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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

1971-09-30 - CIRCULAR Nº 12 - CNSPP

Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos

30 Setembro 1971
CIRCULAR Nº 12

LISBOA — PORTO — COIMBRA Constituída ao abrigo do Art.° 199.° do Código Civil

À REPRESSÃO RESPONDER COM A SOLIDARIEDADE
A escalada da repressão de que se falava já na nossa circular nº 9, de 31 de Março., continuou pelo ano fora: ate essa data as prisões efectuadas desde o início do ano tinham sido de 65 - numero já alarmante; no fim do 12 semestre, a 30 de Junho, somavam 128 e no final de Agosto 175. Em 8 meses, o número de prisões ultrapassava já o total efectuado no ano anterior, que fora de 165, o qual, por sua vez suplantara de longe o movimento de 1969. Deste modo, o número total de presos políticos, de acordo com as informações de que a CNSPP pode dispor, vem sempre completas e actualizadas, e a 30 de Setembro (aproximadamente) de 160, das quais 62 em cumprimento de pena e cerca de 100 em prisão preventiva. Este número e o dobro dos presos políticos recenseados pela Comissão em 31 de Dezembro do ano findo.

1971-09-30 - comunicado nº 26 - Movimento Estudantil

comunicado nº 26
Coimbra, 30 de Setembro de 1971

1 – 1971 era o ano da  "reforma do ensino" mas não era o ano da Reforma do ensino. Os jornais falavam da "reforma". A rádio falava na "reforma". A televisão falava na "reforma". O país afinal de contas precisava de uma reforma do ensino. No poder uns diziam que parecia que sim, outros diziam que parecia que não e tanta surpresa misturava-se com tanta audácia. Comoventemente elogios mútuos seguem-se a conselhos mútuos. Veiga Simão era uma caixinha de surpresas que tinha lá dentro outra caixinha de surpresas. Queria convencer todos, queria convencer-se a si em primeiro lugar, depois o país. VEIGA SIMÃO QUERIA CONVENCER TAMBÉM O ESTUDANTE UNIVERSITÁRIO PORTUGUÊS:
Seu principal método de persuasão - a violência.
Por isso, Coimbra "Reformada”. O que foi, o que é?
A Associação Académica de Coimbra encerrada. Rapina da A.A.C.. Não reconhecimento das Juntas de Delegados. Tentativa de controle das Reuniões a todos os níveis. Não homologação dos membros dos Corpos Gerentes da A.A.C.. Processos disciplinares, processos-crime. Prisões, torturas, brutalidade, invasões de Faculdades pelas forças policiais, estado de sítio. Proibição de Reuniões e antes de mais proibição das Assembleias Magnas. Interdições ao direito de informar.

1976-09-30 - Luta Popular Nº 406 - MRPP

Enquanto prosseguem as ameaças aos assalariados rurais
SOMENTE 318 HECTARES DE TERRA EXPROPRIADOS ONTEM

•Novas manifestações de resistência
e A santíssima aliança pela boca do Governador Civil de Setúbal
•Demagogia social-fascista a propósito de herdades do Vale do Sorraia
•A importância dos próximos combates

Prosseguiram ontem as desocupações de terras. Segundo o comunicado distribuído pelo MAI prosseguiram as conversações entre os representamos governamentais e as direcções sindicais vendidas no distrito de Santarém, onde não teve lugar qualquer desocupação bem como nos distritos de Portalegre e Évora. Somente em Beja foram desocupadas as seguintes propriedades: Ferragial do Touro, Courela do Varela, Touro, Boavista e Lameirão num total de 25 hectares, Monte da Ponte e Entre as Ribeiras (272 ha.) e uma propriedade pertencente a João Cola­ço Ximenes Pinto, no teta; de 19 ha.

1976-09-30 - Bandeira Vermelha Nº 037 - PCP(R)

EDITORIAL
Quatro princípios leninistas para a direcção da luta de massas

A experiência acumulada pelo nosso Partido desde o Congresso de Reconstrução até hoje e, sobretudo, a experiência adquirida no decorrer do movimento de revolucionarização e proletarização, foram recolhidas nas resoluções aprovadas na 6.ª Reunião Plenária do CC. A actividade partidária desenvolvida entre a 6.ª e a 7a Reunião Plenária, no sentido de aplicar e aprofundar a táctica e a revolucionarização do Partida, não só veio confirmar a justeza da direcção política imprimida pelo Comité Central, como chamou a atenção para quatro importantes princípios, orientadores da nossa missão de vanguarda proletária e revolucionária.
Primeiro: é necessário apresentar sempre uma alternativa revolucionária às massas e não deixar em nenhum momento campo livre ao inimigo e aos seus agentes.
Segundo: é necessário levar às mais amplas massas a alternativa revolucionária traçada.
Terceiro: é necessário revolucionarizar permanentemente toda a actividade partidária.

1976-09-30 - POR UM CONGRESSO DE TODOS OS SINDICATOS E DE TODOS OS TRABALHADORES! - GDUP

FOLHA GDUP CP/LISBOA   
Nº 3
30-9-76

POR UM CONGRESSO DE TODOS OS SINDICATOS E DE TODOS OS TRABALHADORES!

Companheiros Ferroviários,
É do conhecimento de todos o projecto de Regulamento do Congresso dos Sindicatos, onde se apresentam as diversas alternativas para a realização do Congresso. Contudo os GDUPs da CP/Lisboa acharam importante clarificar as diversas alternativas ali expostas como ajuda para a discussão por todos nós.
Vejamos então:
1º A primeira grande alternativa que se põe naquele Regulamento é a da Composição do Congresso. Quais os Sindicatos que devem estar presentes. O problema que aqui se levanta é o dos Sindicatos paralelos que não deverão estar representados, isto compete à Comissão Nacional Organizadora do Congresso, ou em caso de não se conseguir chegar a abordo, a uma Reunião Geral de Sindicatos para decisão final, tal como preconizam os projectos da CNOPC, Sindicatos dos Têxteis e Rodoviários de Setúbal (artº lº).

1976-09-30 - PROPOSTAS DE LUTA IMEDIATAS - Sindicatos

SINDICATO DOS PROFESSORES da Grande Lisboa

Circular 1/058/76
PROPOSTAS DE LUTA IMEDIATAS

CAPITULO -I-
INFORMAÇÃO E DINAMIZAÇÃO AO NÍVEL DAS ESCOLAS
A) – Concentração nas escolas
1. Os Grupos de apoio aos Delegados Sindicais, formados de acordo com a decisão do último plenário de professores, deverão entretanto, e por todas as formas ao seu alcance, (telefonemas, cartazes, circulares, contactos pessoais, etc…) alertar os professores, os encarregados de educação e a restante população escolar para a gravidade da actual situação, convidando-os a concentrarem-se na escola para uma nova fase de trabalho (destinada a activar o início do ano lectivo e a programá-la).
2. Desencadear um processo de luta a partir de Outubro com a concentração dos professores nas suas escolas e a convocação dos encarregados de educação e alunos a partir das 17h 30m para que em conjunto discutam as consequências da aplicação do decreto 672/76 e a forma de iniciar o mais depressa possível os trabalhos escolares.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

1976-09-29 - O Comunista Nº 23 - II Série - UCRP(ml)

POR UM CANDIDATURA OPERARIA E CAMPONESA PARA AS AUTARQUIAS
COMUNICADO DA 9.° REUNIÃO PLENÁRIA DO COMITÉ CENTRAL

Realizou-se a 9.a reunião plenária do CC da UCRP(m-l), que abordou os diversos assuntos de actualidade que se colocam na luta pela unificação dos comunistas e a reconstituição do Partido Comunista Português e no terreno da luta política de classe.
Realizando-se num momento em que todo o Movimento Comunista Internacional sente com profundo pesar a morte de um dos seus dirigentes, o Comité Central em reunião plenária prestou a sua homenagem ao camarada Presidente Mao Tsé-tung. Guardando três minutos de silêncio em sua honra, o Comité Central ressaltou as virtudes do grande mestre do proletariado, e o nosso dever militante de nos mantermos fiéis ao seu pensamento e inspirados no exemplo da sua acção revolucionária.
A reunião plenária do CC da UCRP(m-l) realizou-se numa altura, em que comemoramos o primeiro aniversário de constituição da nossa organização, que foi um primeiro marco, na aplicação da linha de classes da UCRP(m-l) para a unificação dos comunistas portugueses.

1976-09-29 - O Proletário Vermelho Nº 48

Editorial
FALAR VERDADE E MENTIR

Qual «Destabilização»?
Qual «Recuperação Capitalista»?

Os técnicos de desinformação do social-fascismo descobriram recentemente o encanto de duas novas «frases-chave», a saber: O PERIGO DA DESTABILIZAÇÃO e a RECUPERAÇÃO CAPITALISTA. Utilizando a mesmíssima técnica dos seus velhos professores fascistas — Sismondi-Mussolini-Salazar —, os cunhalistas enroupam essa técnica de «vermelho» e lançam-se ao ataque: tal como o fascismo agitava - e agita — o espectro do «comunismo» para se opor a toda e qualquer forma de liberdade, assim os novos fascistas usam aqueles dois espectros para se oporem a toda e qualquer forma de normalização democrática seja ela ou não burguesa e de reconstrução económica nacional.
A IGNORÂNCIA, A CRENDICE, A MENTIRA E O BOATO

1976-09-29 - A TERRA É NOSSA, NÃO É DOS LATIFUNDIÁRIOS! - PCP(R)

Comunicado da Comissão Politica do C.C. do PCP(R)

A TERRA É NOSSA, NÃO É DOS LATIFUNDIÁRIOS!

AOS ASSALARIADOS DO CAMPO DO ALENTEJO E DO RIBATEJO!
AOS CAMPONESES!
À CLASSE OPERÁRIA!
AO POVO DE PORTUGAL!
1.  O povo trabalhador foi abalado de Norte a Sul pelo ataque violento do governo, de todos os reaccionários e fascistas, àquela que foi a maior conquista dos trabalhadores: a Reforma Agrária.
O descontentamento do povo é geral. Os assalariados da terra estão revoltados com tal medida.
Entregar as terras aos grandes agrários e latifundiários, significa voltar aos anos de opressão, sofrimento e miséria, impostos pelo chicote do capataz e pela GNR assassina que durante 48 anos de fascismo espezinharam e humilharam os trabalhadores rurais. Significa retirar o pão a milhares de famílias pobres que serão lançadas no desemprego, depois de enorme e esforçado trabalho que realizaram para cultivar com o seu suor as terras abandonadas pelos latifundiários.

1976-09-29 - Luta Popular Nº 405 - MRPP

Iminência de mais desocupações
NA HERDADE DAS GARGANTAS E EM BEJA AMEAÇAS CONTRA OS ASSALARIADOS RURAIS!

- Primeiras manifestações de resistência
- Lopes Cardoso: «as expropriações são um processo moroso» - Imprensa da burguesia falseia a realidade dos factos
Prosseguiram ontem nos distritos de Évora as desocupações de terras uma vez mais levadas a cabo com a supervisão directa do partido social-fascista o qual continuou tal como no primeiro dia e dirige o processo material de entrega das propriedades aos latifundiários e aos grandes agrários.
No distrito de Santarém foram desocupadas as propriedades de Figueira de Baixo, Figueira de Cima e Açor, respectivamente com  77.40 ha., 58 ha. E 142,10 ha.
No distrito de Évora foram desocupadas quatro propriedades a saber: Cerco (218 ha.), Capela de Baixo e Azinhaga (60 ha.), Sancha, Cabeça (111 ha.) e Campo Maior de Baixo (123 ha.).

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

1976-09-28 - jornada anti-fascista em Guimarães - GDUP


1976-09-28 - A LUTA CONTINUA - GDUP

28 de Setembro de 1974
A LUTA CONTINUA

GRUPOS DINAMIZADORES DE UNIDADE POPULAR

ANTÓNIO DE SPÍNOLA: NA GUERRA CIVIL DE ESPANHA À ACTUAL "LIBERDADE PLENA” (DEPOIS PE TER CHEFIADO OS TERRORISTAS DO MDLP/ELP)
- AS DIVERSAS FACES DO FASCISMO.

16 de Março de 1974, Caldas da Rainha:
Alguns dos mais fiéis seguidores de Spínola tentam adiantar-se ao Movimento das Forças Armadas e ao "25 de Abril". Lançam-se numa desesperada tentativa de golpe de Estado, de que resultaria que “as moscas mudassem mas tudo ficasse na mesma" (segundo Vasco Lourenço no Destacamento da Serra da Carregueira, em 17 de Março de 1976). A coluna do Regimento das Caldas da Rainha avança sobre Lisboa, falha os seus intentos, por falta de apoio do sector progressista dos "capitães" em revolta.

1976-09-28 - MANIFESTAÇÃO 28 DE SETEMBRO NO PORTO - GDUP

MANIFESTAÇÃO
28 DE SETEMBRO NO PORTO

PROMOVIDA PELOS GDUP’s — Grupos Dinamizadores de Unidade Popular

Considerando a aproximação da data do 28 DE SETEMBRO, a Comissão Distrital Provisória de Unidade Popular do Porto promove nesta data uma MANIFESTAÇÃO comemorativa da vitória alcançada pelo Povo Trabalhador, numa altura em que a direita em geral e o fascista Spínola em particular tentaram, através da famigerada «MAIORIA SILENCIOSA», o seu golpe derrotado pela mobilização das amplas massas que saíram para a rua, provando assim que a unidade contra o fascismo é uma realidade incontestável.
A Comissão Distrital do Porto dos GDUP apela aos Órgãos Populares de Base (COMISSÕES DE MORADORES, TRABALHADORES, SINDICATOS, COOPERATIVAS, etc.), que se solidarizem com esta jornada de luta, pois nela se encontra o reforço da sua existência, como órgãos virados para a luta do Povo Trabalhador.

* Povo Trabalhador unido contra o fascismo!
* Povo Trabalhador unido para o Socialismo!

COMPARECE! NÃO FALTES!
Terça-Feira P. Gen. Humberto Delgado ÀS 19 HORAS

A Luta Continua

1976-09-28 - Unidade Popular Nº 091 - PCP(ml)

O exemplo da Fonte dos Cântaros» no Alentejo
A Lei da Reforma Agrária tem de ser cumprida

Integrado num plano à escala nacional para a desorganização da economia e a instalação de uma ditadura terrorista com vestes «socialistas», o Alentejo foi a zona de Portugal onde os sociais-fascistas mais fizeram e fazem sentir a sua opressão sobre o
Com efeito, aproveitando-se da demagógica aura das «centenas de anos de prisão» que alguns cunhalistas adquiriram na clandestinidade, sob o regime fascista, os sociais-fascistas têm conseguido arrastar, durante os últimos anos, alguns milhares de trabalhadores que, sinceramente, aspiram ao socialismo atrás das suas manobras de sabotagem económica e de instabilidade política.
O partido de Cunhal, herdeiro de muito do prestígio do antigo partido comunista, nunca deixou de ter alguma organização no seio do proletariado rural alentejano, nem das mais combativas camadas do povo trabalhador de Portugal. E se o seu prestígio estava no fim da ditadura fascista um pouco abalado, se mesmo depois do 25 de Abril os cunha­listas tentaram impedir a ocupação dos latifúndios - «tinha que se esperar pela lei», diziam - a verdade é que na sua fase de assalto ao poder conseguiram enquadrar muitos milhares de trabalhadores. Assim, a coberto do poder do louco Vasco e da aliança «Povo-MFA» lançaram-se em ocupações selvagens, não só das grandes propriedades e latifúndios, mas ainda de pequenas e médias explorações. Algumas delas seriam de justa expropriação e a lei da Reforma Agrária contemplou-as, mas um número significativo, de modo algum, poderia ser atingido.
No entanto, esta política de «terra queimada» tem vindo a ser desmascarada pelas forças patrióticas e democráticas que no Alentejo se opõem ao terror dos vende-pátrias cunhalistas. E se este desmascaramento não foi mais longe, deve-se aos seus lacaios dos «PCP(R)-UDP». que cumprem perfeitamente o seu papel de batedores de Cunhal, substituindo-o algumas vezes no prestamento de serviços ao social-imperialismo russo.

1976-09-28 - MORTE AO FASCISMO VIVA A UNIDADE DO POVO! - PCP(R)

28 de SETEMBRO!
MORTE AO FASCISMO VIVA A UNIDADE DO POVO!

Em 25 de Abril de 1974, foi derrubada a ditadura fascista de Salazar e Caetano, que durante 50 anos oprimiu e explorou o nosso Povo.
Com que esperança e alegria o nosso Povo recebeu o 25 de Abril! Para a classe operária, para o Povo pobre, abriram-se as portas da prisão em que viviam, e toca a lutar pelo futuro, pelos seus direitos de vida melhor e contra o fascismo.
O 25 de Abril entrou no coração do Povo, e lá está guardada tão grande esperança. E foi o Povo quem lutou por ele, nas ruas, nas fábricas, nos campos, nos quartéis, nos bairros:
- Prendeu Pides e fascistas, inimigos da liberdade, acabou com a guerra colonial assassina, nacionalizou empresas multinacionais dos sanguessugas imperialistas, ocupou as terras dos grandes latifundiários em favor dos trabalhadores do campo, ocupou casas vagas de senhorios ricos em favor dos pobres sem casa, etc..

1976-09-28 - VENCER A BATALHA DA IMPRESSÃO - FEML

VENCER A BATALHA DA IMPRESSÃO

Circular da Redacção da “GUARDA VERMELHA” a todos os quadros e activistas da nossa Federação

"Suponhamos que a nossa tarefa seja a de atravessar um rio; sem ponte nem barco jamais conseguiremos fazê-lo. Então se a questão da ponte ou do barco não está resolvida, falar em atravessar o rio é palavreado vazio. Enquanto a questão do método não está resolvida é inútil falar sobre a tarefa"
Mao Tsé-Tung

Camaradas,
A nossa tarefa, a tarefa que foi definida para toda a nossa Federação, é a de fazer do "GUARDA VERMELHA" o jornal político marxista-leninista das grandes massas estudantis. Por isso, o Comité Central da nossa Federação decidiu fazer sair o “GUARDA VERMELHA" quinzenalmente nesta fase inicial a fim de o consolidar, com o carácter acima definido, isto é, o de um jornal que se dirija às grandes massas de uma forma viva, atraente e entusiástica e que aplique a linha de massas em todos os seus aspectos.

1976-09-28 - ABRIU A DELEGAÇÃO MAO TSÉTUNG - MRPP

ABRIU A DELEGAÇÃO MAO TSÉTUNG

Aniquilar o MRPP e uma tarefa que se impõe à burguesia exploradora, fascistas e social-fascistas. Desde hã muito que perceberam que, para se manterem como classe dominante e poderem lançar com sucesso sobre o Povo a FOME, A MISÉRIA E O DESEMPREGO. Necessitam de destruir as organizações dos trabalhadores e o MRPP Partido que os defende intransigentemente e lhes aponta o caminho para pôr termo à situação de exploração em que vive o Povo Português.
Desde sempre em todo o nosso país ao MRPP têm sido postas toda a espécie de dificuldades, sempre que este em qualquer aldeia, freguesia ou Concelho, pretende abrir uma Delegação para desse Centro de Trabalho partir, para as massas de explorados e oprimidos, mostrando-lhes qual o caminho para uma sociedade justa, mostrando-lhes também quem são os seus verdadeiros amigos e os falsos amigos.
Também aqui na Amadora, reconhecido centro industrial e dormitório de uma grande massa de explorados e oprimidos, a burguesia tenta impedir que o MRPP tenha um Centro de Trabalho, para que essa imensa multidão de explorados e oprimidos não seja organizada em torno de uma direcção única, marxista-leninista-maoísta e daí remover montanhas ate a tomada do Poder pelo Povo sob a direcção da classe operária.

1976-09-28 - REGISTO DO MILITANTE PARA AS ELEIÇÕES PARA AS AUTARQUIAS LOCAIS - MRPP

REGISTO DO MILITANTE PARA AS ELEIÇÕES PARA AS AUTARQUIAS LOCAIS

DISTRITO DE LISBOA

Tendo em atenção a política do nosso Movimento de participar nas pró­ximas eleições para as autarquias locais (assembleia de freguesia, câ­mara municipal, assembleia municipal) em Dezembro próximo e que a lei exige a apresentação 50 dias antes, de toda a documentação para as 3 eleições que se realizam em simultâneo, ou seja, meados de Outubro.
Neste sentido, o Partido embora assente os seus esforços fundamentais nos militantes e simpatizantes organizados nos bairros, terá, dado o número exigido para o distrito de Lisboa - 5.459 -, recorrer a outros camaradas, embora organizados nos locais de trabalho, mas residentes em diversas freguesias do distrito.
Todos os camaradas e simpatizantes através das suas respectivas células devem com urgência enviar à Comissão Política para as Eleições das Autarquias Locais no Distrito de Lisboa, o registo abaixo indicado, e mobilizar todas as forças para arranjar os elementos necessários em cada freguesia.

1976-09-28 - Luta Popular Nº 404 - MRPP

O ataque à Reforma Agrária
BRIGADAS DO P«C»P PROCEDEM AS PRIMEIRAS DESOCUPAÇÕES

Sob uma imensa e demagógica campanha de propaganda dos órgãos de «informação» da burguesia iniciaram-se ontem as desocupações de terras, nos distritos de Santarém, Évora e Beja.
Tais desocupações foram levadas a cabo sob a batina do partido revisionista comprovando-se assim aos olhos das largas massas camponesas a natureza contra revolucionária, anti-operária e antipopular do bando de Barreirinhas Cunhal, agindo como fiel lacaio dos latifundiários e grandes agrários.
Senão, vejamos
Em Beja e com a ajuda do P«C»P foram contactados os proprietários de 11 herdades que  declararam pretender tomar posse delas para  explorarão directa. Segundo fontes oficiais, foi acordada a forma de absorção dos trabalhadores e o acerto de gados e alfaias, sendo de prever que a entrega se faça nos provimos dias.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

1976-09-27 - Voz do Povo Nº 113 - UDP

AS TERRAS SÃO DO POVO, NÃO SÃO DOS LATIFUNDIÁRIOS
MOBILIZAÇÃO GERAL

♦ Para impedir as desocupações
♦ Para exigir a expropriação dos 520 mil hectares previstos na lei
♦ Para defender a Reforma Agrária

HERDADES A DESOCUPAR.
"Gateirinha", "Courela Campo Novo", "Monte do Outeiro", "Vale dos Cortiços", "Monte do Freixo", "Gatão" (Monforte), "Almargem", "Serrinha", "Argos", "Bodial da Rainha", "Murteira" (Arraioios), "Capela", "Terrujana de Cima", "Terrujana de Baixo", "Cavaleira", "Fontes Pareses" (parte), "Herdade da Torre" (Aviz), "Herdade da Gonçala", "Vila Ruiva", "Carvalhal", "Monte Agudo" (Moura), "Vale do Alcácer do Maio", "Sancha Cabeça", "Valenças", "Fonte de Portas", "Terra das Freiras" (Montemor-o-Novo), "Herdade do Raivoso", "Torre de D. Diogo", "Herdade do Junco" (Coruche), "Matraque", "Herdade do Pisão" (Portei), "Pé da Erva", "Herdade do Junco" (Santarém), "Herdade da Gamenha”, "Paredes e Figueira", "Quinta de Macedos", "Cabeços" (Évora), "Freiras", "Freiras de Baixo", "Outeiro da Gravia", "Olival de Lobata" (Beja), "Motrinos de Cima" (Reguengos de Monsaraz), "Vale de Grou" (Campo Maior), "Herdade das Carneiras" (Gavião), "Montes Irmãos de Cima" (Ponte de Sôr), "Herdade do Zangarilho" (Vidigueira), "Amendoeira", "Monte Dr. Ramon" (Serpa), "Herdade do Pau!" (Azambuja), "Herdade do Azinhal" (Grândola).

1976-09-27 - CONTRA O FASCISMO VENCEREMOS! - UJCR

CONTRA O FASCISMO VENCEREMOS!

União da Juventude Comunista Revolucionária
AOS JOVENS OPERÁRIOS! AOS JOVENS DO CAMPO!
AOS JOVENS ESTUDANTES! A TODOS OS JOVENS ANTI-FASCISTAS!
28 Setembro de 1974...

Num dia e numa noite sombrios, vós Jovens Trabalhadores revolucionários, soubestes lutar contra o golpe fascista da 'Maioria Silenciosa' e defender a liberdade como um vosso bem mais precioso. Dois anos são passados e essa vossa acção continua como um grande exemplo de amor pela causa do Povo, pela liberdade, pela Revolução.
O Povo do país inteiro reconheceu em vós o mérito de terdes enfrentado sem medo e como verdadeiros revolucionários a ameaça fascista, e os primeiros a erguer barricadas. Os jovens soldados em seus quartéis, ergueram as suas vozes contra as ordens dos fascistas no exército, e dispuseram-se a empunhar as armas para defender a liberdade e os direitos de todo o Povo.

1976-09-27 - COMUNICADO À IMPRENSA - PS

COMISSÃO ORGANIZADORA DO II ENCONTRO NACIONAL DOS TRABALHADORES SOCIALISTAS DA FUNÇÃO PUBLICA

COMUNICADO À IMPRENSA
Os trabalhadores socialistas da função publica vão realizar nos dias 1, 2 e 3 de Outubro, era S. Pedro de Muel, o seu II ENCONTRO NACIONAL,
O Encontro debruçar-se-á sobre a situação sindical na função pública, a reestruturação da Administração no actual contexto político numa etapa de transição para o socialismo e aspectos internos da organização dos trabalhadores socialistas da função pública.
Estão inscritos mais de 300 militantes representando todos os distritos do País, sendo de realçar a presença de camaradas dos Açores e da Madeira graças a um esforço de solidariedade de militantes do Partido.
Numa demonstração da mobilização dos militantes socialistas e de interesse pela discussão e reflexão sobre os seus problemas foram já apresentadas 26 teses, que se distribuem pelos nove temas propostos para o Encontro.

1976-09-27 - Luta Popular Nº 403 - MRPP

Décio Sotto-Mayor e Abílio de Oliveira libertados
QUEM ENCOBRE O TERRORISMO BOMBISTA?

Por ordem do juiz instrutor Dario Rainho foram libertos os presumíveis delinquentes Décio Sotto-Mayor (antigo colaborador de Corvacho na Região Militar Norte) e Abílio de Oliveira, industrial de Santo Tirso, supostamente implicados nos atentados bombistas verificados na zona do Porto.
Estas libertações têm um importante significado para o futuro das investigações das diversas redes terroristas-bombistas que há muitos meses vêm agindo com a mais completa liberdade e beneficiando da conivência de diversas forças políticas deste país.
O povo português exige na medida cm que isso corresponde a uma profunda aspiração sua, ao completo desmantelamento das redes terroristas fascistas e social-fascistas bem como à exemplar punição dos seus principais responsáveis. Sabe ainda que, ao contrário do que apregoam os revisionistas, estes actos não são imputáveis a um só dos centros da contra-revolução mas a ambos. Foram os revisionistas que atentaram à bomba sobre dezenas de edifícios (incluindo contra a Livraria Vento de Leste no Porto) viaturas e pessoas na mira de tirarem dividendos políticos desses actos como sucedeu com o último atentado sobre a Intersindical da traição da presumível autoria desta canalha. Eles devem merecer mesmo tratamento dos fascistas.

1976-09-27 - SANEADA PELO MEIC A ALFABETIZAÇÃO - Diversos

SANEADA PELO MEIC A ALFABETIZAÇÃO

Por proposta do Dr. José de Sousa Monteiro, actual Director-Geral da Educação Permanente, com despacho do Dr. Cardia, Ministro da Educação e Investigação Científica, foram no dia 24 afastados compulsivamente das funções que exerciam há um ano, sete trabalhadores da alfabetização. A este número junta-se o de mais dezassete professores destacados, em serviço nos distritos de Lisboa, Braga, Porto, Aveiro, Viana do Castelo e Vila Real (Chaves). Neste último caso, foram utilizados os habituais pretextos legais, uma vez que o destacamento terminava no dia 30 de Setembro próximo. Este destacamento podia ser renovado, até a saída do quadro orgânico, para que os trabalhadores ingressassem neste. Obviamente tal situação só se verificaria se o governo estivesse minimamente interessado em resolver o gravíssimo problema do analfabetismo, que atinge dois milhões de portugueses. O que se verifica é exactamente o contrário; em termos de alfabetização, as medidas que o governo toma são de afastamento, dos trabalhadores. Num caso, utilizando os já excessivamente gastos argumentos "legais" que têm vindo a dar cobertura ao afastamento de muitos trabalhadores progressistas do MEIC; noutro, utilizando a força compulsiva, mandando cessar funções dos sete professores em regime de destacamento ilimitado. Para mais esta atitude discricionário, nenhuma razão, nenhuma justificação, sem uma palavra; apenas uma fotocópia da proposta do sr. Director-Geral, assinada: "Concordo. Cardia". Apesar das repetidas tentativas feitas pelos trabalhadores no sentido de saberem os motivos do seu afastamento, tal esclarecimento nunca lhes foi prestado pelo Director-Geral, que sempre se recusou, aliás, a recebê-los.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

1976-09-00 - CONTRA AS DESOCUPAÇÕES! - MRPP


1976-09-26 - PLENÁRIO DO CONCELHO LISBOA - MRPP

ZONA KARL MARX

PLENÁRIO DO CONCELHO LISBOA
26 SETEMBRO 1976

PLANO GERAL PARA O CONCELHO

UNIR-SE AS MASSAS LIQUIDAR OS LIQUIDACIONISTAS ORGANIZAR O CONGRESSO DE DEZEMBRO

ALOCUÇÃO DE ABERTURA
Em nome do Comité do Distrito do Partido de Lisboa saúdo todos os ca­maradas presentes e desejo uma longa e frutuosa vida no Comité do Concelho.
Faço votos para que este Comité do Concelho seja um Comité vivo, um Comité caldeado na luta das massas assente na firme disposição de seguir e cumprir a linha do Partido, combatendo sem tréguas o capitulacionismo e o liquidacionismo.
Que este Comité seja digno do Partido e do Povo e saiba ser o leme das tempestades.
O Concelho de Lisboa é um concelho de grandes tradições de luta, desde lutas e greves dos operários de Alcântara até às revoltas populares dos bairros de lata, às greves e movimentações das grandes empresas como a Carris, os TLP, os CTT. Foi palco de luta anti-fascista antes do 25 de Abril e é hoje palco de luta anti-fascista e anti-social-fascista nos Sindicatos, nas Escolas, nos quartéis nas empresas nos bairros por toda a parte.

1976-09-26 - PLENÁRIO DO CONCELHO DE V. FRANCA - MRPP

PLENÁRIO DO CONCELHO DE V. FRANCA

LIVROPE, ALVERCA - 15H
DOMINGO DIA 26 DE SETEMBRO

A I Reunião do Comité do Partido do Distrito de Lisboa aprovou um plano de Reuniões Plenárias de Concelho que devem decorrer com a seguinte Ordem de Tra­balhos:
1º Apresentação do Comité do Partido do Concelho
2º Plano Geral para o Concelho

CÉLULA_______ PSEUDÓNIMO__________
PROFISSÃO________
IDADE__________

O RESPONSÁVEL

domingo, 25 de setembro de 2016

1976-09-25 - Poder Popular Nº 50 - II Série - MES

EDITORIAL

  1 - Nós perfilhamos, a respeito da democracia burguesa, o pensamento que Marx, Engels e Lenine formularam com todo o rigor e precisão científica. «A República burguesa, mesma a mais democrática, não é mais do que uma máquina para a opressão da classe operária pela burguesia, da massa dos trabalhadores por um punhado de capitalistas».
Este é o princípio revolucionário que norteia a nossa acção política no actual período da luta de classes no nosso país.
A democracia e a liberdade de que falam Soares, Vasco Lourenço ou Ramalho Eanes, assim como o seu Socialismo, não passam de palavras que encobrem a situação de exploração e de opressão em que vive a esmagadora maioria da classe operária e do povo português.
O MES, como organização revolucionária, não transige com os traidores da classe operária e do povo. O nosso Partido, fiel à sua tradição de luta, coloca-se na primeira linha do combate pela conquista do poder político pela classe operária e pelo povo, pela instauração do poder popular e revolucionário. Não esperem os inimigos declarados da Revolução, os traidores do Socialismo e os conciliadores, outra resposta às suas manobras contra-revolucionárias, aos seus compromissos e vacilações, senão a uma permanente vigilância, a uma acção de mobilização e esclarecimento das massas populares, a uma confiança no futuro, ou seja, na vitória definitiva da via socialista sobre a via do capitalismo mesmo que se encubra sob a capa da democracia e das liberdades burguesas.

1976-09-25 - CONCENTRAÇÃO 28 DE SETEMBRO OS RICOS QUE PAGUEM A CRISE! GDUP

CONCENTRAÇÃO 28 DE SETEMBRO
OS RICOS QUE PAGUEM A CRISE!
SPÍNOLA, FASCISTAS PARA A PRISÃO!

OPERÁRIOS,CAMPONESES,POVO TRABALHADOR:
Dois anos se passaram após a malograda tentativa do golpe spínolista de 28 de Setembro de 1974.
O povo saiu à rua, impediu a realização da manifestação da “maioria silenciosa” e impôs o afastamento de Spínola.
As massas populares tinham conseguido uma grande vitória!
Hoje, a direita reaccionária e o grande capital jogam de novo a sua cartada apostando na destruição das conquistas populares. Soares e o seu Governo dão-lhe cobertura e atacam o povo trabalhador pretendendo fazer-lhe pagar a crise provocada pelos capitalistas.
O POVO ESTA REVOLTADOS
Não bastavam o aumento do custo de vida, o congelamento dos magros salários, o desemprego, as leis anti-operárias e anti-populares! A di­reita quer mais, quer o regresso ao 24 de Abril, a noite negra do salazarismo.

1976-09-25 - REUNIÃO SOBRE O NOSSO TRABALHO NOS BAIRROS... MRPP

REUNIÃO SOBRE O NOSSO TRABALHO NOS BAIRROS, VILAS E ALDEIAS DO DISTRITO E AS ELEIÇÕES PARA AS AUTARQUIAS LOCAIS

A I Reunião do Comité do Partido do Distrito de Lisboa apontou a necessidade de mobilizar todos os quadros para a tarefa das eleições para as autarquias locais e com o objectivo de discutir e apresentar a nossa política, a nossa táctica e o nosso plano para essas eleições, assim como fazer um balanço de algumas experiências significativas do nosso trabalho nos bairros, vilas e aldeias, decidiu convocar uma Reunião Alargada aos 181 Secretários das células de freguesia e a todos os camaradas que trabalham nas Comissões de Moradores.
HORA - 15 horas
DIA - sábado, 25 de Setembro
LOCAL - Sede Regional (Bica)

ORDEM DE TRABALHOS:
1a Parte - O nosso trabalho nos bairros, vilas e aldeias. Apresentação de 5 relatórios.
1º Relatório da célula de base da freguesia Moscavide
2º Relatório da célula de base da freg. Paço d'Arcos
3º Relatório da célula de base da freguesia V. F. Xira
4º Relatório da célula de base da freguesia Marvila
5º Relatório da célula de base da freg. Vale Paraíso
2a Parte - Apresentação da política, táctica e plano para as eleições das autarquias locais.

PSEUDÓNIMO_________________           CÉLULA_____________

O COMITÉ DO DISTRITO DE LISBOA

1976-09-25 - Luta Popular Nº 402 - MRPP

NOTA DA COMISSÃO DE IMPRENSA DO COMITÉ CENTRAL DO MRPP

Acerca da publicação, por alguns dos chamados órgãos de comunicação social de comunicados falsos e provocatórios.
Têm os chamados órgãos da comunicação social publicado, insistentemente, desde há alguns dias, um ror de linhas de prosa provocatória ao nosso Partido e em particular ao seu Secretário-Geral, camarada Arnaldo Matos.
Não é coisa que nos espante. Mas a insistência é de tal modo que, tal como pulga em corpo lavado, exige que se cate para acabar incómodo.
Dentro dos Partidos operários, no seu próprio seio há luta. Luta de classes que, aí, assume a forma específica daquilo que nós, marxistas-leninistas-maoístas, chamamos luta entre as duas linhas. Em geral essas linhas têm um cabeça de fila, mas o fundo da questão reside em saber qual delas exprime a política, a táctica e os interesses históricos do proletariado, pois que a outra só pode exprimir os da burguesia. E, assim, de tempos a tempos, nos Partidos autenticamente comunistas é desmascarado, isolado e por vezes, expulso o respectivo chefe de fila da linha de conciliação e pactuação com o inimigo, pois que é uma linha liquidadora do Partido enquanto tal.

sábado, 24 de setembro de 2016

1976-09-24 - Festa Avante! - PCP


1976-09-24 - GRANDE FESTA DO AVANTE! - PCP



1976-09-24 - Tribuna Operária Nº 03

Quinzena em Revista

COMISSÃO SINDICAL NEGOCIADORA DO CCTV DE INDUSTRIA QUÍMICA
Assinada por dezoito Sindicatos e Federações foi divulgada uni Moção em que, analisando a situação criada pelo boicote patronal ao Contrato Colectivo de Trabalho Vertical, decidem, por um lado, repudiar essas manobras que impedem há vários meses o início das negociações; por outro, denunciar o aproveitamento que o patronato faz do DL 164A/76 para estrangular a contratação colectiva, bem como as provocações lançadas aos Sindicatos para     adopção de formas de luta que visem responsabilizar trabalhadores pelas crises criadas pelo patronato.
Nesta conformidade a referida Comissão Sindical, alerta todos os trabalhadores para que se mantenham em intimo contacto com os Sindicatos de forma a que seja possível obrigar o patronato a negociar o contrato.
SINDICATO NACIONAL DOS TRABALHADORES DOS CORREIOS E TELECOMUNICAÇÕES
Ma Reunião Geral de Trabalhadores do Distrito de Lisboa realizada no passado dia 7 de Setembro, foi aprovada, por unanimidade, uma Moção em que os trabalhadores presentes manifestam o seu mais vivo repúdio pela contra-proposta apresentada pela CA, rejeitando desde já todas as tentativas do patronato para os fazer recuar nas suas conquistas.

1976-09-24 - CIRCULAR INTERNA de 24/9/76 - UCRP(ml)

CIRCULAR INTERNA de 24/9/76

AVANTE COM A CANDIDATURA OPERÁRIA E CAMPONESA PARA AS AUTARQUIAS LOCAIS!

1. A 9°. Reunião Plenária do Comité Central analisando a posição a tomar face às eleições para as autarquias locais, considerou dever desenvolver todos os esforços para que, juntamente com outras formações políticas anti social-fascistas e antifascistas, núcleos e activistas das massas sem partido, se apresente uma candidatura operária e camponesa, uma candidatura unitária pela Resistência Popular, nas autarquias locais em diversos municípios do país.
Esta importante decisão baseou-se no papel que estas eleições poderão desempenhar, no quadro do desenvolvimento do trabalho político entre a classe operária e as massas trabalhadoras por parte dos nossos militantes; bem como no papel que desempenharão no próprio quadro da situação política actual, em que a atenção da classe e das massas trabalhadoras vai estar presa nessas eleições, as primeiras a nível local, realizadas em regime de "democracia" burguesa desde há cinquenta anos.

1976-09-24 - DOCUMENTOS SOBRE A ESCOLA - GDUP


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1976-09-24 - 25 DE SETEMBRO DE 1974 O COPCON DE OTELO “AMIGO”, PRENDE E DESPEDE CENTENAS DE OPERÁRIOS! - MRPP

25 DE SETEMBRO DE 1974
O COPCON DE OTELO “AMIGO”, PRENDE E DESPEDE CENTENAS DE OPERÁRIOS!

Passam dois anos que se travou uma dura luta pela imposição do caderno reivindicativo, que os operários da TAP apresentaram ao então C. Administração, em virtude das sucessivas cedências da Comissão Sindical então a negociar o ACT.
Em 19/8/74 é apresentado o caderno reivindicativo com concentração operária em frente ao edifício 25. A partir desta data e até a entrada em greve, destacam-se pelo seu carácter de vende operários, os social-fascistas Daniel Cabrita, Eugénio Rosa, Carlos Carvalhas e Costa Martins que dirigem uma série de calúnias e provocações procurando voltar o povo contra os trabalhadores e justificar a repressão sobre eles
Em 27/8/74 o Pedro Maia e o Mónica (conhecidos social-fascistas da nossa praça) lançam pela manhã apelos na rádio, contra a greve e procuram convocar uma "concentração de protesto".

1976-09-24 - Luta Popular Nº 401 - MRPP

Plenário de Beja
P«C»P DEFENDE E PREPARA DESOCUPAÇÕES DE TERRAS

Sob convocatória da direcção vendida do Sindicato dos Trabalhadores Agrícolas de Beja, no Estádio Municipal da cidade, realizou-se a meio da tarde de ontem um plenário reunindo para cima de mil pessoas, entre comissões directivas das unidade colectivas e cooperativas, comissões de trabalhadores, comissões sindicais e delegados.
A pretexto de comunicar aos trabalhadores e seus representantes as disposições constantes do comunicado final da reunião do Conselho de Ministros a respeito da aplicação do direito de reserva e consequente devolução das herdades ocupadas com área inferior aos 50 mil pontes da lei e de idêntico espaço nas herdades de dimensão superior àquela, os dirigentes sindicais revisionistas, pela voz do cacique Soeiro, trataram de vender aos assalariados rurais e camponeses pobres as suas patranhas sobre a lei da reforma agrária social-fascista, procurando impingir com coisa boa as desocupações das terras.

1976-09-24 - COMUNICADO - Movimento Estudantil

COMUNICADO

Os Conselhos Directivos de todas as Faculdades da Universidade de Coimbra, reunidos extraordinariamente em 24 de Setembro de 1976, ao tomarem conhecimento da exoneração do Reitor, imposta pelo Ministro da Educação e Investigação Cientifica contra a vontade já expressa dos órgãos representativos da Universidade, reiteram as posições tomadas em anterior comunicado e, perante a situação criada pela medida anti-democrática do MEIC, decidem:
     1º - Não reconhecer qualquer legitimidade a um Reitor que seja um representante de cada Governo na Universidade e não um representante desta junto do Governo.
  2º - Considerar como grave violação da ética universitária e da prática democrática a aceitação do cargo de Reitor por qualquer docente da Universidade de Coimbra, em contradição com o princípio anterior.
   3º - Manifestar que as preocupações dos Conselhos Directivos transcendem largamente o problema da substituição do Reitor, dado estar em causa a violação do princípio da autonomia da Universidade, face a ingerências que são desprestigiantes e que podem conduzir a mutações frequentes, incompatíveis com o eficaz funcionamento da Instituição.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

1976-09-23 - Bandeira Vermelha Nº 036 - PCP(R)

EDITORIAL

«Só o trabalho nos pode salvar» - dizem os capitalistas
Mas afinal de contas existe ou não crise económica? — é a pergunta que apetece fazer depois de nos terem enchido os ouvidos, de há dois anos para cá, com a iminência de sucessivas «crises económicas», todas elas dadas como «catastróficas». Cada governo sua crise — foi o ritmo a que nos habituaram os políticos burgueses. Em que devemos acreditar hoje?
De facto, existe uma grande crise económica, basta ver que a maioria do povo português ainda não tem para viver o mínimo que é necessário, e que cada vez se reduz mais o seu poder de compra. O. nível de vida do povo piora dia a dia — é este o primeiro e mais significativo indicador duma grave crise económica. Os capitalistas, os latifundiários, os intermediários queixam-se, porém, de outra espécie de crise: a que vem do lacto de não desfrutarem dos benefícios e dos lucros que lhes conviria ter. As medidas que preconizam, apenas visam agravar, ainda mais, as condições de vida dos trabalhadores, ou seja, piorar o primeiro aspecto da crise económica que apontámos.

1976-09-23 - MANIFESTAÇÃO TODOS AO TERREIRO DO PAÇO, DIA 28 SETEMBRO - GDUP

MANIFESTAÇÃO
TODOS AO TERREIRO DO PAÇO, DIA 28 SETEMBRO
TERÇA-FEIRA, ÀS 19.30 H.

AO POVO TRABALHADOR
A TODOS OS ANTIFASCISTAS
Há dois anos, o fascista Spínola encabeçou uma tentativa de fazer regressar o nosso país aos tempos do fascismo.
Como resposta, milhares de trabalhadores acorreram às ruas, ergueram barricadas, manifestaram-se, derrotaram essa tentativa.
Dois anos passados, a situação actual mostra-nos claramente que os fascistas avançam descaradamente, dia a dia, fazendo imposições ao Governo PS, que lhes faz cada vez maiores cedências:
■  Spínola já regressou e está em liberdade e segurança
■  Os Pides são soltos e recebem ordenado
■  O C«D»S já fala na TV como se o futuro lhe pertencesse
Enquanto Isto, para a classe operária, para todos os trabalhadores antifascistas o Governo anuncia repressão e austeridade:

1976-09-23 - Luta Popular Nº 400 - MRPP

Ainda a reunião militar em Évora
REGIÃO MILITAR SUL ORGANIZA-SE PARA ATACAR MOVIMENTO CAMPONÊS

Tal como o nosso jornal tem vindo a noticiar, na passada 3.ª feira, o general Rocha Vieira, chefe de Estado-Maior do Exército, deslocou-se à Região Militar Sul, mais precisamente à cidade de Évora, onde teve uma reunião com os comandos militares que lhe estão subordinados. Da parte da manhã, o chefe do Estado-Maior do Exército esteve reunido com o comandante da RMS, brigadeiro Beirão, com quem teria preparado a segunda parte desta reunião que se veio a iniciar de tarde e que teve a participação de todos os comandantes das unidades da RMS e de uma delegação de cada unidade constituída por um oficiei do quadro permanente e um sargento também do quadro. Participaram ainda nesta reunião e para isso foram expressamente convocados, os oficiais e sargentos ligados aos problemas da aplicação da Lei da «Reforma Agrária» desde que o movimente de ocupações se iniciou.

1976-09-23 - folha CDS Nº 58 - CDS

folha CDS Nº 58 
23.IX.76

NA SUÉCIA O CENTRISMO DERROTA A SOCIAL-DEMOCRACIA

1, ENTRE O SOCIALISMO E A LIBERDADE OS SUECOS ESCOLHERAM A LIBERDADE No dia 19 o povo sueco disse não ao socialismo social-democrático que Vigorava no país há mais de quarenta anos. O povo que melhor conhecia as "excelências" do socialismo democrático disse não à social democracia. SÉ certo que a Suécia não era uma, social democracia, mas sim um país de Economia Social de Mercado governado por um partido social-democrata. Embora governada pelos socialistas durante quarenta anos a Suécia não é um país socialista (entre outras razões porque a oposição que agora subiu ao poder não deixava, no Parlamento, que os socialistas de Palme pusessem os seus programas de socialização em prática) e é por não ser um país socialista que os suecos vivem bem. "Vamos quebrar a concentração do Poder" disse o novo Primeiro Ministro Faelldin eleito por um povo evoluído que votou contra a estatização, a centralização, as nacionalizações em grande escala, a burocracia poderosa - que são da própria essência do socialismo democrático. O novo primeiro ministro, centrista, da Suécia, Faelldin, prometeu já, coerentemente, "uma grande descentralização do Poder” e um aumento da liberdade pessoal dos suecos ameaçada de asfixia por uma burocracia que o socialismo ia sempre fazendo crescer mais e mais.

1976-09-23 - PROPOSTA – Decreto Lei 672/76 – Colocação de Professores - Sindicatos

PROPOSTA – Decreto Lei 672/76 – Colocação de Professores

     Considerando:
     1. Que a situação do ensino em Portugal se degrada de dia para dia, para o que contribui, no que aos professores respeita, a deficiente formação científica e pedagógica de grande parte do corpo docente, ao que acresce a situação de estagnação quase generalizada, por falta da possibilidade de reciclagem, uma e outra de responsabilidade exclusiva do MEIC:
     2. Que, para uma política de defesa de uma autêntica qualidade de ensino e dignificação da função docente é necessário, antes de mais definir a formação profissional do professor;
      . Que, com base no princípio defendido pela classe de colocação prioritária do todos os docentes em exercícios de funções em ralação aos candidatos ao ensino, é urgente iniciar o processo do complemento de habilitações, primeiramente destinado aos professores sem habilitação considerada própria, bem como iniciar um processo de actualização pedagógico-científica constante para todos os professores;

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

1976-09-22 - COMUNICADO do Secretariado da Célula da Lisnave do PCP

PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

COMUNICADO do Secretariado da Célula da Lisnave do PCP — Sobre a situação política da LISNAVE no momento actual

A TODOS OS TRABALHADORES DA LISNAVE

CAMARADAS
Os trabalhadores da LISNAVE têm vivido nos últimos tempos situações difíceis que têm posto à prova toda a sua capacidade revolucionária, enfrentando uma complicada série de acções combinadas das várias forças políticas empenhadas na recuperação capitalista: CDS, PPD, CAP, CIP, altos dirigentes do PS e toda a camarilha ultra-esquerdista, encabeçada pela UDP/PCP(R), que lhes abre caminho.
É para nós bem clara a intenção do Governo de fazer da Lisnave a empresa-exemplo da sua força repressiva, cumprindo-se assim sobre todos nós a ameaça já feita pelo sr. Primeiro-Ministro, em 9 de Setembro, de responsabilizar os trabalhadores pelas dificuldades que o país atravessa, fazendo-os pagar a crise e dando corpo às manobras abertamente anunciadas pela CIP.

1976-09-22 - Luta Popular Nº 399 - MRPP

APÓS O ACORDO DE TRAIÇÃO P«S»/P«C»P CONSELHO DE MINISTROS DECIDE
- Desocupar as terras de 27 do corrente a 31 de Outubro
- Pagar as indemnizações aos latifundiários
- Criar estatuto jurídico para as Unidades de Produção

O comunicado final da reunião de ontem do conselho de ministros, ao mesmo tempo que começa por afirmar no primeiro dos seus 16 pontos o seu propósito de prosseguir a reforma agrária — não a dos camponeses mas a da burguesia, conhecida pelo P«C»P social-fascista — anuncia um vasto conjunto de medidas contra o movimento camponês, de que uma das mais importantes é sem dúvida a de fazer aplicar o direito de reserva, levando à desocupação das terras para entregar os 50 mil pontos aos latifundiários e grandes agrários ou, em alternativa, as correspondentes indemnizações.
Trata-se evidentemente de uma declaração de guerra não apenas aos assalariados rurais e aos camponeses pobres, mas a toda a classe operária e a todo povo — um ataque de que a burguesia tem vindo a preparar os instrumentos que julga necessários para de uma assentada levar por diante o seu plano, e de que a primeira e fundamental peça consistiu no acordo de traição entre o P«S» e o P«C»P a respeito das desocupações e do pagamento das indemnizações.