segunda-feira, 31 de agosto de 2015

1975-08-31 - DECLARAÇÃO DA COMISSÃO CENTRAL DO PRP-BR

DECLARAÇÃO DA COMISSÃO CENTRAL DO PRP-BR

A Comissão Central do PRP-BR reunida a 30 e a 31 de Agosto de 1975 aprovou a seguinte declaração:
Em face da actual crise económica, social e política este partido considera que ela não se resolve através de rearranjos do xadrez político ao nível da esfera do poder, mas que terá que se resolver por uma clara ruptura entre os defensores dos interesses da burguesia e os defensores da Revolução Socialista - trabalhadores, revolucionários e militares revolucionários.
Para tal considera o PRP-BR como projecto político revolucionário aquele que é garantido pelo "Projecto MFA-POVO e pelo "Projecto de Trabalho do COPCON". O primeiro garante a construção do poder dos trabalhadores, logo da ditadura do proletariado. O segundo é o programa revolucionário capaz de garantir, como se provou, a mais larga unidade dos trabalhadores e dos revolucionários. Compromete-se este partido a lutar por esse projecto de poder e por esse programa de unidade.
Considera este partido que um dos instrumentos de luta por essa estrutura do poder e esse programa revolucionário é a Frente Unitária Revolucionaria, criada a 25 de Agosto.

1975-08-31 - NÃO AO ASSASSÍNIO DOS ANTIFASCISTAS ESPANHÓIS - GAAFAI

NÃO AO ASSASSÍNIO DOS ANTIFASCISTAS ESPANHÓIS

AO POVO DO PORTO 
ANTI-FASCISTAS E DEMOCRATAS

Hoje a classe operária e os povoa de Espanha estão submetidos à cruel e criminosa ditadura fascista do assassino Franco, lacaio dos bandidos imperialistas ianques, ditadura ainda mais odiosa e repressiva que a de Salazar e Caetano.
Hoje as masmorras franquistas estão repletas de anti-fascistas, patriotas e democratas, que lutam consequentemente pela liberta­ção do seu povo das garras do fascismo e do imperialismo.
Hoje dois anti-fascistas espanhóis - Garmendia e Otaegui - correm o risco de serem assassinados pela sanguinária ditadura ianqui-fanquista, assim como mais cinco anti-fascistas da Frente Revolucionária Anti-Fascista e Patriótica (FRAP) que igualmente poderão vir a ser condenados à morte.
Internacionalmente já se ouvem as vozes dos povos do mundo inteiro, repudiando o bárbaro assassínio dos anti-fascistas presos, exigindo a sua libertação imediata.

1975-08-00 - A Ideia Nº 03

N° 3 AGOSTO 1975

ÓRGÃO ANARQUISTA ESPECÍFICO DE EXPRESSÃO PORTUGUESA

SOCIALISMO, SIM! MAS QUAL?
A originalidade do processo aberto em Portugal pelo 25 de Abril de 74 é incontestavelmente a existência do Movimento das Forças Armadas.
Há um ano atrás, as referências que poderíamos fazer a estes militares, até à luz da leitura do seu Programa, que se limitava ao restabelecimento das liberdades fundamentais, eram: "Eles nos roubaram, essas liberdades, aqui há meio século; eles no-las devolvem, desta feita: estamos quites!”
Mas no espaço de um ano, muita coisa mudou neste país. Milhares e milhares de homens começaram a despertar da longa noite fascista, a aperceber-se até que ponto era monstruoso o "silêncio" e a "paz" em que dantes se vivia: silêncio e paz de cemitérios.
A uma mobilização popular sem precedentes próximos, seguiu-se uma formidável fermentação reivindicativa — quando não revolucionária — abarcando largos sectores do operariado e do campeonato pobre. O capital ganhou medo e começou a recear pelos seus privilégios: em breve a crise económica estava lançada, com o seu cortejo de despedimentos e encerramento de empresas. Duas intentonas contra-revolucionárias mostram bem até onde pode ir o atrevimento da mão assassina do fascismo, que por um lado pretende jogar a carta da democracia e do boletim de voto, e por outro arma e compra os instrumentos da reacção anti-popular de sempre: igual à do 18 Brumário, dos Versaillais de 1871, da Cruzada franquista, ou dos Pinochet chilenos.

1975-08-00 - Spartacus Nº 07

VIVA A RECONSTRUÇÃO DO PARTIDO!

Na historia do movimento operário, nas incontáveis lutas que o proletariado de todo o mundo tem travado para conquistar o poder à burguesia, na sua determinação de construir uma sociedade socialista, de a defender da degenerescência e de a levar até ao comunismo, há um elemento que se tem afirmado constantemente a necessidade de um Partido Comunista, Partido dirigente da classe operária.
Na luta de morte que a classe operária é obrigada a travar contra a burguesia, contra todo o poderio da classe que detém os meios de produção, a cultura, os conhecimentos científicos, os exercitos, o Estado organizado para esmagar toda a oposição, contra tudo isto a classe operária pode contrapor duas armas: a sua unidade,a sua organização.
A classe operária tem que saber unir as suas fileiras e tem que saber unir a si todos os trabalhadores e explorados.
A classe operária tem que saber organizar todos os trabalhadores - operários, camponeses, soldados e marinheiros - num exército disciplinado, capaz de derrotar todas as forças que se lhe oponham.
Estas tarefas so são realizáveis se guiadas pelo marxismo-leninismo, quer dizer por um conhecimento científico da sociedade, pela capacidade de analisar materialisticamente o movimento social e pela capacidade nesta base de traçar uma política e organizar a sua execução.

domingo, 30 de agosto de 2015

1975-08-00 - SINDICATO DOS TRABALHADORES DE ESCRITÓRIO DO DISTRITO DE LISBOA LISTA B - Sindicatos

SINDICATO DOS TRABALHADORES DE ESCRITÓRIO DO DISTRITO DE LISBOA
LISTA B
POR UM SINDICATO DEMOCRÁTICO

PELA LUTA!
PELA UNIDADE!
PELA VITÓRIA!
ELEIÇÕES DE 1975

CANDIDATOS CORPOS GERENTES
MESA DA ASSEMBLEIA GERAL
1 — Aida da Conceição Pinheiro Albino Carreira
26 anos 3.“ Escriturária
Selecções do Rider's Digest (Portugal) SARL Delegada Sindical
2 — José Manuel Lopes Caeiro
37 anos
Chefe de Secção Indústrias Lusitanas Renault
3 — Jorge Manuel Teixeira dos Santos
20 anos
3.° Escriturário Plessey
4 — Silvério António da Conceição da Silva
21 anos
3.° Escriturário

1975-08-30 - Sindicatos dos Escritórios


1975-08-30 - COMUNICADO DA COMISSÃO DE SOLDADOS E MILICIANOS DAS CPMs.

COMUNICADO DA COMISSÃO DE SOLDADOS E MILICIANOS DAS CPMs.
8243 e 8246 AOS CAMARADAS SOLDADOS, MARINHEIROS E MILITARES DEMOCRATAS, PATRIOTAS E ANTI-FASCISTAS E AO POVO PORTUGUÊS.

Como prosseguimento da nossa luta junto dos trabalhadores portugueses e dos soldados de outras Unidades militares para esclarecer as massas populares sobre a justiça da nossa posição perante os embarques para Angola a nossa Comissão dirigiu-se ao quartel de Sta. Margarida com o fim de contactar os camaradas soldados dessa Unidade na qual também existem quatro Batalhões para embarcar.
Quando a nossa comissão se dirigiu aos soldados de Stª. Margarida o Comandante dessa Unidade, numa forma clara de boicotar a nossa justa luta de recusar os embarques, contactou de imediato com o comandante do R.P.M., major Campos de Andrade. Este, não vendo outra saída para impedir a nossa luta, mandou deter os sete camaradas nossos da Comissão a que o comandante de Stª. Margarida respondeu com a prisão desses nossos camaradas.

1975-08-30 - NÃO AO ASSASSÍNIO DOS ANTIFASCISTAS ESPANHÓIS - OCMLP

NÃO AO ASSASSÍNIO DOS ANTIFASCISTAS ESPANHÓIS

POVO DO PORTO!
ANTIFASCISTAS E DEMOCRATAS.
A criminosa ditadura Franquista em Espanha prepara-se para assassinar hoje dois antifascistas - Garmendia e Otaegui. Por toda Espanha e por todo o mundo, as vozes dos antifascistas e dos trabalhadores levantam-se contra mais este crime do assas sino Franco. Alias -esta onda de assassínios e repressão selvática sobre os trabalhadores espanhóis ameaça não ficar por aqui.
E tudo isto porque?
Nos últimos meses, a classe operaria e os povos de Espanha têm-se levantado por todo o lado em grandiosas jornadas de luta, em grandiosas greves e manifestações, por melhores condições de vida e pela liberdade, contra a ditadura assassina da oligarquia ianqui-franquista. De Norte a Sul de Espanha, a classe operaria e todo o povo trabalhador, apesar da traição do falso Partido "Comunista” do traidor Carrillo, e dirigida do seu Partido de vanguarda Partido Comunista de Espanha marxista-leninista, e pela sua Frente Revolucionaria Anti-Fascista e Patriótica, a FRAP, estão decididos a derrubar o criminoso e sanguinário regime fascista e a correr com os imperialistas da sua Pátria.

1975-08-30 - SOCIAL-FASCISTAS FORA DO GOVERNO - OCMLP

SOCIAL-FASCISTAS FORA DO GOVERNO
Rua com Vasco Gonçalves e Pinheiro de Azevedo

GOVERNO PATRIÓTICO DE INDEPENDÊNCIA NACIONAL
1 - Acentua-se o domínio social-fascista em Portugal. O falso Partido "Comunista" do traidor Cunhal acata de dar mais um golpe na Liberdade do nosso povo e na Independência da nossa pátria.
Conforme vêm fazendo desde o 25 de Abril de 1974, os social-fascistas, lacaios dos imperialistas soviéticos, conquistaram mais alguns pontos no domínio do aparelho de estado, ao conseguirem colocar no lugar de 1º Ministro um lacaio seu, o vende-pátrias Pinheiro de Azevedo, e no lugar de Chefe do Estado-Maior o general Vasco Gonçalves, tentando fazer passar isto por um recuo da sua parte.
2 - Também hoje, Sábado, a grande maioria dos comandos da Região Militar do Norte colocaram as suas unidades de "prevenção" (50%) afirmando apenas obedecerem às directivas da Região Militar do Centro e do Brigadeiro Charais.
3 - Face ao perigo, que não é de despregar, duma guerra civil, e, principalmente, face às manobras do P”C"P que pretende instaurar bui Portu­gal uma ditadura social-fascista ao serviço do social-imperialismo soviético, nós comunistas marxistas-leninistas, patriotas e democratas, temos que erguer a nossa voz e defender, palas armas se preciso for, a nossa Liberdade e Independência Nacional.

1975-08-30 - Luta Popular Nº 078 - MRPP

COM A NOMEAÇÃO DE VASCO GONÇALVES PARA O ESTADO MAIOR
REFORÇADA A POSIÇÃO DOS SOCIAL-FASCISTAS

Portugal ficou mais próximo da guerra civil, com a nomeação do almirante Pinheiro de Azevedo para o cargo de primeiro-Ministro, e de Vasco Gonçalves para o cargo de Comandante em Chefe das Forças Armadas. Depois de uma crise de várias semanas, em cuja base esteve o crescente isolamento político dos social-fascistas e desprestígio completo da figura de Vasco Gonçalves, as intrigas de palácio, acabam por originar a nomeação de uma figura afecta ao P"C"P para o cargo de Primeiro-Ministro e de outra de sua inteira confiança, para o posto chave de Comandante do Estado Maior General das Forças Armadas.
A guerra civil está mais próxima porque o exército não vai aceitar tal nomeação e irá decerto responder-lhe com movimentações militares. No fundo são as posições dos fascistas que acabarão por ser reforçadas com este espectacular êxito do social-fascismo, pois vai dar origem a uma reacção generalizada de descontentamento que lhes será fácil aproveitar.

1975-08-30 - NÃO AOS EMBARQUES PARA ANGOLA - MRPP

NÃO AOS EMBARQUES PARA ANGOLA

AOS SOLDADOS FILHOS DO POVO, E A TODOS OS DEMOCRATAS PATRIOTAS, ANTI-FASCISTAS E ANTI-SOCIAL-FASCISTAS DE QUELUZ

Camaradas:
Realizou-se um plenário no Regimento de Polícia Militar, em que foi aprovado por unanimidade e aclamação a seguinte moção;
CONSIDERANDO QUE:
      1º. - Que a continuação dos embarques para Angola não é mais que a continuação da guerra sobre a capa do neo-colonialismo.
  2º. - Que não compete aos soldados, filhos de povo de Portugal combater, morrer e matar em Angola, quer ao serviço do imperialismo americano quer ao social-imperialismo russo.
     3°. - Que apesar dos militaristas portugueses dizerem que vamos para Angola para "ajudar” determinado movimento de libertação, considerado como vanguarda do povo Angolano, não é aos Portugueses que cabe dizer quem é ou deixa de ser a vanguarda do Povo Angolano, pois isto é uma questão que compete ao próprio Povo.

1975-08-30 - aos estudantes novos - Movimento Estudantil

aos estudantes novos

I - As matrículas para o 1º ano estão abertas, mas longe de serem Uma dádiva da burguesia, elas têm causas e objectivos bem precisos.
II - Surgido no início do passado ano lectivo, o "serviço cívico" teve como origem a crise económica e política que já então minava o sistema capitalista português. Enquanto fecham as fábricas, milhares de operários são lançados na fome e na miséria, a escola cheia de estudantes pronta a fornecer os quadros necessários ao desenvolvimento da economia capitalista deixa de ter sentido. À burguesia torna-se imperioso, adaptar as escolas à crise, fechando o maior número possível e cortando o acesso a elas à grande massa de estudantes. O “serviço cívico" é a solução que a burguesia encontra para enfrentar e tentar resolver a crise, não só a nível da escola, mas mesmo parcial mente a nível da sociedade,permitindo-lhe matar dois coelhos de uma só cajadada; por cada estudante que não estuda, passa a haver também um trabalhador que não trabalha.
III - O "serviço cívico foi um fiasco, e isto apegar de ter havido um número substancial de estudantes que nele se inscreveram, quanto ao funcionamento do 1º ano ele só se deu em algumas escolas.

sábado, 29 de agosto de 2015

1975-08-29 - COMÍCIO de O Grito do Povo


1975-08-29 - COMÍCIO V. FRANCA DE XIRA - MRPP


1975-08-29 - Luta Popular Nº 077 - MRPP

SOLDADOS DA POLÍCIA MILITAR FARDADOS DISTRIBUEM COMUNICADOS CONTRA O EMBARQUE PARA ANGOLA

Ontem, dezenas de soldados fardados da P.M. distribuíram, pela cidade, desde o Rossio até Cabo Ruivo, milhares de comunicados contra a guerra neo colonial, em que expressam a sua posição de se recusarem a embarcar para Angola.
Era um espectáculo maravilhoso ver grupos de soldados da P.M., com a farda de intervenção do Exército, rodeado por dezenas de elementos do povo, discutindo com eles a política reaccionária e criminosa dos Governos Provisórios e do M.F.A., que se traduz já por dezenas de soldados e marinheiros portugueses, mortos numa nova guerra fratricida em Angola.
Foi com o maior carinho e alegria que os operários e o Povo receberam, durante toda a tarde, os comunicados históricos que os seus filhos fardados lhe entregavam, e que eram constituídos pela moção aprovada em plenário e por um apelo para que a classe operária e o Povo apoiassem a sua justa luta.
Ma TAP, onde os soldados da P.M., entraram gritando "Viva a classe operária" foram recebidos com a maior alegria militante por parte de todos os operários presentes e a confraternização entre soldados e operários transformou-se num pequeno comício, onde ambos expressaram as suas posições políticas face à questão da guerra neo-colonial e à continuação dos embarques.

1975-08-29 - A ÁGUA É DO POVO E NÃO DA CÂMARA - MRPP

A ÁGUA É DO POVO E NÃO DA CÂMARA

AO POVO DE RIO MAU:
Camaradas:
Ontem dia 28, as mulheres dos estercos, levadas pelo descontentamento que a falta de água há muito lhes provoca, rebentaram cerca de 25 metros do tubo que transporta a água do Almeja até aos fontanários da Sobreira e de S. João, depois de para isso se terem organizado e unido, espontaneamente, como uma pessoa só. Antes disto, e provocado ainda pelo mesmo descontentamento, as mulheres de S. João haviam rebentado os tubos junto da "fonte" de S. João, uma vez que lá tinha faltado a água e, desse modo, a água que estava canalizada para a "rede", para a distribuição ao domicílio, de imediato começou a cair na "fonte" a que as mulheres do povo a vão buscar.
QUE CONCLUIR DE TUDO ISTO?
Destes acontecimentos, parece-nos que há que tirar as seguintes lições:
1 - As mulheres de S. João (e todo o povo de S. João) não devem virar-se contra as mulheres (e contra o povo dos Estercos, nem as mulheres e o povo dos Estercos devem virar-se contra as mulheres e o povo de S. João.
A táctica dos inimigos do povo foi sempre, e é ainda, a de "dividir para reinar" Com o povo de Rio Mau dividido é fácil à Câmara Municipal continuar-se a aproveitar do trabalho do povo, metendo a água na rede e apanhando daí os lucros que as "tachas" pagas pelo povo lhes dão. Não é o povo de S. João o culpado do povo dos Estercos não ter água, nem é o povo dos Estercos o culpado de em S. João faltar a água.

1975-08-29 - O Grito do Povo Nº 045 - I Série - OCMLP

A TÁCTICA DA CLASSE OPERARIA FACE A SITUAÇÃO POLÍTICA

FORJAR A ALIANÇA DOS OPERÁRIOS E DOS CAMPONESES
LUTAR PELA LIBERDADE E INDEPENDÊNCIA NACIONAL

DISCURSO PRONUNCIADO NO COMÍCIO REALIZADO EM LISBOA, NO DIA 29 DE AGOSTO DE 1975

SOCIAL-FASCISMO NA OFENSIVA
A publicação do chamado documento dos nove, representou a mais séria ameaça às posições social-fascistas no aparelho de Estado dos últimos tempos. Nesse documento, a par de tiradas que davam a abertura à social-democracia, eram colocados  claramente objectivos patrióticos para a política do país, e os social-fascistas eram atacados frontalmente sendo desmascarada a sua verborreia demagógica de falsa esquerda. O facto do documento dos nove dar a abertura ao enquadramento social-democrático, não lhe retira o facto de apresentar claramente alguns dos pontos essenciais para um governo patriótico de independência nacional, uma solução para a situação actual, sem fascismo nem social-fascismo e num momento em que o proletariado não pode de imediato organizar o assalto ao poder.

1975-08-29 - Ao Povo do Distrito de Braga - PCP

Ao Povo do Distrito de Braga

Durante este mês de Agosto, no distrito de Braga e em outros, «o diabo andou à solta», como diz o nosso povo. Bandos de criminosos fascistas e reac­cionários arrombaram, apedrejaram, assaltaram e incendiaram edifícios, estabelecimentos comerciais e escritórios; atacaram pessoas e feriram-nas grave­mente; destruíram o Mercado do Povo, em Braga!!! Uma onda de violência e ódio foi desencadeada pelos fascistas que passaram abertamente ao ataque das instituições democráticas, umas vezes directamente com os seus próprios homens, outras vezes acoberta­dos por partidos políticos que dizem defender as liberdades públicas e o direito de cada cidadão ter as ideias que quiser.
Esta minoria de criminosos, organizados, trei­nados e pagos pelos grandes industriais, pelo ELP e pela CIA, no nosso distrito assaltaram e incendiaram os prédios onde estavam instalados os Centros de Trabalho do PCP em S. Tiago da Cruz (Famalicão) e em Braga, desaparecendo nas chamas todos os seus móveis e documentos; apedrejaram e danificaram os prédios onde estão instalados os Centros de Trabalho do PCP em Delães (Famalicão); atacaram à granada e apedrejaram o Centro de Trabalho do PCP em Fafe; apedrejaram, assaltaram e queimaram os móveis e documentos dos Centros de Trabalho do PCP em Vila Nova de Famalicão e na Póvoa de Lanhoso, do MDP/CDE em Vila Nova de Famalicão e em Braga, da Intersindical, em Braga; assaltaram, destruíram e incendiaram os móveis, utensílios e documentos dos escritórios de dois advogados e de um dentista em Vila Nova de Famalicão, onde também destruíram e queimaram completamente todo o mobiliário e per­tences de um café; apedrejaram e partiram as montras de um estabelecimento comercial de Braga; e até destruíram e incendiaram o Mercado do Povo, onde os operários das fábricas em crise vendiam os seus produtos para angariar o dinheiro necessário ao recebimento dos salários com que têm de se sustentar e às suas famílias!!! Esses bandos perseguiram homens indefesos e agrediram-nos violenta e cobar­demente. Promovem ainda agora a «caça aos comu­nistas» e têm continuado a ameaçar as suas famílias.

1975-08-29 - Danças e Cantares da Ucrânia - Junvetude Socialista

Danças e Cantares da Ucrânia

OS NOVOS PRUSSIANOS ATACAM AO ENTARDECER, NA PRAÇA!!!

HÁ, TODAVIA, CONFUSÃO - AS ESTEPES BRANCAS SÓ NA CABEÇA DO CUNHAL, NUNCA EM PORTUGAL !!!!!!!!!
A FUP, que não é outra coisa senão os pêcepianos disfarçados com nesclas ou manchas acobriadas dos zimbórios soviéticos, desce hoje à rua, com folclore da Ucrânia. Pena é, que costa martins não possa deixar os seus múltiplos afazeres (assinar de cruz os projectos ou pré-decretos do senhor carlos carvalhas do P”C”P), pois então teríamos o Município engalanado de vermelho, como quando no primeiro de Maio, dia do “trabalhador” forjado pela Intersindical. A sovietização da Praça e Avenida dos Aliados deleitaria os presentes, transportando-os, em sonhos, para as mil e uma noites, ao tempo dos ksares (da actual Rússia). Na impossibilidade, os servidores do social-fascismo alapados na inter, farão com que saiam para a rua, as bandeiras vermelhas ("apartidárias") distribuídas a "trabalhadores" escolhidos a dedo. Será uma festa, com o "poder popular” a demonstrar a "sua” força. A ditadura SOBRE o Proletariado manifestar-se-á com fulgor, já que a DO Proletariado foi abolida do programa do P"CP", por questões de oportunidade e conveniência quando do acto "burguês" das eleições!!! Com o Coro dos pseudo-vanguardistas (M”D”P, M”E”S; F”S”P), crónicos e dos apanhados na rede há dias (L”C”I, L”U”A”R” e P”R”P”/B”R” - Há quem deite "sardinha" fora neste país!!!) será um regalo pára á vista, vê-los dançar ao som das laudas do lopes graça!! Como se trata de um dançar na corda bamba, os equilibristas desesperados, sonambolistas vasco e corvacho constituirão o refrão, o mote, das cantigas de “amigo(s)” Os "intendidos" descobrirão laivos das raízes profundas do nosso Cancioneiro, com arranjos orquestrais salmonideos (melhor, com notas caviarescas e solfejar de esturjão!). Ao toque de caixa dançará a bailarina isabel do carmo muito em voga ultimamente. De pistolão à cintura, o senhor serra, marcará o compasso. Uma festa de arrouba!!! Até os foguetes terão a configuração de foice e martelo!!! A INTERSINDICAL vestirá as melhores galas, porá às varandas colgaduras vermelhas, igualmente "apartidárias". Até as traças serão "tupolev", a naftalina terá o perfume dos líquenes das estepes!!! E o POVO verá impassível a onda avassaladora, defensora intransigente dos lugares ao Sol (lá nunca se poe), cativos, tomados de assalto, com a simpatia ou beneplácito da facção vasco, em delírio!!!

1975-08-29 - DESTRUIR A ESCOLA VELHA! CONSTRUIR A ESCOLA NOVA! - Movimento Estudantil

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1975-08-29 - Angola Nº 29 - Liga Nacional Angolana

EDITORIAL.
Por um Governo Democrático de Independência Nacional

Não restam hoje quaisquer dúvidas de que a FNLA/UNITA vinham para Angola substituir os antigos colonialistas. Isso é evidente quando vemos as provas daquilo que afirmamos. Mateus Neto, ex-militante da FNLA, abriu-se e disse a verdade. Contou o que é a FNLA, as perseguições que ela faz aos seus próprios militantes, o desprezo com que os trata, os atentados que leva a cabo contra eles. Por toda a parte os angolanos que foram enganados por essa quadrilha de criminosos começam a ver a verdade, começam a aperceber-se da verdadeira face dos fascistas, e desertam. A UPA/FNLA utilizou o governo de transição para roubar imensas somas de dinheiro a fim de comprar armas para matar o povo, utilizou os serviços de saúde para mandar vir armas e fardamento militar da Alemanha imperialista, aproveitou os «desalojados» para roubar a fuba do povo, aproveitou a força das armas para roubar as casas comerciais, massacrou o povo e grelhou os corações de muitos filhos de Angola. Nunca os antigos colonialistas fizeram tantos crimes e em tão pouco tempo. Nem em 1961!

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

1975-08-28 - Luta Popular Nº 076 - MRPP

ACONTECIMENTOS DE LEIRIA
os social-fascistas dispararam contra o povo que saibam que têm os dias contados

"O comunicado do P"C"P de Leiria diz que foram os caciques, bandos armados de arruaceiros, que com metralhadoras, com granadas e com todas as espécies de armas atacaram o seu canil. Todos os jornais dominados pelos social-fascistas só dizem mentiras; mas amanhã não nos escapam. Eu e os outros operários e camponeses que sempre lutamos contra os fascistas antes do 25 de Abril e agora esses bandidos chamam-nos de caciques" — era o que um operário dizia perto de um cartaz do nosso Movimento afixado no centro da cidade. Durante três dias, os social-fascistas, armados até aos dentes, exibindo caçadeiras, G-3 e Kalashnikovs, granadas e petardos, e protegidos pelos oficiais social-fascistas, dispararam sobre o povo de Leiria, que pretendia expulsá-los da terra, assassinando um elemento das massas e ferindo muitas dezenas de outros.
PORQUE É QUE O POVO DE LEIRIA DESEJA EXPULSAR OS    SOCIAL-FASCISTAS?
No passado domingo, munidos de comunicados e armados até aos dentes, os social-fascistas do P"C"P atacaram o povo de Leiria a pretexto de este estar a ser manobrado por fascistas. Sabendo disto e sabendo também que o partido social-fascista é o principal responsável por 16 meses de promessas que mais não lhe trouxeram do que a fome, o desemprego, a miséria e a doença, o povo juntou-se às centenas junto à sede do P"C"P e exigiu não só que os revisionistas se justificassem pela presença de armas na sua sede, mas também pela sua política de traição e pelas calúnias que vem lançando contra o povo de Leiria.

1975-08-28 - ESTUDEMOS A TEORIA marxista-leninista em estreita ligação com a prática! - MRPP

ESTUDEMOS A TEORIA marxista-leninista em estreita ligação com a prática!

     CAMARADAS:
A ciência da classe operária - o marxismo-leninismo-maoismo e uma ciência de valor universal. Não devemos con­sidera-la como um dogma, mas sim como um guia para a ac­ção. Como tal temos que saber aplicar duma forma criadora a ciência universal dos proletários de todo o mu­ndo as condições concretas da revolução em Portugal.
Os comunistas verdadeiros, os marxistas-leninistas por­tugueses tem que conhecer a realidade e estudá-la por­que só assim a podem transformar revolucionariamente.O conhecimento e domínio das leis científicas do marxismo-leninismo-maoismo e condição indispensável para compreendermos a situação política no nosso País e no mundo. É condição indispensável para fazermos avançar a revolução a todo o vapor com vista à tomada do Poder, é preciso que nos armemos das ideias do proletariado revolucionário porque pior do que estar sem as armas sem as quais o povo nunca vencerá acentue-se, é estar sem as ideias.
Deste modo o estudo na delegação do MRPP na Guarda está assim organizado diariamente às 21 horas, a partir do dia 29 de Agosto até dia 3 de Setembro.

1975-08-28 - EM FRENTE PELA COMISSÃO DE TRABALHADORES - MRPP

EM FRENTE PELA COMISSÃO DE TRABALHADORES

CAMARADAS:
 Desde a nascença das Comissões de Trabalhadores (logo após o 25 de Abril), o Governo provisório, o MFA e os partidos no Governo, fizeram tudo para destruir essas Comissões de Trabalhadores que o MRPP considerou desde a lª hora como sendo os órgãos de vontade popular que eram nessa altura como são hoje as bases do futuro Governo Popular dos operários e camponesas.
Porque é que hoje, toda essa gente diz estar com as Comissões de Trabalhadores?
As CT são para os trabalhadores, a sua organização de classe, os órgãos pelos quais eles exprimem a sua vontade, contra a vontade e a política da burguesia capitalista e seus lacaios. 
Todos os sectores da burguesia, tentam hoje, controlar e desviar dos seus verdadeiros objectivos, esses órgãos, que devem ser dirigidos pela classe operária e não pelos privilegiados, pela pequena burguesia e pelo patronato.

1975-08-28 - A CLASSE OPERARIA DEVE OUSAR AVANÇAR NA REVOLUÇÃO - MRPP

A CLASSE OPERARIA DEVE OUSAR AVANÇAR NA REVOLUÇÃO

TODOS AO GRANDE COMÍCIO, 2 DE AGOSTO, SÁBADO, 21 H. PALÁCIO DE CRISTAL

À CLASSE OPERARIA E AO POVO DA REGIÃO DO PORTO,
Camaradas,
Uma profunda crise de consequências incalculáveis varre o nosso país. A recente disputa que estalou no seio do IV Governo Provisório, que opôs uns partidos aos outros e que deu origem ao V Governo Provisório, não é mais do que a prova provada da correcta e científica tese do nosso Movimento de que «a burguesia já não pode governar e a classe operária prepara-se para o poder fazer».
Na véspera do V Governo Provisório qual é o balanço que temos que fazer dos outros quatro também provisórios? Este, muito simples: O balanço das misérias, das doenças, da fome crescente para o povo, do desemprego constante, da emigração, da repressão. O balanço das promessas dos mundos e fundos prometidos e não cumpridos. E temos também que não só comprovar que os outros quatro Governos Provisórios não passaram de um só — pois os partidos e homens sempre os mesmos — como também prever que o V Governo, também provisório, aplicar escrupulosamente a mesma linha irá de tudo prometer e nada fazer.

1975-08-28 - FIM AO PROCESSO-FARSA GARMENDIA E OTAEGUI! - LCI

FIM AO PROCESSO-FARSA GARMENDIA E OTAEGUI!
LIBERTAÇÃO IMEDIATA DOS PRESOS POLÍTICOS ESPANHÓIS!
ABAIXO A DITADURA FRANQUISTA!

Na sua agonia de norte, a ditadura fascista de Franco procura esmagar as lutas dos trabalhadores e impedir a sua organização revolucionária.
Os assassinos de militantes operários, as prisões em massa, o estado de excepção no país basco, o terrorista dos bandos fascistas armados, as novas leis repressivas anti-operárias, são as armas com que a burguesia espanhola procura fazer face à mobilização dos trabalhadores que, exigindo a libertação de todos os presos políticos, conduziu recentemente às greves gerais de 11 de Dezembro e de 11 de Junho no Pais Basco.

1975-07-08-00 - O Bolchevista Nº 28-29 - CM-L de P/PC de P (e.c.)

Sob a mascara da unidade o <Congresso> da ORPC (ml) é contra o movimento comunista nacional e mundial

Tomámos conhecimento, através de um comunicado vindo a lume na imprensa burguesa, que a denominada ORPC (m-l) - Organização parara Reconstrução do Partido Comunista (marxista-leninista) - “convidava” algumas organizações - a OCMLP e o CMLP - e “os marxistas-leninistas em geral” a constituir uma Comissão Preparatória do Congresso Constitutivo do, por eles chamado, "Partido Comunista Marxista-Leninista”.
Encontra-se este número de “O BOLCHEVISTA” com certo atraso, meio impresso, e portanto com reduzido espaço para a inclusão de exposição mais detalhada. Por ora e para já tornasse imperioso deixar esclarecidas algumas questões que nos parecem importantes, questões que viremos a desenvolver posteriormente.
O «CONVITE» DA ORPC(ml) É UMA BURLA DIVISIONISTA

1975-08-28 - PROPOSTA DO PCP PARA A SOLUÇÃO DA CRISE ACTUAL

PROPOSTA DO PCP PARA A SOLUÇÃO DA CRISE ACTUAL


1. A crise político militar arrasta-se perigosamente. As questões centrais do poder político (MFA, Governo, Forças Armadas) continuam por resolver. Agravam-se as contradições e oposições entre centros de decisão.
A reacção fascista aproveita as dificuldades internas do processo revolucionário e as alianças que nela buscam certos sectores para desencadear uma ofensiva de violências e actos de diversão e terrorismo que impedem já nos Açores e em numerosas localidades do continente o exercício das liberdades essenciais.
Existe o perigo real de um avanço reaccionário e da formação de um governo de direita que, no imediato ou a médio prazo, ponha em causa as liberdades e as outras conquistas fundamentais da revolução, como as nacionalizações e a reforma agrária.
2. Entre as forças e sectores que têm estado com o processo revolucionário, cavaram-se divergências e conflitos que se cristalizaram na ideia do «irredutível» e «inconciliável» e que tendem a conduzir à perigosa conclusão na impossibilidade de uma solução política e da inevitabilidade duma solução de força. É necessário que o povo português tenha a ideia que o país arrisca encontrar-se subitamente face a violentos confrontos militares, que, a verificarem-se, poderão conduzir à guerra civil.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

1975-08-27 - COMÍCIO ALMADA - MRPP


1975-08-27 - “LUTA POPULAR” O JORNAL DE TODOS OS EXPLORADOS E OPRIMIDOS. - MRPP

“LUTA POPULAR” O JORNAL DE TODOS OS EXPLORADOS E OPRIMIDOS.

Camaradas:
O "Luta Popular” diário é uma arma de todo a os explorados e oprimidas. É uma arma imprescindível para alargar a todo o Povo uma informação comunista, criar a união efectiva entre as cidades, os campos e os quartéis.
É preciso fazer correr velozmente as informações sobre as lutas dos camponeses, dos operários, de todo o Povo, e preciso tem jornal comum, que levante o Povo e nos conduza na obra comum a REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA E POPULAR.
De todo o lado, dos campos, dos quartéis, das fábricas e dos bairros ergue-se uma chama poderosa e triunfante, os camponeses levantam-se como uma rocha contra o fascismo e o social-fascismo de Horto a Sul, a classe operária ataca em todas as frentes, os soldados e os marinheiros organizam-se, recusam os embarques, exigem o regresso dos soldados, esta é a rocha imparável da historia do Povo.
Para isso temos que unir o Povo como um só coração, criar um jornal que o faça, e que assim fortaleça e robusteça as nossas forças para a batalha decisiva, para a construção dum Governo Popular.

1975-08-27 - Luta Popular Nº 075 - MRPP

PLENÁRIO DE UNIDADE DO REGIMENTO DE POLÍCIA MILITAR:
OS SOLDADOS RECUSAM-SE A EMBARCAR PARA ANGOLA

Realizou-se ontem, terça-feira dia 26 pelas 14 e 30 m um plenário de unidade no Regimento de Polícia Militar, plenário esse que tinha um ponto único na ordem de trabalhos: "Os soldados e a política dos embarques”.
Existindo duas companhias de soldados da Polícia Militar, mobilizados para Angola e tendo-se já vindo a desenvolver, desde longa data, neste quartel, uma dura luta contra a guerra neo colonial e contra a continuação dos embarques este plenário era esperado com grande ansiedade por todos os soldados.
Desde o início do plenário que vários soldados e milicianos se levantaram e desmascararam de uma forma violenta e firme a política neocolonialista, que se traduz pela continuação dos embarques e por soldados e marinheiros portugueses continuarem a matar e a morrer numa guerra neo colonial injusta e fratricida contra os interesses do povo português e do povo angolano.

1975-08-27 - DESTRUIR A ESCOLA VELHA! CONSTRUIR A ESCOLA NOVA! - Movimento Estudantil

     DESTRUIR A ESCOLA VELHA! CONSTRUIR A ESCOLA NOVA!

Como já deve ser do vosso conhecimento, em Económicas já se trabalha, apesar de Agosto ser normalmente um mês de férias. Um grupo de estudantes, julgando ser essa a posição mais correcta na actual situação política no nosso país, definiu a política de pôr a escola a funcionar no mais curto espaço de tempo, funcionamento esse que se devia processar em termos inteira mente novos a definir pelas massas de estudantes em reuniões de massas, mas sobre o qual se devem desde já começar a lançar os alicerces. Esse é o objectivo do nosso trabalho imediato para o qual há necessidade de mobilizar mais e mais estudantes.
Até agora fizeram-se duas reuniões, as quais não chegaram ao conhecimento de todos vós devido a dificuldades de convocação que não conseguimos superar, tendo no entanto saído a convocação através de alguns jornais diários e de cartazes nos principais pontos da cidade. Nessas reuniões, foi de consenso geral a necessidade de não perder um minuto que seja no sentido de reiniciar a actividade na nossa escola e foram definidas as linhas gerais através das quais se irá processar nesta fase, o seu funcionamento. Foi definida a necessidade de trazer os estudantes à escola no mais curto espaço de tempere lançar o processo de destruição da escola velha, a escola que tivemos, apesar dos avanços conseguidos no último ano lectivo, e de construção dos embriões da escola nova ao serviço dos operários e camponeses e de todo o povo explorado em geral. O balanço do último ano lectivo a realizar com a participação das amplas massas de estudantes, a constituição de estruturas verdadeiramente representativas e a sua ligação com os órgãos de vontade popular dos trabalhadores, a ligação da escola com os problemas e com as perspectivas que se abrem ao nosso Povo — estas foram algumas das questões sobre as quais se definiu a necessidade de uma rápida concretização para podermos marchar seguros na via da escola nova que queremos construir.

1975-08-27 - POVO do NORTE

POVO do NORTE

As organizações políticas de esquerda signatárias da "Plataforma de 25 de Agosto" em face da necessidade de dar uma resposta revolucionária à reacção fascista, à social-democracia e ao imperialismo, convocam para o dia 29 do corrente, 6.a feira, às 19,30 horas, na Praça Humberto Delgado, no Porto, uma grande manifestação popular com as seguintes palavras de ordem:
APOIO A CORVACHO, REACCIONÁRIOS FORA DOS QUARTÉIS OPERÁRIOS, CAMPONESES, SOLDADOS E MARINHEIROS, UNIDOS VENCE­REMOS
FRENTE UNITÁRIA POPULAR
TRABALHADORES, SOLDADOS, MORADORES, ASSEMBLEIAS POPULARES
UNIDADE DAS FORÇAS REVOLUCIONÁRIAS
SOLDADOS, SEMPRE, SEMPRE, AO LADO DO POVO
EM FRENTE POR UM PROGRAMA REVOLUCIONÁRIO
V GOVERNO, TRANSIÇÃO PARA A REVOLUÇÃO
AVANÇAR, AVANÇAR, PODER POPULAR
CONTRA O FASCISMO, CONTRA O CAPITAL, OFENSIVA POPULAR
ABAIXO A SOCIAL-DEMOCRACIA
FIM À VIOLÊNCIA FASCISTA
FIM À MISÉRIA DOS CAMPONESES
PELO PODER POPULAR, ALIANÇA MFA - POVO
CONTRA O IMPERIALISMO, UNIDADE REVOLUCIONÁRIA, INDEPENDÊN­CIA NACIONAL
TRABALHADORES UNIDOS EM DEFESA DAS CONQUISTAS REVOLUCIO­NÁRIAS
REVOLUÇÃO SIM, GOVERNO DE DIREITA - NÃO FORA A CIA
MORTE AO ELP E A QUEM O APOIAR DISSOLUÇÃO DA CONSTITUINTE, JÁ
Apelam para todos os verdadeiros revolucionários, Comissões de Moradores, Co­missões de Trabalhadores, Sindicatos, Colectividades, Cooperativas, etc., para que se inte­grem activamente nesta manifestação unitária, aberta a todas as organizações populares.

Porto, 27 de Agosto de 1975
As direcções dos Organismos Regionais do Porto de:
FSP - FRENTE SOCIALISTA POPULAR
LCI - LIGA COMUNISTA INTERNACIONALISTA
MES - MOVIMENTO DE ESQUERDA SOCIALISTA
MDP/CDE - MOVIMENTO DEMOCRÁTICO PORTUGUÊS
PCP - PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS
PRP/BR - PARTIDO REVOLUCIONÁRIO DO PROLETARIADO - BRIGADAS REVOLUCIONÁRIAS

1975-08-27 - Poder Popular Nº 06 - II Série - MES

FRENTE UNITÁRIA POPULAR

1. No momento da verdade do processo revolucionário português, um grande passo foi dado pelas forças realmente empenhadas no seu avanço.
A histórica reunião da madrugada de 25 de Agosto em que participaram oficiais progressistas e revolucionários do M.F.A. e um amplo leque de partidos operários é inegavelmente uma grande vitória da classe operária, dos trabalhadores portugueses e da causa do socialismo.
Para o M.E.S. que, desde há muito se bate por uma autêntica política de unidade revolucionária, por uma FRENTE POLÍTICA que una os revolucionários civis e militares nas tarefas da construção do PODER POPULAR, rumo ao SOCIALISMO; as decisões desse encontro histórico são um passo decisivo para derrotar a social-democracia, aprofundando irreversivelmente o processo revolucionário pela identificação total entre militares progressistas e revolucionários com os interesses da classe operária e as forças de vanguarda operária.
2. O M.E.S. bateu-se ontem em batalhas parciais pelas nacionalizações, pela unidade dos trabalhadores do movimento sindical, pela correcta ligação do MFA com o movimento popular de massas. Essas posições venceram. O M.E.S. bate-se hoje, com igual empenhamento revolucionário, pela unificação da vanguarda política do processe, pela FRENTE UNITÁRIA. Essa tarefa tem, de agora em diante, um largo horizonte aberto, do onde as dificuldades não foram eliminadas, mas em que o anseio popular de UNIDADE REVOLUCIONARIA se materializa, enfim.

1975-08-27 - O Proletário Vermelho Nº 20

O social-fascismo prepara as "reservas"

1.a JOGADA: O DOCUMENTO DOS "OFICIAIS DO COPCON"
A saída a público do "documento de alguns oficiais" do COPCON foi a primem cartada da nova manobra social-fascista de "pôr a jogar as reservas o fazer substituições no terreno do jogo".
Tirando algumas (tímidas!) críticas ao papel do P"C"P e aos compromissos da 5ª Divisão do EMGFA - a 5a coluna do P"C"P - no seio das Forças Armadas, descontando leve "reprimenda” ao MFA por ter andado a depositar tantas esperanças no processo eleitoral, o essencial do documento dos "oficiais do COPCON" coincide em toda a linha com a célebre declaração da Assembleia do MFA que institucionalizou as "assembleias populares" e na prática tornou inúteis os trabalhos da Constituinte. Andará pouca gente lembrada de que mais do qualquer outra coisa a determinação da "Assembleia do MFA" marcou o início da reacção popular contra o P"C"P e os seus acólitos nomeadamente no norte do país.
O documento dos oficiais do COPCON - a que chamaremos a partir daqui apenas "do COPCON", para simplificar - reveste-se de todas as características de um documento P"C". NÃO TERIA SIDO NECESSÁRIO O P"C"P E RESTANTES FILHOTES TEREM-LHE FEITO, OU CORRIDO A APOIAR, A MANIFESTAÇÃO DO DIA 21 EM LISBOA PARA O SABERMOS. (O abandono de alguns militantes mais "indignados" perante os ataques de superfície ao P"C" não iludiu que no essencial. A DIRECÇÃO DO SOCIAL-FASCISMO APOIA O DOCUMENTO!). Muito mais veemente e significativo se torna este apoio quando ele é dado pelo P"C"-MDP-CDE a um documento que refere "críticas" (?) às cúpulas do próprio P"C" e MDP-CDE, o significado real está à vista:

1975-08-27 - AOS OPERÁRIOS E CAMPONESES, SOLDADOS E MARINHEIROS - LCI



quarta-feira, 26 de agosto de 2015

1975-08-26 - DOCUMENTOS COMPROMETEDORES ENCONTRADOS NA SEDE DO M.E.S. - Frente de Libertação dos Açores

COMUNICADO
DOCUMENTOS COMPROMETEDORES ENCONTRADOS NA SEDE DO M.E.S.

A Frente De Libertação dos Açores alerta os Açoreanos para o seguinte:
Aquando do desmantelamento das sedes do PCP, MDP/CDE e MES foram recolhidos elementos altamente comprometedores em relação a pessoas que estariam integradas nos quadros desses partidos; não obstante ser do conhecimento público pertencerem a partidos diferentes.
A leitura de tais documentos, permitindo detectar os nomes de pessoas afectas a mais do que um partido levam à conclusão de que todos os partidos atrás referidos servem, afinal, o mesmo patrão.
E o que é mais grave, dessas listas de comissões e subcomissões, nomeadamente das que foram organizadas pelo MES, constam nomes de militantes notórios de partidos de ideologia diferente, nomeadamente do PS, o que demonstra a forma insidiosa com o Comunismo, através de mercenários e oportunistas, procura desmantelar adversários que, no jogo de uma sã democracia, têm e terão sempre a esmagadora maioria de votos.

1975-08-26 - 12 Outubro Nº 11 - FREP

EDITORIAL
QUAL O CAMINHO A SEGUIR?

1 — As massas populares, os operários e camponeses, lançam-se por todo o país num novo e revigorado ataque às estruturas herdadas do fascismo e às que são próprias do capitalismo. É nesse ataque que os social-fascistas são expulsos sucessivamente de toda a parte, como os mais vis e miseráveis executores da política de exploração para salvar esta sociedade podre, É nesse ataque que os novos órgãos do poder dos proletários, as comissões de trabalhadores e as comissões de moradores, são erguidos, centralizados, unindo e organizando todos os oprimidos à sua volta. É nesse ataque que cada vez melhor o povo distingue entre os seus amigos e inimigos, e desfere um golpe de morte na Intersindical da traição respondendo à sua manobra contra-revolucionária da greve «contra a reacção» com a intensificação da aliança entre os operários e os camponeses. Estamos num novo período da Revolução: a tomada do poder está na ordem do dia! Podemos dizer que todo o povo se prepara, se organiza, e se encaminha nessa direcção irresistivelmente e com forças diariamente redobradas. O Povo prepara-se criando os instrumentos para a tomada do poder: preparando a fundação do Partido, centralizando as comissões de trabalhadores e moradores, conquistando as direcções dos sindicatos, escorraçando os agentes do inimigo do seio do movimento operário e defendendo arduamente a autonomia na política, a hegemonia da única classe que pode conduzi-lo, a classe operária. São estas as principais características da situação política actual.

1975-08-26 - REESTRUTURAR O ENSINO BURGUÊS PARA SALVAR, O ENSINO BURGUÊS! - FEML

LUTEMOS PELA MOBILIZAÇÃO DE TODAS AS FORÇAS PARA A FUNDAÇÃO DO PARTIDO!

REESTRUTURAR O ENSINO BURGUÊS PARA SALVAR, O ENSINO BURGUÊS!

DECLARAÇÃO DA FEDERAÇÃO DOS ESTUDANTES MARXISTAS-LENINISTAS ACERCA DAS ÚLTIMAS MEDIDAS DO CONCELHO DE MINISTROS SOBRE A "ABOLIÇÃO" AOS EXAMES DE APTIDÃO E SOBRE O "SERVIÇO CÍVICO” OBRIGATÓRIO

1.  Para um governo que já rio governa, nada melhor e nada mais adequado do que a tomada de medidas impossíveis e irrisórias. Têm sido assim as Medidas dos sucessivos governos para o ensino, através das quais, sempre procuraram convencem-nos de que por decreto vão pôr termo à divisão de classes, aos privilégios e outras coisas mais. As medidas desses governos seriam magníficas se não se desse o caso de eles já não poderem governar a de que a uma classe condenada só resta a demagogia reles e barata para conseguir sobreviver. As últimas medidas deste governo, a que resolveram chamar "medidas de transição", apesar de tentarem preparar a transição pacífica para o social-fascismo, são, na verdade, um apelo pungente a que alguém lhe dê a capacidade para governar que já não têm nem voltarão a ter. E estas medidas para o ensino não dizem apenas respeito a este sector, não estão isoladas do resto, têm, bem pelo contrário, um significado político profundo e importante.

1975-08-26 - Luta Popular Nº 074 - MRPP

editorial
VIVA O LUTA POPULAR DIÁRIO BANDEIRA VERMELHA DOS EXPLORADOS E OPRIMIDOS

I
É com enorme alegria que podemos anunciar a saída do primeiro número do Luta Popular diário. Depois de remover um sem número de dificuldades que se traduziram num certo número de adiamentos, foi finalmente possível iniciar a sua publicação. A partir de hoje a classe operária, passa a contar com um órgão que seja diariamente o seu porta-voz.
II
Não podemos falar do Luta Popular diário sem tomarmos como referência o Luta Popular semanário. Foi esse jornal, e o ilimitado carinho e apoio que as massas sempre lhe proporcionaram, que tornou possível o Luta Popular diário. Nem as prisões, nem as multas, nem as suspensões puderem vez alguma, calar o Luta Popular. Proibido, continuou a sair clandestinamente e a pressão das massas, levou a que tal proibição fosse levantada. Atacado vezes sem conto, por calúnias ou por medidas repressivas criou tais raízes no coração das amplas massas, que surgiu sempre desses ataques mais forte e mais prestigiado.Os social-fascistas fizerem esforços desesperados para impedir a sua difusão: ataques, provocações, agressões por meio de bandos armados que superavam a sua cobardia através do número, denúncias a GNR ou as forças armadas das brigadas que o vendiam no período clandestino, sucederam-se com raiva impotente. Mas nada conseguiu calar a voz da classe operária. O nosso jornal era e é o jornal que diz a verdade, a sua ligação com as massas reside na sua capacidade de ser o seu porta-voz. E perante isto nada podia o ódio dos reaccionários que se mostrava impotente para nos calar. As proibições legais começaram a surgir quando os social-fascistas falharam rotundamente na sua tarefa de cães de fila da burguesia. As agressões nas ruas começaram a diminuir, tal a reacção que tais actos desencadeavam junto das massas, e surgiram as multas de 50 contos para serem pagas em 24 horas. O apoio popular derrotou por completo essas miseráveis manobras. Foram dias memoráveis esses, em que as massas afluíam á nossa sede, com as suas contribuições, os escudos reunidos fábrica por fábrica, saindo com sacrifício dos magros bolsos da classe operária.

1972-06-28 - PELA REABERTURA INCONDICIONAL DAS AAEE DO TÉCNICO E DE ECONÓMICAS - Movimento Estudantil

PELA REABERTURA INCONDICIONAL DAS AAEE DO TÉCNICO E DE ECONÓMICAS 1. O SIGNIFICADO DE UMA LUTA A hera que atravessamos é grave e  ...

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