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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

1971-10-31 - Semana Portuguesa Nº 19

EDITORIAL
DEMOCRACIA E DEMOCRATAS

Já chega ate a ser ridículo que tenhamos mais uma vez que afirmar que nosso jornal não é um jornal de partido, de grupo, de comité, de movimentos ou de pessoas ou pessoa.
“Semana Portuguesa” é um jornal da oposição, de toda a oposição. É um jornal a serviço da unidade, da democracia.
Todos, mas todos sem distinção, encontrarão em suas páginas as oportunidades que nunca tiveram em outros jornais de encontrar espaço para difundirem livremente seus pensamentos, seus pontos de vista.
Ninguém aqui é condicionado nem enquadrado, porque, se assim fosse, seríamos mais um fracasso da oposição.
Amigos que nos criticam, porque publicamos colaboração com que não concordam, amigos que se consideram no direito de atacar, mas, quando damos a oportunidade dos atacados se defenderem, como não podia deixar de ser, criticam-nos.

1976-10-31 - Política Operária Nº 017

UM GOVERNO PARA QUE?

Os dados fundamentais da revolução portuguesa, as suas contradições e obstáculos que, para vencer, os militantes e os trabalhadores devem ultrapassar, encontram-se de novo postos claramente na cena política.
Enquanto as medidas tomadas pelo governo constituído pelo PS e pelos militares contra os trabalhadores e as conquistas da revolução se acentuam e se concretizam, indisfarçável, uma nova crise política desenvolve-se nas estruturas do poder.
A resistência que as massas trabalhadoras e a juventude começam a oferecer em torno das suas conquistas contra os ataques brutais de que são alvo, encontra a sua tradução no seio do principal partido operário português, que tem como função no governo fazer recuar os trabalhadores para que a burguesia possa reconstruir o seu Estado contra a revolução. Mas, apesar do recuo do 25 de Novembro, a revolução iniciada a 25 de Abril de 1974 em Portugal permanece presente!

1976-10-00 - Páginas Vermelhas Nº 07 - UCRP(ml)

O PENSAMENTO DE MAO TSÉ-TUNG É IMORTAL!

Este numero do nosso boletim, interno de organização publica-se num momento em que todo o Movimento Comunista Internacional e todos os nossos quadros e militantes sentem, com profundo pesar a morte do um dos seus grandes dirigentes, de um dos mestres do proletariado internacional, que enfileira muito justamente ao lado do Marx, Engels, Lenine e Estaline - o camarada Mao Tsé-tung.
O Comité Central ressaltou já na sessão de homenagem e na reunião plenária as virtudes do grande mestre do proletariado internacional e o nosso dever militante de nos mantermos fieis ao seu pensamento e inspirados no exemplo da sua actividade militante.
O "Páginas Vermelhas" aproveita esta ocasião para publicar um pequeno texto do camarada Mao cujo estudo e discussão tão útil poderá ser aos nossos organismos e camaradas, para que a UCRP(m-l) possa cumprir os seus objectivos de classe proletários e rectificar as deficiências do seu estilo de trabalho.

1976-10-00 - DECISÕES DA III E IV REUNIÕES DA DIRECÇÃO NACIONAL DA U.E.D.P.

AVANÇAR NA LUTA

DECISÕES DA III E IV REUNIÕES DA DIRECÇÃO NACIONAL DA U.E.D.P.

■ TRANSFORMAR OS ERROS EM VITÓRIAS
1 de Agosto de 1976

■  AVANÇAR NA LUTA
LEVANTAR A UNEP E FORJAR OS GDUPs NA LUTA DE MASSAS DOS ESTUDANTES    
18 de Setembro de 1976

Introdução
COMUNICADO DA IV REUNIÃO DA D.N. DA UEDP
Decorreu no passado sábado e domingo, dias 18 e 19 de Setembro de 1976 a IV Reunião Plenária (Ampliada) da Direcção Nacional da UEDP que contou com a participação de alguns elementos da nossa organização vindos de todos os pontos do país.
A Reunião decorreu num espírito de debate franco e unidade revolucionária sendo de realçar a enriquecedora colaboração dos camaradas das diferentes zonas nos diferentes pontos da ordem de trabalhos.

domingo, 30 de outubro de 2016

1976-10-30 - CONFERENCIA DA REFORMA AGRÁRIA


1976-10-30 - Vanguarda do Povo Nº 24 - MRML

ELEIÇÕES PARA AS AUTARQUIAS
UMA LUTA A TRAVAR

O POVO PORTUGUÊS COMEÇA A ESTAR DE CABEÇA A ANDAR A RODA COM TANTAS ELEIÇÕES, E SEM VER NENHUM DOS SEUS PROBLEMAS RESOLVIDOS. AGORA, AI VEM MAIS OUTRO ACTO ELEITORAL QUE, TAL COMO OS ANTERIORES, NÃO VEM RESOLVER NENHUM DOS GRAVES PROBLEMAS QUE AFLIGEM OS TRABALHADORES: NO ENTANTO, TAL COMO NAS OUTRAS VEZES, CONTINUA A SER IMPORTANTE  LUTARMOS PARA QUE OS REACCIONÁRIOS NÃO INVADAM AS AUTARQUIAS LOCAIS, EMBORA SAIBAMOS QUE OS PROGRESSISTAS, SEM REVOLUÇÃO SOCIALISTA E A TOMADA DO PODER PELOS TRABALHADORES, POUCO PODEM FAZER. VENCER OS REACCIONÁRIOS NAS ELEIÇÕES DE DEZEMBRO E UM IMPORTANTE PASSO PARA VENCERMOS A DIREITA QUE NUNCA DEIXOU DE PREPARAR UM GOLFE DE ESTADO, DESDE O 25 DE ABRIL.

1976-10-30 - RELATÓRIO DO SECRETÁRIO-GERAL, MÁRIO SOARES, AO II CONGRESSO NACIONAL DO P.S. NA LEGALIDADE - PS

II CONGRESSO
PARTIDO SOCIALISTA
RELATÓRIO DO SECRETÁRIO-GERAL MÁRIO SOARES

RELATÓRIO DO SECRETÁRIO-GERAL, MÁRIO SOARES, AO II CONGRESSO NACIONAL DO P.S. NA LEGALIDADE

Camaradas,
Desejo iniciar esta intervenção com uma saudação calorosa a todos os delegados presentes, que aqui representam, eleitos democraticamente como foram, as estruturas do nosso Partido, secções e núcleos de base.
É certo que um Partido, na sua globalidade, não pode ser identificado apenas pelas suas estruturas orgânicas.
Representa algo mais: um certo espírito de corpo, uma ideia que vive nos seus eleitores, simpatizantes e amigos e até nos próprios adversários. Mas sem a estrutura militante que aqui representam não há Partido. Por isso é em vós, Delegados, que colectivamente formam o Congresso Nacional, que reside a plena soberania do Partido. A vós cabe, pois, nos termos estatutários, definir a orientação política geral a seguir nos próximos dois anos, rever a nossa constituição interna — ou seja, os estatutos — e, finalmente, eleger aqueles órgãos aos quais incumbe, até ao próximo Congresso de 1978, dirigir e representar o nosso Partido: a Comissão Nacional, o Secretário Geral e a Comissão Nacional de Conflitos.

1976-10-30 - PROPOSTAS PARA A A.G.E. - Movimento Estudantil

     PROPOSTAS PARA A A.G.E.

1. O QUE DEVE SER O ISE?
2. AVALIAÇÃO DE CONHECIMENTOS
3. ESTRUTURAS ORGANIZATIVAS
4. LIGAÇÃO DO ENSINO A REALIDADE

POR UMA ESCOLA DEMOCRÁTICA E POPULAR

PROGRAMA GERAL
1. A escola reflecte o que se passa era toda a sociedade onde se encontra inserida, pelo que os problemas da escola não encontrão explicação nem solução no limitado universo de quatro paredes, que importa, antes do mais, derrubar.
2. Os problemas da escola, são os problemas de uma sociedade capitalista mergulhada numa profunda crise, dependendo a solução dos problemas da escola da solução que adoptará uma das duas classes em luta (a burguesia e o proletariado) para resolver a crise de que enferma toda a sociedade.
3. Sendo que a luta que essas duas classes travam se centra na questão do poder, e sendo esta questão o pólo mais sensível de toda a crise, a escola tem dois caminhos a escolher: servir a manutenção do poder de Estado da burguesia, e portanto enveredar pela resolução da crise em favor desta classe, ou transformar-se numa importante base, dando um importante contributo, para que a classe operária, à cabeça de todo o Povo, possa vencer os derradeiros obstáculos que se levantam na via da tomada do poder.

1976-10-30 - GRANDE REUNIÃO DE QUADROS, ACTIVISTAS E SIMPATIZANTES DO DISTRITO DE LISBOA - FEML

GRANDE REUNIÃO DE QUADROS, ACTIVISTAS E SIMPATIZANTES DO DISTRITO DE LISBOA

CIRCULAR CONVOCATORIA:
  A TODOS OS QUADROS, ACTIVISTAS E SIMPATIZANTES DO DISTRITO DE LISBOA
1 - O Comité da FEM-L do Distrito de Lisboa em sua Reunião Plenária de 30 de Outubro decidiu convocar uma reunião geral de quadros, activistas e simpatizantes do Distrito.
2 - Num momento em que as primeiras escaramuças dum grande movimento revolucionário de massas começam a surgir, há que dotar todos os camaradas das armas necessários, para que no Distrito de Lisboa a nossa Federação possa exercer a hegemonia em todas as frentes de luta e conduza as massas estudantis a alcançar grandes vitórias.
3 - Num momento em que o ministro Cardia decreta uma série de medidas anti-democráticas e anti-estudantis, o caso dos decretos sobre a Gestão, o caso do decreto das faltas e do decreto da proibição da propaganda política nas escolas do Ensino Secundário, a nossa Federação no Distrito de Lisboa não pode ficar impávida a serena, como até aqui tem acontecido.

1976-10-30 - CAMPANHA DE ASSINATURAS - AAP-C

ASSOCIAÇÃO DA AMIZADE PORTUGAL - CHINA
Calçada Ribeiro dos Santos, 37-1° - Lisboa

CAMPANHA DE ASSINATURAS
Revistas Periódicas Chinesas

Caro assinante e amigo da China:
Com as nossas melhores saudações vimos por este meio informá-lo que a(s) sua(s) assinaturas (s) da(s) revista(s) chinesas terminam no próximo mês.
No sentido de renovar essas assinaturas (ou de outras revistas em que tenha interesse), junto enviamos o impresso do pedido de assinatura(s), que fará o favor de nos remeter devidamente preenchidos.
Estamos certos de que a renovação ou a sua nova assinatura, constituirá um importante contributo para o reforço da amizade entre o nosso Povo e o Povo chinês e para o melhor conhecimento da realidade e actualidade chinesa.
Mais informamos que o seu pedido se enquadrará na nova Campanha de Assinaturas das Revistas periódicas chinesas que a Guozi Shudian (distribuidora chinesa) promove de 1 de Novembro do corrente ano, a 31 de Janeiro de 1977, e que agora a nossa Associação leva à prática.

1976-10-30 - Luta Popular Nº 431 - MRPP

Reunião do CR
ALARGADO O ÂMBITO DA AMNISTIA PARA MILITARES
• Aprovado Regimento Interno

No edifício do Estado-Maior General das Forças Armadas reuniu-se ontem o Conselho da Revolução em sessão extraordinária para tratar de «assuntos pendentes». De acordo com o comunicado final chegado de madrugada à nossa Redacção, o CR «designou as suas delegações aos Congressos do PS, PPD/PSD e PCP»; decidiu dar «directivas para o alargamento do âmbito» da amnistia que tinha sido proposta, pelo que, o assunto voltará a ser discutido na reunião plenária daquele órgão do poder». Foi ainda «aprovado o decreto que contém o Regimento Interno do Conselho da Revolução» e uma resolução «relativa às competências para autorização da nomeação de militares para cargos civis». Ainda de acordo com o comunicado, o CR nomeou um oficial superior do Exército para o cargo de director do «Serviço de Estrangeiros» no MAI.

sábado, 29 de outubro de 2016

1976-10-29 - Revolução Nº 087 - PRP-BR

EDITORIAL

O perigo do fascismo avizinha-se. Pelo facto de o dizermos há quem nos chame alarmistas. Mas a verdade é que há sinais evidentes de que a extrema direita prepara um golpe. Os capitães que no Norte apoiam Pires Veloso e fazem reuniões que fogem às estruturas das Forças Armadas o «Grupo dos Oitenta» que na Marinha organiza a extrema direita, os rangers que em Lamego se reforçam, os civis de direita que recebem apoios de vária ordem de determinadas unidades militares. Tudo isso forma a organização que prepara o golpe, tudo isso não é já o espectro do fascismo, mas a sua forma concreta, com detalhes, rostos, números.
E todas as hipóteses de alteração governamental, mesmo as que evocam o perigo da direita, mesmo as que perspectivam a continuação do Governo PS depurado da sua ala esquerda, são apenas manobras do imperialismo no sentido de preencher etapas.
De igual modo as afirmações de força por parte dos «nove» e dos moderados das Forças Armadas podem também ser um pretexto, tal como a 25 de Novembro para combater a esquerda revolucionária. E entretanto, há sinais evidentes de que o reformismo estará disposto a apoiar Eanes, «Nove» e moderados, também tal como a 25 de Novembro utilizando como moeda de troco a sua sobrevivência legal e a ilegalização da esquerda revolucionária. É por isso que Eanes é um «democrata sincero» segundo os reformistas.

1976-10-29 - - NÃO AO AUMENTO DOS TRANSPORTES - GDUP

      - NÃO AO AUMENTO DOS TRANSPORTES
  - TRANSPORTES DIGNOS PARA O POVO TRABALHADOR

O custo de vida tem subido dia a dia.
Os trabalhadores que têm de tirar todos os dias ao seu salário o preço dos transportes, sentem piorar as suas condições de vida.
Os aumentos propostos pelo Governo colocara os preços dos transportes no dobro dos que existiam em Julho de 1975.
As condições de transportes são desumanas.
Os trabalhadores que gastara grande parte da sua vida, de casa para o trabalho e do trabalho para casa, têm que suportar grandes bichas ao sol e à chuva, antes e depois das horas de trabalho.
Os trabalhadores são transportados apinhados como gado em viagens morosas sem quaisquer condições de segurança, conforto e higiene.
Os trabalhadores das empresas de transportes vêm o erro de alguns dos seus camaradas se terem votado contra os utentes aquando dos últimos aumentos (CP) e compreendem porque motivo as empresas de transportes são deficitárias.

1976-10-29 - AO POVO DE ALVALADE! - FEML

AO POVO DE ALVALADE!

AO POVO DE ALVALADE:
A célula da FEM-L do Liceu D. Leonor, decidiu pronunciar-se acerca da situação actual dos vendedores ambulantes no Metro de Alvalade e lá próximos.
Tendo em conta que este é um largo sector do Povo que sente com especial rigor todas as medidas reaccionárias do Estado do capital.
Mas vamos ao assunto. Recentemente a Administração do Metro, editou um papelucho em que resumidamente diz "não se pode vender nada dentro do Metro, porque afecta a passagem das pessoas, e que se não se quiser sair entra a PSP à cacetada em acção", medida esta que afectaria directamente todos os vendedores ambulantes que lá se encontrassem.
Quantos destes vendedores não são chefes de família, que para alimentarem os seus filhos, sem terem possibilidade de arranjar emprego noutras condições (devido também aos cerca de 600.000 desempregados), se vêm obrigados a recorrer a este método de trabalho onde sofrem de toda a falta de condições de trabalho, trabalhando sempre, esteja frio ou calor, esteja chuva ou sol.

1976-10-29 - VIVA A 12ª JORNADA NACIONAL DE FUNDOS - MRPP

CERRAR FILEIRAS EM TORNO DO «LUTA POPULAR» DIÁRIO UNIR-SE ÀS MASSAS, LIQUIDAR OS LIQUIDACIONISTAS E ORGANIZAR O CONGRESSO DE DEZEMBRO

VIVA A 12ª JORNADA NACIONAL DE FUNDOS
TERÇA-FEIRA 2 NOVEMBRO

O agravamento das condições de vida do nosso povo é diariamente sentido por todos aqueles que vivem do seu suor para ganhar o sustento para si e os seus, e isso deve-se, não a dificuldades passageiras do sistema e que se resolvem com algumas medidas, como quer fazer crer a burguesia no seu conjunto, mas sim ao sistema capitalista em si, aos métodos de exploração e opressão que o definem e que, a medida que o capitalismo caminha para o seu fim, se tornam mais violentos e odiosos.
O governo conciliador do Dr. Soares pretende resolver a crise do capitalismo à custa do povo trabalhador, com "medidas de austeridade" para os operários, camponeses e povo, para que a grande burguesia capitalista e latifundiária e a burguesia burocrática de estado possam viver cada vez mais à larga. Por isso, ”em defesa dos trabalhadores" é que hoje há mais um aumento do preço de transportes da ordem dos 25 a 50% e o preço de alguns bens essenciais (café, leite, bebidas, etc.) voltam a subir uma vez mais, no espaço de poucos meses, sendo que a posição geral da imprensa vendida é fazer passar estas medidas como necessárias à tão falada recuperação, que só existe nas cabeças tontas dos governantes, num conluio evidente com o poder constituído como já o fazia antes do 25 de Abril, como o fez nos tempos de Vasco o louco, e o faz agora com o Sr. Soares.

1976-10-29 - Luta Popular Nº 430 - MRPP

Sotttomayor Cardia na RTP
A PREPARAÇÃO DO ATAQUE AO MOVIMENTO ESTUDANTIL
•   Defendido alargamento do «numerus clausus»
• Reafirmado o desemprego de professores

O ministro Sottomayor Cardia falou ao país. Milhares de elementos do povo tiveram oportunidade de ouvir da boca do sumo representante da burguesia para o ensino e a educação as medidas que o governo está a pôr em prática ou visa aplicar nesse campo.
O ataque à organização autónoma dos estudantes e às assembleias de massas, que no ensino preparatório e secundário não estão abrangidas pura e simplesmente no decreto de gestão, e no ensino superior são relegadas para segundo plano; o anunciar de que o numerus clausus, para além de já ser aplicado nas escolas de Medicina e de Medicina Veterinária «tenderá, provavelmente, a transformar-se em princípio mais geral»; a pregação da conciliação de classes, da «tolerância» e da «convivência civilizada»; «dar preferência na colocação de docentes aos que dispõem de habilitações académicas adequadas», desprezando a larga experiência profissional de professores que não estão nessas circunstâncias e, que assim, são atirados para o desemprego é no essencial o conteúdo do discurso do ministro da Educação e Investigação Científica.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

1976-10-28 - O Camponês Vermelho Nº 02 - PCP(ml)

VARRER AS ILUSÕES E ENFRENTAR A REALIDADE

Ainda hoje é frequente ouvir pessoas dizer, desiludidas, «afinal continuamos no capitalismo, afinal estamos na mesma». Essas pessoas, entre as quais camponeses, foram atrás das promessas de Cunhal e outros «vendilhões do socialismo», e verificam que foram enganados. Não podia ser de outro modo.
Mas atenção! Se Cunhal tivesse tomado o poder no 25 de Novembro, apoiado pelos seus lacaios sociais-fascistas da FUR e da UDP, não seria o socialismo que daí resultaria, mas sim uma feroz ditadura social-fascista como a que existe hoje na Rússia, onde os camponeses e operários são cruelmente explorados e oprimidos pela grande burguesia burocrática social-fascista.
Claro que não foi conquistado o socialismo, que só será conseguido quando o PCP(m-l), apoiado pelo povo português, fizer a revolução socialista, mas conquistou-se um bem precioso, que é a democracia. Democracia essa que Cunhal, em nome do socialismo, tem tentado destruir.

1976-10-28 - Bandeira Vermelha Nº 041 - PCP(R)

EDITORIAL
A defesa das liberdades é a luta contra o fascismo

Os objectivos da prisão do general Otelo são claros: tentar fazer vergar a sua férrea vontade de lutar e atacar mais uma vez o Movimento de Unidade Popular que se prepara para disputar aos partidos burgueses a influência sobre o povo nas próximas eleições para as autarquias. O prestígio do general Otelo entre o povo e entre os sectores militares mais progressistas amedronta as forças no poder que, mais uma vez, escolheram a via de submissão às pressões da direita, ansiosa por ver arredado da cena política a figura do general do Povo.
O contraste entre a reacção violenta das autoridades em relação a Otelo e a atitude cúmplice que tomaram a respeito da descoberta de reuniões clandestinas de oficiais do quadro, põe de novo na ordem do dia o problema da defesa das liberdades.
A direita exige, do governo e das autoridades como é óbvio, o máximo de liberdade para desenvolver as suas actividades reaccionárias e faz-se a mais severa acusadora dos «abusos de liberdade» que em seu entender são cometidos pelas forças populares e pelos antifascistas.

1976-10-28 - O DESCALABRO DA «CARTA ABERTA» - PCP

O DESCALABRO DA «CARTA ABERTA»

Dezasseis sindicatos assinaram a "Carta Aberta” e mais 21 aderiram posteriormente. Desses 37 sindicatos saíram 20: 3 desvincularam-se porque, entretanto, se realizaram eleições e mudaram de corpos gerentes; 6 abandonaram por iniciativa própria, devido ao ambiente desfavorável nos respectivos sindicatos; 11 saíram por imposição das assembleias gerais.
Dos restantes 17; 7 decidiram participar no Congresso, embora sem definirem posições relativamente à “Carta Aberta”.
Os 20 acima referidos e mais estes 7 decidiram participar no Congresso de Todos os Sindicatos.
Restam, portanto, 10, dos quais: 1 — a direcção foi destituída e vão realizar-se eleições; 1 — não tem participado nas reuniões da “Carta” em Coimbra e não definiu posição sobre o Congresso; 2 — têm tido grande movimento de massas favorável à participação no Congresso e rejeição da "Carta”, tendo os corpos gerentes abandonado as assembleias gerais antes de as darem por encerradas; 1 — tem tido várias assembleias para discutir a situação, sem que ainda nada fosse deliberado; 5 — não se conhece movimentação.

Avante!
28/10/76

1976-10-28 - folha CDS Nº 63 - CDS

folha CDS Nº 63
28.X.76

1. MANOBRAS. Há manobras que desprestigiam os que as desenvolvem. Têm chegado ao conhecimento da Comissão Nacional de Eleições do CDS, informações de que alguns sociais-democratas, em diversos pontos do Pais, procuram desmobilizar o povo procurando fazer crer que o povo não concorre às eleições. A referida Comissão alerta os militantes e simpatizantes do CDS para factos desta natureza e informa que qualquer dúvida poderá ser esclarecida na sede nacional do CDS, através do telefone 861185.
2. CONTRA O SOCIALISMO DEFENDIDO PELO PS, PSD E PCP O CDS REPRESENTA NAS ELEIÇÕES PARA AS AUTARQUIAS A POSSIBILIDADE QUE OS PORTUGUESES TEM DE, VOTANDO CDS, RECUSAREM O ESTATISMO, A LIMITAÇÃO DAS LIBERDADES E A RUÍNA ECONÓMICA A QUE O SOCIALISMO, QUANDO APLICADO, SEMPRE CONDUZIU TODOS OS PAÍSES.

1976-10-28 - SINDICATO DOS TRABALHADORES DE SEGUROS DO SUL

SINDICATO DOS TRABALHADORES DE SEGUROS DO SUL

POR UM SINDICATO DEMOCRÁTICO!
POR UM SINDICATO
NAS MÃOS DOS TRABALHADORES!
LUTA! UNIDADE! VITÓRIA!

Eleições em 28/10/76

MESA DA ASSEMBLEIA GERAL
Fernando Jorge Rosa Simões
Companhias de Seguros Mundial/Confiança
Maria Helena Soares Fidalgo Antunes Simões
Grupo Segurador M.S.A.
António José Bossa Alves
Companhia de Seguros Império
Maria Inês Ferreira Venâncio
Companhia de Seguros Tagus

DIRECÇÃO
Jorge Augusto Antunes Martins

1976-10-28 - COMUNICADO DA DIRECÇÃO - Movimento Estudantil

ASSOCIAÇÃO DE ESTUDANTES DO LICEU D. DINIS

COMUNICADO DA DIRECÇÃO
Foi distribuído um comunicado no dia 27 que causou certas dúvidas quanto à legitimidade da Direcção da Associação de Estudantes. Nenhum dos sete elementos que constituem a Direcção da Associação de Estudantes apresentou pedidos de demissão. A Direcção Mantém-se nas suas funções e unida no cumprimento do programa aprovado pela maioria dos estudantes do nosso liceu.
A Direcção apela para a unidade de todos os estudantes em torno do seu programa democrático.
Liceu D. Dinis, 28 de Outubro de 1976
A DIRECÇÃO DA AELDD (Gabriel Sadio, Rogério Jacques, Luís Torrão, Gita Fernandes, Luís Seixas, Olga Lopes e José Faria)

COMUNICADO DO CONSELHO FISCAL
O Conselho Fiscal decidiu aceitar o pedido de demissão de Carlos Alvarez.

1976-10-28 - ELEJAMOS DELEGADOS EM TODAS AS TURMAS! - FEML

ELEJAMOS DELEGADOS EM TODAS AS TURMAS!

COLEGAS:
Passados alguns dias sobre o início das aulas, começam a ser cada vez mais volumosos os acontecimentos, que surgiram desde a primeira hora.
Segunda-feira, quando os alunos entraram na escola é-lhes logo "posto à frente”, um fabuloso decreto de faltas, pelo qual os estudantes começaram logo a mostrar a sua indignação, especialmente, quando a coberto de tal folheca reaccionária alguns professores pretendem impor pela força aquilo que a burguesia quer, ou seja, ter nos estudantes uma massa dócil para que ao mínimo sinal de revolta, possa ser rapidamente esmagada.
Falharam redondamente o tiro, melhor ainda rebento-lhes o cartucho na cara.
O mar começou a tornar-se revolto, pequenas vagas iam surgindo aqui e ali.
Não eram poucos os grupos onde os estudantes discutiam a questão das faltas. Cada um expressando à sua maneira, a sua opinião dando bem a entender o seu descontentamento pelas medidas do Cardia. Desde a sátira á indignação tudo se ouvia pelos corredores.

1976-10-28 - Luta Popular Nº 429 - MRPP

Reunião do CR

EM ESTUDO O ALARGAMENTO DA AMNISTIA A MILITARES
• Comissão Constitucional toma posse terça-feira

Esteve durante o dia de ontem reunido no edifício do Estado-Maior General das Forças Armadas o Conselho da Revolução que, no final, e como vem sendo já hábito, emitiu um comunicado em que se abordam algumas decisões que foram tomadas no seu encontro de trabalho semanal.
Dos pontos que foram abordados e que vêm mencionados no comunicado final salientam-se os que dizem respeito à «reestruturação da carreira militar dos sargentos dos três ramos das forças armadas», à «uniformização de procedimentos entre as diversas armas e serviços no que se refere às promoções de oficiais» e à «reestruturação dos serviços de saúde das forças armadas». Foi ainda decidido que «o CR se faria representar por intermédio de delegações nos congressos dos partidos políticos com assento na Assembleia da República, para os quais os seus membros tenham sido convocados».

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

1976-10-27 - O Proletário Vermelho Nº 52

EDITORIAL

VOTO:
PASSAGEM ADMINISTRATIVA
ANO ESCOLAR: terceiro
DISCIPLINA: democracia

Vamos no 3.° ano deste curso de uma disciplina de que muitos dos mais velhos já se esqueceram e a grande maioria dos restantes nunca cursou (cá no país, pelo menos).
Criou-se assim nesta cadeira, entre todos os que a estudam uma relação notável:
— A falta de professores qualificados, demasiados têm querido sê-lo o mais das vezes, apenas para cobrar ao fim do mês o vencimento.
— Com tanto professor, continuaram, por esclarecer as ideias, mau o aproveitamento de todos quantos se dispuseram apenas a ser alunos.
— Numa relação deste tipo, aqui e ali e só de há pouco para cá, houve mestres — poucos — que se resolveram finalmente a aprender e alunos — muitos - que se mostraram úteis a ensinar. E isto é bom. Nada de melhor mesmo quando não produz «notas» de espantar para aqueles velhos do Restelo que ainda acreditam nelas.

1976-10-27 - Unidade Popular Nº 095 - PCP(ml)

revista

O Ministro das Finanças põe termo às comissões de «estudo» inúteis
O Ministro das Finanças, Medina Carreira, tomou medidas contra a incompetência e degradação do aparelho administrativo que se lhe deparou no Ministério.
No comunicado oficial em que se dá conta dessa decisão afirma-se que ao longo dos meses se foram criando «grupos de trabalho» e «comissões de estudo» de que não se conhece o trabalho nem o estudo: «Aconteceu que, a partir de um certo momento, se assistiu a um empolamento e proliferação dessas comissões e grupos, sem que se conheça o trabalho útil produzido e os resultados alcançados.»
Mais à frente diz-se que «se impõe saber quais os grupos existentes, o que fazem e como o fazem.»
Nesta ordem de ideias, Medina Carreira determinou que os grupos apresentassem «os seus planos de trabalho e calendários de realização» até 15 de Outubro: «Os grupos de trabalho e comissões que não derem cumprimento ao despacho referido ficam automaticamente dissolvidos no dia 16 de Outubro.»

1976-10-27 - AOS MORADORES DE FANARES - Comissões de Moradores

AOS MORADORES DE FANARES

COMISSÃO DE MORADORES

1. AULAS NOCTURNAS NO CENTRO DE CULTURA POPULAR DE FANARES -MEM-MARTINS
O Centro de Cultura Popular de Panares - Mem-Martins em colaboração com a comissão de Moradores, pretende abrir este ano cursos intensivos para candidatos aos exames do 1º ciclo dos liceus. Estes cursos funcionarão na escola primária - Sede do centro de cultura popular e da comissão de moradores no largo da estação, nº 7 com horário a partir das 19 horas.
O centro de cultura popular de Fanares apela a todas as pessoas que estejam interessadas em leccionar tais cursos para que entrem em contacto com a comissão de moradores que para o efeito se encontra aberta todos os dias a partir das 21 horas. As inscrições para alunos começarão logo que o número de leccionadores garantam o recomeço das aulas:

1976-10-27 - REUNIÃO DO COMITÉ DO DEPARTAMENTO SINDICAL DO DISTRITO DE LISBOA - MRPP

REUNIÃO DO COMITÉ DO DEPARTAMENTO SINDICAL DO DISTRITO DE LISBOA

Na sua Reunião do dia 27/10/76, o Comité do Departamento Sindical analisou as seguintes questões.
  1. FORMAÇÃO DOS NÚCLEOS, MARXISTAS LENINISTAS E NOMEAÇÃO DOS RESPECTIVOS RESPONSÁVEIS NO COMITÉ.
2. ELEIÇÕES SINDICAIS.
      3. CONGRESSO DOS SINDICATOS.

l. NÚCLEOS MARXISTAS LENINISTAS. Foi decidido avançar se ao imediato com a constituição dos núcleos dos METALÚRGICOS, ELECTRICISTAS, CONSTRUÇÃO CIVIL, TÊXTEIS, GRÁFICOS, QUÍMICOS, RODOVIÁRIOS e HOTELARIA.
Atendendo às características e circunstâncias específicas das lutas que neste momento se travam nestes sectores, apontou-se também a necessidade de dar particular atenção ao trabalho sindical nos CTT, TELEFONISTAS e T.U.L. (Transportes Urbanos de Lisboa), Neste sentido foram tomadas as seguintes medidas:

1976-10-27 - REINTEGRAÇÃO IMEDIATA DOS TRABALHADORES DA C.T. DESPEDIDOS! - MRPP

AOS OPERÁRIOS E TRABALHADORES DAS OGMA

REINTEGRAÇÃO IMEDIATA DOS TRABALHADORES DA C.T. DESPEDIDOS!

CAMARADAS:
Um dos mais pérfidos ataques até agora lançados contra os trabalhadores das OGMA, foi levado à prática através do despedimento colectivo de 15 dos componentes da Comissão de Trabalhadores, medida anunciada por um demagógico comunicado do CEMFA, largamente difundido pelos órgãos de informação.
A dimensão e o carácter reaccionário desta medida anti-operária deve merecer-nos uma análise profunda, dado que ela constitui a destruição pura e simples de um órgão de votado popular, visando ir mais longe ainda e destruir toda a organização autónoma dos trabalhadores.
O despedimento levado a cabo nas OGMA não aparece como coisa isolada, mas insere-se perfeitamente num plano mais vasto que a burguesia exploradora pretende aplicar em todos os Departamentos Militares, no sentido de os transformar em quartéis ao serviço da "operacionalidade" das suas forças armadas.

1976-10-27 - Luta Popular Nº 428 - MRPP

O POVO DEVE LEVANTAR-SE CONTRA O AUMENTO DOS TRANSPORTES

- A partir de 2ª feira, aumento de 25%
- Previsto aumento do preço da carne

A partir da próxima segunda-feira, dia 1 de Novembro, estão previstos aumentos da ordem dos 25% nos transportes públicos, quer ferroviários quer rodoviários.
Tais aumentos decretados pelo Governo da classe dominante vêm somar-se a idênticos, efectuados no início do ano. E justamente o povo já vai perguntando: qual o aumento que se segue? Ao mesmo tempo, os seus salários reais diminuem e novas leis vêm ditar na prática o congelamento da contratação colectiva e portanto, dos salários em variados sectores da economia particularmente a nível do sector monopolista burocrático de Estado.
Ainda ontem, em Conselho de Ministros, foi abordado o problema, da água, não para resolver a questão do abastecimento, mas exactamente para preparar o aumento do seu preço.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

1976-10-26 - ACÇÃO SINDICAL Nº 2 - Base - FUT

ACÇÃO SINDICAL - 2
BOLETIM INFORMATIVO
26.10.76

S.I.S. - SECTOR DE INTERVENÇÃO SINDICAL - BASE FRENTE UNITÁRIA DE TRABALHADORES LISBOA - R. S. Bento, 672 / PORTO - R. Passes Manuel, 209-12 COIMBRA - R. Nova - 42

A INTERFERÊNCIA NORTE AMERICANA NO MOVIMENTO SINDICAL PORTUGUÊS.

A interferência da CIA na cisão do movimento Sindical Unitário de vários países é um facto historicamente comprovado, inclusive por ex-Agentes dessa Agência internacional do crime.
Em França e na Itália, no após-guerra, para a cisão sindical verificada nesses países foi determinante a actuação da CIA que, num e noutro país, actuou em estreita colaboração com a Central Sindical Norte Americana A.F.L.-C.I.O., a mesma que ainda há bem poucos anos dava todo o seu apoio à guerra de extermínio que o Governo do seu país conduzia contra o glorioso e heróico Povo Vietnamita.

1976-10-26 - LIBERDADE PARA OTELO OBREIRO DO 25 DE ABRIL - PCP(R)

LIBERDADE PARA OTELO OBREIRO DO 25 DE ABRIL

AOS OPERÁRIOS E CAMPONESES
AOS ANTIFASCISTAS E DEMOCRATAS A
O POVO TRABALHADOR DE PORTUGAL

1— O povo trabalhador tomou conhecimento com grande indignação da prisão do General Otelo, militar estimado e respeitado por todos os revolucionários, por todos os democratas e patriotas que não esquecem o seu contributo decisivo para a queda do regime fascista.
Os argumentos invocados, a severidade da pena e o local que lhe foi destinado para cumprir, no forte de Caxias, constituem uma autêntica provocação e uma afronta a todo o povo português e em especial aos 800 mil trabalhadores que em Julho último lhe deram o seu voto.
2 — Esta prisão ocorre numa altura em que as forças de direita, legal e clandestinamente desenvolvem esforços conjugados no sentido de pôr em causa os militares democratas do Conselho da Revolução e o próprio Governo do Partido Socialista. Enquanto militares reúnem e contestam o chamado "grupo dos nove" e Pires Veloso desenvolve manobras no mesmo sentido, faz do Hospital Militar do Porto um clube de conspiração política, os dirigentes do PPD e do CDS, auxiliados pela CIP e pela CAP, contestam a Reforma Agrária, exigem a destruição pura e simples das conquistas alcançadas pelos trabalhadores após o 25 de Abril, ao mesmo tempo que apoiam e promovem a heróis os ministros do Governo Soarista que mais se vêm notabilizando pela sua política anti-popular.

1976-10-00 - O Partido Nº 05 - OC(B) de P

QUE VIVA O PENSAMENTO DE MAO TSE-TUNG:

Os comunistas de todo o mundo, os proletários de todos os países, os povos e nações oprimidas e em particular o povo da Republica Popular da China, acabam de perder o seu grande dirigente,o camarada MAO TSÉ-TUNG, eminente continuador de MARX, ENGELS, LENINE, STALINE; o maior filósofo materialista da segunda metade do Século XX.
O camarada MAO TSE-TUNG como aglutinador e personificador da experiência revolucionária do povo das diversas nacionalidades da República Popular da China e da sua vanguarda revolucionária, o Partido Comunista da China, legou aos comunistas de todo o mundo um testamento de enorme responsabilidade; a defesa intransigente dos princípios do marxismo-leninismo-maoismo e a condução da revolução socialista em cada país, a fim de libertar a humanidade da opressão burguesa e da exploração capitalista.
Para os comunistas de Portugal, essa missão passa pela reconstrução do seu Partido e ai, o pensamento e a acção do camarada MAO TSÉ-TUNG e do Partido Comunista da China, são um livro aberto que temos a responsabilidade de saber ler e interpretar, fazendo a ligação do que neles há de universal, a nossa realidade concreta, principalmente no que se refere à reconstrução do Partido Comunista em Portugal.

1976-10-26 - Sottomayor Cardia: UM ANTI-DEMOCRATA CONSEQUENTE!! - Movimento Estudantil

Manifesto

Sottomayor Cardia:
UM ANTI-DEMOCRATA CONSEQUENTE!!

Os decretos da última semana começam a concretizar a política de ensino do MEIC do socialista Cardia.
São os decretos que regulamentam as faltas e o de gestão.
Vejamos os pontos essenciais de cada, um deles.
REGULAMENTAÇÃO DE FALTAS:
1) - Abolição do regime actual de revelação de faltas
2) - Todas as faltas devem ser acompanhadas de justificação
3) - A quantidade de faltas serão consideradas para efeito de avaliação de conhecimentos do aluno.
Isto quer dizer: que nenhum estudante tem o mínimo direito a faltar uma única vez sem necessidade de justificação. E que os seus conhecimentos serão avaliados não por aquilo que o aluno sabe mas sim entrará em consideração da nota o número de faltas.
Aparentemente este despacho pode significar, para um sector de estudantes, a melhor forma de fazer criar melhores condições de estudo nas escolas.

1976-10-26 - Luta Popular Nº 427 - MRPP

Construção Civil da Madeira
INICIADA SEGUNDA  SEMANA DE GREVE
      12000 Operários Sapateiros em 2.° dia de greve

Os 15 mil operários da construção civil da Madeira entraram hoje na sua segunda semana de greve para impor o novo CCT, particularmente os aumentos salariais, o 13.º mês e o mês de férias para todos a cem por cento de subsídio.
Na industria do calçado no distrito de Aveiro, onde se situam as maiores concentrações industriais, como seja S. João da Madeira e Vila da Feira, cerca de 12 mil operários sapateiros de um total de 30 mil que existem no nosso país, realizam hoje o seu segundo dia de greve para impor o novo CCT, que as entidades patronais se têm vindo a recusar a negociar e assinar particularmente porque não querem satisfazer os aumentos salariais exigidos pelos operários e ainda porque pretendem que o novo CCT entre em vigor apenas em Janeiro, exigindo os trabalhadores que a sua entrada em vigor seja a partir de 1 de Setembro.
Em Coimbra e Porto, onde se situam algumas centenas de operários, não houve adesão à greve. Estão ainda por realizar os plenários referentes a Lisboa e Lamego. No distrito de Aveiro particularmente em S. João da Madeira, a greve atingiu uma adesão da casa dos 90 por cento, tendo sido constituídos numerosos piquetes de greve.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

1971-10-00 - Folha Comunista Nº 05 - URML

editorial
ALGUNS ASPECTOS DA LUTA DE CLASSES EM PORTUGAL – 2

No editorial da F.C. nº 3 referimos resumidamente algumas das formas com que o governo de Marcelo Caetano pretende reforçar o domínio dos capitalistas nos sindicatos, a fim de poder orientá-los segundo os interesses actuais do capitalismo português. Através dos exemplos recentes do Sindicato dos Metalúrgicos do Lisboa e do Sindicato dos Caixeiros de Lisboa (a que podemos acrescentar agora o caso dos Sindicatos dos Bancários de Lisboa e Porto) denunciámos os processos repressivos que os capitalistas empregam para desarmar os trabalhadores e melhor os controlarem. Vimos alguns erros graves cometidos por direcções sindicais que, em certos casos (Metalúrgicos) se mantiveram isoladas das massas o que permitiu que a repressão se abatesse mais facilmente sobre as direcções desses sindicatos. Concluíamos que a luta nos sindicatos só será realmente importante quando se inscrever numa estratégia revolucionária do proletariado, acompanhada portanto de outras formas de luta, a nível semi-legal e clandestino, que possam dar origem a amplos movimentos de massas devidamente enquadrados por comités de empresa, por organizações revolucionárias e que só serão levadas as ultimas consequências quando se constituir o Partido do Proletariado (Partido Comunista Marxista-Leninista).

1976-10-00 - A Voz da Revolução Nº 013 - CRC(ml)

EDITORIAL

A VOZ da Revolução faz 2 anos!
Com o presente número completa dois anos de publicação o jornal "A VOZ DA REVOLUÇÃO", órgão central do CRC-ML continuador da organização LUTA COMUNISTA que iniciou a sua actividade política em 1970, em plena época fascista em que a ditadura terrorista da burguesia impunha à classe operária e ao povo a repressão desenfreada e a exploração capitalista mais feroz através das suas polícias, como a PIDE/DGS, que torturava e assassinava os melhores filhos do povo.
Como dizíamos no editorial do nº. l, o objectivo da sua publicação e para que o "A VOZ DA REVOLUÇÃO" viesse a ser um autêntico jornal da classe operaria, uma tribuna viva ao serviço dos interesses fundamentais de todos os explorados, uma alavanca para que as ideias comunistas alastrassem e se reforçassem no seio dos trabalhadores.
O aparecimento deste jornal visava também preencher uma lacuna que existia na imprensa dita revolucionária motivada pelo sectarismo, pelo dogmatismo, pelo degladio entre organizações, de que esses jornais eram porta-vozes e que lançavam a barafunda, a confusão, e a desunião no seio da classe operária e das massas populares as quezílias entre os grupos intelectuais burgueses e as suas rivalidades reaccionárias que no fundo escamoteavam a defesa dos princípios universais do marxismo-leninismo esquecendo a luta de classes e a sua dinâmica própria e a prática revolucionária ligada ao processo político então vivido.

1976-10-25 - O Comunista Nº 25 - II Série - UCRP(ml)

OGMA FIM IMEDIATO À SUSPENSÃO DA CT

Os trabalhadores das O.G.M.A. encontram-se em luta contra as arbitrariedades da direcção militarista, que aplicando o programa do general Ramalho Eanes e baseando-se num decreto fascista de 1931, pretende responsabilizar os trabalhadores da má gestão capitalista da empresa e liquidar as conquistas alcançadas pelos trabalhadores após o 25 de Abril.
Depois da realização de um plenário a direcção suspendeu a Comissão de Trabalhadores baseando-se nos n.º 1 e 4 do Artigo 4.º do RDM.
Contra tais medidas os trabalhadores das O.G.M.A em assembleia de delegados elegeram uma Comissão Executiva no sentido da continuação da organização da luta, e ergueram-se contra tais medidas apesar da presença nas oficinas de uma força de paraquedistas para aí destacados no sentido de atemorizar os trabalhadores.
No dia 19 após a saída dos seus locais de trabalho manifestaram-se gritando palavras de ordem tais como: LEVANTAMENTO IMEDIATO DA SUSPENSÃO DA CT! e ABAIXO O RDM FASCISTA!

1976-10-25 - O FASCISMO INSTALA-SE ÀS CLARAS NA O.G.M.A. - MES

O FASCISMO INSTALA-SE ÀS CLARAS NA O.G.M.A.

A 8 de Outubro os trabalhadores da OGMA foram surpreendidos por directivas impondo o cumprimento do decreto-lei respeitante à regulamentação das ausências ao serviço e às partes de doente.
Este decreto-lei, que vem do tempo do fascismo, já nessa altura não era aplicado rigorosamente em qualquer dos estabelecimentos oficiais por ele abrangido, devido a resistência que os trabalhadores lhe opunham.
Perante esta medida decidiram os trabalhadores da OGMA realizar um plenário a fim de discutir das posições a tomar.
À última da hora, a Direcção resolveu proibi-lo, aproveitando a situação favorável para medir forças com os trabalhadores, utilizando para isso as chefias de secção da sua confiança e ameaçando com a aplicação de medidas repressivas.
Perante a resposta firme dos trabalhadores que compareceram em massa ao plenário, as ameaças passaram das palavras aos actos: os elementos da C.T. são despedido pelo CEMFA - Morais e Silva, são castigados todos, os que comparecente ao plenário assim como os chefes de secção que se recusaram a fazer a sua denúncia pidesca.

1976-10-25 - Luta Popular Nº 426 - MRPP

Construção Civil da Madeira:
COMPLETA UMA SEMANA DE GREVE
Aveiro e Coimbra:
SAPATEIROS ENTRARAM EM GREVE
CELNORTE (V. Castelo):

OPERÁRIOS APLICAM SEMANA DAS 40 HORAS

Completa hoje uma semana a justa greve dos 15 mil operários da construção ci­vil do arquipélago da Madeira, em luta pelo contrato colectivo de trabalho, particularmente por novas tabelas salariais e ainda o 13.º mês e 30 dias de férias a cem por cento do subsídio.
Ao mesmo tempo de Aveiro a Coimbra, cerca de 12  mil trabalhadores da industria do calçado entram hoje em  greve para impor a negociação e a aceitação do seu novo CCT, de acordo com a decisão tomada em assembleia realizada na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Calçado Malas e afins dos distritos de Aveiro e Coimbra, onde S. João da Madeira e Vila da Feira representam duas das principais concentrações operárias do ramo do calçado.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

1971-10-00 - Luta Popular Nº 005 - MRPP

EDITORIAL

"Para derrubar o poder político é sempre necessário primeiro que tudo, criar uma opinião pública e trabalhar no terreno ideológico. Assim procedem as classes revolucionárias e também as classes contra-revolucionárias" assinalou o camarada MAO, em 1962, na X SESSÃO PLENÁRIA DO VIII COMITÉ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DA CHINA.
Para derrubar o poder político reaccionário da burguesia e instaurar o Poder Político Revolucionário Popular, o proletariado português deve também primeiro que tudo, criar uma opinião pública e trabalhar arduamente no terreno ideológico.
A importância e atenção a conceder ao trabalho ideológico terá de ser ainda maior - se assim se pode dizer - no caso concreto da Revolução Portuguesa, porque para derrubar o poder político da burguesia e instituir o poder político do POVO, o proletariado tem de começar por construir e organizar, uma vez que ainda o não possui, o seu Partido de classe próprio.

1976-10-24 - LEVANTEMO-NOS EM MASSA CONTRA OS NOVOS AUMENTOS DOS PREÇOS DOS TRANSPORTES!

COMUNICADO
  AO POVO DE SESIMBRA * A TODOS OS TRABALHADORES * AO POVO EM GERAL

LEVANTEMO-NOS EM MASSA CONTRA OS NOVOS AUMENTOS DOS PREÇOS DOS TRANSPORTES!

Um grupo de trabalhadores que usam diariamente as carreiras inter-urbanas de Sesimbra com ligação a Cacilhas, Lisboa e Setúbal, para venderem aí a sua força de trabalho nas fábricas e empresas, tratou de avançar na justa tarefa de unir todos os passageiros destas carreiras como de unha à carne, para se levantarem em massa e organizadamente contra os novos aumentos de preços dos transportes, que o governo, no mais profundo silêncio, pretende impor a todo o povo a partir de 1 de Novembro próximo.
Esta medida do novo aumento de preços dos transportes que o governo pretende tomar revela a política de nacionalizações que visa recuperar a crise da burguesia à custa das conquistas alcançadas pelos trabalhadores.

1976-10-24 - CAMARADAS TRABALHADORES DAS O.G.M.A. - PS

CAMARADAS TRABALHADORES DAS O.G.M.A.

Atravessamos neste momento um período dos mais difíceis para a vida da nossa Empresa, pois acabam de registar-se quinze despedimentos a que outros, provavelmente, se seguirão. Não foram estes, porém, aplicados aos parasitas que gravitam no nosso seio, pois a esses nunca a Direcção teve a coragem necessária para os despedir, revelando assim uma incapacidade na organização e gestão da Empresa que, aliada à concessão de licenças sem vencimento a funcionários de elevada competência profissional vem, seriamente, comprometendo a necessária reestruturação das O.G.M.A.
Camaradas, o objectivo deste comunicado não é fazer a história da nossa luta, mas sim alertar todos os trabalhadores para a instabilidade que neste momento se vive e para a qual a nossa Empresa está sendo arrastada.
Devemos ter presente que as forças fascistas, acoitadas sob a capa de democratas, têm por todos os meios procurado a desestabilização deste País, sendo a demagogia e inconsciência de certas forças pseudo-revolucionárias um dos seus melhores campos de exploração.

1976-10-24 - CAMARADAS: - PCP

CAMARADAS:
1 - Os últimos acontecimentos ocorridos nas O.G.M.A., que culminaram, na passada sexta-feira, com o despedimento de 15 dos 16 elementos da C.T., anunciado súbita e espectacularmente pela televisão, de acordo com uma nota do C.E.M.F.A., vem de certo modo confirmar as nossas apreensões, até porque a Direcção das O.G.M.A. já tomara posições preferencialmente unilaterais, no sentido de evitar o diálogo com os representantes dos trabalhadores.
A inconstitucionalidade desta medida é um factor preocupante para os trabalhadores, e que pode dar pretexto a outras arbitrariedades, se acaso os Orgãos do Poder sobre ela não fizerem a sua análise.
A tentativa de responsabilização da C.T/O.G.M.A. pela decadente situação do Estabelecimento, pelo absentismo, pelo elevado número de partes de doente, pela imobilização de grande parte da frota da Força Aérea, é sobretudo demagógica, pois não corresponde de facto à realidade, na medida em que ela se deve à incapacidade da Direcção em gerir e reorganizar a empresa.

1976-10-00 - Boletim Trabalhadores Função Pública Nº 03

A EUROPA CONNOSCO E O NATAL SÓ COM PAPÉIS

Corriam o IV e o V Governos, entre golpes da direita e nacionalizações, e certas forças, hoje no Poder, não cessavam de pregar a sua cruzada contra a batalha da produção e contra o que então apelidavam de “socialismo de miséria”.
Veio o VI Governo.
E poucos dias volvidos, pela boca autorizada do seu financeiro, este anunciava ao país a mágica inversão da situação económica e uma nova era de desafogo, que a Europa e o capitalismo, de novo connosco, propiciavam.
Foi o tempo de umas quantas viagens a Nova Iorque, Estocolmo e Bona.
Anunciava-se que se indemnizaria os banqueiros e os latifundiários, abriram-se “responsavelmente” as torneiras do IARN, afastou-se o Pitacas do Comércio Interno e entregou-se a árvore das patacas ao criterioso saber do Ministro Magalhães Mota (o seu a seu dono).
Dignificavam-se os deputados da Nação, com vencimentos que rondam em média os 25 contos mensais e manteve-se, ilegalmente, o milhão de contos de remunerações acessórias (“veneranda instituição dos tempos da monarquia”) pois nós, Trabalhadores da Função Pública, íamos ser todos generosamente reclassificados e, finalmente, condignamente pagos.