domingo, 31 de julho de 2016

1971-07-31 - Semana Portuguesa Nº 13

EDITORIAL
UNIDADE

Já se consumiram rios de tinta e resmas de papel escrevendo sobre a unidade. Já se passaram horas e horas em intermináveis reuniões, despendendo energias preciosíssimas e até as partes já tiveram graves desentendimentos.
Tudo isto por quê? Porque cada pessoa, cada grupo, cada partido da oposição, se julga no direito de impor e ser aceita pelas outras pessoas, grupos ou partidos, a sua unidade.
Esta verdade tem sido disfarçada, tem sido camuflada, mas mesmo assim ela transparece e não deixa de ser clarís­sima, provando que a oposição portuguesa, apesar de tantos anos dos mais atrozes sofrimentos, dos reveses, da marginalização, mas também das muitas oportunidades, só não conseguiu derrubar o fascismo, porque ainda não se uniu.
O importante, o que é muito grave, é que ninguém pessoalmente, nenhum grupo ou partido mesmo coletivamen­te, teve ou tem condições de fazer a Revolução. Isto está realmente demonstrado nos vários insucessos e até no desastre irreparável do assassínio do General Delgado na marginalização do Capitão Galvão.

1976-07-31 - I ENCONTRO NACIONAL DE SINDICATOS E COMISSÕES DE TRABALHADORES


1976-07-31 - 25 de Abril do Povo Nº 05

Trégua que não existe

Uma semana à espera do programa do governo. Semana em que ele ficou completo.
De modo nenhum uma semana de trégua social. Há lutas, há acontecimentos, há movimentações das classes sociais, das forças políticas, de sindicatos, que negam a existência da "concórdia nacional" tão desejada pelo primeiro-ministro Mário Soares.
Sobre o governo, a grande burguesia e o imperialismo têm a sua opinião, os seus planos e as suas esperanças. A CIP está confiante no governo. Embora seja só a confiança que se tem nos batedores, naqueles que vão à frente para abrir o caminho para o verdadeiro governo da grande burguesia, o governo da "maioria presidencial" com o CDS nos lugares-chave. O imperialismo espera do governo as facilidades de investimento, o recurso aos seus empréstimos, uma política externa adequada. Mas, por mais planos económicos que o PS tenha para agradar à burguesia e ao imperialismo, dificilmente sairá do atoleiro da crise.

1976-07-31 - Povo de Tomar Nº 21

RAMALHO EANES PRESIDENTE DA REPÚBLICA
CONTRA O FASCISMO E O SOCIAL-FASCISMO

As eleições para a Presidência da República e a vitória da candidatura do General Ramalho Eanes mostram que a unidade de todas as forças democráticas e patrióticas é a condição necessária para esmagar os inimigos do povo português, o fascismo e o social-fascismo.
Na tomada de posse Ramalho Eanes proferiu um discurso, onde se atem aos princípios programáticos por ele já estabelecidos no seu programa e manifesto apresentados ao país, aquando da sua campanha eleitoral e em que os pontos mais salientes reafirmam a necessidade de salvaguardar a democracia e independência nacionais, contra o golpismo, e a reafirmação de que a crise não deve ser vencida à custa dos trabalhadores.
CONTRA O GOLPISMO PELA LIBERDADE E PELA DEMOCRACIA
Iniciando o seu discurso disse Ramalho Eanes:

1976-07-31 - Luta Popular Nº 354 - MRPP

3.º Anexo ao Relatório Preliminar do 25 de Novembro
EPE-BE 3: O APOIO LOGÍSTICO AOS PARAQUEDISTAS E AS ARMAS PARA AS MILÍCIAS DO P«C»P

Uma das duas unidades de engenharia referidas no 3.” Anexo ao Relatório Preliminar do 25 de Novembro é o Batalhão de Engenharia n.° 3 que se situa no perímetro militar de Santa Margarida e portanto muito próximo da Base Escola de Tancos de onde os pára-quedistas saíram na madrugada do dia 25 de Novembro para desencadear a primeira operação militar do golpe: a ocupação das Bases Aéreas.
A proximidade geográfica que existe entre as duas unidades — B.E.-3 e BE TP — determinou as acções que vieram a ser desenvolvidas pelo Batalhão de Engenharia cujas forças não eram consideradas como «operacionais» e que também do ponto de vista dos oficiais social-fascistas que comandavam o golpe, movimentavam-se com dificuldade, tinham armamento reduzido e as tropas pouco treino de combate.
Sendo assim, esta unidade de engenharia assim como a outra que vem mencionada no Relatório, a Escola Prática de Engenharia (Tancos), tinham no golpe social-fascista um importante papel a desempenhar. Nas proximidades da Base Aérea de Tancos cabia-lhes dar todo o apoio logístico às tropas pára-quedistas, neutralizar qualquer ataque que se viesse a desencadear contra a base a partir do perímetro de Santa Margarida (B.E.3). apoiar as tropas pára-quedistas que estivessem de guarda à Base de Tancos em caso de ataque enquanto os pára-quedistas se mantivessem nas Bases da Forca Aérea (E.P.E.).

sábado, 30 de julho de 2016

1976-07-30 - I ENCONTRO NACIONAL DE SINDICATOS E COMISSÕES DE TRABALHADORES


1976-07-30 - Nortada Nº 04

EDITORIAL

Ao longo deste processo revolucionário desencadeado pelos capitães de Abril e tendo como documento fundamental o programa do MFA, entre todas as variações e colapsos característicos de um período como este, houve um homem que se destacou pela sua formação, pelo seu saber, pelo seu equilíbrio: o general Costa Gomes.
Lançado às feras em grandes letras pelos partidos seguidores da ANP e pela sua imprensa, resistiu a todas as investidas e soube claramente determinar uma linha justa resultante duma correcta análise da relação das forças em presença.
Com um prestígio militar inatacável, homem modesto e de falar claro e sereno, o general Costa Gomes soube manter uma direcção justa no processo revolucionário e não trair no essencial a martirizada classe trabalhadora, ainda hoje matrei­ramente lançada contra os seus próprios interesses objectivos. Se mais não tivesse feito, bastava a sua coragem em recusar a promulgação do decreto-lei do VI Governo, chamado «Controle Operário» (que, a ser lei, constituiria a maior fraude para a classe operária neste processo) para o identificar como um homem do nosso tempo.

1976-07-30 - Luta Popular Nº 353 - MRPP

3.° Anexo ao Relatório Preliminar do 25 de Novembro
RAC: A ARTILHARIA DE COSTA AO SERVIÇO DO GOLPE SOCIAL-FASCISTA

Retomando hoje a análise ao 3.° Anexo do Relatório Preliminar do 25 de Novembro abordaremos no nosso artigo o envolvimento do Regimento de Artilharia de Costa no golpe social-fascista.
A importância militar e estratégica desta unidade está intimamente ligada e é directamente proporcional a todas as manobras que o partido social-fascista desencadeou para se apoderar do seu comando e de toda uma série de postos importantes nos cargos hierarquicamente inferiores ao de comandante de unidade.
Onde reside a importância militar e estratégica desta unidade?
Essencialmente, ela reside em o Regimento de Artilharia de Costa controlar, com os seus canhões de grande calibre e longo alcance, a entrada no porto de Lisboa, isto é, a entrada ou saída de qualquer navio no porto de Lisboa pode ser impedida pela artilharia de costa do RAC.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

1976-07-29 - Revolução Nº 081 - PRP-BR

EDITORIAL

Em Julho de 75 um grupo de oficiais que ficou conhecido pelo «Grupo dos Neve» elaborou um documento que havia de servir de porta de abertura para futuras e fatais manobras da direita aí se gerava o golpe do 25 de Novembro. Hoje alguns desses homens podem ser vítimas de um novo golpe de direita, desta vez não para pôr termo aos «excessos» da esquerda, mas para simplesmente pôr termo definitivo ao 25 de Abril. Melo Antunes, Victor Alves, Charais, podem vir a sentar-se no banco dos réus ou simplesmente nas bancadas do Estádio Nacional, após qualquer noite negra, durante a qual se instale um regime de excepção e terror. É pois o momento de esses homens escolherem o lado de que se encontram. Esperar pelo final do Governo do PS é capaz de ser tarde demais.
Quando em Julho de 75 este grupo escolheu fazer aquele documento, os motivos que os moveram residiam sobretudo numa raiva surda e cega contra o PC, de cuja burocracia e manobrismo estavam fartos. Simplesmente, para se oporem a tais erros escolheram a porta da direita. E a porta da esquerda era tão possível quanto foi provado pelo «documento dos oficiais do Copcon», o qual teve a maior adesão popular de que há memória em relação a um documento. E isto em Agosto, não só «quente» politicamente, como quente de temperatura e portanto com muitos trabalhadores ausentes dos grandes centros.

1976-07-29 - Viva a IX Jornada Nacional de Fundos - MRPP

Viva a IX Jornada Nacional de Fundos DE APOIO AO JORNAL DOS OPERÁRIOS E CAMPONESES DOS SOLDADOS E MARINHEIROS DE TODOS OS EXPLORADOS E OPRIMIDOS!

LUTA POPULAR DIÁRIO

O Povo deve cerrar fileiras em torno do "Luta Popular" diário. Deve controlar a sua e a sua venda, desbaratar todos os boicotes contribuir com fundos que assegurem a sua permanência, organizar-se para o vender militantemente, escrever nas suas páginas.
VIVA A IMPRENSA OPERÁRIA!
VIVA O PARTIDO! VIVA O MRPP!
Terça-feira — Dia 3 de Agosto

A CLASSE OPERARIA E AO POVO!
A TOPOS OS DEMOCRATAS E PATRIOTAS, ANTI-FASCISTAS E ANTI-SOCIAL-FASCISTAS!
Nunca nos seus cinco anos de existência o "Luta Popular” vislumbrou qualquer espécie de facilidade na sua feitura e distribuição. Sempre a tarefa de fazer, um educador político marxista-leninista do proletariado se mostrou uma árdua e difícil tarefa que encontrou pela frente todo o tipo de boicotes, sabotagens, proibições e dificuldades.

1976-07-29 - GDUP



1976-07-29 - Bandeira Vermelha Nº 028 - PCP(R)

EDITORIAL
Só temos compromissos com o povo

A posição do PCP(R) face ao governo agora constituído, decorre da nossa posição na luta de classes. Estamos com os trabalhadores e o povo, somos o destacamento organizado da classe operária, somos a sua vanguarda revolucionária. Só temos compromissos com o povo.
Nas condições actuais, o governo do dr. Soares representa a unidade frágil dos partidos burgueses e pretende levar a cabo uma política de salvação da burguesia procurando, para isso, refrear as lutas dos trabalhadores, subordinar o povo às exigências dos grandes capitalistas, e fazer aceitar a todos nós que fascistas e reaccionários gozem, impunemente, das liberdades de que nos privaram durante meio século.
As condições em que Ramalho Eanes foi eleito, na base de uma conjugação da forças burguesas com posições políticas diversas, reflectem-se no governo do dr. Soares. A sua política não pode, por este facto, deixar de ser marcada pelo equilibrismo, a vacilação, o compromisso e a cedência face às pressões da direita. Subordinar-se-á às imposições da Nato, não será capaz de levantar a voz contra as insolências, as chantagens e as exigências dos imperialistas norte-americanos e do seu embaixador, o sr. Carlucci. Permitirá, como já permitiu, que as ingerências de uns e outro, nas forças armadas e na política nacional, se façam ao ritmo que muito bem entenderem.

1976-07-29 - POSIÇÕES DA Associação "GEORGES POLITZER", RESPEITANTES AOS PONTOS DA ORDEM DE TRABALHOS DESTE ENCONTRO DITO "NACIONAL DE MARXISTAS-LENINISTAS

ASSOCIAÇÃO GEORGES POLITZER
pelo socialismo cientifico
pela cultura popular

POSIÇÕES DA Associação "GEORGES POLITZER", RESPEITANTES AOS PONTOS DA ORDEM DE TRABALHOS DESTE ENCONTRO DITO "NACIONAL DE MARXISTAS-LENINISTAS

INTRODUÇÃO
Após ter recebido a Circular nº 1 da Comissão de Contactos dos promotores deste Encontro, datado de 21 de Junho de 1976, a Associação foi contactada por elementos dessa Comissão, para dela fazer parte. 
Enviou, a Associação "GEORGES POLITZER", uma sua delegação a uma reunião da referida Comissão de Contactos, a fim de melhor se inteirar da natureza do Encontro e das suas perspectivas. 
Após a leitura atenta da Circular nº 1, acrescida das informações colhidas na referida reunido, a Associação depreende que a convocação deste Encontro é dominada por uma série de concepções erradas e contraditórias entre si, para as quais chama a atenção dos camaradas:

1976-07-29 - Luta Popular Nº 352 - MRPP

O CARRASCO ABÍLIO PIRES LIBERTADO

Como foi noticiado o carrasco Abílio Pires torcionário da PIDE foi libertado. Desta forma se continua a concretizar a política social-fascista de protecção aos pides, iniciada logo após o 25 de Abril. A responsabilidade principal pelo facto de nos dias posteriores ao 25 de Abril não se ter aplicado a justa palavra de ordem «os pides morrem na rua», é do P«C»P que os encerrou em autênticos hotéis para os salvar da ira do povo, e progressivamente, e conforme o tempo ia passando, os começou a libertar.
O objectivo principal do P«C»P era e é utilizar a PIDE e os seus agentes para montar uma nova pide social-fascista. Nesse sentido apontam todas as actividades do P«C»P na Comissão dita de extinção da Pide, no SDCI, etc., etc.
O PIDE agora libertado é um carrasco bem conhecido dos que passavam por Caxias. Durante os anos 60 ele foi o responsável pela repressão do movimento democrático estudantil e intelectual, e nomeadamente a partir do aparecimento do nosso Partido ele foi o carrasco dos marxistas-leninistas, torturador de dezenas de camaradas nossas que miseravelmente espancou e torturou ou mandou que o fizessem. Chefe da brigada Central de informação e do trabalho de bufaria em 1971 ordenou dezenas de prisões de quadros e simpatizantes do nosso Partido.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

1971-07-28 - Binómio Nº 51 - I Série - Associações de Estudantes - AE IST

Editorial

Este é o primeiro Binómio publicado depois de ter sido eleita a actual direcção da Associação. E a direcção da Associação reconhece que ele ainda não é publicado nos termos em que ela o definia no seu programa de candidatura: um jornal associativo dotado de uma comissão redactorial própria (com a qual a Direcção trabalharia em ligação constante), de colaboração aberta a todos os estudantes, de orientação permanentemente sujeita à crítica de todos os estudantes e em particular da Reunião das Comissões de Curso.
De facto, as necessidades prementes da luta que os estudantes do Técnico têm travado não proporcionaram condições suficientes para algumas tarefas de organização necessárias, entre outras a formação de uma comissão redactorial do Binómio.
Estas tarefas começarão a ser cumpridas imediatamente no início do próximo ano lectivo. O Binómio será no próximo ano lectivo o jornal associativo de todos os estudantes do Técnico.

1976-07-28 - folha CDS Nº 50 - CDS

folha CDS Nº 50
28.VII.76

“DESAFIAMOS OS OUTROS, NOMEADAMENTE O GOVERNO, a encontrar melhores ideias, melhores soluções e melhores métodos do que aqueles que apresentamos e viermos a desenvolver. Desafiamo-los sobretudo a descobrir uma doutrina tão rica de potencialidades, de energia criadora e de generosidade social como o personalismo cristão" - disse DIOGO FREITAS DO AMARAL no discurso que proferiu na sessão de encerramento do 2º Congresso do nosso Partido que no passado fim de semana decorreu em Lisboa e a meio de grande entusiasmo popular.
Fazendo notar que, ao longo destes dois anos a autoridade do CDS foi sempre aumentando porque as posições avançadas pelo nosso Partido eram, algum tempo depois, repetidas por outros Freitas do Amaral recordou: que o CDS foi o primeiro partido a chamar a atenção, já em 74 para a crise económica que estava próxima e que "aqueles que então nos chamavam por isso alarmistas se confessam hoje no Governo alarmados”; que "em Março de 75 opusemo-nos sozinhos a que no 1º Pacto MFA/Partidos figurasse uma cláusula impeditiva de remodelações ministeriais posteriores às eleições para a Constituinte, com base nos resultados destas” e que hoje os que então nos chamavam por isso eleitoralistas se mostram favoráveis a que o Governo seja formado pelo partido vencedor, que o CDS tinha sido o primeiro partido a propor a substituição de Vasco Gonçalves; que o CDS respondeu sozinho a Costa Gomes, no Verão de 75, que as dificuldades da revolução portuguesa não eram uma questão de ritmo mas de direcção; que só meses depois de o CDS o ter feito o deputado PS Sottomayor Cardia propôs a revisão do Pacto MFA/Partidos.

1976-07-28 - 1º TEXTO DE APOIO Estatutos B - Movimento Estudantil

1º TEXTO DE APOIO
Estatutos B
Conteúdo e forma social-fascistas

A

APRESENTADO POR UM GRUPO DE ESTUDANTES E PROFESSORES QUE DEFENDEM UM ENSINO CIENTÍFICO, O FUNCIONAMENTO DEMOCRÁTICO DA ESCOLA CONTRA A REFORMA E O CONTROLE SOCIAL-FASCISTAS DA ESCOLA!

INTRODUÇÃO
A maioria dos estudantes, professores e funcionários da F.D.L. desconhece na totalidade o conteúdo do projecto de Estatuto da escola apresentado pela Direcção, não tendo podido discutir e, logo, aperceber-se do seu carácter profundamente anti-democrático e controleirista e de como ele constitui a aplicação da Reforma social-fascista ao ensino do Direito.

1976-07-28 - REUNIÃO PLENÁRIA DE JULHO DA CÉLULA DO MRPP NAS O.G.M.A. - MRPP

REUNIÃO PLENÁRIA DE JULHO DA CÉLULA DO MRPP NAS O.G.M.A.

A LUTA IDEOLÓGICA ACTIVA É UMA ARMA PARA SE ATINGIR A UNIDADE INTERNA DO PARTIDO.
CADA MEMBRO DO PARTIDO COMUNISTA, CADA REVOLUCIONÁRIO DEVE EMPUNHAR ESSA ARMA.
(Artº. Presidente MAO "SERVIR O POVO")

REUNIÃO PLENÁRIA DE JULHO DA CÉLULA DO M.R.P.P. NAS O.G.M.A.
dia 28 JUL. ÀS 18H00 EM ALVERCA

1 - INTRODUÇÃO
2 - PROPOSTA DO SECRETARIADO ACERCA DA DIRECÇÃO DA CÉLULA.
3 - APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DO RELATÓRIO DE JUNHO.
4 - ORGANIZAÇÃO
a) - O “LUTA POPULAR" DIÁRIO.

"UMA VEZ DEFENIDA A POLÍTICA OS QUADROS DECIDEM TUDO" (MAO TSÉ TUNG)
Eis aqui a importância da reunião da nossa célula.
VIVA O PARTIDO!

SAUDAÇÕES COMUNISTAS

1976-07-28 - Luta Popular Nº 351 - MRPP

3.° Anexo ao Relatório Preliminar do 25 de Novembro

EPA - A PRAÇA FORTE DO GOLPE SOCIAL-FASCISTA NO ALENTEJO

Uma das principais unidades militares em que o P«C»P se apoiou para desencadear no Alentejo o seu golpe foi sem dúvida a Escola Prática de Artilharia.
As características desta unidade as tropas de que pode dispor (2 companhias de intervenção, mais as companhias de artilheiros) o material que possui (artilharia pesada de campanha), bem como a situação geográfica em que se encontra, fazem dela uma tias unidades mais importantes da Região Militar Sul.
Bem sabedores de tudo isto, os social-fascistas do P«C»P tudo fizeram para se apoderar do comando desta unidade militar e para a utilizarem ao serviço dos seus interesses contra-revolucionários.
Dentro das unidades da Região Militar Sul, a EPA foi a que mais contribuiu para a formação da nova burguesia rural social-fascista já que, com acções militares, tentava controlar, suster, desviar e por sob o controlo do P«C»P o grande e justo movimento de ocupações dos latifúndios pelos assalariados rurais.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

1976-00-00 - Olhai a China Nº 01

OLHAI A CHINA

A ADAPC, ao entrar numa nova fase da sua actividade, dota-se com um órgão indispensável ao bom cumprimento da sua missão — o boletim Olhai a China, para já trimestral.
Olhai a China será o elo de ligação entre todos os amigos da China, sócios ou não da ADAPC, entre os que frequentam a ADAPC e assistem às suas realizações e os que, por motivos diversos, ainda não o fazem. Olhai a China procurará assim unir as dezenas de milhares de amigos da República Popular da China dispersos por todo o País.
Olhai a China procurará ser um espelho onde se possa conhecer a República Popular da China e acompanhar os passos dados no estreitar dos laços de amizade entre o povo português e o povo chinês.
Olhai a China será um importante factor do processo de desenvolvimento da ADAPC.
Olhai a China será um incentivo ao trabalho das secções, dando a conhecer as suas actividades e experiências.

1976-07-27 - COLÓQUIO A GRANDE REVOLUÇÃO CULTURAL PROLETÁRIA - O Tempo e o Modo

COLÓQUIO A GRANDE REVOLUÇÃO CULTURAL PROLETÁRIA

COM A PARTICIPAÇÃO DE UM REDACTOR DA REVISTA "O TEMPO E O MODO"

sábado dia 31 às 21H00
CIRCULO CULTURAL DO ALGARVE
RUA CONSELHEIRO BIVAR n 9 L-1, FARO

Comemora-se no próximo dia 8 de Agosto o X Aniversário da Grande Revolução Cultural Proletária.

1976-07-00 - RELATÓRIO JUNHO/76 CÉLULA DO MRPP NAS OGMA - MRPP

RELATÓRIO JUNHO/76
CÉLULA DO MRPP NAS OGMA

INTRODUÇÃO
A apresentação deste relatório verifica-se num momento particularmente importante na vida da nossa Célula e a sua discussão deve constituir um passo em frente na reorganização que ela atravessa, contribuindo para demarcar claramente o preto do branco e permitir uma consolidação efectiva das vitórias alcançadas, colocando os nossos quadros em condições de marcharem resolutamente no cumprimento das tarefas que nos são exigidas pelo Povo e pela Revolução.
No espaço de tempo transcorrido da reunião que aprovou o plano “de reorganização” da Célula, até agora, o facto de maior realce, e que vai exigir que a nossa Célula tome uma posição acerca da sua resolução, reporta-se à demissão apresentada ao Secretariado da nossa Célula, pelo seu secretário — o camarada Rafael, na reunião realizada em 15JUL76 e no decorrer da discussão política aí travada.

1976-07-27 - Luta Popular Nº 350 - MRPP

3.º Anexo ao Relatório Preliminar do 25 de Novembro

RMS: O P«C»P E DESENCADEOU O GOLPE NO ALENTEJO

Uma das pedras fundamentais para o triunfo do golpe contra-revolucionário planeado e executado pelo P«C»P em 25 de Novembro era, sem dúvida a mobilização das massas populares em seu apoio. Sem esse apoio o golpe social-fascista estava condenado à derrota desde o primeiro minuto em que fosse desencadeado.
Sabendo disto, o P«C»P planeou cuidadosamente uma série de acções que visavam de uma forma demagógica e falsa mobilizar as massas populares era tomo do apoio activo ao golpe desencadeado nas forças armadas pelos oficiais social-fascistas.
O Alentejo era uma dessas regiões do nosso país para onde essas acções foram planeadas. Dizemos planeadas já que na sua esmagadora maioria não chegaram a ser executadas porque os assalariados rurais não se deixaram iludir pela demagogia dos revisionistas do P«C»P e votaram-nos ao mais completo desprezo.

terça-feira, 26 de julho de 2016

1976-07-26 - XXIII ANIVERSÁRIO DO ATAQUE AO QUARTEL MONCADA - AAP-Cuba


1976-07-26 - XXII ANIVERSÁRIO DO TRIUNFO DA REVOLUÇÃO - AAP-Cuba


1976-07-26 - XXII ANIVERSÁRIO DO TRIUNFO DA REVOLUÇÃO - AAP-Cuba


1976-07-26 - DECLARAÇÃO DO PRT SOBRE O PRIMEIRO GOVERNO CONSTITUCIONAL

DECLARAÇÃO DO PRT SOBRE O PRIMEIRO GOVERNO CONSTITUCIONAL

1) A tomada de posse do chamado Primeiro Governo Constitucional e anunciada num comunicado do Partido Socialista como "um facto de grande significado na história da luta dos trabalhadores e do povo pela democracia, e pelo socialismo". Grande significado, é indiscutível que tem, mas não aquele que a direcção socialista lhe atribui. Já houve "na história da luta pelo socialismo" vários governos pseudo-socialistas que mobilizaram as, esperanças da classe operaria mas cujo "grande significado" objectivo foi o adiamento do próprio socialismo.
As definições mais concretas que Mário Soares tem apresentado sobre a sua futura política autorizam, infelizmente, muito poucas esperanças sobre este Governo.
2) Pedir aos trabalhadores austeridade, sacrifícios e um "realismo" que significa limitarem as suas reivindicações aos estreitíssimos limites toleráveis para a burguesia, pedir-lhes tudo e nem sequer lhes oferecer em troca melhores condições de vida, é coisa que certamente agrada a Ramalho Eanes, aos partidos de direita e às associações patronais, mas que não pode, de modo algum, satisfazer as mais elementares aspirações da classe operaria. Em troca destas definições políticas, partidos como o CDS e associações patronais como a CIP já deram o seu voto provisório de confiança ao primeiro Governo "definitivo".

1976-07-26 - O Proletário Vermelho Nº 44

POSSE DO NOVO GOVERNO
DOIS DISCURSOS: AS LIMITAÇÕES DE UM APELO E AS VANTAGENS DE UMA FIRMEZA REAFIRMADA

Na cerimónia de posse do novo governo chefiado por Mário Soares, o discurso do primeiro-ministro indigitado não poderia deixar de ser senão pouco mais que um equacionar de problemas e uma proclamação geral de princípios e conceitos que orientarão o programa de acção da equipa governamental.
Programa e equipa que terão ainda de passar pelo crivo da aprovação na Assembleia da República, não se prevendo contudo que este país não venha a ter, na primeira semana de Agosto, um governo finalmente «definitivo».
O qualificativo é no entanto perigoso. As próprias ambiguidades do discurso de Soares, que reflectem uma posição cautelosa perante a correlação de forças entre os quatro principais partidos burgueses e não deixam até de mostrar as dificuldades de coesão do próprio PS, desvendam bem o tamanho dos obstáculos que há que ultrapassar, para ele - governo - ser, de facto, definitivo até às próximas eleições legislativas, daqui a quatro anos.

1976-07-26 - O Escriba Vermelho Nº 03 - PCP(ml)

ALICE BÁRTOLO RESPONDE AO COMUNICADO DA DIRECÇÃO
PELA BOCA MORRE O PEIXE

O comunicado da Direcção do Sindicato dos Escritórios de Lisboa, sob o título «Esclarecimento Desmentido» (que não esclarece mas mente descaradamente), emitido em 12 de Julho e publicado no Jornal Novo do dia 14, em resposta à entrevista concedida por mim, Atice Bártolo, alguns dias antes a este Jornal, e à «Carta Aberta» que dirigi aos corpos gerentes, desmascara ainda mais as suas posições reaccionárias e caluniosas típicas dos sociais-fascistas e de quem não tem argumentos para rebater a acusação de traição ao programa eleito pelos sócios do Sindicato.
AS MENTIRAS E INSINUAÇÕES TORPES DA MAIORIA DA DIRECÇÃO
Comecemos pela vossa democracia: o vosso comunicado de resposta à minha «Carta Aberta» foi decidido numa reunião de Direcção para a qual não fui convocada, «por lapso», como o Vítor Hugo teve o descaramento de dizer.

1976-07-26 - Luta Popular Nº 349 - MRPP

3.° Anexo ao Relatório Preliminar do 25 de Novembro

RIS: OS SOLDADOS OPUSERAM-SE AO GOLPE SOCIAL-FASCISTA

Um dos «êxitos» mais propagandeados pelos social-fascistas do P«C»P nas primeiras horas do seu golpe de 25 de Novembro foi aquilo a que apelidaram de constituição da chamada «Comuna de Setúbal». Para animar as suas hostes os revisionistas espalharam aos quatro ventos através do país que o povo de Setúbal se havia sublevado; os soldados tinham vindo para a rua; a cidade estava tomada e nas mãos das «forças progressistas» que haviam sido armadas pelo Regimento de Infantaria de Setúbal.
Tudo isto não passava de uma prodigiosa e muito oportuna invenção dos social-fascistas que se destinava a animar os golpistas que sentiam o chão fugir-lhes debaixo dos pés perante o desprezo e o ódio que o povo votou a essa aventura contra-revolucionária. Mais uma vez para atingirem os seus fins, os social-fascistas mentiam descaradamente ao povo e aos soldados para tentar arrastá-los para o golpe e assim serem utilizados como tropa de choque ao serviço dos interesses do social-imperialismo revisionista soviético.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

1976-07-25 - A UDP E AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES PARA AS AUTARQUIAS LOCAIS - UDP

      TEXTO PARA DISCUSSÃO;

    A UDP E AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES PARA AS AUTARQUIAS LOCAIS

1. As eleições para as autarquias locais são um factor decisivo para o movimento popular dado que estará em jogo a vitória ou derrota da organização popular ao nível dos órgãos de vontade popular de bairro ou de zona e estará, também em jogo a base social do fascismo e dos partidos burgueses mantida à custa do caciquismo, do terrorismo local, ou da ignorância fomentada. Estará em jogo, em suma, o alargamento ou o estreitamento da Frente Única do Povo, do campo popular, face ao assalto dos partidos da burguesia. Estes vão lançar-se numa tarefa imediata de assalto ou destruição das comissões e associações de moradores, das colectividades recreativas e culturais e dos próprios GDUPs.
Caberá aos revolucionários tudo fazer para transformar estas eleições numa grande jornada do serviço ao povo, pela sua unidade e mobilização contra a miséria, o grande capital, o fascismo e o imperialismo.

1976-07-25 - TEXTO SOBRE O CAMPO PARA DISCUSSÃO NOS NÚCLEOS - UDP

TEXTO SOBRE O CAMPO PARA DISCUSSÃO NOS NÚCLEOS

— “... O motor fundamental do avanço da luta revolucionária é a aliança operária-camponesa, que é a base da vasta corrente popular ..." ”...O campo é hoje em dia o peso que vai decidir para que lado tombará o fiel da balança do futuro do nosso país: se para o fascismo, se no sentido da Democracia Popular..." do programa politico da UDP.
Camaradas depois de termos compreendido isto, temos que arregaçar mangas e deitar mãos ao trabalho. Temos que desenvolver formas organizativas de trabalho que permitam cumprir o que temos andado a dizer.
No nosso distrito existem milhares de rendeiros e camponeses pobres; no nosso Distrito existe um largo sector do nosso povo, existe um aliado mais firme da classe operária arredado quase completamente da luta, e a culpa é nossa dos revolucionários.
Não é do cimo da montanha que se pescam peixes no rio, também não chega gritarmos da cidade pelos camponeses.

1976-07-25 - CONFERENCIA DISTRITAL 24/25 Julho 76 - UDP


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1976-07-25 - CONFERENCIA DISTRITAL 24/25 Julho 76 - UDP


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1976-07-25 - CONFERENCIA DISTRITAL 24/25 Julho 76 - UDP

Camaradas:

Apesar do processo autocritico que fazemos, há na nossa actividade vícios e erros a combater e extirpar. Autocriticamo-nos por só agora sair este documento.   
Com este texto pretendemos lançar a discussão de questões que consideramos fundamentais, e grave é só agora o fazermos. Pretendemos dinamizar a actividade sindical, activar os núcleos a partir de perspectivas de trabalho e da discussão em torno das nossas tarefas mais importantes.
1. Situação actual nas fábricas
1.1. Avanço do fascismo:
Camaradas:
A actual situação em que a classe operária e as forças populares hoje vivem nos seus locais de trabalho é de reforço da sua organização e unidade, é de luta contra a crescente ameaça das forças fascistas.
O fascismo avança apoiado no imperialismo internacional e nos grandes tubarões capitalistas. O fascismo avança a coberto dos partidos burgueses e das autoridades deste país.

1976-07-25 - INQUÉRITO DE AGITPROP - UDP

INQUÉRITO DE AGITPROP

Sobre o núcleo
      A - zona onde fica situado o núcleo!
      - qual o limite da zonal                                    .
    - quais as estradas, caminhos, etc., importantes da zona!
  - qual a área em quilómetros quadrados da zona abrangida pelo núcleo
     - que transportes servem a zona!
   - a zona está dividida? - geograficamente ou por questões de trabalho?
    B - meios e capacidade do núcleo
    - quais os meios técnicos existentes no núcleo!
    - qual a capacidade de distribuição de comunicados (em número)
   - qual a capacidade de colagem de propaganda do núcleo (em número)
   - no núcleo há sector de agitprop?
   - qual o número de votos na UDP nas eleições!
C - quais as frentes de luta onde os camaradas do núcleo trabalham (mulheres, camponeses, escolas, trabalhos com crianças, moradores, terceira idade, deficientes físicos)

1976-07-25 - CIRCULAR – DO SECTOR DE AGITAÇÃO E PROPAGANDA AOS NÚCLEOS - UDP

CIRCULAR – DO SECTOR DE AGITAÇÃO E PROPAGANDA AOS NÚCLEOS

A UDP como força dirigente do movimento popular, precisa de estar dotada duna estrutura disciplinada e organizada que duna forma correcta e na hora certa, faça chegar a todo o povo as suas posições revolucionárias, para lhe dar a direcção política e para lhe criar a necessidade de lutar contra a miséria o fascismo e o imperialismo no caminho que aponte decididamente a Democracia Popular.
É neste sentido que o corpo de agitação e propaganda central (do Distrito do Porto), pela primeira vez na história da UDP, ganha corpo, para com eficiência, poder transformar em acções de agitação e propaganda, a linha política da UDP, de forma a dinamizar a acção dos núcleos dando-lhe o apoio técnico e gráfico preciso.
Este corpo de agitação e propaganda, estrutura-se internamente do nodo seguinte:
1 -  Secretariado
O Secretariado do corpo de Agitprop central, funciona ligado directamente ao secretário de Agitprop da distrital, e tem a função de:

1976-07-25 - BALANÇO E SITUAÇÃO DAS FINANÇAS DO DISTRITO DO PORTO - UDP


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1976-07-25 - AOS NÚCLEOS DE TODO O DISTRITO - UDP


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1976-07-25 - A UDP E A LUTA DOS MORADORES POBRES. - UDP

TEXTO PARA DISCUSSÃO

A UDP E A LUTA DOS MORADORES POBRES.

1 - A luta dos moradores pobres tem tradições no nosso Distrito e em especial no Porto e Concelhos limítrofes. A sua intensidade e organização ultrapassou quase sempre a intensidade e organização da luta nas fábricas e outros locais de trabalho, dando a este distrito uma característica inversa da que seria desejável: o movimento popular muitas vezes tem sido conduzido e liderado pela luta pela habitação e pela organização de bairro. Os trabalhadores, e em especial a classe operária não encontraram o modo mais correcto, mais coeso, mais claro e mais eficiente de organizar e desenvolver a sua condução da luta de classes do Distrito. Deste modo não tem sido de estranhar que o movimento popular se tenha demonstrado incerto, com altos e baixos, sem grande consistência e sobretudo com o grave perigo de economicismo (limitar-se a reivindicações económicas sem dimensão política). A responsabilidade por esta situação não está na luta dos moradores pobres: esta na ausência, e atraso da luta de fábrica, da luta sindical, das formas organizadas de aliança operária camponesa. A luta dos moradores deverá e terá que continuar mas deverá ser tarefa dos revolucionários fazer com que o factor dirigente da luta de classes no distrito passe para a luta operária fabril, sindical e para a sua organização própria. O demissionismo para com o trabalho de fábrica, o desprezo pelo trabalho sindical devem ser varridos para sempre. Sem isto não conseguiremos reforçar a organização do movimento popular, não conseguiremos vencer o fascismo.

1976-07-25 - A UDP E AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES PARA AS AUTARQUIAS LOCAIS - UDP

     TEXTO PARA DISCUSSÃO:

   A UDP E AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES PARA AS AUTARQUIAS LOCAIS

l. As eleições para as autarquias locais são um factor decisivo para o movimento popular dado que estará em jogo a vitória ou derrota da organização popular ao nível dos órgãos de vontade popular de bairro ou de zona e estará, também em jogo a base social do fascismo e dos parti dos burgueses mantida à custa do caciquismo, do terrorismo local, ou da ignorância fomentada. Estará em jogo, em suma, o alargamento ou o estreitamento da Frente Única do Povo, do campo popular, face ao assalto dos partidos da burguesia. Estes vão lançar-se numa tarefa imediata de assalto ou destruição das comissões e associações de moradores, das colectividades recreativas e culturais e dos próprios GDUPs.
Caberá aos revolucionários tudo fazer para transformar estas eleições numa grande jornada de serviço ao povo, pela sua unidade e mobilização contra a miséria, o grande capital, o fascismo e o imperialismo.

1976-07-25 - PROPOSTA PARA DISCUSSÃO SOBRE "A SITUAÇÃO POLÍTICA ACTUAL" - UDP

PROPOSTA PARA DISCUSSÃO SOBRE "A SITUAÇÃO POLÍTICA ACTUAL"

Vamos realizar a nossa conferência logo após a movimentação popular em torno da candidatura de Otelo, que se saldou por uma extraordinária vitória do campo popular. E logo após a subida ao trono de sua Ex. General Ramalho Eanes, presidente da burguesia do fascismo e do imperialismo.
Temos de analisar estes importantes acontecimentos e o seu desenvolvimento que representam um momento particularmente agudo da luta de classes no nosso país. Para podermos levar à prática rapidamente a táctica definida para a actual fase de luta por um governo antifascista e patriótico, a caminho da revolução Democrática e Popular.
As eleições tornaram claro que a burguesia liberal é incapaz de dominar o movimento popular. O seu programa está de tal modo mergulhado em contradições, que já não engana as amplas massas. Verificou-se uma importante viragem nos resultados eleitorais no sentido do reforço campo popular. E este tem  avançado sem parar na, via de revolução.

1976-07-25 - REGULAMENTO CONFERENCIA DISTRITAL - UDP

REGULAMENTO
CONFERENCIA DISTRITAL 24/25 Julho 76

Normas de funcionamento:
l. Só os Delegados (cartolina Branca) tem direito de votar.
2. Os observadores (cartolina amarela) têm direito somente à palavra.
3. Os convidados não tem direito à palavra nem de votar.
4. A cada camarada delegado vai ser entregue una cartolina branca, numerada a vermelho e a cada observador vai ser entregue uma cartolina amarela numerada a verde, que servem para os camaradas se identificarem, quer para pedirem a palavra, quer para assinarem os requerimentos, propostas, etc. e para os delegados votarem.
5. Os camaradas, devem, sempre que possível, transmitir à Conferência, as posições dos seus núcleos o não as suas próprias posições.
6. Na conferencia, para além da mesa que presidirá o debate, haverá uma mesa de resoluções onde se entregarão todos os documentos (propostas, requerimentos, etc.) onde se tratarão as questões, duvidas e mal-entendidos.

domingo, 24 de julho de 2016

1976-07-24 - 25 de Abril do Povo Nº 04


De pé atrás

A actividade política da semana esteve centrada em torno da formação do Governo.
Contactos com partidos, com sindicatos, com a CIP e Associações de Comerciantes, com retornados, com estudantes e com associações de pais, com o bispo do Porto e o cardeal patriarca — toda esta febril actividade de Mário Soares foi atentamente seguida.
Mário Soares teve o condão de deixar confiantes quer dirigentes sindicais do Porto quer os empresários da CIP. E evidente que, por enquanto, houve apenas declarações: muito gerais da parte do Governo. Sabendo-se que a tese de Eanes sobre a convergência de interesses entre trabalhadores e "empreendedores" é negada pela realidade dos factos da prática quotidiana e pela ciência social que os analisa e sistematiza, mais tarde ou mais cedo, a confiança de uma das partes desvanecer-se-á.
Para já há razões para os trabalhadores estarem alerta.
Por um lado, porque os dirigentes do PS têm revelado tendências conciliatórias para com o fascismo. A preocupação de que o Governo faça cedências ao fascismo cresce depois de se saber da intenção de Mário Soares de colocar spinolistas no Governo, preocupação acrescida após as declarações do primeiro-ministro favoráveis ao regresso de Spínola, Cedências do PS à direita militar? Irá ainda o Governo de Mário Soares ceder às pressões das bombas da direita interessada ainda em fazer da descolonização o seu cavalo de batalha?

1976-07-00 - O Partido Nº 02 - OC(B) de P

a táctica e os comunistas

Resolução sobre o papel do Partido Comunista na revolução proletária. (l)
O proletariado mundial está nas vésperas de uma luta decisiva. A época em que nós vivemos é uma época de acção directa contra a burguesia. A hora decisiva está próxima, Brevemente em todos os países onde existe um movimento operário consciente, a classe operária terá que desencadear uma série de combates decisivos de armas na mão.
Mais do que nunca, neste momento, a classe operária necessita duma solida organização. Infatigavelmente a classe operária deve-se preparar para esta luta, sem perder uma só hora do tempo precioso que possui.
Se a classe operária, durante a Comuna do Paris (em 1871) tivesse um Partido Comunista solidamente organizado, ainda que pouco numeroso, a primeira insurreição do heróico proletariado francês teria sido mais forte, teria evitado grande quantidade de erros e de falhas. As batalhas que o proletariado tem que levar a cabo agora, numa conjuntura histórica diferente, teriam, sem o Partido, resultados muito mais graves que em 1871.

1976-07-00 - O Comunista - UCRP(ml) - II Série - Suplemento Nº 01

Nota do SECRETARIADO

Conforte indicávamos na “Tribuna do Congresso” do “O Comunista” nº 19 (2ª série) levaríamos a efeito em suplemento a publicação de cartas e documentos enviados à Comorg, ainda não publicados nas página de "O Comunista” reservadas à preparação do Congresso de Reconstituição do Partido Comunista Português.
Junto com estas cartas publicamos extractos da resolução da 8ª reunião plenária do Comité Central da U.C.R.P.(m-l) nos pontos que se referem às organizações e núcleos responsáveis pelas cartas e documentos aqui publicados, considerando serem desnecessários mais comentários da nossa parte, colocando os referidos documentos e cartas à discussão e estudo pelos militantes marxistas-leninistas, no sentido do fortalecimento da corrente marxista-leninista o oportunismo anti-Partido, com vista, à unificação dos comunistas portugueses e à reconstituição do PCP a curto prazo.

O Secretariado do C.C. da UCRP (ML) no exercício das funções da COMORG do Congresso de Reconstituição do PCP

1976-07-24 - Luta Popular Nº 348 - MRPP

3.° Anexo ao Relatório Preliminar do 25 de Novembro
DMFA: A LISTA DE UNIDADES A BOMBARDEAR FOI FORNECIDA PELO P«C»P

O 3.° Anexo ao Relatório Preliminar do 25 de Novembro refere com alguns dados a participação no referido golpe de uma pequena unidade militar de artilharia que está estrategicamente situada frente à cidade de Lisboa nos morros do «Cristo-Rei». Com canhões de grande calibre montados em casamatas escavadas nas encostas e bastante bem dissimulados com os declives de terreno, o Departamento Misto do Forte de Almada passa despercebido mesmos aos olhos de quem atravessa de barco o rio Tejo quer em, direcção a Lisboa, quer em direcção a qualquer da Margem Sul.
A sua situação geográfica e as peças de artilharia pesada com que está equipada dão ao Forte de Almada a possibilidade de bombardear com os seus canhões qualquer unidade militar da cidade de Lisboa e arredores, bem como qualquer dos centros do poder constituído que à sua frente (em Lisboa) se situem.

sábado, 23 de julho de 2016

1976-07-23 - Revolução Nº 080 - PRP-BR

EDITORIAL

Enquanto a burguesia se prepara para ir remediando a situação, à espera de aparelhar um exército bom servidor os revolucionários encontram-se em situação de também medir forças, e de se organizarem para uma fase que mais tarde será de confronto.
Eanes investe Rocha Vieira como chefe do Estado-Maior do Exército, fazendo assim uma concessão aos moderados e pronuncia-se claramente sobre o que pensa da hierarquia e disciplina do exército, que, quanto a ele, ainda não estão restabelecidas.
Este restabelecer da hierarquia e da disciplina é efectivamente o grande quebra cabeças da burguesia, da direita e daqueles que necessitam dum suporte armado para defender um poder autoritário. E a sua confessada insuficiência neste aspecto, tem sido a nossa possibilidade de ter espaço de manobra e de ganhar tempo para nos organizarmos para o confronto com aqueles que quererão instalar um poder violento. O mesmo não sucedeu aos chilenos, cuja burguesia pôde fazer o golpe fascista num só tempo, uma vez que dispunha de um exército profissional intacto e de uma polícia intacta.

1976-07-00 - ALERTA TRABALHADORES! LUTEMOS CONTRA AS ULTIMAS MEDIDAS ANTI-POPULARES DO GOVERNO! - MES

ALERTA TRABALHADORES!
LUTEMOS CONTRA AS ULTIMAS MEDIDAS ANTI-POPULARES DO GOVERNO!

O VI Governo antes de ser substituído pelo seu continuador. O Governo de Mário Soares, tomou mais um conjunto de medidas que tem a intenção de fazer pagar aos trabalhadores a crise provocada pelos capitalistas e pelo seu odioso sistema de exploração.
Assim temos:
1º Os cortes de energia que têm prejudicado gravemente a produção e a vida dos trabalhadores, da maneira como foram feitos tem a intenção de amedrontar e de criar um clima de pânico para que futuras medidas anti-populares possam ser aceites.
Nos perguntamos: porque foram tomadas medidas tão graves sem ter havido antes uma consulta e um esclarecimento público? Não haverá outras soluções? Porque não se cortaram primeiro os consumos de luxo? A crise de energia e um facto, mas dela não se podem servir os capitalistas para explorarem ainda mais, por isso o MES aponta como objectivos de luta:
EXIJAMOS O PAGAMENTO DAS HORAS PERDIDAS PELOS CORTES

1972-06-28 - PELA REABERTURA INCONDICIONAL DAS AAEE DO TÉCNICO E DE ECONÓMICAS - Movimento Estudantil

PELA REABERTURA INCONDICIONAL DAS AAEE DO TÉCNICO E DE ECONÓMICAS 1. O SIGNIFICADO DE UMA LUTA A hera que atravessamos é grave e  ...

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