uma mulher.
Prendem-se-me os braços.
Fecho-me no fecho.
Dou a volta à chave.
Fecho-me na cápsula.
Ascendo no espaço.
Fecho-me na alma...
e desço na Lua.

20/7/69
Quatro da tarde, um telefonema oculto,
ousado,
atravessando continentes,
animais velozes, assustados,

1969-08-25 - O Tempo e o Modo Nº 71-72


Exmo. Sr.
Director de «O Tempo e o Modo» Lisboa

Meu caro António:
Na Nota de Abertura do n.º 68 de «O Tempo e o Modo» explicitamente se chama a atenção do leitor «para a interpretação estruturalista de José António Meireles do debate sobre a língua português recentemente ocorrido na Assembleia Nacional»; de modo que, ao escrever-te esta carta, estou ainda a mostrar que dei a atenção que me foi pedida.
Mas quando tentamos ler aquilo para que a Nota de Abertura pede a nossa atenção, verificamos que grande parte do argumento de J. A.M. depende da construção de uma «função predicativa» definida por ele do seguinte modo: «designaremos por função predicativa (fs) aquela que faz corresponder ao objecto «língua» um substantivo e designaremos por função predicativa f(a) aquela que lhe faz corresponder um adjectivo ou equivalente.» Exo argumento procede então demonstração do facto, em si mesmo quase trivial para quem leu as intervenções, de que o debate tem um fim diferente daquele que aparenta.

1974-08-00 - Resolução sobre as Associações de Estudantes - FEML


LUTEMOS PELA MOBILIZAÇÃO DE TODAS AS FORÇAS PARA A FUNDAÇÃO DO PARTIDO!

1ª CONFERENCIA NACIONAL DA FEML
Resolução sobre as Associações de Estudantes

1. Os estudantes devem unir cada vez mais a sua luta à luta mais geral do novo português, coordenado sob direcção proletária, a luta dos estudantes com a luta política da classe operaria e do povo. Sem esta perspectiva não há movimento revolucionário de massas dos estudantes. Mas não só é insuficiente como é fácil proclamar a união da luta estudantil com a luta do povo português. Isso também os revisionistas, neo-revisionistas e demais oportunistas, em ultimo caso o recurso, devido à pressão da luta do massas e para melhor o sabotar, são capazes de fazer. É preciso e é fundamentar, saber fazer propaganda o agitação a favor da acção política, a favor da união e integração da luta e na prática revolucionária dos estudantes na luta e na pratica revolucionaria do povo sob a direcção da classe operária, e para isso, saber utilizar todas as possibilidades locais, todos os pequenos conflitos académicos, todas as partículas de descontentamento, toda a oposição a política burguesa, seja ele fascista, liberal ou revisionista, quaisquer que sejam as condições ou lugares.

domingo, 24 de agosto de 2014

1974-08-24 - 1º COMÍCIO NA POVOA DE VARZIM - PCP


1974-08-24 - A Opinião Nº 056

ANÁLISE DAS ULTIMAS MEDIDAS ECONÓMICAS DO GOVERNO PROVISÓRIO
por FLÁVIO MARTINS

O FUNDO FALIU

Através do funcionamento do Fundo de Abastecimento, praticava o fascismo português a demagogia política, a política antidesenvolvimento agrícola e sustentava toda a máquina dos organismos de Coordenação Económica, apoios decisivos e corruptos do regime.
Mas o Fundo faliu e com a sua falência aparece à tona da água, não só os aumentos de preços dos produtos, que já não pode financiar e que o público vai suportar, particularmente as classes trabalhadoras e a débil agricultura, mas e acima de tudo a monstruosa política do antidesenvolvimento.

1974-08-00 - RESOLUÇÃO SOBRE A POLÍTICA DE APOIOS - FEML


LUTEMOS PELA MOBILIZAÇÃO DE TODAS AS FORÇAS PARA A FUNDAÇÃO DO PARTIDO!

1ª CONFERENCIA NACIONAL DA FEML

RESOLUÇÃO SOBRE A POLÍTICA DE APOIOS – 10

1 - A questão dos apoios é uma questão política da maior importância para podermos construir o Partido e fazer a Revolução. A Revolução não poderá desenvolver-se e progredir se este problema não for correctamente resolvido.
Para poder levar à prática a nossa linha política para a criação do Partido, todas as células e todos os camaradas terão de ter sempre presente, em todas as reuniões e de toda a sua actividade revolucionária a importante questão dos apoios e submeter a análise toda a sua prática passada, a fim de rectificar o nosso trabalho, também nesta matéria, e satisfazer cada vez melhor as necessidades impostas pelo desenvolvimento e progresso da Revolução no nosso país.

sábado, 23 de agosto de 2014

1974-08-23 - O Raio Nº 09

FEDERALISTAS... DE QUÊ?

O Dr. Vitorino Menénio, sobre isto do significado e do sentido das palavras é que disse noutro dia umas coisas... Ou não fosse ele um professor de linguística.
Com efeito, o dicionário não basta. É preciso ler a palavras no texto, na cultura das suas relações. Mas é igualmente indispensável situar o texto. Integrá-lo no grupo, ideologia e unidade superior que o integra.
Deslizar depois pelo eixo das diacronias até à época a que diz respeito. O que nem sempre é tão fácil como parece, porque, muitas vezes, no mesmo momento histórico, usa-se a linguagem de há dezenas, de há centenas de anos. Depende do grupo em que se insere o transmissor da mensagem. Caso dos federalistas que editado hoje, 24 de Julho de 1974, a sua “Tribuna Popular” — Órgão do Partido do Progresso — Movimento Federalista Português" podiam, com ligeiras alterações, tê-la publicado, nos reinados de Marcelo ou de Salazar, para não dizer nos bons tempos do progressista conselheiro Acácio, conselheiro Arrobas, conselheiro Pacheco, isto é, mais ou menos por volta de 24 de Julho de 1874; Ou talvez antes. A sua linguagem recobre uma ideologia muito antiga. Já em 1880, uns valentes anos passados sobre o reinado da Sr.“ D. Maria I e de Pina Manique diz o Eça que o “brigadeiro Chagas” usava ainda a patriótica linguagem dos familiares do Santo Oficio...

1974-08-23 - REFORÇAR A VIGILÂNCIA REFORÇAR A ORGANIZAÇÃO - PCP

REFORÇAR A VIGILÂNCIA REFORÇAR A ORGANIZAÇÃO

1.° - A população de Riba d'Ave e outras Regiões do Distrito de Braga foi surpreendida com o aumento do preço do pão de milho de 4 para 5.
Esta medida, que resulta de uma decisão do Grémio dos Industriais de padaria do Distrito de Braga, é uma afronta aos interesses dos trabalhadores e constitui uma provocação ao Governo Provisório, pois o Primeiro Ministro, Coronel Vasco Gonçalves, na sua comunicação ao País de Domingo, dia 18, afirmou que iria «manter-se o preço do pão de 2.a qualidade, tendo em vista a defesa dos interesses da população de menores recursos».

1974-08-00 - Vanguarda Vermelha Nº 02 - I Série - UC(ml)


VANGUARDA VERMELHA N° 2
Jornal teórico da U.C.(m-l)
preço 2$50 Agosto 1974

EDITORIAL
LUZ VERDE PARA A FASCIZAÇÃO E O NEO-COLONIALISMO

Um grande alarido tem feito a imprensa burguesa e revisionista acerca do surgimento deste segundo governo provisório, bem como sobre a declaração neo colonialista de 27 de Julho feita por Spínola. Esta orquestrada campanha de todos os partidos reaccionários tem por fim fazer-nos acreditar que a crise governamental surgida em Julho foi solucionada de acordo com os interesses das massas populares, e que a declaração de 27 de Julho é mais uma confirmação pública do agora tão apregoado espírito "anti colonialista" da burguesia portuguesa. Trata-se de duas grandes mentiras, destinadas a ganhar o apoio das massas trabalhadoras para os intuitos do grande capital. E esta campanha reaccionária poderá surtir algum efeito, na medida em que o nível político das massas populares 6 baixíssimo, o que as leva, de momento, a serem incapazes de distinguir o trigo do joio, e na medida em que o partido revisionista do renegado Cunhal, o qual tem implantação no seu seio e se diz “comunista", secunda a campanha da alta finança, ajudando a inculcar nas massas as ilusões e patranhas que à burguesia interessa. Em virtude da inexistência de um PC marxista-leninista não poderemos acalentar grandes triunfalismos de que conseguiremos alterar significativamente o nível político das massas trabalhadoras, de que conseguiremos desencadear uma ampla campanha ideológica junto das massas contra as perigosas ilusões difundidas pela propaganda burguesa e revisionista. Mas devemos esforçar-nos por atingir a vanguarda espontânea da classe por a educar e organizar politicamente, fazendo-a compreender a natureza do actual governo, fazendo-a participar nas irrupções espontâneas de protesto político, onde urge enquadrar sob justas palavras de ordem as camadas mais combativas da classe.

1974-08-00 - Resolução sobre a linha política para a organização - FEML

LUTEMOS PELA MOBILIZAÇÃO DE TODAS AS FORÇAS PARA A FUNDAÇÃO DO PARTIDO!

Iª CONFERENCIA NACIONAL DA FEML

Resolução sobre a linha política para a organização

Parte I - OUSEMOS ORGANIZAR!
1. A revolução está na ordem do dia. Por toda a parte as massas populares se preparam para a revolução os camponeses começam a erguer-se os soldados e marinheiros organizam-se; os empregados agitam-se; os estudantes e os intelectuais intensificam o seu combate; a classe operária começa a atacar em todas as frentes. Ao mesmo tempo, prepara-se febrilmente a reacção para a combater e esmagar. A morte ou a vitória da revolução - tal é, em síntese, o significado profundo da agudíssima luta actual que se trava no nosso país entre as duas classes, as duas vias e as duas linhas.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

1974-08-22 - MORTE AO FASCISMO E AO SOCIAL-FASCISMO! - MRPP

MORTE AO FASCISMO E AO SOCIAL-FASCISMO!
PELA LIBERDADE PARA O POVO!

1. - Seriamente abalada pelas lutas conjuntas do nosso Povo e os heróicos, invencíveis e vitoriosos povos das colónias, coro o seu governo cada vez mais isolado quer no seu próprio país; quer no estrangeiro, a burguesia viu-se obrigada a mudar de governo e a suavizar temporariamente a sua ditadura de classe. O governo de ladrões, parasitas, e criminosos da camarilha salazarista-marcelista deu lugar a um outro governo que a prática vem desmascarando como reaccionário – o da burguesia liberal - saído do golpe, de Estado levado a cabo, por oficiais no 25 de Abril.

1974-08-22 - Luta Popular Nº 0028 - MRPP

EDITORIAL
QUEM TEM MEDO DO "LUTA POPULAR”?

1. A ascensão do movimento popular revolucionário e o papel de vanguarda que «Luta Popular» desempenhou como educador, propagandista, agitador e organizador colectivo das massas populares em luta; a sua propaganda variada, sistemática e fiel aos princípios, a sua luta sem quartel contra a penetração das ideologias reaccionárias no seio do povo, o contributo dado para impulsionar todo um ataque popular contra a burguesia, com completa unidade e de um só impulso, valeram-lhe atrair sobre si os primeiros ataques do inimigo. Ataques que hoje se abatem já sobre as próprias massas populares, o que prova a unidade existente entre o «Luta Popular» e o povo trabalhador em luta.

1974-08-22 - ABANDONEMOS AS ILUSÕES E PREPAREMO-NOS PARA A LUTA! - MRPP

ABANDONEMOS AS ILUSÕES E PREPAREMO-NOS PARA A LUTA!

No momento actual põem-se à classe operária e ao povo várias interrogações sobre o carácter da Junta e do Governo Provisório, assim como dos Partidos Governamentais, seus interesses e objectivos, No primeiro dia dó golpe militar do 25 de Abril o nosso Movimento assinalou que:
“nem a classe operária nem o povo têm algo a esperar, seja pela camarilha marcelista seja da camarilha spinolista, serão a intensificação da guerra colonial imperialista, o aumento da exploração, o agravarem o da repressão, nem podem esperar delas outro progresso que não seja o "progresso" da fome, da doença a da miséria”.

1974-08-22 - DECLARAÇÃO DA DIRECÇÃO E DOS DELEGADOS DO MPLA AO CONGRESSO - MPLA - Movimentos de Libertação

DECLARAÇÃO DA DIRECÇÃO E DOS DELEGADOS DO MPLA AO CONGRESSO

O desenvolvimento da nossa luta de libertação nacional levara a Reunião Plenária ao Comité Director em Setembro de 1971 a decidir a realização do Primeiro Congresso do MPLA no mais curto espaço de tempo.
Dificuldades de ordem diversa, sobretudo devidas ao afastamento das varias frentes de combate, foram impedindo a materialização daquela decisão, ao mesmo tempo que condicionalismos externos contribuíam para agravar divergências existentes no seio do Movimento e que culminaram cora o aparecimento sucessivo de duas fracções contestando a autoridade da Direcção do MPLA.

1974-08-00 - A verdadeira face da democracia - URML

A verdadeira face da democracia

A polícia capitalista de choque reapareceu com os métodos nazis que a caracterizavam no anterior regime para reprimir o povo. É verdade! Era a velha polícia de choque As mesmas "bestas arrogantes de 1m 80 de altura, os mesmos cassetetes e os mesmos capacetes com viseira, a mesma ferocidade sádica. Mas agora actuaram ombro a ombro com a PM.
Tal como no tempo do fascismo proibiram um comício do MPLA.
Tal como no tempo do fascismo espancaram selvaticamente as pessoas.
Tal como no tempo do fascismo dispararam "para o ar" e sujaram as mãos de sangue. Da sua acção resultou vim morto e vários feridos.

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