sábado, 31 de maio de 2014

1969-05-31 - NÓS AINDA NÃO ACREDITAMOS … - Movimento Estudantil

NÓS AINDA NÃO ACREDITAMOS …

Aproxima-se a hora magnífica de provares a Nação a dimensão concreta e real da dignidade, coerência e solidariedade da Academia de Coimbra que, de forma tão inequívoca, soubeste exprimir em voto colectivo na última Assembleia Magna.
A Academia de Coimbra, unitáriamente revoltada contra a arbitrariedade a injustiça das medidas de repressão directa e indirecta que se abateram sobre ela, contra a surdez das autoridades universitárias e governamentais para quem a Universidade pouco se distingue de um Quartel onde o único problema e o da férrea disciplina, soube dizer NÃO aos exames.
A Academia, corajosa o lealmente, soube dizer que estava disposta aos mais graves sacrifícios se as suas reivindicações mínimas não fossem satisfeitas, se orgulho governamental não cedesse perante a razão e a justiça.

1974-05-31 - Soldados em Angola recusam combater

Soldados em Angola recusam combater

2ª Companhia do Batalhão 4519
Quartel em Tchivovo, 31 de Maio de 1974
Angola

Viemos para Angola após o 25 de Abril e alguns de nos vieram porque a quedando fascismo se deu, esperançados que dentro em breves dias uma solução política resolvesse essa triste situação de guerra que se vem arrastando há treze anos. Não mais queremos sujeitar-nos a morrer ou a matar, já que está decidido que a solução desta guerra colonial é política e não militar.
Durante os poucos dias que temos de comissão, o que nós temos feito é escutar a Rádio, aguardando os resultados das conversações em Londres. Se relativamente à Guiné e Moçambique há um certo optimismo, no que respeita a Angola a situação torna-se cada vez mais grave.

1974-05-31 - O Grito do Povo Nº 025 - OCMLP


EDITORIAL

I
Operários, Camponeses e Soldados. A luta continua.
O fundamental da ignóbil sociedade de exploração em que vivemos não se modificou. A burguesia contínua detentora dos meios de produção, das fábricas, das grandes terras e dos barcos em Portugal e nas Colónias. Os povos de Angola, Moçambique, continuam a ser metralhados pelos assassinos colonialistas. Após o Golpe de Estado Militar, fácil é ver-se que a ditadura da burguesia sobre o proletariado e sobre os povos de Portugal e das Colónias, que a exploração capitalista e colonial, continuam mostrando o seu verdadeiro carácter sanguinário. Operários, Camponeses e Soldados; empregados, estudantes e intelectuais revolucionários, dispostos a combater ao lado do povo debaixo da direcção do proletariado revolucionário; nunca a burguesia por si só e pacificamente abandonou o lugar privilegiado em que se encontra na sociedade capitalista. Os patrões não abandonam os seus fabulosos lucros, os senhores da terra não distribuem os campos de livre vontade nem pacificamente.

1974-05-31 - O POVO VENCERA! - MRPP

O POVO VENCERÁ!

Desde a primeira hora após o golpe militar de 25 de Abril que a burguesia move contra o M.R.P.P. uma campanha feroz. Qual o objectivo de tal campanha? O seu objectivo é isolar o M.R.P.P. do povo, evitar a todo o custo que as nossas posições políticas cheguem às massas populares. E porquê?
Muito simplesmente porque as nossas posições são justas e permitem ao povo quebrar totalmente as cadeias que o envolvem. É contra o fim da exploração capitalista, é contra a libertação do povo português que se ergue a burguesia. E que faz ela? Lança sobre o M.R.P.P. toda a espécie de calúnias, mentiras e provocações a fim de ocultar a verdade, a fim de fazer esquecer a realidade, a fim de esconder os factos.
E qual é a verdade? Qual é a realidade? Quais são os factos?

1969-05-31 - LUTO EM EXAMES - Movimento Estudantil

C.N.E.P. - 4
COMISSÃO NACIONAL DOS ESTUDANTES PORTUGUESES

COIMBRA - LUTO EM EXAMES

Companheiros!
1) Os Estudantes de Coimbra continuam a sua Luta gloriosa por reivindicações que são de todos os Estudantes Portugueses!
Depois do arbitrário encerramento da Universidade, decretado pelo Ministro da Educação, aos nossos colegas reunidos no dia 9 de Maio em Assembleia Magna, decretaram o Luto Académico em Exames sob formas a definir posteriormente. A partir de então, por toda a Academia, em todas as Faculdades, se desencadeou um estudo em profundidade das medidas a adoptar. Realizaram-se numerosas Reuniões Gerais de alunos, apoiadas pela edição de grande número de documentos, por parte da A.A.C. e das Juntas de Delegados. Deste modo, e frustrando por completo as intenções desmobilizadoras do Governo, se mantiveram inalteráveis o entusiasmo e a combatividade dos estudantes que assim se prepararam para a grande decisão que viriam a tomar no dia 28 de Maio.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

1974-05-30 - Comercio do Funchal Nº 2251

SÓ A DESTRUIÇÃO DO COLONIALISMO

O problema colonial continua a suscitar da parte das organizações da esquerda revolucionária posições muito firmes e claras. Num manifesto elaborado em conjunto, seis daqueles agrupamentos consideram:
«As vitórias dos povos das colónias são também uma vitória do povo português. Foi a sua luta que acelerou a queda do fascismo, desagregando o exército colonialista e precipitando a crise política e económica da burguesia. O 25 de Abril é, acima de tudo, o resultado da luta armada dos povos das colónias e do concurso das lutas anticapitalistas e anticolonialistas em Portugal.
Os trabalhadores portugueses têm um só caminho para impedir a restauração do fascismo e para avançar nas suas conquistas e na luta pela Revolução Socialista: atacar a exploração capitalista, destruir o aparelho repressivo fascista até ao fim e, sobretudo, liquidar {mediatamente a criminosa guerra de agressão nas colónias e impedir as manobras neo-colonialistas da Junta de Salvação Nacional e do Governo Provisório.

1974-05-30 - Luta Popular Nº 018 - MRPP

EDITORIAL
AS TAREFAS DO PROLETARIADO REVOLUCIONÁRIO

A revolução está na ordem do dia.
Prepara-se febrilmente a reacção para a combater e esmagar; e prepara-se activamente a vida para a desenvolver e realizar. A morte ou a vitória da revolução — tal é, em síntese, o significado profundo da agudíssima luta actual que se trava no nosso país entre as duas classes (a burguesia e o proletariado), entre os dois caminhos (o do capitalismo e do socialismo) e entre as duas linhas (a revisionista do P“C”P e a marxista-leninista-maoísta do nosso Movimento).
Cada classe, cada partido esforça-se por fixar a sua táctica, a sua linha de conduta, a sua atitude em relação ao Poder, em relação às outras classes ou camadas de classe, em relação aos outros partidos.

1974-05-00 - DO PARTIDO SOCIALISTA AOS CAMPONESES - PS

PARTIDO SOCIALISTA Secretariado distrital de Viseu
Rua Dr. Luís Ferreira (R. do Comércio), 68 1º. Viseu

DO PARTIDO SOCIALISTA AOS CAMPONESES
Vocês foram explorados durante 48 anos!
Muitos de vós tivestes de deixar a terra onde nascestes e de emigrar para serdes explorados como mão-de-obra barata no estrangeiro, porque o regime caído em 25 de Abril não vos permitiu ganhar o pão na terra dos vossos pais.
O Partido Socialista julga-se capaz de vos poder ajudar.
Para isso pretende;
- Transformar os grémios em cooperativas que vocês organizarão,
- As cooperativas terão por fim prestar ajudo, na compra de sementes, adubos e alfaias agrícolas.

1974-05-00 - Do Partido Socialista aos homens que trabalham - PS

Do Partido Socialista aos homens que trabalham

O Partido Socialista tem um programa. O seu objectivo é contribuir decisivamente para que se construa em Portugal uma sociedade socialista e democrática onde acima de tudo impere a justiça social.
O Partido Socialista Português é e será aquilo que os portugueses que trabalham queiram que ele seja. É na enorme força do trabalho que ele fundou as suas raízes e é nela que encontrará a sua vocação.
Só o trabalho constrói. Só o socialismo poderá dirigir o esforço e o produto desse trabalho para a justiça social.
Não temos dúvidas de que as tarefas são grandes para o nosso partido e para todos os portugueses. Mas não temos dúvidas de que as levaremos até ao fim - uma sociedade com justiça -  por mais que isso pareça hoje difícil. Não temos dúvidas porque sabemos que os portugueses que trabalham saberão compreender que nós trabalhamos lado a lado com eles.

1969-05-30 - A ABSTENÇÃO EM EXAMES - Movimento Estudantil

 A ABSTENÇÃO EM EXAMES

No dia 28 de Maio de 1969, em Assembleia Magna, mais de 5 000 estudantes da Universidade de Coimbra (havendo 40 abstenções e 190 votos contra) votaram a seguinte proposta:
1 - Considerando que se mantêm as suspensões arbitrárias a 8 dos nossos colegas
2 - Considerando a injustiça dos processos disciplinaras e ameaças de processos criminais instaurados e instruídos por autoridades extra universitárias, com violação clara da autonomia da Universidade.
3 - Considerando que não foram levantadas as faltas dadas pela Academia durante o período de LUTO ACADÉMICO,
4 - Considerando que a recusa de aceitação da diligência e testemunho de 151 Professores ofendeu a boa-fé e a razão de ser do seu corpo docente e discente.
5 - Considerando que na recusa do diálogo, o Governo procura, com manobras dilatórias, fugir a uma resposta clara.

1969-05-30 - O Tempo e o Modo Nº 69-70

ENTREVISTA COM JOÃO CÉSAR SANTOS

João César Santos realizou um filme. Um primeiro filme. Sobre (diz-se) Sophia de Mello Breyner Andresen.
Tudo isso seria banal, se não fosse o filme e João César Santos em que o não são. Como se demonstra vendo o primeiro e ouvindo o segundo. Aconselhamos o leitor a que aproveite a primeira oportunidade para ver o filme: não perderá tempo e talvez ganhe modos. E, por agora, leia esta entrevista.

SE NÃO ACREDITASSE QUE A ALEMANHA VAI PERDER A GUERRA, REFUGIAVA-ME NUM PAÍS ONDE NUNCA NINGUÉM TIVESSE OUVIDO FALAR NO FLAGELO CINEMATOGRÁFICO
Como nasceu a ideia de um filme sobre Sophia de Mello Breyner Andresen?

quinta-feira, 29 de maio de 2014

1969-05-29 - Federação Internacional dos Direitos do Homem

FEDERATION INTERNATIONALE DES DROITS DE L’HOMME

27, rue Jean Dolent - PARIS l4ème - (Tél. 402.71.25)
Paris, le 29 mai 1969

Monsieur le Président,
Monsieur le Secrétaire General,
La Ligue autrichienne nous ayant demande de repórter à 1970 le Congrès qu’elle nous avait primitivement demande de reunir à Vienne au cours de 1969 nous nous sommes vus contraints de reaplacer par une réunion de Bureau le Congrès International que nous ne pouvons réunir à Paris cette année.
Cette réunion de Bureau aura lieu le Dimanché 29 Juin prochain au siège de la Ligue frangaise: 27, rue Jean Dolent a Paris 14 éme. Les débats ouvriront à 10 heures précises; ils serort interrompus, comme de coutume, par un déjeuner amical, et reprendront 1’après-midi jusqu'à épuisement de 1’ordre du jour. Nous espérons vivemént que vous tiendrez à y àssister ou à vous y faire représenter.

1974-05-29 - POR UMA ESCOLA DEMOCRÁTICA E POPULAR! - Movimento Estudantil

POR UMA ESCOLA DEMOCRÁTICA E POPULAR!
29/5/74

O POVO VENCERÁ!

Esclarecimento dos ESTUDANTES DA LINHA ASSOCIATIVA “POR UMA ESCOLA DEMOCRÁTICA E POPULAR"
Colegas!
Os acontecimentos decorridos na Manhã de ontem dia 28 exigem um esclarecimento da nossa parte pois elementos oportunistas apressaram-se a acusar a linha «POR UMA ESCOLA DEMOCRÁTICA E POPULAR”, como principal responsável por eles.
Ora tal facto não é verdadeiro!

1974-05-29 - COMUNICADO Nº 11 - Movimento Estudantil

COMUNICADO Nº 11

Depois de termos definido o modo de funcionamento democrático da nossa escola é assegurado que o Conselho Directivo Provisório reunisse já algumas vezes, depois de termos avançado medidas para que o funcionamento pedagógico da nossa faculdade seja mais ajustável aos nossos interesses imediatos, é necessário que se assegure, o mais depressa possível, o normal funcionamento da actividade escolar a nível de todos os cursos.
A REFORMA GERAL E DEMOCRÁTICA DO ENSINO foi, ao longo de anos, a nossa bandeira de luta; hoje, É O NOSSO PROGRAMA DE ACÇÃO.
As medidas já encetadas por nós conjuntamente com os professores e empregados na democratização real da vida da faculdade, foram um primeiro passo essencial que criou as condições necessárias para avançar, agora, para modificações nos aspectos pedagógicos mais urgentes.

1974-05-00 - Boletim MPAC

ABANDONEMOS AS ILUSÕES E PREPAREMO-NOS PARA A LUTA.

GUERRA DO POVO À GUERRA COLONIAL-IMPERIALISTA - pag. l
NEM UM SOLDADO NEM UM TOSTÃO. (mpac) - pag. 3
OS SOLDADOS OS MARINHEIROS E A JUNTA, (rpac) - pag. 7
ABANDONEMOS AS ILUSÕES E PREPAREMO-NOS PARA A LUTA, VIREMOS AS ARMAS CONTRA, A BURGUESIA - pag. 10
YENAN - VIVA O l° de MAIO VERMELHO. (cir. demo-popu. Pag. 13

Esta publicação editava panfletos que tinham sido produzidos por diferentes organizações anti coloniais.

Por a maioria dos exemplares que saíram com este número ser anterior ao 25 de Abril reservaremos a sua edição para a data em que foram produzidos.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

1974-05-00 - O Bolchevista Nº 10 - Esp - CML de P


O BOLCHEVISTA
1974 EDIÇÃO ESPECIAL

Órgão Central do Comité Marxista Leninista de Portugal
PARTIDO COMUNISTA DE PORTUGAL (em construção)

OPERÁRIOS, CAMPONESES, Soldados e Marinheiros. Empregados, estudantes, TRABALHADORES DE Portugal:
Todos nós vivemos nestes dias momentos de uma enorme importância para a nossa história, para a história da luta dos trabalhadores pela Paz, pelo Pão, pela Terra, pela Liberdade e pela Independência Nacional a caminho da abolição do sistema de explorarão capitalista a da construção do Socialismo a luta de classes pela abolição das classes, a luta do Proletariado pelo poder do Estado, para a abolição do Estado.

1974-05-28 - À CLASSE OPERÁRIA, A TODOS OS TRABALHADORES, AO POVO! - PCP

COMUNICADO DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

À CLASSE OPERÁRIA, A TODOS OS TRABALHADORES, AO POVO!

O Partido Comunista Português, com a autoridade que lhe dá a sua acção de dezenas de anos à frente da luta dos trabalhadores e do povo contra a opressão fascista e a exploração capitalista, vem alertar-vos contra os graves perigos da hora presente, contra os manejos daqueles que tentam dividir o movimento popular de massas, cindir a sua aliança com o movimento das forças armadas e abrir caminho à contra-revolução.
Estamos perante o conluio dos elementos mais reaccionários ainda não desalojados das suas posições pelo movimento de 25 de Abril, os quais, com a ajuda consciente ou inconsciente de grupos de aventureiros ditos da esquerda, procuram empurrar a situação para o caos económico e destruir as conquistas democráticas até agora alcançadas.

1974-05-28 - EXPOSIÇÁO DA ASSOCIACÃO DE AMIZADE PORTUGAL-CHINA

À POPULAÇÃO

EXPOSIÇÃO DA ASSOCIAÇÃO DE AMIZADE PORTUGAL-CHINA

A Partir de TERÇA-FEIRA, 28/5/74 — Das 18 às 24 horas
Um grupo de patriotas, democratas e antifascistas portugueses, criaram em Vila Franca de Xira, uma delegação da Associação de Amizade Portugal-China
A Exposição na Casa do Povo desta vila, pretende dar a conhecer às massas populares as lutas e grandes vitórias do Povo Chinês na CONSTRUÇÃO DO SOCIALISMO E DA PAZ e mostrar-lhes a china dos nossos dias.

COMISSÃO DE HONRA
JOSÉ VENÂNCIO M. SERRA
DR. LUÍS CÉSAR PEREIRA

terça-feira, 27 de maio de 2014

1974-05-27 - O POVO LIBERTARÁ PERALTA! - MRPP

CONTRA A REPRESSÃO FASCISTA DA JUNTA E DO GOVERNO PROVISÓRIO, O POVO LIBERTARÁ PERALTA!

TODOS AO LARGO DA ESTRELA!

CAMARADAS
Durante a tarde de hoje, dia 27, as forças repressivas do aparelho policial fascista deixaram cair a esburacada máscara liberal com que a Junta e o Governo Provisório as tentaram fazer passar aos olhos das massas.

1974-05-27 - JUNTÊMO-NOS AO POVO NA LUTA PELA LIBERTAÇÃO DE PERALTA! - RPAC

JUNTÊMO-NOS AO POVO NA LUTA PELA LIBERTAÇÃO DE PERALTA!

NEM UM TIRO NEM UMA AGRESSÃO CONTRA O POVO
AOS CAMARADAS SOLDADOS E MARINHEIROS DE LISBOA
AOS CAMARADAS; SOLDADOS DE GUARDA AO HOSPITAL MILITAR PRINCIPAL DE LISBOA:

Desde a noite de 25 que uma concentração popular se encontra defronte do Hospital Militar Principal, à Estrela, exigindo a libertação imediata do cidadão cubano Pedro Peralta, mantido ilegal e arbitrariamente preso pela Junta.
Esta, em manobra de intimidação aos manifestantes, colocou no Largo da Estrela, a meio da noite daquele dia uma coluna de blindados do Regimento de Cavalaria 7 (R.C.7) e um destacamento da P.S.P. comandados pelo militarista major Neves. Ao princípio da manhã seguinte, perante a firmeza dos manifestantes, sob a direcção proletária do M.R.P.P., a coluna vê-se obrigada a retirar. Porfiando na sua determinação de não abandonar o local até que Peralta seja libertado, os manifestantes viram cheirar pelas 17 horas de ontem uma força fortemente armada, composta por G.N.R. a cavalo e pela P.S.P., acompanhada de carros de água e de tinta. Lançando um ultimato aos manifestantes para que dispersassem até as 18H, as bestas policiais invés passada meia hora da sua chegada, agredindo à cacetada e disparando tiros e granadas de gases lacrimogéneos. A resposta das massas foi imediata e enérgica, respondendo à agressão saltando para os carros da polícia e acabando por escorraçar os assassinos do largo.

1974-05-27 - DECLARAÇÃO SOBRE A ACTUAL SITUAÇÃO POLÍTICA - MDP-CDE

DECLARAÇÃO SOBRE A ACTUAL SITUAÇÃO POLÍTICA

Passado um mês sobre o derrubamento do Governo Fascista, é hoje indiscutível que o País, graças à poderosa iniciativa popular e à fidelidade das Forças Armadas aos objectivos democráticos, deu importantes passos em direcção à liquidação completa do fascismo e à construção de uma sociedade amplamente democrática.
A generalizada compreensão da importância histórica do momento que vivemos, a clara disposição de seguir adiante com serenidade e firmeza, a justíssima consciência popular de que a aliança entre o Povo e as Forças Armadas não só esteve na base do 25 de Abril como é hoje a principal garantia do processo de renovação democrática em curso, não impedem no entanto que se estejam a manifestar comportamentos políticos que, por não terem em conta as características fundamentais da situação política actual, podem, a não serem energicamente combatidos e desmascarados perante a população, comprometer seriamente as conquistas alcançadas, travar o desenvolvimento das potencialidades favoráveis às forças populares, ajudar a criar as condições para o contra-golpe reaccionário.

1974-05-27 - POR UMA ESCOLA DEMOCRÁTICA E POPULAR - Movimento Estudantil

POR UMA ESCOLA DEMOCRÁTICA E POPULAR

1) Análise da situação nas escolas
2) Balanço do trabalho
3) Crítica aos oportunistas
4) Princípios que devem nortear o nosso trabalho no seio das massas estudantis 

1) ANÁLISE DA SITUAÇÃO NAS ESCOLAS
Presentemente, a nível da Academia do Porto, pode-se assistir a uma caracterização dos vários sectores das massas - o relativamente atrasa do intermédio e o relativamente avançado não só porque o actual momento político é próprio ao seu enquadramento nas várias realizações estudantis, como a recente mas fértil em ensinamentos, vida universitária possibilitou de marcar as várias posições políticas e os substratos que lhes dão ou não opção.

1974-05-27 - O QUE É O MOVIMENTO DEMOCRÁTICO PORTUGUÊS

MOVIMENTO DEMOCRÁTICO DE BRAGA
COMISSÃO CONCELHIA DE GUIMARÃES  Rua de Gil Vicente, 37-1.° Telef. 41616

1. — O QUE É O MOVIMENTO DEMOCRÁTICO PORTUGUÊS (M.D.P.) ?
— O M.D.P. é constituído por todos os cidadãos anti-fascistas, que a ele aderem.
— Os seus membros encontram-se nele a título individual e não como representantes de partidos políticos, o que quer dizer que aceita nas suas fileiras todos os cidadãos anti-fascistas sem partido, e também os que, estando ou vindo a estar filiados em partidos, entendam dar a sua contribuição ao M.D.P„ independentemente de filiação partidária, para reforçar a acção de unidade democrática, em volta do objectivo fundamental que a todos nos deve unir na acção, que é o de defender e consolidar as liberdades democráticas.

1974-05-27 - A Forca do Trabalho ao Serviço da Democracia - INTERSINDICAL NACIONAL

INTERSINDICAL NACIONAL

COMUNICADO
27 de Maio de 1974

A Forca do Trabalho ao Serviço da Democracia
O Movimento das Forças Armadas desencadeou em 25 de Abril um processo que, a ser consolidado e reforçado, libertará todo o Povo Português da tirania fascista.
Os trabalhadores têm um papel importantíssimo na consolidação da Democracia.
As causas fundamentais da existência do fascismo subsistem, não estando afastadas as condições para o seu reaparecimento se todo o Povo e especialmente os trabalhadores não colocarem como principal e imediato objectivo o derrube definitivo de todos os focos de reacção e a implantação da organização e estruturas necessárias à consolidação e à manutenção da Democracia.

1969-05-27 - O Tempo e o Modo Nº 69-70

O primeiro funeral político a que assisti foi ao de António Sérgio: assim vive quem por celebrar os mortos se conserva. E esse foi um dia de amargura, para repensar quase tudo sem ódio e sem remorso.
Este depoimento não devia existir. Mas a redacção de «O TEMPO E O MODO» entendeu, na altura, que havia estudantes à face da terra e que, por trás da sigla, essa gente tinha nome. Aqui me vejo a tentar dizer tudo menos Sérgio, eu estudante, quando sei que num reino de alusões quem dominar a fábula arruma de vez os cidadãos da plateia.
Nunca fui sergiano, porque me deixei convencer que isso não era bom. E como cada um tem os pecados que quer desse me livrei cedo.
Com isto, ninguém duvide que se começa de menino a ser burro. Eu comecei. O «reaccionário» Sérgio, como ainda lhe chamam, era homem para ultrapassar: idealista, ignorava o mundo verdadeiro, divorciado da práxis, preconizava o reformismo Quem quisesse ser «jovem consciente» tinha que superar a limitação da ideologia pequeno-burguesa e abrir-se a vocações universais.

1969-05-27 - O Tempo e o Modo Nº 69-70

On ne se bat bien que pour les causes qu’on modele soi même et avec lesquelles on se brule en s`identifiant.»
RENE CHAR

I — Algumas considerações:
1 — Em primeiro lugar uma forma precisa de ateísmo:
«o poema escreve o poeta». A linguagem como disponibilidade de absurdo às ordens de um homem. Aparentemente, apenas, e em princípio colocada à sua disposição, ela acaba porém por ditálo escrevê-lo e, tornando-se-lhe modo de a si mesmo se apreender, provar-lhe que ele não existe. A seguir à morte de Deus e a morte do Homem. Para quando a morte da linguagem?
2 — Sabemos desde já ser possível a «morte» de palavras isoladas. De facto, basta recordar Tzara (hurle hurle hurle) e dum modo global toda a busca de exaustão por parte dos dadaístas. Herberto Hélder escreve: «Um exercício admirável. As vezes uso o processo de esvaziar as palavras. (...)

1969-05-27 - O Tempo e o Modo Nº 69-70 - PATINAGEM ARTÍSTICA


PATINAGEM ARTÍSTICA

Do jogo de hockey a Gusíav Husalc passaram-se vinte dias. Neles a crise checoslovaca conheceu não o seu epílogo mas um epílogo, à espera de novas pausas e novos recomeços. Se é verdade que o futuro se cerra bastante mais, não nos parece que o seja menos que a substituição de Dubcek não representa qualquer ruptura essencial
O que se torna é mais fácil descortinar os estigmas dum passado longo que de Gottwald a Husak se desenvolve numa linha sempre exemplar e razoavelmente consequente.
Porque tudo não começou com uma vitória da equipa checa de hockey sobre o gelo, como nem sequer começou com a invasão de Agosto; tudo começou por uma partilha entre potências imperialistas em que a Checoslováquia por acasos geográficos se encontrou de um lado; como se poderia ter achado do outro. Tudo começou por uma via que era a caricatura grotesca duma via revolucionária, com Mazaiycks defenestrados Benés e bens ambíguos (demasiado ambíguos), e uma longa e coerente dinastia que deu Gottwald a rimar com Estaline e Novotny com Krustchev. E a história da revolução que se não fez a rimar com a burocracia que a si mesma se fez.

1969-05-27 - O Tempo e o Modo Nº 69-70 - DEZ ANOS DEPOIS

DEZ ANOS DEPOIS

Um a um foram chegando os testemunhos para este número dedicado a António Sérgio e eu sem me decidir a escrever o depoimento que a mim próprio me tinha prometido. E, um por um, reparando que todos, mais ou menos, falavam duma morte recente sem se dar conta que o morto o não era. Pode ser que me engane, mas estou bastante convencido que uma leitura atenta deste número levará à conclusão de que todos somos ou muito saudosistas ou muito distraídos e que conjugamos no presente (ou num passado próximo) o que pertence a uma distância que só por comodidade, hábito ou medo de vertigem, não queremos assumir como real e irreparável.
António Sérgio não morreu há poucos meses. António Sérgio morreu há dez anos, mais precisamente no dia 11 de Março de 1959. E não me estou só a referir ao silêncio a que se remeteu o prolixo autor dos Ensaios nestes dez anos, ao seu isolamento, à apatia ou abulia em que, segundo os que com ele privaram, se encerrara. Refiro-me, muito mais concretamente, a uma certa manhã onde foram a enterrar os sonhos então ainda possíveis duma certa transformação, dum certo reformismo, dum certo render da guarda. Poucos terão dado a esse fracasso a importância que Sérgio lhe deu. Não só porque acreditaram menos do que ele (talvez sim, mas isso agora é irrelevante) mas muito principalmente porque poucos se encontravam preparados para compreender que essa data fora uma instância derradeira e que, perdida, ela não mais se repetiria.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

1969-05-00 - Seara Nova Nº 1484

PALAVRAS DE DESPEDIDA A MÁRIO SACRAMENTO

Só algumas palavras, que dolorosamente me pesam, porque são inúteis em relação ao único e impossível desejo deste momento: o nosso único e impossível desejo seria o de continuar a ter Mário Sacramento como amigo e como companheiro de luta. Contra este nosso impossível desejo nós temos de ir corajosamente até à mais funda consciência do vazio que de repente se fez à roda do nosso coração, e temos de encarar de frente esta brutal decomposição de um corpo que era o de um dos homens mais generosos, inteligentes e sensíveis que temos conhecido. Mário Sacramento, como a maior parte dos seus companheiros de campanhas culturais e políticas, incluindo eu, não acreditava em nenhum dos mitos fáceis e embaladores da sobrevivência individual à morte. Não acreditava em Paraísos, ele a quem só interessava o inferno real e evidente que é a vida quotidiana de quase todos os seres humanos. Mário Sacramento não acreditava em Juízos Finais, porque a sua moral não era a do prémio e castigo, era a moral do resgate para todos os que seja possível resgatar, incluindo aqueles que por deformação de classe burguesa não conhecem a alegria: de combater por tudo o que é, ou pode ser, superiormente humano.

1974-05-00 - BOLETIM DE APOIO ÀS LUTAS POPULARES - Núcleos Sindicais

BOLETIM DE APOIO ÀS LUTAS POPULARES
LISTA A AO SERVIÇO DO POVO VENCEREMOS

INTRODUÇÃO
Com o 25 de Abril, após a passagem da ditadura da burguesia de fascista para democrática, a classe operária portuguesa viu criadas melhores condições para lutar por um melhor nível de vida e para tentar sair das condições de miséria e exploração desenfreada que suportou durante anos,
Se é verdade que já durante o fascismo se desencadearam importantes movimentos de luta, de que são exemplo as greves dos Pescadores de Matosinhos e da Grunding, esta movimento ganha agora uma amplitude nacional generalizando-se a todas as zonas do país.

1974-05-00 - Unidade Popular Nº 020 - PCP(ml) - Mendes

O 25 DE ABRIL E A LUTA PELA DEMOCRACIA POPULAR

Tal como os marxistas-leninistas desde sempre frisaram, a luta de libertação nacional dos povos das colónias desfere um golpe demolidor no capitalismo português. Tendo o capitalismo crescido e prosperado à custa da pilhagem das colónias, a perda do império colonial “não” pode significar senão a ruína de grande parte da burguesia portuguesa, essa ruína afectará, não só os grandes grupos económicos que cresceram sobre a presa colonial, mas também vastos sectores da média ou da pequena burguesia que, com ou sem interesses directos nas colónias, vivem à sombra da prosperidade colonial.
Perante a ameaça de morte que paira sobre o colonialismo português, perante o avolumar dia a dia da perspectiva de derrota inevitável, foi-se agravando o desentendimento no seio da burguesia sobre a via para a catástrofe.

1974-05-26 - Homenagem a Alfredo Lima - PCP

Homenagem a Alfredo Lima

A feroz ditadura fascista, que oprimiu e explorou o nosso povo e em especial as classes trabalhadoras durante quase 50 anos, é também responsável por hediondos crimes entre os quais se conta o bárbaro assassinato de Alfredo Lima.
Alfredo Lima, que, como tantos outros operários agrícolas, se encontrava na praça de jornas onde se desenrolava uma luta por aumento de salário, caiu traiçoeiramente varado pelas balas da G.N.R. no dia 4 de Junho de 1950.
O povo português e, neste caso particular, o povo de Alpiarça, não esqueceu e jamais esquecerá as suas vítimas. O nome de Alfredo Lima, assim como os nomes de tantos outros heróis e mártires da luta do povo português, nunca foi esquecido. Ele foi ao longo dos anos um dos símbolos da luta dos trabalhadores por melhores condições de vida e pelo derrubamento da ditadura fascista.

1974-05-26 - SINDICATO DOS PROFESSORES DA ZONA NORTE

SINDICATO DOS PROFESSORES DA ZONA NORTE 
RUA D. JOÃO IV, 610 - T. 563527/564178

I. Desde o início do ano lectivo, os professores estão em luta;
- pelo direito à profissionalização e a valoração profissional (complemento de habilitações.
- descongelamento e regulamentação das fases. Estatuto da (carreira Docente do Ensino Superior);
- pelo direito ao trabalho na docência (redimensionamento dos quadros» contractos automaticamente renováveis, aumento dos postos de trabalho);
- por todos o» direitos adquiridos, pela reparação de injustiças e desigualdades, por condições de trabalho (contagem do tempo de serviço, correcção de erros).

1974-05-26 - Manifesto à Juventude Trabalhadora - M.J.T.

Manifesto à Juventude Trabalhadora

O 25 de Abril marca uma profunda mudança na vida do povo e da juventude de Portugal.
O fascismo foi derrubado. As liberdades democráticas foram conquistadas. O povo está unido. Uma sólida afiança entre o Movimento Popular e o Movimento das Forças Armadas garante as históricas conquistas alcançadas desde há um mês.
A juventude trabalhadora que sempre esteve nas primeiras filas da luta do nosso povo contra a ditadura fascista teve no 25 de Abril um papel determinante. Teve-o sob a farda dos soldados e marinheiros que voluntária e decisivamente acompanharam os oficiais do Movimento das Forças Armadas. Teve-o descendo à rua em maciças e poderosas manifestações de apoio e solidariedade ao M.F.A. quando ainda decorriam as operações militares e depois interpretando a alegria de todo o povo pelo derrubamento do regime tirânico que oprimia há 48 anos.

1974-05-26 - O programa da FRELIMO

DISTRIBUÍDO AOS SOLDADOS
O programa da FRELIMO

(…) Nas zonas semi-libertadas, um extenso programa de reconstrução nacional está em curso, estruturando as bases do Moçambique desenvolvido e forte de amanhã.
Todos estes sucessos foram possíveis devido à direcção correcta da FRELIMO, que soube unir todas as forças patrióticas, Moçambicanas; assegurar a harmonia entre as nossas forças militares e as populações; encorajar as populações a participarem em todas as tarefas de reconstrução nacional, imprimindo um espírito democrático a todos os trabalhos; e captar a simpatia e o apoio dos outros povos e das forças progressistas de todo o Mundo.
No II Congresso, que se reuniu em Moçambique livre, na província do Niassa, de 20 a 25 de Julho de 1968, a FRELIMO decidiu adoptar um novo programa, adaptado à nova realidade.

1969-05-26 - JUSTIÇA TRIUNFA SEMPRE - A UNIDADE É INVENCÍVEL - Movimento Estudantil

JUSTIÇA TRIUNFA SEMPRE - A UNIDADE É INVENCÍVEL

Os estudantes e os professores da Universidade de Coimbra, os encarregados de educação e os cidadãos nacionais, conscientes ou de boa-fé, vêem aproximar-se a época de exames com justificada apreensão.
Eles sabem que a crise, revelada no dia 17 de Abril de 1969, encobre toda uma luta reivindicativa discente e docente, cuja justiça de fundamentos e objectivos e inegável.
Eles sabem, igualmente, que os processos utilizados pelos estudantes foram correctos e justos manifestando-se, essencialmente, nas sempre renovadas propostas de diálogo, no trabalho consciente e honesto de análise e crítica de uma Universidade Velha e na procura dos alicerces duradouros de uma Universidade Nova que os tempos reclamam, e os homens exigem.

domingo, 25 de maio de 2014

1974-05-00 - O Tempo e o Modo Nº 104

A crise da burguesia e o  Avanço  Impetuoso da Classe  Operária

«Quem quer vencer o seu adversário não discute com ele os custos da guerra!»
Quem disse isto foi Karl Marx que, se fosse vivo, seria certamente tratado pelo sr. Cunhal de aventureiro esquerdista objectivamente ao serviço da reacção. E isso porque ao P.«C.»P. o que interessa são os «custos da guerra» e não a magnífica disposição combativa manifestada pelo operariado ao desencadear um vigoroso surto grevista logo após o 25 de Abril, sem dar tempo ao inimigo, a burguesia liberal e revisionista, de se acomodar calmamente nos cadeirões de veludo do Poder recém conquistado.

1974-05-25 - A Voz do Trabalhador Nº 01

EDITORIAL
SÓ A VERDADE É REVOLUCIONARIA

Só os reaccionários, os contra-revolucionários têm medo da verdade, da discussão que a faz aparecer e se opõem ao princípio "sem investigação não há direito à palavra".
Para as organizações da classe operária, para todos os que lutam contra a opressão e a miséria, só a verdade é revolucionária. Só ela corresponde aos interesses das massas populares, só ela as educa e, nas suas mãos, se torna uma força material capaz de transformar o mundo.
A Voz do Trabalhador, o jornal dos operários e camponeses e de todos os oprimidos que lutam, nas fábricas e nos campos, pelo fim da exploração e pelo socialismo é, também, um porta-voz da verdade. Ele tem de opor àqueles jornalistas que expressam deliberadamente os interesses da burguesia, de uma classe reaccionária e decadente, e que recorrem à mentira, a uma nova censura, à falsificação dos factos para iludir as massas populares atacar as organizações que as defendem.

1969-05-25 - BOLETIM INFORMATIVO Nº 3 - Movimento Estudantil


BOLETIM INFORMATIVO Nº 3
Dos alunos da faculdade de CIÊNCIAS de Coimbra

REPRESSÃO sob a forma de LEGISLAÇÃO DECRETO-LEI Nº 44.357
Usando da faculdade conferida pela primeira parte do nº. 2 do artigo 109 da Constituição, o Governo decreta e eu promulgo, para valer como lei, o seguinte:
Artigo lº. Sem prejuízo da competência atribuída por lei a outras entidades, o Ministro da Educação Nacional poderá sempre, ordenar procedimento disciplinar contra alunos das escolas dependentes do Ministério, nomear livremente os instrutores e aplicar, mediante parecer do Conselho Permanente da Acção Educativa, qualquer das penas previstas pela legislação respectiva, podendo ser temporária a pena prevista no nº 5 do artigo 35 do Decreto nº 21.160 de 1 de Abril de 1932
Artigo 2º - 1. Os alunos arguidos em qualquer processo disciplinar poderão ser, sob proposta do instrutor e mediante despacho da entidade que mande instaurar o processo, suspensos imediatamente da frequência das aulas.

1974-06-25 - PAIGC - A NOSSA FORÇA É UMA FORÇA MORAL E POLÍTICA MAS ELA É TAMBÉM UMA FORÇA MATERIAL

PARTIDO AFRICANO DA INDEPENDÊNCIA DA GUINÉ E CABO VERDE

A NOSSA FORÇA É UMA FORÇA MORAL E POLÍTICA MAS ELA É TAMBÉM UMA FORÇA MATERIAL

Mensagem dirigida ao nosso povo da Guiné e Cabo Verde, a todos os nossos combatentes e compatriotas, pelo Secretário Geral Adjunto do PAIGC e Presidente do Concelho de Estado, camarada LUIZ CABRAL, por ocasião da abertura das negociações do nosso Partido com o Governo português.
Serviços de Informação do P.A.I.G.C. - 25 de Maio de 1974

1974-05-25 - A OPINIÃO Nº 43

UM MÊS EM BALANÇO

Apenas a um mês do histórico 25 de Abril, é já possível constatar um conjunto de factos significativos da profundidade e celeridade do processo democrático em curso no nosso país.
Nesta editorial apenas nos deteremos sobre dois aspectos significativos, altamente significativos, da profundidade das modificações operadas já: a constituição do Governo Provisório e os progressos fundamentais no campo da liberdade de informação.
Respeitado neste aspecto essencial o programa do Movimento das Forças Armadas, o povo português tomou conhecimento da composição do Governo Provisório. E verificou a concretização duma funda aspiração popular: a participação nele dos partidos e correntes democráticas representativas sem discriminação da extrema esquerda, do Partido Comunista Português.

sábado, 24 de maio de 2014

1974-05-00 - Luta Operária Nº 02 - UC(m-l) P


= EDITORIAL =

O golpe militar que derrubou o governo fascista de Marcelo Caetano, trouxe novas perspectivas para a luta de classes em Portugal, às quais os operários, e em particular a guarda operária, devem dar a maior atenção para daí tirarem o máximo proveito para a sua. Luta económica do dia a dia o para a luta pelo derrubamento da burguesia e pela instauração da ditadura do proletariado, única via possível para o socialismo.
Atendendo às modificações verificadas na arena política portuguesa, LUTA OPERÁRIA decidiu modificar a sua programação, já que as oportunidades de trabalho legal permitem aliviar o aparelho ilegal de algumas das suas tarefas.

1974-05-00 - Portugal Socialista Nº 005 - II Série - PS

Mário Soares em conferência de imprensa

Consolidação da democracia desenvolvimento acelerado e resolução do problema colonial

— Terão de ser os objectivos imediatos do Governo Provisório
Após a sua importante digressão por várias capitais da Europa — que constituiu sem dúvida inestimável serviço prestado ao país, nesta hora em que o povo português se encontra empenhado na consolidação da liberdade reconquistada e na construção duma verdadeira democracia
— o camarada Mário Soares, secretário-geral do Partido Socialista, expôs, numa conferência de Imprensa, os resultados extremamente positivos da sua viagem, e aproveitou as perguntas que os jornalistas durante mais de duas horas lhe dirigiram para analisar o panorama actual da política portuguesa, reafirmando os objectivos democráticos e socialistas que o P.S. pretende alcançar e garantir.

1974-05-00 - Autogestão Revolucionária Nº 00 - Anarquistas


SUMÁRIO

pág. 1 Editorial
pág. 3 Manifesto do M.A.R.P.
pág. 8 O crepúsculo sangrento dos Conselhos Operário
pag. 11 Breve apontamento sobre o momento actual
pag. 15 LIP
pag. 21 Dos limites da "autogestão" técnica.

Endereço provisório para correspondência: Av. do Uruguai, 11 cave-esq. Lisboa
director interino : Alexandre Pereira

NOTA:
Somos contra os direitos de autor. Use os textos e as imagens. Veja como os usa.

1974-05-00 - O Grito do Povo Nº 024 - OCMLP

À CLASSE OPERÁRIA, A TODOS OS TRABALHADORES

Para fugir ao isolamento internacional, para tentar fugir a derrota completa nas guerras coloniais e fundamentalmente para tentar escapar as mãos revolucionárias da classe operária e do Povo Português, a burguesia fascista comandada pelo criminoso Marcelo, teve de abandonar, o poleiro e a gamela e dar lugar a novos governantes que se mostrassem amigos do Povo, reconhecidos pelas mais importantes forças do capitalismo internacional, e que inclusivamente apresentassem promessas de acabar com a guerra colonial assassina.
A burguesia portuguesa em geral, aterrorizada face ao clima revolucionário que às condições de vida miseráveis tinham criado entre as largas massas trabalhadoras, aceitou pacificamente e com alegria o novo regime de “salvação nacional". De facto agora, para a burguesia, tudo é diferente; há liberdade, há poder para os mais variados partidos burgueses, e há também muitas esperanças e ilusões.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

1974-05-23 - Luta Popular Nº 0017 - MRPP


EDITORIAL
VENCEREMOS PORQUE O POVO VENCERÁ!

A saída de Luta Popular, na sua forma presente, é prova de que alguma coisa mudou na situação política portuguesa; mas tanto o conteúdo do jornal como os previsíveis acidentes da sua vida futura provarão inequivocamente que, quanto à essência, ficou na mesma a ditadura da burguesia e que aquilo que efectivamente mudou foi a amplitude e impetuosidade do movimento popular revolucionário português.
É preciso dar a conhecer a nossa política, não somente aos dirigentes, quadros e activistas, nem apenas aos sectores relativamente avançados das classes e camadas revolucionárias, mas principalmente às grandes massas do povo. O povo e só o povo é o criador da História.

1974-05-23 - RECOMENDAÇÃO - Luta Popular - MRPP

RECOMENDAÇÃO

Camarada;
Este é o primeiro Luta Popular editado legalmente. Tão importante decisão foi tomada pela 1ª Conferência do Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado e visa, aproveitando ao máximo as liberdades burguesas conquistadas pelo povo, "responder a uma necessidade do movimento revolucionário. Através da maior expansão do LUTA POPULAR maiores senão as massas populares que, sob a sua influenciada sua direcção politica se sentirão impelidas para a luta. Para transformar o LUTA POPULAR numa arma de combate da classe operária e do povo, para ele desempenhar em toda a sua plenitude o seu verdadeiro papel de organizador, propagandista, educador e agitador colectivo é necessário que os camaradas observem o seguinte:

1974-05-23 - CONTRA AS MANOBRAS DOS OPORTUNISTAS - Núcleos Sindicais

CONTRA AS MANOBRAS DOS OPORTUNISTAS
POR UM MOVIMENTO SINDICAL DOS ESTUDANTES AO SERVIÇO DO POVO!

 Tem vindo a ser lançadas calúnias nas escolas contra os Núcleos Sindicais do Porto, pelos estudantes da orientação que usa a sigla "por um ensino ao serviço do povo”.
Não é intenção nossa gastar muito tempo a responder a Alucinados Mentais, nem estamos dispostos a responder-lhes novamente.
Consideramos que as calúnias que tem feito sobre os N.S., não são questões que digam respeito à luta de massas, mas são somente meios do criar a divisão entre os estudantes e de lhes desviar a atenção da luta diária nas escolas contra o ensino burguês para as questõezinhas lançadas por um grupo de alucinados que com este meio está perfeitamente a colaborar com aqueles que temem o assenso da luta dos estudantes ao lado do povo. Às calúnias que nos lançaram como: Que os N.S. são fascistas, que um batalhão entrou na Associação do Letras o que caiu em cima duma menina, que os N.S. esfaquearam os colaboradores da orientação "por um ensino ao serviço do povo", até à ridícula e demagógica convocatória feita aos estudantes de Medicina para ir proteger os EE do Engenharia de serem agredidos pelos N.S..

1974-05-23 - Comércio do Funchal Nº 2250

LIBERDADE... - PARA QUEM?

Como se poderia esperar, depois da queda do fascismo os meios reformistas procuraram apoderar-se do controle de informação impedindo que as correntes de extrema-esquerda ou à esquerda das formações políticas representadas no governo provisório expressassem livremente as suas posições.
Com efeito, ainda recentemente foi afastado da Emissora Nacional o jornalista Ança Regala. De acordo com uma pequena notícia inserta no «Diário de Lisboa», João Paulo Guerra (da redacção do «Notícias da Amadora») e Jaime Gama, chefes de serviço de noticiários da estação emissora oficial consideraram Ança Regala como responsável pela difusão de uma notícia em que o conflito entre a administração de «O Século» e o pessoal trabalhador era apresentado de modo incorrecto.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

1974-05-22 - MRPP - O POVO PORTUGUÊS LIBERTARÁ PERALTA!

O POVO PORTUGUÊS LIBERTARÁ PERALTA!
TODOS AO LARGO DA ESTRELA!

1. Desde o começo da noite passada que uma concentração e manifestação populares decorrem em frente do Hospital Militar Principal, à Estrela, em Lisboa, com o objectivo de protestar contra a manutenção ilegal e arbitrária da prisão de Pedro Peralta, de exigir, a sua libertação imediata e de apoiar o justo espírito internacionalista militante que aquele cidadão cubano soube encarnar, ao decidir integrasse nas fileiras da gloriosa luta armada do povo irmão da República da Guiné-Cabo Vende.
Cerca da meia noite, uma coluna de blindados do Regimento de Cavalaria 7, apoiando uma força de infantaria transportada em Unimogues e acolitada por um destacamento da P.S.P., tudo sob o comando do major Neves (um novo nome para as funções até aqui desempenhadas pelos famigerados Maltês Soares e Pereira da polícia de choque) desemboca no Largo da Estrela, envolve os manifestantes e pretende fazê-los dispersar.

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