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quarta-feira, 26 de abril de 2017

1972-04-26 - O CÉNICO DE DIREITO TOMA POSIÇÃO - Movimento Estudantil

O CÉNICO DE DIREITO TOMA POSIÇÃO

A. O GRUPO CÉNICO DA ASSOCIAÇÃO ACADÉMICA DA FACULDADE DE DIREITO DE LISBOA não se alheia e nunca se alheará de tudo quanto acontece ou possa acontecer dentro da Mov. Associativo (de que ele é activamente parte integrante) e, mais além, a nível nacional e internacional.
B. O GRUPO CÉNICO da A.A.F.D.L. consciente das condições que rodeiam actualmente o M.A. defende que só através da UNIDADE ESTUDANTIL se poderá fazer face a toda uma ofensiva governamental tendente à liquidação das estruturas democráticas estudantis existentes em Portugal (AAEE, Organismos Culturais, LIVRELCO, etc.).
C. O GRUPO CÉNICO DA AAFDL face aos gravíssimos acontecimentos ocorridos em "RIA" de 24 de Abril (2a feira), durante a qual foi duramente espancado por elementos ditos associativos, um dirigente da CPA de Medicina, considera:
1. Anti-associativa tal atitude tomada por delegações de várias escolas (Ciências, Técnico e MAESL) e por alguns colaboradores ditos associativos;

1977-04-26 - A Bigorna Vermelha Nº 01 - PCP(ml)

O QUE É ESTE JORNAL

Este jornal será o porta-voz do Partido Comunista de Portugal (marxista-leninista) no trabalho da educação a organização dos trabalhadores da Metalúrgicos Duarte Ferreira, à luz do marxismo, do leninismo, do pensamento de Mao Zedong,
O PCP(m-l) é o herdeiro das tradições revolucionárias dos operários metalúrgicos na luta contra o fascismo e a exploração, guiados pelo Partido Comunista Português e os seus grandes dirigentes como Militão Ribeiro, Alfredo Diniz a José Gregório, antes de ter sido transformado num partido burguês, revisionista a fascista, pela camarilha da Cunhal. Este jornal presta homenagem aos combatentes contra o fascismo salazarista e aos combatentes contra o novo fascismo à Cunhal.
Este jornal defende a luta pelo socialismo científico, tal como existiu na Unido Soviética no tempo da Lenin e Stalin e existe hoje na China da Mao Zedong. Distingue-se assim dos jornais burgueses, quer dos que defendem o social-fascismo da Cunhal e Brejnev, quer dos que defendam a demagogia do ««socialismo em liberdade» da «inspiração marxista» (!) à PS, a demagogia do «socialismo democrático» à PSD ou o «humanismo personalista» à CDS.

1977-04-26 - LISTA B LISTA SOCIALISTA CONTRA O MEIC - LCI

MANIFESTO
LISTA B
LISTA SOCIALISTA CONTRA O MEIC

DERROTAR O MEIC
Chegados quase ao fim deste ano lectivo, confirma-se o que sempre pensáramos ser c objectivo do Ministério da Educação para este ano lectivo de 76/77 ano de transição em que a burguesia iria, a pouco e pouco, repor a sua ordem na escola, liquidando, uma a uma, todas as conquistas dos estudantes. Foi o decreto de gestão, são os cortes orçamentais e a elitização da Universidade; foi o encerramento puro e simples de Faculdades (Economia do Porto e ISCSP) e são os "numerus clausus" que começaram em Medicina e Veterinária e se estendem já à nossa Faculdade (100 "vagas” para 1200 candidatos a Psicologia...). É o novo ano propedêutico, os exames de aptidão, os testes e os exames que também para Letras se anunciam.
O Movimento Estudantil, domesticado já no período anterior, no tempo em que a sua direcção apodava de reaccionária qualquer mobilização (UEC), passa para as mãos da JS que abandona as suas posições criticas face ao golpismo e burocratismo da UEC para a substituir como correia de transmissão do governo para as escolas. Os GDUPs, obcecados pelo "fascismo à porta" e roídos por fortes dissensões internas vão recorrer ao seu método privilegiado; propõem acções de "vanguarda'“, lutas que ficam isoladas, ou então argumentando que "a maioria dos estudantes é reaccionária”, vão cedendo em toda a linha a orientação do MEIC.

1977-04-26 - VIVA O 1º DE MAIO - MES

VIVA O 1º DE MAIO

     O 25 DE ABRIL ESTA VIVO!
    A CLASSE OPERARIA ESTA UNIDA E DISPOSTA A LUTAR!
   O MOVIMENTO POPULAR TEM FORÇA PARA RESPONDER A RECUPERAÇÃO CAPITALISTA!

3 anos passados sobre a jornada libertadora do 25 de Abril, 3 anos passadas sobre o Glorioso 1º de Maio de 1974 em que as massas populares começaram a transformar um golpe militar contra o regime fascista num processo revolucionário, é este o único significado que o lº de Maio pode ter: uma Jornada de UNIDADE, ORGANIZAÇÃO E LUTA!
Quando a GNR e a polícia de choque regressa às fábricas, às herdades e às empresas para espancar os trabalhadores e garantir a ordem dos patrões;
Quando os trabalhadores são despedidos com toda a desfaçatez pelo patronato explorador;
Quando os burlões fascistas regressam às empresas que sabotaram pela mão das desintervenções do Governo de Dr. Soares;

1977-04-26 - VIVA O 1º DE MAIO! - Sindicatos

Sindicato dos Trabalhadores da Marinha Mercante, Aeronavegação e Pesca

VIVA O 1º DE MAIO!
  Dia da Classe Operária e de todos os demais Trabalhadores Explorados e Oprimidos!

Esta Direcção estimava que esta data fosse uma memorável jornada de unidade e luta, que todos os trabalhadores viessem para a rua realizando grandes concentrações de massas onde fosse feito o balanço dos êxitos e reveses e se traçasse um plano de luta tendo em vista o derrube da burguesia e a tomada do poder político por todos os explorados e oprimidos da nossa Pátria.
Esta Direcção estimava que uma única bandeira dirigisse, preparasse e levasse à prática todas as realizações desta data de particular significado.
Mas nós não utilizamos da demagogia, dos dogmas e entendemos ser nosso dever não escamotear as realidades mas sim apontar o caminho que, do nosso ponto de vista, irá transformar essas mesmas realidades.

1977-04-26 - CONTRA AS CTs VENDIDAS - PCTP/MRPP

Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP)

VIVA O 1º DE MAIO
CONTRA AS CTs VENDIDAS

ROSSIO - 10 AS 17 H. REALIZAÇÕES CULTURAIS
MANIFESTAÇÃO POPULAR - 17 H.

AOS TRABALHADORES DAS O.G.M.A,:
Aproxima-se a passos largos o Dia Mundial do Trabalhador; comemorarmos o 1º DE MAIO é comemorarmos o dia da unidade dos Proletários do mundo inteiro para atingir um objectivo que lhes é comum; libertar o homem da exploração que outro homem faz sobre ele.
Este 1º DE MAIO vai ser celebrado em Portugal numa aguda luta de classes, em que por um lado o Governo Constitucionais mas mesmo assim provisório, decreta dia após dia com a conivência de todos os partidos com assento na Assembleia da República as leis anti-operárias e anti-populares a um ritmo constante e por outro lado a classe operária a o povo se levanta contra estas medidas, (desde o Pacto Social decretado pelo Governo e aprovado no II Congresso da Intersindical às desintervenções) como demonstra lutas dos trabalhadores da MARRIOT, a luta contra o regresso dos patrões, na construção civil, na EUROFIL, na J. PIMENTA, etc..

1977-04-26 - VIVA O 1° DE MAIO VERMELHO - PCTP/MRPP

VIVA O 1° DE MAIO VERMELHO

ROSSIO - 10 ÀS 17 H. REALIZAÇÕES CULTURAIS
MANIFESTAÇÃO POPULAR - 17 H.

Todas as classes têm dias próprios para as suas festas. A burguesia celebra nesses dias os massacres e os momentos altos da sua exploração sobre a classe operária e o povo.
A classe operária tem também as suas festas em que comemora as vitórias alcançadas, através de duras, e por vezes prolongadas lutas, contra os seus exploradores.
O 1.° de Maio é o dia mundial de todos os trabalhadores que simboliza a histórica luta travada pelos operários de Chicago em 1886 pela imposição do horário das 8 horas de trabalho.
O proletariado e o povo português cedo começaram a celebrar o 1.° de Maio, cedo juntaram a sua voz à dos seus irmãos de outros países, cedo declararam guerra ao capitalismo, à odiosa exploração do homem pelo homem.

1977-04-26 - O 1.° DE MAIO É VERMELHO! ERGAMOS A NOSSA BANDEIRA! - PCTP/MRPP

Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP)

O 1.° DE MAIO É VERMELHO! ERGAMOS A NOSSA BANDEIRA!

Comunicado do Comité Permanente do Comité Central do PCTP/MRPP acerca do 1.° de Maio

   1. O 1.° de Maio é a jornada de combate e de luta dos operários. Nesta data, os proletários do mundo inteiro erguem a ideologia jovem, revolucionária e libertadora do marxismo-leninismo-maoismo com o despertar primaveril das forças da natureza, numa celebração de alegria e de luta à batalha dos explorados pela sua emancipação da escravidão assalariada. No 1.° de Maio, o operário lança o olhar e estende o braço poderoso de produtor ao seu irmão de todos os países e nações, para com ele renovar a disposição de, sob as bandeiras do Comunismo e do Internacionalismo Proletário, prosseguir com ardor no combate pelo derrube do capitalismo e da ditadura do capital, pelo triunfo da Revolução Mundial Proletária e a instauração da ditadura do proletariado e do Socialismo. No 1.° de Maio, o operário recolhe-se numa homenagem feita de vontade e de confiança no futuro da sua classe honrando a memória dos milhões de camaradas tombados no campo da luta para que a sua rubra bandeira flutue um dia sobre os povos do mundo inteiro.

terça-feira, 25 de abril de 2017

1972-04-25 - José Manuel JARA, membro da Direcção da CPA de MEDICINA, BARBARAMENTE ESPANCADO ontem à noite, na RIA - Movimento Estudantil

José Manuel JARA, membro da Direcção da CPA de MEDICINA, BARBARAMENTE ESPANCADO ontem à noite, na RIA

Compareceu ontem à noite a delegação da Pró-Associação a uma Reunião Inter-Associações (RIA) cuja ordem de trabalhos tinha como ponto único a luta contra a Repressão. No começo da RIA a delegação de Ciências propõe como ponto prévio que esta reunião tome uma posição face aos provocadores.
A delegação de Ciências adianta que conhece um provocador pidesco… esse provocador pidesco era o Jara (!!!); e como se isto não bastasse para espanto total de todos os estudantes de boa-fé que ali estavam, inicia-se o “julgamento" sem a presença do "réu".
Para quem não quer ver de que vale ter olhos? Assim a um dirigente da CPA da Faculdade de Medicina, dirigente que sempre defendeu o Movimento Associativo, que foi eleito democraticamente pela grande maioria dos estudantes desta Faculdade, que sempre mereceu confiança destes para cumprir as suas decisões maioritárias, tenta-se um processo maquiavélico de o "queimar" inquisitorialmente. Quando a força não se impõe pelas ideias, impõem-se as ideias pela força, a murro…

1972-04-25 - Bistori Nº 21 - Movimento Estudantil

Bisturi nº 21
Informativo

DEPARTAMENTO DE IMPRENSA ASSOCIATIVA DE ESTUDANTES DA FACULDADE DE MEDICINA DO PORTO

Porto, 25 de Abril de 1972
  INFORMAÇÕES DE LISBOA, COIMBRA e PORTO.

(ENTREGUE PELA DIRECÇÃO AO DIRECTOR)

LISBOA
ESTRATOS DO SUPLEMENTO INFORMATIVO Nº 10 "VIRGULA" boletim da secção de informação e, propaganda da comissão, pró-associação da faculdade de letras de Lisboa. "SEMANA DE LUTA CONTRA A REPRESSÃO PELA REABERTURA E LEGALIZAÇÃO DA C.P.A.
POR UMA ASSOCIAÇÃO DE TODOS OS ESTUDANTES.

1977-04-25 - 25 Abril 74 da Resistência à Liberdade


1977-04-25 - 1º Jogos Florais do 25 de Abril - Fapir


1977-04-25 - 3º Aniversário 25 de Abril - MDP-CDE


1977-04-25 - Comício - A CLASSE OPERÁRIA E O 25 DE ABRIL - PCTP/MRPP


1977-04-25 - 25 Abril 74/77


1977-04-25 - Programa das Comemorações do 25 de Abril em Guimarães

Programa das Comemorações do 25 de Abril em Guimarães

O 25 DE ABRIL ESTÁ VIVO
Dia 23 SÁBADO - JORNADA INFANTIL
15 horas — LARGO DA OLIVEIRA
Artes Plásticas - Pintura livre
Teatro e Danças infantis pelo Centro Cultural de Fermentões Cinema infantil pelo Cine-Clube
Teatro de fantoches pelo Teia-G.
DIA 24 DOMINGO
10 horas — LARGO DA CÂMARA
Concentração de caravana, com instalação sonora, com gravações do 25 de Abril de 74, para ir percorrer: o Concelho, convocando a população para as manifestações culturais a realizar de tarde.
15 horas — LARGO DA OLIVEIRA
Teatro: "Os Ciumes” pelo Juni Costa
Agrupamento Musical do Juni Costa.
Teatro: ”O auto do Ti Jaquim” pelo Circulo de Teatro Amador de Creixomil (CITAC).
Canto popular pelo Grupo de Animação de Canto Popular (GACP) do CICP.

1977-04-25 - Liberdade para RUI GOMES!

Liberdade para RUI GOMES!

ENQUANTO FASCISTAS, PIDES E BOMBISTAS, SE PASSEIAM PELAS RUAS SEM QUE ALGUÉM TENHA CORAGEM DE O IMPEDIR, ESTÁ AINDA NA PRISÃO HÁ MAIS DE 18 MESES O JOVEM ANTI-FASCISTA RUI GOMES QUE SEMPRE LUTOU AO LADO DO POVO TRABALHADOR.
ESTA PRISÃO É UMA AFRONTA AO 25 DE ABRIL RUI GOMES NÃO PODE CONTINUAR PRESO, O SEU ÚNICO “CRIME“ FOI APOIAR AS LUTAS DO POVO. FOI PRESO QUANDO SE MANIFESTAVA AO LADO DOS DEFICIENTES DAS FORÇAS ARMADAS PARA QUE ELES TIVESSEM UM VIDA MAIS DIGNA.
NESTE DIA QUE FOI DE LIBERDADE PARA O POVO, DEVEMOS EXIGIR SEM DEMORA A LIBERTAÇÃO DESTE JOVEM ANTI-FASCISTAS.

LIBERDADE PARA RUI GOMES
Antifascistas de Guimarães pela libertação de RUI GOMES

1977-04-25 - PROPOSTA DE RESOLUÇÃO DA COORDENADORA NACIONAL DAS COMISSÕES DO TRABALHO SOCIALISTAS - PS

PROPOSTA DE RESOLUÇÃO DA COORDENADORA NACIONAL DAS COMISSÕES DO TRABALHO SOCIALISTAS

A Coordenadora Nacional das Comissões do trabalho Socialistas reuniu-se em Lisboa no dia 25 de Abril de 1977, em conjunto com camaradas dos Executivos Regionais das Comissões de Trabalho, para analizar os problemas da actual situação política, que coloca milhares de trabalhadores e de jovens numa grave situação, e para elaborar as grandes linhas que devem presidir à intervenção da Coordenadora Nacional das Comissões do Trabalho Socialistas durante o próximo mês.
A Coordenadora Nacional, após discussão, aprovou a seguinte resolução de trabalho que leva ao conhecimento de todos os militantes e trabalhadores:
1 - A Coordenadora Nacional foi fundada em 7/2/77, na IIIª Conferência Nacional de Núcleos de Empresa e Militantes de Secções de Residência Socialistas, com o objectivo de;
“…lutar pela defesa do Programa do P.S. pela defesa dos interesses dos trabalhadores e das conquistas da Revolução portuguesa na via do Socialismo, pelo retorno à unidade do Partido na base da defesa dos interesses dos trabalhadores e do Programa do P.S., unidade perigosamente ameaçada pela política da Direcção, contrária à vocação, ao Programa e a tradição do Partido Socialista.” (Resolução aprovada na IIIª Conferência).

1977-04-25 - PORTUGAL ESTÁ DE LUTO - Extrema Direita

PORTUGAL ESTÁ DE LUTO

PORQUE CENTENAS DE MILHAR DE PORTUGUESES MORRERAM E MILHÕES SOFREM EM CONSEQUÊNCIA DA REVOLUÇÃO DE ABRIL; PORQUE A CANALHA MARXISTA TRAIU E SUFOCA A NAÇÃO.

25 de Abril de 1977

segunda-feira, 24 de abril de 2017

1972-04-24 - Binómio Nº 50 - I Série - Movimento Estudantil

EDITORIAL
O FEITO E O POR FAZER

A 4 de Novembro de 1964, surgiu o primeiro número do BINÓMIO, trazendo sob o seu cabeçalho, em vez da sigla "Por um ensino popular", a sigla: OS PROBLEMAS DO ESTUDANTE.
O aparecimento de um novo boletim, com um novo nome e novas características correspondia ao desenvolvimento que se vinha operando no Movimento Associativo desde as lutas estudantis de 1962.
Como se afirmava no seu primeiro editorial, o nome do novo boletim "não era devido a qualquer veneta inspirada de um qualquer dos seus colaboradores", mas ao facto de se pretender com ele contribuir para a resolução do problema que era o afastamento entre os dirigentes associativos e os estudantes do técnico. Problema traduzido no binómio que relaciona os dirigentes associativos com os estudantes.
Os problemas resultantes do tipo de ensino injectado aos estudantes, da má qualidade pedagógica dos professores, das formas de avaliação de conhecimentos, eram na sua maioria considerados como problemas menores a que se dava pouca importância e não mereciam a devida atenção dos que se diziam dirigentes associativos.

1977-04-24 - O 25 de Abril ESTÁ VIVO - Diversos

O 25 de Abril ESTÁ VIVO

comemorações populares
todos ao largo camões 24 – domingo - 21 horas
comissão organizadora das comemorações populares do 25 de Abril.

O 25 de Abril ESTÁ VIVO
Em 25 de Abril comemoram-se os três anos do de derrube do regime fascista.
Em 25 de Abril de 1974 o Movimento das Forças Armadas e o povo trabalhador, conjugando as suas acções, restituíram ao povo a liberdade e ao país a paz e a dignidade, espezinhadas por anos e anos de opressão, de exploração e de guerra.
Em cada ano que passa sobre essa grande jornada libertadora, o povo trabalhador que sofreu a mais miserável exploração, que foi torturado e assassinado nas masmorras da Pide, que ficou mutilado na guerra colonial, que foi exilado, não pode deixar de gritar bem alto: o 25 de Abril está vivo!
Porém três anos passados sobre as gloriosas jornadas do 25 de Abril de 1974, o povo trabalhador vê as suas conquistas ameaçadas.

1977-04-00 - CONCENTRAÇÃO ANARQUISTA

CONCENTRAÇÃO ANARQUISTA
•1 Maio * Praça da Figueira * 16.30 h*

Os carcereiros que nos tinham metido debaixo do ferrolho em 28 de Maio de 1926, isto é, os militares que depois nos puseram em liberdade vigiada a seguir ao 25 de Abril de 1974, são tipos mesmo generosos. Concederam-nos a liberdade de aplaudirmos as suas incursões e manobras inclusive no domínio das nossas vidas, obrigando-nos sorrateiramente, por pessoa interposta, a gritar que ”O povo está com o MFA" e não o inverso, o que aliás seria impossível.
Com o auxílio dos políticos profissionais que estavam no estrangeiro e, surpreendidos, tomaram o comboio ou o avião à pressa e, bem entendido, com a mãozinha dos que cá estavam e mudaram oportunamente de rumo, os mais ou menos veteranos das forças pretorianas e das guerras coloniais cozinharam um sistema cada vez mais integrador, continuação natural do passado, ao qual estão a dar os últimos retoques e pinceladas. Dentro desta ordem de ideias, distribuíram entre si cargos, prebendas e conchegozinhos, cortaram o espólio em fatias e, nacionalmente autorizados, lançaram-se nos grandes empréstimos internacionais. Uns, com a fidelidade estulta e incondicional de stalinistas, apontavam para a Moscóvia e para as suas benesses; outros, com o rigor comercial de merceeiros, esticaram o braço suplicante para as gorjetas dos yankees e do Mercado Comum Europeu; outros ainda, fedelhos de menor expressão, gostariam de nos ver atrelados ao incipiente capitalismo de Estado chinês. Apesar dos arrufos entre as diferentes franjas dos candidatos a membros das classes dominantes, a massa lá tem chegado, sob a forma de marcos ou dólares, instantaneamente derretida nos artigos de primeiríssima necessidade, equipamentos metálicos para os militares brilharem nas paradas; material "dissuasivo" para a P.S.P., a G.N.R. e a Polícia Judiciária militar e civil criarem mais umas dezenas de milhares de postos de trabalho| material nuclear para uma ou várias centrais que os principais interessados (os países capitalistas mais desenvolvidos) não querem no seu próprio território; complexos siderúrgicos gigantescos e poluidores que só nos integrarão cada vez mais na lógica do desenvolvimento pelo desenvolvimento, sem sentido; etc.

1977-04-24 - comemoração do 25 de abril - PS

comemoração do 25 de abril
Todos ao Campo Pequeno dia 24

A POPULAÇÃO
Tal como em Abril de 75 e 76, também este ano nós os Socialistas comemoramos a Revolução de 25 de Abril com uma grande festa de Convívio Socialista a realizar no próximo Domingo, dia 24, na Praça de Touros do Campo Pequeno, em Lisboa.
Desde o 25 de Abril de 1974 que os Socialistas têm vindo a lutar pela institucionalização da Democracia. Travámos batalhas difíceis, lutámos contra os saudosistas do fascismo e lutámos também contra aqueles que em nome das "amplas liberdades" nos queriam impor uma nova ditadura. Por tudo isto podemos orgulharmo-nos de o nosso Partido poder dar às comemorações do 25 de Abril o verdadeiro significado da Revolução dos Capitães - LIBERDADE E DEMOCRACIA -.
Vamos pois comemorar o fim de uma longa ditadura, o fim da opressão, com esta GRANDE FESTA DE FRATERNIDADE SOCIALISTA à qual se associarão todos os que como nós lutam pelos princípios da Liberdade e da Democracia. Vamos todos para a rua confraternizar, vamos dar largas à nossa alegria de vivermos em Liberdade, vamos encher Lisboa com a nossa determinação de apoiar e consolidar o regime democrático em que vivemos. Os inimigos da Democracia, os adeptos dos totalitarismos, da direita ou da esquerda, Serão uma vez mais derrotados - ULTRAPASSAREMOS A CRISE E SALVAREMOS A DEMOCRACIA -.

1977-04-24 - DIVIDIR PARA REINAR - PCTP/MRPP

PARTIDO COMUNISTA DOS TRABALHADORES PORTUGUESES (PCTP/MRPP)

DIVIDIR PARA REINAR

RESISTÊNCIA ACTIVA ÀS DESOCUPAÇÕES!
O Governo anti-operário e anti-popular de Mário Soares, sabe que quando pretender entregar os 53.000 pontos do "direito de reserva" - da lei da "Reforma Agrária " de Vasco Gonçalves - a um Margaça, a um Mariano das Candeias, a um Marujo, ou outro latifundiário, terá de contar com a resistência firme e decidida da parte dos trabalhadores rurais da ESQUERDA VENCERÁ, que já têm um longo passado de luta contra esta cáfila de parasitas.
Não será a GNR nem a demagogia dos falsos amigos e defensores da Reforma Agrária que os impedirão de lutar em defesa da magnífica conquista que foi para todo o povo camponês a ocupação das terras e a organização da Unidade Colectiva.
Por isso o Governo do Capital, ensaia todo o tipo de manobras com vista a preparar o terreno favorável para desencadear o ataque. Pretenda tomar o pulso para ver se há ou não resistência.

domingo, 23 de abril de 2017

1972-04-00 - O Grito do Povo Nº 03 - OCMLP

VIVA O 1º DE MAIO

O 1º de Maio começou a ter um significado de luta para os operários desde 1886. Nesse ano, a organização dos operários dos Estados Unidos convoca greves e manifestações pela redução da jornada de trabalho, para o dia 1 de Maio, sob o lema:
“Nenhum operário deve trabalhar mais de 8 horas por dia: 8 horas de trabalho, 8 horas de descanso, 8 horas de educação”.
Principalmente em Chicago, estas palavras de ordem foram largamente seguidas pela classe operária que desde Fevereiro se agitava, concentrando-se em Maio aos milhares e impondo à polícia duros combates.
No dia 17 de Maio desse ano, em Chicago, 4 dirigentes operários são enforcados pelos assassinos do capital americano.
Em 1899, num congresso internacional, em que esteve presente o grande guia do proletariado mundial F. ENGELS, companheiro íntimo de luta de K. MARX, decidiu-se.

1977-04-23 - Festival Popular do 25 de Abril - FAPIR


1977-04-00 - Boletim da FAPIR Nº 04

Três anos depois…

A 25 de Abril de 1974, com tanques e soldados nas ruas; o povo, ignorando os comunicados que o mandavam ficar em casa, veio para a rua e fez história; lado a lado com os soldados, libertou todos os presos políticos, caçou e prendeu pides, explodiu em cantos e danças pelas ruas e praças de todo o país.
Nesse dia, o povo, em muitos lugares deste país, tomou a história em mãos e imprimiu-lhe a sua velocidade. O regime fascista foi derrubado com a alegre violência que só o povo pode ter; patrões parasitas, os seus lacaios e bufos foram corridos das fábricas, empresas e escritórios, etc., etc...
O povo unido na luta avançou passos de gigante no caminho da sua libertação total. Criou as suas escolas de poder. O relógio da história corria estonteantemente.
Lado a lado com a luta política, a cultura popular explodiu: o povo criava cantigas e peças onde as suas lutas eram contadas e exaltadas. A força da unidade popular aí estava com todas as suas consequências.

1977-04-23 - BOLETIM Nº 1 DO MOVIMENTO DE ADESÃO AO PCTP - FEML

FEDERAÇÃO DOS ESTUDANTES MARXISTAS-LENINISTAS Organização do PCTP/MRPP para a Juventude Comunista Estudantil

BOLETIM Nº 1 DO MOVIMENTO DE ADESÃO AO PCTP na Organização Regional de Lisboa da FEM-L

SITUAÇÃO ACTUAL
ATÉ 18 ABRIL - 39 ADESÕES CENTRALIZADAS
V. Beirão - 8
ISA - 2
D. Pedro V - 3
L. Oeiras - 1
Ciências - 1
ISCAL - 3
M Castro - 1
E. Carcavelos- 2
Farmácia - 4
A. Domingos - 1
ICBL - 1
Pioneiros - 12

1977-04-23 - Encontro Nacional de Professores - Sindicatos

1 — INTRODUÇÃO:

COLEGAS:
Vamos realizar nos dias 23/24/25 de Abril de 1977 o ENCONTRO NACIONAL de PROFESSORES.
Conforme deliberação tomada em Sessão Extraordinária da Assembleia Geral de 14/2/77, o nosso sindicato PARTICIPA nesse encontro não só através dos seus órgãos dirigentes mas também com DELEGADOS expressamente mandatados para o efeito.
As deliberações do Encontro não serão executórias para as Direcções Sindicais sem posterior ratificação pela CLASSE.
O processo de representação dos Núcleos Sindicais de Base será brevemente acordado em REUNIÃO NACIONAL DE SINDICATOS.
A COMISSÃO NACIONAL ORGANIZADORA DO ENCONTRO é constituída por elementos de todas as Direcções e Executivos dos Sindicatos Regionais de Professores.
Entretanto, como já foi fixada a data-limite para entrega de ALTERNATIVAS, 17 de Abril de 1977, faz-se a presente compilação dos documentos que se encontram em debate a NÍVEL NACIONAL

sábado, 22 de abril de 2017

1972-04-00 - 1º DE MAIO - PCP



1977-04-00 - POR UM PORTUGAL DOS PORTUGUESES - Extrema Direita

POR UM PORTUGAL DOS PORTUGUESES
CONTRA O 25 DE ABRIL DE TRAIÇÃO

O 25 de Abril destruiu Portugal. Mas ainda não destruiu os Portugueses. No momento em que ao forças internacionalistas que ocupam a nossa Pátria se preparara para comemorar a data em que assaltaram o Poder, trata-se de saber se os Portugueses serão capazes de reconquistar Portugal, reunificar a Pátria, destruir as bases que o imperialismo internacional instalou nos quatro cantos do Mundo Português e onde mantêm aprisionada Gente Lusa — brancos, negros e mestiços — que aspira ardentemente à libertação total da Pátria agrilhoada.
Mais do que erguer protestos simbólicos, manifestar indignações vazias inconsequentes, proclamar sentimentalismos tristes e doentios, os Portugueses exigem una resposta clara, determinada, coerente, por parte de todos quantos estejam realmente interessados em lutar contra a ocupação de Portugal pelo internacionalismo capitalista e comunista, e não estejam dispostos a abdicar do inalienável direito à rebelião, pela defesa da soberania nacional.

1977-04-22 - A TODOS OS TRABALHADORES - PS

PARTIDO SOCIALISTA´
NÚCLEO TÉCNICO DO TRABALHO (NORTE)

A TODOS OS TRABALHADORES

Saudemos a gloriosa data do 25 de Abril, gravada para sempre no coração do Povo.
Passados 3 anos após a Revolução  dos Cravos, agora que temos, irreversivelmente, a Democracia institucionalizada – o mesmo que dizer: lavado o rosto da Pátria, aberta a porta à esperança  que temos o Medo para sempre acorrentado e rasgados os caminhos para a Sociedade Justa e Fraterna - o mesmo que dizer: desanuviada a via Segura para a Alegria do Socialismo, festejamos a certeza do Futuro, olhos e ouvidos abertos no mesmo Abraço de irmãos, mas também mãos firmes na construção do Amanhã.
Estilhaçada a noite do Fascismo e varridas as nuvens ameaçadoras de novos Totalitarismos. Nós, os Socialistas, cuja divisa é o Socialismo em Liberdade, cujo motor é o autentico Poder Democrático dos Trabalhadores, vimos numa mesma vontade que nos fez lutar nos subterrâneos da Longa Noite Fascista, que nos fez empunhar os Cravos do 25 de Abril e do 1º de Maio, que nos fez vencer todas as eleições livres, que nos fez encabeçar as grandes movimentações libertadoras no Verão Quente de 75, na difícil luta pela confirmação do Programa do M.F.A., na imposição da Vontade popular para a elaboração e a promulgação da constituição (a mais progressista de todas as Constituições), que hoje, seja perder a calma frente às provocações dos saudosistas e das pseudo vanguardas anarquizantes, dos semeadores de pânicos, sem perder a calma frente aos inconstantes e aos apressados, crentes que se no trabalho persistente - e todos os passos contam -, que se pode realmente Construir, nos os Socialistas, com a nossa bandeira rubra e o punho erguido, símbolos da emancipação dos oprimidos, ao som do Glorioso hino da Internacional Socialista dos Trabalhadores, convidamos todos os Trabalhadores, nesta data festiva, a descer connosco à rua, para manifestarmos o apoio ao espírito do 25 de Abril, e a confiança no Governo Constitucional, única alternativa da Sociedade Socialista.

1977-04-22 - 15% E RETROACTIVOS Cá P’RA FORA JÁ! - GDUP

15% E RETROACTIVOS Cá P’RA FORA JÁ!

Camaradas:
Depois de alguns meses de promessas continuamos sem receber o aumento dos 15%,
NEM O QUE NOS PROMETEM CUMPREM!
Todos nós sabemos as dificuldades que encontramos no dia a dia para fazer face ao escandaloso aumento do custo de vida. Todos nós sabemos como este aumento é um aumento de miséria e além disso e um aumento injusto, pois enche mais os bolsos a quem já os tem cheios e dá menos a quem menos tem. Temos que nos opor com firmeza a esta situação. Quem hesita e demora em nos dar este aumento, já o recebeu. Os milhares de trabalhadores das Fabricas Militares, as largas centenas de mulheres que nelas trabalham e que sentem diariamente que o dinheiro que gastam hoje é o dobro do que gastavam há meses tem de fazer sentir bem claro aos militares a sua indignação.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

1972-04-00 - REUNIÃO DE SÓCIOS DO S.N.E.B.D.L - Sindicatos

REUNIÃO DE SÓCIOS DO S.N.E.B.D.L
 — informação —

Realizou-se na passada sexta-feira, 21-4-72, mais uma Reunião de Associados no nosso Sindicato, com a seguinte ordem de trabalhos:
1 - INFORMAÇÕES
2 - ELEIÇÕES SINDICAIS
Antes de dar cumprimento a esta ordem procedeu-se a uma chamada aos colegas presentes, por bancos, e verificou-se que estavam representados nesta Reunião todos os bancos, com excepção do Banco Visiense, Crédito Predial, Crédito Franco-Portugais, Sociedade Financeira e Pinto de Magalhães.
A Reunião decidiu chamar a atenção dos colegas daqueles bancos para a necessidade de se fazerem representar nestas reuniões dada a importância de que se reveste uma informação objectiva a propósito do próximo acto eleitoral.
INFORMAÇÕES
1 - DESPEDIMENTOS SEM JUSTA CAUSA
a) No Banco da Agricultura dois colegas foram despedidos;

1977-04-21 - Improp º 03 - III Série - Movimento Estudantil

Improp 3
21- 4-77
associação de estudantes da faculdade de ciências de lisboa
  
LÓGICA
PELA DEFESA DO TRABALHO EM GRUPO

Os alunos da Cadeira de Lógica viram-se impossibilitados de a terminar no 1º Semestre devido ao prof. Armando Machado se recusar a aceitar testes em grupo.
Depois de se ter realizado uma reunião de cadeira, em que o prof. Armando Machado não apareceu, na qual foi marcado o teste e se reafirmou a posição de o fazer em grupo, o prof. afirmou numa aula, dois dias antes do teste, que este tinha de ser individual.
Face ao natural repúdio por parte dos estudantes, realizou-se uma reunião de cadeira em que foi decidido adiar o teste, uma vez que se manteve a posição de cumprir as decisões já tomadas em Assembleia Plenária e Reunião de Cadeira apesar do prof continuar a afirmar que não havendo teste individual não haveria avaliação.

1977-04-21 - Revolução Nº 105 - PRP-BR

EDITORIAL

A aproximação das comemorações do 25 de Abril trouxeram-nos algumas revelações. É curioso notar que raras são as vozes de esquerda que por todo o País se dispuseram a tomar iniciativa duma alternativa de esquerda aos festejos oficiais. E a verdade é que esses festejos são, na maioria dos casos, dum tal cunho conservador que mais lembram as comemorações do «Dia da Raça» do que as comemorações duma jornada libertadora. Os palanques oficiais vão mostrar a galeria daqueles que não estiveram no 25 de Abril, daqueles que são contra o 25 de Abril, enquanto que os oficiais que organizaram a queda do fascismo estão já no banco dos réus.
As eleições realizadas nos anos de 75 e 76, no dia 25 de Abril, esconderam as contradições que então saltariam, à vista se essa data fosse comemorada. Mas neste ano de 77, apenas três anos depois do derrube do fascismo, podemos perguntar onde estão os oficiais do 25 de Abril, onde está Otelo, onde está Vasco Gonçalves? O Poder já se arrogou o direito de esconder, à descarada, que esses homens foram os obreiros do 25 de Abril. O Poder gostaria mesmo de julgar o 25 de Abril, em vez de o comemorar. E serão as fardas, as condecorações e as faces duma galeria de figuras que nos lembra bem o fascismo que farão a fantochada de comemorar a sua queda.

1977-04-21 - O Grito do Povo Nº 09 - II Série - OCMLP

PARA VENCER A CRISE É PRECISO VENCER A RECUPERAÇÃO CUNHALISTA

1 — A recente remodelação do governo do Partido Socialista é, em princípio, positiva. Foram afastados alguns ministros que se distinguiam pela incompetência, pela total falta de firmeza, a por fazerem o jogo do social-fascismo. Entre eles, Marcelo Curto, cuja actuação no Ministério do Trabalho só ajudou às golpaças cunhalistas, a cujas pressões se submeteu. Do seu substituto, Maldonado Gonelha, são conhecidas declarações correctas, tendo por exemplo denunciado o carácter fascista-corporativista da Intersindical, sendo pois de esperar uma actuação mais firme frente ao punhado de burocratas pró-soviéticos que se arroga em «representantes dos trabalhadores portugueses.» — Necessário é que neste campo, como em outros, os actos correspondam às palavras, e os postos de responsabilidade não sejam ocupados por adeptos disfarçados da «maioria de esquerda» que o povo português claramente rejeitou.

1977-04-21 - N.° 87 folha CDS - CDS

N.° 87 folha CDS
21.IV.77

O  Partido
1  — BASÍLIO HORTA COM TRABALHADORES. Trabalhadores de todo o País têm procurado o Secretário Geral do CDS para debate de problemas laborais. Basílio Horta esteve recentemente em Coimbra, onde reuniu com os responsáveis locais do Partido e deslocou-se a Braga onde esteve presente, juntamente com os restantes deputados do CDS pela capital do Minho, no funeral de D. Francisco Maria da Silva, Arcebispo de Braga e Primaz das Espanhas.
«As pessoas — disse-nos Basílio Horta há dias — têm de defender a sua ideologia, o seu Partido. Às pessoas cabe a delineação do rumo que querem seguir porque o Partido é o conjunto de todos aqueles que nele acreditam, sendo a unidade do conjunto a garantia da força que possuímos».
«Nós temos uma ideologia bem diferenciada do socialismo, seja ele marxista, seja social-democrata. Pensamos que seguir pela via socialista é contribuir para o agravamento dos problemas com que nos debatemos». Em Coimbra Basílio Horta afirmou que «o PCP não quer que a democracia em Portugal seja uma estrada aberta, mas um beco de angústias sem saída». Durante esta reunião foi ainda muito criticada a actuação de alguns governadores civis, tais como os de Bragança, Braga e Guarda que mais parecem agentes ao serviço de um partido que representantes de um Governo que respeite a vontade local das populações.

1977-04-21 - Unidade Popular Nº 115 - PCP(ml)

O «oásis »de Mário Soares

As greves demagógicas de Cunhal multiplicam-se. A produção não aumenta. Os investimentos continuam paralisados. A inflação galopa. Os preços sobem em flecha.
No Alentejo reina o terror social-fascista. Em muitas localidades ribatejanas reina o terror social-fascista. Em muitas fábricas, empresas, escolas de todo o País reina o terror social-fascista.
Os cunhalistas continuam a agredir democratas. Os cunhalistas continuam a boicotar realizações dos partidos democráticos.
Uma boa parte da informação estatizada está nas mãos de Cunhal. A «cultura» oficial está nas mãos de Cunhal.
Não se define uma política de defesa nacional face à ameaça social-imperialista.
Bombistas sociais-fascistas e fascistas continuam a actuar impunemente. A PJM sabota investigações que prejudiquem os sociais-fascistas. Um bombista cunhalista leva um ano(!) de prisão. Um assassino UDPista sai em liberdade.
Perante tudo isto (e muito ma

1977-04-21 - COMEMORAR O 25 DE ABRIL - FEML

FEDERAÇÃO DOS ESTUDANTES MARXISTAS-LENINISTAS
ORGANIZAÇÃO DO PCTP/MRPP PARA A JUVENTUDE COMUNISTA ESTUDANTIL

COMEMORAR O 25 DE ABRIL    
É POLÍTICA DO IMPERIALISMO E DO SOCIAL-IMPERIALISMO, DO DESEMPREGO, DA MISÉRIA E DA FOME!

      1 — O golpe militar do 25 de Abril surgiu como tentativa da burguesia travar o impetuoso movimento operário e popular. Basta relembrar as grandes greves da indústria electrónica de fins de 73; a greve da Tomé Feteira (limas) em Vieira de Leiria; as greves da Marinha Grande e numerosas lutas travadas por todas as fábricas, empresas e campos, levantando entre 73/74 cerca de 200.000 operários contra a exploração, a opressão e uma guerra colonial-imperialista imposta pelo sector da classe dominante enfeudado ao imperialismo americano.
Tal acontecimento deixou perplexos e maravilhados toda a casta de oportunistas emigrados nas margens do Sena e pelos cafés do Quartier-Latin, briosos "anti-fascistas", pois para eles a revolução era impossível e encontrava-se num refluxo longo e interminável.

1977-04-21 - Luta Popular Nº 540 - PCTP/MRPP

EDITORIAL.
ACTIVIDADE FRENÉTICA

Acontece frequentemente com as crises políticas o mesmo que com os tremores de terra, que são, por seu lado, crises telúricas. Antes que ocorram, não mandam aviso, não se fazem anunciar por mensageiros, nem enviam arautos a apregoar por trombetas o dia da comoção.
Não obstante, assim como os mais experientes dos camponeses podem detectar, pela agitação dos animais domésticos, pela subida da água nos poços e pelo frenesim dos pássaros, a crise telúrica iminente, assim também os mais clarividente dos proletários, que são os autênticos comunistas organizados no verdadeiro partido comunista, podem detectar, na base do conhecimento das leis científicas que regem o desenvolvimento da nossa sociedade e da luta de classes que lhe subjaz, os indícios prenunciadores da crise política em perspectiva.
Os homens, as classes, as camadas de classe e os partidos e organizações políticas que as representam movem-se, agem e agitam-se — tenham disso consciência ou não — de acordo e em consonância com os interesses económicos, com a base material em que se integram.

1977-04-21 - SOBRE A SITUAÇÃO ACTUAL NO ISE - UJCR

SOBRE A SITUAÇÃO ACTUAL NO ISE

O ISE atravessa actualmente uma grave situação quer ao nível pedagógico quer no que diz respeito à Gestão. Esta situação a não "ser encarada" de frente e com realismo poderá levar a curto prazo, por um lado à total paralisação administrativa, e por outro a uma situação de progressiva indefinição pedagógica que provocaria problemas inultrapassáveis quanto à conclusão do ano lectivo, mesmo sem que se verifique uma intervenção repressiva do MEIC impondo medidas autoritárias para a finalização do ano lectivo.
O arrastamento do processo de Gestão e de Avaliação, que se coloca desde, Novembro-Dezembro, a inexistência de órgãos de gestão na Escola, conjugado com as recentes posições demissionistas dos reformistas e a existência de perspectivas pouco claras por parte das forças revolucionárias, criou em grande número do estudantes um sentimento de apatia e impotência. Esta situação permitiu que sectores importantes da população da Escola não se tenham apercebido claramente das reais dimensões do problema e das consequências, que a sua não resolução, pode trazer.

1977-04-21 - Secretariado UJCR


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1977-04-21 - Voz do Povo Nº 144 - UDP

O 25 de Abril não pertence ao passado

Hoje, três anos após o 25 de Abril, há uma pergunta que se coloca cada vez com maior insistência. Qual vai ser o nosso futuro? Como vamos poder avançar? Muita gente tem tendência para ficar a remoer nas grandes acções de massas que se deram em Portugal, para evocar as gigantescas manifestações populares, para pensar simplesmente no que já aconteceu, quase que dizendo "era muito bom, mas acabou-se". Outros há que dizem que "isto já está como no tempo da outra senhora", e que "isto vai de mal a pior".
Estas ideias derrotistas são profundamente erradas, e não correspondem à realidade. Estas ideias mostram até que ponto a máquina oficial de propaganda consegue penetrar na cabeça das pessoas, pondo-as a pensar exactamente como é desejo dos reaccionários: para eles, é necessário tentarem impor a ideia de que não vale a pena lutar, que não há que participar efectivamente na vida política, no dia-a-dia, nos locais de trabalho ou de habitação, na defesa das conquistas alcançadas. Eles tentam pôr a situação bem pior do que ela está. E utilizando a monstruosidade de recursos técnicos que têm à sua disposição, obtêm alguma audição.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

1972-04-20 - 1º ANO DE ELECTROTECNIA - Movimento Estudantil

1º ANO DE ELECTROTECNIA

Conforme tinha sido convocada, realizou-se quarta-feira, uma reunião de alunos do 1º ano de Electrotecnia para tratar de;
1 - Frequências
2 - Apontamentos
     1-) Quanto às frequências viu-se que deviam ser facultativas uma vez que cada aluno sabe como planificar o seu estudo, no sentido de aliviar a época de exames (pelo mesmo motivo devem ser os alunos a marcar a data das frequências).
- Não eliminatórias porque a reprovação de um aluno nas frequências impossibilita-o de fazer exame na época seguinte e de se inscrever nas cadeiras a que esta lhe dá precedência.

1972-04-20 - Face às Reformas Governamentais Tome-mos Posição! - Movimento Estudantil

Face às Reformas Governamentais Tome-mos Posição!
Preparemos o ENCONTRO NACIONAL de ESTUDANTES de MEDICINA

LISBOA, 20 de ABRIL (SÁBADO):
Ordem dos trabalhos:
1 - INFORMAÇÕES SOBRE O TRABALHO - PREPARAÇÃO DESENVOLVIDO NAS TRÊS ACADEMIAS
2 - ENCONTRO NACIONAL:
a) - ASPECTOS ORGANIZATIVOS; CRIAÇÃO DE ESTRUTURAS QUE PREPAREM O ENCONTRO  
b) - DISCUSSÃO PRELIMINAR SOBRE OS PRINCIPAIS PONTOS DO ENCONTRO: - REFORMAS GOVERNAMENTAIS E REFORMA GERAL E DEMOCRÁTICA DO ENSINO – REFORMA DO ENSINO MÉDICO / MEDICINA E SAÚDE PUBLICA - MOVIMENTO ASSOCIATIVA / MOVIMENTO ESTUDANTIL - CONCEPÇÕES, MÉTODOS DE ACTUAÇÃO

1977-04-20 - Movimento Estudantil

     PROPOSTA SOBRE O DECRETO DOS EXAMES A NÍVEL NACIONAL

     PARA SER DISCUTIDA EM TODAS AS TURMAS!
 PARA SER DISCUTIDA NA REUNIÃO DE DELEGADOS DE TURMA!

Face ao despacho nº 6/77 do MEIC os estudantes da turma…. do….  ano reunidos no dia…. de 1977 decidem, por…. votos a favor…. votos contra…. abstenções... a seguinte proposta.

Considerando que:
    a) Os exames a nível nacional decretados através do despacho nº 6/77 demonstram um total desprezo e desconhecimento pelas situações concretas das diversas escolas.
     b) O início do ano lectivo, tal como em anos transactos não foi uniforme.
      c) O MEIC se apressou a estabelecer os programas sem contudo se preocupar com os textos de apoio e livros didácticos que permitissem seguir e cumprir o programa.

1977-04-20 - VIVA O 1.° DE MAIO - PCP

APELO DO PCP
VIVA O 1.° DE MAIO

JORNADA DE UNIDADE E DE LUTA DOS TRABALHADORES PORTUGUESES!

À CLASSE OPERÁRIA, AOS TRABALHADORES, AO POVO PORTUGUÊS!
Nas vésperas do 1.° de Maio, Dia Internacional dos Trabalhadores, o Partido Comunista Português saúda a classe operária e os trabalhadores portugueses, toda a população laboriosa de Portugal que com a sua luta, o seu trabalho e o seu esforço criador tem vindo corajosamente a defender a revolução portuguesa e as grandes conquistas democráticas do nosso povo, que são a base indispensável para uma vida melhor, na paz, na liberdade e no caminho do socialismo.

1.° de Maio:
data histórica da resistência ao fascismo e da revolução portuguesa.

1977-04-20 - ABANDONAIS AS ILUSÕES E PREPARAI-VOS PARA A LUTA! - PCTP/MRPP

ABANDONAIS AS ILUSÕES E PREPARAI-VOS PARA A LUTA!

Comunicado da Célula da Delegação do Alto Pina do PCTP/MRPP!
20/4/77

O GOVERNO DESMASCARA-SE!             
O governo reaccionário da burguesia mostra a sua verdadeira face ao decretar através dos seus tribunais mais um despejo, de uma família na miséria e no desemprego.
O pai foi despedido o encontra-se há meses no desemprego.
A mulher encontra-se bastante doente, sem poder sair da cama, tendo sido já operada três vezes à coluna.