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sexta-feira, 31 de março de 2017

1977-03-00 - CARTA ABERTA: AO PRESIDENTE DA REPUBLICA POPULAR DE ANGOLA - Movimento Estudantil

CARTA ABERTA:
AO PRESIDENTE DA REPUBLICA POPULAR DE ANGOLA 
AO GOVERNO ANGOLANO

Foi com grande estranheza que recebemos em Portugal a notícia da prisão de Luís Carmelino (Jota), antigo membro da Associação de Estudantes do Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (hoje Instituto Superior de Economia), para cujos corpos gerentes foi eleito no ano lectivo de 1971/1972.
A sua prisão em Angola não pode deixar de nos surpreender pois Luís Carmelino sempre se destacou pelo seu empenhamento na Luta de Libertação Nacional do Povo Angolano tanto durante o período em que estudou em Portugal como depois de abandonar os estudos para se juntar às forças do MPLA que na altura combatiam de armas na mão a ocupação colonial e imperialista. Sabemos que Luís Carmelino foi nessa altura nomeado pela Direcção do MPLA para professor do Internato 4 de Fevereiro (da 2ª região Político-militar) de que foi um dos responsáveis até 1974.

1977-03-31 - A DESVALORIZAÇÃO DO ESCUDO - PCP-ml

A DESVALORIZAÇÃO DO ESCUDO

CONFERÊNCIAS DA ESCOLA MAO ZEDONG

ESCOLA MAO ZEDONG

O PLANO DE 25 DE FEVEREIRO
O vasto conjunto de medidas económicas de emergência recentemente anunciado pelo Governo minoritário PS reveste um importante significado político.
Trata-se do primeiro plano económico de emergência que recolhe o apoio da generalidade das forças nacionais e democráticas e a oposição declarada das forças do social-imperialismo e do social-fascismo. Trata-se, além disso, do primeiro passo concreto no sentido de uma integração económica efectiva na CEE.
Mas o seu significado político é mais amplo. Elas vêm colocar as forças nacionais e democráticas num importante dilema. Ou é desta vez que conseguem unir-se e inverter a tendência continuada para a agudização da crise económica ou o País será lançado numa crise política profunda, talvez mais grave que todas aquelas que já viveu após o 25 de Abril.

1977-03-31 - Unidade Popular Nº 113 - PCP(ml)

Remodelação ministerial a trouxe-mouxe

«Então você passa-lhe pela cabeça que eu vá proceder a trouxe-mouxe a uma mudança do meu gabinete, horas antes de eu partir para a Noruega?», respondia Mário Soares na passada quinta-feira ao jornalista que sobre esse assunto o interrogava.
Menos de vinte e quatro horas depois, Soares trocava Curto por Gonelha, Alegre por Roque Lino, e introduzia no seu gabinete Nobre da Costa (Indústria e Tecnologia), Mota Pinto (Comércio e Turismo) e ainda alguns secretários e subsecretários de Estado.
Afinal, foi mesmo a trouxe-mouxe!
E mesmo que o não fosse, não era por isso que maiores esperanças em nós nasceriam face à nova formação governamental.
Os elementos recém-introduzidos no Governo podem ser individualmente firmes face ao social-fascismo cunhalista. Mesmo que assim seja, não serão eles que irão alterar a linha conciliadora e capitulacionista do Governo PS.
O determinante nesta questão não são as presentes ou futuras substituições deste ou daquele membro do Governo mas a linha geral por que este se rege.

quinta-feira, 30 de março de 2017

1977-03-30 - O Proletário Vermelho Nº 73

Editorial
O EXACTO
TAMANHO DE UM COPO DE ÁGUA
- ou as implicações de uma estratégica tempestade!

Foi o país atento abalado pela questão da Disciplina Militar. O que demonstra uma boa dezena de coisas. Entre elas que os militares, agitando-se, podem perturbar a "tranquilidade” do país atento. Entre elas, que os militares são, ainda e cá em casa, o obus definitivo com que se faz a política. Entre elas que as questões da Disciplina Militar estão, apesar de tudo, por resolver.
Disseram, através das suas “fontes geralmente bem informadas” os jornais ditos da “grande informação” que os generais estariam agitados, dispostos a atear o rastilho da demissão contestatária, a despoletar a granada do “pedido de explicações” ao Presidente da República e Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas.
Disseram, corrigiram piorando, corrigiram de novo, reduzindo, desdisseram recorrendo à parábola do copo de água com tempestades dentro, e não se sabe bem se ficarão por aqui. Duvidamos. Que se fiquem. Quer os jornais, quer os próprios, poucos que sejam os generais.

1977-03-30 - UM ANO APÓS O SEU ASSASSINATO O PADRE MAX VIVE NO CORAÇÃO DO POVO! - PCP(R)

UM ANO APÓS O SEU ASSASSINATO O PADRE MAX VIVE NO CORAÇÃO DO POVO!
CASTIGO EXEMPLAR PARA OS SEUS ASSASSINOS E DEMAIS BOMBISTAS!

Há um ano, a 3 de Abril de 1976, o povo português ficou comovido e revoltado. O Padre Maximino Barbosa de Sousa, candidato a deputado da UDP e a jovem estudante Maria de Lurdes são assassinados traiçoeiramente por uma bomba.            .
Pensavam assim os fascistas que destruíam a obra do Padre Max a favor do povo. Enganaram-se! O seu exemplo e causa porque lutaram ganharam raízes mais fundas no coração do povo transmontano. No funeral, milhares de pessoas, todo o povo, lhes prestou homenagem e jurou combater pela causa porque lutou e morreu o Padre Max.
POR CADA CAMARADA MORTO MIL SE LEVANTARÃO - ECOOU POR TODO O PORTUGAL!
Desde então as redes bombistas não pararam os seus crimes, financiadas pelo imperialismo e seus agentes internos. O terror, assaltos e roubos comandados pelos que ditaram a morte do Padre Max continuam. Os fascistas querem que volte a, repressão terrorista, a exploração desenfreada e a miséria.

1977-03-30 - Bandeira Vermelha Nº 063 - PCP(R)

PROCLAMAÇÃO DO II CONGRESSO
À classe operária, aos trabalhadores, ao povo e aos comunistas de Portugal!

OPERÁRIOS! PROLETÁRIOS QUE TUDO PRODUZEM E NADA POSSUEM!
O II Congresso do Partido Comunista Português (Reconstruído) saúda-vos com emoção e confiança. Vós, proletários, sois a força criadora do futuro, do progresso e do Socialismo! A vossa luta, a vossa persistência, o vosso sacrifício e a vossa força criadora construíram as grandiosas conquistas revolucionárias do novo Portugal. É de vós que depende, em primeiro lugar, o futuro do nosso país.
Combatentes proletários! O II Congresso do PCP(R) lança-vos um sério alerta. Portugal atravessa momentos difíceis. Estão em perigo as conquistas alcançadas! A reacção e o capital procuram destruir a Reforma Agrária, impedir o controlo operário, neutralizar as nacionalizações, desarticular o movimento sindical. É a própria liberdade que está em perigo!

1977-03-30 - COLECTIVO DE QUADROS E ADERENTES DA O.R. de LISBOA da FEML

Federação dos Estudantes Marxistas-Leninistas
Organização do PCTP/MRPP para a Juventude Comunista Estudantil

COLECTIVO DE QUADROS E ADERENTES DA O.R. de LISBOA da FEML

O Comité Regional de Lisboa da FEM-L decidiu, convocar o Colectivo de Quadros e Aderentes da O.R. de Lisboa da FEM-L, para o dia 30 de Março, quarta-feira, pelas 15 horas, na Cidade Universitária de Lisboa (a escola certa será oportunamente informada).

1977-03-30 - COLECTIVO DE QUADROS E ADERENTES DA O.R. de LISBOA do FEML

Federação dos Estudantes Marxistas-Leninistas
Organização do PCTP/MRPP para a Juventude Comunista Estudantil

COLECTIVO DE QUADROS E ADERENTES DA O.R. de LISBOA do FEML

O Comité Regional de Lisboa da FEM-L decidiu, convocar o Colectivo de Quadros e Aderentes da O.R. de Lisboa da FEM-L, para o dia 30 de Março, quarta-feira, pelas 15 horas, na Cidade Universitária de Lisboa (a escola certa será oportunamente informada).
Este Colectivo que o Comité Regional de Lisboa reputa de uma grande importância no conjunto da ofensiva política da FEM-L, e na situação actual da luta entre as duas linhas, destinar-se-á a apreciar o balanço da actividade deste período lectivo, apresentado pelo Comité Regional, a discutir o plano de acção, até o final do ano lectivo, e a preparar a I Conferência Sindical do Partido, elegendo-se os respectivos delegados da O.R. de Lisboa.

quarta-feira, 29 de março de 2017

1977-03-00 - Guilhotina Vermelha Nº 05 - FUG

EDITORIAL

O 25 de Abril trouxe esta coisa maravilhosa: demonstrar, à saciedade, aqueles que se propõem lutar em defesa dos interesses das classes exploradas por um lado, e, por outro, neste clima de liberdade burguesa, a possibilidade de demonstração plena da corja de oportunistas e carreiristas que por cá pululam e que com constante assiduidade estudam com a presunção de sumas autoridades, o processo que devem utilizar para depor aqueles que ocupam lugares de direcção e açambarcar para si mesmos esses lugares de direcção.
Destas vulgaríssimas aves, algumas passaram pela FUG mas, porque esta do mesmo modo que impedia a idolatria desta ou daquela personagem não afinava pelo diapasão de conquistar para si, FUG, estes ou aqueles cargos de direcção, essas vulgares e interessantíssimas aves, dizíamos, tiveram que procurar outro poiso.
É verdade que ninguém lhes disse: "Vão-se embora". Mas, se a FUG não estaria, nunca, disposta a satisfazer as suas ambições pessoais, não tiveram outro remédio que não fosse abandonar — como eles dizem que fizeram. Portanto, embora não se lhes dissesse para saírem a realidade é que não tinham outra alternativa.

1977-03-29 - Pdr. MAX, MARIA DE LURDES JULGARAM QUE OS MATAVAM E SEMEARAM-NOS - PCP(R)

PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS (RECONSTRUÍDO)

Pdr. MAX, MARIA DE LURDES JULGARAM QUE OS MATAVAM E SEMEARAM-NOS

À CLASSE OPERÁRIA!
AO POVO DA NOSSA REGIÃO!
A TODOS OS ANTI-FASCISTAS E DEMOCRATAS!

Faz um ano no dia 3 de Abril que bombistas fascistas assassinaram o Padre Maximino e a estudante Maria de Lurdes, em Vila Real.
O Padre Max era um filho do povo transmontano). Os seus pais emigraram para dar um futuro melhor aos seus filhos. Ao longo da sua vida o Padre Max nunca traiu à sua origem, o seu povo pobre transmontano. De facto, ao contrário da maior parte dos padres, ele não fechou os olhos à miséria em que vive o povo trabalhador. E ele sabia que a miséria do povo é obra de homens, dos poucos que vivem na fartura desmedida enquanto a imensa maioria vive com faltas de tudo. E sabia mais: sabia que esta situação se pode e deve modificar.

1977-03-00 - O Tempo e o Modo Nº 122

EDITORIAL

Depois de seis meses de função, o governo constitucional escolheu. Depois de seis meses de aparente hesitação, o governo P«S» decidiu-se. Depois de um programa de promessas para o povo, veio agora um programa de «facilidades» para o capital e de «austeridade» para quem trabalha. O governo fez a sua «opção de classe» como seria de esperar da sua natureza pequeno-burguesa.
Escolheu a saída própria da classe dos monopólios e grandes agrários para a profunda crise da sociedade portuguesa. Decidiu-se por fazer abater sobre o povo a miséria e o desemprego, reprimindo em nome da «ordem pública», se necessário for, o justo movimento de revolta popular contra as medidas antipopulares do governo. O programa com que para fins eleitorais se apresentou ao povo em Abril do ano passado e o conjunto de mais de cinquenta medidas que recentemente foram cozinhadas pelo governo do Dr. Soares para salvar o capital são bem a prova do que são e como fazem os partidos burgueses para enganar o povo.

terça-feira, 28 de março de 2017

1977-03-28 - ML Informação Nº 06 - I Série - PCP-ml

A POLICIA POLÍTICA CHECA ASSASSINOU JAN PATOCKA
Jan Patocka, porta-voz dos liberais aderentes à «Carta 77», foi brutalmente espancado e assassinado pela polícia política checa, sucursal do KGB. Não é com mais este crime que o social-imperialismo russo conseguirá calar a voz dos patriotas checos.

DOIS MIL AGENTES DO KGB EM ESPANHA
O semanário espanhol Gaceta Ilustrada informava recentemente que em Espanha se encontram actualmente cerca de 2 mil agentes do KGB ao serviço do social-imperialismo russo, a colaborar com o chamado «eurocomunista» Carrillo. Deste é que Mário Soares gosta: é mais sorrisos que Cunhal.

AS «AJUDAS» DO PS E DO CURTO A LISTA B DOS QUÍMICOS DE LISBOA
Que o partido social-fascista havia de cometer fraudes, sabotagens à propaganda e sessões da lista B, já não é novidade para ninguém, é interessante é vermos o comportamento do partido do Governo, o PS, que diz que é o campeão da defesa das liberdades cá no País: O PS não imprimiu a propaganda da lista B conforme prometera nem avisou da sua decisão, atrasando assim a sua saída. Aceitou o Programa vindo depois mostrar-se em desacordo, o que só provocou atrasos. Os responsáveis do PS na Amadora recusaram ceder as suas instalações para reuniões de trabalhadores do PS e do PCP(m-l) e sem partido. Depois os mesmos boicotaram a convocação dos trabalhadores químicos do PS para uma reunião em Lisboa. O PS não informou os seus núcleos que apoiava (????) a lista B nem mobilizou o mínimo dos já pouco mobilizáveis militantes que tem. Da Amadora informaram mesmo a quem lhes telefonava que to PS não apoia nenhuma lista, não se mete nisso». E para terminar, o Curto, nas vésperas das eleições, assinou a portaria das moagens, o que virou 4500 operários a favor da lista social-fascista e influenciou outros operários químicos dos outros sectores.

1977-03-28 - O Comunista Nº 34 - II Série - UCRP(ml)

EDITORIAL
LUTEMOS PELA REVOGAÇÃO DA LEI DOS HORÁRIOS

A actividade política nacional esteve centrada, nas últimas duas semanas, na Assembleia da República, no debate suscitado pela «interpelação» do PPD, e findo o qual Mário Soares apresentou um balanço da sua viagem pelas capitais europeias em busca do apoio ao pedido de adesão de Portugal à C.E.E. Apesar da ocorrência de alguns acontecimentos políticos no seio da oficialidade militar, os seus resultados não influem significativamente na alteração da situação política — para mais rapidamente atenuados pela intervenção conciliatória do grupo militar do presidente —, e foi no debate da AR que o pulso das tensões políticas pôde ser tomado, e que a relação de forças actual e a táctica dos diversos partidos burgueses se definiram com clareza e confirmaram as conclusões que vínhamos apontando.

1977-03-00 - Juventude Nº 21 - U.J.C

VIVA O 2º ANIVERSÁRIO DA UJC

Assinalando o 2.° aniversario da criação da União da Juventude Comunista, o dia 9 de Março esta a ser comemorado em muitos locais do País como uma data gloriosa da Juventude Trabalhadora Portuguesa.
Nas fábricas e UCPs, nas cidades, vilas e aldeias, nas escolas, nas minas e portos, os jovens comunistas e com eles a juventude trabalhadora, passa de mão em mão o documento de saudação, colam o jornal de parede organizam o torneio desportivo, o comício, o convívio, erguem alto a sua bandeira de combate, a bandeira que rompe de esperança e confiança no sopro fresco e bem fundo da Juventude Trabalhadora de Portugal.
Dois anos de luta popular intensa, dois anos de Revolução, em que a juventude activamente se destacou, nas grandes e pequenas acções.
Dois anos de luta que conseguiu grandes conquistas populares.
Dois anos que são, afinal, o prosseguimento da luta da juventude e de muitos jovens comunistas antes do 25 de Abril.

segunda-feira, 27 de março de 2017

1977-03-00 - A VIDA DE ALDO ARANTES EM PERIGO - Movimento Estudantil

A VIDA DE ALDO ARANTES EM PERIGO
Mais um crime da ditadura brasileira!

SALVEMOS ALDO ARANTES
Prosseguindo nos seus crimes contra, o Povo Brasileiro, a ditadura militar fez assassinar a 16 de Dezembro de 1976 3 revolucionários anti     fascistas ao mesmo tempo que foram presos mais doze anti-fascistas, sendo o executor destes crimes o II Exército do Brasil cujo comandante, Dilermando Gomes Monteiro faz afirmações como: - “quem se diz comunista não é brasileiro", também o general Sérgio Arv Pires preconiza a condenação geral de todos os "elementos desviados de todos os seus reais misteres que se juntam aos contestadores da ordem espiritual e desviam o Povo dos verdadeiros caminhos da fé". Também o general Araripe Macedo, ministro da aeronáutica, na sua fúria assassina comum aos generais fascistas, faz declarações como a seguinte: “... só há uma maneira de enfrentar o movimento comunista, com coragem e máxima energia, porque os comunistas só respeitam o argumento da força…”.

1977-03-00 - CONQUISTEMOS O 25 DE ABRIL DO POVO - PCP(R)

CONQUISTEMOS O 25 DE ABRIL DO POVO

DOCUMENTO POLÍTICO DA 10a REUNIÃO PLENÁRIA DO COMITÉ CENTRAL APROVADO PELO II CONGRESSO DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS (RECONSTRUÍDO)

LISBOA - MARÇO DE 1977

A queda do fascismo resultante da vitória histórica dos povos coloniais e da aguda luta de classes interna, abriu uma profunda crise revolucionária em Portugal. À tentativa dos reaccionários, dos imperialistas e revisionistas para fazer do 25 de Abril uma liberalização temporária do poder burguês, respondeu o povo com um movimento democrático revolucionário de grande envergadura. Pela brecha aberta nas instituições com a queda do fascismo irromperam as massas trabalhadoras num vigoroso movimento de milhões que derrotou os golpes reaccionários, forçou a burguesia a sucessivos recuos e aplicou fortes machadadas no poder dos monopólios, dos latifundiários e de todos os exploradores.

1977-03-00 - VIVA A SOLIDARIEDADE PROLETÁRIA - PCTP/MRPP

Partido Comunista dos Trabalhadores Portuguesas (PCTP/MRPP)

VIVA A SOLIDARIEDADE PROLETÁRIA
MORTE AOS ASSASSINOS DO POVO

CAMARADAS:
Um agente da repressão burguesa, da P"S”P fascista agrediu no Bairro da Horta Nova uma criança.
Respondendo correctamente à sanha assassina do torcionário Barradas, alguns elementos do Povo moradores do Bairro impediram o prosseguimento da agressão assassina.
Um forte aparelho repressivo de imediato se dirigiu ao Bairro prendendo e ameaçando, provocando e agredindo aqueles elementos do Povo, levado para a esquadra os que mais se distinguiram.
O torcionário Barradas é já por demais conhecido pelo Povo daquele Bairro.
Quando o Povo do Bairro sob a direcção do nosso Partido ocupava uma casa para montar uma creche, uma brigada social-fascista atacou com o apoio desse assassino os elementos do Povo. É assim que o cacique do partido social-fascista, Lucas lamenta, com lágrimas de crocodilo a resposta que o Povo deu às agressões do torcionário.

domingo, 26 de março de 2017

1972-03-00 - Unidade Popular Nº 012 - PCP(ml)

MARCELO, O FANTOCHE MAIS DESPREZADO DOS IMPERIALISTAS AMERICANOS

O "acordo" finalmente assinado com os americanos sobre a cedência da base das Lages nos Açores Mereceu a Marcelo mais uma das suas melodiosas "conversa" na televisão de modo a serenar os ânimos do povo. Como ele disse, era preciso não se pensar que a prometida chuva de dólares vem "resolver todos os problemas que temos em aberto". Então, que problemas vem resolver esses milhões de dólares? Significarão eles, um aumento os salários da classe operária ou uma melhoria das condições de vida e de trabalho? Ou virão permitir ao patronato, aos senhores do capital, realizar novos negócios e aumentar, a exploração da classe operária dos trabalhadores do campo e dos empregados, forçados a vender, a sua força de trabalho? É neste ponto que o problema tem interesse para o povo Português; as lerias de Marcelo, por muito habilidosa que seja a sua lábia de advogado, mal escondem a verdade.

1977-03-00 - RESOLUÇÃO SOBRE A LUTA DOS ESTUDANTES CANDIDATOS À UNIVERSIDADE - FEML

FEDERAÇÃO DOS ESTUDANTES MARXISTAS-LENINISTAS Organização do PCTP/MRPP para a Juventude Comunista Estudantil

VIVA A OFENSIVA POLÍTICA DA FEM-L
DIRECTIVAS DO COMITÉ PERMANENTE DO COMITÉ CENTRAL DA FEM-L - 3

RESOLUÇÃO SOBRE A LUTA DOS ESTUDANTES CANDIDATOS À UNIVERSIDADE

Lisboa - Março - 1977

Está a levantar-se por todo o País entre os estudantes candidatos à Universidade um grande movimento de revolta e protesto contra as últimas medidas anti-estudantis e reaccionárias do Ministro Cardia que os afectam mais directamente (exames de aptidão, ano propedêutico o numerus clausus).
Esse movimento que tem assumido até agora a forma de reuniões de candidatos e eleição de Comissões de Candidatos, tem já um âmbito nacional ainda que uma boa parte disperso.

1977-03-00 - UM ANO DE EDIFICAÇÃO DO PARTIDO - PCP(R)

UM ANO DE EDIFICAÇÃO DO PARTIDO

DOCUMENTO DA 10a REUNIÃO PLENÁRIA DO COMITÉ CENTRAL SOBRE A EDIFICAÇÃO DO PARTIDO APROVADO PELO II CONGRESSO DO PCP(R)
Lisboa, Março de 1977

O Comité Central considera que foi bastante intensa a actividade de edificação do Partido desde o I Congresso e que os seus ensinamentos contêm uma grande riqueza.
Se o I Congresso unificou os comunistas e reconstruir o Partido, após este acontecimento histórico, o PCP(R) teve de desencadear a luta contra os restos do grupismo pequeno-burguês. Foi para isto que se abriu o processo de revolucio­narização e de proletarização das fileiras partidárias.
Mas o alcance deste processo não se fica pelo golpe de morte que deu no grupismo caciquista pequeno-burguês. Ele desempenhou um grande papel ideológico e político e reveste-se de uma importância histórica para o nosso Partido.

sábado, 25 de março de 2017

1977-03-25 - UMA SOLUÇÃO OPERARIA PARA A CRISE - PCTP/MRPP

UMA SOLUÇÃO OPERARIA PARA A CRISE

GRANDE COMÍCIO
com a presença do camarada secretário-geral arnado matos
25 MARÇO - SEXTA - 21H PAV. DESPORTOS LISBOA

A QUEM SERVE A DESVALORIZAÇÃO DO ESCUDO?
    Desintervenção das empresas ou avançar no Controlo Operário pelas Comissões de Trabalhadores?
  Indemnizações aos capitalistas estrangeiros ou expropriação aos imperialistas e social-imperialistas?
     Qual destas duas medidas serve aos operários e ao Povo Português?
UNA SOLUÇÃO OPERÁRIA PARA A CRISE! TODOS AO GRANDE COMÍCIO DO PCTP

25 MARÇO • SEXTA-FEIRA • 21 H. • PAV. DESPORTOS

1977-03-25 - UMA SOLUÇÃO OPERARIA PARA A CRISE - PCTP/MRPP

UMA SOLUÇÃO OPERARIA PARA A CRISE

GRANDE COMÍCIO
COM A PRESENÇA DO CAMARADA SECRETÁRIO-GERAL ARNALDO MATOS
25 MARÇO - SEXTA - 21H PAV. DESPORTOS – LISBOA

Enquanto todos os partidos da burguesia aplaudem, velada ou descaradamente as medidas anti-populares do governo, é o nosso Partido o único que contra elas se levanta e ousa dizer às massas que devem abandonar as ilusões quanto às políticas, aos programas e aos partidos da burguesia, que para vos «oferecer» só têm medidas de austeridade, «dias de trabalho para a nação» e «cabazes da fome».
Tais partidos prometeram-vos mundos e fundos, para nada vos dar, a não ser mais exploração, mais desemprego, mais fome e miséria.
O Povo trabalhador, deve, face à actual crise, raciocinar com a própria cabeça-e tirar as lições da sua própria experiência; perguntar onde estão as promessas do governo dito socialista, e denunciar o partido revisionista do P"C"P como o responsável principal pelas ilusões espalhadas no seio da classe operária e do Povo, e unir-se ao Partido que sempre lhes disse a verdade, o Partido que sempre se colocou à sua frente para lutar, unir-se ao nosso Partido, ao Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses. UMA SOLUÇÃO OPERÁRIA PARA A CRISE, é o tema do Grande Comício que o nosso Partido realiza na próxima sexta-feira, dia 25 de Março, pelas 21 horas no Pavilhão dos Desportos, que contará com a presença do camarada Arnaldo Matos, Secretário-Geral do PCTP, e onde será apresentada à classe operária e ao Povo que agora conclamamos a estar presentes, o programa que preconizamos como a saída possível para os explorados da nossa Pátria resolverem à sua maneira a crise e se libertarem do jugo que os oprime.

1977-03-25 - UMA SOLUÇÃO OPERÁRIA PARA A CRISE! - PCTP/MRPP

LUTA POPULAR
ÓRGÃO CENTRAL DO PCTP/MRPP

UMA SOLUÇÃO OPERÁRIA PARA A CRISE!
    Todos ao Comício no Pavilhão dos Desportos 6ª feira, dia 25, pelas 21 h.

CAMARADAS:
A notícia da realização do importante comício "Uma Solução Operaria para a Crise" levado a cabo pelo PCTP/MRPP não chega hoje às tuas mãos através do nosso jornal. Exactamente quando recomeçam as ocupações das fabricas e empresas como forma dos trabalhadores impedirem o regresso dos patrões, exactamente quando os assalariados rurais se levantam contra a perspectiva de novas e massiças desocupações, exactamente quando nos bairros populares as mulheres trabalhadoras organizam já as massas num grande protesto contra a carestia e a fome, exactamente quando o proletariado e o povo recusam pela sua luta a solução do grande capital para a crise — é precisamente neste momento que a burguesia cerca e procura silenciar o Órgão Central do PCTP, o Jornal da Verdade, o jornal da solução operária para a crise.

sexta-feira, 24 de março de 2017

1977-03-24 - Revolução Nº 103 - PRP-BR

EDITORIAL

O processo montado a 33 oficiais que vão a Conselho Superior de Disciplina veio confirmar que não era alarmismo de certa esquerda revolucionária quando falava no iminente saneamento nas Forças Armadas. Também não resta dúvidas que a montagem destes processos repousa sobre um critério que tem a haver com o fascismo. O ridículo, o infundado, o quase descarado vazio das acusações, quer bem dizer que a única razão para estes saneamentos é a dos oficiais em causa serem anti-fascistas consequentes. Vai portanto adiantado o avanço do fascismo dentro da hierarquia das Forças Armadas; os julgamentos que hoje pretendem organizar são já tão arbitrários como o foram alguns processos pseudo-legalistas no tempo do fascismo.
No entanto, já na estrutura do processo a hierarquia faz sentir «que muitos desses oficiais não são responsáveis por aqueles actos... mas sim que lhes dava ordens»: Com isto querem atingir «quem lhes dava ordens» e começar portanto uma segunda e uma terceira leva, até atingirem o Conselho da Revolução, ou seja, uma parte do Conselho da Revolução. Na verdade morde neste poder a presença de anti-fascistas e no CR, a qual tem a sua expressão nos quartéis. Como pode a direita engolir que os capitães de Mafra se insurjam contra os processos dos oficiais que vão a Conselho Superior de Disciplina? Como pode a direita engolir que tenha que ser o próprio Ministro a ordenar a intervenção da GNR no Cacém, passando por cima do general?

1977-03-24 - Unidade Popular Nº 112 - PCP(ml)

Declaração do Secretariado do PCP(m-l)
Jan Patocka assassinado pela camarilha social-fascista de Husak

Ao tomar conhecimento do assassinato pela polícia social-fascista checoslovaca do intelectual liberal Jan Patocka, o Secretariado do Comité Central do PCP(m-l) fez uma declaração que seguidamente transcrevemos.
«O Partido Comunista de Portugal (marxista-leninista) condena energicamente o assassinato do destacado opositor liberal Jan Patocka, cometido no dia 13 de Março pela polícia política da camarilha social-fascista de Gustav Husak, fantoche do social-imperialismo russo na Checoslováquia.
»O PCP(m-l) considera que o movimento de oposição liberal nos países satélites do Kremlin, nomeadamente a «Carta 77» de que o filósofo liberal checoslovaco Patocka foi um dos primeiros subscritores, constitui um importante apoio à luta da classe operária e de todo o povo checoslovaco pela libertação nacional da sua Pátria, ocupada há perto de uma década pelos tanques dos novos czares de Moscovo.

1977-03-24 - A SOLUÇÃO OPERÁRIA PARA A CRISE É A ÚNICA SOLUÇÃO QUE SERVE OS TRABALHADORES DA FUNC. PÚBLICA! - PCTP/MRPP

PARTIDO COMUNISTA DOS TRABALHADORES PORTUGUESAS (PCTP/MRPP)

COMÍCIO
A SOLUÇÃO OPERÁRIA PARA A CRISE É A ÚNICA SOLUÇÃO QUE SERVE OS TRABALHADORES DA FUNC. PÚBLICA!

6ª FEIRA/DIA 25/21 horas - PAV. DESPORTOS

Camaradas:
O Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses vai realizar, no dia 25/3, no Pavilhão dos Desportos, um grande comício que se destina a apresentar a única solução que permite resolver a crise a favor dos interesses dos operários, dos camponeses, das mulheres trabalhadoras, da juventude democrática e de todo o povo em geral. Este comício será uma resposta firme e clara da classe operária ao ataque desencadeado pela burguesia através do governo dito socialista do Dr. Mário Soares.

1977-03-24 - OS TRABALHADORES DOS C.T.T SÓ VERÃO OS SEUS PROBLEMAS RESOLVIDOS COM UMA SOLUÇÃO OPERARIA PARA A CRISE - PCTP/MRPP

Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP)

OS TRABALHADORES DOS C.T.T SÓ VERÃO OS SEUS PROBLEMAS RESOLVIDOS COM UMA SOLUÇÃO OPERARIA PARA A CRISE

Ninguem neste País poderá negar a situação de crise que o capitalismo atravessa. A crise em geral, atinge praticamente todos os sectores e reflecte-se no sistema monetário e financeiro. As suas consequências caem sobre o Povo - é subida galopante ao custo de vida, o aumento do desemprego e agravamento generalizado da fome e da miséria para todos os trabalhadores.
O Povo trabalhador interroga-se e começa a perguntar. O que vamos comer? Como vamos viver? Se o País está em crise quem são os culpados, serão os trabalhadores que toda a vida foram obrigados a trabalhar para sobreviverem?
De Norte a Sul ao País o Povo levantasse contra a política ao actual Governo Constitucional dito socialista do Dr. Soares, como aliás fez com os governos provisórios anteriores.

1977-03-24 - UMA SOLUÇÃO OPERÁRIA PARA A CRISE - PCTP - MRPP

UMA SOLUÇÃO OPERÁRIA PARA A CRISE

    GRANDE COMÍCIO 25/3 * 21H * 6 F PAVILHÃO DESPORTOS

CAMARADAS BANCÁRIOS:
As decisões tomadas pelo Governo no seu Conselho de Ministros realizado secretamente no passado dia 25 de Fevereiro são uma declaração de guerra e uma afronta à situação de fome e miséria em que vive o Povo português.
Esta foi, sem dúvida, a reunião mais produtiva (para os capitalistas) efectuada até hoje pelo Governo conciliador do Dr. Mário Soares.
Os 46 decretos que dele saíram reflectem o ajoelhar de um Governo perante os interesses do grande capital e são um ataque de grande envergadura às conquistas alcançadas com duras lutas pela classe operária e outras camadas do nosso Povo.
Elas visam dar ao capitalismo as condições que lhe permitam sair da crise à custa de quem trabalha.
Não deixa o Governo, como é natural, de vir apresentar estas medidas como uma coisa boa, prometendo em troca de "alguns sacrifícios", um mundo novo.

1977-03-24 - DUAS CLASSES DUAS POLÍTICAS DUAS SOLUÇÕES - PCTP/MRPP

Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP)

DUAS CLASSES DUAS POLÍTICAS DUAS SOLUÇÕES

TODOS AO COMÍCIO 25/3 21H - PAVILHÃO DESPORTOS

1. Enquanto a burguesia pensa ter encontrado a solução para a crise descarregando sobre o Povo o peso dessa mesma crise, nomeadamente através de medidas consubstanciadas na instituição do "cabaz da fome", congelamento dos aumentos a partir de 15%, etc. o proletariado procura encontrar também ele a sua própria solução. Salvar o capitalismo da crise aumentando desenfreadamente os seus lucros e agravando desmedidamente a exploração dos operários, liquidando centenas de pequenas e médias empresas e concentrando ainda mais a riqueza nas mãos dos monopólios controla dos por imperialistas e social-imperialistas, lançando centenas de milhares de trabalhadores no desemprego, fazendo abater a fome sobre o Povo, vendendo o País a retalho e reprimindo violentamente o movimento de massas (com as tais "medidas de ordem pública" que o Governo mantém secretas…) — eis a natureza da política do Governo cujo partido vos prometeu o paraíso sobre a terra, vos enganou com a demagogia da "paz e da abundância" e vos mentiu com "socialismo dos cravos" (agora para daqui a 4 anos…) só que o Dr. Soares é por demais anafado para ser a rainha da lenda, os cravos não se transformaram em pães e do regaço do chefe do Governo o que se abate sobre o Povo é a dor e a miséria.

quinta-feira, 23 de março de 2017

1977-03-23 - O Proletário Vermelho Nº 72

Editorial

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DIREITA PRECISA-SE!
Resposta à «FALSA ESQUERDA, SARL - Desestabilização e Contra-golpes»

Andam por aí os políticos no jornal das entrevistas. É ver quem mais gente apanha e mais contraditória, à “esquerda” e à direita, é ver quem mais entrevistas dá para o jornal da sua base de apoio! É ver ainda, quem dentre o Povo fica mais baralhado com as piruetas dos políticos. De certos políticos.
Este país é um lavadouro público. E nisto vai tendo o cheiro a vida e a acidez do Suor de quem trabalha, mas também de quem trabalha a lavar o cheiro dos outros.
Se o senhor Portela (Filho) quer desestabilizar um partido liberal, pega no senhor Galvão de Melo e puxa-lhe pela língua e pelo snobismo. Resultado: o sr. Freitas do Amaral alija a carga que é a inconfidência desbagada do sr. Galvão de Melo e coloca, à sua direita, este. Ficamos com um partido liberal menos o senhor Galvão de Melo e com um leque liberal mais uma hipótese de partido. Partido que apesar dos seus ataques a Kaulza e ao MIRN, toda a demagogia “esquerdenta” dirá que “alarga as forças da direita”! E com o medo irracional do cidadão livre, avança a “maioria de esquerda”!...

1977-03-23 - Bandeira Vermelha Nº 062 - PCP(R)

EDITORIAL
OS TRABALHADORES TÊM DE SABER O QUE SIGNIFICA A "INTEGRAÇÃO EUROPEIA"

Os recentes debates realizados na Assembleia da República sobre as medidas de austeridade antipopulares praticadas pelo governo e sobre a sua política de integração no Mercado Comum, representaram um dos pontos altos da convergência das forças políticas burguesas seja nas palavras, seja na prática.
À concordância expressa do CDS com as medidas que o governo vem tomando e a viragem do PSD no mesmo sentido, apenas algumas semanas depois de as ter atacado publicamente, não podem entender-se como simples expedientes parlamentares ou como reviravoltas fortuitas. Estas últimas posições prolongam e, de certo modo culminam, uma progressiva aproximação de pontos de vista das forças burguesas não só sobre a necessidade de resolver a crise, como sobre as formas de o fazer.

1977-03-23 - A SOLUÇÃO OPERÁRIA PARA A CRISE É A ÚNICA SOLUÇÃO QUE SERVE OS TRABALHADORES DE ESCRITÓRIO - PCTP/MRPP

PARTIDO COMUNISTA DOS TRABALHADORES PORTUGUESES (PCTP/MRPP)

A SOLUÇÃO OPERÁRIA PARA A CRISE É A ÚNICA SOLUÇÃO QUE SERVE OS TRABALHADORES DE ESCRITÓRIO

Todos ao Grande Comício – 25 Março
Pav. Desportos – 21 h.

CAMARADAS:
O nosso país está abalado por uma profunda crise do sistema que actualmente o rege o sistema capitalista.
As recentes medidas do governo dito socialista, aprovadas na prática, com mais ou menos clareza, por todos os partidos da burguesia, desde o P"C"P ao CDS, mostram bem a preocupação da classe dominante em aumentar o desemprego e a miséria, a doença e a fome do Povo e submeter o nosso País ao imperialismo e ao social imperialismo.
Por um lado, as tentativas de aumento de horário de trabalho, os apelos a novas "batalhas de produção"; por outro, o encerramento fie fábricas, e empresas, o despedimento massiço de trabalhadores.

1977-03-23 - Acta da reunião Comissão Sindical - MES



1977-03-23 - Democracia CDS 76 Nº 14

Editorial
As datas reavivam a memória

Passou o segundo aniversário sobre o 11 de Março e dele cada qual terá as suas recordações. Uma movimentação militar contra o RALIS, ainda pouco esclarecida nas suas verdadeiras origens e causas, começou por causar dois mortos — o soldado Luís e um civil. O primeiro, largamente apresentado como morto pelos militares que atacaram o RALIS, parece que foi, afinal, assassinado (por acidente ou de propósito), face aos resultados da autópsia, por um «colega» do RALIS. O segundo foi assassinado às portas deste quartel, por soldados do RALIS, que não apreciaram os seus comentários e a sua opinião sobre os incidentes. Estes foram os custos iniciais do 11 de Março e aqueles que são de todo irreparáveis. Mas o 11 de Março, que ainda se encontra envolto num véu de mistério e num nevoeiro de contradições, teve outros custos e provoca outras recordações.

quarta-feira, 22 de março de 2017

1972-03-00 - UEC Nº 01 - Série I

EDITORIAL

No momento do seu aparecimento "UEC", órgão da União dos Estudantes Comunistas, saúda todos os estudantes.
Ao saudá-los "UEC" assegura-lhes que não poupará esforços no sentido de contribuir para a elevação da luta estudantil a níveis superiores e para o desenvolvimento e reforço do movimento estudantil.
"UEC" estará sempre ao serviço da luta dos estudantes pelos seus objectivos próprios, contra a repressão, em defesa das Associações de Estudantes, pela radical melhoria do Ensino, pela liberdade de reunião e de expressão,
"UEC" será uma tribuna e uma, arma dos estudantes portugueses na luta contra o fascismo, o colonialismo e o imperialismo.
“UEC” será um elo de ligação entre a luta estudantil e a luta da classe operária e do povo português. As suas páginas procurarão contribuir para ganhar amplas massas estudantis para a causa do proletariado, para a causa da revolução socialista, para a causa do comunismo.

1977-03-22 - CIRCULAR - MDSP

MOVIMENTO DA DEMOCRACIA SOCIAL PORTUGUESA
SEDE PROVISÓRIA:
Telefs. 771324-779027 * Av. da Repúblico, 83, 7.° * LISBOA - 1

CIRCULAR

Ex.mo Senhor,
A presente circular acompanha o Programa do Movimento da Democracia Social Portuguesa, que pretende alertar a consciência nacional.
O Movimento da Democracia Social Portuguesa surge para responder ao apelo do Manifesto Humanista.
Da leitura do documento deve resultar o julgamento da oportunidade relativamente à sua difusão, para a qual bastará, na nossa opinião, que seja considerada útil como ponto de partida para uma discussão generalizada da problemática nacional, sob pena de, se o não quizermos fazer, nos estarmos a demitir da nossa condição de portugueses.
Dar a conhecer a letra do Programa do Movimento da Democracia Social Portuguesa não obriga ninguém, antes liberta e individualiza, para conscientemente se poder determinar a uma tomada de posição relativamente às questões postas.

1977-03-22 - PARA NÃO MORRERMOS À FOME LUTEMOS PELA SAÍDA DOS CONTRATOS! - PCP(R)

PARA NÃO MORRERMOS À FOME LUTEMOS PELA SAÍDA DOS CONTRATOS!

- os ricos que em o crise!

À CLASSE OPERÁRIA AO POVO TRABALHADOR

CONTRA O AUMENTO DO CUSTO DE VIDA
 A subida constante do custo de vida vem reduzindo cada vez mais o nosso poder de compra e os nossos salários reais: esta é uma verdade contra a qual nada podem os discursos demagógicos dos senhores do governo e de outros figurões que se dizem nossos defensores e amigas. Daí que a nossa luta pela saída imediata dos novos C.C.T.V., que, façam face à desvalorização dos nossos salários, não pode ser entravada nem pelo governo dos patrões nem pela conversa mele das C.N.S. (Comissões Negociadoras Sindicais; ou de dirigentes sindicais habituados à vida cómoda dos gabinetes com ar condicionado.
ALERTA, CAMARADAS AS C.N.S. NÃO ESTÃO A DEFENDER OS NOSSOS INTERESSES!

terça-feira, 21 de março de 2017

1977-03-21 - Improp Nº 24 - III Série - Movimento Estudantil

AVALIAÇÃO DE CONHECIMENTOS
É URGENTE UMA TOMADA DE POSIÇÃO

A portaria do MEIC sobre a avaliação foi o pretexto para o agravar das condições pedagógicas da nossa escola. Diversos professores, aproveitando o seu conteúdo, começaram já a não respeitar as decisões tomadas em Assembleia Plenária e nas reuniões de cadeira e observamos em algumas cadeiras, tentativas no sentido de acabar definitivamente com o trabalho em grupo e de agravar a selecção dos alunos. Num balanço, ainda incompleto, deste período de avaliação de conhecimentos, acumulam-se os casos de não cumprimento das decisões da escola, constata-se sobretudo a existência de um movimento no sentido da reinstalação do autoritarismo nas relações entre professores e alunos.
A portaria do MEIC sobre a avaliação de conhecimentos veio reintroduzir a classificação de 0 a 20. Com tal medida pretende-se aniquilar definitivamente uma certa forma de encarar a avaliação de conhecimentos. Pretende-se aprofundar o seu carácter selectivo e facilitar a divisão dos estudantes, para que a Universidade funcione nos "novos" esquemas do "numerus clausus", do exame de aptidão, etc...

1977-03-21 - Contra o aumento custo de vida - MDM

Contra o aumento custo de vida

Somos mulheres trabalhadoras e donas de casa do Distrito de Braga que querem manifestar a sua preocupação e alertar todas as mulheres para os problemas que, como mulheres, cada vez mais nos afligem.
Dentro desses problemas aquele que, sem dúvida, nos traz mais preocupadas, e que sem ser só nosso, somos nós quem mais o sentimos, é o galopante aumento do custo de vida que, dia a dia, nos vai criando uma situação difícil e amarga.
Ao vermos os preços da carne, do peixe, dos legumes, das batatas, da electricidade, etc., etc., atingirem preços que só os ricos é possível suportar e ao vermos a falta sistemática de produtos essenciais, que logo aparecem a preços proibitivos, não podemos deixar de nos perguntar: Por que é que isto acontece? Quem lucra com esta situação? Em nome de que interesses se enganam os trabalhadores?
O que se passa com o Cabaz de compras é bem elucidativo.

1977-03-21 - COMUNICADO DE IMPRENSA - OCMLP

COMUNICADO DE IMPRENSA

A recente invasão da Republica do Zaire por parte de um exército mercenário saído de Angola não pode deixar indiferentes aqueles que em Portugal lutam pela independência Nacional dos povos, contra o imperialismo e o hegemonismo das duas superpotências.
A ofensiva expansionista do social-imperialismo soviético, em busca da hegemonismo mundial e procurando realizar o cerco à Europa Ocidental, tem vindo a avançar no continente africano e, em particular, na África Austral.
Utilizando as armas da manipulação e da divisão do alguns povos o países africanos o das suas organizações nacionais, os novos czares tornaram-se já nos novos senhores coloniais em Angola, através da utilização das tropas mercenárias cubanas o da agressão sanguinária contra o povo angolano, e procuram infiltrar-se noutros países a pretexto de "ajuda ao movimento do libertação".
Ao dirigirem uma agressão armada, com todas as características das invasões imperialistas tradicionais, contra a integridade territorial e a soberania nacional da República do Zaire, os social-imperialistas soviéticos, com os seus vassalos cubanos o fantoches angolanos à mistura, deram um novo passo cm frente na sua escalada expansionista e de preparação de uma nova guerra mundial imperialista.

1977-03-21 - CONTRA A PORTARIA DO MEIC TODOS À RGA! - ASJ

CONTRA A PORTARIA DO MEIC
TODOS À RGA!

COLEGAS:
Todos nós estamos a par da portaria que o MEIC publicou para as escolas do Ensino Superior. Resumidamente, esta portaria 90/77 e o despacho 3/77 afirmam o seguinte; ACABA A AVALIAÇÃO CONTÍNUA!
Uma circular da procuradoria dos Serviços Sociais da Universidade de Lisboa esclarecia sobre o conteúdo destas medidas do MEIC:
“No dia 26 de Fevereiro e seguintes só serão considerados válidos os exames, ou qualquer aproveitamento escolar, desde que haja a atribuição duma nota numérica correspondente a qualquer dos valores da escala compreendida entre 0 a 20, e desde que essa classificação seja individual e resulte unicamente da decisão dos docentes que venham a intervir directamente nas provas, que devem ser igualmente individuais."
Esta circular refere-se aos termos de conversão do apto e Apto escalonado em notas numéricas para o cálculo das informações finais dos cursos.

1977-03-21 - Juventude Revolucionária Nº 07 - I Serie - UJCR

EDITORIAL 
Libertar Rui Gomes, é lutar contra o fascismo

MANTER VIVO O 25 DE ABRIL
A juventude portuguesa viveu a jornada do 25 de Abril de 1974 com uma intensidade muito grande. Todos nós que percorremos as ruas em manifestações que participámos na "caça" popular aos pides, queríamos acabar, realmente, com o fascismo. Aqueles de nós que em Caxias e Peniche assistiram à libertação dos presos políticos antifascistas, não se esqueceram, decerto, da alegria incontível que se viveu quando começaram a sair os antifascistas presos. Todos se lembram que nesses históricos dias, milhares e milhares de gargantas gritaram, como uma só, o seu ódio à ditadura e o seu amor à liberdade. "Era a determinação dum povo" como houve alguém que disse.
Era realmente a determinação do povo e, continua a ser determinação popular não permitir que o fascismo regresse ao nosso país. É determinação do povo não permitir o avanço do fascismo em nome da "democracia política". É determinação do povo não permitir que se mantenha preso um lutador antifascista, um jovem que foi perseguido pela PIDE e expulso do ensino, no tempo do fascismo.

1977-03-21 - UMA SOLUÇÃO OPERÁRIA PARA A CRISE - FEML




1977-03-21 - UMA SOLUÇÃO OPERÁRIA PARA A CRISE - PCTP/MRPP

GRANDE COMÍCIO
COM A PRESENÇA DO CAMARADA SECRETÁRIO GERAL DO PCTP

UMA SOLUÇÃO OPERÁRIA PARA A CRISE
25 MARÇO/SEXTA/21H/PAV. DESPORTOS

Conhece hoje o nosso País, a mais profunda crise por que passou o capitalismo português após o 25 de Abril, e que tem como consequências imediatas para o Povo, a subida galopante do custo de vida, o aumento substancial do desemprego e o agravamento generaliza do da fome e da miséria para as massas.
Face a esta grave situação, há duas soluções. Uma a solução da burguesia, a solução dos monopólios e dos latifundiários, a solução de fascistas e social fascistas, aquela que prevê, e começou já a decretar o aumento da exploração e da opressão sobre os trabalhadores. A outra, a solução proletária, a solução que assenta na luta contra os interesses e a política do grande capital, contra as medidas, decretos e leis anti operárias e anti populares, na luta contra os inimigos do Povo.

1977-03-21 - GRANDE COMÍCIO - PCTP/MRPP

Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP)

GRANDE COMÍCIO
COM A PRESENÇA DO CAMARADA ARNALDO MATOS SECRETÁRIO GERAL DO P.C.T.P

UMA SOLUÇÃO OPERÁRIA PCTP PARA A CRISE
25 MARÇO/SEXTA/21H/PAV. DESPORTOS

Conhece hoje o nosso Pais, a mais profunda crise por que passou o capitalismo português após o 25 de Abril, e que tem como consequências imediatas para o Povo, a subida galopante do custo de vida, o aumento substancial do desemprego e o agravamento generalizado da fome e da miséria para as massas.
Face a esta grave situação, há duas soluções. Uma, e solução da burguesia, a solução dos monopólios e dos latifundiários, a solução de fascistas e social-fascistas, aquela que prevê, e começou já a decretar o aumento da exploração e da opressão sobre os trabalhadores. A outra, a solução proletária, a solução que assenta na luta contra os interesses e a política do grande capital, contra as medidas, decretos e leis anti-operárias e anti-populares, na luta contra os inimigos do Povo.

segunda-feira, 20 de março de 2017

1972-03-00 - O Comunista Nº 12

ORGANIZEMOS NA LUTA A VANGUARDA DO PROLETARIADO!

“em todas as coisas, nós, comunistas, devemos saber ligar-nos às massas. Será que os membros do Partido poderão tornar-se, úteis seja no que for ao povo chinês se passarem toda a sua existência entre quatro paredes, ao abrigo das tempestades e afastados do mundo? Não, de forma nenhuma. Nós não temos necessidade de tais pessoas como membros do Partido.”
MAO TSE TOUNG
“ORGANIZAI-VOS!”
OBRAS COMPL. TOMO 3 PAG 164

LUTAR EM TODAS AS FRENTES
Assistimos nos últimos anos, à quebra do marasmo da luta popular que caracterizou os meados dos anos 60. A greve da Carris marcou o início de um longo combate que se tem arrastado de uma forma mais ou menos espontaneístas, dada a ausência de organizações capazes de dirigir o processo. Certos movimentos assumiram características inteiramente novas, como por exemplo, as greves de pescadores e as lutas dos estudantes de Coimbra em 69; a combatividade das massas afirma-se progressivamente; período eleitoral e greve da Lisnave em 1969, combates de rua contra a polícia no Barreiro e na Baixa da Banheira em Maio de 1970, manifestações estudantis contra a Guerra Colonial, surto de organização no exército; greves de Norte a Sul, 1º de Maio no Porto, motim popular contra a GNR na Baixa da Banheira, revolta dos operários da Covilhã em 1971, recentemente a greve vitoriosa das operárias da Grundig, etc.

1977-03-20 - SOBRE AS CONVERSAÇÕES COM O PCPml - OCMLP

UNIR OS COMUNISTAS! RECONSTITUIR O PARTIDO!
SOBRE AS CONVERSAÇÕES COM O PCPml

Realizaram-se até agora 3 reuniões de discussão entre delegações dos Comités Centrais da OCMLP e do PCPml.
Na primeira destas reuniões realizada em 17 de Fevereiro, foram discutidas as duas primeiras alíneas do ponto 1 da OT - A história do movimento m-l em Portugal desde 1967/68 - que se referiam às seguintes, questões: a II Conferência do CMLP e a formarão de ”O Comunista". Na discussão destes pontos, a OCMLP expôs as posições sobre estes pontos aprovadas na III Conferencia Nacional (de reorganização), tendo havido acordo entre as duas organizações.
Sobre a II Conferência do CMLP, a Conferência de Reorganização da OCMLP definiu que: "... a linha saída da II Conferência define a prioridade do trabalho comunista sobre o trabalho de frente, e o carácter central da tarefa de reconstrução do Partido; opõe as concepções espontaneístas do Partido a sair das massas, a concepção do Partido a surgir de um solido núcleo de comunistas; define que o Partido se constrói do topo para a base e define o Partido como o "destacamento organizado de vanguarda do proletariado.”