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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

1971-08-31 - Semana Portuguesa Nº 15

EDITORIAL
OS DEUSES PORTUGUESES

Alguém já os chamou de Barões, mas estava errado. Eles são mesmo Deuses. Se fossem Barões, estariam sujeitos à mortalidade como os seres humanos.
Por serem Deuses é que são imortais. Este é o mais angustiante problema do Povo Português. Derrubar o sistema político, se é que é sistema e se é que é político, seria coisa fácil. Bastaria um ténue assopro e tudo desmoronaria.
Eles são adorados do Oriente ao Ocidente com a mesma devoção.
Se ouvíssemos os para lá da Cortina de Ferro, ouviríamos dizer que os Deuses portugueses são seus melhores aliados. Ouviríamos dizer: que melhor queremos nós? Nós não seríamos capazes de fazer melhor!
Se ouvíssemos os para cá da Cortina de Ferro, ouviríamos dizer que por serem Deuses precisam ser adorados e nós os adoraremos se eles nos derem o que queremos; uns dólares a mais.

1976-08-31 - REUNIÃO PLENÁRIA DE TODOS OS SIMPATIZANTES, QUADROS E ACTIVISTAS DOS OLIVAIS - MRPP

CONVOCATÓRIA
REUNIÃO PLENÁRIA DE TODOS OS SIMPATIZANTES, QUADROS E ACTIVISTAS DOS OLIVAIS

SÁBADO - 31 AGOSTO, 21H
SEDE DOS OLIVAIS
(Fica por detrás da Escola Preparatória Damião de Góis).

A TODOS OS CAMARADAS DOS OLIVAIS
Camaradas, a abertura de uma sede do Partido no nosso bairro tem um grande significado e uma grande importância não só para o Povo como também para o Partido, pois ela terá como função a organização de toda a classe operária para as grandes lutas que se aproximam e que se irão travar.
Para que possamos responder a todas as tarefas que a Revolução e o Partido nos coloca é necessário ter uma organização forte, bem ligada e assente nas massas, sem a existência desta organização nós somos como um barco à deriva, sem rumo, sem norte e sem porto.
Neste momento os eixos principais são o movimento operário principalmente através do trabalho popular nos bairros, e o reforço da Frente única Democrática e popular (com vista à participação nas próximas eleições para as autarquias locais).

1976-08-31 - Luta Popular Nº 380 - MRPP

Trabalhadores da CML em luta pela semana das 40 horas
RESISTIR FIRMEMENTE AS AMEAÇAS GOVERNAMENTAIS

Na tarde de ontem, dirigentes da Organização Pró-Sindical dos Trabalhadores da Câmara Municipal, em representação dos cerca de 10 000 trabalhadores do município da capital, mantiveram conversações com o director da Administração Local, representando o Ministério da Administração Interna, e com a comissão administrativa da, CML.
Tais conversações incidiram sobre a decisão dos trabalhadores de aplicar a semana das 40 horas, o que fizeram na passada semana, bem como sobre os restantes quatro pontos (quadro único, subsídio de refeição no valor de 50 escudos, subsídio de Natal no valor de 8 mil escudos e passes nos transportes públicos) constantes do caderno reivindicativo aprovado por eles em 1 de Julho, ao qual o MAI não deu ainda resposta.
Quanto ao primeiro ponto do caderno — a semana das 40 horas — os trabalhadores decidiram justamente tomá-la em mãos e seguir a correcta via de a aplicar na prática, tal como o haviam feito, entre outros, os trabalhadores dos TLP, CTT e Metropolitano, já no decurso do presente ano. No que toca às demais reivindicações, os trabalhadores têm como plano de luta para a sua obtenção, entrada em greve de zelo na segunda quinzena de Setembro e em greve geral a partir do primeiro dia de Outubro.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

1976-08-30 - A GRANDE FESTA DO «AVANTE» - PCP

ORGANISMO DOS TRABALHADORES DA INDUSTRIA GRÁFICA

A GRANDE FESTA DO «AVANTE»
Vai realizar-se, nos dias 24, 25 e 26 de Setembro, no recinto da Feira Internacional de Lisboa, A GRANDE FESTA DO "AVANTE".
Durante esses três dias, verificar-se-ão numerosas iniciativas de carácter cultural e recreativo, algumas das quais serão: O Festival Internacional da Canção Política (para o qual já está assegurada a participação de cantores e grupos corais progressistas dos países socialistas, de Espanha, da Grã-Bretanha, dos E.U.A., de Angola, de França, etc.); sessões de música popular e folclórica bem como de música clássica; Festivais de Teatro e de Cinema; Centro de Pioneiros, com circo, cinema e fantoches.
Além deste tipo de realizações, haverá mais: uma zona dedicada à Reforma Agrária, incluindo exposição de material agrícola e venda de produtos da terra; uma Cidade Internacional, onde estarão representados Partidos Comunistas e Socialistas Operários de todo o Mundo; uma exposição sobre a Historia do Partido, realizando-se colóquios e debates a ela relativos. O Partido Comunista Português estará amplamente representado no certame através de "stands" de múltiplas organizações de todo o País - O Comité Central, as Direcções das Organizações Regionais do Continente e Ilhas Adjacentes, Comissões Distritais, Concelhias e de Freguesia, e mesmo diversas células do PCP em empresas importantes (pelas lutas travadas pelos seus trabalhadores em defesa dos seus interesses e da Revolução - bem como pelas organizações juvenis autónomas UEC e UJC. Importa salientar que o nosso organismo estará representado por 2 stands": um propriamente do O.T.I.G. e o representativo da célula da S.N.T. "O Século".

1976-08-30 - FIRMEZA NA CRITICA. UNIDADE NA LUTA! - GDUP

FIRMEZA NA CRITICA. UNIDADE NA LUTA!

(Plataforma mínima para dinamizar a participação dos trabalhadores dos CTT no Congresso dos Sindicatos e na luta pelo ACT. Crítica à actuação do Secretariado Nacional do SNTCT)

1 - INTRODUÇÃO: O CONGRESSO DOS SINDICATOS E O ACT:
Na sequência do seu último comunicado de 26/8/76 os GDUPs dos CTT submetem a consideração dos trabalhadores, dos delegados sindicais e dos órgãos dirigentes do SNTCT este documento, que pretende ser uma plataforma mínima imediata para a dinamização da participação dos nossos companheiros de trabalho no Congresso dos Sindicatos e na defesa do nosso primeiro ACT, o Congresso dos Sindicatos é indiscutivelmente o mais importante objectivo, que se põe a organização dos trabalhadores na actual fase.
Se o Congresso não for um marco de reforço, consolidação e unidade da mais embrionária forma de organização dos trabalhadores - OS SINDICATOS, através da manutenção da UNIDADE SINDICAL NA LEI e da criação de medidas, que visem a VERTICALIZAÇÃO SINDICAL, o movimento sindical ficará estrangulado e ao dispor dos apetites insaciáveis da burguesia.

1976-08-30 - Luta Popular Nº 379 - MRPP

COMUNICADO

Reuniu-se ontem, no Porto, na Sede Central da Zona Ribeiro Santos o Plenum do Comité Central do nosso Partido.
A reunião, que se iniciou às 8 horas da manhã e estava terminada às 5 horas da tarde examinou o estado actual da luta contra a coerente capitulacionista à luz dos ensinamentos adquirido pela Escola de Quadros «18 de Julho».
O Plenum do Comité Central regozijou-se com a magnífica e significativa vitória, obtida pelo Partido contra o cacique revisionista que actualmente encabeça a corrente dos capitulacionistas e liquidacionistas nas nossas fileiras.
O Plenum do Comité Central sintetizou, após minucioso balanço, a experiência e os ensinamentos que a Escola de Quadros «18 de Julho» ministra a todo o Partido, bem como pôs em evidência a extrema importância desses ensinamentos para uma cada vez mais ampla e íntima ligação do Partido às massas populares.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

1971-08-00 - APELO AOS PORTUGUESES - CNSPP

Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos
LISBOA — PORTO — COIMBRA Constituída ao abrigo do Árt.° 199° do Código Civil

APELO AOS PORTUGUESES
No documento que institui a CNSPP, proclama-se com uma das suas finalidades "auxiliar por todas as formas legais os presos e as suas famílias, de modo a que  sejam minorados através duma acção solidária, os sofrimentos morais e materiais causados por uma legislação injusta e agravados por um tratamento desumano”.
Esta acção, como outras que esta Comissão Nacional tem procurado desenvolver no que das suas atribuições, não reveste um mero carácter assistencial, pois decorre de um sentido de responsabilidade para com aqueles que vitimas das injustiças e prepotências o poder, têm dado em muitos casos ao País o melhor da sua vida, lutando não por interesse pessoal, mas por aquilo que consideram o progresso e o bem da colectividade a que pertencem.
Em consequência, tem procurado a CNSPP organizar este trabalho por forma a que os auxílios sejam prestados o mais prontamente possível, a quem deles efectivamente necessita e sem distinção de grupos partidários, tendências ideológicas ou territórios de naturalidade, contanto que sejam vitimas do mesmo aparelho político-policial que a todos igual mente oprime e persegue.

1976-08-00 - Seara Vermelha Nº 06

EDITORIAL
Brejnevus vobiscum* ou o conciliador

O social-imperialismo russo, como qualquer força opressora, para dominar o mundo necessita de satisfazer duas funções sociais: a do carrasco e a do padre, é com uma espada na mão e uma cruz na outra que o novo Hitler, Brejnev, pretende dilatar o império a todos os cantos dos cinco continentes. Às suas quintas-colunas, ora compete sobretudo empunhar a espada, ora erguer a cruz.
No nosso País, a actuação dos nazis cunhalistas até ao 25 de Novembro tornou clara a sua natureza de carrascos do povo. Após o 25 de Novembro, o social-imperialismo ergueu a cruz e fez apelos lacrimosos á conciliação e ao entendimento.
Vestindo a sotaina de «independentes de esquerda» ou a sotaina da «esquerda» trotskista cardosiana do PS e pregando a «unidade», o «entendimento», o «todos são indispensáveis», a padralhada do social-imperialismo tudo faz para tentar suster a ira das forças patrióticas e democráticas e das largas massas populares. Nesta tarefa benediti­na coube papel de relevo à confraria dos cabeças-de-GIS do social-imperialismo que rodeiam Melo Antunes. A Artur Portela (então Duplo, hoje filho de Cunhal) coube a tarefa de fazer o sermão desta missa.

1976-08-29 - TODOS AO JULGAMENTO DOS CAMARADAS PRESOS - MRPP

TODOS AO JULGAMENTO DOS CAMARADAS PRESOS

DIA 1 - TRIBUNAL DA BOA-HORA. ÀS 10 h.

Na próxima 4ª feira, dia 1 de Setembro, encontra-se marcado um pretenso julgamento doo nossos camaradas presos, na sequência do assalto de um numeroso bando armado da UDPide, contra a; Sede do nosso Partido no Alto do Pina.
Como e do conhecimento do Povo, nesse dia, a "democrática" PSP, acorrendo pressurosa e solícita em defesa dos agressores social-fascistas e, após carregar brutalmente sobre as massas populares e os activistas e simpatizantes do nosso Partido que haviam acorrido em defesa da Sede, prendeu 3 camaradas nossos que foram de imediato alvo de violentos espancamentos. Perante o porte firme dos nossos camaradas em recusar a identificação, em exigir, isso sim, a identificação dos agressores da UDPide e a imediata presença de um advogados, as sevícias da PSP, dentro da própria esquadra do Alto do Pina, redobraram de intensidade.

domingo, 28 de agosto de 2016

1976-08-28 - 25 de Abril do Povo Nº 09

PREPARAR A RESPOSTA ADEQUADA

 “o movimento de unidade popular que estamos construindo será uma organização política de massas dotada de uma direcção própria, enraizada na vida e na luta do povo trabalhador".
 Estas palavras proferidas por Luís Moita no comício dos GDUP no dia 20 de Agosto devem ser realçadas pela importância que encerram. Elas são o anúncio de que está a ser construída a organização que materializa a alternativa popular para a situação de crise política e económica em que Portugal vive. Elas são o anúncio de que o 25 de Abril do povo, isto é, a hora de libertação para os explorados de Portugal, não pode ser encarado como objectivo distante e nebuloso, mas tem de ser encarado como uma meta a atingir. Elas são ainda o sinal de que os 800.000 votos em Otelo não foram votos inúteis, mas ponto de partida para a construção de uma verdadeira frente de massas em Portugal.
A importância das directrizes fornecidas aos GDUP para que eles se possam tornar nessa grande frente, de massas populares, com o seu próximo Congresso, não pode ser esquecida por todos aqueles que, querem tornar realidade os objectivos apresentados durante a campanha de Otelo. Essas tarefas consistem fundamentalmente em os GDUP encabeçarem as lutas e dinamizarem as organizações populares de base, alargarem-se a todos aqueles que lutam contra o regresso do fascismo e a recuperação capitalista, reforçarem a unidade e, democracia interna, dos GDUP, debaterem democraticamente todas as questões relacionadas com o Congresso, relançarem a sua actividade e elegerem as suas comissões concelhias e distritais, ao mesmo tempo que deve ser reforçado o papel dirigente da Comissão Nacional Provisória até à eleição de nova direcção.

1976-08-00 - Seara Nova Nº 1570

EDITORIAL

A institucionalização da vida política portuguesa vai-se processando gradualmente e conheceu fases determinantes durante o mês de Julho com a posse do novo Presidente da República e do primeiro governo constitucional.
O General Eanes, na sua tomada de posse, faz algumas declarações que será necessário sublinhar, não só pela importância imediata que têm, como pelo seu significado quando cortejadas com afirmações anteriores.
Numa fase em que se multiplicam os jornais de cariz reaccionário ou abertamente fascizante, hábeis e adestrados (a direita vai aprendendo de experiência em experiência e refinando os seus métodos de destruição da democracia) no manejo do insulto, da calúnia e da criação do clima propício ao golpe contra-revolucionário, afirmando despudoradamente a intenção de desejar fazer o país regressar ao período anterior ao 25 de Abril e levar a julgamento esse mesmo 25 de Abril, como Melo Antunes referiu tão corajosamente no seu discurso de despedida do cargo de Ministro dos Negócios Estrangeiros — é mais do que nunca significativo que o PR homenageie «a resistência à ditadura», reconhecendo-lhe o «duro e difícil caminho» que foi a sua (nossa) luta contra o totalitarismo.

1976-08-28 - Luta Popular Nº 378 - MRPP

Aumento do défice comercial inflação, dilatação do crédito
AGRAVAM-SE OS SINTOMAS DA CRISE ECONÓMICA

Segundo dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Estatística, a balança comercial portuguesa registou no primeiro semestre deste ano um saldo negativo de 27 941 milhares de contos (correspondendo a 54127 milhares de contos de importações e a 26186 milhares de contos de exortações) o que representa um aumento de 618 contos em relação ao ano transacto.
Nos cinco primeiros meses deste ano tal défice importava já em 26 054 milhares de contos, somente tendo sofrido um acréscimo de 887 contos no último mês, o que não deixa de ser «misterioso», face à evolução normal das estatísticas.
A existência deste défice deita por terra todas as balelas levantadas pelo Partido Socialista, o VI Governo Provisório e o actual Governo Constitucional segundo as quais a situação da economia portuguesa teria substancialmente melhorado desde que tal gente foi chamada a gerir o Estado dos capitalistas.

sábado, 27 de agosto de 2016

1976-08-27 - Tribuna Operária Nº 01

PROCLAMAÇÃO
1. Desde a sua criação, os sindicatos têm sido uma forma de organização das grandes massas trabalhadoras na luta por melhores salários, contra a exploração e a miséria. Embora sejam uma forma inferior de organização da classe operária, os sindicatos têm, contudo, uma grande importância para a educação e mobilização da classe operária e das amplas massas trabalhadoras.
2. Desde o seu aparecimento no nosso país, em fins do século passado os sindicatos tiveram um tal desenvolvimento que poucos anos antes do golpe fascista do 28 de Maio tinha sido constituída uma Confederação Geral do Trabalho que agrupava algumas dezenas de sindicatos e tinha perto de 90.000 aderentes.
Com a progressiva fascização da sociedade portuguesa, a que não escapavam os sindicatos, os trabalhadores foram-se desintessando da actividade sindical, desinteresse esse aumentado pela forte repressão exercida pelo regime fascista aos seus mais tímidos protestos, e os sindicatos tornaram-se em órgãos do poder fascista.

1976-08-27 - EXPULSÃO DE UM TRAIDOR À CLASSE OPERÁRIA - PCP-ml

EXPULSÃO DE UM TRAIDOR À CLASSE OPERÁRIA

O PCP(m-l) expulsou das suas fileiras o renegado e provocador António Dornelas. Técnico de contratação do Sindicato Operário das Indústrias Químicas do Norte, este, indivíduo revelou-se como um agente do social-imperialismo russo, como um lacaio do novo Hitler, Brejnev, infiltrado nas fileiras do destacamento de vanguarda organizado da classe operária. Mas a mesma vigilância e a mesma firmeza revolucionária que antes do 25 de Abril de 1974 expulsara um bando de fracionistas, que acabou por se juntar aos rachados sociais-fascistas do «PCP(R)» e da UDP, desmascarou o traidor António Dornelas e correu com ele.
Assim, o PCP(m-l) saiu mais forte.
Como procedia o social-fascista António Dornelas?
Há mais de um ano que o social-fascista António Dornelas procurava minar o PCP(m-l) e a influência que o nosso Partido exerce no seio dos operários químicos.
Para tentar passar por anti-social-fascista, o traidor António Dornelas gritava, ameaçava de pancada operários sem partido e camaradas do Partido que não alinhavam na sua demagogia. No entanto, cedia miseravelmente face aos sociais-fascistas. Foi o que sucedeu, por exemplo, quando em Dezembro de 1974 os sociais-fascistas invadiram o Sindicato dos Químicos e se puseram com exigências. Enquanto os operários químicos defrontaram os sociais-fascistas, o António Dornelas traiu essa luta rebaixando-se a escrever à máquina, ele próprio, o documento que os nazis cunhalistas queriam. Não satisfeito com isso, convenceu membros da Direcção a assinar esse documento. Esta atitude é ou não é uma capitulação face aos sociais-fascistas?

1976-08-27 - A todos os G.D.U.P. - CNPUP

     A todos os G.D.U.P.
     A todas as Concelhias e Distritais

     Companheiros:
Junto enviamos a moção em 10 pontos aprovada por aclamação no grande comício realizado no dia 20 de Agosto, em Lisboa, na comemoração do primeiro aniversário do Documento do COPCON. Os 10 pontos desta moção têm de ser popularizados de Norte a Sul como reivindicações importantes que mobilizam para a luta os trabalhadores. Todos os GDUP, todas as Concelhias e Distritais, devem desde já:
   - Propagandear através de comunicados, pinturas, jornais murais, etc., em todos os locais de trabalho e de habitação;
     - Realizar sessões de esclarecimento sobre a linha dos GDUP e as reivindicações populares, em especial os 10 pontos, discutindo a forme de os conseguir alcançar;
    - Ligar os 10 pontos à situação concreta de cada distrito, dando especial importância àqueles que mais directamente dizem respeito ao distrito, concelho, local de habitação ou trabalho;
- Em cada região devem elaborar-se programas de luta locais que sintetizem as principais aspirações populares;
- A moção em 10 pontos assim como as restantes intervenções do comício serão publicadas no nº 2 do “Luta Continua".

Lisboa, 27 de Agosto de 1976
O Secretariado da Comissão Nacional Provisória de Unidade Popular

1976-08-27 - Luta Popular Nº 377 - MRPP

NO 1º. ANIVERSÁRIO DO JORNAL OPERÁRIO DIÁRIO!

DIA DE FESTA,
DIA DE LUTA
O dia 26 de Agosto é um dia de festa da Imprensa Operária, data que marca o aparecimento do «Luta Popular» diário. Decidindo comemorar o 1.º Aniversário do «Luta Popular» diário com sobriedade e simplicidade, o nosso jornal entendeu que não poderia deixar de o fazer em estreita unidade com aqueles que diariamente o fazem, distribuem e vendem.
Entende a redacção e o nosso Partido que os trabalhadores da Sociedade Nacional de Tipografia, que ao longo de vários meses não pouparam esforços nem regatearam sacrifícios para que o «Luta Popular» saísse, são também membros da redacção, são artífices do jornal diário do proletariado e este 1.° Aniversário não poderia passar sem uma sincera homenagem à sua luta, ao seu esforço e ao seu trabalho. Neste sentido, como forma de comemorar o dia 26 de Agosto, organizou o nosso jornal uma visita à Sede Nacional do nosso Partido, para a qual convidou todos os trabalhadores da SNT que, desde a composição e montagem à impressão, passando pela gravura, participam na feitura do nosso jornal. Considerando-os membros da redacção do jornal, haveria que dar-lhes a conhecer as condições em que ele é escrito diariamente, e a visita tinha, portanto, esse objectivo.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

1976-08-26 - O FIM DE FÁETON... - MRPP


1976-08-26 - Luta Popular Nº 376 - MRPP

VIVA O 1º ANIVERSÁRIO «LUTA POPULAR» DIÁRIO

O dia 26 de Agosto de 1975 representa uma data histórica na Revolução Portuguesa: uma data que marca uma grande vitória do nosso Partido, da sua linha revolucionária proletária da classe operária e do peno. O «Luta Popular», inicia nessa data a sua publicação diária, tal como linha decidido a II Conferencia Nacional do MRPP.
Um jornal diário marxista-leninismo; constituía — e constitui - uma necessidade da Revolução e uma exigência das massas, que o nosso Partido soube avaliar e tomar as medidas necessárias à sua satisfação. Como todas e cada uma das vitórias obtidas pelas massas no seu combate prolongado contra o Poder da burguesia também a vitória materializada no início da publicação diária do «Luta Popular» é fruto duma aguda e encarniçada luta entre as duas classes — a burguesia e o proletariado — e as duas linhas — a linha revolucionária proletária do nosso Parido com o camarada Arnaldo Matos à cabeça e a linha negra revisionista do renegado Sanches.

1976-08-26 - CONFERÊNCIA DE IMPRENSA DA UCRP(ml)

CONFERÊNCIA DE IMPRENSA DA UNIÃO COMUNISTA PARA A RECONSTITUIÇÃO DO PARTIDO (MARXISTA-LENINISTA)

Aos Órgãos de Comunicação Social
Abaixo transcrevemos o texto da comunicação apresentada pelo camarada Afonso Rocha, membro do Secretariado do Comité Central da nossa Organização, em conferência de imprensa, no dia 26 de Agosto às 10 horas, na Casa da Imprensa, a cuja comunicação, devido a sua importância politica, solicitamos seja dada a devida divulgação.
Saudações Democráticas
Departamento de Agitação e Propaganda do Comité Central
..ooOOOoo..
A União Comunista para a Reconstituição do Partido (marxista-leninista) convocou os órgãos de comunicação social para apresentar a sua posição sobre a situação política actual e em particular a atitude que os Comunistas adoptarão em relação ao governo PS agora constituído.

1976-08-26 - Na Luta pelo ACT, reforcemos a nossa união! - GDUP

Na Luta pelo ACT, reforcemos a nossa união!

Companheiros trabalhadores dos CTT:
Em 5 de Maio de 1974 numa Assembleia, que ficará na história do movimento sindical dos CTT, afirmámos a nossa decisão de nos unirmos num só sindicato, porque só assim conseguiríamos defrontar em todas as situações o patronato, a burguesia e o fascismo. Soubemos na verdade, pôr em prática este princípio: a unidade dos trabalhadores em luta pelos seus direitos é o seu bem mais precioso.
Companheiros;
Hoje esta verdade tem de estar bem presente em todos nós. O patronato, a burguesia e os fascistas sabem que, destruindo-a, terão, a vitória sobre os trabalhadores, ao seu alcance. Os GDUPs dos CTT não podem, por isso, deixar de lançar um alerta para a forma como a ofensiva de direita se está a reflectir na nossa empresa. Está bem à vista de todos o que o comunicado 8/CA significa. Através do SINTEL e de uns quantos Sindicatos profissionais pretende o patronato criar pontas de lança, que minem e dificultem a unidade dos trabalhadores dos CTT. Esta situação é tanto mais grave, quanto é certo, que o Governo se prepara para obrigar as classes trabalhadoras a apertar ainda mais o cinto, cedendo por outro lado ao patronato e aos fascistas o que estes muito bem exigem. Se o Governo e o patronato nos encontrarem divididos terão a sua tarefa extremamente simplificada e imporão as condições que muito bem entenderem.

1976-08-26 - Bandeira Vermelha Nº 032 - PCP(R)

Editorial
No discurso pronunciado no comício do passado dia 20 de Agosto por Luís Moita, da Comissão Nacional Provisória de Unidade Popular, estão contidos dados políticos de importância decisiva para o avanço do movimento dos GDUPs e para a consolidação da Frente Popular.
Trata-se de um documento que traça, com bastante clareza, as condições fundamentais para que o grande objectivo dos GDUPs — a edificação da Frente Popular de massas — passe definitivamente do plano das intenções e dos projectos para o da realidade viva.
Quatro condições fundamentais é necessário observar para que os objectivos apontados por Otelo sejam levados a bom termo.
É necessário que os GDUPs estejam ligados às lutas e à vida das massas.
É necessário que os GDUPs se alarguem, chamem a si e organizem todas as camadas do povo.
É necessário que os GDUPs superem as suas fraquezas e resolvam as suas contradições internas, reforçando a democracia e a unidade na base e na acção.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

1976-08-25 - ERGAMOS BEM ALTO OS 10 PONTOS - GDUP

ERGAMOS BEM ALTO OS 10 PONTOS
AS 10 BANDEIRAS DE LUTA DO POVO TRABALHADOR DE PORTUGAL

CAMARADAS! COMPANHEIROS!
ANTIFASCISTAS!
A escalada da direita fascista está em marcha: os conciliadores abriram-lhes as portas.
Spínola já está em Portugal. Os Pides já andam à solta e os fascistas estão a ser reintegrados nos seus antigos postos que ocupavam no 24 de Abril.
Otelo e os militares revolucionários são afastados dos quartéis e estão em liberdade condicional enquanto os oficiais fascistas avançam no controle do aparelho militar.
Mas a avançada da direita vai encontrar pela frente a grande barreira, do povo trabalhador de Portugal, unido e organizado nos GDUPs.
O grande comício de dia 20, apontou os 10 pontos, as 10 bandeiras de luta que o povo vai tomar nas suas mãos, erguer bem alto e esmagar a avançada da direita e do fascismo.
Que nem um só trabalhador, que nem um só explorado do nosso país desconheça os 10 pontos:

1976-08-00 - Paginas Vermelhas Nº 06 - UCRP(ml)

EDITORIAL
ERGAMOS UM AUTENTICO BOLETIM COMUNISTA!

O PÁGINAS VERMELHAS já há um mês que deveria ter chegado às vossas mãos camaradas.
O atraso na sua publicação deveu-se, por um lado, à realização da 8ª Reunião Plenária (ampliada) do Comité Central e a algumas medidas nela tomadas referentes à constituição de diversos departamentos do Comité Central, e por outro lado às diversas tarefas ideológicas e práticas que os trabalhos da Comissão Organizadora do Congresso impuseram, que exigiram que o Secretariado do Comité Central centrasse os seus esforços, nos últimos tempos, nas tarefas acima apontadas.
O PÁGINAS VERMELHAS sai só agora, em fins de Agosto. No entanto, os camaradas verificarão as profundas modificações que lhe foram introduzidas, no sentido de ele desempenhar cabalmente o seu papel de boletim interno da UCRP (ml).
O seu conteúdo foi profundamente remodelado. Essas alterações ocorridas são frutos directos das importantes decisões tomadas pelo nosso Comité Central no seu último pleno ampliado.

1976-08-25 - ABERTURA DA DELEGAÇÃO «SERVIR O POVO» - MRPP

ABERTURA DA DELEGAÇÃO «SERVIR O POVO»

      ALBARRAQUE QUATRO ESTRADAS CASA ALTA
DIA 28 «SÁBADO, 17 HORAS

AO PROLETARIADO E AO POVO DE ALBARRAQUE
É com profundo regozijo que a organização do Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado (M.R.P.P.) de Albarraque vem comunicar aos operários e ao Povo da zona a abertura de uma Delegação em Albarra­que no próximo sábado, dia 28 de Agosto, pelas 17 horas.
Do ponto de vista do nosso Partido as casas são feitas pelo Povo e devem estar ao serviço do Povo, por isso ao abrirmos esta Delegação é nosso objectivo fazer dela não apenas uma Delegação do Partido, mas sobretudo uma casa para servir o Povo, uma casa onde a unidade e a organização do Povo se fortalecerão.
A abertura da Delegação "SERVIR O POVO" verifica-se num momento em que a luta de classes no nosso país apresenta características especiais, num momento de acalmia (aparente). De facto tal acalmia é apenas uma aparência sob a qual a Revolução e a contra-revolução se preparam para os novos confrontos ainda mais violentos do que os verificados ate hoje.

1976-08-25 - Luta Popular Nº 375 - MRPP

TODOS AO JULGAMENTO DOS CAMARADAS PRESOS!

1 de Setembro, às 10 horas no Tribunal da Boa-Hora

Na continuação de uma serie de provocações ilegalidades e arbitrariedades tomadas contra os nossos camaradas, presos na sequência do assalto levado a cabo pelo bando social-fascista da UDP na noite de 21 de Julho contra a delegação do nosso Partido no Alto do Pina, surge agora mais uma peça a juntar a todo este processo provocatório. Efectivamente, encontra-se marcado para o próximo dia 1 de Setembro, as 10 horas, no Tribunal da Boa-Hora, um pretenso julgamento dos antifascistas e anti-social-fascistas presos.
Como é sabido, já anteriormente a burguesia montou duas farsas idênticas, que conduziram directamente às decisões ilegais proferidas pelo juiz João Vaz Rebordão, decisões essas que são responsáveis pela manutenção do encarceramento dos nossos camaradas há mais de um mês.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

1976-08-00 - Frente Ecológica Nº 10

• MICHIO KUSHI • MAIO-1976
"DIZ-ME O QUE CONSOMES DIR-TE-EI QUEM ÉS"

Se o homem é o que come, como afirma a Macrobiótica e Michio Kushi reafirmou no Semanário que, durante 5 dias, ministrou em Lisboa a convite do Movimento Macrobiótico Português, teremos de saber em que medida essa expressão é uma metáfora.
Se tomarmos o "alimento" no sentido estrito, isto é, o que, depois de cozinhado, se tira do prato e mete à boca, afigura-se arriscado afirmar que o homem é apenas o que come, porque o ser vivo e por maioria de razão o homem em sociedade, é função do Meio em que vive e do comércio biológico, do intercâmbio energético que se estabelece entre ele e o Meio Ambiente.
Sem tomar aquele provérbio à letra, deveremos então traduzi-lo por outro: "cada indivíduo ou cada povo é aquilo que consome" e ficaremos mais próximos da verdade, subentendendo, nos consumos, o que o ser vivo retira do ar, do ambiente electromagnético, das radiações e vibrações, das ondas curtas e longas.

1976-08-00 - Resistência Nº 18 - RPAC

EDITORIAL
Morte aos Traidores!

1. Não há pior cego, do que aquele que não quer ver. Eis um velho ditado que cabe perfeitamente na cabeçorra dos escribas de serviço ao relatório sobre o golpe contra-revolucionário de 25 de Novembro.
Saiu mais um relatório, que em quase nada adiantou em relação aos anteriores, a não ser nas habituais provocações aos soldados e marinheiros que os escribas intentam incriminar como se na realidade o Povo fosse acreditar que os seus filhos incorporados à força no exército da burguesia, fossem os autores do golpe.
Se a tanto vos obriga a conciliação e o amor de filisteus, ficai sabendo que não vos adianta nada e não ides muito longe com a vossa profissão. Os soldados sabem perfeitamente com quantas letras se escreve o nome dos partidos que prepararam e executaram essa aventura. Sabem quem foi o principal autor e donde foi dirigido directamente. Os soldados sabem também, que o P"C"P/ U"DP" social-fascistas - nome tão feio para vocês - foram os protagonistas dessa peça e que foram telecomandados directamente de Moscovo. Os soldados sabem ainda, onde eles estão e sabem acima de tudo onde eles não devem estar.

1976-08-24 - Luta Popular Nº 374 - MRPP

SÓ O POVO PODE LIBERTAR OS SEUS FILHOS!

      - Julgamento dos camaradas presos
      1 de Setembro, às 10 horas, no Tribunal da Boa Hora

Realiza-se no próximo dia 1 de Setembro, pelas 10 horas, no Tribunal da Boa-Hora, um pretenso julgamento dos nossos camaradas presos na sequência do assalto contra a delegação do nosso Partido no Alto do Pina, perpetrado por um numeroso bando de indivíduos armados pertencente ao grupelho social-fascista UDPide.
Como é sabido, a PSP acorrendo solicita em protecção dos agressores, após carregar brutalmente sobre os elementos das massas e os activistas e simpatizantes do nosso Partido que acorreram em defesa da delegação, prendeu três camaradas nossos que foram de imediato espancados violentamente. Perante a firme atitude adoptada pelos antifascistas e anti-social-fascistas presos de não se identificarem e de exigirem a presença de um advogado, as provocações e sevícias redobraram de intensidade na esquadra da PSP no Alto do Pina.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

1971-08-00 - Seara Nova Nº 1510

actualidade nacional
LEI DE IMPRENSA E LIBERDADE DE IMPRENSA

(Da proposta do Governo à lei aprovada pela Assembleia Nacional)
Por José Carlos Vasconcelos

NOVE sessões da Assembleia Nacional, ao cabo de um longo verão parlamentar, bastaram para aprovar uma Lei de Imprensa que o país espera há décadas, e com a qual, em princípio, finalmente, se porá termo ao regime de censura prévia que vigora há 45 anos. Aquele «órgão de soberania» votou quase «ipsis verbis» o texto apresentado por uma comissão eventual nomeada para o efeito e composta por 16 deputados, rejeitando as propostas de alteração ou aditamento subscritas pelo dr. Pinto Balsemão, co-autor (1) de um projecto de lei que visava assegurar a liberdade de Imprensa — e que estava de acordo, no essencial, com as bases aprovadas pelos jornalistas em assembleia geral da classe.

1976-08-00 - Democracia CDS 76 Nº 08

Você está ou não está disposto?...

Você que compra e lê a «Democracia 76», órgão do Partido do Centro Democrático Social, sabe certamente que um partido é um grupo de pessoas e, como tal, a vida e o crescimento de um partido depende da disposição e do dinamismo do grupo de pessoas que a forma. Daí perguntarmos-lhe se você está ou não está disposto...
Você sabe que o CDS tem despesas e que precisa, portanto, de dinheiro e você sabe que o partido para ser maior, precisa de mais trabalho, mais despesas, mais dinheiro. Primeira pergunta: você está ou não está disposto a angariar fundos e filiados para o Partido?
Você sabe também que o CDS precisa de ser mais conhecido e que precisa, por isso, de divulgar mais intensamente e de melhorar as suas publicações formativas e informativas. Segunda ordem de perguntas: você está ou está disposto a promovera venda e a divulgar a «Democracia 76»? Você está ou não está disposto a ser assinante e a angariar mais assinaturas da «Democracia 76»? Você está ou não está disposto a divulgar e a distribuir a (Folha CDS))? Você está ou não está disposto a ouvir o «CDS-informa» e a divulgar os seus números de telefone (Lisboa - 705131; Porto - 314043)?

1976-08-23 - Luta Popular Nº 373 - MRPP

Sessão Solene de Encerramento da Escola de Quadros «18 de Julho»
PREPARAR AS FORÇAS PARA A LUTA
LUTAR PARA VENCER

Realizou-se, ontem no Pavilhão do Clube Atlético de Campo de Ourique a sessão de encerramento da escola de quadros «18 de Julho».
Presentes os quadros que trabalharam na escola durante o seu tempo de duração, a quase totalidade dos membros do Comité Central e em particular o camarada secretário-geral Arnaldo Matos, e várias centenas de militantes, simpatizante e activistas que encheram o pavilhão com a sua alegria, entusiasmo e determinação de recolher os ensinamentos da escola de quadros «18 de Julho» e de seguir pela sua via.
A escola de quadros «18 de Julho» foi convocada por resolução do Comité Executivo do Comité Central e funcionou num período de 8 dias durante os quais houve 21 períodos de estudo num total de 90 horas de trabalho.
Analisando o contexto em que a Escola se realiza e apontando as suas tarefas afirmou o camarada Arnaldo Matos na sua alocução de abertura:

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

1976-08-22 - CASAS SIM! DESPEJOS NÃO! - Comissões de Moradores

CASAS SIM! DESPEJOS NÃO!

  TODOS AO MINISTÉRIO DA HABITAÇÃO, NA TERÇA-FEIRA ÀS 15 horas!

Camaradas, Companheiros e Amigos:
O avanço das forças reaccionárias e da direita, tem-se caracterizado por uma feroz perseguição aos ocupantes, moradores pobres e desempregados.
Os despejos selvagens: cada vez são mais, estando neste momento ameaçadas milhares de famílias.

1976-08-00 - A Voz da Revolução Nº 12 - CRC(ml)

Editorial

Decorreu durante o mês de Agosto a 3ª Reunião Plenária do Comité Central do CRC-ML
Da ordem de trabalhos estabelecida,
1 — ANÁLISE DA SITUAÇÃO POLÍTICA ACTUAL
2 - REPÚDIO ÀS FALSAS AFIRMAÇÕES INSERTAS NO JORNAL "O COMUNISTA" N° 19 DE 19/7/76, FEITAS PELA UCRP AO CRC-ML
3 - INTEGRAÇÃO DO NCB(P), NÚCLEO DE COMUNISTAS DE BENFICA (PROVISÓRIO), NO CRC-ML
4 - TRABALHO DE RECTIFICAÇÃO GERAL E PROFUNDO DEBATE POLÍTICO E IDEOLÓGICO

Transcrevem-se a seguir os textos integrais das resoluções políticas aprovadas por unanimidade, demonstrativo da unidade ideológica, produto do constante trabalho político e revolucionarização interna levada a cabo na nossa organização e cujo objectivo principal aponta a luta pelo verdadeiro partido da classe operaria.

1976-08-22 - PROCLAMAÇÃO DA UNIÃO DA JUVENTUDE COMUNISTA REVOLUCIONARIA - UJCR


PROCLAMAÇÃO DA UNIÃO DA JUVENTUDE COMUNISTA REVOLUCIONARIA

JOVENS OPERÁRIOS!
JOVENS CAMPONESES!
JOVENS PESCADORES!
JOVENS TRABALHADORES!
JOVENS ESTUDANTES!
Nasceu a organização comunista da Juventude!
Neste dia histórico, várias dezenas de jovens comunistas reunidos em Encontro Nacional convocado pelo Partido da classe operária portuguesa o Partido Comunista Português (Reconstruído) — proclamam: a juventude portuguesa tem a partir de hoje a sua organização de luta e de vanguarda, o seu baluarte firme para a revolução, a UNIÃO DA JUVENTUDE COMUNISTA REVOLUCIONÁRIA!
Inspirados nos exaltantes exemplos de dedicação à classe operária e ao povo dados pela juventude de todo o mundo, em que se destacaram no passado o KOMSOMOL de Lenine e Staline, e hoje se destaca a combativa juventude da China de Mao Tsétung, e os intrépidos jovens da Albânia de Enver Hoxha, constituímos hoje também em Portugal a Juventude Comunista.

1976-08-22 - PROCLAMAÇÃO DA UNIÃO DA JUVENTUDE COMUNISTA REVOLUCIONARIA - UJCR

PROCLAMAÇÃO DA UNIÃO DA JUVENTUDE COMUNISTA REVOLUCIONARIA

JOVENS OPERÁRIOS!
JOVENS CAMPONESES!
JOVENS PESCADORES!
JOVENS TRABALHADORES!
JOVENS ESTUDANTES!
Nasceu a organização comunista da juventude!
Neste dia histórico, várias dezenas de jovens comunistas reunidos em Encontro Nacional convocado pelo Partido da classe operária portuguesa — o Partido Comunista Português (Reconstruído) — proclamam: a juventude portuguesa tem a partir de hoje a sua organização de luta e de vanguarda, o seu baluarte firme para a revolução, a UNIÃO DA JUVENTUDE COMUNISTA REVOLUCIONÁRIA!
Inspirados nos exaltantes exemplos de dedicação à classe operária e ao povo dados pela juventude de todo o mundo, em que se destacaram no passado o KOMSOMOL de Lenine e Staline, e hoje se destaca a combativa juventude da China de Mao Tsétung, e os intrépidos jovens da Albânia de Enver Hoxha, constituímos hoje também em Portugal a Juventude Comunista.

domingo, 21 de agosto de 2016

1976-08-21 - Revolução Nº 082 - PRP-BR

EDITORIAL

As alterações no Conselho da Revolução e nas regiões militares constituíram um golpe dentro das instituições que faz parte de uma escalada para que seja levado a cabo mais tarde uma última machadada que dê efectivamente no golpe fascista de que a burguesia tem necessidade para exercer o poder em Portugal.
Tirando Charais e Pezarat das Regiões militares do Centro e Sul, foi destruído o último reduto dos «nove», que se vêem reduzidos a ficar à porta do poder. E de tudo o que pensavam que sabiam há um ano, resta-lhes hoje as comemorações domésticas na vivenda de um cronista medíocre e um último rebuçado para Vasco Lourenço se entreter a mostrar até que ponto é capaz de acompanhar a direita. Os «nove» acabaram. Durante um ano a direita serviu-se deles para caminhar por etapas dando a aparência duma proposta social-democrata (que nem de tal se admitia chamar a si própria, mas que se considerava muito mais à esquerda) uma vez que não tinha infraestrutura político-militar que garantisse um poder autoritário de direita instalado subitamente. Os «nove» foram portanto a escada por onde a direita subiu Melo Antunes, Vítor Alves e outros dobraram as costas e suportaram os safanões duma direita que foi subindo isto tudo para fazerem um combate a um Partido Comunista e a um Gonçalvismo, que nunca poderiam deter o poder nas condições existentes neste país. Ou antes, isto tudo por não suportarem «que o poder caísse na rua».

1976-08-21 - 25 de Abril do Povo Nº 08

O espírito do 20 de Agosto

Os GDUP resolveram assinalar com um comício o primeiro da manifestação do 20 de Agosto de 1975, de apoio ao Documento do COPCON.
O espírito dessa jornada — o de unidade popular, de combatividade contra o fascismo, o capitalismo e o imperialismo, de contar com as próprias forças para o avanço do processo revolucionário — é efectivamente hoje continuado pelos GDUP.
Entre o Documento do COPCON e o programa de candidatura de Otelo há diferenças, que foram fundamentalmente ditadas por uma também situação política concreta nos momentos em que vieram à luz. No entanto, há uma continuidade entre ambos que é ressaltada na convocatória dó comício pela Comissão Distrital de Unidade Popular de Lisboa: "O Congresso dos GDUP irá consolidar o movimento de Unidade Popular, dotá-lo duma estrutura, organizativa, dum programa de luta e de uma linha revolucionária a que não é estranho o Documento do COPCON, o programa de candidatura de Otelo, e as lutas concretas do povo trabalhador".

1976-08-21 - Luta Popular Nº 372 - MRPP

QUE CAMINHO SE ABRE ÀS OPERÁRIAS CONSERVEIRAS?

Decretado pelas direcções social-fascistas dos sindicatos conserveiros, da Póvoa de Varzim e Olhão, os trabalhadores da indústria de conservas de peixe realizam na próxima segunda-feira um dia de greve de braços caídos.
Os 12 mil trabalhadores da indústria de conservas de peixe, dos quais 87 por cento são operárias, lutam pela revisão do seu CCT, cujas principais reivindicações são o horário de 45 horas semanais, o salário mensal de 5700 escudos e o mês de férias com subsídio por inteiro.
Para levar as três associações patronais — Norte, Sul e Pescas Longínquas — a iniciar as negociações de revisão do CCT, as direcções vendidas dos sindicatos conserveiros decretaram a redução da produção em 30% e ainda o impedimento da saída dos produtos enlatados das fábricas.
O patronato apareceu então para negociar, na segunda quinzena de Julho passado, posto o que de imediato as direcções sindicais suspenderam as formas de luta. Tanto bastou para que, decorridas algumas horas de negociações, novamente os representantes das entidades patronais se ausentassem, ficando suspenso o processo de negociações em curso.

sábado, 20 de agosto de 2016

1976-08-20 - folha CDS Nº 53 - CDS

folha CDS Nº 53
20.VIII.76

1. O CDS E AS PRISÕES DOS BOMBISTAS. O CDS publicou um comunicado sobre o assunto no qual afirma que nenhum dos indivíduos recentemente presos é ou foi filiado do Partido e ainda que promoverá procedimento criminal contra os órgãos de informação que caluniem ou difamem o Partido.
O CDS pergunta às autoridades competentes, e nomeadamente à Polícia Judiciária do Porto, qual foi o destino dado aos processos relativos à captura de diversos indivíduos, em Viana do Castelo, no passado mês de Março, alguns dos quais, segundo relato da imprensa, detinham material bombista.
O CDS alerta o povo português para vários sinais de repetição de manobras operadas, antes do 25 de Novembro, pelo PCP e pelo MDP/CDE, com a cobertura da imprensa que lhes é afecta, e nomeadamente "O Diário".
O nosso Partido chamou a atenção para o comunicado provocatório da Comissão Distrital do Porto do MDP/CDE, organização bem conhecida pelas perseguições e violências arbitrárias, cometidas durante os períodos mais negros do gonçalvismo, prova clara da reactivação súbita deste braço do PCP.

1976-08-20 - CIRCULAR INTERNA de 20 de Agosto do 1976 - UCRP(ml)

CIRCULAR INTERNA de 20 de Agosto do 1976

l. Depois da realização da 8ª. Reunião Plenária (ampliada) do Comité Central, o Secretariado do Comité Central tem desenvolvido intensa actividade no cumprimento das Resoluções do Comité Central tomadas nesta Reunião Plenária.
No processo da luta pela unidade dos comunistas e pela reconstituição do Partido tem-se desenvolvido conversações com o C.U.P. da O.C.M.L.P. em (reconstrução) e com vários núcleos dispersos que se reclamam do Marxismo-Leninismo. Prosseguem também as conversações com o P.C.P.(ml) e o esforço de aproximação com o M.R.P.P. tem sido também por nós intensificado.

REORGANIZAÇÃO DA O.C.M.L.P. EM SETEMBRO
2. As conversações realizadas com o C.U.P. da O.C.M.L.P. (em reorganização) não tem até hoje ultrapassado o âmbito informal dado que só após a reorganização da O.C.M.L.P. aqueles camaradas aceitam entrar, na discussão da Plataforma do Partido e do Estatuto da COMORG, com o acordo do nosso C.C., dado que a presente fase da luta do C.U.P. da O.C.M.L.P. visa a reorganização da O.C.M.L.P. para em seguida se avançar nos trabalhos de discussão dos documentos fundamentais do Partido e da preparação do Congresso.

1976-08-20 - ESCOLA DE QUADROS “18 DE JULHO” - MRPP

ESCOLA DE QUADROS “18 DE JULHO
  ROMPER PARA TODOS OS QUADRANTES CONTRA VENTOS E MARÉS

Depois de um dia de trabalho no campo, de um dia altamente positivo para a ESCOLA DE QUADROS "18 DE JULHO", pela rica experiência vivida por todos os quadros num local com ricas e heróicas tradições de luta do nosso Povo pela Independência Nacional, depois de um dia em que a ESCOLA DE QUADROS demonstrou um espírito de vencer todas as dificuldades, os trabalhos voltaram à Sala das Conferências, para mais um dia de grandes ensinamentos da justa política do nosso Partido, do Marxismo-Leninismo-Maoísmo.
Logo a seguir à reunião de balanço das actividades do dia anterior, teve lugar a lª. Conferência, realizada pelo camarada Dani­lo Matos, membro do Comité Central do nosso Partido, intitulada ”O TRABALHO POLÍTICO ENTRE AS MULHERES". Esta Conferência, foi atentamente seguida por todos os camaradas, já que, o trabalho neste importante sector do nosso Partido é praticamente nulo, não tendo merecido até agora a devida atenção por parte dos nossos camaradas.

1976-08-20 - Luta Popular Nº 371 - MRPP

Bombismo fascista e social-fascista
PRESO UM COLABORADOR DE CORVACHO

•  O ex-chefe da RMN pede licença para se ausentar do País
•  Outro dos bombistas tem certas afinidades com os social-fascistas
PORTO — (Do nosso correspondente). — Pela madrugada foi ontem foi preso o 15º elemento ligado à rede bombista que a Polícia Judiciaria tem vindo a desmontar. O seu nome é DÉCIO SOTTO MAIOR, residente na cidade do Porto e é funcionado na filial da Caixa Geral de Depósitos em Vila Nova de Famalicão
Décio Sotto Motor é um social-fascista conhecido como bom lacaio do brigadeiro Eurico Corvacho, quando como Aferes cumpriu o serviço militar no Quartel-General da Região Militar do Norte.
Curiosamente o canalha bombista e social-fascista Décio Sotto Maior, quando desenvolvia o soldo de Eurico Corvacho a sua actividade pidesca, prendeu Ramiro Moreira, outro dos implicados na rede bombista, quando este, há cerca de um ano, entrou para o Quartel-General da Região Militar do Norte a distinguir panfletos contrários ao conhecido e destacado pecepista Eurico Corvacho.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

1976-08-19 - Bandeira Vermelha Nº 031 - PCP(R)

Editorial
DIZ-ME QUEM LIBERTAS, DIR-TE-EI QUEM DEFENDES

Os milhares de pessoas que, por todo o país, se manifestaram nos últimos dias, apontaram a Spínola o lugar que, por sua vontade, lhe reservam: a cadeia!
Contra o regresso e a libertação do chefe terrorista protestaram as Comissões de Moradores e de Trabalhadores. Sindicatos enviaram moções de repúdio às autoridades e apoiaram manifestações. Cooperativas associaram-se às vozes indignadas que se levantaram. Os GDUPs, partidos e organizações políticas promoveram e apoiaram acções de massas.
Nas conversas da rua o povo indigna-se e faz sentir o ultraje que representa, para quem lutou na rua a 28 de Setembro e a 11 de Março, o regresso impune de um fascista que há poucos meses negociava na Europa a compra de armas para invadir Portugal.
A vontade do povo não é, porém, a vontade do governo e das autoridades. Como os pides, Spínola tem liberdade de se movimentar à vontade por todo o país. Tem mãos livres para prosseguir as suas actividades criminosas.

1976-08-19 - ...DIVÓRCIOS NA RUA CASAMENTOS NOS GABINETES... - MRPP



Ministros e seus lacaios
...DIVÓRCIOS NA RUA CASAMENTOS NOS GABINETES...

CAMARADAS:
1.  O projecto de decreto-lei de Correia Jesuíno, repudiado desde a primeira hora pelos trabalhadores da Imprensa, é agora publicado traiçoeiramente pelo Governo, enquanto a maioria dos trabalhadores se encontra de férias e, portanto, desmobilizados. A vileza desta manobra é o culminar de todas aquelas utilizadas pelo então ministro da Comunicação Social, Almeida Santos, durante as negociatas que foi engendrando com Comissões de Trabalhadores controladas pelos social-fascistas, que em plenários de empresa diziam estar contra o projecto, nas costas dos trabalhadores, no gabinete do sr. ministro, lhe davam os "améns".
2.  Desde sempre o nosso Partido defendeu que a "crise" da Imprensa não foi não é jamais económica, mas essencialmente política. O que está em jogo é a propaganda que a burguesia precisa ter sob o seu controlo para melhor dominar. Assim, assistimos a luta encarniçada entre os vários sectores da burguesia para ao mais forte caber a melhor parte.

1976-08-19 - Luta Popular Nº 370 - MRPP

Na Câmara Municipal de Lisboa e a partir de segunda-feira
OS TRABALHADORES APLICAM A SEMANA DAS 40 HORAS

Reunidos ao fim do dia de ontem em plenário, convocado pela direcção da Organização Pró-Sindical, os trabalhadores da Câmara Municipal aprovaram a aplicação na prática da semana das 40 horas a partir da próxima segunda-feira.
Tal decisão levada à prática vai trazer para os trabalhadores da câmara uma importante vitória, capaz de abrir caminho para a obtenção das demais reivindicações do caderno que eles haviam aprovado em plenário no passado dia 1 de Junho.
São cinco os pontos de caderno reivindicativo:
— 40 horas semanais, em cinco dias da semana para todos os trabalhadores que têm um horário superior àquele.
— A existência de um Quadro único onde os trabalhadores sejam integrados, deixando assim de haver eventuais, eventualissimos, provisórios, tarefeiros, etc.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

1976-08-18 - CONTRA O REVISIONISMO DE DIREITA! - PCP-ml

CONTRA O REVISIONISMO DE DIREITA!
PELO TRIUNFO DO SOCIALISMO E DO COMUNISMO!

À Classe Operária
Ao Povo Trabalhador
Aos Comunistas
Denunciar o carácter burguês e de traição à luta pelo socialismo e pela Ditadura do Proletariado, por parte dos dirigentes do chamado PCP(ml), é uma das tarefas que nós como ex-membros, resolvemos meter a ombros, "porque consideramos correcto contribuir para o esclarecimento político, dos elementos honestos e sãos que ainda se encontrem debaixo da sua ideologia reaccionária. Após discussão com elementos do Comité Central, e depois de termos apresentado as nossas divergências de fundo, e face às posições declaradas de oportunismo de direita, decidimos apresentar este documento, em especial à Classe Operária, aos Comunistas e aos Simpatizantes do Comunismo, para que se torne bem claro que a burguesia para travar a luta de libertação dos explorados e oprimidos tem necessidade de infiltrar no seio do movimento operário e popular, os seus agentes à semelhança de Vilar e como, para melhor sabotar as lutas da Classe Operária e do Povo assim como lançar o desânimo, a confusão e o divisionismo.