Translate

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

1972-01-31 - Semana Portuguesa Nº 25

EDITORIAL
UM ANO DE EXISTÊNCIA

Estamos no número 25. No número 24 completamos um ano de existência.
Durante todo este tempo, conseguimos o que muita gente achava impossível. Conseguimos fazer todos os números que nos comprometemos, sem publicidade e praticamente sem assinantes, pois dos 36, a dois tivemos que devolver o dinheiro, porque nos atribuíram a culpa de o correio não lhe entregar o jornal, e a 7 outros, porque achavam que tínhamos que fazer o jornal a seu gosto. Isto era impossível, porque acreditamos que entre as 7.000 pessoas que recebem nosso jornal, uma grande parte desejaria um jornal diferente.
Conseguimos um ano de publicação sem fazer apelos, sem pedirmos donativos, e como colaboração em dinheiro recebemos uma pequena importância de Paris e mais três pequenas importâncias, de três amigos. Claro, que aceitamos toda ajuda que nos vêm, porque não somos ricos, temos que ganhar apesar de doente, nossa manutenção e da família e, o custo do jornal.

1977-01-31 - Informação Militante Nº 29 - MES

INTRODUÇÃO

Após um interregno de quase 4 meses surge de novo a Informação Militante.
Tendo sido entretanto substituído pelo SAR e todos os outros documentos que foram saindo, não deixou contudo de estar prevista a sua saída por várias vezes devido a diversos períodos intensos de trabalho e à desorganização dos serviços ao nível central;
- Congresso dos GDUP
- Eleições para as Autarquias locais
- I CNQ
- Férias de fim de ano
- Início de ano e reorganização do DEC
Apesar do SAR continuar a sair com a regularidade semanal, um exemplar por estrutura, decidiu o C.C. que o "I.M." tinha de recomeçar a sair com a regularidade mensal, um por membro do Partido e nas condições que mais à frente vem anunciadas.
Cumpre-se pois essa decisão neste número quanto ao mês de Janeiro, embora tardiamente pois o "I.M." é feito por uma vasta e irregular equipa de colaboradores (na qual tu te deves incluir) e os trabalhos embora prometidos raramente são entregues a horas.

1977-01-31 - O Comunista Nº 30 - II Série - UCRP(ml)

CONTRA AS MANOBRAS DO SOCIAL-FASCISMO NO CONGRESSO DA INTERSINDICAL

Vai realizar-se esta semana o II Congresso da Intersindical.
A UCRP(m-L) tem de há muito alertado os trabalhadores contra as manobras do social-fascismo no movimento sindical português que visam sob a capa da unicidade, da democracia e da defesa dos interesses dos trabalhadores cavar a divisão no movimento sindical e atrelá-lo à política de traição à classe operária e ao nosso país praticada pelo partido de Cunhal.
Contra as justas aspirações de milhões de trabalhadores portugueses o Congresso que a Intersindical realiza não é o Congresso de todos os sindicatos mas um Congresso de divisão que já se anuncia e de que o Secretariado da Inter é o principal responsável.
Foi sob a capa da unicidade, da democracia e da defesa dos interesses dos trabalhadores que o Secretariado da Inter impôs um regulamento do Congresso e uma Comissão Organizadora (CNOC) dominada pelos caciques social-fascistas, arredando as linhas político-sindicais que se lhes opõem para melhor reinarem no movimento sindical português. Na preparação do Congresso é sob a mesma capa que a CNOC atropela os mais elementares princípios da democracia, contra os interesses e os direitos dos trabalhadores.

1977-01-31 - Luta Popular Nº 504 - PCTP/MRPP

Um documento de importância histórica para o proletariado português
MANIFESTO SINDICAL DA LUTA! UNIDADE! VITÓRIA!

Publicamos hoje, na íntegra, o texto do Manifesto Sindical da linha «Luta! Unidade! Vitória!» apresentado como declaração de voto pelo Sindicato dos Telefonistas de Lisboa e subscrita pelo Sindicato dos Trabalhadores do Comércio e Escritórios do Distrito de Leiria, na votação do Programa de Acção da CNOC durante a sessão do dia 29 de Janeiro de 1977 do Congresso da Intersindical.
Tal Manifesto assume um significado de importância histórica para o proletariado e para o povo trabalhador português que urge divulgar entre as amplas massas, que urge fazer entrar nas fábricas e divulgar entre a massa dos camponeses — um Manifesto que é uma bandeira de combate da classe operária pela sua emancipação, sob a direcção do seu sector, de vanguarda.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

1977-01-00 - INTERCAMBIO DE ARTE INFANTIL - Diversos


1977-01-00 - Solidariedade Nº 2

Salvemos a vida dos 12 antifascistas

Prosseguindo os seus crimes a ditadura militar do Brasil uma das mais sanguinárias da América Latina, assassinou barbaramente 3 revolucionários e antifascistas, Pedro Pomar de 63 anos, Ângelo Arroyo de 48 anos e João Drumond de 34 anos.
Ao mesmo tempo foram presos, na luta travada contra a polícia outros 12 antifascistas, tendo estas prisões sido negadas pela polícia política brasileira. Devido aos protestos no Brasil e em todo o Mundo, a ditadura reconheceu a prisão de 6 dos 12 antifascistas. São eles;
- Aldo Arantes, de 37 anos, advogado, ex-presidente da União Nacional dos Estudantes do Brasil.
- Joaquim Celso de Lima, de 51 anos, motorista.
- Maria Trindade, de 51 anos, doméstica.
- Elsa do Lima Mormerat, de 57 anos, funcionária pública.
- Wladimir Pomar, de 39 anos, jornalista.
- Haroldo Rodrigues Lima, de 36 anos, engenheiro.

1977-01-30 - SEGURANÇA SOCIAL PREVIDÊNCIA - Sindicatos

SEGURANÇA SOCIAL PREVIDÊNCIA

transcrito do
PROGRAMA DE ACÇÃO DA CGTP-INTERSINDICAL NACIONAL
aprovado no congresso de, todos os sindicatos, em 27 a 30 /Janº/77

3.9.1, o OBJECTIVO DA SEGURANÇA SOCIAL é A DEFESA DO NÍVEL DE VIDA DOS HOMENS E MULHERES ATINGIDOS, EM QUALQUER FASE DA SUA VIDA, POR DOENÇA, INVALIDEZ, VELHICE, VIUVEZ, ORFANDADE OU QUAISQUER OUTRAS SITUAÇÕES DE DIMINUIÇÃO DA SUA CAPACIDADE ECONÓMICA, INDEPENDENTEMENTE DE SEREM OU NÃO CONTRIBUINTES DIRECTOS PARA OS SEUS FUNDOS.
Cabe por isso ao Estado, de acordo com a Constituição da República, cobrir os deficits da Segurança Social.
A Previdência diferencia-se nitidamente da Segurança Social, uma vez que abrange unicamente os trabalhadores, que para ela descontam através da poupança retirada, directa ou indirectamente, dos seus salários e ordenados.

1977-01-30 - PROJECTO DE ESTATUTOS - PS

PROJECTO DE ESTATUTOS
PORTO 30 Janeiro 1977

PROJECTO DE ESTATUTOS
I - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 1º
(DOS MEMBROS DO PARTIDO)
São membros do Partido Socialista todos os que, propondo-se lutar pelos objectivos consignados na "Declaração de Princípios" e aceitando o "Programa" e os "Estatutos", como tal se inscrevem e como tal são aceites pelos órgãos competentes do Partido.
Art. 2º
(DA INTERNACIONAL SOCIALISTA)
O Partido Socialista é membro da Internacional Socialista, associação de Partidos Socialistas e Sociais-democratas sem poderes de interferência na definição da linha política própria de cada partido membro.
Art. 3º
(DA AUTONOMIA DO PARTIDO)
Os objectivos e estruturas do Partido Socialista são independentes de qualquer Estado estrangeiro e de qualquer Governo.

1977-01-00 - Seara Nova Nº 1575

EDITORIAL

1 — As eleições para as autarquias constituíram o acto político mais importante do mês que findou. Essas eleições decorreram num período em que, de dia para dia, se agrava a crise económica em que o país se debate: inflação vertiginosa, carência de bens de primeira necessidade, etc... Decorrendo essa crise sob a gestão governativa do Partido Socialista, poder-se-ia supor que as classes intermédias, politicamente mais instáveis e duramente atingidas pela crise, se pudessem deslocar a nível eleitoral, no sentido da direita. Efeito semelhante poderia ter a política governamental de trabalho — contenção dos salários, lei dos despedimentos, etc. — e a demagogia anti-comunista que a acompanha e lhe serve de justificação, ao criar no eleitorado PS, oriundo do sector do trabalho, um desânimo orientado no sentido de buscar uma alternativa à direita.
No entanto, a direita não conseguiu capitalizar o descontentamento perante a política governamental e o desencantamento pela aparente situação de impasse a que chegou a Revolução Portuguesa. A percentagem obtida pelos partidos de direita no seu conjunto não ultrapassou a que tinham obtido nas eleições para a legislativa. Nem sequer se verificou, como se previa, um deslocamento de votos do PPD/PSD para o CDS. O PPD, aparecendo primeiro na cena política do pós-25 de Abril soube criar uma clientela de caciques locais que, noutras circunstâncias, poderão funcionar em benefício do CDS. Mas se a direita não conseguiu ainda capitalizar o descontentamento popular poderá, na sequência da evolução actual, vir a fazê-lo. Parte desse descontentamento já se revela na abstenção que, segundo certos políticos, atingiu «a média europeia». Não nos parece lícita essa transposição, pois os países a que aquela média se refere não tiveram uma revolução há dois anos e meio. Certamente a complexidade desta eleição e a indefinição que paira sobre o que vai ser o poder local terão tido a sua quota-parte na abstenção, uma quota-parte que afectaria de forma semelhante todos os partidos. Mas o peso maior na abstenção cabe certamente ao desânimo do eleitor, impotente, apesar das quatro consultas eleitorais em ano e meio, em agir sobre uma situação que se degrada de dia para dia. Esta abstenção deve ter atingido mais duramente a esquerda, nos seus sectores menos esclarecidos e mais instáveis, mas terá sobretudo atingido uma enorme franja do eleitorado do PS. Perdendo embora votos à esquerda (poucos) e para a abstenção (muitos), o PS viu diminuir muito pouco a sua percentagem, o que, atendendo à conjuntura actual, se pode considerar um bom resultado eleitoral.

domingo, 29 de janeiro de 2017

1972-01-00 - encontro da Rádio Portugal Livre com Álvaro Cunhal - PCP

encontro da Rádio Portugal Livre com Álvaro Cunhal
janeiro 1972

RPL
RADIO PORTUGAL LIVRE

Emissora portuguesa ao serviço do povo, da democracia e da independência nacional.
Transmite diariamente das 8 às 8,30 em 19 metros, das 19 às 20 horas em 19 e 26 metros. A última emissão é transmitida das 0,20 às 0,50 em 26, 32 e 36 metros.
Aos domingos transmite ainda das 13 às 13,30 em 19, 20, 25 e 26 metros.

A RPL recebeu nos seus estúdios o camarada Álvaro Cunhal, secretário geral do Partido Comunista Português. Num ambiente de fraternal camaradagem, teve lugar uma ampla troca de ideias. Uma parte da reunião de trabalho foi dedicada ao esclarecimento de problemas de actualidade, sendo feitas numerosas perguntas ao visitante, que traduziam, em larga medida, questões que a RPL têm sido colocadas pelos seus ouvintes. Nos dias 29 de Janeiro de 1972 e seguintes, a RPL transmitiu, sob a forma de entrevista,a gravação dessa parte do encontro, que a seguir se transcreve.

1972-01-00 - COMUNICADO - Movimento Estudantil

- COMUNICADO -

No próximo dia 29 de Janeiro desloca-se a Barcelos a convite da Câmara Municipal o Orfeão Académico de Coimbra. À primeira vista parece que este facto não merece grande atenção, nem tão pouco o presente comunicado, pois esse organismo viria apenas dar um es­pectáculo musical.
No entanto a realidade e mais complexa e justifica uma breve explicaçao a populaçao de Barcelos.
O que é o Orfeão Académico de Coimbra?
Vamo-nos referir apenas aos acontecimentos dos últimos anos por serem esses os mais expressivos da actual situação desse organismo.
Como é mais ou menos do conhecimento geral, a partir de 1969 intensificou-se a luta estudantil em Portugal (dizemos "mais ou menos” pois foi intensa a actuação das autoridades governamentais para silenciar as justas reivindicações dos e a brutal repressão que sobre eles se tem abatido.
No caso especifico de Coimbra, que agora nos interessa, em 1969, e como resposta a prisão de vários colegas e à grave situaçao existente, decretaram os estudantes, em Assem­bleia Magna, entre várias medidas, luto académico, (As decisões do uma Assembleia Magna vinculam todos os estudantes pois ela, é o órgão machino de decisão da academia, ela é a reunião de todos os estudantes da Universidade de Coimbra.)

1977-01-29 - FESTA POPULAR DE APOIO AO "LUTA POPULAR" DIÁRIO - PCTP/MRPP

FESTA POPULAR DE APOIO AO "LUTA POPULAR" DIÁRIO
sab. dia 29/1/77 às 21h no Salão Festas do VALE FUNDÃO
(junto à escola da câmara) Com a Presença do camarada ARNALDO MATOS

NO prosseguimento da CAMPANHA DIÁRIA DE FUNDOS, que tem vindo a ser feita durante todo o mês de Janeiro, vai realizar-se uma grande FESTA POPULAR de apoio ao JORNAL DA VERDADE, LUTA POPULAR diário, orgão central do PCTP/MRPP.

1977-01-29 - FESTA POPULAR - PCTP/MRPP

FESTA POPULAR
de apoio ao Luta Popular diário
presença do camarada Arnaldo Matos

FUNDOS DO POVO PARA O JORNAL DA VERDADE!

No prosseguimento da CAMPANHA DIÁRIA DE FUNDOS, que tem vindo a ser feita durante todo o mês de Janeiro, vai realizar-se neste dia uma grande FESTA POPULAR de apoio ao JORNAL DA VERDADE, LUTA POPULAR diário, órgão central do P.C.T.P./M.R.P.P..
O Povo deve comparecer em massa a esta realização, pois é uma jornada de luta em torno do jornal de todos os explorados e oprimidos, numa altura em que toda a burguesia no seu conjunto faz ataques serrados ao LUTA POPULAR diário dado que sabe ser, o nosso jornal, um guia político indispensável para as classes exploradas, na luta contra a FOME a MISÉRIA e o DESEMPREGO.
Ao longo de toda a CAMPANHA DIÁRIA tem ficado demonstrado todo o apoio e carinho que as massas populares têm dedicado ao JORNAL DA VERDADE, nome porque é conhecido o nosso LUTA POPULAR, entre a classe e todo o povo, ao longo dos seus seis amos de existência o LUTA POPULAR sempre disse a verdade ao Povo e sempre lhe indicou e indica o caminho certo a percorrer nas suas lutas.

1977-01-29 - Luta Popular Nº 503 - PCTP/MRPP

Comentário
UM REQUERIMENTO ESCLARECEDOR

O senhor conselheiro da revolução Sousa e Castro não deve certamente ter entranhado o facto de ter recebido no seu gabinete mais um requerimento de um inspector da pide que junto dele requer a sua liberdade. A todos esses pedidos respondeu o senhor Sonsa e Castro com a mesma solicitude com que os Judas e outros reactivadores social-fascistas foram, nas costas do povo e contra os seus interesses e a sua vontade, libertando alguns dos piores assassinos e criminosos da pide.
No entanto, este requerimento parte do inspector Pereira de Carvalho, director dos serviços de informação da Pide à altura do 25 de Abril e responsável pela modernização daquela polícia fascista. Parte de um conhecido torcionário e assassino que foi o responsável por toda a espécie de crimes cometidos contra centenas de trabalhadores e contra os verdadeiros comunistas.

sábado, 28 de janeiro de 2017

1972-01-00 - Viva a Revolução Nº 01 - I Série - CREC's

Editorial

As características repressivas do ensino de classe da burguesia estão na base do aparecimento de lutas estudantis. A experiência de luta estudantil, particularmente dos últimos dois anos, mostra-nos que a sua luta é susceptível de atingir níveis elevados de politização e radicalização. Partindo fundamentalmente de uma posição antiautoritária de revolta contra as características repressivas do ensino da classe dominando, o movimento estudantil chega facilmente a posições de luta contra o capitalismo e o fascismo, contra o Estado burguês no que ele tem de agressivo, contra o imperialismo a que esse Estado está indissoluvelmente ligado e contra o colonialismo e a guerra colonial onde as características de injustiça do estado burguês se manifestam mais claramente. Por um lado a progressiva radicalização das lutas dos estudantis, dirigida fundamentalmente contra o ensino de classe e contra a guerra colonial, que provoca necessariamente por parte do governo da burguesia uma escalada repressiva em relação a essa luta, e por outro lado a própria luta contra essa repressão cifram-se num avanço real do movimento estudantil em direcção a conteúdos verdadeiramente revolucionários.

1977-01-28 - OS LOBOS PERDEM OS DENTES MAS NÃO PERDEM OS INTENTOS! - Movimento Estudantil

OS LOBOS PERDEM OS DENTES MAS NÃO PERDEM OS INTENTOS!

VOTA LISTA “E”

Aos estudantes:
Na passada 23 feira, dia 24, a nossa escola foi ensurdecida por um uivar de lobos com pele azul e amarela.
Estes, famintos, como todos os da sua espécie quando saem do seu covil, duma assaltada devoraram tudo o que encontraram pela frente e foram bater à Rua das Mercês, precisamente no sinistro edifício a que uma grande parte da nossa juventude estudantil é obrigada a fazer daquela casa a sua escola. Grande coincidência, porém, encontraram de imediato uma janela aberta, e logo a assaltaram na mira de conseguirem melhores manjares.
Essa janela, na qual se situa a sala nº. 4 onde a turma nº. 20 do 3º ano geral costuma ter as suas aulas. Coincidência, pensamos nós!... nessa mesma turma está um discípulo, que se dá pelo nome de Fernando Jorge, lobo mestre da alcateia, porta voz da famigerada lista "G".

1977-01-28 - Luta Popular Nº 502 - PCTP/MRPP

Comentário
A CONCILIAÇÃO CONTRA UM PROGRAMA

Em discurso proferido no Governo Civil de Faro, no decurso da sua viagem ao Algarve, o Presidente da República general Ramalho Banes apelou à «conciliação entre todos os portugueses», processada «em termos reais, em termos conscientes». Acentuou a «necessidade dos trabalhadores da função pública conciliarem os seus interesses com as possibilidades reais do país», referindo-se ao processo reivindicativo em que estão envolvidos. E manifestou novamente estes pontos de vista à sua passagem em Olhão.
Do nosso ponto de vista, advogar a conciliação entre exploradores e explorados, entre o capital e o trabalho, entre o povo e os seus inimigos, pode ser (e neste caso é-o certamente) uma posição própria da pequena burguesia ou da burguesia nacional esperançada em que a crise irremediável do capitalismo português se possa resolver pacificamente, sem convulsões e principalmente sem transformações revolucionárias profundas na sociedade que abalem pela raiz, o poder dos monopólios e latifundiários, sejam do novo ou do velho tipo. É uma atitude de classe idealista própria de sectores da classe hesitantes que não desejando a contra-revolução temem igualmente a revolução. É uma atitude que neste caso se vira mesmo contra a possibilidade do programa democrático e patriótico que tais camaradas de classe subscrevem poder ser levado à prática.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

1977-01-27 -CONGRESSO DE TODOS OS SINDICATOS


1977-01-27 - Revolução Nº 098 - PRP-BR

EDITORIAL

Este país, Portugal, acaba de ser visitado por duas aves de rapina - o avião americano que trazia no bojo os aviões de caça e o comandante-supremo da NATO, Haig.
As aves negras da rapina imperialista poisam sobre esta terra. Não se pode dizer que o fazem para desfrutar da exploração económica imediata do país. Mas a estratégia imperialista é mais ampla do que um país, a estratégia imperialista é mundial.
Neste momento Portugal interessa-lhes antes de tudo na perspectiva de evitar a Revolução. Na verdade, o perigo de uma revolução, no ponto de vista do imperialismo, difere conforme a situação geopolítica do País. E este país, em situação revolucionária pode ser, como se disse, a faísca da Europa.
Depois, Portugal interessa ao imperialismo não já na defensiva de uma situação revolucionária, mas numa perspectiva ofensiva, como ponto militar estrategicamente importante. Daí que mereça atenções especiais da NATO, como disse o comandante-supremo.

1977-01-27 - INTERVENÇÃO DO PCP SOBRE O AUMENTO DE VENCIMENTOS DOS TRABALHADORES DA FUNÇÃO PÚBLICA LINO LIMA - PCP

OS COMUNISTAS NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

INTERVENÇÃO DO PCP SOBRE O AUMENTO DE VENCIMENTOS DOS TRABALHADORES DA FUNÇÃO PÚBLICA LINO LIMA
GRUPO PARLAMENTAR DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

Sr. Presidente,
Srs. Deputados, Srs. Membros do Governo: Milhares de trabalhadores da função pública vieram, há dias, até aqui para apoiar as direcções dos seus sindicatos no momento em que entregavam ao Presidente desta Assembleia uma petição — subscrita por cerca de 60 000 trabalhadores da Administração Central, Local e Regional — na qual se protesta contra a publicação do Decreto-Lei n.° 923/76, de 31 de Dezembro.
Essa manifestação e essa petição traduziram a repulsa de 300 000 trabalhadores da função pública por um diploma legislativo do Governo que entendem ser gravoso dos seus direitos e dos seus interesses.

1977-01-27 - DECLARAÇÃO - PS

DECLARAÇÃO
(dos militantes do Partido Socialista na Conferência de Imprensa — 27 de Janeiro de 1977)

Tivemos conhecimento pelos jornais da decisão da Comissão Nacional de Conflitos do Partido Socialista.
Nós declaramos não aceitar esta decisão da Comissão Nacional de Conflitos.
Nós, declaramos não aceitar as expulsões, que consideramos arbitrárias, porque são contrárias à vocação do Partido Socialista.
Nós constatamos que o essencial das pretensas acusações que nos são feitas, repousam sobre a base de violações da disciplina partidária.
A disciplina partidária fundamenta-se sobre a base do Programa definido pela instância máxima do Partido — o Congresso.
Nós declaramos que não nos afastámos um único momento do Programa do P.S.
Procuram sancionar-nos e agora expulsar-nos do Partido por termos rompido com a actual orientação política do Partido no Governo.

1977-01-27 - Luta Popular Nº 501 - MRPP

Iniciou-se em Lisboa o Congresso dos Sindicatos
O CONGRESSO É UM CAMPO DE LUTA

Cerca das 10 horas da manhã de hoje e no Pavilhão dos Desportos em Lisboa, teve início o Congresso dos Sindicatos, convocado, preparado e organizado nas costas dos trabalhadores pela Intersindical da traição, através da CNOC colocada à partida sob a direcção e o controlo dos social-fascistas.
Centenas de milhares de trabalhadores foram impedidos de participar e ter voz no Congresso como resultado da política terrorista antidemocrática e de traição da Intersindical/CNOC. Este não é pois, o Congresso de Todos os Sindicatos — e os revisionistas ao quererem-no fazer passar por tal, mais não visam que esconder a cisão latente no movimento sindical, cisão esta que a Intersindical agrava constantemente, e de que os social-fascistas são os primeiros e fundamentais responsáveis.
A presença das direcções e delegados democratas, an­tifascistas e anti-social-fascistas — e sem dúvida que a democracia no Congresso está posta em causa à partida, já que mais não fosse como consequência da ausência de democracia na preparação e organização do mesmo — nomeadamente a presença das direcções sindicais da linha política «Luta, Unidade, Vitória» ainda que minoritária, constitui o garante de que o proletariado revolucionário fará ouvir a sua voz no Congresso representando sem dúvida os interesses e aspirações da classe operária e do povo que trabalha — de que o Congresso é um campo de luta: de luta entre duas classes, de luta dos que defendem a unidade contra os que aprofundam a cisão e a divisão, da revolução contra a reforma.

1977-01-27 - O PCP DEFENDE NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA DIREITOS DOS TRABALHADORES DA FUNÇÃO PÚBLICA - PCP

O PCP DEFENDE NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA DIREITOS DOS TRABALHADORES DA FUNÇÃO PÚBLICA

O Decreto-Lei n.° 923/76 de 31.12.76 estabeleceu aumentos de vencimentos de 15% para os trabalhadores da função pública da Administração Central, Local e Regional. O Governo minoritário PS decretou este aumento com absoluto desrespeito pelos interesses e direitos dos trabalhadores. Na verdade a Constituição, a legislação vigente, compromissos assumidos pelo Governo quando da aprovação do Programa do Governo e reafirmados pelo secretário de Estado da Administração Pública em audiência aos trabalhadores e ainda o anúncio feito pela Secretaria de Estado da Comunicação Social, garantiam aos trabalhadores o legítimo direito de serem ouvidos através das suas organizações sindicais sobre este assunto. Além disso, tendo o custo de vida aumentado mais de 30% desde o último aumento salarial (Maio de 75) não seria um aumento percentual de 15% que poderia conduzir ao melhor critério que defendesse os direitos dos TFP, tradicionalmente desprezados durante o fascismo e reabilitados para a esperança de melhores dias no 25 de Abril.

1977-01-27 - folha CDS Nº 75 - CDS

folha CDS Nº 75
27.1.77

1. FREITAS DO AMARAL, VAI A ESPANHA. EM MADRID ENCONTRO DA UNIÃO EUROPEIA DAS DEMOCRACIAS CRISTÃS. NO dia 1, numa grande manifestação de solidariedade internacional com os defensores, em Espanha, da democracia social cristã, alguns dos mais importantes lideres democráticos da Europa deverão estar presentes em, Madrid. A Equipa Democrata Cristã do Estado Espanhol, na qual avultam nomes como os de Alvarez de Miranda, Buiz-Gimenez, Gil Robles, Anton Canyellas e outros ainda, a alguns meses das eleições no país vizinho, prepara-se, com o voto popular, para encaminhar a Espanha no sentido do progresso, da justiça social, da liberdade e da democracia. Neste importante encontro, Freitas do Amaral e Amaro da Costa representam o CDS e, em nome de todos nós, levarão ao Partido Popular Democrata Cristão, à Esquerda Democrática e à Federação Popular Democrática, a solidariedade de todos os portugueses defensores da Democracia Social Crista.

1977-01-27 - DEBATE E VOTAÇÃO SOBRE O DECRETO-LEI Nº A/76 - Movimento Estudantil



quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

1977-01-00 - O Militante Socialista Nº 06 - PS

APELO
A Todos os Militantes do Partido
Aos Delegados
Ao Congresso Extraordinário

O Executivo da Comissão do Trabalho reuniu-se em 10-1-1977. O Executivo lembra que a primeira Conferência Nacional de núcleos de empresa e militantes de secção, que se reuniu em Lisboa a 4-12-1976, decidiu convocar uma nova Conferência, no prazo aproximado de um mês.
Na sua reunião de 10-1-1977, o Executivo da Comissão de Trabalho adoptou duas propostas que vos comunicamos:
    1) A convocação da segunda Conferência Nacional dos núcleos de empresa e militante de secções, no Domingo, 23 de Janeiro, em Coimbra às 11 horas.
    2) A publicação de um projecto de Apelo ao Congresso Extraordinário do PS, projecto a ser submetido à discussão da segunda Conferência Nacional de núcleos de empresa e militantes de secções.

1977-01-26 - O Proletário Vermelho Nº 64

EDITORIAL
AS INFILTRAÇÕES NO PS
ou o monologo do pastor de votos

Mui recentemente, nas páginas da capoeira que dá por nome «Diário de Lisboa», grasnava um conhecido «pato» (de nome Piteira Santos) que após a infiltração trotsquista conviria talvez ao PS libertar-se da «infiltração social-democrata». A cínica insinuação do «impoluto democrata», que havia de ter criado — se não houvera falido! — com Manuel Alegre os finados «Centros 25 de Abril» logo após o golpe da aludida data, não merece apenas o sorriso amarelo do observador distraído. Vinda, ainda por cima, da capoeira citada, o menos que pode dizer-se é
que «trás água no bico».
A OPERAÇÃO PS
Foi montada pelo PC forças inspiradoras e adventícias a «operação PS» e montada sem deslize. A «operação PS» visa anular o PS como força alternativa a um certo direitismo conservador e dividir o conjunto da burguesia democrática  nacional jogando nas  posições sucessiva.

1977-01-26 - Bandeira Vermelha Nº 054 - PCP(R)

EDITORIAL
CONGRESSO SINDICAL
TRIBUNA DE LUTA E MOBILIZAÇÃO PARA AS MASSAS

O Congresso Sindical que se realiza nos próximos dias, reveste-se de um grande significado para todos os trabalhadores e revolucionários. Nele irá ficar marcada a via que se coloca aos trabalhadores para fortalecer a sua unidade, ou cavar ainda mais a divisão.
Os congressistas cumprirão o seu papel revolucionário de aprovar um programa de acção e luta para todos os trabalhadores, que os mobilize contra a recuperação capitalista e o avanço do fascismo, ou trairão os interesses desses mesmos trabalhadores, aprovando um programa de conciliação e negociação com os patrões e Governo.
O Congresso que agora se realiza não é no entanto apenas de grande importância para os trabalhadores, mas também para a burguesia. Os partidos burgueses, servidores dos imperialismos, jogam neste Congresso os seus interesses de exploradores e opressores, procuram por todas as formas conseguir que ele sirva a uns, para acorrentar os trabalhadores às suas acções reformistas e de submissão ao Governo, a outros para melhor poderem levar à frente o seu projecto de divisão, para melhor poderem explorar e oprimir.

1977-01-26 - Luta Proletária Nº 61

editorial
Que vai decidir o Congresso Sindical?

Paz entre nós, guerra aos senhores – diz o hino dos trabalhadores.
Não é bem isso que se passa no movimento sindical português. No próximo fim de semana, realiza-se o Congresso dos Sindicatos, o IIº Congresso da Intersindical. Durante 3 meses, assistimos a duras discussões nas Assembleias, à recusa de paridade, à votação do Regulamento em reunião de direcções sindicais, à circulação à circulação dos primeiros textos.
Foi uma preparação democrática? Não. O programa de acção do Sindicato das Bordadeiras foi surripiado ou ficou nas gavetas da Intersindical. As emendas apresentadas pelos marxistas-revolucionários em muito sindicatos a nível nacional só circularam pelos cuidados da Comissão Distrital do Porto. As reuniões sindicais só chamaram sectores muito minoritários da classe. As delegações são de direcções sindicais e não dos trabalhadores reunidos nas suas empresas para discutirem como lutar.

1977-01-26 - Luta Popular Nº 500 - PCTP/MRPP

Comentário
O CABAZ DA FOME

Círculos afectos ao Governo Constitucional anunciam como iminente a saída de um Decreto-Lei onde é definida a lista dos bens de consumo constantes do chamado «cabaz de compras nacional» que ultimamente tem andado na boca de toda a espécie de politiqueiros da nossa praça desde os ministros aos outros vendedores de banha da cobra, dirigentes dos principais partidos da burguesia.
Regozijava-se ainda ontem o vespertino oficioso do partido governamental com a existência do dito «cabaz» nos «países mais avançados da Europa» e a «oportunidade» da sua instituição no nosso país ter sido enfim concretizada. E assim convida o povo trabalhador a ajoelhar-se ante a generosidade dos capitalistas que se preparam para lhe conceder tão indispensável como oportuno benefício.
Comecemos por ver quais são no entanto esses «países avançados» perante os quais e seus «cabazes» «A Luta» se prosterna?

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

1972-01-00 - Seara Nova Nº 1515

Aqui e Agora

COMUNICADO DO MOVIMENTO COOPERATIVISTA
As cooperativas signatárias, face à publicação do Decreto-Lei 520/71 de 24 de Novembro de 1971, que pretende limitar o exercício da sua actividade e a escolha do objecto estatutário, consideram necessário chamar a atenção para a gravidade de tal decreto, divulgando a seguinte posição:
1 — Sempre o movimento cooperativo, desde a constituição da 1.ª cooperativa — a dos Pioneiros de Rochdale em 1844, na Inglaterra — e visando o seu ideal de desenvolver o sentido de cooperação entre os homens, se regeu por princípios de inspiração democrática, sistematizados pelo XV Congresso da Aliança Cooperativa Internacional (entidade que reúne as cooperativas de todo o mundo e de que o movimento cooperativo português faz parte), posteriormente aperfeiçoados e hoje fixados nos seguintes:
a) Adesão livre;

1977-01-25 - REUNIÃO DE EX-COLABORADORES E REDACTORES DA REVISTA “FOGO" (ARQUITECTURA) - FOGO

REUNIÃO DE EX-COLABORADORES E REDACTORES DA REVISTA “FOGO" (ARQUITECTURA)

Camaradas:
Vai realizar-se no próximo dia 27 (5ª feira) pelas 21h na sede da Revista "O TEMPO E O MODO" (Rua Francisco Sanches nº 8 r/c-Dº), uma reunião de ex-colaboradores e  redactores da Revista "FOGO" e de alguns amigos convidados, no seguimento da reunião realizada no dia 14, em que foi decidida por unanimidade a suspensão da publicação da nossa revista, e o apoio e colaboração na Revista teórica "O Tempo e o Modo". Esta reunião destina-se a definir os princípios e os objectivos, bem como os métodos, meios e programa para a nossa actividade no ano do 1977, a partir das ideias e conclusões tiradas na reunião do dia 14 já atrás referida.
Para permitir uma discussão mais viva e mais produtiva, que se materializa num avanço real do nosso trabalho o num reforço da nossa organização, expõe-se a seguir uma série de tópicos sobre os quais deverá tratar a nossa reunião, e em relação aos quais os camaradas deverão apresentar propostas e sugestões.

1977-01-25 - Luta Popular Nº 499 - PCTP/MRPP

Desponta um amplo movimento grevista
PESCADORES:
20 MIL EM GREVE
Operárias da «Tavirense» entraram em greve

Quem não teme o mar não teme o patrão! Esta afirmação tem sido por várias vezes provada pelos trabalhadores do mar no decurso de tenazes lutas centra a exploração de que são objecto, contra as duras condições de vida, mostrando durante essas lutas que os trabalhadores do mar são um dos mais aguerridos batalhões do exército dos proletários.
São novamente os trabalhadores do mar e outros operários ligados às actividades do mar que aparecem a encabeçar um amplo movimento grevista que até aqui tem vindo a surgir inarticulado ainda sem uma única direcção, mas que demonstra já ser a antecâmara de gloriosas lutas da classe operária, avançando para um grau mais elevado com uma experiência acumulada, com uma mais completa compreensão de quem são os seus amigos e quem são os seus inimigos.
Mais de 20 000 trabalhadores do mar entraram em greve por todo o país, desde pescadores de arrasto costeiro aos pescadores de alto mar.

1977-01-25 - 10 de Abril - P-AE FMCS - Movimento Estudantil

O QUE SÃO AS SECÇÕES PRÓ-ASSOCIATIVAS?

Quando entramos para a Faculdade o primeiro contacto que temos com a actividade das secções associativas dá-nos uma ideia muito geral, mas é importante percebermos os seus objectivos e funcionamento. Sabemos que existe um Bar onde os preços são mais baratos, sabemos que na Editorial são vendidas folhas sobre a matéria das cadeiras que estudamos, é-nos dado um jornal que fala da escola e de muitos outros problemas, sabemos que há cartazes informativos, filmes, etc.
Tomámos consciência de que existem problemas em diversas cadeiras e que se ninguém dá um passo para os resolver, estes estagnam ou agravam-se. Não bastava pois tomar conhecimento da situação para os solucionar. Constituímos um todo, pelo que os problemas afectam-nos na totalidade e a resposta que é necessário dar tem também de ser colectiva e organizada. É por isso que, para rompermos com a maneira individualista de ‘solucionar’ problemas (o salve-se quem puder), organizámo-nos elegendo uma comissão de Curso, para resolve-los colectivamente.

1977-01-25 - COMUNICADO - Diversos

O G.A.C. não parará com a marcha que iniciou de denúncia e limpeza das Casas do Povo do Distrito de Braga

COMUNICADO

O jornal «O Comércio do Porto» no seu número de 21 do corrente, transcreve passagens de um comunicado da Comissão Distrital da Previdência Rural com o que procura realçar o apoio dado pelo Senhor Governador Civil de Braga ao movimento iniciado pelo nosso grupo de luta, como se isso constituísse um crime.
O GRUPO ANTI-CORRUPÇÃO, atento aos problemas que corroem todas as estruturas sociais e económicas do País, fixou, para já, as suas atenções e acção no alarmante processo da vida e funcionamento das Casas do Povo do Distrito de Braga.
Os desvios, os abusos, as prepotências e toda uma gama de irregularidades de que tomou conhecimento e de que tem provas — provas estas que a imprensa se tem recusado a divulgar— praticadas por muitos dos funcionários das Casas do Povo do nosso distrito, tornou imperativo actividades conducentes a um rápido e salutar saneamento naquelas instituições, e a uma imediata remodelação de todos os serviços concernentes à Previdência Rural.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

1977-01-24 - Unidade Popular Nº 105 - PCP(ml)

Realizou-se o VII Congresso do Partido Comunista
— Aprovados por unanimidade o Informe político e os novos Programa e Estatutos
— Eleito o VII Comité Central e a Comissão Central de Controle

Durante quatro dias, de 15 a 18 de Janeiro, realizou-se, no auditório da Biblioteca Nacional de Lisboa, o VII Congresso do Partido Comunista de Portugal (marxista-leninista). O VII Congresso constituiu um marco muito importante na vida do Partido. Dotou-o de um novo Programa, de novos Estatutos, de novos órgãos dirigentes. Definiu, através do novo Programa e do Informe sobre a Actividade do Comité Central, apresentado pelo camarada Heduíno Gomes (Vilar), a linha política fundamental do PCP(m-l) na actual situação nacional e internacional. Armou o Partido na luta contra o principal inimigo de toda a humanidade, o social-imperialismo russo, contra os seus lacaios e os que lhe fazem o jogo, como os «super-revolucionários», contra os que com eles conciliam. O VII Congresso foi, pois, uma grande vitória histórica do Partido Comunista.

1977-01-24 - Improp Nº 20 - III Série - Movimento Estudantil

O MEIC FORCOU A DEMISSÃO DO CONSELHO DE GESTÃO

O Conselho de Gestão da Faculdade de Ciências foi chamado ao MEIC na passada 6ª feira, dia 21 de Janeiro, por motivo relacionado com a aplicação do decreto de gestão. Em boa verdade, os serviços superiores do MEIC pretendiam falar unicamente com os professores do C. de Gestão, enquanto funcionários públicos (e sujeitos consequentemente ao famigerado "Estatuto da Função Pública"), e o seu objectivo evidente era utilizar os meios coactivos postos à sua disposição para impor não só a aplicação dos pontos do decreto como... a aplicação do seu “espírito"'. . . . O C. de Gestão, mantendo intransigentemente os compromissos assumidos perante a escola, rejeitou a chantagem que lhe foi feita e colocado perante a alternativa de escolha entre transformar-se num representante do MEIC ou continuar como estrutura democrática, foi forçado a apresentar a sua demissão.

1977-01-24 - QUE PRETENDE A DAE COM "ALTERAÇÃO" AOS ESTATUTOS? - FEML

Federação dos Estudantes Marxistas-Leninistas
QUE PRETENDE A DAE COM "ALTERAÇÃO" AOS ESTATUTOS?

A Direcção da A.E. marcou as eleições para Estatutos da Associação de Estudantes.
O que a DAE está a pretender fazer é o que não conseguiu levar a cabo na RGA (que não se realizou, por sua inteira responsabilidade), que é fazer aprovar umas modificações aos actuais Estatutos, com vista a que eles sirvam melhor na actual situação política o seu Partido, o PPD. É isto que a DAE quer fazer depois do falhanço da RGA, que convocada a um sábado e depois da hora a que os poucos estudantes têm aulas, ela visava aprovar a golpe as suas "alterações" aos Estatutos.
A DAE vem agora marcar as votações para as "alterações" dos Estatutos tentando outro golpe, porque não divulgou com a devida antecedência os prazos eleitorais, marcou-as arbitrariamente sem consultar ninguém, o que é profundamente anti-democrático o que vai contra as palavras, e só contra as palavras, que esses senhores têm na boca, e vem apenas marcar "alterações", o que quer dizer que a base fundamental dos Estatutos não lhe interessa que se modifique, interessa-lhe sim que sejam pequenas alterações, mas alterações essas que sirvam, na actual situação de profunda crise política, melhor o seu partido.

1977-01-24 - Luta Popular Nº 498 - PCTP/MRPP

Comentário
QUE AUTONOMIA PARA OS AÇORES?

Na noite do passado dia 20, ocorreram em Ponta Delgada incidentes de envergadura relacionados com o aumento do preço dos combustíveis determinado no último Conselho de Ministros.
Desta forma, um grupo de manifestantes identificados com grupos separatistas tomou a iniciativa de invadir os jardins do Palácio Conceição onde reside o Ministro da República Galvão de Figueiredo. Enquanto entoavam palavras de ordem do sector manifestamente, separatista (como «Açores para os acoreanos» e «Portugueses, vão-se embora»), os ditos elementos apedrejaram as janelas do edifício chegando mesmo a forçar o portão de entrada. Efectivos da PSP e da PE que guardavam o Palácio não intervieram em nenhum momento da concentração.
AS REACÇÕES AOS INCIDENTES
Os acontecimentos, na medida em que envolveram membros do Governo e forças políticas claramente conotadas com o separatismo, suscitaram de imediato numerosas reacções.

1977-01-24 - Moção - GDUP


segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

1972-01-00 - FIM ÀS GUERRAS COLONIAIS! - PCP



1977-01-23 - O Faísca Vermelho Nº 02 - PCP(ml)

FARSA ELEITORAL NOS ELECTRICISTAS DO SUL

Decorreu no passado dia 28 de Dezembro mais uma farsa eleitoral no Sindicato dos Electricistas do Sul, que voltou a colocar na direcção os cunhalistas. Entre eles, ficou de novo o Quintas, conhecido dos sócios pelo refinado golpismo com que infringe as decisões das assembleias gerais.
A farsa eleitoral deveu-se ao facto de todas as listas concorrentes pertencerem à família social-fascista: a lista A, social-fascista com capa «unitária»; a lista B, dos aventureiros do MRPP, que surgiu para lançar a confusão entre os democratas; e a lista C, dos rachados da UDP e do MES, com capa de «esquerda» para enganar os descontentes com o partido de Cunhal.
Como dizia um comunicado do Movimento Democrático do Trabalho (MDT), nenhuma das forças em presença oferece «qualquer alternativa de democratização da vida do Sindicato, de luta contra o terrorismo e o golpismo nas empresas e por uma política sindical ao serviço da independência nacional, da democracia e da melhoria das condições de vida dos trabalhadores». Por isso a única atitude coerente era a da abstenção, como apelava o MDT.

1977-01-00 - Voz Popular de Alvega Nº 03

Está finalmente nas vossas mãos o nº 3 do VOZ POPULAR DE ALVEGA.

Algumas pessoas foram, as que se interrogavam sobre o porquê desta demora pela saída. Apesar de muito modesto no contributo que tem prestado ao povo trabalhador de Alvega, o nosso jornal tornou-se já uma necessidade para aqueles que desejam compreender o dia-a-dia em que vivemos.
Teremos que ser hoje, abertos como nunca, aos nossos leitores. Fazer um jornal das características do nosso, não é tão fácil como se pudesse pensar. Surgimos a público porque queríamos ajudar a ESCLARECER, A UNIR e a CAMINHAR com o povo trabalhador, rumo a uma sociedade nova. Novo, queremos também que seja o nosso modo de informar. Em Alvega para além de nós existe um outro jornal. "A minha terra nata”. Não iremos agora analisar esse jornal. Porem, pensamos que a nossa maneira de tratar as coisas é bem diferente. É só comparar, pese embora estarmos no nº 3. Mas essa maneira nova de informar exige de nós muito esforço. Não queremos fugir a esse esforço!
Mas também não queremos estar orgulhosamente sós! Precisamos cada vez mais da vossa colaboração. Mas que colaboração?

1977-01-23 - OS NEO-REVISIONISTAS DA UCRPm-l PREPARAM A FORMAÇÃO DE UM NOVO PARTIDO AO SERVIÇO DO SOCIAL-IMPERIALISMO SOVIÉTICO - OCMLP

OS NEO-REVISIONISTAS DA UCRPm-l PREPARAM A FORMAÇÃO DE UM NOVO PARTIDO AO SERVIÇO DO SOCIAL-IMPERIALISMO SOVIÉTICO

Declaração da comissão política do comité central da organização comunista marxista-leninista portuguesa
Janeiro de 1977

O OPORTUNISMO DA U.C.R.P.(m-l) SÃO É DE HOJE!
Após toda esta experiência de luta política em que a UCRPml revelou o seu carácter completamente oportunista e se afunda cada vez mais no pântano" revisionista em que decidiu atolar-se, é importante fazer uma análise das suas posições e "ambiguidades" aparentes, no passado recente, em relação à Reorganização da OCMLP, à unificação dos comunistas e à luta contra o social-fascismo. Isto torna-se ainda mais importante devido, ao facto de a UCRPml estar disposta a enveredar pela via da provocação, fazendo um nojento coro com alguns dos chamados "núcleos de marxista-leninistas ex-OCMLP", que mais não são do que a escumalha carteirista e neo-revisionista que sobrou do PCPr, caluniando e mentindo sobre uma série de factos desde a formação do CUP.

1977-01-23 - Resposta a um documento caluniador - PS

PARTIDO SOCIALISTA
Comissão do Trabalho

Resposta a um documento caluniador

DA 2ª CONFERENCIA NACIONAL DE NÚCLEOS DE EMPRESA, DE DIRIGENTES SINDICAIS E DE MILITANTES DE SECÇÕES DO P.S. E DA J.S.

Os militantes do PS e os trabalhadores portugueses tiveram conhecimento de um documento através do qual era dado conhecimento público, através de formas que não podemos aceitar, de divergências políticas internas ao Partido. Porque essas divergências dizem respeito a todo o povo português e porque elas foram expressas num documento que consideramos da caluniador; porque consideramos a via expressa neste documento como uma via perigosa para o PS e para os trabalhadores portugueses, a Conferência Nacional de núcleos e militantes de secções do PS e da JS e dirigentes sindicais socialistas decidiu responder.
Numa situação em que o Partido no Governo concentra todos os problemas da vida nacional, será que é através de métodos de sanção e calunia contra os dirigentes da Comissão de Trabalho e militantes de núcleos de empresa, por divergências sobre a orientação política do Partido Socialista na Governo, orientação nunca discutida e decidida em Congresso, instância máxima de decisão, será que estes métodos permitem debater e ultrapassar os difíceis problemas com que se debatem os trabalhadores e o país?

domingo, 22 de janeiro de 2017

1972-01-00 - MANIFESTO DOS SOLDADOS PORTUGUESES - O Grito do Povo


MANIFESTO DOS SOLDADOS PORTUGUESES

CAMARADAS SOLDADOS:
I. OS TRABALHADORES PORTUGUESES DEVEM SEGUIR O EXEMPLO DOS SEUS IRMÃOS NEGROS DAS COLÓNIAS: LUTAR REVOLUCIONARIAMENTE CONTRA A EXPLORAÇÃO CAPITALISTA:
Antes de virmos para a tropa eramos trabalhadores operários, camponeses ou empregados, Vivíamos explorados pelos patrões, pelos donos das terras, pe­lo Estado; trabalhávamos como cães todo o dia, os patrões engordavam as famílias e a eles com os lucros que roubavam do nosso trabalho, e em troca recebíamos um salário que não nos permitia viver como homens, sustentar a família e poder pôr os filhos a estudar.
Os trabalhadores são uma classe explorada pelos burgueses que vivem e enriquecem à nossa custa.
Quando lutávamos contra a exploração, quando organizávamos greves para aumento de salário, quando vínhamos para a rua no 1º de Maio, que é o dia internacional dos trabalhadores, os burgueses lançavam a polícia, a Pide-DGS, à GNR ou o Exército para cima de nós, prendiam e torturavam os nossos melhores camaradas,devam-nos pancada ou até nos matavam.

1977-01-00 - Folha Política Nº 01 - CRC ml

FOLHA POLÍTICA 1
Janeiro/77

Edição de DEPARTAMENTO DE INFORMAÇÃO, DOCUMENTAÇÃO, AGITAÇÃO E PROPAGANDA (DIDAP) do COMITÉ REVOLUÇÃO COMUNISTA - MARXISTA-LENINISTA

Lutar pelo Partido e defender revolucionariamente o marxismo-leninismo!

1 - A ORGANIZAÇÃO COMUNISTA REFORÇA-SE DEPURANDO-SE
Na longa e dura CAMINHADA  dos comunistas portugueses para o Partido, muitos são os estorvos que a burguesia cria, na tentativa de cercear, adiando, a inevitabilidade histórica de a classe operária possuir o seu instrumento revolucionário de combate para a conquista do poder do estado burguês capitalista, impondo o exercício da sua ditadura do proletariado,
A historia do movimente comunista português disso é prova. Primeiro com a degeneração revisionista no seio do glorioso partido comunista português, ao transformá-lo por dentro (do um partido revolucionário com grande passado de luta) num partido com carácter contra-revolucionário, anti-proletário e  defensor, em cada situação concreta do seu avanço ou recuo , de uma nascente burguesia de tipo novo ou de cedência ou conluio com a burguesia tradicional actualmente no poder. Depois surgem as que pretendiam dar uma alternativa comunista ao já falso PCP. Assim, prematuramente, afastado da unidade dos comunistas, por um lado, e divorciado da classe operaria, por outro, nasce o auto-proclamado PCP(R), cujo aparecimento sem princípios acaba por se manifestar por mais uma traição oportunista ao movimento comunista português!

1977-01-22 - Luta Popular Nº 497 - PCTP/MRPP

AUMENTA PREÇO DA ELECTRICIDADE
• Aumentam também as cartas para o estrangeiro

Depois de ter aumentado o preço da água, do gás, do petróleo, da gasolina, depois de se preparar para permitir o aumento desenfreado das rendas de casa, o governo do Partido dito Socialista levou ontem à prática mais dois pontos do seu programa «ao serviço dos trabalhadores». Em comunicado, extenso, complexo, mas que no entanto não engana o nosso povo, o Ministério da Indústria e Tecnologia, sob a capa da uniformização dos preços das taxas de electricidade, aumenta o preço da energia eléctrica. Um outro comunicado, este da Administração dos CTT, anuncia que a partir do dia 1 de Fevereiro uma carta em formato normalizado e com o peso de 20 gramas que se destine a qualquer país da Europa (à excepção da Espanha) passa e levar um seio de 8$50 — o primeiro aumento dos 30% de agravamento de custo que vão sofrer quer as cartas quer as telecomunicações com os países da Europa. Este aumento para 8$50 é apenas transitório e destina-se a iludir o nosso povo já que em breve as correspondências postais e as telecomunicações com os países da Europa serão de novo aumentadas.