segunda-feira, 30 de junho de 2014

1974-06-00 - Jornal do Centro Nº 57

GREVES E... «GREVES»

A discussão nacional a propósito das greves atingiu nos últimos dias uma amplitude sem precedentes. Uma enorme controvérsia domina as largas camadas de trabalhadores, e o ponto fulcral do importante problema tem sido desfocado, consciente ou inconscientemente.
Na realidade, o que é a greve e em que situação (ou situações) podemos determinar se serve os objectivos do proletariado não só numa perspectiva imediata como também a longo prazo?
A greve foi e é um importante instrumento de luta do proletariado e dos trabalhadores em geral contra a classe antagónica, possuidora do capital. Numa perspectiva imediata a greve levando à satisfação de reivindicações económicas e sociais da classe trabalhadora, determina um fortalecimento desta e o consequente enfraquecimento da classe capitalista. Assim, parece-nos que esta relativa alteração na correlação de forças entre as duas classes antagónicas em conflito permanente na sociedade actual, assume características positivas para os reais objectivos do proletariado. Mas... há greves e ... «greves».

1969-06-30 - Á Direcção Geral da Associação Académica de Coimbra - Movimento Estudantil

À Direcção Geral da Associação Académica de Coimbra

Quando se ultrapassam os 80 anos - é este o meu caso - sente-se um natural decaimento das forças físicas. Acontece, porém, nem sempre ser menor a resistibilidade intelectual; e, ainda quando diminua, sensivelmente, a capacidade de estudo, não deixa, por vezes, de se tornar maior a dose de bom senso armazenada nos seus arcanos cerebrais. Disso resulta que se, como no caso presente, moços na força da vida se sintam envolvidos por complicações decorrentes de carência de aprumo por banda de criaturas mais velhas na idade e susceptíveis de confundir o princípio do autoritarismo sem conta, peso e medida, com a dignidade nos procedimentos, àqueles possa não ser indiferente a opinião dum antigo Reitor conimbricense, que sempre caprichou em conjugar a liberdade com a lealdade de mestres e discípulos nas suas mutuas relações e acabou por agradar a uns e a outros.

1974-06-31 - O Grito do Povo Nº 026 - OCMLP

EDITORIAL

Os últimos dias foram marcados por importantes acontecimentos na luta de classes em Portugal.
Por um lado, verificou-se o incremento do movimento reivindicativo por parte do operariado e dos soldados em grandiosas movimentações grevistas, umas vitoriosas outras ainda não, bem como movimentações camponesas, onde, os revisionistas e os reformistas do P.“C.”P. e das C.D.E. (agora M.D.P.), desmascarados cada vez mais intensamente como traidores são vaiados pelos operários em luta ou atirados por uma janela fora como aconteceu numa reunião camponesa do centro do País.

domingo, 29 de junho de 2014

1974-06-29 - O Novo Militante Nº 13 - PCP(m-l)

O NOVO MILITANTE
ÓRGÃO INTERNO DO PARTIDO COMUNISTA DE PORTUGAL (marxista-leninista)

MENSAGENS À PARTE DO CC NO EXTERIOR - 1

"O Novo Militante" neste e no nº seguinte publica todas as mensagens que foram enviadas pelo interior à parte do C.C. no exterior (e a Vilar pessoalmente) após o ultimato enviado por esta à parte no interior em Dezembro:
1. Mensagem do C.C. no interior a todos os camaradas do C.C. (Fev. 74)
2. Introdução às Resoluções da reunião de responsáveis em Fev. J4 (redacção final a 6/4/74)
3. Resolução “Acerca da mensagem de 10/12/73"

1974-06-29 - MANIFESTO DOS GREVISTAS DA MABOR - Comissões de Trabalhadores

MANIFESTO DOS GREVISTAS DA MABOR À CLASSE OPERÁRIA AOS TRABALHADORES A TODOS OS EXPLORADOS

CAMARADAS
Há trinta dias e trinta noites que estamos em luta aberta pelos nossos direitos elementares, por condições de vida dignas dum ser humano, contra um patrão que nos explora há vinte e oito anos.
A luta tem sido dura mas estamos dispostos a continuar até à vitória total.
Durante este mês aprendemos muito e hoje estamos mais conscientes e organizados do que nunca.
Por isso a nossa união é, cada dia que passa, mais forte.

1974-06-29 - A Opinião Nº 048

O VERDADEIRO PERIGO DAS LIBERDADES VEM DA DIREITA

É uma grande honra para mim poder aqui, nesta gloriosa cidade, transmitir ao povo do Porto (e também a todo o povo do Norte) as saudações calorosas do Comité Central do Partido Comunista Português.
Afirmou Álvaro Cunhal
«O verdadeiro perigo para as liberdades vem da direita», afirmou perante mais de 20 000 pessoas que entusiasticamente o aplaudiram no Grande Comício do Partido Comunista Português, realizado no Palácio de Cristal.
Álvaro Cunhal, no início da sua intervenção, afirmou:

1974-06-29 - A Foice Nº 01

Avante pela formação de sindicatos para os trabalhadores rurais!

A questão dos sindicatos para os trabalhadores rurais não está a andar com a rapidez que todos gostaríamos. Temos de ver que o sindicato é ao nível do distrito e que portanto leva o seu tempo a pôr todas as terras em movimento, até porque nesta altura muitos trabalhadores estão fora.
Para as terras que ainda não se mexeram vamos dizer o que é preciso fazer:
Reunir todos os trabalhadores rurais. Eleger uma comissão escolhida por eles e entre os trabalhadores mais desenrascados. São depois essas comissões que têm de entrar em contacto umas com as outras e escolherem um tipo de estatutos. As comissões voltam para as terras e discutem os estatutos com os trabalhadores para cada um dar a sua opinião. As comissões voltam a reunir e com base no que os trabalhadores disseram, escolhem os estatutos finais que deverão ser confirmados numa reunião de todos os trabalhadores do distrito.

1969-06-29 - FEDERATION ÍNTERINATIONALE DES DROITS DE L'HOMME


FEDERATION ÍNTERINATIONALE DES DROITS DE L'HOMME

27, rue Jean Dolent - PARIS 1’ème - (Tél. 402.71.25)

REUNION DU BUREAU (Dimanche 29 Juin 1969)
- ORDRE DU JOUR PREVU - Rapport de la Secrétaire Générale,
L'Année des Droits de 1’Homme et ses suites concrètes,
Examei des sujets à proposer en vue du Congrès prévu à Vienne (Autriche) pour 1970,
Rapports de la Fédération Internationale et des Ligues nationales adhérentes, quant aux observateurs internationaux,

La situation financière : examen et suggestions du Trésorier Général.



sábado, 28 de junho de 2014

1974-06-00 - 25º ANIVERSÁRIO DO MOVIMENTO MUNDIAL DA PAZ



1974-06-28 - Revolução Nº 005 - PRP-BR

LEI DE IMPRENSA

Após dois meses de liberdade estamos em condições de analisar em que medida é que a temos tido, para o que tem servido e qual vai ser a sua evolução.
A seguir ao 25 de Abril passámos por momentos em que poderíamos considerar Portugal como um dos países mais livres do mundo, não só pelo que se escrevia, mas pelos fenómenos de livre expressão ao nível dos locais de trabalho — fábricas, hospitais, televisão, oficinas de tipografia e outros serviços. E aí, onde houve livre expressão, os trabalhadores foram criadores e assistimos sob os nossos olhos à aprendizagem da democracia, não no sentido burguês do parlamentarismo e da retórica, mas no sentido da organização e decisão colectivas.

1974-06-28 - DISCURSO DE ÁLVARO CUNHAL - PCP

DISCURSO DE ÁLVARO CUNHAL no Comício do Partido Comunista Português realizado no Campo Pequeno em 28-6-71

Camaradas:
O povo português goza hoje de liberdades democráticas essenciais. Editam-se os jornais sem qualquer censura prévia. Reuniões e manifestações têm lugar livremente. Desenvolvem a sua actividade os partidos políticos. Se mais não houvesse, este comício, em que estamos participando, seria por si só uma afirmação de mudança radical da situação política e da existência em Portugal de liberdades democráticas fundamentais, uma afirmação da aquisição pelo povo português daquilo porque ansiou e lutou ao longo de dezenas de anos de ditadura fascista.

1974-06-28 - GRANDE COMÍCIO DE LISBOA - PCP

GRANDE COMÍCIO DE LISBOA DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

A Direcção da Organização Regional de Lisboa do P.C.P. leva a efeito no próximo dia 28 de Junho, às 21.30, na Praça de Touros do Campo Pequeno, o seu segundo comício na cidade de Lisboa.

1974-06-28 - Alfredo Diniz (Alex) - PCP

Alfredo Diniz (Alex)

Apenas com 28 anos, pois nasceu em 29-3-1917, Alfredo Diniz foi assassinado em 4 de Julho de 1945 na Estrada de Bucelas, pelo famigerado agente da PIDE, Gonçalves, agora encarcerado em Caxias.
Operário e filho de operários, Alex destacou-se desde muito jovem na defesa dos interesses dos seus companheiros de trabalho, estando sempre à cabeça das lutas reivindicativas. Por isso, os trabalhadores, os seus companheiros de trabalho, devotavam-lhe uma grande afeição.
Nos anos de 1937-39, Alfredo Diniz desenvolve uma intensa actividade na Federação das Juventudes Comunistas, no Socorro Vermelho Internacional e no Partido Comunista Português. Ao mesmo tempo Alfredo Diniz ainda arranjava tempo para frequentar o Curso Industrial nocturno.

1974-06-28- COMBATAMOS A PROVOCAÇÃO! - AAPC-A

COMBATAMOS A PROVOCAÇÃO!

É frequente ouvir-se dizer que fulano provocador, que é necessário combater a provocação. Neste texto tentasse analisar o que e a provocação e porque é justo combatê-la duma maneira firme.

I - O QUE É A PROVOCAÇÃO?
Em primeiro lugar convém esclarecer o que é uma provocação, pois o uso desta palavra está tão gasto que muitas vezes não distingue uma verdadeira provocação política de uma afirmação que nada tem de provocatório. Por outro lado, é necessário que toda a gente tenha plena consciência do que é uma provocação, muitas das vezes o perigo não está fundamentalmente na provocação em si, como acto isolado. O grande perigo é quando as outras pesavas ao falar da provocação a repetem, criando assim um ambiente de liberalismo em que qualquer outra futura provocação passar a facilmente desapercebida, criando um ambiente em que qualquer provocador perpetra e nem é sequer notado.

1974-06-00 - EM FRENTE NA LUTA PELO PÃO! OS BARCOS PARA QUEM PESCA!

EM FRENTE NA LUTA PELO PÃO!

OS BARCOS PARA QUEM PESCA!

A hora é de luta o momento é de greve!
TEXTO DO COMITÉ DE APOIO À LUTA DOS PESCADORES PORTUGUESES
OS VENCEDORES DAS ONDAS
A LUTA DOS PESCADORES PORTUGUESES É UMA LUTA JUSTA:
AS GREVES NÃO SÃO AINDA A GUERRA MAS SIM A PREPARAÇÃO DA GUERRA
Os pescadores portugueses demonstraram já, maia de uma vez, a sua grande combatividade contra o poder da burguesia que os oprime e explora.
E agora mais do que nunca o estão a demonstrar.

1969-06-28 - Uma "CONVERSA EM FAMÍLIA OU O MITO DA DIFICULDADE DE IMPROVISAR. - Movimento Estudantil


Uma "CONVERSA EM FAMÍLIA OU O MITO DA DIFICULDADE DE IMPROVISAR.

O Sr. Professor Marcello Caetano fez, no dia 19 de Junho de 1969, através da T.V. e da Rádio, a 4ª comunicação ao País inserida na série intitulada "Conversa em Família".
Esta comunicação era aguardada com interesse não só pelos estudantes cano por todo o cidadão nacional que já se apercebeu da importância capital dos acontecimentos que ocorrem em Coimbra desde 17 de Abril do ano corrente. Estudantes, Professoras e Pais aguardavam ansiosamente uma tomada de posição concreta que dando justiça a quem a tem, permitisse normalizar rapidamente uma crise que importa graves prejuízos pessoais, familiares e nacionais.
A verdade, porém é que tal não sucedeu.
O Sr. Professor Marcello Caetano preferiu tecer generalidades acerca dos movimentos estudantis mundiais e, com base na sua lição, reformular alguns dos mitos com que se doutrina a opinião pública nacional.

1974-06-28 - COMUNICADO - Movimento Estudantil

COMUNICADO

Um grupo de alunos de Germânicas deu à luz um comunicado que se reveste pelo seu teor e falsidades, de grande importância para a compreensão do que actualmente se passa na Faculdade de Letras.
Entre outras coisas, declaram que abandonaram o Plenário da Faculdade porque viram "boicotadas" todas as propostas que apresentaram. A expressão que utilizam para significar o que se passou é altamente equívoca e demagógica. As propostas do grupo de Germânicas foram pura e simplesmente rejeitados em votação democraticamente grande maioria de Assembleia. Por isso em lugar do termo "boicotadas" aconselhamos a expressão correcta - rejeitadas!

sexta-feira, 27 de junho de 2014

1974-06-27 - ESCLARECIMENTO - Movimento Estudantil

ESCLARECIMENTO

A mesa do Plenário da Faculdade de Letras de Coimbra, realizado em 26 de Junho vem rectificar um comunicado difundido pelos órgãos de informação e apresentado por "um grupo de alunos de Germânicas":
1. Na primeira fase do plenário e cumprindo a ordem do dia, procedeu-se à votação para possível ratificação de uma proposta de alunos de Germânicas, anteriormente aprovada em RGA de 20 Junho, proposta essa que defendia a abolição dos exames e a passagem do ano condicionada à frequência obrigatória de grupos de trabalho sobre a reestruturação da Universidade, a funcionarem até ao fim de Novembro. Nesta votação a proposta foi rejeitada por 467 votos contra, 40 abstenções e 292 votos a favor.

1974-06-27 - MANIFESTAÇÃO 1º PASSO - NEIP

MANIFESTAÇÃO 1º PASSO
A LUTA CONTINUA!

Os N.E.I.P. no cumprimento da sua perspectiva de ligação dos estudantes à luta autónoma dos trabalhadores e de todos os progressistas anti-capitalistas e anti-colonialistas, na perspectiva pois do combate ao isolamento da Escola Capitalista face às realidades económicas, políticas e sociais, face à Luta do Classes que mais do que rodeá-la, a determina enquanto Aparelho Escolar em toda a sua dinâmica, convocaram como se sabe uma Manifestação pela imediata Libertação dos militares Carlos Marvão e João Anjos, presos por se recusarem a comandar uma força de repressão à luta dos C.T.T..

1974-06-27 - CONTRA OS MASSACRES COLONIALISTAS - NEIP

CONTRA OS MASSACRES COLONIALISTAS

TODOS À MANIFESTAÇÃO (ROSSIO Dia 28 às 18 horas)

Como é do conhecimento geral passaram-se desde o dia 11 do corrente acontecimentos muito graves em Luanda, que provam que as forças colonialistas não estão de maneira nenhuma inertes.
Assim a morte de um motorista branco de táxi veio despoletar todas as tensões que estavam latentes desde o dia 25 de Abril.
Com efeito o medo que a média e pequena burguesia local têm de perder os seus privilégios e o seu papel explorador de grandes massas trabalhadoras das colónias aliado à permanência em órgãos de chefia, e nos pontos chave de informação pública de pessoas ligadas ao grande capital, permite a divulgação de IDEIAS PROFUNDAMENTE RACISTAS, e levam a que essas massas pequeno e media burguesas EXERCE ACÇÕES VIOLENTES DE REPRESSÃO E MASSACRE NA POPULAÇÃO TRABALHADORA NEGRA DOS MUSSEQUES.

1974-06-27 - AOS ESTUDANTES - NEIP



AOS ESTUDANTES

Face a prisão dos oficiais milicianos - João Anjos e Carlos Marvão - por se terem recusado a reprimir a luta dos trabalhadores dos CTTS os N.E.I.P., com base nas posições anti-capitalista e anti-colonialistas que defendem, coa base no apoio incondicional que dão às iniciativas autónomas dos trabalhadores e à perspectivação política das movimentações de soldados, marinheiros e oficiais. Convocaram para a passada 6ª feira uma manifestação no Cº Grande.
A esta convocação dos N.E.I.P. à qual se associaram algumas organizações políticas particularmente o M.E.S., a L.C.I. e os C.I.C.), compareceram cerca de 5.000 trabalhadores, estudantes e intelectuais que, durante o percurso do Cº Grande até à sede do R.C.P., gritavam - "Anjos e Marvão - Libertação"; "OS SOLDADOS E OS MILICIANOS NÃO OPRIMEM OS TRABALHADORES; "ABAIXO A REPRESSÃO CAPITALISTA"; "INDEPENDÊNCIA PARA AS COLÓNIAS JÁ"; A LUTA CONTINUA".

1974-06-27 - LIBERTAÇÃO IMEDIATA DOS MILICIANOS CARLOS MARVÃO E JOÃO ANJOS - NEIP

LIBERTAÇÃO IMEDIATA DOS MILICIANOS CARLOS MARVÃO E JOÃO ANJOS

 "Na tarde do dia 25 de Junho s na manha da 26, foram presos os Aspirantes Oficiais Milicianos Carlos Marvão e João Anjos.
Estes oficiais prestam serviço no 29 grupo da Companhia de Administração militar (Campo Grande) e a prisão deva-se a terem recusado, fundamentando-o politicamente, comandar uma força para intervir na greve dos C.T.T. (excerto do comunicado dos Oficiais Milicianos do 29 G.C.A.M.).
CONSIDERANDO:
a) - Que os NEIP sendo uma organização estudantil e cabendo também aos estudantes o papel de desenvolverem toda uma perspectiva de intervenção em bases anti-capitalistas e anti-colonialistas, que os consciencialize do seu papel enquanto futuros Oficiais Milicianos, DEVEM TOMAR UMA POSIÇÃO INEQUÍVOCA FACE A ESTES ACONTECIMENTOS.

1974-06-27 - Luta Popular Nº 022 - MRPP

EDITORIAL
O QUE PROVAM AS GREVES RECENTES?

As greves recentes provam que a actuação da Junta, do Governo Provisório e do P«C»P ao levantarem-se contra o movimento popular revolucionário, ao atacarem as justas greves proletárias e de outros trabalhadores, ao denegrirem e caluniarem as forças revolucionárias nascentes e ao tentarem atiçar contra elas as massas populares, esta actuação dizíamos, consiste em «Levantar uma pedra para deixá-la cair depois sobre os seus próprios pés»... «No fim de contas, as várias perseguições que movem contra o povo revolucionário apenas servem para acelerar a revolução popular numa escala ainda maior e mais intensa». Isto nos diz o camarada Mao Tsé-Tung e o comprova a segunda vaga grevista do proletariado e do povo revolucionário português desencadeada após o 25 de Abril.

1974-06-27 - "Consolidar as liberdades impedir o caos económico por fim à guerra" - COMO? - CLMRP

COMITÉ DE LIGAÇÃO DOS MILITANTES REVOLUCIONÁRIOS PORTUGUESES (para a reconstrução da IV Internacional)

"Consolidar as liberdades impedir o caos económico por fim à guerra" - COMO?

A partir do 25 de Abril, irrompendo na cena política, a classe operária, a juventude, as massas trabalhadoras portuguesas, conquistando as liberdades democráticas e operárias, começaram por desmantelar o aparelho de Estado burguês.                                         
No mesmo movimento eles tentam encontrar solução para todos os seus problemas, tentam pôr fim à situação de sobreexploração, miséria e guerra que resulta para eles do domínio capitalista em Portugal.

1974-06-27 - Comercio do Funchal Nº 2254

IMPRENSA: UMA NOVA CENSURA?

Que objectivos visam o decreto-lei e o regulamento anexo que passam a condicionar transitoriamente a imprensa portuguesa?
«Tenho muita pena de dizer isto, mas sei perfeitamente que certos jornais estão ocupado» por maiorias activistas que dificultam a acção dos corpos redactoriais, das direcções, das próprias administrações. (*) Esta situação não pode manter-se. Cada um tem de mandar na sua casa (*) e de imprimir aos órgãos que dirige a sua própria orientação, dentro dos condicionalismos legais»; estas palavras do primeiro-ministro, Prof. Palma Carlos, na sua última entrevista, concedida ao «Diário de Lisboa», mostram-se extremamente reveladoras à luz do decreto-lei e regulamento anexo que passam agora a condicionar a imprensa portuguesa. O controlo dos meios de informação pelos poderes públicos completa-se, assim, depois de, a 14 de Junho, a rádio e a televisão terem passado a ser geridas directamente pelas autoridades militares. Os objectivos desta lei de imprensa provisória parecem visar não só o processo de democratização empreendido no seio das empresas jornalísticas por Iniciativa dos seus trabalhadores — de que o recente caso do «Diário de Notícias» constitui um dos exemplos mais frisantes, mas também as publicações independentes, particularmente as da esquerda revolucionária, cujas posições críticas face aos poderes estabelecidos são bem conhecidas.

1974-06-27 - A Voz do Trabalhador Nº 04

COMO VIVEM OS TRABALHADORES

Neste momento largas camadas das massas populares levantam a seguinte questão: será que estamos a regressar ao fascismo?
Não é por acaso que muitos trabalhadores temem que estejamos a voltar aos tempos em que as suas lutas eram reprimidas a ferro e fogo. Este receio deve-se tanto à intensa campanha de medo desencadeada na rádio, imprensa, comícios, etc., como a várias medidas repressivas do governo provisório.
A campanha de medo de que são exemplos os dedos ameaçadores na televisão, os discursos ameaçadores nos comícios da CDE e do MDP, as contas astronómicas fazes greve...
“se defendes a independência imediata e sem condições para as colónias... vem o fascismo” e, finalmente, o papão do esquerdista, apresentado como os causadores de tudo, os novos “homens do fato cinzento”, dando-lhes uma força que eles não têm e tentando confundir a luta da classe operária e das suas organizações com o seu aventureirismo.

1969-06-27 - CARTA ABERTA DO TEATRO DOS ESTUDANTES DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA - Movimento Estudantil


CARTA ABERTA DO TEATRO DOS ESTUDANTES DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA

1969 foi ano de intensa e válida actividade dos grupos de Teatro Universitário; tanto em Lisboa como em Coimbra e no Porto se produziu o que de melhor se apresentou na cena portuguesa, Os grupos de T.U. sabem que não poderão, sob pena de se desligarem das realidades que vivem, incluir no seu repertório peças que se destinem a iludir a verdade quotidiana; sabem que a função do Teatro feito por Estudantes é simultaneamente de inserção na própria sociedade e de denúncia e crítica das suas coordenadas ideológicas.
Mas sempre que as verdades se dizem há quem não goste de as ouvir; há quem, ao mesmo tempo que se diz defender os valores culturais, os vá apunhalando, directa ou indirectamente, servindo-se de tudo para aniquilar o pouco que se faz de bom, num tempo e espaço tão necessitados de autêntica cultura. Esses precisam de ser denunciados, precisam de ficar frente à grande massa para que, no ajuste das contas, se possa, apurar quem foram afinal, os verdadeiros promotores da nossa cultura: se oprimidos, se opressores!

1969-06-27 - Informação SIPE nº 4 - Movimento Estudantil

Informação SIPE nº 4

1 - PROPOSTAS APROVADAS NA ASSEMBLEIA MAGNA DO DIA 17 DE JUNHO DE 1969
CONSIDERANDO:
a) Que a nota oficiosa do Ministro da Educação Nacional, de 15 deste mês, não atende as reivindicações que trouxeram os estudantes à luta;
b) Que ela visa agravar as medidas repressivas, ao afirmar a culpabilidade dos estudantes nos acontecimentos posteriores ao 17 de Abril, o ao instaurar processos disciplinares a um número indeterminado de estudantes.
CONSIDERANDO:
c) Que a nota oficiosa se caracteriza pela demagogia, pela deturpação da verdade e tentativa de iludir a opinião pública acerca da total responsabilidade do Governo na crise da Universidade de Coimbra, intentando retirar aos estudantes c apoio da população.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

1974-05-26 - grande encontro nacional da juventude trabalhadora

1974-06-26 - COMÍCIO DA LCI





1974-06-00 - COLÓQUIO NA LIVROPE - Cooperativa Livrope

COLÓQUIO NA LIVROPE

quinta feira, dia 26 às 21.30h com operámos da TAP acerca da sua luta, pela satisfação do caderno reivindicativo.

TODOS AO COLÓQUIO QUINTA FEIRA às 21.30h na LIVROPE
Mostrando uma forte unidade e firmeza os proletárias da TAP, fizeram malograr todas as tentativas da burguesia ao tentar virar a classe operária e o povo, contra eles.
Desde o ser afirmado por um ministro do Governo o boicote ao regresso dos soldados da Guiné-Bissau desde as tentativas vaz da célula TAP do Partido revisionista.
E poe “circular” dois "papeluchos” onde acusa os operários de extremismo e de fazerem o jogo da reacção até à imprensa burguesa onde também não faltou a sua pitada de calúnias e provocações
Apesar disto os operários demonstraram mais uma vez que o lema da burguesia dividir para reinar levou um rude golpe, ao não virar a classe operária e o povo contra a justa luta levada a efeito.


VIVA A JUSTA LUTA DOS OPERÁRIOS DA TAP!

1974-06-00 - TODOS AO COLÓQUIO NA LIVROPE COM TRABALHADORES DA TAP - MRPP

TODOS AO COLÓQUIO NA LIVROP COM TRABALHADORES DA TAP.

QUINTA-FEIRA 26 ÀS 21.30 EM ALVERCA

VIVA A JUSTA LUTA DOS OPERÁRIOS DA TAP!
TAP: A LUTA CONTINUA!
SOLIDARIEDADE PARA COM OS TRABALHADORES EM LUTA!
A BANDEIRA VERMELHA FLUTUA NA TAP!
O POVO VENCERÁ!


Comités de apoio à luta dos operários da TAP

1974-06-26 - CDS O 25 DE ABRIL E O CENTRISMO

O 25 DE ABRIL E O CENTRISMO
ENG. ADELINO AMARO DA COSTA

O OBJECTIVO DAS FORÇAS ARMADAS

A experiência republicana portuguesa foi marcada, até 25 de Abril de 1974, por duas soluções políticas opostas: de 1910 a 1926, Portugal idolatrou o parlamentarismo, conheceu a instabilidade governamental e atingiu a desordem e o caos financeiro; em 1926, e sob inspiração de correntes ideológicas então em moda na Europa, deu-se início a um regime que, em nome de uma nova idolatria — a da Nação abstracta —, haveria de rejeitar a representatividade parlamentar, impondo a autocracia do Governo e restringindo gravemente as liberdades cívicas.

1969-06-26 - TRABALHADORES, SOLDADOS, MARINHEIROS, JUVENTUDE - CUR

TRABALHADORES, SOLDADOS, MARINHEIROS,  JUVENTUDE

CAMARADAS:
As "eleições” de deputados à Assembleia Nacional são uma comédia montada pelo Governo fascista de Marcello. Não autorizando a constituição de partidos políticos, tendo na mão os órgãos da informação (rádio, TV e jornais) e retirando o direito de voto à maioria daqueles que, com o seu suor produzem a riqueza do país (operários e camponeses), aquilo que os fascistas montaram e designam por «eleições» não passa de uma autêntica farsa.
Eles já ganharam essas "eleições» proibindo e reprimindo as organizações políticas dos trabalhadores, excluindo dos cadernos eleitorais grande número de portugueses (só 19% da população tem direito a voto).
Com a farsa dos votos no dia 26, os fascistas tencionam aparentar, para uso interno e externo, que têm o apoio do povo português para prosseguirem a política de defesa dos capitalistas nacionais e estrangeiros que exploram e oprimem os trabalhadores portugueses e os povos das colónias. Sobretudo, com a sua «vitória eleitoral» os fascistas querem justificar a continuação da exploração colonial e da guerra que movem contra os movimentos de libertação dos trabalhadores de angola, Moçambique e Guine.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

1974-06-25 - O POVO DEFENDERÁ A SUA VOZ! - Comités Ribeiro dos Santos

OS ESTUDANTES AO LADO DO POVO E SOB A DIRECÇÃO DA CLASSE OPERÁRIA!

O POVO DEFENDERÁ A SUA VOZ!

Camaradas:
Uma agudíssima crise económica, militar, social e politica; abala a sociedade portuguesa nos seus alicerces.
A luta do povo português pelo PÃO, PAZ, LIBERDADE, DEMOCRACIA e INDEPENDÊNCIA NACIONAL intensifica-se. A Revolução está na ordem do dia. Eis uma realidade viva, confirmada pelo ataque que a classe operária faz em todas as frentes, pelos levantamentos dos camponeses, pela crescente organização dos soldados e marinheiros, pela agitação no seio dos empregados e pela intensificação do combate dos estudantes e intelectuais.

1974-06-00 - Biblioteca do Militante da Vanguarda Vermelha Nº 02 - UC(ml)


BIBLIOTECA DO MILITANTE DA VANGUARDA VERMELHA N° 2
preço 3$00

"CURSO SOBRE A CÉLULA" da FJCP (SPICJ)
Edições da COMORG Junho 1974

A CÉLULA BASE DE TODA A ORGANIZAÇÃO
A base de toda a nossa organização, de toda a nossa actividade revolucionária, são as células. E a única forma que garante uma forte ligação entre a direcção e os filiados, e um contacto directo com as massas juvenis trabalhadoras.
Uma célula deve ser constituída no mínimo por 3 camaradas, tendo sempre em si 2/3 de filiadas. Quanto ao seu conjunto, devem 2/3 dos seus componentes ser operários quando sejam células de fábrica ou de empresa, e l/3 no máximo podem ser intelectuais ou burocratas (estudantes ou empregados), nas células de escola, militares, de escritório, de armazém, etc., não se poderá manter aquela maioria operária devido ao meio em que actuam.

1974-06-00 - CONTRA A EXPLORAÇÃO CAPITALISTA A LUTA CONTINUA OUSEMOS LEVAR ATÉ AO FIM A LUTA PELO C.R. - - MRPP

CONTRA A EXPLORAÇÃO CAPITALISTA A LUTA CONTINUA OUSEMOS LEVAR ATÉ AO FIM A LUTA PELO C.R.

CAMARADAS!
Perante o fracasso das calúnias e provocações, desencadeadas através do seu Governo Provisório, dos seus fiéis servidores das direcções reformistas dos sindicatos, e dos seus lacaios revisionistas do Partido dito. Comunista, numa clara tentativa de envenenar a opinião da população e isolar a nossa justa luta da solidariedade crescente de todo o povo trabalhador, restava à burguesia ordenar a ocupação militar das instalações da TAP, iniciando assim uma feroz escalada repressiva. Com esta medida fascista pensava a burguesia ver o “problema” resolvido. A verdade, porém, é que a nossa luta continua, e continuara até à satisfação do C.R..

terça-feira, 24 de junho de 2014

1974-06-24 - À POPULAÇÃO - PCP

 À POPULAÇÃO

Temos assistido nas últimas semanas a um crescimento de acções contra-revolucionárias e que se tem caracterizado por ataques ao P.C.P., ao Governo Provisório, à Intersindical e ao próprio MFA.
Estas acções têm como objectivo dividir as massas Trabalhadoras, o MFA, e abrir brechas na Aliança POVO-MFA, garante do processo revolucionário que vivemos, e assim impedir o avanço da marcha para o Socialismo dando ânimo às forças reaccionária para tentar novos golpes de força.
Mais uma vez, há que travar o passo a reacção. Daí, a impotência de manifestarmos o nosso apoio ao Primeiro Ministro, ao MFA, ao Conselho do Revolução e ao processo revolucionário que vivemos.

1974-06-00 - MOVIMENTO MUNDIAL DA PAZ XXV ANIVERSÁRIO - CPPC

MOVIMENTO MUNDIAL DA PAZ XXV ANIVERSÁRIO

CONSELHO PORTUGUÊS DA PAZ E COOPERAÇÃO
JUNHO — 1974

A PAZ ENTRE AS NAÇÕES É UM ANSEIO MILENÁRIO DA HUMANIDADE
Através dos séculos os povos sofreram as guerras como calamidades inevitáveis. Só a partir da primeira guerra mundial (1914-1918) é que milhões de trabalhadores se levantaram para declarar a Paz. O nazismo e o fascismo conseguiram, porém, desencadear a segunda guerra mundial (1939-1945): mais de 50 milhões de mortos. A derrota do nazismo e do fascismo ia transformar a Paz mundial de aspiração em realidade, embora frágil e cheia de perigos.

1974-06-24 - EM FRENTE NA LUTA PELO PÃO! - Comissões Trabalhadores TIMEX

EM FRENTE MA LUTA PELO PÃO!

CAMARADAS: OPERARIAS E OPERÁRIOS DA TIMEX:
Os últimos dias, mais do que nunca, nos mostraram o verdadeiro aspecto da realidade portuguesa, ao revelarem quem são, de facto, os nossos inimigos.
1 - Depois do 25 de Abril, e em continuação das lutas que já há tempos vinham crescendo em Portugal, a classe operária e o povo deram mostras de elevada consciência e atacam vigorosamente, num avanço como há muito tempo não se via em Portugal.
Uma clara demonstração da sua combatividade e do seu entusiasmo revolucionário, a classe operária ergue-se de norte a sul do país, empunha com firmeza a arma da greve e passa declaradamente à ofensiva em todas as frentes.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

1974-06-23 - VAI REALIZAR-SE O VI CONGRESSO DO PCP(ml)

VAI REALIZAR-SE O VI CONGRESSO DO PARTIDO COMUNISTA DE PORTUGAL (MARXISTA-LENINISTA)

Teve lugar uma reunião de quadros do PCP(m-l) que decidiu a convocação do VI Congresso, e que constituiu a sua 1ª Reunião Preparatória. Participaram nesta reunião algumas dezenas de quadros que se encontram à frente do trabalho do Partido nas quatro regiões do Pais assim como camaradas que realizam trabalho a nível central.
A 1ª Reunião Preparatória do VI Congresso decidiu por unanimidade que o Congresso estará aberto a todos os militantes efectivos do Partido, que para isso têm de satisfazer as condições seguintes: aceitar o Programa, os Estatutos e as resoluções do Partido; militar numa sua organização; pagar a quotização estabelecida; e ter pelo menos 18 anos de idade.

1974-06-23 - INTERVENÇÃO DUM CAMARADA SIMPATIZANTE DO MPAC - CLAC's

INTERVENÇÃO DUM CAMARADA SIMPATIZANTE DO MPAC NO COMÍCIO ORGANIZADO POR SIMPATIZANTES DO M.P.P.P.

O Movimento Popular Anti-colonial forjado em duras lutas consolidando-se e desenvolvendo-se em todas as acções do povo português contra a criminosa guerra que a burguesia colonial fascista, a soldo do imperialismo internacional, com o americano a cabeça, move aos povos irmãos das colónias tem por objectivos um programa político em 4 pontos:
1. Luta contra o colonialismo português lacaio do imperialismo internacional contra a guerra colonial imperialista de destruição, rapina e genocídio dos povos oprimidos das colónias;
2. Apoio internacionalista à grande, gloriosa e justa insurreição armada de libertação nacional dos povos oprimidos das colónias;

1974-06-00 - VIVA A GUINÉ-BISSAU LIVRE E INDEPENDENTE - GEACAAI

VIVA A GUINÉ-BISSAU LIVRE E INDEPENDENTE
VIVA O P.A.I.G.C.
VIVA A JUSTA LUTA dos POVOS DAS COLÓNIAS

 discute este texto
 Participa no trabalho anti-colonial e anti-imperialista
A vida nas zonas libertadas da Guiné-Bissau
EDIÇÃO DOS GRUPOS DE ESTUDANTES- ANTI-COLONIALISTAS E ANTI-IMPERIALISTAS DE ENGENHARIA (que resultou do alargamento do grupo de trabalho criado no 5º de Elect.)

O QUE SÃO OS GRUPOS DE ESTUDANTES ANTI-COLONIALISTAS E ANTI-IMPERIALISTAS

domingo, 22 de junho de 2014

1974-06-22 - Unidade Popular Nº 021 - PCP(ml) - Vilar

DEFENDAMOS AS LIBERDADES DEMOCRÁTICAS!

MANIFESTO

À classe operária!
Aos soldados e marinheiros!
Aos oficiais antifascistas!
A todas as forças democráticas!
Portugal vive hoje um clima de liberdade que duas gerações nunca conheceram. A liberdade é o bem mais precioso que podemos possuir. Claro que, para a burguesia. Liberdade significa também poder explorar a classe operária. Para a classe operária. Liberdade significa pôr fim completo à exploração do homem pelo homem. Apesar do conceito de liberdade ser um tanto elástico conforme os interesses de cada classe, há uma série de aspectos da liberdade — as chamadas liberdades democráticas — que a classe operária e algumas camadas da burguesia defendem em comum. São elas a liberdade de opinião, a liberdade de expressão, a liberdade de associação. Estas liberdades, nós devemos defendê-las por todos os meios.

1974-06-22 - DA RESISTENCIA AO FASCISMO À CONSTRUÇÃO DE UM PORTUGAL DEMOCRÁRTICO - PCP



1974-06-22 - A Opinião Nº 047

Um comício importante poro o retorço da unidade dos forças democráticas

Muitos milhares de democratas do distrito do Porto participaram no Comício promovido pelo MDP, no dia 15 de Junho.
A ampla expressão de massas de mais esta iniciativa do movimento democrático, traduz o seu enraizamento popular, revela a sua grande vitalidade e capacidade políticas, confirma a sua necessidade para unir e organizar a acção na luta pela completa destruição do aparelho de estado do fascismo; pelo fim imediato da guerra colonial; por uma vida melhor para o povo português.
Esta assembleia democrática explicitou e reforçou a unidade na acção, por aqueles objectivos, dos comunistas, socialistas, católicos e de todos os que no âmbito do movimento democrático conjugam os seus esforços.

1974-06-00 - Farol Nº 07

O FAROL
 JORNAL DOS COOPERATIVISTAS

- A SITUAÇÃO ACTUAL E AS TAREFAS QUE CABEM AO MOVIMENTO POPULAR COOPERATIVISTA
- PREPAREMOS ACTIVAMENTE 0 ENCONTRO NACIONAL DE COOPERATIVISTAS
- FOGO SOBRE O ENCONTRO FANTASMA MARCADO PELOS DIRIGENTES TRAIDORES DA UNICEPE
- REVISIONISTAS E REFORMISTAS ATASCADOS ATÉ AO PESCOÇO NO CHARCO DA TRAIÇÃO AO COOPERATIVISMO POPULAR
- O PROGRAMA “COOPERATIVISTA" DA UNICOOPE
- SAUDEMOS OS SÓCIOS DA LIVROPE E DA LIVRESCO

1974-06-00 - OS REVOLUCIONÁRIOS E A SITUAÇÃO EM PORTUGAL - MRPP

OS REVOLUCIONÁRIOS E A SITUAÇÃO EM PORTUGAL

José Luís Saldanha Sanches, director do jornal Luta Popular jornal do M.R.P.P. (Movimento Reconstitutivo do Partido do Proletariado) foi preso pela polícia militar no dia 6 de Junho. Libertado das prisões fascistas de Caetano após o golpe de Estado de 25 Abril ele encontra-se hoje de novo dentro da prisão!
Quais são as razões da sua prisão? Que se passa em Portugal? Que representa o golpe de Estado?
As lutas dos povos heróicos de Angola. Guiné-Cabo Verde e Moçambique e povo Português, obrigaram a burguesia a mudar de cara; a burguesia mudo de cara para travar as lutas populares em Portugal e para tentar passar do colonialismo ao neo-colonialismo em África.

sábado, 21 de junho de 2014

1974-06-21 - 1º comício em braga do PCP


1974-06-21 - Revolução Nº 004 - PRP-BR

EDITORIAL

Dentro de menos de um ano haverá eleições para a Assembleia Constituinte. Constituinte porque vai fazer a nova Constituição.
É assim que começamos desde já a ver atitudes que consideramos eleitoralistas. Eleitoralistas porque põem nas eleições o seu principal objectivo e passam portanto a considerar que a solução virá por via eleitora).
Nós não estamos de acordo. Pensamos que a solução para os trabalhadores portugueses está no socialismo. E que o socialismo não se vota, como por vezes se ouve dizer. O socialismo conquista-se. E quando se vota ou quando se julga que se votou, como aconteceu no Chile, mal vão as coisas para os trabalhadores, grandes ilusões caíram sobre as suas cabeças.

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