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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

1972-02-29 - SOBRE DOIS ATAQUES AO MAEESL - Movimento Estudantil

AOS ESTUDANTES DO ENSINO SECUNDÁRIO:
SOBRE DOIS ATAQUES AO MAEESL
29-2-72
...Ou Como Pretensos Defensores dos Estudantes Dão a Mão às Autoridades

Comunicado do MAEESL (movimento associativo dos estudantes do ensino secundário de Lisboa)

INTRODUÇÃO
No passado dia 8 de Fevereiro, o deputado Casal Ribeiro fez na Assembleia Nacional uma intervenção sobre o MAEESL, referindo-se particularmente ao jornal de uma das nossas Delegações - o "Acção" do liceu de Cascais.
Nessa intervenção tentava "misturar" o MAEESL com o Partido Comunista, além de afirmar que nós não temos apoio junto dos estudantes e que os nossos comunicados são feitos por "adultos".
Tal é o carácter falso da dita intervenção, que fomos obrigados a esclarecer devidamente, junto de todos os estudantes, o que é o MAE­ESL e o porquê da intervenção do deputado Casal Ribeiro.

1977-02-28 - VIVA A LUTA DO COMÉRCIO - PRT

VIVA A LUTA DO COMÉRCIO

CAMARADAS:
Foi em quinze de Março de 1971, que os caixeiros saíram à rua para lutarem pela semana inglesa. Foi através da mobilização e da nossa disposição para a luta, que conseguimos o direito à semana inglesa. E, hoje, esta conquista conseguida em tempo do fascismo é-nos retirada pelo governo "socialista”.
Camaradas, isto faz parte da política do governo P.S. que cada vez mais cede ao Eanes, P.P.D. e C.D.S. A desvalorização do escudo, o aumento dos preços, a submissão à C.I.P. e à C.A.P. fazem parte dessa política.
A única forma de combater esta política do governo é mobilizando os trabalhadores, e nesse sentido é de saudar esta atitude da Direcção do Sindicato em chagar os trabalhadores para a rua, tal como o fizemos em 13 de Março de 1971. Muitos outros sindicatos deveriam seguir este exemplo para dar mais força à luta dos têxteis, metalúrgicos, químicos e construção civil.

1977-02-28 - O Comunista Nº 32 - II Série - UCRP(ml)

EDITORIAL
QUAL FASCISMO? QUAL REACÇÃO?

Ultimamente têm-se sucedido e multiplicado as declarações contra a «reacção», os apelos para a constituição «urgente» de uma frente contra a «ameaça fascista», contra a «direita anti-democrática»... Este coro tem-se alargado significativamente. Já não é só do partido social-fascista e apêndices o exclusivo do arregimentar de forças contra o fascismo visando a conquista do apoio social e político favorável à instauração da sua própria ditadura terrorista no nosso país. Citado por «O Diário», com o devido destaque, o «New York Times» foi o primeiro a alargar o coro referindo as forças independentes da «extrema-direita» que se reorganizam em Portugal. No Congresso do P«S» no Porto, Mário Soares alertou contra o perigo do golpe fascista em preparação e o PSD, pela voz de Sá Carneiro, alerta contra os perigos da política inconsequente do Governo que poderá conduzir a um golpe fascista que «não advirá de nenhuma das forças políticas que tem atentado contra a democracia» até hoje. O próprio CDS não deixou na última reunião do seu conselho nacional escapar a oportunidade de bater na «reacção» a propósito do surto separatista recentemente verificado nos Açores.

1977-02-28 - ERGUER A ASSOCIAÇÃO - Movimento Estudantil

EDITORIAL

Na sequência duma reunião de alguns estudantes interessados em aproveitar os meios que a Associação pode e deve dispor para os alunos da escola e não tem sido globalmente aproveitados o citado grupo, sabendo embora das dificuldades existentes tais como falta de condições e de experiência nesses assuntos propôs-se lançar periodicamente um boletim que não só mobilize as estudantes para o Movimento Associativa em vista à próxima eleição da Direcção da Associação como também informar e promover actividades que na prática contribuam para erguer a nossa Associação.
A nossa intenção não é fazer algo perfeito. Não temos essas veleidades. O que pretendermos isso sim é criar, através de umas simples folhas de papel, um meio pe­lo qual os estudantes da EEAF possam dizer o que pensam.
À partida contávamos com a nossa resolução firme de não vergar às dificuldades e lançar ombros a árdua mas não impossível tarefa de garantir e recordar da Associação.

1977-02-28 - binómio - III Série - Suplemento - Movimento Estudantil

Porque este atentado?

Integrado numa série de atentados bombistas como "represália" por ainda estarem presos alguns das dezenas de fascistas que em todo o País tem lançado ataques terroristas contra pessoas, organizações políticas e sindicais, um bando provocador colocou na AEIST uma bomba de elevada potência que destruiu parte significativa das instalações da Cantina, serviços administrativos e um número elevado de portas e vidros.
A CANTINA ENCONTRA-SE PARALIZADA POR TEMPO INDETERMINADO.
O facto do rebentamento da bomba somente se ter verificado na 6a feira a noite impede-nos de ter desde já uma previsão exacta da demora no processo de reparação do material danificado do qual salientamos o quadro eléctrico da Cantina, cuja complexidade impede que seja pura e simplesmente substituído e cuja danificação implica a impossibilidade de utilização das câmaras frigoríficas bem como de outras máquinas perfeitamente indispensáveis para o funcionamento da mesma.

1977-02-28 - REUNIÃO SIMPATIZANTES TERÇA -1/3 às 15 horas - FEML

REUNIÃO SIMPATIZANTES TERÇA -1/3 às 15 horas

Concentração no átrio da escola

O.T.
      1 - Congresso da FEM-L
      2 - Criação do núcleo e seu plano de trabalho

CAMARADA:
Vai-se realizar na próxima terça-feira dia 1 de Março, uma reunião de simpatizantes da FEDERAÇÃO dos ESTUDANTES MARXISTAS-LENINISTAS.
Esta reunião vai ter uma grande importância na fundação do núcleo de simpatizantes e no seu trabalho futuro. Depois da machadada dada na corrente liquidacionista e capitulacionista aquando a fundação da célula, a fundação do núcleo de simpatizantes irá dar-lhe mais uma, mas esta tão forte que jamais poderá levantar um único cabelo que seja.
Porque a marcação duma concentração à entrada da escola e não numa sala?
Porque a Comissão de Gestão com base num decreto do MEIC, que não se podem fazer reuniões partidárias dentro da escola, não nos cedeu a sala, mas isto não é uma coisa má mas sim uma coisa boa porque tal comissão que se diz defender a democracia na escola, não mais faz que pactuar com os decretos reaccionários do MEIC, que devido a política que eles defendem não é de admirar. E também é verdade que ela só os cumpre quando os estudantes anti-fascistas e anti-social-fascistas necessitam de fazer qualquer coisa que não corresponde aos interesses da dita comissão. Porque quando se trata de alienar os estudantes com umas palhaçadas de carnaval (proibidas antes) dão-se ao luxo de interromper as aulas. Nós não defendemos este decreto que proíbe as interrupções de aulas, mas quando é para RGAs a dita comissão de Gestão levanta sempre problemas. O que será mais importante para os estudantes a sua alienação ou a defesa dos seus interesses, aqui a dita Comissão mostra mais a sua pura demagogia ao proibir a nossa reunião numa sala fazendo-se passar pela mais fiel cumpridora dos decretos reaccionários do MEIC.
agora um aviso à Comissão de Gestão, nós nunca vergámos nem nunca vergaremos face às ameaças de expulsão porque isso será uma pedra que lhes irá cair sobre a própria cabeça.
Todos à reunião Terça-Feira dia 1 pelas 15 horas onde demonstraremos que não tememos os decretos do MEIC nem as ameaças da Comissão de gestão!
A LUTA É DURA MAS NÓS NÃO VERGAMOS!
CONTRA A ESCOLA-QUARTEL!
MORTE AO FASCISMO E AO SOCIAL-FASCISMO!
VIVA A FEM-L!
VIVA O PCTP!

28/2/77
Célula da FEM-L na PATRÍCIO PRAZERES

1977-02-28 - ADERE AO PCTP/MRPP




1977-02-28 - Luta Popular Nº 527 - PCTP/MRPP

comentário
OS PARTIDOS BURGUESES E A DESVALORIZAÇÃO DO ESCUDO

Como seria de esperar, os diversos partidos burgueses e traidores pronunciaram-se a favor das medidas ditas de austeridade aprovadas no Conselho de Ministros extraordinário de última sexta-feira, particularmente a medida de desvalorização do escudo. Vários dos representantes desses partidos aparentaram um ar de surpresa quando delas tomaram conhecimento — caso do P«C»P e do CDS - afirmando que «iriam estudar» até se pronunciarem sobre tais medidas. Procurem assim escamotear que, se ainda não se expressaram sobre o comunicado final do CM, de sexta-feira, não foi porque o seu conteúdo não tenha merecido a sua prévia aprovação mas simplesmente porque ainda desconhecem qual a parte que, em face dele, lhes cabe no bolo da exploração e da opressão do nosso povo.
Assim, o partido social-fascista somente declarou ter mandado analisar a situação criada, com a desvalorização, por um «grupo de economistas». Mas acaso um partido que defendesse os interesses do povo (o que não sucede com o P«C»P) precisaria da reunir todos os seus «especialistas» (leia-se: toda a série de corruptos e delatores vegetando rias administrações das empresas nacionalizadas, desde os Carlos Carvalhas e Sérgios Ribeiros aos Lindim Ramos), antes de se pronunciar firme e inequivocamente sobre medidas que agravam tão substancialmente a fome e a miséria do povo, acelerando a degradação das suas condições de vida? E acaso o P«C»P, nos sucessivos Governos Provisórios que siderou, não aumentou os preços de uma série de produtos de primeira necessidade e planeou e preparou mesmo a desvalorização do escudo pelos sucessivos défices da balança de pagamentos por que foi responsável dada a sua política de submissão ao social-imperialismo soviético?

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

1972-02-00 - Unidade Popular Nº 011 - PCP(ml)

O GRUPO DO "BOLCHEVISTA“, MESTRE NA PROVOCAÇÃO

Aproveitando-se por um lado da traição do partido revisionista de Álvaro Cunhal, da sua desagregação, da desmoralização dos quadros e das massas, e, por outro lado, das dificuldades que os marxistas-leninistas tiveram que vencer para reorganizar o Partido da classe operaria, a burguesia radical procura impedir que seja a classe operária a dirigir a revolução proletária de cuja inevitabilidade se apercebeu, mas que, como classe exploradora, teme, e cria grupos com que pretende recrutar operários de vanguarda e pôlos ao serviço da sua "revolução" pequeno-burguesa.
Apercebendo-se da atracão das massas pela revolução socialista, vendo o C.M.-L.P. encaminhar-se resolutamente para a reorganização do partido comunista, constatando o fracasso das organizações militaristas como a LUAR e ousa então a reclamar-se do "marxista-leninista" e "reorganizadora do partido comunista".

1977-02-27 - NO 56.° ANIVERSÁRIO do PCP

NO 56.° ANIVERSÁRIO do PCP

À classe operária
Aos trabalhadores
Ao Povo do Norte
1. No próximo dia 6 de Março o PCP comemora 56 anos de vida ao serviço da classe operária, dos trabalhadores, e de todo o povo português.
Os diferentes períodos da história nacional ao longo destes 56 anos, estão profundamente marcados pela acção abnegada dos comunistas em defesa dos interesses dos trabalhadores e em prol da liberdade e da democracia, da independência nacional, da paz e do socialismo.
Forçado a uma severa clandestinidade durante 48 anos, o PCP esteve sempre na primeira linha de combate contra o fascismo e a exploração dos grandes monopólios e latifúndios, unindo infatigavelmente os trabalhadores e as massas populares numa luta que culminou com a conquista das liberdades no dia 25 de Abril.
Nas novas condições do Portugal libertado da ditadura fascista, a luta contra a reacção, a defesa das liberdades, as grandes conquistas revolucionárias (as nacionalizações, a reforma agrária, o controlo operário), a consolidação da democracia, são inseparáveis da actividade incansável do PCP em defesa dos interesses dos trabalhadores e do Povo Português, por uma sociedade autenticamente democrática rumo ao socialismo.

1977-02-00 - Boletim da FAPIR Nº 02

O 25 DE ABRIL CONTINUA A SER SUBVERSIVO

Aquilo que no nosso país se tem passado no campo da cultura, ajuda-nos a compreender melhor o que foi, o que é, o fascismo. Com efeito, e sobretudo para a geração intelectual formada durante a última fase do regime salazarista, nem sempre era fácil distinguir as graduações ideológicas das múltiplas resistências que se lhe opunham. Num tempo em que era, por si só, subversivo falar na liberdade ou cantar o hino nacional, a ingenuidade generosa do humanismo politicamente ignorante ia arrastando — quantos de nós? — para o pântano da unidade de mesa de café, da unidade "nacional-porreirista", como em tempos a definiu tão bem o nosso camarada Sérgio Godinho. A prática da unidade na resistência e o referencial popular — as duas mamelas dos caudais sociais realmente transformadores — eram, de ano para ano, vítimas do mesmo cancro inflacionário que foi esvaziado o escudo e a superestrutura do regime colonial fascista. A dose de mal-estar e de revolta era fornecida pela repressão quotidiana ou mesmo apenas pelo medo delas. A censura casava-se todos os dias com a auto-censura. E, com o café depois do almoço, vinha a dose de "boa consciência”, aquele soporífero que mascara a inquietação pusilâmine dos pequenos burgueses.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

1972-02-00 - Portugal Informação Nº 08 - FPLN

UNIDADE PARA A ACÇÃO
publicado pela comissão central de coordenação da f.p.l.n. em frança

A importância de Portugal
 (UMA PRESA DO IMPERIALISMO)
"PORTUGAL CONSTITUI UMA DAS BASES DA EUROPA E DO OCIDENTE" TRADUZ O "SÉCULO" DE 29/12 DO ANO FINDO, COM ENORME ENTUSIASMO DA REVISTA BELGA "L'EUROPEEN", QUE, NUMA LINGUAGEM NACIONAL FASCISTA, PROSSEGUE A SUA CRÓNICA REVELADORA DO MERCENÁRIO AO SERVIÇO DE UMA CAUSA COMPLETAMENTE CONDENADA PELO MUNDO DEMOCRÁTICO:
"PELA SUA SITUAÇÃO GEOGRÁFICA, PELA SITUAÇÃO DAS SUAS PROVÍNCIAS ULTRAMARINAS E PELA POLÍTICA QUE SEGUE DESDE HÁ ALGUMAS DEZENAS DE ANOS, PORTUGAL TORNOU-SE UM DOS OBJECTIVOS IMPORTANTES DESSA ESTRATÉGIA INTERNACIONAL. COM EFEITO, PORTUGAL ABRANGE UM CONJUNTO DE TERRITÓRIOS CUJA IMPORTÂNCIA É CADA VEZ MAIOR PARA O EQUILÍBRIO DE FORÇAS OCIDENTAIS, SEJA PELA SUA POSIÇÃO GEOGRÁFICA, SEJA SUAS RIQUEZAS DO SOLO E DO SUBSOLO.”

1977-02-26 - NÃO À DESTRUIÇÃO DAS CONQUISTAS DA REVOLUÇÃO! - PS

COORDENADORA NACIONAL das COMISSÕES do TRABALHO SOCIALISTAS

NÃO À DESTRUIÇÃO DAS CONQUISTAS DA REVOLUÇÃO!
SÓ UMA POLÍTICA SOCIALISTA PODE IMPEDI-LO

A Coordenadora Nacional das Comissões do Trabalho Socialistas reuniu-se no dia 26 de Fevereiro, em Lisboa, para analisar os graves problemas da actual situação política, problemas que põem todos os trabalhadores, todos os militantes socialistas diante de uma difícil situação.
O Governo do P.S. acabou de tomar decisões cuja aplicação acarretam consequências duma gravidade extrema para a população trabalhadora portuguesa e para a vida do próprio P.S.
A desvalorização do escudo, que se fará acompanhar de uma subida brutal da esmagadora maioria dos preços dos produtos de consumo, é decidida dias depois da publicação de um decreto que proíbe aumentos salariais de mais de 15%.

1977-02-26 - LEVANTEMO-NOS CONTRA OS DECRETOS SOBRE OS EXAMES NACIONAIS E AS MÉDIAS DE DISPENSA! - FEML

LEVANTEMO-NOS CONTRA OS DECRETOS SOBRE OS EXAMES NACIONAIS E AS MÉDIAS DE DISPENSA!

COLEGAS:
O MEIC tomou mais uma medida anti-democrática com o decreto sobre os exames e as médias de dispensa. O que nos oferecem estes decretos?
Os decretos sobre a média de dispensa e sobre os exames Nacionais são decretos que preparam uma selecção sem precedentes à Juventude Estudantil do Ensino Secundário. É passado o certificado de desemprego aos que não tenham o 14 ou que não passem, cortando-lhes o MEIC toda a possibilidade de entrada na Universidade de prometendo-lhes em troca a corrupção, a droga e o ócio. O decreto que postula os exames Nacionais para o 7º ano (complementares) e algumas disciplinas para o 5º ano (3º ano) prepara reprovações em massa para os estudantes que conseguiram escapar à elevada selecção feita durante o 3º período de aulas, subtraindo-lhes as possibilidades de acesso à Universidade.

1977-02-26 - Luta Popular Nº 526 - PCTP/MRPP

Comentário
O significado de uma medida

Precisamente 48 horas após ter proibido a saída do «Luta Popular» nas oficinas da sua imprensa e de assim desferir novo e cobarde ataque no sentido de procurar silenciar o Órgão Central do nosso Partido Comunista, o Governo dito socialista reúne secretamente de emergência para decretar o mais completo rol de medidas reaccionárias e anti-operárias e anti-populares que o grande capital até agora lhe encomendou.
Como no passado, tínhamos razão! os ataques contra o nosso Partido foram, são e continuarão a ser o prelúdio dos ataques contra a classe operária e o povo. Os novos e vertiginosos aumentos de todos os principais produtos alimentares, a desvalorização do escudo, as «medidas de ordem pública», são medidas de fome, de miséria e de repressão contra os operários, os camponeses e o povo trabalhador, são decretos inteiramente celerados que se destinam a impor, à custa do suor e do sangue do povo, a solução da crise do capital permita a imperialistas e social-imperialistas, aos monopólios e grandes agrários continuar a engordar à custa do povo. Tais medidas vão necessariamente deparar com a indignação, a revolta e a resistência generalizada das massas trabalhadoras. Uma enorme tempestade está prestes a levantar-se. A burguesia e os bobos da corte que empoleirou no Governo sabem de experiência própria que nesta maré alta da revolta popular as massas saberão colocar à cabeça do seu exército não as carpideiras e vendilhões estipendiados do partido do Governo de lacaios, do Governo das falsas promessas, do Governo da mentira, não os revisionistas do partido social-fascista, mestres do partido do Governo em trapaça e traição ao proletariado a soldo do capital — a burguesia sabe que à sua cabeça o operário em luta, o camponês revoltado, o trabalhador explorado, o jovem, o intelectual progressista terá o Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses, terá o seu órgão central, o nosso «Luta Popular», o jornal da verdade. É por isso que ao desejarem silenciar-nos é ao proletariado que ataquem, como mais uma vez a prática o demonstra. É por isso que o cerrar de fileiras em torno do nosso jornal é um acto que respeita à ampla massa dos operários e que se prende umbilicalmente com o destino do seu combate contra a fome, a miséria, o desemprego e as medidas celeradas do Governo. Nenhum operário neste momento de preparação de duras e prolongadas lutas deve nutrir qualquer ilusão: sem a direcção firme do seu Partido Comunista e sem a sua voz própria e autónoma que é o seu órgão central jamais poderá o proletariado isolar e esmagar o revisionismo, resistir vitoriosamente aos decretos da burguesia e impor a solução proletária da crise.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

1972-02-25 - TODOS À MANIFESTAÇÃO ANTI-COLONIAL DO DIA 25 ÀS 18h30 NA PRAÇA DO CHILE - MPAC- CLAC's

  TODOS À MANIFESTAÇÃO ANTI-COLONIAL DO DIA 25 ÀS 18h30 NA PRAÇA DO CHILE

OPERÁRIOS, TRABALHADORES, SOLDADOS, MARINHEIROS, ESTUDANTES, JOVENS E INTELECTUAIS:

CAMARADAS!
A guerra colonial-imperialista que a burguesia portuguesa move há já onze anos nas colónias é uma injusta guerra de rapina colonial, de agressão e de assassínio dos Povos trabalhadores irmãos dessas nações colonizadas, oprimidas e agredidas.
A guerra colonial-imperialista é a condição necessária à burguesia portuguesa para continuar a saquear, a humilhar e oprimir os povos trabalhadores irmãos de Angola Guiné e Moçambique, e para tentar manter-se como classe dominante na relação de forças de classe que opõe a burguesia exploradora e parasita ao povo trabalhador.

1977-02-00 - União e Luta Nº 01 - PC (m-l) P

BOLETIM DOS CTT DO - PARTIDO COMUNISTA (marxista-leninista) PORTUGUÊS – Nº 1 II SÉRIE
Fevereiro de 1977

Fusão/Reestruturação dos CTT/TLP
Em fins de Novembro de 1977 o Ministro dos Transportes e Comunicações fez sair um despacho relativo à fusão CTT/TLP e à reestruturação de ambas as empresas, o qual pretende concretizar um projecto de há vários anos, que consiste no fundo em garantir maior eficácia à gestão e exploração dos serviços das empresas de acordo com a lei do maior lucro e com as necessidades impostas pelo desenvolvimento do capitalismo no nosso país.
Na sequência desse despacho, a Administração de ambas as empresas vem tomando algumas medidas de reestruturação de acordo com um Plano que é desconhecido da maioria esmagadora dos trabalhadores.
Se nos TLP, a respectiva Comissão de Trabalhadores vem procurando alertar os trabalhadores e intervir nesse processo, o mesmo não sucede nos CTT onde tudo se vem passando no segredo dos gabinetes. As únicas informações tornadas públicas são aquelas que a Administração tem entendido dar através da sua “Folha Informativa” que agora se dedicou a publicar regularmente e através da qual quer dar um ar “democrático” à sua actividade e espalhar demagogia com vista ao entendimento pacífico entre explorados e exploradores e a obter a chamada “paz social” com que a burguesia sempre sonhou e a que vem fazendo renovados apelos.

1977-02-25 - Luta Popular Nº 525 - PCTP/MRPP

comentário
EM REDOR DO SENHOR ANTUNES

As declarações do major Melo Antunes à revista espanhola «Cuadernos del dialogo» (ideologicamente conotada com o partido revisionista espanhol), logo que foram transmitidas no dia de ontem pelo matutino oficiai do CDS, «O Dia» desencadearam ao nível da opinião pública diversas movimentações cujo conjunto merece ser examinado com o necessário pormenor.
O conselheiro da Revolução major Melo Antunes teria declarado a tal revista que «o modelo de sociedade proposto pelo Partido Socialista Português, hoje no poder, afasta-se bastante e cada vez mais do modelo contido no programa das Forças Armadas». E não só; teria dito também, em referência aos oficiais social-fascistas implicados no golpe contra-revolucionário do 25 de Novembro, que «a todos nós causa embaraço que alguns conhecidos companheiros militares venham a ser submetidos ao juízo de um órgão não revolucionário, como não são os Conselhos de Disciplina, órgãos sobreviventes de uma hierarquia clássica a que o 25 de Abril pôs fim». E termina esta parte da sua entrevista reivindicando para o CR a capacidade de julgamento definitivo dos golpistas.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

1972-02-00 - Seara Nova Nº 1516

Aqui e Agora
O DESENVOLVIMENTO DE PORTUGAL

Na sessão de 2 de Fevereiro, o deputado Correia da Cunha teve a seguinte intervenção no período antes da ordem do dia da Assembleia Nacional:
Pela adesão de quatro países ao Mercado Comum, fui levado a reflectir, nos últimos dias, sobre o que somos e o que pretendemos vir a ser no concerto das nações. É altura, na realidade, de procurarmos resposta para esta questão crucial: o que é Portugal?
Indaguei, para mim mesmo, porque não estamos em condições de acompanhar outros pequenos países europeus no caminho que há-de conduzir à construção do maior bloco económico do Mundo. E como seria possível, por obra e graça da misericórdia divina, triplicar quase instantaneamente o nosso produto nacional e quintuplicar o nível do nosso investimento. Teríamos um país novo, com uma indústria forte, uma marinha mercante levando a nossa bandeira a todos os pontos do Globo, uma agricultura competitiva, uma população sadia e instruída. É esta a ideia que eu quero fazer do meu país. Alinhei por sectores de actividade e infra-estruturais o que fui levado a saber sobre as suas necessidades. E concluí que a nossa grande riqueza ainda são os homens. Não farei, porém, comentários. Deixo o trabalho à apreciação da crítica de cada um de vós e à reflexão daqueles que estiverem interessados em construir uma pátria que seja simultaneamente mãe e refúgio para todos os portugueses.

1972-02-24 - INFORMAÇÃO - Movimento Estudantil


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1977-02-24 - Improp Nº 23 - III Série - Movimento Estudantil

Avaliação de Conhecimentos:
OS VELHOS MÉTODOS NÃO VOLTARÃO À ESCOLA!

A avaliação de conhecimentos, se sempre tem assumido um papel de grande importância no funcionamento da nossa escola, dada a sua estreita ligação com todos os outros aspectos do processo de ensino e aprendizagem (métodos e conteúdos das aulas, ritmos de matéria, etc.), vem neste momento, com a saída da legislação sobre a matéria, a estar novamente na ordem do dia.
A NOSSA EXPERIÊNCIA NESTE CAMPO
Quando logo a seguir ao 25 de Abril, encetámos as transformações no campo da avaliação de conhecimentos, estas corresponderam a alterações mais profundas no que respeita a conteúdos de matérias, métodos pedagógicos, ritmos de matérias, etc, que tinham por base, uma concepção de ensino diferente da até então aplicada: não um ensino baseado na "sabedoria toda poderosa" dos professores, que do alto da sua cátedra despejavam as suas teorias (por vezes as mais aberrantes) e que os estudantes na sua "humilde ignorância" teriam de acatar, sem discussão, em que só interessava pois, decorá-las; não é um ensino virado para a criação de uma mentalidade competitiva e individualista, através de meios como a ultra-selectividade da avaliação de conhecimentos, a imposição do trabalho individual, etc; mas sim um ensino virado para a compreensão crítica das matérias, que combata o estudo pela competição e pelo tacho, e que ao contrário, incentive o espírito de entreajuda entre os estudantes, de trabalho colectivo, etc.

1977-02-24 - Voz do Povo Nº 136 - UDP

Editorial
O governo usa e abusa da "Requisição civil”

Nas últimas semanas, muitas centenas de milhar de trabalhadores, num total aproximado de cerca de meio milhão, despontaram para a luta pelas suas reivindicações próprias: foram os pescadores e os trabalhadores da Marinha do Comércio; foram os estivadores e os trabalhadores do tráfego portuário; foram os trabalhadores das indústrias têxteis, vestuário e confecções; foram os trabalhadores da Função Pública.
As reivindicações gerais que os mobilizaram para a luta tinham todas em comum dois pontos: defesa de conquistas importantes consagradas nos contratos colectivos de trabalho acordados anteriormente, e reajustamento das condições salariais e outros benefícios complementares que constam dos cadernos reivindicativos aprovados pela negociação pelos sindicatos de cada sector. Tratava-se, como convém sublinhar, de reivindicações predominantemente económicas, orientadas para a defesa de algumas conquistas sociais importantes alcançadas pelas classes trabalhadoras após a revolta libertadora do 25 de Abril, que a política antipopular do Governo PS ameaça liquidar, e esta característica de defesa era o seu denominador comum.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

1972-02-00 - Os Povos das Colónias Vencerão! Nº 01 - CLAC's Vencerão!

    VIVA A GUERRA JUSTA POVOS DAS COLÓNIAS

Operários, trabalhadores, soldados, estudantes,
O povo português está à 45 anos submetido a tirania fascista, privado dos mais elementares direitos políticos, vigiado e torturado pelos assassinos da pide, até mesmo as simples lutas por aumento de salário são brutalmente reprimidas e os elementos mais combativos lançados para a prisão. A besta fascista cai com uma ferocidade desesperada sobre os que procuram organizar as massas para acabar com o capitalismo, causa de todos os males, da miséria e do sofrimento do povo português. Apesar de todo um aparelho de Estado voltado para a repressão, dos milhares de contos gastos com a pide, a PSP, a GNR, a legião, o Exército, a censura os Tribunais, etc., o fascismo acabará irremediavelmente por ser liquidado pelas massas populares. A prova está nas gloriosas lutas que o povo português travou no passado contra o fascismo.

1977-02-23 - O Proletário Vermelho Nº 67-68

EDITORIAL
CACIQUES E PEDINCHÕES

Na «tradição» social que meio século de fascismo consolidou após toda a longa monarquia absolutista, existem alguns «personagens» que, talvez por pudor, os romancistas de usos e costumes pouco desenvolveram. Dois deles habitam ainda hoje os comportamentos e os raciocínios de boa parte, enorme parte do português. Trata-se do cacique e do pedinchão.
SOMOS ASES
Em cada um de nós que aprendemos o alfabeto e as maneiras pela cartilha marcelista da Mocidade, existe uma boa dose de um e outro, desequilibrados para o lado que a condição social e a força económica justificam. Ser lusíada é pois ser igualmente um pouco de cacique e um pouco de pedinchão.
Se a vida corre de feição e os ventos da fortuna afloram os tectos do casebre, lá vai o português à rua, de calça afiambrada e bota de prateleira, se não de chapéu à mazantina e espora a tilintar, ostentar espaventos, franzir o ce­nho à malta de ontem e botar o óbulo na mão do senhor cura. Na curva seguinte da vida porém, quando arriba o tempo das vacas magras e se encurta o olho de azeite no caldo das cebolas, ei-lo a exportular misérias e desditas lamurientas com a mesma desenvoltura dos arrotos de pescada da véspera.

1977-02-00 - PROPOSTA DE REGULAMENTO INTERNO DO I.S.C.T.E. ~Movimento Estudantil

PROPOSTA DE REGULAMENTO INTERNO DO I.S.C.T.E.

Princípios Fundamentais da Gestão Democrática

PORQUE ESTA PROPOSTA DE REGULAMENTO?
Esta proposta de regulamento surge sob o lema — HÁ QUE PRESERVAR E APROFUNDAR A GESTÃO DEMOCRÁTICA NAS ESCOLAS.
É certo que os órgãos da Gestão, seja o Conselho Directivo, seja o Conselho Cientifico ou Pedagógico, são sempre parte do aparelho de Estado s a sua articulação com o MEIC, reflecte sempre as contradições existentes no próprio aparelho de Estado. Mas como paralelamente são eleitos pelo conjunto da escola, ou seja obedecem a princípios democráticos, são susceptíveis de ser controlados pelo conjunto dos estudantes, professores e funcionários, convertendo-se em instrumentos importantes, ainda que com limitações e condicionalismos de transformação democrática da escola. Não são, nem nunca serão os instrumentos fundamentais dessa transformação: pois não podem substituir-se aos órgãos autónomos dos estudantes, como a Associação de Estudantes, Comissões de Curso ou outros que venham a ser criados — mas seria extremamente grave, para o movimento estudantil e popular nas actuais condições de consciência e mobilização, adoptar no Ensino Superior, qualquer das duas posições seguintes (e que têm sido também defendidas no ISCTE):

1977-02-23 - Luta Popular Nº 523 - PCTP/MRPP

Governo proíbe a salda do «Luta Popular» ao «Jornal do Comercio»)
A CLASSE OPERARIA NÃO DOBRA A CERVIZ!

Curiosa atitude esta a de um governo de lacaios pensar que pode tratar o Partido dos operários da mesma forma como a ele o tratam os partidos dos patrões. Estulta pretensão, própria de vendilhões e impotentes sem vergonha, a de supor ser possível fazer vergar os autênticos comunistas de alguma forma, quanto mais com chantagens e ultimatuns económicos sobre o nosso Jornal!
Na passada 2ª feira, directamente do gabinete desse tristemente alegre poetastro reaccionário que o governo da pequena burguesia emputeira em bobo-mor para a «informação» da contra-revolução, veio, finalmente, o que desejávamos ficasse claro.
— O governo confirma as instruções à Administração do «Século»-SNT, para violar grosseiramente o contrato actualmente em vigor com o «Luta Popular», impondo pela feitura do nosso jornal no «Jornal do Comércio» um aumento de 50% no preço (como nos disse o presidente do Conselho de Administração do «J.C.», levam-nos um preço equivalente ao triplo da tiragem do jornal) e o triplicar da prestação semanal actualmente em vigor e também constante do contrato;

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

1977-02-22 - DOCUMENTOS - FEML

Federação dos Estudantes Marxistas - Leninistas
Organização do PCTP/MRPP para a Juventude Comunista Estudantil


I PLENUM DO COMITÉ ESTRELA VERMELHA - RIBEIRO SANTOS
COMITÉ CENTRAL DA FEM-L 22 de FEVEREIRO de 1977

DOCUMENTOS

SAUDAÇÃO
AO CAMARADA ARNALDO MATOS, SECRETÁRIO-GERAL DO PCTP AO COMITÉ CENTRAL DO PCTP
Ao realizar o seu I Plenum, após a magnífica vitória que constituiu o I Congresso Nacional da FEM-L, o Comité Estrela Vermelha - Ribeiro Santos eleito, saúda com o mais vivo entusiasmo revolucionário o C.C. do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses e o nosso querido camarada Arnaldo Matos.

1977-02-22 - AO POVO DA QUINTA DO MORGADO - Comissões de Moradores

AO POVO DA QUINTA DO MORGADO

No passado fim de semana o Povo do nosso bairro levantou-se decididamente contra mais uma injustiça da câmara, que pretende amontoar mais alguns prédios (4) mais algumas pessoas. E isto num local óptimo para a instalação de um parque (infantil), onde as nossas crianças, possam passar os seus tempos livres, sem estarem expostas aos perigos da rua.
A Câmara e a Junta estão contra as decisões do povo e pretendem impor a sua vontade através dos terroristas da PSP e de alguns lacaios infiltrados naquilo que nos devia defender a Comissão de Moradores. Todos eles irmanados na sua luta contra o povo.
A Comissão de Moradores até agora não defendeu no mínimo que fosse os interesses do povo e está contra algumas das iniciativas como por exemplo no caso das caves, em que alguns elementos estão de acordo com a Câmara no pagamento de uma renda, e nem sequer se preocupa em consultar os moradores fazendo tudo nas suas costas, ao ponto de se reunirem à porta fechada e proibirem a entrada de qualquer pessoa que quizesse assistir. Será que estão a tratar dos problemas a favor ou contra os interesses do povo?

1977-02-22 - Bandeira Vermelha Nº 058 - PCP(R)

EDITORIAL
A LUTA DOS TRABALHADORES APONTA PARA O 25 DE ABRIL DO POVO

A crise económica profunda em que se debate o capitalismo em Portugal marca com os seus traços inconfundíveis a situação política do país. Acontece que a crise por que passa o capitalismo em Portugal, apesar dos seus traços particulares, tem raízes na crise geral atravessada pelo capitalismo em todo o mundo e, em especial, na Europa. Portugal não constitui uma ilha em crise — é, pelo contrário, uma gota no mar da crise económica que abala o capitalismo. Este facto torna ainda mais agudas as manifestações da crise no nosso país.
As perspectivas que se abrem na Europa e no mundo são de avanço revolucionário das forças populares e operárias. Todos os compromissos que pretendam, no fundo, fazer passar a crise salvando o capitalismo, salvando os instrumentos do domínio imperialista e salvando a burguesia capitalista, são actos reaccionários que entravam o desenvolvimento das forças revolucionárias e a sua vitória.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

1972-02-00 - O Grito do Povo Nº 02 - OCMLP

EM BRAGA NA GRUNDIG

No dia 7 de Fevereiro, os 1.800 operários e operárias da Grundig entraram em greve que só terminou com o recuo do patrão, três dias depois, dia 10, cedendo aumentos de 75% para as mulheres e de para os homens.
Apesar de desde o dia 9, 200 chuis e guardas cercarem a fábrica e a pide entrar lá dentro, os proletários em luta permaneceram firmes e unidos como um só, preparando-se para enfrentar a polícia. A pide foi corrida depois de um ataque ao delegado do patrão.
Mas isto é só um começo e uma pequena amostra da imensa força do proletariado. Continuemos e intensifiquemos a luta.
O POVO EM LUTA E INVENCÍVEL!
Na Grundig, em Braga, fábrica onde estão 1.800 trabalhadores, dos quais 80% são mulheres, o director Hoffmeister, agente directo do patrão, tentou passar os trabalhadores do sindicato dos metalúrgicos para o dos electricistas, por causa do novo contrato que entrou em vigor em Janeiro e que dava melhores salários.

1977-02-21 - INFORMAÇÃO DO SECRETARIADO DO C.C. ACERCA DO MUP E DAS ACTIVIDADES PARA O 11 DE MARÇO - MES

MOVIMENTO DE ESQUERDA SOCIALISTA
SAR 6/77

INFORMAÇÃO DO SECRETARIADO DO C.C. ACERCA DO MUP E DAS ACTIVIDADES PARA O 11 DE MARÇO

     1. A última reunião da CNUP estava marcada para o dia 26 de Fevereiro, às 20,30 h.
À hora do início da reunião não estavam presentes senão cerca de 1/3 dos elementos que compõem a CNUP. Como o "quórum" necessário para a CNUP reunir e de 2/3 dos seus membros, a reunião não se efectuou.
    2. Estavam    presentes todos os camaradas do nosso Partido à excepção de 2 (camarada Fernando de Sousa e camarada Senhorinha Franco) com motivos justificados. Verificou-se a ausência em bloco dos "independentes" (só estava presente Conceição Moita - do Secretariado da CNUP) e a ausência em massa de elementos da UDP (só estavam 8 elementos da UDP). Luís Moita não se encontrava presente por se ter deslocado (com Vieira Lopes - UDP e o camarada Nuno Teotónio Pereira) às comemorações do I aniversário da independência do Sarah Ocidental.

1977-02-00 - JORNAL DA AEFEUP Nº 02 - Movimento Estudantil

EDITORIAL

Abrindo o primeiro número do que espera ser um jornal a sair regularmente, a Direcção da AEFEUP dedica este editorial ao que considera uma das conquistas fundamentais da escola depois do 25 de Abril - os MÉTODOS PEDAGÓGICOS. De facto, das diversas conquistas alcançadas, não temos dúvidas de que esta é das que mais se reflecte no dia a dia de todos os estudantes, a sua aplicação ou não é um problema do quotidiano de todos nós. A par da prática da democracia nas diversas estruturas que aqui têm funcionado, no MA e na gestão, o exercício de uma nova pedagogia teve um papel preponderante na transformação da Escola numa perspectiva de progresso, sendo gradualmente modificadas as relações docente-discente, criado um ambiente de trabalho diferente.
É assim que ao apreciarmos a situação que hoje se vive em diversos anos e cursos, não podemos deixar de manifestar as nossas apreensões. O fundamental da pedagogia que durante dois anos fomos construindo, a aquisição e avaliação contínua de conhecimentos, vem sofrendo desvios e ataques profundos, de tal modo que nesses anos e cursos, os intensos ritmos de trabalho impostos pela utilização repressiva do trabalho individual formal como factor de avaliação preponderante, a existência de aulas teóricas à moda antiga permitem concluir que o que se pratica aí pouco tem a ver com o espírito dos métodos pedagógicos em vigor. Subalternizando-se a importância do trabalho regular (colectivo) nas aulas, faz-se assim um convite mais ou menos subtil a uma forma de oportunismo pouco referida que constitui o estudo para um teste (frequência) três ou quatro vezes por semestre, a caça a uma nota eventualmente acima do devida, é, em resuma, o retorno ao modo individualista de trabalho, do salve-se quem puder, a algo que se pretende combater pela aplicação desta pedagogia.

1977-02-21 - Luta Popular Nº 522 - PCTP/MRPP

comentário
O «PORTA A PORTA» DO PRIMEIRO MINISTRO

À hora em que, o nosso jornal sai das máquinas já deve ter chegado a Portugal o primeiro-ministro do Governo Constitucional, Mário Soares, sendo que o avião transportador teria, em princípio, de aterrar no aeroporto da Portela às 12.45 horas, segundo as informações oficiais recebidas.
Encerou-se assim a primeira etapa do ciclo de grandes visitas que o primeiro-ministro se propôs efectuar nos principais países da Europa «dos nove», do Mercado Comum Europeu, ciclo esse que culminou no passado sábado quando Soares foi recebido no Vaticano pelo Papa Paulo VI, mas cuja continuação está prevista para dentro de breves semanas com o recomeço do cruzeiro soarista.
Com esta última recepção pretende o primeiro-ministro, certamente em posição de vã expectativa, obter o aval da massa dos trabalhadores católicos para as medidas anti- populares que o Governo diariamente deita cá para fora, do mesmo modo como mostra lançar o apoio desse sector da opinião à política de inteira submissão ao imperialismo europeu posta em prática pelos governantes «socialistas» traduzida no recente pedido de adesão à CEE.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

1977-02-20 - RESOLUÇÃO DA IIIª SESSÃO PLENÁRIA DO C.C. DA O.C.M.L.P. SOBRE O MOVIMENTO COMUNISTA INTERNACIONAL - OCMLP

RESOLUÇÃO DA IIIª SESSÃO PLENÁRIA DO C.C. DA O.C.M.L.P. SOBRE O MOVIMENTO COMUNISTA INTERNACIONAL

A III Sessão Plenária do Comité Central da OCMLP reuniu em 20/2/77 para analisar questões relativas à situação actual no Movimento Comunista Internacional, após a chegada de uma delegação do Comité Central da OCMLP de uma viagem de trabalho, em que foram estabelecidos contactos com Partidos e Organizações irmãs de outros países, tendo aprovado a seguinte resolução:
1 - A OCMLP que, de agora em diante, passará a cumprir o seu dever internacionalista de desempenhar um papel activo a nível do Movimento Comunista Internacional, guiar-se-á nessa sua actividade pelos seguintes princípios: estabelecimento de relações com Partidos e Organizações irmãs de outros países com base nos princípios do Internacionalismo Proletário; preservar na defesa da unidade do MCI; defender activamente os princípios universalmente justos do marxismo-leninismo-pensamento Mao Tsé-Tung contra todas as ideias erradas que se lhe opõem, orientando as suas relações internacionais e a sua propaganda neste sentido.

1977-02-00 - LINHA PROGRAMÁTICA - MIRN

MIRN
MOVIMENTO INDEPENDENTE PARA A RECONSTRUÇÃO NACIONAL
FEVEREIRO DE 1977

MIRN
LINHA PROGRAMÁTICA
   1. Independência nacional no respeito pela História Pátria, compatível com interdependências internacionais, coerentes e fecundas, e apontada ao futuro.
   2. Convergência, coesão e dinamização das forças políticas nacionais democráticas pluralistas, não marxistas e anti-extremistas.
  3. Vigência de um regime político democrático pluralista que concilie a administração central com a descentralização administrativa regional e o interesse geral com os interesses particulares; e que assegure o equilíbrio entre o estatal e o privado e entre o colectivo e o individual.
     4. Vigência de um regime que faculte a cada um igual oportunidade e conceda a cada um o que realmente merece, garantindo a todos o mínimo compatível com a dignidade inerente à condição humana; que respeite e faça respeitar os direitos fundamentais do homem; e no qual o sistema judicial seja independente e oportuno, incida igualmente sobre o Estado e sobre os cidadãos e sirva exclusivamente a verdade e a justiça.

1977-02-00 - PLANO DO COMITÉ LOCAL DO ALTO DO PINA - PCTP/MRPP

Plano e Tarefa Central

PLANO DO COMITÉ LOCAL DO ALTO DO PINA
(FEVEREIRO-MARÇO)

Revelou a todos os nossos camaradas a campanha "FUNDOS DO POVO PARA O JORNAL DA VERDADE" e os próximos 60 dias vão comprovar, as alterações e as novas mudanças em curso e no fim deste ano o nosso PARTIDO terá operado uma profunda transformação política, ideologia e organizativa se o nosso plano político da OFENSIVA for levado com êxito à prática das lutas e da REVOLUÇÃO.
Alguns camaradas dirigentes do nosso sector aprovam de cruz todos os planos, todos os objectivos traçados muitas vezes sem estarem dispostos a levarem esses planos à prática nem lutar até ao fim por alcançar os objectivos fixados, e necessário mudar essa atitude face ao trabalho do PARTIDO, às tarefas do PARTIDO e à vida do PARTIDO.

1977-02-00 - FESTIVAL POPULAR DO 25 DE ABRIL - FAPIR

FESTIVAL POPULAR DO 25 DE ABRIL
PORTO / 77

uma iniciativa da FAPIR aberta à participação de todos os anti-fascistas
reviver lágrimas de alegria
plataforma do festival

O 25 de Abril de 1974 foi urna festa do povo português. Não apenas uma festa-ritual como tantas outras, mas sim uma festa-transformação, em que o povo nas ruas - como sujeito e não como objecto - arrastou à sua frente muitas encenações possíveis de um golpe de Estado. Foi uma explosão de luta e de alegria.
O 25 de Abril de 1974 foi um acto popular de Cultura, com uma força, una clareza e uma criatividade que só vividas por dentro se podem avaliar. Acto de cultura porque, varreu impetuosamente o edifício do fascismo - que é a anti-cultura levada ao extremo. Acto de cultura como assunção de liberdade, directa e imediatamente praticada.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

1972-02-00 - Nº 01 - O Martelo - Com Ope. Estaline

O MARTELO

BOLETIM OPERÁRIO DE INFORMAÇÃO REVOLUCIONARIA DO COMITÉ OPERÁRIO STALINE

Ano Novo, Vida Nova - dizem os nossos patrões, que não fazem mais do que promessas de mundos e fundos para tentarem calar-nos a boca. A "Vida Nova” é só" para eles que têm as suas casas, os seus carros, as suas mulheres, ... E como é que eles têm tudo isso? Todos nós sabemos que os patrões não precisam de trabalhar na fábrica como nós. Eles vão para ver que tal vai a exploração e para "suar” a contar a guita.
Claro que não são eles a lucrar, pois eles pegam nos lucros e dão também "Vida Nova" aos seus lacaios: aos engenheiros, aos advogados, aos chefes da polícia, aos ministros e a outros cães.
Pois a "Vida Nova" podemos nós fazê-la também; lutemos unidos e organizados não contra o nosso patrão mas sim contra todos os patrões, pois seja ele qual for vive sempre à custa dos seus operários.

1977-02-19 - I CONGRESSO NACIONAL DA FEML - FEML


1977-02-19 - Luta Popular Nº 521 - PCTP/MRPP

Declaração Solene de Abertura proferida pelo camarada Danilo Matos

Reforçar o papel dirigente do proletariado sobre o movimento revolucionário dos estudantes

Queridos Camaradas:
Em nome do Comité Central do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses, em nome do seu Departamento da Juventude, e em meu próprio nome tenho a honra de apresentar a todos os delegados, aos membros do nosso Comité Central que muito nos honram com a sua presença, bem como aos nossos convidados e aos trabalhadores da informação, as minhas mais vivas e fraternas saudações comunistas.
O I Congresso Nacional da Federação dos Estudantes Marxistas-Leninistas não poderia iniciar-se, sob pena de negar se a si próprio e de se trair a si mesmo, se neste momento solene não dedicasse as primeiras palavras de alocução de que fui incumbido à evocação da memória e do espírito daqueles que foram os dois primeiros fundadores do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses, os dois primeiros mártires do glorioso Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado e do nosso querido Partido, militantes intrépidos e exemplares da Federação dos Estudantes Marxistas-Leninistas, filhos abnegados do nosso povo e quadros eternamente fiéis ao nosso Partido e à sua linha geral revolucionária proletária — os heróicos camaradas José António Ribeiro Santos e José Alexandrino Gonçalves de Sousa.

1977-02-19 - EMPRESAS INTERVENCIONADAS - Comissões de Trabalhadores

EMPRESAS INTERVENCIONADAS

ENCONTRO NACIONAL DAS COMISSÕES DE TRABALHADORES E DELEGADOS SINDICAIS

SECRETARIADO DAS COMISSÕES DE TRABALHADORES EMPRESAS COM INTERVENÇÃO DO ESTADO
RUA VICTOR CORDON, N.° 1 -2.º - LISBOA   TELEF. 365286/7

INTRODUÇÃO
Realizou-se no dia 19 de Fevereiro de 1977, no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, o Encontro Nacional das CTs e Delegados Sindicais das Empresas Intervencionadas.
O Encontro permitiu, além de um debate profundo e rico sobre as situações vividas nas empresas nos mais diversificados ramos de actividade, uma recolha de dados suficientemente ampla para ir junto dos Órgãos do Poder dialogar sobre este problema de inegável importância para a dinamização da economia nacional, numa perspectiva consagrada na Constituição da República Portuguesa.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

1972-02-18 - Boltim Federativo Nº 01 - CECD - Movimento Estudantil

BOLETIM FEDERATIVO nº l
ÓRGÃO DA REUNIÃO INTER-ASSOCIAÇÕES DE LISBOA

EDITORIAL

A HORA ACTUAL DO MOVIMENTO FEDERATIVO EM LISBOA
O Movimento Associativo (M.A.) dos estudantes de Lisboa tem, na fase actual, as suas formas fundamentais de organização nas estruturas de escola - Associações de Estudantes, Comissão Pró Associação,- no Ensino Superior, Médio e Secundário. No entanto, como Movimento com princípios gerais unitários, adquiridos na história nas suas lutas, ele tem um organismo “coordenador" a nível de Academia - a Reunião Inter-Associações (R.I.A.), onde têm assento as Direcções ou estruturas directivas de todas as escolas de Lisboa.
Como movimento sindical, o M.A., à medida que se vai enraizando cada vez mais nos estudantes e fazendo avançar as suas lutas, e o seu grau de consciência, necessita de assegurar uma condenação global, ao nível de Lisboa, comunico rico meio de canalizar todas as potencialidades e experiência das lutas particulares para o desenvolvimento de acções de nível superior, federativo, através das quais se reforça a todos os níveis.

1972-02-18 - COMUNICADO DA DIRECÇÃO Nº 5 - Movimento Estudantil

COMUNICADO DA DIRECÇÃO  5

ASSOCIAÇÃO DOS ESTUDANTES DA FACULDADE DE MEDICINA
      PORTO, 17 de Fevereiro de 1972

TAMBÉM AQUI…
ESTÁ DISPOSTO A TUDO...
À quase um mês que as instalações da ASSOCIAÇÃO vinham a ser "abertas” (apenas durante um curto período do tempo) diariamente. Com o regresso do director Garret da sua viagem a Moçambique, viemos a saber pelos empregados da Secretaria que não era possível estar mais de dez minutos nas instalações da ASSOCIAÇÃO. Passados alguns dias fomos informados pele chefe da Secretaria que estávamos impedidos de ir às instalações da ASSOCIAÇÃO. Assim, e perante a falta urgente de material de estudo sobretudo, agora com a aproximação de exames semestrais e das frequências e perante o novo facto da demissão do director Garret com a subida para director interino do Prof. Abel Tavares, a Direcção da ASSOCIAÇÃO foi falar, com ele, imediatamente.

1977-02-18 - POR UM SINDICATO DEMOCRÁTICO - Sindicatos


1977-02-18 - Portugal e a CEE - PCP

nota
DA SECÇÃO DE INFORMAÇÃO E PROPAGANDA DO PCP

Portugal e a CEE

1
Acompanhando as iniciativas do Governo do PS no sentido de promover a integração plena de Portugal na Comunidade Económica Europeia, tem vindo a ser desenvolvida uma vasta operação de propaganda que tende a distorcer o verdadeiro significado e reais consequências de tal decisão.
Através de afirmações grandiloquentes, superficiais e, nalguns casos levianas, procura-se convencer a opinião pública de que o futuro de Portugal se decide na chamada "ofensiva diplomática" do Governo e que a integração na CEE seria a solução milagrosa para os problemas económicos e financeiros do País. Ao mesmo tempo, como resultado de inquietantes propensões autoritárias, procura-se insinuar veladamente que seriam inimigos do interesse nacional e da democracia aqueles que criticam tal orientação política e económica.

1977-02-18 - COMUNICADO aos Trabalhadores da «Lisnave» - PCP

COMUNICADO aos Trabalhadores da «Lisnave»

No dia 6 de Fevereiro de 1977, reuniu no Pavilhão da Romeira, a Assembleia de Organização da Célula da Lisnave do Partido Comunista Português, para apresentação do Relatório de Actividade e Eleição do novo Secretariado Geral de Célula.
Nesta reunião estiveram presentes 300 delegados e como convidados largas dezenas de trabalhadores, da Lisnave e de outras empresas, assim como também camaradas das colectividades e das comissões de moradores. A Assembleia contou ainda com a presença do camarada Jaime Serra, da Comissão Política do Comité Central, um camarada da Dors, um camarada da Comissão Concelhia de Almada e os representantes do «Avante», do «O Diário» e do «Diário de Lisboa».
O Secretariado da célula cessante, iniciou a Assembleia apresentando uma tese em que se analisam o trabalho realizado pela Célula: na organização, no trabalho de alianças; nos organismos de coordenação de actividade Unitária nos organismos dos trabalhadores da empresa e do ramo da Indústria Naval; na informação e propaganda e outros sectores respeitantes à vida do Partido.