segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

1976-02-00 - PROPAGANDA - PCP

"PROPAGANDA”

Este boletim de propaganda destina-se a fornecer orientação e ajuda às nossas organizações e aos quadros do Partido, particularmente a responsáveis de propaganda e a esclarecedores.
Constitui, portanto, um instrumento de trabalho interno.
Os seus materiais não se destinam a ser distribuídos. São textos-base e dados para elaboração de intervenções, pequenos artigos, tarjetas e documentos de organismos locais, sobre assuntos específicos como a Reforma Agrária, Carestia, Recuperação Capitalista, etc.
Os materiais destes "cadernos" vão em folhas soltas para que os diferentes temas possam ser actualizados por materiais a publicar nas próximas edições, ou completados por iniciativa de cada camarada que utilize, de acordo com os interesses específicos do seu sector.
Procuraremos agrupá-los por rubricas; por ex.: "Questões em foco" (temas mais importantes da propaganda e contra-propaganda), "Atenção a..." (leituras aconselhadas), “Técnicas de Agitação” (indicações práticas), etc.

1976-02-29 - Festa de trabalhadores agrícolas em Penafiel - CRARA

Festa de trabalhadores agrícolas em Penafiel em 29/2/76.

COMISSÃO REVOLUCIONARIA DE APOIO À REFORMA AGRÁRIA - CRARA

A Comissão Revolucionária da Apoio à Reforma Agrária, presenta nesta festa da trabalhadoras, saúda todos os presentes a muita especialmente os trabalhadoras do campo: os jornaleiros, os rendeiros a outros pequenos a médios agricultores.
A C.R.A.R.A, apoia firmemente a luta doa trabalhadoras contra as manobras a ataques da reacção que tanta pôr em perigo os interesses as conquistas de todos os que trabalham.
Saudamos os trabalhadores do campo que estão a fortalecer os seus Sindicatos a Ligas da Pequenos a Médios Agricultoras, assim como outras organizações para dirigir a intensificar a luta pela aplicação das Convenções Colectivas de Trabalho, leis do arrendamento rural, da extinção dos foros, dos baldios a os demais Diplomas da Reforma Agrária.

VIVAM OS JORNALEIROS, RENDEIROS E QUATROS, PEQUENOS AGRICULTORES!
ABAIXO A REACÇÃO! VIVAM TODOS OS TRABALHADORES PORTUGUESES!

1976-02-29 - AS ELEIÇÕES E A EMIGRAÇÃO - MRPP

AS ELEIÇÕES E A EMIGRAÇÃO

O ano passado o V Governo Provisório do "companheiro” Vasco" e do Russo Branco Cunhal, tomaram a "Democrática" decisão de proibir o nosso Partido de participar nas Eleições, proibindo ao mesmo tempo de votar, e esmagadora maioria dos trabalhadores emigrantes.
Pare esses ditos “Democratas” do então V Governo, os emigrantes eram reaccionários e só eram bons para enviar dinheiro e levantar o que eles chamavam de "economia Nacional”.
Sob a pressão dos social-fascistas do P”C"P e com o apoio de todos os fascistas esse mesmo V Governo decidiu impedir o M.R.P.P, de participar nessas eleições e de desmascarar os que se dizem amigos da classe operária e do Povo e lhes prometiam Mundos e fundos para lhes dar na realidade miséria, fome, desemprego e emigração.
Deste vez o VI Governo, não quer cair no mesmo erro em que caiu o V para poder "adoçar a boca” aos emigrantes e puder chamar si as suas economias o VI Governo Provisório decidiu deixar votar os emigrantes. Esta autorização de "ser Português durante as eleições" que eles nos "deram", destina-se a que nós aceitemos v Emigração como um freto irremediável, dando-nos e "direito do votar" mas tirando-nos o direito de VOLTAR. (Ver os novos decretos-leis celerados feitos por este Governo contra os que recusaram a Guerra Colonial-Imperialistas) Entretanto o nosso, Partido, tenta novamente apresentar a sua candidatura Operário nestas eleições, mas nós sabemos que a burguesia e sobretudo, os social-fascismo do P"C"P fará o tudo para nos impedir de participar, para isso já começaram os ataques contra o nosso Partido lançados pelo P"C"P (Octávio Pato, em Almada) visando impedir o M.R.P.P de os desmascarar perante o Povo.

1976-02-29 - UMA FARSA DE PRAZO NUM PRAZO DE FARSA - MRPP


UMA FARSA DE PRAZO NUM PRAZO DE FARSA

MRPP DECLARAÇÃO DO MRPP SOBRE A QUESTÃO DO PRAZO PARA A APRESENTAÇÃO DOS CANDIDATOS À ASSEMBLEIA LEGISLATIVA.

1. O Governo Provisório, através do Ministério da Administração Interna, “informou" o nosso Partido, por meio de telegrama expedido na tarde de sexta-feira, de que as nossas candidaturas à Assembleia Legislativa teriam de ser apresentadas até as doze horas do próximo sábado, dia 6 de Março, sem observância do que não haverá candidatura operaria do MRPP.
O nosso Partido dispõe, assim, de quatro dias úteis - uma vez que há-de descontar-se o período de férias do Carnaval - para desenvencilhar-se do reaccionário, longo, moroso e chato processo burocrático burguês, consistente em regularizar a situação legal de trezentos e sessenta candidatos, entre efectivos e suplentes obrigatórios, nos vinte e quatro círculos eleitorais de Portugal Continental, das Ilhas Adjacentes, da "Europa" e do "Resto do Mundo".

domingo, 28 de fevereiro de 2016

1971-02-28 - Semana Portuguesa Nº 03

Os Protestantes e o Petróleo de Angola e Moçambique

Já dizia São João, o Evangelista: “quem puder entender que o entenda”.
No assunto em tela, basta apenas ler. São os fatos falando por si.
Extraído de um artigo publicado no importante diário “BOSTON GLOBE”.
BOSTON, 13-2-71, Os lideres cio seis denominações religiosas Protestantes acabam de tomar resoluções em conjunto, com vistas a exercerem cumulativamente o seu grande poder económico sobre grandes corporações Norte-Americanas, nas quais as referidas organizações religiosas (Presbiteriana, Episcopal, United Church of Christ, e outras) são possuidoras de grandes blocos de acções e bens de raiz num total de 160 Bilhões de Dólares.
As resoluções conjuntamente tomadas pelas entidades dirigentes das referidas Irmandades religiosas, determinaram que os respectivos Procuradores compareçam às próximas reuniões gerais em Abril que vem, e votem com o peso das acções que possuem — à volta de 80 bilhões de dólares — para que Companhias como a Gulf Oil Company “reconsiderem” as suas operações em Angola e Moçambique.

1976-02-28 - CARNAVAL POPULAR - PCP


1976-02-28 - Luta Popular Nº 228 - MRPP

LEVANTEMO-NOS CONTRA A AGRESSÃO SOCIAL-IMPERIALISTA!
O CASO DA AGÊNCIA "AMINTER”

O nosso Partido sempre foi o intérprete e o vector, no nosso país dos sentimentos e aspirações patrióticos da classe operária e do povo português. Durante o fascismo, ante o silêncio cúmplice e colaborante do partido social-fascista e dos demais partidos ou personalidades burguesas hoje transbordantes de “patriotismo", o MRPP foi a única força política a, de uma forma permanente, sistemática e intransigente, se erguer e chamar o povo à luta contra a dominação do imperialismo estrangeiro com o ianque à cabeça.
Após o 25 de Abril, um outro abutre igualmente voraz e sanguinário se juntou ao que até então detinha a parte de leão na presa que era o povo português e o nosso país. Tendo como agente e ponta de lança na nossa pátria o partido social-fascista do russo branco Barreirinhas Cunhal, o social-imperialismo revisionista soviético aproveitou do relativo enfraquecimento das posições ianques originado pela queda da camarilha marcelista para, cavalgando a luta de massas, se lançar numa desenfreada política de saque e de rapina sobre o nosso país e sobre o povo português.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

1976-02-27 - O PPD DIZ NÃO AO RECONHECIMENTO DO GOVERNO DO MPLA

PPD INFORMA - PARTIDO POPULAR DEMOCRÁTICO
27/2/76

O PPD DIZ NÃO AO RECONHECIMENTO DO GOVERNO DO MPLA
Foi reconhecido pelo Presidente da República com o apoio do P.C.P. e do P.S.. O regime neo-colonialista de Angola, ocupada pelos exércitos cubano e soviético.
"Snr. Presidente da República:
Em nome de 1.500.000 eleitores Em nome de todas as vítimas da guerra colo­nial
Em nome de todos os refugiados e de todo o Povo Português
O PPD DISCORDA PROFUNDAMENTE DA SUA DECISÃO!"
E porque a discordância só se sabe exprimir por meios democráticos, dizemos que queremos eleger outro presidente
Sá Carneiro, Amadora,
22 de Fevereiro

1976-02-27 - O PCP QUER A VERDADE O PCP QUER A UNIDADE

O PCP QUER A VERDADE
O PCP QUER A UNIDADE

O Partido Comunista Português tomou conhecimento, através dos órgãos de informação, que o Secretariado Nacional do PS rejeitou a proposta da Comissão Distrital de Portalegre do P.C.P., no sentido de ser constituída uma Comissão de Inquérito, composta por elementos do PS e do P.C.P. e presidida por uma personalidade independente, que apurasse a verdade sobre os lamentáveis incidentes verificados em Campo Maior e Benavila no passado fim de semana.
Recusando a iniciativa da Comissão Distrital de Portalegre do P.C.P., o Secretariado Nacional do PS assume a responsabilidade - que os trabalhadores portugueses não deixarão por certo de considerar - de querer evitar que a verdade prevaleça sobre uma campanha de calúnias e mentiras contra o P.C.P., contra os trabalhadores rurais do Alto Alentejo, contra as suas conquistas, contra a unidade, e de querer forçar a existência de pomos de discórdia entre os dois partidos.

1976-02-27 - O Grito do Povo Nº 068 - I Série - OCMLP

Unir os comunistas da OCMLP Unificar os comunistas portugueses
EM FRENTE PELAS CONFERÊNCIAS REGIONAIS

ALOCUÇÃO DO COMITÉ CENTRAL DA OCMLP

Camaradas delegados:
O comité central saúda-vos através desta mensagem e exorta-vos a uma luta ideológica intensa que visa transformar o mau em bom e o bom em melhor.
As conferências regionais têm um grande significado. Elas representam um grande passos em frente, na auto-crítica da OCMLP frente aos comunistas e ao povo.
 Compete-nos hoje aqui, levar ao concreto muitas dias discussões havidas na 2.a sessão da conferência e aprofundar, a luta ideológica sobre a nossa tarefa central e como a vamos levar a cabo.
Combatidas as ideias erradas que existiram, no seio do CC e da organização, hoje há tarefas que nos são claramente apontadas, divididas em principais e secundárias, e tendo em conta um objectivo também claro: — a unidade dos Comunistas em volta duma linha politica por eles discutida.

1976-02-27 - Luta Popular Nº 227 - MRPP

ASSINATURA DO PACTO
«UM ENCONTRO DE POSIÇÕES COMUNS» DOS PARTIDOS DA BURGUESIA CONTRA O PROLETARIADO

Só quando o Presidente da República esboçou um leve sorriso de correcção o representante do partido social-fascista acertou com o sítio exacto no livro do pacto onde apunha a sua assinatura. Nunca o social-fascista de serviço em Belém tinha demorado tanto tempo a assinar o seu nome...
Tanta dificuldade só foi comprável à rapidez com que o representante do P«S» apunha 8 sua assinatura e a facilidade com que de sorriso nos lábios o dirigente do P«PD» se dirigiu à «mesa pactual».
Mas, no fim de contas, o social-fascista de serviço em Belém acabou por assinar. E dizemos acabou porque nos ficou a dúvida depois de ontem os representantes do P«C»P terem afirmado que não estariam mandatados a assinar um pacto sem preâmbulo. Mas eles assinam tudo, assinavam mesmo a sua sentença de morte se isso fosse necessário e exigido pelo MFA.

1976-02-27 - Podium Nº 078

LIBERDADE PARA ANTIFASCISTAS
FASCISTAS PARA A PRISÃO

Quem seria capaz de adivinhar há alguns meses atrás que, em Portugal, país a caminho do socialismo, um golpe hipócrita meteria nas prisões várias dezenas de antifascistas? Precisamente antifascistas que, embora com alguns erros, sempre demonstraram estar ao lado das massas trabalhadoras na luta contra o fascismo.
Trata-se de uma grande viragem no processo político português encetado em 25 de Abril de 1974. O 25 de Novembro significa um avanço das forças de direita que não suportavam mais as conquistas alcançadas pelas massas trabalhadoras. Para abater essas conquistas populares, os representantes da burguesia tiveram que desferir profundos golpes sobre as organizações dos trabalhadores e de militares progressistas. Foram parar à prisão os que fizeram o 25 de Abril e sempre acompanharam as posições revolucionárias do povo trabalhador nos meses que se lhe seguiram.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

1976-02-26 - CONCENTRAÇÃO COMÍCIO - Sindicatos


1976-02-26 - folha CDS Nº 28

folha CDS
Nº 28 26.II.76

1. O CASO FERNANDA PERES PEREIRA. Continua por resolver. Esta simpatizante do CDS foi agredida, sequestrada e suspensa da empresa onde trabalhava, a Lisnave, pelo único motivo de, no dia 12 de Fevereiro, ter entrado na empresa com o emblema do CDS. O facto provocou a indignação de grupos de trabalhadores da Lisnave e de muitas outras empresas que têm expressado o seu descontentamento em centenas de telefonemas para o Partido» Estes sentimentos levaram a Comissão do CGT a dar uma conferência de imprensa para tentarem intoxicar a opinião pública com mentiras tais como a de que Fernanda Peres Pereira tinha sido convidada para estar presente na conferência, que não foi agredida, etc. O que se passou foi a prova de que dentro da empresa Lisnave não existe liberdade de opinião. O que se passou foi um dos mais importantes direitos humanos ser calcado perante a passividade do delegado do Governo. Ao lado, na foto, Fernanda Peres Pereira.

1976-02-26 - De uma Greve Parcial Preparemos as Vitórias Decisivas - LCI

Metalúrgicos

De uma Greve Parcial Preparemos as Vitórias Decisivas

Não é recusando a côdea de pão, por ser pouca, que o esfomeado resolve a sua miséria. É comendo-a que encontra forças para exigir mais.
A paralização do dia 26 é uma forma de luta. Mas as lutas dos trabalhadores devem ser discutidas e decididas por eles.
Quando o trabalhador participa na discussão e na decisão é a eficácia e a força do combate proletário que se enriquecem.
A paralização do dia 26 é uma resposta operária. Mas durante longos, muitos longos meses, as nossas respostas estiveram como os nossos salários, CONGELADOS; enquanto que a ofensiva do patronato fazia como o custo de vida, SUBIA.
A paralização do dia 26 é simbólica. Mas a arrogância dos patrões, os ataques às nossas conquistas, os golpes ao controle operário, esses são bem reais.

1976-02-26 - Revolução Nº 066 - PRP-BR

EDITORIAL

Apesar dos vários boicotes, a manifestação do C.L.A.R.P. foi um êxito que ultrapassou todas as expectativas. A presença nas ruas de Lisboa de uma das maiores manifestações desde o 25 de Abril veio marcar este período de impasse em que se calaram forças e se avaliam disponibilidades.
A integração no seu seio de milhares de pessoas pobres, homens e mulheres que trazem no rosto, nos fatos e sapatos, a marca da exploração, veio-nos dizer a todos que os trabalhadores deste País, os mais explorados, os mais oprimidos, estão dispostos a vir para a rua solidarizar-se com os que estiveram ao seu lado. Não vieram para a rua por questões concretas como a do aumento de salários, mas por razões de solidariedade, por razões de luta revolucionária. E ninguém teve medo do aparato bélico da P.S.P. em S. Bento. Será que a P.S.P. teve medo da manifestação? De qualquer modo teve de escutar essa massa compacta que da Rua de S. Bento à Calçada da Estrela gritava contra tudo o que é repressão, contra os mercenários, contra a direita. E que lhes deixou como presente plantado na relva do Palácio o riso de Otelo multiplicado por milhares. Ri quem pode, mesmo que esteja preso. Não ri a P.S.P. porque não pode, nunca pôde. Aí ficará séria à espera do fascismo, que a protege, ou da revolução que acabará com ela definitivamente. De qualquer modo nunca acha graça nenhuma a nada. Só nós, os revolucionários podemos achar graça à vida e sorrir ainda e sempre, mesmo na prisão. É que no fim ganhamos sempre e o capitalismo vai sempre perdendo. Se não é hoje, é depois.

1976-02-26 - Bandeira Vermelha Nº 006 - PCP(R)

EDITORIAL
É PRECISO COLHER O QUE SEMEÁMOS

A manifestação do dia 20 em Lisboa, organizada pelo Comité para a Libertação dos Antifascistas e Revolucionários Presos (CLARP) constituiu uma afirmação de grande combatividade das forças antifascistas e um êxito para o campo popular. Com ela, criaram-se novas condições para alargar e aprofundar a unidade das forças democráticas, para aumentar a combatividade das massas populares, para cavar mais fundo a linha divisória entre o campo popular e toda a espécie de conciliadores e sabotadores.
As vitórias não caem do céu. São o fruto duma linha justa e dum trabalho persistente. O êxito da manifestação do CLARP foi preparado pelas acções de massas anteriores. Embora de menor envergadura, as manifestações do dia 16 de Janeiro, o comício do CLARP no dia 3 de Fevereiro, o protesto contra o comício fascista do CDS no dia 8 de Fevereiro, foram os degraus necessários que percorreu o movimento popular até esta grande manifestação.

1976-02-26 - Unidade Popular Nº 070 - PCP(ml)

Campanha «Contra a Ingerência Social-Imperialista em Angola»
O reconhecimento da «RPA»: conluio e cedência perante o social-imperialismo russo

A Comissão Promotora da campanha «Contra a Ingerência Social-Imperialista em Angola» realizou na passada segunda-feira, dia 23, uma conferência de imprensa.
A finalidade inicial desta conferência era esclarecer os órgãos de informação e, através deles, o povo português, das razões que presidiram à constituição da Comissão Promotora desta campanha de âmbito nacional contra o reconhecimento, por parte do Estado português, de um governo unilateralmente proclamado em Angola.
Posteriormente, e perante a consumação do facto, a Comissão Promotora entendeu manter a campanha, embora dando-lhe um carácter ligeiramente diferente. Assim, aquilo que a Comissão Promotora pretendia que fosse um amplo movimento de protesto contra o tratamento privilegiado que as autoridades portuguesas, civis e militares, quase sempre deram a um movimento de libertação e de repúdio por um eventual reconhecimento, resultado dessa política hipócrita, transforma-se agora numa campanha contra a ingerência social-imperialista em Angola e de apoio à unidade e independência nacionais do povo angolano.

1976-02-26 - Luta Popular Nº 226 - MRPP

PACTO MFA-PARTIDOS
«PREÂMBULO» - COMO RESSUSCITAR UM CADÁVER

A hora a que escrevemos este artigo — oito horas da manhã — não se sabe se é hoje o dia em que vai ser assinado o Pacto MFA/Partidos, há três longos meses em gestação nos labirintos da política dos partidos da burguesia. Nem isso interessa por aí além. Pois o acordo que ele já pressupõe já foi minimamente atingido — o acordo que une os vários sectores da classe dominante em desarmar a vigorosa luta que as massas populares travam contra a fome, a miséria e o desemprego; desarmamento esse que visa um ganhar de tempo para que, mais forte e unida, a contra-revolução se possa abater sanguinariamente sobre o povo.
E esse mínimo acordo já foi obtido com o acordo quanto à realização de eleições para a Assembleia Legislativa até ao dia 25 de Abril. Eleições que o Presidente da República marcará, decerto, hoje, seguindo a sugestão feita pelo Conselho da «Revolução» na segunda-feira passada. Eleições que, na lógica da classe dominante, visarão obter aquela trégua na luta de classes necessária à prossecução do objectivo acima citado.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

1976-02-25 - A UNIDADE DOS BANCÁRIOS ESTÁ EM PERIGO! DEFENDAMO-LA!!! - PPD

Núcleos sócio-profissionais – Bancários

A UNIDADE DOS BANCÁRIOS ESTÁ EM PERIGO!
DEFENDAMO-LA!!!

l. É esta a triste constatação a que chegamos, depois de temos assistido às últimas assembleias do nosso Sindicato e tomado conhecimento da proposta da “facção maioritária” da Direcção, para expulsão da mesma dos seus elementos, autores duma “prática divisionista, sectária, e irresponsável”, comumente dados como afectos ao MRPP.
2. Lamenta este sector de trabalhadores bancários ter de denunciar as ambiguidades e malabarismos de uma facção partidária da nossa Direcção, cujos objectivos políticos, de luta por uma sociedade socialista e democrática, seriam confluentes com os nossos, mas que, na prática de gerência, descambou para um verbalismo estéril e, para cúmulo, divisionista...
3. Ainda que os Estatutos do nosso Sindicato possibilitem a substituição parcial de alguns dos corpos gerentes, parece-nos tal hipótese impraticável, por ser um foco permanente de possíveis golpadas. Votámos em listas que nos prometeram, na altura, a unidade "na defesa intransigente dos direitos dos trabalhadores:“ é assim que a praticam?!

1976-02-25 - AS PROVOCAÇÕES NÃO NOS FARÃO RECUAR! PARA A FRENTE CONTRA O FASCISMO, É QUE É O CAMINHO! - UDP

AS PROVOCAÇÕES NÃO NOS FARÃO RECUAR! PARA A FRENTE CONTRA O FASCISMO, É QUE É O CAMINHO!

No passado dia 20 de Fevereiro, durante uma manifestação antifascista em Viana do Castelo, foi preso um indivíduo chamado Armando Teixeira de Barros que chamou a atenção dos agentes da, PSP por, ir vestido com uma parte de fardamento camuflado da tropa. Este indivíduo fora activista do núcleo local da UDP, mas fora suspenso e expulso há 4 meses por ter roubado dinheiro e por não ter aceitado um emprego que lhe fora arranjado pelos seus camaradas, recusando emendar-se e regularizar a sua vida. Uma vez preso, esse indivíduo mostrou que levava no bolso da sua “discreta" vestimenta... um petardo explosivo, e apressou-se a confessar que tinha mais em casa e denunciar os nomes de uma serie de pessoas que o teriam ajudado a fabricar esses engenhos. Por "pura coincidência" essas pessoas são quase todas activistas ou simpatizantes do núcleo UDP de Viana!
DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS: AS AUTORIDADES PROTEGEM FASCISTAS E ATACAM OS REVOLUCIONÁRIOS

1976-02-25 - Poder Popular Nº 30 - II Série - MES

MOBILIZAÇÃO DE MASSAS

A manifestação de sexta-feira, pela libertação dos revolucionários presos, constituiu uma grande jornada de luta contra a repressão capitalista e o avanço da direita.
Face ao desânimo e desmobilização que a vitória da burguesia em 25 de Novembro produziu nas massas trabalhadoras, esta jornada adquire um significado particular a mobilização de massas contra a repressão e dominação da burguesia veio mostrar que a luta continua com toda a energia.
O 20 de Fevereiro constituiu uma importante vitória para todos quantos lutam contra o fascismo e o capitalismo.
Uma lição há que retirar desde já a necessidade de prosseguir e desenvolver o trabalho unitário e a cooperação entre as várias forças revolucionárias ultrapassando o sectarismo e o oportunismo, unindo os seus esforços na luta para reorganizar a ofensiva popular e apear a direcção reformista (que aliás progressivamente se desmascara prosseguindo e cada vez mais desesperadamente a sua política de namoro aos sociais-democratas do P.S.)

1976-02-25 - a nossa força: A Unidade Proletária! - LCI

a nossa força:
A Unidade Proletária!
como construí-la:
Congresso Democrático dos Sindicatos!

Os patrões ontem pacíficos dialogantes, mesmo ”socializantes" não esperavam senão ganhar tempo para a ofensiva que preparavam.
Hoje, arrogantes ordenam aos seus ministros que não recebam os representantes dos trabalhadores e enviam os seus comandos atacar os proletários agrícolas das herdades ocupadas.
Os seus objectivos de restabelecimento da autoridade patronal passa pelo ataque ao controle operário e à reforma agrária, pela tentativa de golpear a organização dos trabalhadores, as C.Ts, as comissões sindicais de empresa e as comissões coordenadoras das unidades colectivas de produção.
 AS NOSSAS CONQUISTAS ESTÃO AMEAÇADAS!
Cedê-las é cair de joelhos perante a mais feroz exploração capitalista. Não o faremos!

1976-02-25 - ERGUER A GUARDA VERMELHA SEMANAL É TAREFA DE TODA A FEDERAÇÃO - FEML

FEDERAÇÃO DOS ESTUDANTES MARXISTAS-LENINISTAS Organização do MRPP para a Juventude Comunista Estudantil

ERGUER A GUARDA VERMELHA SEMANAL É TAREFA DE TODA A FEDERAÇÃO

 CIRCULAR DA REDACÇÃO DO “GUARDA VERMELHA” ACERCA DA SAÍDA DO “GUARDA VERMELHA” SEMANAL

UM JORNAL PARA ERGUER UMA FEM-L DE ÂMBITO NACIONAL, COM CARÁCTER DE MASSAS E BEM CONSOLIDADA NOS PLANOS POLITICO, IDEOLÓGICO E ORGANIZATIVO

Um jornal político central para toda a Federação que seja o propagandista e educador da juventude estudantil, que aborde as questões principais da vida e da luta das massas estudantis, que divulgue e eduque as massas no estudo do marxismo-leninismo-maoismo e que mova um combate sem tréguas contra todas as teorias oportunistas revisionistas, neo-revisionistas, trotskistas, anarco-sindicalistas e outras infiltradas no movimento de massas dos estudantes e que organize os quadros e activistas em seu torno, através da venda militante, da rede, dos círculos de leitura, é e uma necessidade que a nossa organização comunista já vinha sentindo há muito tempo.

1976-02-25 - FALAS DE SANTO UNHADAS DE GATO - MRPP

FALAS DE SANTO
UNHADAS DE GATO

Deste modo procede o Ministério dito do "Trabalho”, quando do alto do seu confortável edifício diz pela frente uma coisa para pela calada fazer o desacato que lhe aprouver.
 Nó dia 24 pelas dez horas da manha, os trabalhadores dos ex-supermercados do “Mealheiro do Lar" dependência da rua Luciano Cordoeiro, viram surgir o seu ex-patrão acompanhado dum séquito de lacaios, devidamente protegidos pela “democrática" P”S”P é pelo representante do Ministério dito do "Trabalho", no fito de abrir o supermercado mudar a fechadura e fazer nas costas dos trabalhadores uma falsa peritagem.
QUE MINISTÉRIO DO "TRABALHO” É ESTE QUE DEFENDE E PROTEGE UM PATRÃO ESTRANGEIRO, LADRÃO NÃO SÓ DO POVO MOÇAMBICANO COMO DO NOSSO POVO?
Mas a resposta dos trabalhadores não se fez esperar.Com grande determinação, estes recusam-se a admitir a presença do patrão e muito menos a sua entrada no estabelecimento, ou a mudança da fechadura da entrada. Duas viaturas da "democrática" P”S”P surgiram prontamente e o patrão cobarde como é (o que é apanágio de todos os reaccionários) lavado em lágrimas suplicava à polícia que o acompanhasse até à viatura na iminência que estava de os populares e os trabalhadores do estabelecimento que ele sabia a bel prazer despedir e insultar lhe darem um justo correctivo.

1976-02-25 - Luta Popular Nº 225 - MRPP

PACTO MFA-PARTIDOS:
FEITA A CONSTITUIÇÃO QUE A CONSTITUINTE VAI «APROVAR»

Vai ser finalmente assinado esta semana, ao fim de um laborioso trabalho de três meses, o novo Pacto MFA/Partidos Precisamente o tempo que decorreu desde o 25 de Novembro para os diversos sectores da burguesia se porem de acordo sobre qual a melhor forma de explorarem e oprimirem o povo.
Porque isto de pacto, ou como o designou anteontem o Conselho da “Revolução" de “Plataforma de Acordo Constitucional MFA/Partidos”, não é mais do que, como o próprio nome indica, um “Acordo” através do qual as várias facções da classe dominante estabelecem aquela “Plataforma” necessária para esmagarem a luta que o proletariado trava contra a fome, a miséria e o desemprego, na via da sua emancipação.
Tal acordo, que procura consubstanciar a vitória dos exploradores sobre os explorados, tem a burguesia a suprema das mistificações de o apresentar, nas democracias burguesas como fruto laborioso de uma Constituinte, pondo o povo a votar o instrumento político e jurídico - a Constituição - que o vai oprimir e subjugar. Esse é, aliás, o “mérito” da democracia burguesa que procura pôr o povo a aplaudir e a aprovar a sua própria forma de dominação.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

1976-02-24 - PREPAREMOS ENTUSIASTICAMENTE A I CONFERENCIA NACIONAL - UDP

PREPAREMOS ENTUSIASTICAMENTE A I CONFERENCIA NACIONAL

Pretendemos começar esta circular Informando todos os nossos camaradas, simpatizantes e amigos da actividade desenvolvida pelos núcleos estudantis da UDP.

I - O ENCONTRO REGIONAL DE LISBOA
Dia 15 de Fevereiro realizou-se o encontro regional de Lisboa dos núcleos estudantis. Estavam presentes camaradas de 29 escolas. Em 24 já havia camaradas eleitos para as direcções dos núcleos a representá-las nas restantes estavam presentes outros camaradas, num total de cerca de 80 pessoas. Dois camaradas da Comissão Promotora Estudantil do Porto e um camarada da Distrital de Lisboa da UDP estavam também como convidados na mesa do Encontro.
Começou-se o debate pela discussão do texto síntese da linha política e associativa. Muitos camaradas intervieram criticando insuficiências do texto e relatando experiências concretas das suas escolas.

1976-02-24 - COMÍCIO do PCP(R)

COMÍCIO do PCP(R)

NOTA DA COMISSÃO POLÍTICA

1  - A Comissão Política do Comité Central do Partido Comunista Português (Reconstruído), decidiu realizar um comício em Lisboa, no próximo dia 7 de Março.
Neste comício, o primeiro realizado pelo nosso Partido, será exposta a posição do PCP(R) em relação à situação política actual.
2  - Nas últimas semanas, o movimento popular tem dado provas de estar de novo a erguer-se, depois da derrota sofrida a 25 de Novembro. Para além das lutas travadas nas fábricas e das várias acções que se têm desenrolado por melhores condições de vida, as manifestações convocadas pelos órgãos de vontade popular e, mais recentemente, a manifestação promovida pelo CLARP em Lisboa, foram importantes jornadas de protesto, luta contra a escalada reaccionária a que assistimos no nosso País.
Perante o agravamento das condições de vida das massas populares, perante a arrogância crescente com que os fascistas, dia a dia, conquistam novas posições, todas as forças revolucionárias devem, rapidamente, dar passos decididos na concretização de uma frente de luta antifascista.

1976-02-24 - AOS TRABALHADORES DA UTIC - MRPP

AOS TRABALHADORES DA UTIC

A célula do MRPP na UTIC, ciente de interpretar o justo sentir da massa dos trabalhadores da nossa empresa, face à atitude adoptada por certos órgãos de informação relativamente ao Colóquio que promovemos no passado dia 23, enviou ontem a essa imprensa vendida a CIRCULAR que a seguir reproduzimos. Ao proceder assim, fazemo-lo em obediência ao método comunista de que os trabalhadores, mesmo os sem partido e principalmente os sem partido, de vem conhecer e fiscalizar todos os actos políticos relevantes da nossa célula.
“A Radiodifusão e alguns jornais diários de hoje, relatam e comentam (quanto a nos, sem a mínima parcela de respeito pela verdade dos factos) os acontecimentos políticos ontem ocorridos na UTIC, aquando da realização dum colóquio-debate que a nossa célula promoveu para os trabalhadores da empresa e que contou com a presença do camarada Arnaldo Matos, Secretário-Geral do nosso Partido.
Certos jornais - e não estamos sequer a pensar nos órgãos do P”C"P, os pasquins “Diário" e "Diário de Lisboa" - torcem e invertem de tal modo os factos, que vão ao ponto de escrever que o Secretario -Geral do nosso Partido foi expulso da UTIC" e "pelos trabalhadores da UTIC"...

1976-02-24 - Luta Popular Nº 224 - MRPP

O CAMARADA ARNALDO MATOS ESTEVE NA UTIC:
CAI A MÁSCARA AO SOCIAL-FASCISMO

“A grande vitória de hoje está exactamente em que a maioria dos trabalhadores não apoiou os social-fascistas, não apoiou esse falso partido comunista. São eles que estão isolados e sozinhos. Eles berram, gritam, agitam-se. Porquê? Porque estão no desespero. Só quando um indivíduo está no desespero é que faz essas convulsões todas.
Mas nós não estamos no desespero. Nós sabemos que estamos a marchar bem, que cem por cento dos operários e dos trabalhadores deste país vão apoiar o nosso Partido. Ele é que vai de facto dirigir a classe operária ao poder, não é essa cambada de caciques que anda aí a atraiçoar-vos.”
Com estas palavras terminou o camarada Arnaldo Matos o conjunto de intervenções, aqui e ali entrecortadas por calorosas discussões entre os operários que o rodeavam, junto à entrada da UTIC. Um velho operário da massa, exclamava numa viva manifestação de carinho: “Obrigado, ó Arnaldo Matos!”. Era a expressão de alívio e alegria de quem, de viva voz, tinha ouvido as palavras certas que ele nunca terá conseguido proferir contra os caciques social-fascistas. Com tão singela expressão o velho operário sintetizava o sentir dos seus camaradas de trabalho, traídos e enganados, caluniados e oprimidos pela canalha social-fascista. No seu olhar ia a determinação de prosseguir o combate até ao completo esmagamento do terrorismo social-fascista.

1976-02-24 - AOS TRABALHADORES - Movimento Estudantil

AOS TRABALHADORES

Há muitos anos que os estudantes do Técnico procuram fazer das suas lutas um apoio às lutas dos trabalhadores contra a exploração e a opressão do capitalismo. Nos pontos mais altos da nossa luta, antes do 25 de Abril, várias vezes quebrámos a barreira que o fascismo punha à informação, e por meio de comunicados informámos a classe operária e o povo explorado das nossas lutas.
Porque fazemos agora este comunicado aos trabalhadores?
O Secretário de Estado do Ensino Superior (eng. Brotas) lança mais um ataque aos estudantes do Técnico, tenta transformar-nos em reaccionários, e, não o conseguindo, tenta fechar o Técnico.
Se isto sucede é porque os estudantes do Técnico se têm recusado a ser submissos cumpridores da política burguesa para o ensino, quer a do fascismo, quer a dos sucessivos governos burgueses depois do 25 de Abril. O ensino que existe, serve para fazer de nós lacaios dos patrões, capatazes ao serviço do capital privado ou de Estado, para vigiar oprimir e explorar a classe trabalhadora a troco de um Título de engenheiro ou de doutor, e de privilégios vários.

1976-02-24 - O PORQUE DE UMA LUTA ATRIBULADA - Movimento Estudantil

O PORQUE DE UMA LUTA ATRIBULADA

1. Muito atribulada tem sido a convocatória da AGE que finalmente sempre ficou marcada para hoje às 18,30, na Sala Ribeiro Santos. Inicialmente marcada para 3ª feira a AGE fora adiada para a próxima 5ª feira, segundo a direcção da AE porque "... o Conselho Pedagógico Cientifico fez sete reuniões e não tem ainda uma proposta definitiva”. Ora aquilo que Se passa na realidade é exactamente o oposto: o Conselho Pedagógico tem uma proposta bem concreta a apresentar e, como está de ver, a razão invocada é um argumento falso só utilizável pelos que não têm o mínimo de pudor em mentir aos estudantes e nessas condições pretendam estar à frente da nossa escola, a "dirigi-la.
Só se compreende também tal atitude dado o simples facto de a dir. AE-CD não concordarem com a proposta aprovada no Conselho Pedagógica e precisarem de algum- tempo para elaborar a sua proposta. Contudo não só a 3ª feira tinha sido marcada como data da AGE, como também a realização da AGE na 5ª feira iria colidir, nomeadamente com uma importante assembleia de trabalhadores bancários, o que punha em causa a participação de grande número de estudantes na AGE. Perante a evidência a dir.AE recua atabalhoadamente, fazendo outra vez asneira: convoca a AGE para 4ª feira, quando já existe um colóquio com a CT da Timex para esse dia. Perante todas estas "incertezas” a mente de um "ilustrado" da direcção foi assaltada pela hipótese de convocar a AGE para depois das férias do Carnaval, o que logo de seguida puseram de parte, sendo assim obrigados a voltar à posição inicial de o AGE se realizar hoje, 3ª feira.

1976-02-00 - RESOLUÇÃO DA 5ª REUNIÃO PLENÁRIA DO C.C. DA U.C.R.P.(m-l) SOBRE A SITUAÇÃO POLÍTICA

RESOLUÇÃO DA 5ª REUNIÃO PLENÁRIA DO C.C. DA U.C.R.P.(m-l) SOBRE A SITUAÇÃO POLÍTICA

CAMARADAS:
l. Começando por se- debruçar sobre a situação política internacional, o CC concluiu que ela é marcada pelo crescimento acelerado dos factores que - levarão ao desencadeamento, mais dia menos dia, da guerra mundial, provocada pela disputa entre as duas superpotências, USA e URSS, e pela crise geral que abala o sistema capitalista e revisionista, e em particular provocada pelas, ambições hegemónicas da URSS.
  2. MAIS ATENÇÃO NA PROPAGANDA À SITUAÇÃO INTERNACIONAL
O CC deu particular atenção análise da situação internacional, pois em nosso entender a condição prévia para se analisar acertadamente a evolução dos acontecimentos políticos no nosso país, passa pela compreensão do que se passa no mundo, isto porque na nossa época, na época do imperialismo e da revolução proletária mundial, cada país capitalista não é uma entidade à parte, metido numa redoma de vidro, mas um elo da cadeia mundial do imperialismo, reflectindo as suas contradições, como o salientou Estaline, explicando o significado do Leninismo.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

1976-02-23 - Luta Nº 04 - III Série - LCI

Editorial

Após mais de dois meses em que se verificou um recuo parcial do Movimento Operário, originado pelos acontecimentos do 25 de Novembro, os trabalhadores reorganizam-se e de novo a classe operaria faz ou vir a sua voz na cena política nacional.
Na realidade, confrontada com a tentativa por parte da burguesia de a fazer pagar a crise do capitalismo português - crise essa que por sua vez e agravada com a recessão que se verifica a nível internacional a classe operária, assim como todos os trabalhadores, não podia ficar impassível.
É neste contexto, que começam a surgirias primeiras greves e manifestações que não são senão o prelúdio da resposta operária de massas à ofensiva patronal. Os trabalhadores da Timex, da Molaflex, da Codiproal, do comércio a retalho, da hotelaria, são os primeiros a reagir contra as tentativas de reimposição dos ritmos de trabalho infernais, do congelamento dos salários e dos Contratos Colectivos de Trabalho, contra o lock-out, os despedimentos e o aumento de preços.

1976-02-23 - ENTREVISTA COM A DELEGAÇÃO DO PCP(R) SOBRE A SITUAÇÃO DE PORTUGAL E AS TAREFAS ACTUAIS DO PARTIDO

RÁDIO TIRANA, EMISSÃO DE 23/2/76

ENTREVISTA COM A DELEGAÇÃO DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS (RECONSTRUÍDO) SOBRE A SITUAÇÃO DE PORTUGAL E AS TAREFAS ACTUAIS DO PARTIDO

(Rádio Tirana, emissão de 23/2/1976 - rubrica semanal - “O movimento marxista-leninista cresce e se consolida no mundo”)
Conforme noticiámos, esteve recentemente em nosso país, para uma visita de amizade, a convite do Comité Central do Partido do Trabalho da Albânia, uma delegação do Partido Comunista Português (Reconstruído), presidida pelo membro do Secretariado Político do Comité Central desse Partido, camarada Pedro.
Nossa resenha entrevistou os membros da delegação sobre a luta dos marxistas-leninistas portugueses, a recente formação do Partido Comunista Português (Reconstruído) e as tarefas actuais do Partido na organização e direcção do movimento revolucionário das massas trabalhadoras portuguesas.

1976-02-23 - CONTRA A PARALIZAÇÃO DAS ESCOLAS, A SELECÇÃO E O DESEMPREGO, UNIR E ORGANIZAR TODAS AS FORÇAS! - FEML

FEDERAÇÃO DOS ESTUDANTES MARXISTAS-LENINISTAS Organização do MRPP para a Juventude Comunista Estudantil

À JUVENTUDE DO ENSINO SECUNDÁRIO

CONTRA A PARALIZAÇÃO DAS ESCOLAS, A SELECÇÃO E O DESEMPREGO, UNIR E ORGANIZAR TODAS AS FORÇAS!

Camaradas!
Uma grande onda de descontentamento e de revolta começa já a levantar-se de norte a sul do país, entre a imensa massa de cerca de um milhão de estudantes e respectivas famílias, contra a situação em que se encontram as escolas do Ensino Secundário e contra o futuro de fome, miséria e desemprego que os sucessivos Governos do Capital vão preparando também para a juventude.
Pergunta o povo, porque razão continuam já nos fins do mês de Fevereiro cerca de 200.000 estudantes sem aulas e sem professores, a maioria das escolas a funcionar a metade da sua capacidade e outras que ainda não abriram, sem condições de estudo, com instalações deficientes, enquanto cerca de 14.000 professores esperam no desemprego por ma colocação que nunca mais vem?

1976-02-23 - Luta Popular Nº 223 - MRPP

COLOQUEMO-NOS DECIDIDAMENTE À CABEÇA DA LUTA CONTRA A FOME E A MISÉRIA

À medida que a bancarrota se aproxima e se aprofunda a crise de todo o sistema de exploração da classe dominante, está em marcha um amplo movimento de massas que se erguem contra a fome, a miséria e o desemprego, sendo que um novo auge desse movimento vai por certo decorrer com o levantamento da suspensão da contratação colectiva anunciado para o final deste mês.
Incapaz de manter por mais tempo o congelamento da contratação colectiva decretado na sequência do fracassado golpe social-fascista do 25 de Novembro, a burguesia pretende desviar todo esse amplo movimento operário e popular de massas em ascensão para uma trégua eleitoral e obter dessas mesmas eleições para a chamada Assembleia Legislativa um “mandato” do próprio povo que lhe assegure a força, que agora lhe vai faltando, para impor na prática o conjunto de medidas anti-operárias e anti-populares que tem vindo a decretar, afora as que se encontram já na forja dos seus conselhos de ministros.

1976-02-23 - COMUNICADO - PS

COMUNICADO

Durante um Comício Benavila, Domingo, 22/2/76, com a presença do Secretário Geral do Partido Socialista, Mário Soeres, grupes de indivíduos identificados como elementos do PCP praticaram actos de vandalismo que se revestem da maior gravidade.
Começaram por tentar interromper o Comício coe insultos, assobios e ameaças. Perante a serenidade e a firmeza os Socialistas, os provocadores pêcêpistas acabaram por atacar as pessoas que assistiam pacificamente ao Comício, agredindo-as com pedras, limas e navalhas. Já depois de terminado o Comício, foram disparados tiros de zagalote, sobre viaturas. Várias pessoas ficaram feridas. Aires Rodrigues, membro do Secretariado Nacional do PS, foi atingido por uma pedrada. Enquanto as cúpulas do PCP procuraram lavor as mãos das suas responsabilidades na conspiração contra a democracia portuguesa, as bases fanatizadas e intoxicadas por uma mentalização totalitária insistem na utilização de métodos terroristas na sequência daqueles que culminaram no golpe de estado anti-democrático de 25 de Novembro. Enquanto as cópulas do PCP falam de inexistência de liberdades certas zonas do país, as suas bases procedem como se o Alentejo fosse um feudo comunismo. Enquanto as cúpulas do PCP falam das amplas liberdades as suas bases continuam a praticar actos de vandalismo contra a liberdade conquistada o 25 do Abril e garantida a 25 de Novembro. Enquanto as cúpulas do PCP afirmam que o seu partido é o grande partido da esquerda, os seus agentes continuam a desenvolver uma prática política de direita. Enquanto as cúpulas do PCP alertam contra o avanço da reacção do Norte, os seus elementos continuara a praticar actos reaccionários no Sul. Enquanto as cúpulas do PCP, repetindo uma velha manobra, dirigem convites unitários às bases do PS, os seus homens de mão atacam a tiro e à pedrada os militantes socialistas.

1976-02-23 - PARTIDO SOCIALISTA

PARTIDO SOCIALISTA

 As secções do Partido Socialista Olivais e de Moscavide através dos seus secretariados e dos secretariados da Juventude Socialista, perante os acontecimentos verificados no dia 23 de Fevereiro de 1976 na U.T.I.C. bem como do comunicado que os antecedeu, após consulta do Secretario Geral e de outros membros do Secretariado Nacional manifestam um total repúdio pelo teor do comunicado e pelo boicote violento realizado por elementos do PCP ao comício debate do MRPP.
Foi distribuído, na U.T.I.C., um comunicado assinado pelos núcleos do PS, PCP e UDP incitando os trabalhadores desta empresa a oporem-se ao comício-debate que o Secretario Geral do MRPP se propunha realizar naquela unidade fabril.
Depois de contactada a generalidade dos militantes do Núcleo, verificou-se que nenhum esteve presente em qualquer reunião onde se deliberasse a assinatura conjunta desse texto, nem tão pouco, delegou noutro camarada competência para tal.
Esclarecemos, portanto, que a utilização do nome do Partido Socialista referendando um comunicado provocatório, antidemocrático, e exemplificativo da concepção do PCP e do MDP do que são as "mais amplas liberdades” é abusiva o ilegítima, e não encontra qualquer apoio cm todo o Partido Socialista.
A prática democrática exige que o MRPP, como qualquer outra organização política democrática, tenha o direito de propagandear os seus programas em todas as em­presas.
Rejeitamos, assim, categórica: ente todas as manifestações violentas que impos­sibilitaram o Secretario Geral do MRPP de realizar o seu comício.

Em 23 de Fevereiro de 1976
OS SECRETARIADOS

1976-02-23 - COMUNICADO - PS

PARTIDO SOCIALISTA
FEDERAÇÃO DA ÁREA URBANA DE LISBOA

COMUNICADO
A Comissão Executiva da F.A.U.L., reunida extraordinariamente pelas 03H00 do dia 23, alerta o POVO DE LISBOA para o grave atentado à democracia e a liberdade uma vez mais perpetrado pelos aventureiristas e golpistas pecêpês, desta vez na pacífica vila alentejana de Benavila, transformada num caldeirão de ódio e violência pelos mandatários stalinistas do Dr. Cunhal e seus capangas.
Os que ainda não sabem o que são as "belas democracias” e as "mais amplas liberdades" tio apregoadas por estas saudosas viúvas de Stalin, que se desloquem à zona de Aviz, onde neste momento campeia a ordem terrorista do P.C.P.
O Partido Socialista ao pretende levar a sua mensagem de Democracia e Socialismo aos trabalhadores alentejanos fez deslocar a Benavila alguns camaradas que sé viram em sérias dificuldades, para dialogarem com o Povo, tantas eram as provocações do bando terrorista organizado em estilo perfeitamente nazi, estilo esse que ê alias uma constante da técnica de manipulação e de terror, que fazem parte do arsenal da acção prática do P.C.P.

1976-02-23 - UM «EDUCADOR» NA UTIC? - PCP

UM «EDUCADOR» NA UTIC?

Lista anunciada para hoje uma sessão na UTIC, com a participação de Arnaldo de Matos do M.R.P.P. quem é Arnaldo de Matos?
- Meditemos nas suas recentes declarações; "As eleições para a Assembleia Legislativa constituem uma manobra da burguesia para obter do povo, na base de promessas e hipocrisias, um aval (o cheque em branco de que falava a camarilha marcelista) para, no dia seguinte ao da abertura do novo Parlamento, impor aos operários e camponeses a mais desenfreada das explorações e a mais impiedosa das repressões…”
“…a Constituinte é um moinho de palavras e um covil de parasitas, encarregada de aplaudir a quatro patas os conluios celebrados, fora da Constituinte, entre os partidos constitucionais, isto é, entre as diversas facções da classe dominante…” "A Constituinte é o chamado Pacto MFA-Partidos que será aplaudida pelos deputados burgueses na Assembleia Legislativa".
Será pura coincidência as posições em comum de Arnaldo de Matos como o CDS e PPD no que respeita ao Pacto MFA-Partidos, e à própria Constituição?

1976-02-23 - OS ACONTECIMENTOS DE BENAVILA - PCP

OS ACONTECIMENTOS DE BENAVILA
Pretexto para nova campanha anti-comunista

Embora não esteja ainda na posse de todos os elementos sobre os la­mentáveis acontecimentos registados no Alto Alentejo durante o fim de semana, acontecimentos que têm servido para toda a sorte de especulações anticomunistas, a Secção de Informação e Propaganda do Partido Comunista Português pode, desde já, adiantar o seguinte:
1 Na sessão do PS em Benavila, o sr. dr. Mário Soares começou a sua intervenção dirigindo insultos aos comunistas, o que provocou uma legítima indignação por parte da gente da terra. Quando um militante do PCP, de nome Vieira, procurou acalmar os ânimos e criar condições para a continuação do discurso do dr. Mário Soares, foi agredido a murro, pontapé e à navalhada por Ilídio Torres e Marcelino Cuco. Estes indivíduos, que se dizem militantes do PS, foram detidos pelas autoridades, porque o povo de Benavila exigiu a sua prisão. Quando o camarada Vieira era conduzido para o hospital, foram disparados dois tiros sobre o automóvel que o transportava. O suposto autor desta agressão é um marginal conhecido por Chico Corrécio. Nos acontecimentos, o único ferido hospitalizado é militante do PCP e os únicos detidos dizem-se militantes do PS.

1976-02-23 - O MINISTÉRIO DO TRABALHO RECUSA ATENDER TRABALHADORES - Sindicatos

Sindicato da Industria Metalúrgica do Distrito do Porto
RUA D. JOÃO IV, 672
TELEF. 22159

CIRCULAR Nº. 16/76
O MINISTÉRIO DO TRABALHO RECUSA ATENDER TRABALHADORES

CAMARADAS
Lisboa, 18 e 19 do corrente.                 
Em face de negras perspectivas para o futuro dos trabalhadores, as Direcções dos Sindicatos, Metalúrgicos reuniram na sua Federação.
Perante a gravidade da situação que se prepara os Sindicatos reunidos concluíram pela necessidade da discussão de uma Ordem de Trabalhos no Ministério que incluiria os graves problemas que há meses afligem os metalúrgicos.
Marca-se então para o dia 19 às 11,30 horas uma entrevista no "Ministério do Trabalho", o Ministério que, logicamente, deveria ser dos trabalhadores.
Acontece, no entanto, o inacreditável:

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

1976-02-22 - 1ª ASSEMBLEIA DE MILITANTES PENICHE - PCP


1976-02-22 - 14ª SEMANA DE PRISÃO dos militares e civis revolucionários - AFMRP

14ª SEMANA DE PRISÃO dos militares e civis revolucionários
22 A 28 FEV.: 1976

Com a publicação da folha informativa Semana de Prisão dos Militares e Civis Revolucionários, procura a Associação de Familiares satisfazer os inúmeros pedidos de esclarecimento sobre a situação dos militares presos em consequência dos acontecimentos do 25 de Novembro.
Procurar cobrir a falta de notícias que os órgãos de informação, na sua quase totalidade, não fazem chegar ao público como seria da mais elementar obrigação, pelo menos em respeito por homens a quem devem a liberdade que «respiram» hoje, homens agora metidos vergonhosamente na prisão. Silenciar tal situação é ajudar a mantê-los entre grades. É colaborar com a reacção. É jogar com o fascismo.
Pretende ainda a Associação de Familiares chamar a atenção do Povo Português e dos órgãos do poder, dos aspectos negativos que em cada semana, as violências, as arbitrariedades e as prepotências, estão a causar.

1976-02-00 - Páginas Vermelhas Nº 02 - UCRP(ml)

ÓRGÃO INTERNO DA U.C.R.P.(m-l)

SUMARIO
- RESOLUÇÃO DA 5ª. REUNIÃO PLENÁRIA DO CC sobre o pedido de colaboração como simpatizante de um elemento que traiu nas cadeias... pg. 1
- DOCUMENTO N°.l - pg. 2
-   “       N°.2 - pg. 8
-   “       N°.3  - pg. 9
-   “       N°.4 – Pg. 9
- Carta do CC ao camarada da célula de Moscavide da O.R.L. companheiro de Maria Alice - pg. 10
- Nota do Secr. do CC sobre a resolução "Comunistas; Metamos Mãos
à Preparação do Congresso" – Pg. 11
- Nota da 5ª. R. Plen. do CC Acerca da Questão do Combate de Classe Contra o Oportunismo de "U.P." – Pg. 13
- Nota da 5ª. R. Plenária do CC sobre a Situação no Mov. Com. Intem. pg. 13

1976-02-22 - PORQUE É QUE O POVO TRABALHADOR SE DEVE RECENSEAR? - MRPP

A CLASSE OPERÁRIA E AS ELEIÇÕES PARA A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

PORQUE É QUE O POVO TRABALHADOR SE DEVE RECENSEAR?

À CLASSE OPERÁRIA E AO POVO DE LISBOA
CAMARADAS!
Apressou-se o presidente da Republica a anunciar, logo após o golpe contra-revolucionário social-fascista do 25 de Novembro, a realização de eleições para a Assembleia Legislativa.
Este anuncio que não passa duma manobra da grande burguesia para procurar que os partidos oportunistas a ajudem, a vencer a crise em que se debate e a procurar domar o ímpeto revolucionário das massas desviando-o para o eleitoralismo, impondo assim uma trégua à luta de classes que se agudiza dia a dia.
Na realidade, a luta contra a fome, a miséria e o desemprego ganha cada dia que passa maior amplitude e juntamente com o recomeço da contratação colectiva, um novo auge da luta das massas sobrevirá com certeza, deitando por terra todos os sonhos da burguesia exploradora.

1976-02-22 - AOS DESERTORES E REFRACTÁRIOS E A TODOS OS EMIGRANTES PORTUGUESES - MRPP

AOS DESERTORES E REFRACTÁRIOS E A TODOS OS EMIGRANTES PORTUGUESES

 Mais uma vez o M.R.P.P vem denunciar perante vos Governos Provisórios tomaram e continuam a tomar contra os trabalhadores Emigrantes.
 Deste feita é a respeito de todos aqueles que não fizeram o serviço militar ou que desertaram do exército colonialista.
 O VI Governo Provisório exige que os que desertaram antes do dia 9 de Outubro de 1974, paguem uma taxa anual de 1.620.00 escudos (pedem 324 Frs) desde os 21 anos até aos 45 anos. Além disso que se paga exigem que o façamos de uma só vez os anos que passaram dos 21 anos e que deve ser paga eles por exemplo 25 anos de idade, tem que pagar 4 anos e 324 Frs e depois continuarem a pagarem 324 Frs anuais até aos 45 anos.
 No que diz respeito aos que não fizeram o serviço Militar (Refractários) exigem que seja paga uma taxa anual de 2.400.00 escudos (pedem-nos 430 Frs).
 Estas medidas ou leis que o VI Governo teve a "arte de vomitar” sobre nós além de serem dignas de fascistas e de colonialista, são também dignas de descarados vigaristas; Até no câmbio de francos para escudos eles nos vêm arrancar o que com tanto suor e sacrifícios nos custa a ganhar. (Exemplo para pagar 1.520,00 escudos "deveremos" pagar 270 Frs e não 324 Frs, isto para os desertores. Para os refractários "deviemos" pagar 400 Frs e não 480 Frs como nos pedem!

1976-02-22 - UMA POLITICA DE VENDE-PÁTRIAS - MRPP

UMA POLITICA DE VENDE-PÁTRIAS

DECLARAÇÃO DO MRPP SOBRE O RECONHECIMENTO DO GOVERNO DA CHAMADA REPUBLICA POPULAR DE ANGOLA

1 O General Costa Gomes, em consonância com a política do Governo Provisório, do Conselho da Revolução e dos partidos da coligação governamental, acaba de declarar o reconhecimento, por parte do Estado Português, do Governo da chamada Republica Popular de Angola.
O MRPP condena categoricamente o reconhecimento do governo da chamada Republica Popular de Angola e denuncia esse acto dos órgãos da ditadura da burguesia como mais uma manifestação da sua habitual e inevitável política de vende-pátrias.
2 Desde o dia da sua constituição, o MRPP sempre chamou a classe operária e o povo português a apoiar com todas as forças e sem desfalecimento a justa e heróica luta do povo irmão angolano contra o colonialismo, o imperialismo e a guerra colonial-imperialista.

1972-06-28 - PELA REABERTURA INCONDICIONAL DAS AAEE DO TÉCNICO E DE ECONÓMICAS - Movimento Estudantil

PELA REABERTURA INCONDICIONAL DAS AAEE DO TÉCNICO E DE ECONÓMICAS 1. O SIGNIFICADO DE UMA LUTA A hera que atravessamos é grave e  ...

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