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domingo, 31 de maio de 2015

1975-05-31 - Luta Popular Nº 061 - MRPP

DECLARAÇÃO DO COMITÉ EXECUTIVO DO COMITÉ LENINE, COMITÉ CENTRAL DO MRPP
LIBERTEMOS O CAMARADA ARNALDO MATOS GRANDE DIRIGENTE DO PROLETARIADO E DO POVO PORTUGUÊS!

LIBERTAÇÃO IMEDIATA DOS ANTI FASCISTAS PRESOS!
Ontem, dia 28 de Maio, dia grado aos fascistas, o COPCON, sob o comando do conspirador fascista e assassino colonial Jaime Neves, lançou um ataque terrorista fascista às nossas sedes e delegações, prendeu, espancou e torturou mais de 400 camaradas nossos, entre os quais o secretário-geral do nosso Movimento, camarada ARNALDO MATOS, assim como os camaradas do COMITÉ CENTRAL, Fernando Rosas, Danilo Matos e Carlos Santos.
Foi um ataque cobarde e traiçoeiro levado a cabo às 22,30 horas, simultaneamente em todas as sedes e delegações de Lisboa, com o apoio de Panhards e Chaimites, conduzidos por centenas de comandos e fuzileiros navais armados até aos dentes e bem treinados e experimentados nos massacres aos povos irmãos das colónias. Em Lisboa, Santarém, Peniche, Bombarral, Vila Franca de Xira, Barreiro, Setúbal, Alhos Vedros, Montijo, Seixal e outras localidades os nossos camaradas resistiram firmemente a esta agressão e as massas populares repudiaram-na pron­tamente.

1975-05-31 - A REPRESSÃO FASCISTA É UM TIGRE DE PAPEL - FEML

A REPRESSÃO FASCISTA É UM TIGRE DE PAPEL

Camaradas!
Na madrugada do dia 28 o COPCON e forças policiais assaltaram a delegação do MRPP em Coimbra, selaram as suas instalações e procederam à prisão massiva de militantes, activistas e simpatizantes do nosso Movimento. Pouco depois em Lisboa o COPCON e os comandos do fascista, conspirador e assassino da guerra colonial, Jaime Neves, atacaram as delegações do MRPP em Lisboa numa acção brutal de violência histérica tentaram intimidar as massas que desde o primeiro minuto souberam mostrar o mais vivo ódio e repulsa por mais este acto contra revolucionário da ditadura militar.
 A nova vaga repressiva lançada sobre o nosso Movimento foi antecedida de uma histérica campanha de calúnias orquestrada após a tentativa desencadeada pelo MRPP e apoiada pelos soldados do RALLIS e pelas massas populares de desmantelamento de uma orga­nização fascista-terrorista. De facto, tal iniciativa ameaçava pôr de uma vez para sempre a nu a verdade acerca, do 11 de Março, de mostrar às claras toda à trama de intrigas e conluios, de golpes e contra-golpes, que nas costas do povo e no seio do aparelho de estado e do próprio MFA, fascistas e social-fascistas, lacaios dos vários blocos im­perialistas que enfiam as garras na nossa pátria tecem para esmagar a revolução ascendente e intensificar ao máximo a opressão e exploração das massas trabalhadoras.

1975-05-31 - Associação Familiares Anti-fascistas Presos - AFAP



1975-05-31 - Jornadas anti-imperialistas e de apoio à luta do povo de angola


1975-05-31 - DECLARAÇÃO CONJUNTA - LUAR, LCI, FSP MES, MDP/CDE, PCP

DECLARAÇÃO CONJUNTA - LUAR, LCI, FSP MES, MDP/CDE, PCP

Com o derrube do regime üascista em 25 de Abril de 1974 e com as su - cessivas derrotas infligidas âs forças reaccionárias em datas como as de 28 de Setembro e 11 de Março, novas perspectivas se abriram ao po­vo português e aos povos das ex-colónias.
Porém, é sabido que a burguesia nacional e o imperialismo não desar­mam, apesar de sofrerem golpes cada vez mais violentos. Batidos em frentes como a do Camboja e a do Vietnam, concentram a sua agressivi­dade em outras onde o seu domínio é posto em causa.
Portugal é alvo das manobras da social-democracia europeia, do impe­rialismo e de toda a reacção internacional, que através dos partidos da burguesia e explorando as contradições e os graves problemas socio-económicos existente: procuram por todos os lodos, criar urna si­tuação de instabilidade que permita a travagem até o esmagamento do movimento revolucionário operário e popular, que dá cada dia pas­sos mais importantes em direcção ao socialismo.

1975-05-31 - A TERRA A QUEM A TRABALHA - UJC


1975-05-31 - CONTRA A REPRESSÃO SOCIAL-FASCISTA! PELO SOCIALISMO!

CONTRA A REPRESSÃO SOCIAL-FASCISTA!
PELO SOCIALISMO!

Desencadeou-se no passado dia 28 de Maio uma operação de «limpeza» contra revolucionários e anti -fascistas, contra anti-social-fascistas, por parte do COPCON. Ao serviço do Sachetti-Cunhal, o Comando Ope­racional da Repressão no Continente, capitaneado pelo ex-capitão, actual general, Otelo Saraiva de Carvalho, e em consequência do sinal dado pelo social-fascismo em Coimbra, marcou bem a passagem do 28 de Maio. Em resultado desta primeira "pescaria” - a tiro, pontapé e ameaça — foram roubados os bens das várias sedes do MRPP, destruídos bens de livrarias e de uma Associação de Amizade com a China. PARA ALÉM DE UMA PRI­SÃO EM MASSA DOS MILITANTES, ADERENTES, SIMPATIZANTES, VISITANTES, etc., num total de cer­ca de cinco centenas. Em suma, tal — exactamente — como fazia a PIDE e ao serviço de interesses que não são do povo, o COPCON, aos incitamentos da besta social-fascista, PRENDEU TUDO QUANTO MEXIA E NÃO MEXIA E LEVOU PARA CAXIAS. Ora, nem os pides foram presos dessa maneira, para além do facto que muitos não foram presos!...

sábado, 30 de maio de 2015

1975-05-30 - A TODOS OS TRABALHADORES, JOVENS E INTELECTUAIS. - LIRQI

A TODOS OS TRABALHADORES, JOVENS E INTELECTUAIS.
A TODAS AS ORGANIZAÇÕES OPERARIAS E SINDICAIS.
A TODAS AS COMISSÕES DE TRABALHADORES.

A Ditadura Franquista está ferida de morte pelas continuas mobilizações da classe trabalhadora e restantes camadas populares.
A greve dos 200.000 no pais Basco, a SEAT e; construção civil em Barcelona, FASA em Valladolid, transportes em Madrid, etc, são amostras da firme vontade da classe operária em organizar a GREVE GERAL que derrube a ditadura assassina de Franco.

1975-05-30 - A Repressão Abate-se com mais Intensidade sobre a vanguarda do Proletariado - MRPP

A Repressão Abate-se com mais Intensidade sobre a vanguarda do Proletariado

A senha repressiva e assassina abate-se com mais intensidade e ferocidade sobre a cabeça do movimento popular em ascensão - o MRPP. Esta repressão tem assumido diversas formas, conforme é o desespero em que se encontram os actuais senhores do poder, desta vez foi o assalto e o roubo às delegações do nosso Movimento de Norte a Sul do País, com a prisão de centenas de camaradas.
Para este assalto e provocação às massas populares do nosso Pais, foram mobilizadas várias unidades milita­res, que procederam à invasão e roubo das delegações, com a prisão dos melhores filhos do povo, destacando-se na área de Lisboa o comando operacional do fascista Jaime Neves que tudo destruiu pela sua frente, deixando a nossa Sede Central apenas com paredes escritas a tinta preta, com frases provocatórias do tipo «os comandos atacam».
Os camaradas presos, às ordens do COPCON, do Conselho da Contra-Revolução e do MFA, continuam a luta mesmo dentro dos cárceres da burguesia, desta vez em Caxias, transformando essas prisões em autênticos infernos para logo que chegaram a essa sinistra prisão começarem os espancamentos até os meterem em 3 células imundas e nojentas com poucas dimensões e apenas com uma fresta para entrar o ar, durante a noite não os deixam dormir, com jactos de água, tendo ficado a célula que se mostrou mais combativa, a do camarada Arnaldo Matos, com água até aos joelhos. Ao tentarem arrancar um a um do pé dos restantes camaradas presos, para o interrogatório, as bestas colonialistas carregam a matar até os conseguirem separar.

1975-05-30 - MORTE À NOVA PIDE! NINGUEM HÀ-DE CALAR A VOZ DA CLASSE OPERÁRIA! - Comité Martins Soares

MORTE À NOVA PIDE!
NINGUEM HÀ-DE CALAR A VOZ DA CLASSE OPERÁRIA!

1 As datas não têm um significado morto mas um significado vivo: fascistas e social-fascistas trocam alianças no mês de Maio e o seu casamento, no dia 28, celebra o golpe fascista de 1926; como quando do aniversário ora comemorado, é contra a classe operária e o povo que esse oasamento se faz e a repressão se desencadeia. Mas se em 1926 a classe operária e o povo não tinham uma cabeça, uma vanguarda organizada e a repressão se abateu sem liquidar essa cabeça que não existia, em 1975 a classe operária tem o seu estado-maior, o povo tem o seu estado-maior, as classes revolu­cionárias têm o seu Partido rvasoendo, como uma aurora de liberdade e de paz, da dura luta de clas­ses: é assim que hoje, ao contrário de 1926, a repressão se abate em primeiro lugar sobre a cabeça da classe operária e do povo, o M.R.P.P., para, como em 1926, se vir a abater sobre o movimento ope­rário, e sobre todo o povo — pois é essa a finalidade última de fascistas e social-fascistas e de todos os contra-revolucionários.

1975-05-00 - MRPP


1975-05-30 - AS VIDAS DO CAMARADA ARNALDO MATOS E DOS MEMBROS DO COMÍTÉ CENTRAL CORREM PERIGO! - MRPP



1975-05-30 - Movimento Nº 19 - Boletim do MFA

A SITUAÇÃO EM ANGOLA E AS NOSSAS TAREFAS

Desde a constituição do Governo de Transição de Angola, com representantes dos três movimentos de libertação, a situação política tem-se degradado continuamente.
A causa principal da degradação da situação é o não cumprimento geral do Acordo do Alvor, que foi livremente aceite pelos dirigentes dos três movimentos de libertação, e nomeadamente o atraso na efectivação de certos pontos básicos, como a lei fundamental, a lei eleitoral ou a constituição das Forças Militares Mistas. É que actualmente o Governo de Transição encontra-se paralisado face às confrontações armadas entre dois dos movimentos de libertação, o FNLA e o MPLA, confrontações estas que sabotam o avanço do processo político em curso cujo objectivo é uma via pacífica para a independência de Angola, isto é, uma via política, em que os diferendos se resolvam, na medida do possível, de uma forma harmónica e através de negociações entre os movimentos, que, de toda a maneira, representam a resistência armada do povo angolano contra o fascismo-colonialismo.

1975-05-00 - Socialistas em palavras, fascistas nos actos - O Tempo e o Modo



1975-05-30 - NOTA DA D.O.R.L. DO P.C.P. SOBRE A MANIFESTAÇÃO DE 1 DE JUNHO DE HOMENAGEM AO PRIMEIRO MINISTRO

NOTA DA D.O.R.L. DO P.C.P. SOBRE A MANIFESTAÇÃO DE 1 DE JUNHO DE HOMENAGEM AO PRIMEIRO MINISTRO

A Direcção da Organização Regional de Lisboa do Partido Comunista Português tomou conhecimento, através da imprensa de hoje, da convocação, por uma comissão de personalidades independentes, de uma manifestação de apoio ao General Vasco Gonçalves "na sua qualidade de Primeiro Ministro, e como tal responsável, ao nível do Governo, pela execução da política definida pelo MFA e pelo Conselho da Revolução". A manifestação terá lugar no momento da chegada do Primeiro Ministro ao aeroporto da Portela de Sacavém no dia 1 de Junho, às 16,30 horas.
Concordando com os objectivos da iniciativa e a sua oportunidade, a D.O.R.L. do P.C.P. chama os militantes e simpatizantes do Partido e convida a classe operaria, os trabalhadores e o po­vo da região de Lisboa a manifestarem com a sua presença e firme apoio e simpatia ao Primeiro Ministro, General Vasco Gonçalves.
Secundando o apelo da comissão promotora da manifestação, a D.O.R.L. do P.C.P. recomenda aos seus militantes que não trans­portem bandeiras nem dísticos partidários e que se façam acompa­nhar de bandeiras nacionais, flores e dísticos unitários e patrióticos.

30 de Maio de 1975
A DIRECÇÃO DA ORGANIZAÇAO REGIONAL DE LISBOA DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

1975-05-30 - Combate Socialista Nº 12 - II Série - PRT

Perante o falso conflito da “República” e o “apartidarismo” do MFA
FRENTE ÚNICA OPERÁRIA

PC, PS - dois caminhos diferentes para a mesma derrota
O conflito da «República» pode parecer absurdo - porque realmente a direcção foi demitida sob a acusação de partidarismo quando nos outros jornais as direcções também não são «apartidárias» nem nada que se pareça. O desenvolvimento do conflito pode parecer artificial - porque é evidente que o PS está mais interessado em permanecer no governo do que em controlar o «República».
Mas tanto o conflito como o seu desenvolvimento se explicam pelo enfrentamento de duas políticas diferentes - a do PC e a do PS - que têm de comum não defender os interesses nem a independência da classe operária. E, se a hostilidade que as duas cúpulas reformistas atiçam uma contra a outra está agora muito mais acentuada, é porque a crise que o pais atravessa a todos os níveis também se tem agravado seriamente.
A política que o MFA tem posto em prática atrasou longamente a solução das dificuldades populares. Só sob a pressão das massas e a ameaça da reacção (11 de Março) se avançou para a nacionalização de sectores importantes da economia portuguesa mas sem tomar, mesmo assim, o conjunto das medidas indispensáveis para saltar em frente.

1975-05-30 - Boletim de informarão AISH Nº 04 - AAP-A

A ECONOMIA ALBANESA CARACTERIZA-SE PELA SUA ESTABILIDADE

Tirana, 13 de Maio /ATA/ O correspondente da ATA informou-se na direcção de estatísticas junto da comissão do plano de Estado que as empresas do comércio socialista deslizaram a 101 por cento o plano de circulação de mercadorias para os quatro meses de Janeiro a Abril, fornecendo à população mais mercadorias do que tinha sido planificado.
Tudo isto tem origem na estabilidade da economia popular, que ignora as crises, o desemprego, a inflação e a alta de pre­ços. Ao contrário dos outros países, na Albânia a produção au­menta cada vez mais, o mercado está cheio de produtos o forne­cemos cada vez melhor a população. A oferta e a procura no no­sso país estão baseadas na planificação do volume de produção e de venda de artigos de consumo corrente, conforme as necessi­dades e o poder de compra da população. Mesmo que o poder de compra aumente, é dirigido de forma continua o sem zigzags pa­ra fundos necessários às mercadorias sempre em crescimento.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

1975-05-29 - A Verdade Nº 05 - CM-LP

EDITORIAL

Na última semana irrompeu nova agudização da crise política em Portugal.
O P«S», perante a sua crescente perda de posições, faz um ultimato: não participa no governo se as posições que ocupa não forem defendidas, ao mesmo tempo que reclama o mesmo tratamento que o Partido de Cunhal.
O imperialismo americano através da NATO, faz novas manobras provocatórias visando intimidar o nosso povo, pressionar o governo e preparar uma possível invasão.
O social-imperialismo russo, por seu lado, executa manobras políticas militares extremamente perigosas nas terras e nos mares da Europa, mostrando a sua enorme ambição de dominar o continente. Portugal está no centro das atenções ido social-imperialismo russo para nos transformar num trampolim para o controle do Mediterrâneo e da Europa.
Acompanhando este movimento assistimos ultimamente a uma escalada do assalto social-fascista comandada pelos revisionistas especialmente no aparelho de Estado, nos sindicatos e na informação.

1975-05-29 - O COPCON (NOVA PIDE) INVADE E SAQUEIA AS DELEGAÇÕES DO MRPP

O COPCON (NOVA PIDE) INVADE E SAQUEIA AS DELEGAÇÕES DO MRPP

Cerca das 23 horas da noite de quarta-feira, as delegações do MRPP da região de Lisboa, a sede da Associação de amizade Portugal-China, a sede do Jornal Yenan, a Livraria Vento do Leste e a Faculdade de Direito foram alvo de um sordido ataque por parte dos comandos do fascista e assassino de guerra Jaime Neves. O ataque traiçoeiro foi feito se surpresa e pela calada da noite, os comandos desembarcados de chaimiten e carros da tropa invadiram e saquearam as delegações, feriram e prenderam centenas de militantes, simpatizantes e elementos do povo que ali se encon­travam aquela hora. A resistencia popular à invasão e ao saque do Copcon foi tenaz na Bica, no Alto do Pina, etc.; as massas populares sob a bandeira do nosso Movimento demonstraram um grande coragem  e combatividade, enfrentando de cabeça erguida as balas e as gases lacrimogéneos dos militaristas.
 Foi precisamente na noite de 28 de Maio, 49 anos após o golpe fascista de 1926 que a nova pide-Copcon às ordens do Conselho da Contra-Revolução desencadeou esse ataque traiçoeiro ao nosso Movimento. Essa ofensiva dirigida contra a cabeça do povo, o nosso Movimento, mostrou claramente melhor que todas as palavras que pudéssemos dizer a verdadeira natureza da "Liberdade” e da “Democracia” que o 25 de Abril trousse ao nosso povo.

1975-05-29 - MORTE ao FASCISMO e ao SOCIAL-FASCISMO! - MRPP

MORTE ao FASCISMO e ao SOCIAL-FASCISMO!

Culminando uma série de medidas reaccionárias desencadeadas pela ditadura militar e pelos partidos traidores que lhe servem de cobertura «democrática», o COPCON acaba de efectuar na noite de 28 para 29 um desesperado ataque que visa destruir o único partido que no nosso país tem sabido defender consequentemente os interesses da classe operária e da maioria do povo português - o MRPP. O COPCON ataca precisamente quando a esquadra imperialista da NATO se encontra em águas territoriais portuguesas numa atitude que é uma autêntica provocação aos sentimentos patrióticos do povo português, procurando impedir assim que ele se erga, como certamente o fará, contra esses crimi­nosos agressores dos povos de todo o mundo.
Enquanto encobre e facilita as actividades de organizações e partidos fascistas, deixando em plena liberdade os piores inimigos do nosso povo, enquanto permite que os representantes mais sinistros dessas organizações tenham acesso aos meios de «informação» para daí lançarem as mais Feles provocações aos trabalhadores e a todos os anti-fascistas, o COPCON dirige toda a sua sanha repressiva, digna da pior escumalha pidesca, sobre todos os anti-fascistas e anti-social-fascistas que se colocam à frente do povo na luta pelo PÃO que lhe é cada vez mais negado, sendo de 300 000 o total de desempregados, pela PAZ que não poderá existir enquanto a burguesia continuar a explorar os trabalhadores e a pretender enviar os soldados filhos do povo para novas aventuras neocolonialistas, pela TERRA que continua a ser recusada a quem a trabalha, pela LIBERDADE que apenas existe para toda a corja de exploradores enquanto a nova pide mantém nas prisões da antiga pide os verdadeiros anti-fascistas, pela DEMOCRACIA que continua a ser privilégio exclusivo dos partidos da burguesia mas que é recusada ao povo trabalhador e ao seu partido revolucionário e pela INDE­PENDÊNCIA NACIONAL para que o povo português seja senhor do seu próprio destino e não oprimido por imperialistas e social-imperialistas como o pretendem todos os partidos traidores e conciliadores seus fiéis lacaios.

1975-05-00 - JORNAL PORTUGUÊS Nº 14 - UDP


quinta-feira, 28 de maio de 2015

1975-05-28 - LIBERTAÇÃO IMEDIATA DO CAMARADA ARNALDO MATOS SECRETÁRIO GERAL DO MRPP

LIBERTAÇÃO IMEDIATA DO CAMARADA ARNALDO MATOS SECRETÁRIO GERAL DO MRPP, GRANDE DIRIGENTE E EDUCADOR DO PROLETARIADO PORTUGUÊS, E DE TODOS OS ANTI-FASCISTAS PRESOS!

TODOS AO GRANDE COMÍCIO TERÇA FEIRA/ 1 JUL/ 21H00 PAV. DESPORTOS - LISBOA

Dentro das masmorras da nova pide-COPCON, um grito de guerra varre o nosso país de norte a sul e de lés a lés. A greve da fome desencadeada no dia 23 à meia noite ps los nossos camaradas de Caxias, tendo à sua frente o nosso querido camarada ARNALDO MATOS, à qual os camaradas em Pinheiro da Cruz se solidarizaram desde a primeira ho­ra tendo como objectivo: 1º Cessação imediata dos espancamentos, agressões e provocações. 2º Recomeço imediato das visitas dos médicos anti-fascistas e anti-social-fascistas, a fim de tratar dos camaradas feridos e doentes (temos doentes de papeira, hepatite, pleuresia, epilepsia e feridos de espancamentos. Um dos quais, que apoiou as nossas lutas e é desertor do COPCON levou 50 pontos depois do espancamento) 3º Visitas imediatas dos advogados e dos nossos familiares. Encontra nas massas populares eco, pois milhares e milhares de elementos do povo se levantam exigindo a imediata libertação do camarada ARNALDO MATOS e dos anti-fascistas presos.

1975-05-28 - MANIFESTAÇÃO DE APOIO AO MFA

E.M.G.F.A. - 5.ª Divisão
COMISSÃO DINAMIZADORA CENTRAL
texto de apoio 18
DINAMIZAÇÃO CULTURAL ACÇÃO CÍVICA

MANIFESTAÇÃO DE APOIO AO MFA

MENSAGEM DO CONSELHO DA REVOLUÇÃO AS MASSAS TRABALHADORAS EM 28 DE MAIO DE 1975

No decurso de uma manifestação de apoio ao MFA, realizada em Lisboa, o Conselho da Revolução endereçou ao Povo Português e particularmente às massas trabalhadoras uma mensagem que, pela sua importância, merece ser meditada. Eis o seu texto integral:
Amigos e camaradas, ao assistir a esta manifestação é com muito agrado que o Conselho da Revolução constata que, de facto, as massas trabalhadoras aqui presentes estão com o MFA na caminhada revolucionária para o socialismo português. Vive-se neste momento uma crise mas é na unidade de todos os trabalhadores que terão de se cimentar as conquistas da nossa Revolução. Por isso mesmo têm vindo a ser feitos pelo Conselho da Revolução vários esforços no sentido de evitar a convocação de qualquer manifestação que possa pôr em perigo a unidade das massas trabalhadoras. A continuação das lutas partidárias é, neste momento, prejudicial ao bom andamento do processo revolucionário e deste modo o Conselho da Revolução declara que considera inoportunas manifestações não unitárias das classes trabalhadoras. Dentro da mesma linha, e dado que muitas forças quer internas quer externas, pretendem identificar o MFA com determinado partido político, o Conselho da Revolução reafirma a sua clara posição suprapartidária, pois não se sente identificado em especial com qualquer partido político, mas sim com todo o Povo Português e as classes trabalhadoras principalmente.

1975-05-28 - Esquerda Socialista Nº 31 - MES

PROGRAMA DE UNIDADE REVOLUCIONÁRIA

A actual crise política resulta da manutenção no processo revolucionário de um conjunto de contradições que são aproveitadas pelas forças reaccionárias internas, reagrupadas à volta das posições social-democratas da cúpula do PS, e pelas forças imperialistas americanas e europeias que interferem claramente na luta política em Portugal, utilizando como pontas de lança os partidos sociais-democratas da Europa, confrades do partido de Soares na Internacional Amarela.
A realização das eleições para a Constituinte com os resultados que se anteviam foi uma vitória da reacção interna e externa apostada em utilizar agora a expressão que as urnas burguesas apontaram para tentar inverter o processo político. Para tal utilizam provocações (como as do 1.° de Maio) e pretextos (como o da luta dos trabalhadores de o «República» contra a orientação contra-revolucionária do jornal).
Com efeito, num momento em que as massas populares continuam a não estar organizadas em estruturas que garantam o exercício do seu poder (tais estruturas só embrionariamente existem e com algumas incorrecções de prática) num momento em que a vanguarda revolucionária permanece dividida e desorganizada, a reacção capitalista interna e externa espera poder utilizar as crises políticas que vai provocando para, no quadro de uma situação de crise económica grave, tentar lançar trabalhadores contra trabalhadores, militares contra militares, minando a construção da unidade revolucionária das massas trabalhadoras, os soldados, marinheiros e oficiais revolucionários.

1975-05-28 - CONTRA AS MANOBRAS DA NATO - RPAC

EM FRENTE NA GRANDE VIA DA REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA E POPULAR!

CONTRA AS MANOBRAS DA NATO

IMPERIALISTAS E SOCIAL-IMPERIALISTAS, FORA DE PORTUGAL!

CAMARADAS:
Como o dia a dia se encarregou de nos mostrar, os golpistas "democratas" do M.F.A., que no 25 de Abril de 1974-vieram "salvar o povo", não melhoraram a situação e o bem estar do povo e de nós soldados da E.P.S-M. e dos nossos camaradas soldados e marinheiros em geral.
Eles não vieram para acabar com a guerra colonial; para acabar com o fascismo e o social-fascismo; para expulsar os imperialistas e os social-imperialistas; para acabar com a feroz exploração e opressão do povo e de nós soldados. Pelo contrário, nós sabemos que o custo de vida teve um aumento elevadíssimo; que o desemprego aumentou e neste momento atinge mais de 300.000 famílias, das quais nós fazemos parte, e prevê-se um aumento muito maior, porque a "batalha da produção", tão apregoada por todos os órgãos do poder como uma medida "revolucionária «O é mais que a batalha para intensificar a exploração da classe operária e do povo; que a guerra colonial não acabou com a exploração dos povos irmãos das colônias, pois, neste momento todos os partidos conciliadores e traidores, com o P"C"P-M"D"P-C"D"E à cabeça e todos os órgãos do poder, intensificam cs preparativos para nos utilizarem numa nova guerra neo-colonial imperialista e social-imperialista, principalmente em Angola (veja-se os massacres em Angola no final de Abril e princípios de Maio da 1975, em que milhares e milhares de pessoas morreram incluindo, naturalmente, soldados portugueses); que os golpes fascistas e social-fascistas não acabaram (veja-se os golpes fascistas do 28 de Setembro, 11 de Março às 11 horas da manhã, o contra-golpe social-fascista das 11 horas da noite e o novo golpe que já está em preparação), pois, pelo contrário, os golpes desencadeiam-se sempre que a burguesia vá ameaçado o seu poder; em suma, todo o palavreado dos órgãos do poder e dos partidos traidores e conciliadores só serve para iludir o povo e nós soldados de forma a que eles possam enquadrar, o povo e nós solda­dos, nas suas lutas intestinas, intensificando a mais feroz repressão e opressão. Senão vejamos: devido à heróica armada de libertação nacional dos povos irmãos das colónias, a burguesia, foi obrigada a reconhecer a independência de alguns desses povos, cacarejando aos quatro cantos do país que "a guerra acabou" tentando encobrir desta forma os massacres que nas colónias desencadeia.

1975-05-28 - NATO FORA DE PORTUGAL - MRPP

NATO FORA DE PORTUGAL

Nem Imperialismo nem Social-Imperialismo! Independência Nacional!

TODOS AO COMÍCIO
DOMINGO, DIA 1 DE JUNHO ÀS 21,30 H. NO PAVILHÃO DA DEVESA - CASTELO BRANCO

Camaradas:
1 - A semana passada foi rica em acontecimentos, frutuosos na realidade, pois vieram demonstrar intransigentemente que a contra-revolução se arma, organiza e actua sob a inteira protecção dos órgãos do poder.
Em seguimento da prisão, pelas massas populares, de um destacado agente duma organização terrorista-fascista com sede em Madrid, de nome Jaime Coelho da Silva, e entregue ao MRPP, que por sua vez o entregou aos soldados do RAL 1, chega-se ao seu desvendamento até às mais intimas entranhas, demonstrando-se a existência no seio das Forças Armadas de fortes ramificações daquela organização, com pessoas como o capitão Salgueiro Maia, o coronel Jaime Neves, ocupando den­tro dela lugares de relevo, o que não é para constituir surpresa, pois enquanto o primeiro já tinha tido um lugar de relevo na intentona fascista de 11 de Março, o segundo tinha sido um dos participantes activos nos sangrentos massacres coloniais de Wiryamu, cuja existência se apressa agora, a exemplo do ditador Marcelo Caetano, a negar, assim como foi o responsável pelo assassinato, em Agosto passado, do democrata Victor Bernardes. Perante todos estes acontecimentos, a atitude do Governo, do MFA, do Copcon e do auto-denominado Conselho da Revolução, foi de sabotar por todos os meios o seu desmantelamento total, fugindo com os fascistas, do RAL 1 para a como­didade de Caxias, contra a vontade dos soldados, para juntamente com toda a outra escumalha continuarem protegidos do justo ódio do povo, passando uma vida regalada comendo boa comida, enquanto milhares de operários e elementos do povo suando todo o dia vivem miseravelmente. Além do boi cote sistemático ao desmantelamento da organização fascista a todos os níveis, os órgãos do po­der passam ainda à calúnia desesperada e â repressão histérica sobre as massas populares e o MRPP, prendendo 5 soldados do RAL 1 e 7 anti-fascistas que exigiam a prisão do coronel Jaime Neves, sendo o MRPP acusado de dividir o MFA, o que prova que o mais essencial para os militaristas é a unidade, seja ela feita com fascistas, pides ou seja com quem for.

1975-05-28 - LEVANTEMO-NOS CONTRA AS PROVOCAÇÕES DOS IMPERIALISTAS DA NATO! - MRPP

LEVANTEMO-NOS CONTRA AS PROVOCAÇÕES DOS IMPERIALISTAS DA NATO!

AO POVO DE ÉVORA
1. Os acontecimentos dos dias 17 e 18 deste mês provam a justa tese do nosso Movimento saída da II Conferência Nacional, de que a Contra-Revolução se consolidou no poder e que as diversas facções da burguesia operam aí a sua junção, sob a forma de ditadura militar.   
Não quizeram (não podiam) os militares escutar atentamente os nossos avisos e abster-se de insinuar calúnias a respeito do nosso Movimento, pondo a descoberto — como alguns sectores ainda iludidos das massas esperariam — as maquinações dos fascistas e prendendo imediatamente os seus cabecilhas. Não admira portanto, que tenham ficado siderados de surpresa perante a nossa resposta. Surpresa tanto maior, quanto é certo que confiam exageradamente na força da sua ditadura militar e no domínio da situ­ação que lhes daria o pacto assinado por todos os oportunistas, conciliadores e traido­res. Sobre a surpresa que a bazófia e a prosápia dos militares frequentemente lhes acarretam, a única coisa que temos a dizer é que ainda a procissão vai no adro...

1975-05-28 - NEM IMPERIALISMO NEM SOCIAL-IMPERIALISMO! INDEPENDÊNCIA NACIONAL! - MRPP

NEM IMPERIALISMO NEM SOCIAL-IMPERIALISMO!
INDEPENDÊNCIA NACIONAL!

À CLASSE OPERÁRIA E AO POVO DE BRAGA

Está aí a NATO e de novo paira sob os céus da nossa pátria a amea­ça imperialista. A partir de hoje começam em águas e ares de Portugal as pretensas manobras desta organização imperialista, equipada e devidamente preparada na agressão aos povos em luta contra a exploração, a fome e a miséria, por uma sociedade nova.
Estas manobras não são, como querem fazer passar os Oficiais e mi­nistros "patriotas”, manobras já previstas há tempos atrás, compromissos que temos que respeitar e divisas estrangeiras que vão entrar no país. Tal como as manobras anteriores surgiram em alturas de profundas crises, corno no 31 de Janeiro e no 11 de Março, onde a NATO andava com os exercícios "Inter-express-75" e que visavam o desembarque de tropas em Espanha, Itália e outras partes da Europa. Estas também surgem no momento em que uma crise ainda mais profunda que as anteriores abala o nosso país; aparecem-nos no momento em que a luta a nível governamen­tal entre os partidos da burguesia representantes de cada um dos imperialismos, ou interesses imperialistas, se agudiza cada vez mais, num momento em que os seus comparsas social-imperialistas dão grandes pas­sos em frente para fortalecer as suas posições no nosso país e impor a ditadura social-fascista, em tudo igual à ditadura fascista que os imperialistas por intermédio da NATO se propõem implantar.

1975-05-28 - MRPP

28/5/75

Camaradas: 
Antes da Comissão encarregada do lançamento do Movimento de Rectificação geral no exterior se reunir, os camaradas que fazem parte desta Comissão podem começar por estudar os documentos e obras abaixo indicadas. Isto é uma proposição a fim de que a Comissão possa arrancar o trabalho.

ESTUDO 
1 - Todos os documentos respeitantes ao Movimento de Rectificação Geral.
1-1 - Os aprovados na II Conferência Racional,
1-2 - O documento de 7 de Novembro de 1973;
1-3 - Os três artigos do Camarada Mao:
- “Rectifiquemos o nosso estilo de trabalho”
- "Rectifiquemos o nosso estudo"
- "Contra o estilo estereotipado"
ORGANIZAR O ESTUDO 
Organizar o estudo nas células do Movimento, A BASE DO ESTUDO É:
2-1 - O Programa e os Estatutos do Movimento;
2-2 - A Historia do Partido Comunista (Bolchevique) da Rússia;

1975-05-28 -VIVA A JUSTA LUTA DA CLASSE OPERARIA! - CRS

VIVA A JUSTA LUTA DA CLASSE OPERARIA!

As operárias da costura do Campeão Português após a tentativa do patrão no dia 26 de aumentar a vigilância repressiva sobre elas com o aumento de três mestras, havendo já cinco mestras, o que são suficientes para o trabalho a desempenhar não compreendiam qual a manobra tramada pelo patrão.
Face a isto, as operárias levantam-se em luta até tereux uma justificação pela entidade patronal. Após a decisão firme das operárias dispostas a não baixar a cabeça e não vergar a servis, deixou o patrão em pânico, o qual tentou boicotar a justa luta das operárias, mandando um dos seus lacaios me­nores (o encarregado Coutinho),numa tentativa fa­chada de furar a greve, dizendo às operárias que os outros sectores já estavam a trabalhar.
As operárias não se deixando ir em cantigas continuaram paradas, e face a esta firme posição o patrão tenta nova manobra, esta de as dividir pe­dindo que fossem as mais representativas ao seu gabinete para resolver a situação. Mas como esta brilhante ideia foi forjada num gabinete entre o patrão e os seus lacaios, caiu num cesto sem fundo imediatamente, e este é obrigado a render-se áfiraie posição e a ter de as enfrentar a todas numa reunião marcada para a cantina.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

1970-05-27 - Federação Internacional dos Direitos do Homem


1975-05-27 - Resistir é Vencer Nº 15 - AFAP

ASSOCIAÇÃO DAS FAMÍLIAS DOS ANTI-FASCISTAS PRESOS (A.F.A.P.) RUA CASTILHO nº 4 r/c - LISBOA

RESISTIR É VENCER
BOLETIM Nº.15                           
27 de Maio de 1975

EDITORIAL
O MFA INVENTOU UMA NOVA LEI

Como não podia dar aspecto de "Legalidade" à ilegalidade das prisões que vinha efectuando, o MFA inventou uma nova lei:"INJURIAS AO MFA".
QUER DIZER, OS MILITARISTAS NÃO PODEM PERDER.
Esta é a situação na nossa Pátria. O MFA que tem dado oficiais para todos os golpes desde o 25 de Abril (e antes),não quer que o Povo discorde e diga não a este, problemas que são do Povo, e exija a prisão de fascistas como Salgueiro Maia, Jaime Neves e outros traidores do Povo, e que, pelo contrário, lhes bata pal­mas e lhes facilite a elaboração de novos golpes, como aquele que foi detectado à poucos dias.

1975-05-27 - NEM IMPERIALISMO, NEM SOCIAL-IMPERIALISMO! INDEPENDÊNCIA NACIONAL! - FEML

NEM IMPERIALISMO, NEM SOCIAL-IMPERIALISMO!
INDEPENDÊNCIA NACIONAL!

À juventude estudantil do Norte:
1 - A esquadra imperialista da NATO ronda novamente, a nossa pátria! Começando no próximo dia 28 e prolongando-se até ao fim deste mês, estão previstos “exercícios” nas nossas águas territoriais, estando planeado o desembarque de “marines" em Lisboa, no dia 2 de Junho.
2 - Os actuais exercicios da esquadra imperialista da NATO vêm provar, mais uma vez, que entre as ameaças de intervenção, chantagens e ingerências do imperialismo ianque (prosseguidas através da NATO) e as tentativas de golpe fascista no nosso país há uma ligação indissolúvel. De facto, neste momento encontra-se em preparação um golpe fascista (o encontra-se em preparação porque a classe operária, o nosso Povos os soldados do RAL 1 e o MRPP foram impedidos, pelo MFA, pelo Conselho da Contra-Revolução e todos os outros órgãos do poder da burguesia, de continuarem com o desmantelamento da organização terrorista fascista denunciada pelo seu agente Jaime Coelho da Silva e estes “exercícios" da NATO destinam-se a dar-lhes cobertura e apoio, tal como aconteceu, por exemplo, no dia 11 de Março, com os “exercícios" "Winter Express 75”.

1975-05-27 - Voz do Povo Nº 043 - UDP

editorial
FACE A CRISE ACTUAL:
Independência de classe!

A crise que atravessamos pode alterar profundamente a vida das classes trabalhadoras pelas consequências que pode trazer, tanto no plano interno como internacional.
Como pode a classe operária interpretar os acontecimen­tos?
Os últimos acontecimentos ligados ao caso do jornal República serão apenas um pretexto a juntar ao que se deu no Estádio 1o de Maio, para fazer vir ao de cima as verdadeiras razões da actual crise.
Os resultados das eleições vieram, de certo modo, demar­car os campos; dum lado o PS e o PPD, peões do imperia­lismo saem reforçados do jogo eleitoral e tentam conquistar lugares de destaque no aparelho de Estado, e do outro o par­tido revisionista. Este, consciente da força como aparelho organizado também passa à ofensiva, continuando a bater-se pelo controle do aparelho de Estado, onde ocupa alguns lugares importantes.
Os imperialismos americano e europeu vêem os resultados das eleições como um indício de que afinal o social-imperialismo não tem tanta força que os leve a pensar em abandonar a nossa terra.

1975-05-27 - PS

PARTIDO SOCIALISTA SECÇÃO DE ÉVORA
RUA JOSÉ ELIAS GARCIA, 1º TEL. 24888 ÉVORA

Évora, 27 de Maio de l975

Camaradas:
Vem a Federação Distrital de Évora de Partido Socialista dar conhecimento do Comunicado hoje distribuído nesta cidade e arredores e que junto enviamos.
Sem mais de momento, atenciosamente

A Federação Distrital de Évora do Partido Socialista

terça-feira, 26 de maio de 2015

1975-05-26 - CONTRA A REACÇÃO! AVANTE na REVOLUÇÃO - PCP

CONTRA A REACÇÃO!
AVANTE na REVOLUÇÃO

MANIFESTEMOS O NOSSO APOIO AO M.F.A.!

Realiza-se no proxiao dia 28, quarta-feira, às 19.50 horas, com concentração no Cais do Sodré, uma manifestação de apoio ao M.F.A., em defesa das liberdades e pela continuação de um Portugal democrático, a caminho do Socialismo.
A Comissão Distrital de Santarém do Partido Comunista Português chama todos os trabalhadores, as massas populares a estarem presentes nesta manifestação ao glorioso MOVIMENTO DAS FORÇAS ARMADAS.
A COMISSÃO DISTRITAL DE SANTARÉM DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS convida todas as organizações democráticas e as representações distritais dos partidos empenhados no processo revolucionário, bem como as organizações sindicais e de classe a associarem-se a esta iniciativa.
   
      TODOS A LISBOA!
POR UM PORTUGAL DEMOCRÁTICO A CAMINHO DO SOCIALISMO! VIVA O MFA!
VIVA A ALIANÇA DO MOVIMENTO POPULAR DE MASSAS COM O MOVIMENTO DAS FORÇAS ARMADAS!

Santarém, 26-5-75
A Comissão Distrital de Santarém do Partido Comunista Português

1975-05-26 - NINGUÉM EMBARCA! - RPAC

NINGUÉM EMBARCA!

ACERCA DAS MANOBRAS NEO-COLONIALISTAS DO M.F.A., DO GOVERNO PROVISÓRIO E DOS PARTIDOS CONCILIADORES E TRAIDORES

CAMARADAS:
O neo-colonialisno e a política que conduz à guerra!
  A vida confirmou esta certeza que sempre ousamos demonstrar contra tudo e contra todos, contra todo o arsenal de promessas "anti-colonialistas" de quantos MFA’s e gover­nos provisórios desgovernaram a nossa Pátria.
 Angola, pelas suas infinitas riquezas é em África, o centro das cobiças de todos os reaccionários, imperialistas e social-imperialistas. Ainda mal lamberam os beiços de mais de treze anos de guerra e de massacres e já os abutres afiam as garras para novas matanças, para mais saquear e oprimir o heróico povo angolano que, de armas na mão, ja­mais se deixou e deixará submeter.
Tal como em Portugal, o social-imperialismo russo, pela mão servil do seu lacaio Barreirinhas Cunhal, servindo-se do governo e das forças armadas da burguesia, desembar­ca em Angola em busca de petróleo, minérios, portos e bases estratégicas, para a sua política expansionista.

1975-05-26 - AO POVO PORTUGUÊS: - AFAP

AO POVO PORTUGUÊS:

COMUNICADO DOS TRABALHADORES DA COMISSÃO DE EXTINÇÃO DA PIDE/LP

Considerando: que os documentos existentes nos arquivos das organizações fascistas a cargo desta comissão dizem respeito na sua grande maioria a elementos das massas trabalhadoras e antifascistas de todas as correntes políticas;
que esse material é de extrema importância para as forças políticas que pretendem Instituir uma policia política que sirva de instrumento de repressão sobre o povo português e todos os progressistas deste pais;
Tem a maioria dos trabalhadores militares e civis desta comissão actuado no sentido de evitar que o material a seu cargo seja utilizado por quem quer que seja para outros fins que não os de desmantelamento do aparelha policial do regime deposto em 25 de Abril evitem a conseguir o julgamento e condenação dos seus elementos.
Sendo certo que os que ao longo de 48 anos lutaram contra o fascismo pertencia» a corrente ideológica diferentes e que, após a que, do regime fascista, o que os unia-a luta contra o regime fascista passou a segundo plano face às contradições entre essas correntes políticas; fácil é de ver qual e o perigo de os arquivos da PIDE-DGS/LP poderem ser utilizados por uma dessas correntes a seu belo-prazer e para fins que não sejam os acima expostos.

1975-05-26 - À classe Operária e a todos os Patriotas

À classe Operária e a todos os Patriotas

O CMLP «Comité Marxista Leninista Portu­guês», e a OCMLP «Organização Comunista Marxista Leninista Portuguesa» apelam a todos os trabalhadores e patriotas para uma concentração na TERÇA-FEIRA dia 27, pelas 19 horas, na Praça da Liberdade, para exigirem:
Saída imediata de Portugal da NATO;
Fora a NATO - Morte aos traidores - Inde­pendência nacional;
Imperialistas fora da nossa. Pátria;
Americanos e Soviéticos fava de Portugal.

Comité Marxista Leninista Português (CMLP)
Organização Comunista Marxista Leninista Portuguesa (OCMLP)

Porto, 26 de Maio de 1975

1975-05-26 - MPLA - solidariedade - MES

MPLA - solidariedade

CONTRA O IMPERIALISMO QUE ATACA ANGOLA!
- SOLIDARIEDADE MILITANTE COM O MPLA.

A reacção (que é o patronato organizado) tenta por todos os meios, fortalecer ou reconquistar as suas posições perante o avanço do movimento de massas anti-capitalista.
Para tal, tem contado com a ajuda da actual ofensiva das forças sociais-democratas e com a tibieza cúmplice do "bloco reformista. Por outro lado, o imperialismo internacional, enquanto espreita a oportunidade de intervir em Portugal, põe as garras a descoberto e intensifica o ataque a Angola.
Começa hoje, em Évora, uma semana anti-imperialista do apoio ao MPLA. Trata-se duma iniciativa da máxima importância: o MPLA precisa de toda a solidariedade para enfrentar com êxito o cerco imperialismo ao povo angolano, e os trabalhadores portugueses também necessitai do esmagamento do imperialismo para avançar no caminho do socialismo.

1975-05-26 - GRUPO DE TRABALHO DE CONTROLE DE PREÇOS E QUALIDADE DOS PRODUTOS

GRUPO DE TRABALHO DE CONTROLE DE PREÇOS E QUALIDADE DOS PRODUTOS

(LIGADO ÀS PRÓ-COMISSÕES DE MORADORES DAS ZONAS C,D)

ABAIXO A VIDA CARA
Todos sabemos que a vida está cara e que os preços de há vários anos para cá, só têm subido. É verdade que alguns produtos têm os preços congelados; mas foram muito pouco a e os preços não são satisfatórios. E tudo isto porquê?- Porque os patrões - os capitalistas, logo que foram obrigados a subir os ordenados dos trabalhadores (havia operários a ganhar três mil, dois ou mesmo mil escudos por mês!) cedo se apressaram, a subir os preços dos produtos (que são os operários que fabricam ficando tudo pior! E não foram só os donos das fábricas: foram os intermediários, os donos das camionetas, dos armazéns, foram os donos dos campos e muitos outros, todos uma quantidade de inú­teis, de parasitas com que temos que acabar se queremos construir o SOCIALISMO.
Mas os capitalistas não se contentam com o lucro que roubam aos trabalhadores, como ainda aumentam os preços dos produtos fixados por lei: como ainda vendem produtos es­tragados, causando frequentemente doenças!

segunda-feira, 25 de maio de 2015

1975-05-25 - FORA COM A NATO! INDEPENDÊNCIA NACIONAL! - OCMLP

FORA COM A NATO! INDEPENDÊNCIA NACIONAL!

Ao povo trabalhador, a todos os patriotas!
Mais una vez a Nato, organização militar do Imperialismo Americano, usa o mar e a terra nossa Pátria, para fazer manobras militares. Tal como em Fevereiro deste ano, a presença de navios de guerra da Nato, são uma provocação ao Povo Português, são uma ameaça à soberania e Independência da nossa Pátria.
A Nato é uma organização que apoia e tem apoiado todas as agressões que Imperialistas Americanos tem feito aos Povos de todo Mundo. A Nato é uma organização que apoiou activamente a opressão dos povos das colónias, cedendo ao regime de Salazar e Caetano apoio em dinheiro armas e instrutores militares. A Nato como Organização ao serviço da agressão Imperialista que é, tem "bases militares instaladas em solo nacional, para cobrir as acções de rapina e pilhagem dos povos de todo o Mundo perpetrados pelo Imperialismo Americano. A Nato foi, é e continuará a ser uma ameaça permanente a todos os povos amantes da liberdade e da Independência Nacional.

1975-05-00 - Revolução Proletária Nº 01 - ORPC(ml) -

A FUNDAÇÃO DA ORPC(ML), NOVO SALTO NO CAMINHO PARA O PARTIDO COMUNISTA

Acaba de ser dado um passo decisivo para o reaparecimento em Portugal do verdadeiro Partido Comunista, do partido operário revolucionário destruído vai já para 20 anos pelo grupo revisionista de Cunhal: três organizações marxistas-leninistas, o CARP (m-1), os CCRML e a URML, decidiram unificar-se, constituindo a Organização para a Reconstrução do Partido Comu­nista (marxista-leninista) - ORPC(m-l).
Os delegados à Conferência fundadora da ORPC (m-1) dirigem uma calorosa saudação à heróica classe operária de Portugal e tomam perante ela o compromisso de dar todo o seu esforço à luta para levar a revolução por diante, à luta para construir uma sociedade donde seja banida a exploração do homem pelo homem e onde os operários e camponeses mandem em tudo e sujeitem a burguesia à sua lei. Este é o alvo por que lutam os comunistas.

1975-05-00 - Soldado e Marinheiro Vermelho Nº 04

REFORCEMOS A ORGANIZAÇÃO AUTÓNOMA DOS SOLDADOS E MARINHEIROS!

Camaradas Soldados!
Camaradas Marinheiros!
A luta dos soldados e marinheiros tem dado nos últimos tempos grandes passos em frente.
Em várias Unidades conse­guimos sanear muitos ofici­ais fascistas, impor e conquistar a liberdade de reu­nião e revogar muitos decretos reaccionários, etc.
Especialmente após o 11 de Março alguns passos em fren­te começaram a ser dados no desmantelamento de alguns aspectos mais reaccionários da máquina militarista.
Se em muitos quartéis ainda vigora o velho sistema fascista, sendo-nos negados os mais elementares direitos, noutros tentam adormecer a nossa vigilância com medidas "democráticas" para as quais temos de estar atentos, pois se por um lado estas representam uma cedência por parte da oficialagem às nossas firmes posições, podem-se tomam um meio de nos adormecerem e de nos aldrabarem com palavras bonitas.

1975-05-00 - O Operário Maritimo Nº 03

EDITORIAL

O Operário-Marítimo chega agora ao seu terceiro número.
Muitos são os obstáculos que dificultam a saída de um jornal deste tipo. Muitas são também as incorrecções que se fazem, algumas por inexperiência, outras por precipitação, muitas devido aos condicionalismos da preparação do jornal por uma equipa que apenas lhe pode dedicar as horas que lhe sobram do trabalho que cada um dos seus membros profissionalmente tem de desempenhar. Algumas tem sido também as deficiências que nos foram apontadas, e que nos inteiramente reconhecemos.
Julgamos que não é demasiado cedo para analisarmos o caminho ate agora percorrido, analisando e procurando corrigir os erros e as falhas, de modo a que o O.-M. se torne cada vez mais verdadeiramente um jornal de trabalhadores.
Assim, o O.-M. tem utilizado em bastantes artigos uma linguagem pouco popular, que em nada favorece a clareza do tema que se pretende tratar. Reconhecemos que muitas vezes não tomamos em conta certos vícios intelectuais que uma prática anterior incorrecta nos fez contrair, e comprometemo-nos a estar cada vez mais atentos a esse defeito, e a vigiarmos rigorosamente o tipo de linguagem que utilizaremos daqui em diante.

1975-05-25 - A CULTURA E A ARTE UMA ARMA PARA A LIBERTAÇÃO DOS EXPLORADOS - MRPP

A CULTURA E A ARTE UMA ARMA PARA A LIBERTAÇÃO DOS EXPLORADOS
ARNALDO MATOS

Intervenção no Centro de Cultura Popular Martins Soares de Olhão em 25/5/75
edição da cooperativa popular Livreira 1º de maio vermelho

Texto da intervenção do Secretário-Geral do MRPP, Arnaldo Matos, no Centro de Cultura Popular Martins Soares de Olhão, era 25/5/75 (extraído do "Yenan" nº 12 - Julho).

"A CULTURA E A ARTE UMA ARMA PARA A LIBERTAÇÃO DOS EXPLORADOS"
Em primeiro lugar, quero saudar todos os elementos do povo presentes, mesmo os que não sejam simpatizantes do partido a que pertenço. Agradeço que o Centro de Cultura Popular Martins Soares se tenha lembrado de mim para dizer umas palavras de encerramento. O tema é a cultura, a literatura, ao serviço de quem se encontram e como se devem colocar ao serviço dos explorados. Queria ver se não repetia as ideias dos camaradas que antes falaram, para não maçar quem me escuta.

domingo, 24 de maio de 2015

1975-05-00 - Guilhotina Vermelha Nº 03 - FUG

EDITORIAL

COMISSÕES DE TRABALHADORES OU COMISSÕES SINDICAIS?...
COMISSÕES DE TRABALHADORES (movimento operário-poder operário) ou COMISSÕES SINDICAIS
(via sindical-colaboração de classes)

Poe-se neste momento uma necessidade urgente de decidir a todos os trabalhadores (principalmente à classe operária) e que é:
Atrairás da organização das comissões de trabalhadores da criação de um movimento operário que vise a transformação da sociedade capitalista em socialista, para atingir o seu grau mais elevado: o comunismo; ou a via sindical como via principal do movimento operário?
A dada altura do processo revolucionário apareceram as comissões de trabalhadores como uma necessidade de evitar a divisão dos trabalhadores era numerosos sindicatos e assim poderem fazer uma frente unida para lutar contra a exploração capitalista e ainda no movimento operário no caminho para uma sociedade socialista.