terça-feira, 30 de setembro de 2014

1974-09-30 - CUP - ANTIFASCISTAS!

comissões de unidade popular
30 de Setembro de 1974

ANTIFASCISTAS!
OPERÁRIOS! 
soldados e marinheiros!
Uma onda de indignação e revolta agita o nosso povo. Passados que são apenas 5 meses da queda da odiada ditadura fascista, os adeptos incorrigíveis do salazarismo, os bandos negros da Legião, os torcionários da pide, os generalotes fanáticos, os cabecilhas que governaram este país durante 48 anos, os tenebrosos arautos do fascismo na Igreja, e a escumalha parasitária, unem-se numa aliança de conspira dores, contra as liberdades, pelo retorno ao passado.
Por trás deles, apoiando-os de todas as formas, dando-lhes rios de dinheiro, estão largos sectores da burguesia monopolista e grandes agrários, assim como o imperialismo americano, no seio do aparelho de Estado, das instituições governamentais, também há quem os apoie.
Bem justificada é a ira dos antifascista, dos operários e camponeses, dos explorados!
Bem necessária é a vigilância popular!

1974-09-30 - PS - COMUNICADO


COMUNICADO

Pela Televisão e pela Rádio, o Pais travou conhecimento da renúncia do General Spínola à Presidência da República.
Num momento em que, perante a ameaça da extrema direita reaccionária, se torna necessária a unidade de todos os democratas e de todos os patriotas em torno do Movimento das Forças Armadas, reveste-se de um grave significado o acto de renúncia do Presidente da República, nos termos em que o fez.
Nos últimos meses, o País deu passos inequívocos num sentido de democracia e de descolonização.
Esses passos — a que o General Spínola esteve associado, nomeadamente com o seu histórico discurso de 27 de Julho — foram obtidos preservando a paz civil e num clima de não violência e de inteira liberdade. O País vive certamente um momento difícil, derivado em grande parte da herança trágica de 48 anos de fascismo. Mas não há nenhum problema que não possa ser resolvido, vitoriosamente, ressalvando o valor para nós essencial da liberdade, se for mantida a unidade fundamental dos Partidos da Coligação com o M.F.A. O Povo Português, como se verificou nas horas difíceis que acabamos de viver, apoia activamente o Governo Provisório e o Movimento das Forças Armadas.

1974-09-30 - CLMRP - cortar o passo à reacção COMO?


COMITÉ DE LIGAÇÃO DOS MILITANTES REVOLUCIONÁRIOS PORTUGUESES (para a reconstrução da IV Internacional) 
30 de Setembro de 1974
 
cortar o passo à reacção COMO?
 
Militantes, trabalhadores, jovens, soldados!
A manifestação reaccionária programada para o dia 28 e apresentada como a actividade de um pequeno grupo de fascistas, era afinal uma cobertura e um apoio dum tenebroso golpe contra-revolucionário organizado nacionalmente contra as liberdades, contra o povo trabalhador.
Militantes, trabalhadores, jovens, soldados!
Para impedir a reacção de passar, para quebrar no ovo todas as novas tentativas que ela não deixará de fazer, para liquidar pela raiz as suas bases de acção, é preciso pôr imediatamente em prática as medidas necessárias, as medidas eficazes.
E assim que desde já:
- Todos os implicados directa ou indirectamente no golpe contra-revolucionário devem ser claramente designados, qualquer que seja o seu "prestigio" ou a sua patente, as suas actividades e ligações trazidas na totalidade à luz do dia.

1974-09-30 - uma só solução: ESMAGAR A REACÇÃO! - LCI

uma só solução: ESMAGAR A REACÇÃO!

Camaradas:
Os acontecimentos dos últimos dias dos quais resultou o agravamento da crise politica da dominação capitalista colocaram cada vez mais a solução do problema nas mãos dos trabalhadores.
Já anteriormente, e aproveitando o abrandamento, o movimento operário tinha sofrido um ataque frontal às suas conquistas democráticas elementares, através das restrições ao direito à greve, à reunião etc. Ao mesmo tempo o governo permitiu a organização e o armamento de partidos e bandos fascistas que vão intensificando a sua campanha reaccionária de calúnia "anti-comunista" e colonialista, avançando mesmo em acções de sabotagem e agressão física.
É neste contexto que, surge a manifestação da chamada "maioria silenciosa", que não era mais que o culminar deste processo cujos objectivos golpistas eram bem visíveis: através de uma "manifestação de massas” que se procurava apoiar na mobilização de sectores dos campos e pressionar o governo para uma viragem direitista que afastasse o P.C. e o P.S. e provocasse a desagregação do M.F.A. e o acentuar da repressão sobre os trabalhadores.

1974-09-30 - Jornal da Greve Nº 26 - EFACEC

Morte ao Fascismo - Não aos Despedimentos!
Governo Popular Sim - Governo de Patrões Não!
Á Classe Operária Vencerá!

OS FASCISTAS ORGANIZAM-SE E TENTAM TOMAR O PODER
Há já algum tempo que diversos partidos e organizações fascistas (Nacionalista, Progresso, CDS, etc. tentam sob as mais diversas formas lançar a confusão e procurar daí usar proveito para instaurar de novo o regime fascista.
Esta tentativa dos direitistas de se apoderarem do poder de estado, não está separada do ascenso das lutas que os operários levam a cabo nas suas empresas. Assim, por exemplo quando os operários da Lisnave, ENI; TAP; Efacec etc., lutam e saem para a rua manifestando-se pelo saneamento de alguns notórios fascistas, não podem estes ficar indiferentes e tentam por todas as maneiras, mesmo com armas, apoderarem-se do governo, não compreendendo isto, os partidos da coligação governamental, colocaram-se contra os operário nas suas lutas de vanguarda, dando também origem a que estas manobras fossem possíveis e só à ultima da hora resolveram agir, "esquecendo" que poderiam ter levado a classe operária a um massacre e a um atraso de muitos anos, tal como no Chile.

1974-09-30 - GVR - VIGILÂNCIA POPULAR REVOLUCIONÁRIA !

VIGILÂNCIA POPULAR REVOLUCIONÁRIA!
ABAIXO SPÍNOLA!
MORTE AO FASCISMO!

A reacção, com a sua manifestação-golpe de estado, perdeu uma batalha. A luta política neste momento, centrada numa desmantelamento da conspiração reaccionária fascista, passa necessariamente pelo combate implacável ao seu chefe Spínola.
Em Julho, era já em Spínola que a reacção confiava, ao propor atra vês de Palma Carlos representante notório do grande capital, a eleição antecipada de presidente da República e o adiamento das eleições gerais, o que correspondia na prática a dar a Spínola plenos poderes por um prazo de dois anos.
Agora, é o mesmo Spínola, apoiado pelas forças mais reaccionárias do exército e por toda a escória fascista da "maioria silenciosa", a tentar o seu segundo golpe de estado. Aproveitando uma manifestação ultra-reaccionária pretendeu reforçar a sua posição política, assumir todos os poderes para esmagar as forças populares e revolucionárias, desembaraçar-se dos oficiais democratas mais consequentes, e abrir caminho a um regime autoritário, um regime de regressão terrorista sobre as massas populares.
Que as suas intenções eram estas prova-o a sua desesperada tentativa de promulgar ainda o estado de sítio no Conselho de Estado da manhã de sábado - tentativa tornada já impossível pelas vitórias conquistadas na rua pelas massas populares.

1974-09-30 - COMUNICADO AO POVO DO PORTO

COMUNICADO AO POVO DO PORTO

As organizações do Norte do Partido Comunista Português e do Partido Socialista e o Movimento Democrático do Porto dirigem-se às massas populares manifestando a sua confiança no Movimento das Forças Armadas, no Governo Provisório, nas instituições democráticas.
Apela-se para que todo o povo se associe a essa confiança e encare com serenidade o curso dos acontecimentos, nada fazendo que possa perturbar a vida normal da Nação, como o desejariam os reaccionários e os fascistas que foram severamente derrotados na sua tentativa contra-revolucionária do dia 28.

1974-09-30 - O Grito do Povo Nº 030 - OCMLP

O FASCISMO NÃO PASSOU PORQUE O POVO LHE FEZ FRENTE

De ponta a ponta, contra as tentativas dos fascistas e reaccionários de várias estirpes, de retomarem o poder
político, as massas populares lançaram-se para a rua para boicotar a realização da manifestação fascista, apoiada por vários grupos reaccionários, que demagogicamente se cobrem de nomes democráticos.
Como um só, o povo trabalhador se levantou, malgrado os comunicados demissionistas e objectivamente colaboradores do governo provisório, que intentava permitir a realização da macabra manifestação da besta fascista, e que pela voz do Ministro Sanches Osório, dizia que a manifestação se realizaria e «que a ordem iria ser restabelecida». Os trabalhadores de Portugal, não se deixaram iludir com o colaboracionismo demonstrado por elementos destacados das forças políticas no poder, para os quais o conceito de liberdade, parece ir ao ponto de permitir aos fascistas — os maiores inimigos da liberdade do povo — levarem a cabo acções conjuntas militares e políticas, que vão desde o tráfico de milhares de armas e acções militares e para-militares até à realização de uma manifestação política fascista. Tudo isto devidamente coordenado e orquestrado.

1974-09-00 - Sindicato dos Escritórios Nº 02

VIGILÂNCIA TRABALHADORES!

A reacção foi derrotada. As manobras que as forças reaccionárias e fascistas minuciosamente prepararam para o dia 28 foi esmagada. A acção decisiva do Movimento das Forças Armadas, dos milhares e milhares de trabalhadores e forças populares estreitamente unidos no mesmo combate constituíram aquele alicerce contra o qual se esbarrou e esbarrará sempre a investida da reacção. A Intersindical saúda todos os trabalhadores e seus sindicatos pela acção decisiva e mobilizadora que tiveram desde a primeira hora no desmascaramento das verdadeiras intenções dos organizadores da manifestação-burla e pelo papel de vanguarda que revestiram no combate firme às manobras reaccionárias. De norte a sul do País, milhares e milhares de trabalhadores participaram corajosa e voluntariosamente neste combate às forças da reacção, interessadas em fazer volver o País aos dias tenebrosos do fascismo e da exploração desenfreada.

1969-09-30 - Conclusões da reunião dos monitores do CURSO DE ALFABETIZAÇÃO - Movimento Estudantil

Conclusões da reunião dos monitores do CURSO DE ALFABETIZAÇÃO

18-9-69

1 - Intercâmbio de prática
Tanto quanto a situação objectiva permitir tem de se aproveitar as vitórias e estudar os erros de iniciativas equivalentes para com base na sua prática e no estudo da nossa situação objectiva possamos atingir a meta estratégica pretendida com o curso de alfabetização.
No estudo e análise da prática destas experiências, deveremos fazer o seu enquadramento nos objectivos tácticos e estratégicos então pretendidos por essas iniciativas no processo da luta proletária.
Do mesmo modo, o aproveitamento da prática já existente em cursos deste tipo, deve integrado o mais correctamente possível nos objectivos tácticos e da luta estudantil portuguesa.

1974-09-00 - Resistência Nº 08 - RPAC

EDITORIAL

Para a grande maioria dos soldados e marinheiros, as ilusões inicialmente criadas pelo golpe militar de 25 de Abril, começaram rapidamente a esfumar-se. A natureza desse golpe e o papel da Junta, do Governo Provisório e do próprio MFA definem-se a pouco e pouco de forma cada vez mais clara por força dos seus próprios actos anti-populares e repressivos que esses novos órgãos dos monopólios e do imperialismo iam praticando, e quê a RPAC sempre denunciou aos olhos dos soldados e marinheiros.
A situação surgida no passado dia 28 de Setembro e os últimos acontecimentos são inteiramente explicados pela politica seguida pela Junta e o Governo Provisório e pelos falsos amigos do povo do P"C"P.
Utilizando o exército colonial e as polícias fascistas já para com a traição dos vende operários do P"C"P, para reprimir o povo em luta e assassinar os seus filhos e por outro lado para libertar e proteger da justa ira popular os esbirros da Pide e os principais responsáveis pelos crimes do regime anterior, a Junta e o Governo Provisório mais não cumprem do que a sua missão - a de sob a cortina de fumo da "liberdade" e da "democracia", promoverem e ocultarem ao povo e aos soldados e marinheiros, o reforço da contra-revolução e o seu progressivo armamento.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

1974-09-29 - Unidade Popular Nº 028 - PCP(ml) - Vilar

DEFENDAMOS AS LIBERDADES DEMOCRÁTICAS!

Como foi amplamente divulgado no numero de ontem de UNIDADE POPULAR, na noite de 27 para 28 de Setembro, o imperialismo norte-americano e os grupos monopolistas portugueses a ele ligados, apoiando-se nos agrupamentos fascistas, tentaram levar a cabo um golpe de estado.
Eles tentavam, assim, travar as grandes conquistas realizadas pelos povos irmãos das colónias, pela classe operária e as forças democráticas em Portugal, desde o 25 de Abril.
A classe operaria reagiu pronta e heroicamente, barricando as entradas da cidade e impedido que grande número de fascistas, transportando armas aí entrasse. A reforçar esta firme barreira, juntaram-se largas camadas de antifascistas e mais tarde, as forças progressistas do MFA.
Forças militares ultra-reaccionárias tentaram destruir as barricadas, no que foram impedidas pelas massas populares e por forças do exercito. Depois de terem neutralizado as forças reaccionárias, as forças do MFA prenderam numerosos elementos ligados a alta finança e ao fascismo, entre eles os generais Kaulza de Arriaga e Deslandes, Casal Ribeiro, Silva Cunha, Moreira Batista, Franco Nogueira, Braga da Cruz, Zoio, Manuel Murias, Artur Agostinho, Botelho Moniz, Diogo Passanha, Nuno Alves Caetano, José Santos Costa, Pechirra, Barbieri Cardoso e muitos outros.

1974-09-29 - COLOQUEMOS AS ARMAS AO SERVIÇO DO POVO E DA REVOLUÇÃO! - RPAC

COLOQUEMOS AS ARMAS AO SERVIÇO DO POVO E DA REVOLUÇÃO!
MORTE AO FASCISMO!

CAMARADAS SOLDADOS E MARINHEIROS!
Os acontecimentos passadas nos últimos dias, juntando-se à todos os acções até agora praticados pela Junta, pelo governo provisório e pelos partidos nele coligados, vêm provar, se para tal fosse ainda necessário, a natureza anti-popular do golpe militar e dos novos órgãos do da burguesia.
Criando ilusões ao povo e a nós, soldados e marinheiros, apelidando-se de seus libertadores, tentando passar-se por anti-fascistas, a Junta e o governo provisório - logo se desmascararam e mostraram a sua verdadeira face e o seu real papel: o de constituírem uma cortina de fumo por detrás da qual a burguesia e o imperialismo estrangeiro possam intensificar a exploração sobre as massas trabalhadoras e a contra-revolução se possa reforçar.
A protecção concedida aos pides e demais esbirros criminosos do fascismo da justa ira popular; a libertação de muitos deles e em especial dos mais destacados responsáveis pelos crimes do regime anterior; a liberdade dada aos fascistas para se organizarem e armarem e o apoio dado pela Junta e o governo provisório à manifestação recentemente convocada por aqueles; o reforço das velhas forças repressivas e a criação de novas, como o COPCON - todas estas medidas se juntam à repressão das lutas da classe operária e das classes trabalhadoras, à intensificação do militarismo fascista nos quartéis, às leis celeradas contra o povo, como a lei anti-greve, aos despedimentos, ao aumento da carestia de vida, etc., demonstrando que todos os actos da Junta, do governo provisório e do próprio M.F.A., sempre apoiados abertamente pelo partido revisionista do ministro Barreirinhas Cunhal, apenas servem os interesses dos monopólios, dos imperialistas e dos exploradores. São actos anti-populares, contrários aos profundos anseios das amplas massas do povo trabalhador, servindo assim a reacção e a contra-revolução.

1974-09-29 - PRP-BR - OS TRABALHADORES VIERAM PARA A RUA BARRAR O CAMINHO À REACCÃO E AO FASCISMO

P.R.P. PARTIDO REVOLUCIONÁRIO DO PROLETARIADO

COMUNICADO
OS TRABALHADORES VIERAM PARA A RUA BARRAR O CAMINHO À  REACÇÃO E AO FASCISMO

A sequência de actos vários que tendiam a um restabelecimento do fascismo, culminou hoje dia 28 de Setembro com a derrota política infligida por uma grandiosa manifestação anti-fascista que desfilou em Lisboa com cerca de 40.000 pessoas. A população que estava nas ruas aderiu a esta manifestação e juntou-se em massa aos anti-fascistas que desfilavam.
Pela primeira vez uma manifestação foi simultaneamente convocada e organizada pelas Comissões de Trabalhadores em luta e pelas Organizações Revolucionárias. Mas foram os trabalhadores e as suas comissões que saíram â frente da grande manifestação anti fascista - TAP, LISNAVE, CTT, EFACEC, STANDARD Eléctrica, etc.
Esta expressão de profundo anti-fascismo infligiu uma grande derrota no capitalismo e no fascismo, que se preparava para endurecer o regime, fazer um golpe de direita e aumentar a repressão sobre os trabalhadores. Mas também hoje o reformismo aprendeu que os trabalhadores e os revolucionários não são grupelhos e que é na rua que se faz a política Anti-Fascista.

1974-09-29 - PPD

PARTIDO POPULAR DEMOCRÁTICO
Av. Duque de Loulé, n 12 Lisboa

1) O P.P.D. condenou, em comunicado oportunamente difundido, o espírito reaccionário da manifestação que se preparava para o dia 28 do corrente. Porem, a notícia da tentativa da conspiração fascista - a qual veio felizmente revelar-se mais débil do que chegou inicialmente a supor-se - alertou o país para a necessidade de acelerar a implantação de um solido espírito democrático.
2) Os acontecimentos agora verificados levam o P.P.D. a pedir insistentemente a todo o povo português que se mantenha calmo, embora vigilante, para que os caminhos da democracia abertos com o 25 de Abril não possam voltar a ser fechados.
É importante que, nesta hora difícil se mantenha bem alto o valor da liberdade e a confiança nas instituições democráticas pluralistas, não permitindo que sejam restaurados esquemas políticos fascistas, nem que se cometam quaisquer excessos que façam perigar a via democrática escolhida pelo Movimento das Forças Armadas no 25 de Abril.

1974-09-29 - COMUNICADO - PCP

PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

COMUNICADO
A nova tentativa contra-revolucionária desenvolvida em torno da manifestação dá chamada "maioria silenciosa", acabou por ser clamorosamente derrotada.
O Partido Comunista Português, o Movimento Democrático Português, a Intersindical e os sindicatos, o MJT, a UEC e outras organizações democráticas desmascararam, desde o início, a operação fascista e tomaram rápidas medidas para combatê-la.
O povo português em massa, passando a controlar as estradas, em muitos casos em cooperação com forças militares cortou o passo à marcha sobre Lisboa e deitou por terra o plano de uma grande manifestação reaccionária e provocatória que seria o ponto de partida de um golpe que liquidasse as liberdades e instauração de uma nova ditadura.
O Movimento das Forças Armadas, passando à ofensiva, procedeu â prisão de destacados elementos fascistas e reaccionários, desarticulando as suas organizações.
A tentativa de silenciar os órgãos de informação, que tao grande papel desempenharam no combate à ofensiva da reacção, não foi melhor sucedida.

1974-09-29 - MRPP - À POPULAÇÃO DE Sta. IRIA



1974-09-29 - Movimento Estudantil

ESTUDANTES

No seguimento da queda do regime; fascista de Marcelo Caetano e das amplas manifestações de rua que varrem o país de norte a sul, os estudantes de Direito na manhã do dia 29 ocupavam a sua Associação.
Os estudantes da Faculdade mostravam o seu regozijo pela queda do governo
Em todas as acções massivas que se realizavam participavam entusiasticamente ao lado dos soldados que prendiam os pides na nossa Faculdade e na de Letras.
Foi uma manhã de festa.
Era a primeira vez que entravamos naquela Faculdade exercendo em pleno as nossas liberdades democráticas. Já não havia gorilas. Os professores comprometidos com o fascismo não tiveram sequer coragem de aparecer,
A hora também era e é de luta. Luta pelo desmantelamento de toda a ordem fascista que ainda reina na nossa escola.
Não permitiremos que reste qualquer resquício do, odioso regime fascista que privou o povo e a juventude, ao longo de tantos anos, dos seus direitos e liberdades.
Consolidar todas as nossas aspirações democráticas é a palavra de ordem.

1974-09-29 - VITORIA DO MFA VITÓRIA DO POVO - MDP-CDE

VITORIA DO MFA
VITÓRIA DO POVO

A grande manobra reaccionária, que visava a liquidação das liberdades conquistadas pelo povo português, está destroçada.
Esta nova vitória democrática resulta da clarividência e firmeza do Movimento das Forças Amadas, da combatividade e espírito de decisão das massas populares, da empenhada intervenção das organizações democráticas.
A unidade na acção popular e a aliança com as forças armadas novamente se reforçara e trazem-nos a grande confiança de que passos decididos continuarão a ser dados no sentido de consolidar o processo democrático iniciado pelos valentes militares do 25 de Abril.
Derrotadas as forças reaccionárias nos pontos principais da sua manobra contra-revolucionária, imediatamente as forças democráticas procuram consolidar novas situares mais favoráveis para travar futuras tentativas fascistas, num processo que vem evoluindo satisfatoriamente. O reforçamento do poder de actuação do MFA é, neste particular, de extrema importância para o prosseguir seguro da via democrática.
À escala nacional continua a investigação das responsabilidades rio só dos promotores da manifestação-burla projectada para ontem, com dos coordenadores do plano geral da manobra conspirativa de que aquela manifestação era apenas uma das peças.

1974-09-29 - Só a Mobilização, Organização e armamento dos trabalhadores pode esmagar definitivamente a reacção! - LCI

Só a Mobilização, Organização e armamento dos trabalhadores pode esmagar definitivamente a reacção!

Camaradas 
Agora todos sabemos que a manifestação da "maioria silenciosa" era parte importante duma ofensiva generalizada dos industriais, "banqueiros e oficiais reaccionários contra o processo de descolonização, as conquistas dos trabalhadores e as organizações operarias.
De facto perante a nossa luta contra a política capitalista de baixos salários, de despedimentos e de aumento de ritmos de trabalho, perante a firmeza com que os trabalhadores dos CTT, Timex, Messa, Sogontal, Jornal do Comercio, Lisnave, Tap, etc., opuseram a defesa dos seus interesses vitais à exploração capitalista, perante o desenvolvimento da descolonização, a burguesia reaccionária uniu as suas forças e lançou-se na sua primeira ofensiva.
Muitos sectores capitalistas que não se tinham oposto, ou tinham mesmo participado no golpe militar de 25 de Abril (representados por Champalimud e Conde Caria, Galvão de Melo e Spínola, etc.) encontraram-se do lado dos sectores mais reaccionários, ao lado dos legionários como Casal Ribeiro, dos militantes fascistas como Zoio e de colonialistas declarados como Franco Nogueira e Kaulza de Arriaga.

1974-09-00 - Diversos - AO POVO DO DISTRITO DE BRAGA

AO POVO DO DISTRITO DE BRAGA

A manifestação-burla dos fascistas, ocultando uma intentona reaccionária, que, pela acção conjugada do povo e do Movimento das Forças Armadas, foi desmantelada, vem na sequência duma série de golpes desencadeados pela reacção. Entre eles, registam-se os da tentativa de golpe de estado constitucional, encabeçada por Palma-Carlos, os múltiplos esforços no sentido de dissolver a Comissão Coordenadora do Movimento das Forças Armadas, a manifestação abortada do 10 de Junho, toda a cadeia de constantes travagens ao processo de descolonização e de democratização.
Desta vez a reacção, pretendendo concentrar em Lisboa todas as suas forças (arrastando massas despolitizadas, inconscientes, enquadradas por energúmenos terroristas), visava derrubar o Governo Democrático, com apoio nos sectores mais reaccionários do aparelho do Estado. Não lhes faltaram as armas, cinco mil das quais estão, neste momento, capturadas, largos meios financeiros, propaganda em catadupas. Faltou-lhes a essência das vitórias: o povo. O povo que os placou consciente de que a manobra era dirigida contra ele.

domingo, 28 de setembro de 2014

1974-09-28 - PRP-BR - Revolução Nº 014

EDITORIAL

Os últimos dias têm mostrado sinais do monstro fascista. A pouco e pouco as boas aparências da democracia de vira-casacas vão caindo. O fascismo organiza-se, mostra-se, lança balões de ensaio.
Em dias sucessivos, demasiados factos e demasiadamente concertados têm de levar os revolucionários a reflectir seriamente.
A colagem de cartazes, com apoio de comandos civis organizados; o desembarque de pides vindos de Moçambique e que eram portadores não só de armas, como pelo menos de uma mensagem em código; os incidentes à saída do Lar da Cruz Vermelha; o cerco da Livraria Outubro; a organização duma manifestação fascista; os boatos acerca de um golpe de estado de direitas; a agitação simultânea dos partidos Trabalhista, Liberal e do Progresso; o aparecimento do semanário «Bandarra».
— tudo nos leva a crer que não se trata de actos isolados, mas duma manobra concertada a que não pode estar alheia a «inteligência» fascista.
Mais diríamos: a operação cartazes, em que a conjugação política e publicitária se faz sentir (não se marca dia para a manifestação, insinua-se que os convocadores são a maioria, embora silenciosa, enfim apalpa-se terreno); a operação manifestação, em que se empregam grandes meios (helicópteros e aviões de propaganda); os boatos, levam-nos a pensar que por trás disto tudo está não só a reacção portuguesa, mas a CIA. Esta, não organiza à bruta e à provinciana. É um poderoso serviço de informação e de interpretação política, de planeamento e de actuação. Terá compreendido bem a instabilidade da situação portuguesa, a sua importância na estratégia mundial e a necessidade para o imperialismo de encontrar uma saída. Apoiando se em organizações portuguesas (em várias, e de vários tipos, claro) e em personalidades portuguesas, a CIA actua.

1974-09-28 - A Opinião Nº 061

A REACÇÃO NÃO PASSARÁ!

«Não se deve esperar que se consuma um primeiro grande crime da reacção para depois se tomarem medidas para lhe cortar o passo. Se a reacção aguça os dentes e se prepara para morder, é necessário partir-lhos antes que morda».
* ÁLVARO CUNHAL, no comício da Amadora

1 — Nos últimos cinco meses, repetidas vezes o povo português, tem inundado as ruas em manifestações massivas de alegria e confiança. Assim aconteceu no 25 de Abril e dias que se lhe seguiram, no 1.° de Maio, aquando dos grandiosos comícios populares do Campo Pequeno e Estádio 1.° de Maio, nas jornadas de apoio à histórica declaração do presidente da República. Estes os momentos mais altos das manifestações populares, promovidas pelas Forças Democráticas.
A vontade popular traduziu-se. A aliança do movimento popular com o movimento das forças armadas consolidou-se.
A unidade das forças democráticas saiu reforçada dessas grandes jornadas de luta. O povo português sabe, que o caminho que o há-de conduzir à Paz, à Liberdade e ao Progresso Social, será percorrido tanto mais fácil e rapidamente, se existir a aliança de todas as forças progressistas, verdadeiramente interessadas na resolução dos seus problemas, na concretização dos seus anseios. A divisão só ao inimigo aproveita...



1974-09-28 - é preciso cortar o caminho à reacção - MDP-CDE

é preciso cortar o caminho à reacção

Por todo o país reaccionários de todas as espécies continuam a preparar activamente a marcha sobre Lisboa, a realizar a pretexto da concentração marcada para sábado pela direcção do Partido Socialista.
Que ninguém duvide da gravidade do que se prepara. Que ninguém se iluda pensando que se trata de uma guerra entre partidos. Que todos estejam bem conscientes de que é a Revolução que eles querem ameaçar, que é o caminho para uma sociedade sem exploração que eles querem destruir.
Os reaccionários querem invadir Lisboa.
Não para apoiar o MFA e a revolução. Não para defender os interesses dos trabalhadores e do povo. Não para defender a liberdade.
Não para dar força à resolução dos problemas sentidos pelos portugueses.
Não porque queiram calma e serenidade.
Que nenhum português sério que apoie a Revolução se deixe enganar.
Os reaccionários querem invadir Lisboa.
Mas é para hostilizar o MFA, é para ofender o movimento patriótico que libertou o País do fascismo. É para criar a confusão propícia aos seus planos contra-revolucionários. Ê para fazer pressão contra o avanço da Revolução.
Todos os trabalhadores, todos os patriotas, todos os revolucionários, devem ocupar o seu lugar nesta batalha decisiva em defesa da Revolução.
A hora é de grande vigilância e exige acção pronta e firme. Os reaccionários não devem entrar em Lisboa! Nenhuma concentração contra o MFA e o processo revolucionário se deverá realizar!
Viva a aliança Povo/MFA!
A reacção não entrará em Lisboa!
A COMISSÃO CENTRAL

1974-09-28 - OCMLP - O FASCISMO NÃO PASSARÁ OS TRABALHADORES PROÍBEM A MANIFESTAÇÃO FASCISTA

O FASCISMO NÃO PASSARÁ
OS TRABALHADORES PROÍBEM A MANIFESTAÇÃO FASCISTA

CAMARADAS
Os fascistas organizam-se e amam-se. Ou os esmagamos nós ou seremos esmagados.
Os Pides podem vir a casa, os ministros fascistas são soltos, põem-se bombas em comícios democráticos, incendeiam-se searas e o Palácio da Ajuda, fazem-se sabotagem; criminosas em comboios.
Perante a moleza com que são tratados, os fascistas ganhara coragem para passar ao ataque. Os fascistas têm apoio e protecção em alguns sectores do Estado e do Exército e preparam-se para de novo nos oprimir.
A BURGUESIA DEMOCRÁTICA HESITA.
SÓ OS TRABALHADORES PODEM ESMAGAR 0 FASCISMO.
Não basta confiar nas forças da burguesia democrática e nos oficiais progressistas.
A burguesia hesita e os massacrados seremos nos.  e o perigo do fascismo ainda existe hoje ê porque os trabalhadores não foram organiza-los para a luta activa contra a reacção.
Só a força dos trabalhadores, lutando na rua pelas liberdades democráticas, pode barrar caminho aos fascistas.
CAMARADAS
Por toda a parte, controle sobre os fascistas e os reaccionários.
Piquetes de controle nas estradas, estações., pontes e barcos.
TODOS Ã RUA, 0 FASCISMO NÃO PASSARÁ!
HOJE, DIA 28 - 14 HORAS - LARGO DE ALCÂNTARA

ORGANIZAÇÃO COMUNISTA MARXISTA-LENINISTA PORTUGUESA (0 Grito do Povo)

1974-09-28 - PS - FASCISTAS PRESOS PELO MOVIMENTO DAS FORÇAS ARMADAS EM 28/9/74

COMUNICADO AO PAÍS
FASCISTAS PRESOS PELO MOVIMENTO DAS FORÇAS ARMADAS EM 28/9/74

MILITARES:
- GENERAL BARBIERI CARDOSO
- MAJOR ADÃO GRAÇA
- FURRIEL BETENCUR ÁVILA
- CORONEL IRINEU MOTA
- GENERAL PEREIRA DE CASTRO
- GENERAL EAULZA DE ARIAGA
- MAJOR BERNÀRDO
- CAPITÃO ALPALHÃO
- COMODORO ALVARO VALENTE GAUCHO
- BRIGADEIRO REMIGIO
- CORONEL JOAQUIM DORES
- ALFERES JOÃO PEDRO DA FONSECA
- GENERAL SILVINO SILVERIO MARQUES
- MAJOR ERNESTO AUGUSTO ANTUNES
- ALFERES OSCAR DE ANDRADE
- SOLDADO PEDRO ARAGAO TEIXEIRA

CIVIS:
- ARTUR AGOSTINHO
- MANUEL MURIAS

1974-09-28 - PS - 5 DE OUTUBRO GRANDE JORNADA POPULAR

PARTIDO SOCIALISTA 
R. Guilherme Gomes Fernandes, nº. 56 ODIVELAS

A VONTADE DO POVO
5 DE OUTUBRO GRANDE JORNADA POPULAR 
"... Impõe-se um efectivo saneamento do aparelho de estado de todos os provocadores e elementos anti-democráticos."
"... Ê preciso que todos os democratas e o povo reforcem a sua vigilância e tomem iniciativas em todo o país para prevenirem e evitarem novas agressões fascistas, para defenderem a acção do M.F.A. e do Governo Provisório e reclamarem maior firmeza na democratização do país.”
CAMARADA:
ASSEGURA A TUA LIBERDADE LUTANDO PELA LIBERDADE DE TODOS.
0 PARTIDO SOCIALISTA NÃO DESARMARÁ. O FASCISMO NÃO PASSARÁ.
VIVA A UNIDADE DO POVO E DAS FORÇAS ARMADAS!
VIVA A DEMOCRACIA ! VIVA PORTUGAL!

Sábado, 28/9/74
Partido Socialista - ODIVELAS

1974-09-28 - PS - Comunicado AO PAÍS


SECÇÃO DOS ANJOS PARTIDO SOCÍALISTA

Comunicado AO PAÍS
A conspiração que, a coberto da manifestação duma pretensa "maioria silenciosa", as forças reaccionárias tentaram fazer triunfar acaba de se saldar por um fracasso estrondoso.
O Movimento das Forças Armadas, mais uma vez, deu provas da sua inteira dedicação aos superiores interesses do país, do povo português, da democracia e da descolonização.
A larga mobilização e concentrações populares que, em todo o território nacional, barraram o caminho à conjura reaccionária foram mais uma prova da unidade do povo com as forças armadas em torno dos objectivos comuns da democratização e da descolonização em marcha.
Os militantes socialistas, mobilizados através da organização nacional do Partido, estiveram por toda a parte na primeira linha desta jornada de vigilância.
Mas o facto de, ao cabo de cinco meses após o derrubamento do fascismo, ainda ser possível que, a cada momento, as conquistas comuns sejam postas em causa, mostra também as hesitações e insuficiências do processo de democratização.
O Partido Socialista preconiza uma maior firmeza e unidade na governação democrática e uma aceleração do processo de democratização. Impõe-se um efectivo saneamento do aparelho de estado de todos os provocadores e elementos anti-democráticos.

1974-09-28 - A MANIFESTAÇÃO FASCISTA NÃO PASSARÁ! - PCP

A MANIFESTAÇÃO FASCISTA NÃO PASSARÁ!

As forças reaccionárias e fascistas pretendem levar a cabo em Lisboa uma manifestação "espontânea" como no tempo do fascismo. Dizem que vão apoiar o Presidente da República, mas o que pretendem é arrebanhar gente para atacar as instituições democráticas, o Governo Provisório e o Movimento das Forças Armadas.
O POVO DO PORTO NÃO PERMITIRÁ QUE OS FASCISTAS ACTUEM!
Os ferroviários, os motoristas devem recusar qualquer transporte para essa manifestação fascista! Todos os portuenses devem colaborar na tarefa de esclarecimento e responsabilidade daqueles que pactuarem com os inimigos do povo!
QUEM COLABORAR DENUNCIA-SE COMO AGENTE DA REACÇÃO E DO FASCISMO!
Não permitiremos que ninguém parta do Porto para Lisboa!

A MANIFESTAÇÃO FASCISTA NÃO PASSARÁ!
Comissão Concelhia do Porto do PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

1974-09-28 - COMUNICADO - PCP

COMUNICADO

1. A manifestação contra-revolucionaria anunciada para o dia 28, saldou-se por uma nova e brilhante vitória das forças democráticas e do Movimento das Porcas Armadas de Norte a Sul do país, as massas populares, vigilantes, firmes e corajosas cortaram o carrinho à reacção e, aliadas aos militares conduziram ao fracasso a grande manobra que, no seu desenvolvimento, visava a liquidação das liberdades e instauração duma nova ditadura.
2. O Comité Central do Partido Comunista Português felicita vivamente todas as organizações e membros do Partido que tomaram nas suas mãos a iniciativa de luta para impedir a manifestação contra-revolucionária. O Comité Central envolve nesta saudação o Movimento Democrático Português e outras organizações democráticas, numerosos sindicatos, os militares e os meios de informação que tiveram destacada participação nesta grande campanha nacional de massas, assim como todos aqueles que, dedicada e valentemente, nela colaboraram.
O povo português de novo se irmanou unido numa grande batalha pela Liberdade.
A vitória alcançada reforça as bases de unidade para as futuras batalhas que nos esperam até às eleições para a Assembleia Constituinte e a criação de um regime escolhido pelo próprio povo.

1974-09-28 - MRPP - MORTE AO FASCISMO! LIBERDADE PARA 0 POVO!


MORTE AO FASCISMO!
LIBERDADE PARA 0 POVO!

Com a aprovação da 3unta e do Governo, conhecidos criminosos fascistas vão tentar realizar hoje uma manifestação de apoio ao presidente da Junta e ao chamada “movimento das forças armadas". Qual é o significado desta manobra? Qual é a realidade que está por detrás dela? Esta manifestação fascista é a preparação da contra-revolução que os imperialistas estrangeiros, com os americanos á cabeça e a grande burguesia portuguesa visam lançar sobre o nosso povo. Esta manifestação não é resultado apenas de "meia dúzia de fascistas". Ela resulta dum plano que a burguesia exploradora prepara.
Nós elementos do povo não nos podemos iludir pois esse plano prepara-se desde há tempos com o apoio da Junta e dos partidos governamentais. A libertação dos criminosos da PIDE e dos responsáveis fascistas, as reuniões de fascistas tal como a que foi feita por Elmano Alves, conhecido dirigente da A"NP", a entrada de armamento pelas fronteiras, as deslocações ao estrangeiro de responsáveis fascistas, são parte deste plano. Tudo se fez debaixo das barbas da Junta e do Governo e com o seu conhecimento. E enquanto tudo isto aconteceu o povo e os revolucionários foram reprimidos, foi preso o camarada Saldanha Sanches, director do "Luta Popular", foram reprimidas as manifestações do nosso Movimento e as manifestações populares, as bestas de choque carregaram sobre os populares variadíssimas vezos, foi suspenso o "Luta Popular" e reprimida a imprensa, foi assassinado Victor Bernardes, foram reprimidas as lutas dos trabalhadores da TAP, da Lisnave e tantos outros. Enquanto dá liberdade aos fascistas a Junta e o Governo reprimem o povo.

1974-09-28 - MRPP - MORTE AO FASCISMO!


MORTE AO FASCISMO!
O POVO VENCERÁ!
DECLARAÇÃO SOBRE A SITUAÇÃO POLÍTICA ACTUAL

Logo no próprio dia, o nosso Movimento indicou claramente à classe operária e ao povo a natureza do golpe de estado militar de 25 de Abril. Um golpe que salvou a camarilha marcelista de perecer às mãos do povo, evitando desse modo que as massas exploradas tomassem o poder nas suas mãos e pusessem termo ao sistema de exploração do homem pelo homem
Criando ilusões nas massas, os órgãos do poder da burguesia procuraram, desde 25 de Abril até hoje, conquistar a direcção do movimento popular para lhe refrear a combatividade e conseguir assim consolidar o seu domínio sobre as classes exploradas e oprimidas. Para tal, a burguesia liberal chamou a si os homens e os partidos políticos que poderiam pôr em prática tal desígnio, nomeadamente o partido do ministro Barreirinhas Cunhal, os quais ao mistificar o povo quanto à verdadeira natureza de semelhante golpe estavam já a servir a reacção e a contra—revolução, A partir daí, as massas exploradas passaram a ser apodadas de reaccionárias e contra-revolucionárias sempre que decidiam através da luta melhorar a sua miserável situação. Ao desencadear semelhantes calúnias, ao sabotar e trair tantas lutas, ao dividir as massas e lançar o povo contra o povo, o partido revisionista pago pelo governo dos monopólios estavam já a servir a reacção e a contra-revolução, que hoje sai à rua mercê destes e doutros factos em que os revisionistas desempenharam papel preponderante como partido de coligação governamental.

1974-09-28 - CARP(ml) - TODOS PARA A RUA

TODOS PARA A RUA

Fascistas de todo o pais, sedentos de vingança, apoiados pelos grandes capitalistas, organizados numa série de partidos, ditos democráticos, parido depois do 25 de Abril (Partido do Progresso, Partido Liberal, Partido do Centro Democrático Social, etc.), depois de uma nojenta campanha de propaganda em nome de uma misteriosa "maioria silenciosa" em que utilizaram todos os grandes meios de que dispõem (aviões, carros luxuosos, piquetes de mercenários, etc.) vão tentar fazer uma "manifestação" hoje, dia 28 às 15 horas, na Praça do Império, em Belém.
O Governo Civil de Lisboa finge ignorar que esta pretensa manifestação "democrática" é uma manifestação politica da reacção, dos legionários, pides, membros da ANP. O Governo Civil de Lisboa, e com ele a Junta de Salvação Nacional e o Governo Provisório baixam a cabeça e consentem.
MAS O POVO NÃO PODE CONSENTIR
Chegam 48 anos de ditadura fascista! A reacção não pode passar!
Se o povo de Lisboa consentisse nesta mascarada nojenta da bicharada fascista, estaria a deixar que os seus mais ferozes inimigos ganhassem uma batalha. Que ninguém tenha dúvidas: se a reacção se manifestar abertamente sem a oposição organizada do povo, se a reacção conseguir arreganhar os dentes sem que nós lhos partamos imediatamente, é o fascismo que ganha, é o povo que perde.

1974-09-28 - Extrema Direita - MANIFESTAÇÃO DE APOIO AO GENERAL SPÍNOLA


1974-09-28 - Extrema Direita - MANIFESTAÇÃO DE APOIO AO GENERAL SPÍNOLA


sábado, 27 de setembro de 2014

1974-09-27 - Margueira Vermelha Nº 03

A LUTA PELO SANEAMENTO CONTINUAI
VIVA A CLASSE OPERARIA!
VIVA A LUTA DA LISNAVE, UMA LUTA EXEMPLAR!

CAMARADAS!
A manifestação política que os operários da LISNAVE, ENI, SETENAVE realizaram, foi um passo importantíssimo 10 avanço da sua consciência de cias de, no reforço da sua unidade, no reforço da solidariedade entre toda a classe operária e entre todos os trabalhadores.
Ao contrario do que alguns esperavam "ansiosamente”, a luta não veio criar mais divisões nem foi uma minoria que saiu para a rua. E a forma como a luta decorreu, a forma como se decidiu sair ou não para a rua, a forma como o enviado do MFA foi desmascarado na Assembleia de Fábrica o dia 12, prova, ao contrário do que diz o PCP, que mais vale a unidade real entre os trabalhadores, do que s duvidosas "unidades" dos trabalhadores com as Forças Armadas; tal; como a TAP, também na LISNAVE se provou que as Forças Armadas, o COPCON, são um instrumento nas mãos dos capitalistas para reprimir os trabalhadores quando estes descobrem que as "unidades com o MFA" são um entrave ao avanço das suas lutas pela defesa dos atereces da classe operária; prova que os operários só devem confiar na força organizada, na autonomia da sua ata, porque esperar que os decretos as boas vontades substituam a mobilização e as lutas dos próprios trabalhadores, e colocar passivamente a defesa dos interesses da classe operaria nas mãos dos democratas do Ministério do Trabalho, dos "democratas” do MFA, ou dos reformistas do PCP quer dizer é ficar-se à espera da derrota.

1974-09-27 - Unidade Popular Nº 026 - PCP(ml) - Vilar

ÓRGÃO CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE PORTUGAL (M-L)

"Sem um partido fundado na teoria revolucionaria marxista-leninista é impossível dirigir a classe operária e as grandes massas do povo a vitoria sobre o imperialismo e seus lacaios."
Mao Tse Tung

ESMAGUEMOS A BESTA FASCISTA!
MANIFESTO À POPULAÇÃO DE LISBOA
Aos Operários! Aos Camponeses!
Aos Soldados e Marinheiros!
A todos os antifascistas!
O fascismo tenta, de novo, o contra-ataque. Manejado pela burguesia monopolista e pelo imperialismo americano, ele serve novamente de instrumento para se tentar travar as conquistas realizadas pelos povos irmãos das colonias, pela classe operaria e as forças democráticas em Portugal, desde o 25 de Abril.
O reconhecimento da independência da Guiné-Bissau e os Acordos de Lusaka foram uma dura machadada nas pretensões neocolonialistas da burguesia portuguesa e do imperialismo. Eles tentam, agora, concentrar forças na defesa dos seus interesses em Angola e Cabo Verde. Eles procuram ganhar uma posição de força que lhes permita ainda recuperar algum terreno- em Moçambique.

1974-09-27 - Povo Livre Nº 006 - PPD

A DEMOCRACIA E O VOTO

1. O Movimento das Forças Armadas, na solene promessa feita ao País no seu Programa, obrigou-se a reestruturar as instituições políticas, tornando-as, pela via democrática, representantes indiscutidas do Povo Português.
Para alcançar esse objectivo fundamental que a si próprias se propuseram, as Forças Armadas preconizaram, uma série de medidas imediatas ou a curto prazo que assegurassem uma transição sem convulsões internas susceptíveis de afectar a paz, o progresso, e o bem estar da Nação. Todos os órgãos criados durante esta fase transitória devem ser porém, meramente instrumentais e preparatórios de um outro: a eleição de uma Assembleia Constituinte, a convocar na primeira quinzena de Abril de 1975, a quem caberá, por única tarefa, a elaboração da nova Constituição que regerá a nossa vida colectiva.
Nessa Lei Fundamental se hão-de tomar as opções essenciais quanto ao modo de conformar a orgânica do Estado e a vida política, o trabalho, a educação, o exercício das liberdades e os demais aspectos relevantes da vida em comunidade. Só a partir da nova Constituição, se saberá quais são os órgãos superiores do Estado, como se articulam entre si, e qual o processo porque são designados os seus titulares. Só também desde esse momento, se tornará lícito no vasto leque de possibilidades oferecidas pelos sistemas políticos democráticos, decidir os “caminhos sem regresso” que o Povo deseja percorrer.

1974-09-27 - NÃO À MANIFESTAÇÃO CONTRA-REVOLUCIONÁRIA - PCP

NÃO À MANIFESTAÇÃO CONTRA-REVOLUCIONÁRIA

Uma vez mais a reacção prepara o salto. Foi assim no dia 10 de Junho, quando, pela primeira vez, procurou descer à rua de uma forma organizada. Foi assim, em princípio de Julho, quando o então primeiro ministro Adelino Filma Carlos e outros conservadores, certamente com apoios até hoje desconhecidos, procuraram dar um golpe de Estado constitucional.
Assim foi noutros momentos, em que, por diversas formas, a reacção passou à ofensiva de uma forma concertada.
Em todos os casos, a reacção aponta como objectivo, mais ou menos explícito, a contestação das forças democráticas do MFA, do Governo Provisório, a intensificação da democratização e da descolonização, a substituição do Governo democrático, o regresso mais ou menos brusco ao passado fascista.
Em todos os casos também, a manobra foi desmascarada, as forças democráticas e o Movimento das Forças Armadas agiram com prontidão, a ofensiva foi de novo remetida a uma posição defensiva.
Ê necessário que, desta vez também, a ofensiva da reacção seja derrotada e pague o preço da aventura.

1974-09-27 - Movimento Estudantil - A MANIFESTAÇÃO NÃO PASSARA!

A MANIFESTAÇÃO NÃO PASSARA!

A reacção procura levar a cabo mais um acto de provocação e desta vez de grande envergadura.
Está convocada para o dia 28 em Lisboa, uma MANIFESTAÇÃO DE APOIO AO GENERAL SPINOLA! "NÃO EXTREMISMOS, SIM A FIRMEZA E FIDELIDADE AO PROGRAMA DO M.F.A." promovida por uma "maioria silenciosa"! Os fins desta manifestação são claros; visam a liquidação de todo o processo de democratização e descolonização em curso depois do 25 de Abril, visam os partidos e organizações antifascistas, assim como o Movimento das Forças Armadas e o Governo Provisório. Alguns dos indivíduos da tal "maioria silenciosa" que já se identificara como organizadores desta "manifestação" mostram como a iniciativa está ligada aos meios do antigo regime e, àqueles que por todos os meios tentam sabotar o processo democrático em curso, que tentam repetir em Portugal as acções que levaram a cabo em Moçambique há bem pouco tempo,

1974-09-27 - ALERTA contra a manifestação fascista - MDP-CDE

27/9/74

ALERTA contra a manifestação fascista
Cientes do grave significado de que se reveste a MANIFESTAÇAO-BURLA que agrupamentos fascistas teimam em convocar para LISBOA, no dia 28 o 29 do corrente, utilizando abusivamente o nome do Presidente da Republica e do Movimento das Forças Armadas e deitando mão a processos que o MOVIMENTO DEMOCRÁTICO PORTUGUÊS tem vindo a denunciar enérgica e oportunamente, o MDP apela para os seus activistas e aderentes para que!

1974-09-27 - AAP-C - VIVA O 1º DE OUTUBRO, 25º ANIVERSÁRIO DA FUNDAÇÃO DA R.P. DA CHINA!


VIVA O 1º DE OUTUBRO, 25º ANIVERSÁRIO DA FUNDAÇÃO DA R.P. DA CHINA!

Camarada:
No dia 1 de Outubro de 1949 foi solenemente proclamada em Pequim a fundação da República Popular da China, data histórica que marca o dia em que o grande povo chinês se levantou e proclamou diante dos povos do mundo -inteiro, a independência nacional da sua pátria, o triunfo da sua árdua luta contra o feudalismo, o colonialismo e o imperialismo, e a decisão de avançar impetuosamente na construção do socialismo e do comunismo sob a firme e correcta direcção do glorioso Partido Comunista da China e do seu grande timoneiro o Presidente Mao Tsé-Tung.

1974-09-27 - Angola Nº 05 - LNA

E DEPOIS DA INDEPENDÊNCIA?

- Depois da Independência…?
Aproveitamos hoje levantar essa pergunta muito simples, mas a resposta para ela, hoje é pesada, difícil tanto para os que estudaram, quando mais para o povo que todo o seu tempo é para trabalhar para viver!
Até agora e porque todas as nossas forças, todos os nossos pensamento tinham sido reunidos para conquistar o direito à independência, talvez por isso, nem sempre tivéssemos tido tempo para fazer frente a responsabilidade de uma resposta bem clara. E isso compreende-se porque era uma tarefa não imediatamente urgente.
Mas vai sendo tempo, necessário, temos que nos abeirar do problema com cuidado, descobrir primeiro os motivos que levaram os homens angolanos e desejar a independência e lutar por ela, encontrou as raízes do processo. E isto não +e difícil porque qualquer homem do povo sabe muito bem porque desejou e exige a Independência. Basta-lhe apenas olhar para si próprio, para a maneira como vive ele, a sua família e amigos. E logo se sente como aprisionado dentro de uma grande cerca, que até é a sua própria terra, e submetido de tal maneira que o seu destino não lhe pertence.

1974-09-27 - A Voz do Trabalhador Nº 12

EDITORIAL

DE QUE PARTIDO É ESTE JORNAL?
De que partido é este jornal? É uma pergunta que muitas vezes nos é posta e à qual devemos dar uma resposta clara.
Essa resposta deve ter em consideração quem a põe. Devemos distinguir o trabalhador que não tem uma noção clara do que é um órgão de massas não partidário, dos indivíduos que tentam confundir o nosso jornal, de uma forma provocatória, com um órgão partidário. Aos primeiros devemos explicar pacientemente, mil vezes se for preciso, que tipo de jornal é o nosso e qual a sua linha.
Aos segundos, devemos desmascará-los apontando às massas o que eles visam com as suas provocações. É o que devemos fazer aos cunhalistas que tentam levar os trabalhadores a não comprar o nosso jornal dizendo que ele seria o órgão do MRPP e o que devemos fazer aos aventureiristas do MRPP que dizem que o nosso jornal é «neo-revisionista» e que seria o órgão do Partido Comunista de Portugal (M-L).
Como nos definimos
O nosso jornal não é o órgão de nenhum partido político. Á Vos do Trabalhador definiu-se como um órgão de massas não partidário.
Poderá participar nos nossos grupos de apoio todos os trabalhadores que estejam dispostos a lutar pelo socialismo, independentemente de se definirem como comunistas ou não.

1969-09-27 - OS ESTUDANTES DE COIMBRA DENUNCIAM - Movimento Estudantil

 OS ESTUDANTES DE COIMBRA DENUNCIAM

25 DE SETEMBRO DE 1969.
Graves acontecimentos ocorrem em Coimbra. Uma vez mais, porém a má consciência de uma censura comprometida nega ao País a informação natural e cultural a que este tem direito.
Os estudantes, porém, têm o dever de denunciar esse silêncio de vergonha, esse silêncio mistificador, esse silêncio ofensivo do livre direito à informação, esse silêncio de quem calando julga distrair, de quem calando evita justificar-se, esse silêncio-instrumento que combate ideais de contágio.
Uma voz mais, os estudantes de Coimbra, pacificamente, reivindicaram o exercício de um dos seus mais elementares direito - o direito de reunião. E, reivindicaram-no posa exercê-lo num local que é seu por direito próprio e justificação funcional - a sede da Associação Académica de Coimbra, Os estudantes de Coimbra não tinham a intenção de "fazer comícios" apenas pretendiam, na sua própria casa exercitar a "genuína linguagem democrática dos votos - tal como está convencionado”. Os estudantes de Coimbra pretendiam apenas reunir-se na sede da Associação Académica de Coimbra possa, colectivamente, se informarem e deliberarem na base de uma vontade que só na expressão colectiva será autêntica. Os estudantes pretendiam apenas encontrar-se de novo para discutirem as opções concordantes com os seus interesses de grupo, com a sua consciência de verdadeiros homens ao serviço de uma sociedade efectivamente humana.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

1974-09-26 - PP - Tribuna Popular Nº 08

AVENTURA E REALISMO
O Partido do Progresso está disposto a velar pela realização das eleições de Março de 1975. Por isso, privilegia o trabalho político que aponta para esse objectivo, ao mesmo tempo que recusa qualquer outro tipo de actuação que possa revelar oportunismo aventureiro, imediatismo ou total ir realismo.
O Partido do Progresso reprova, por isso, quaisquer
atitudes que ameacem o processo de normalização da vida portuguesa, ciente como está, que não é aos partidos que cumprirá suprir a pusilanimidade, a dúvida ou o simples temor de quem deveria empenhar-se no combate aos desvios dias palavras, das acções e dos compromissos. Mais do que trocar ou mudar equipas de poder estamos interessados em reconstruir uma Nação — e esta só se pode reerguer se ao imediatismo e ao nacional-sentimentalismo substituirmos o trabalho político em profundidade, o entusiasmo hierarquizado e disciplinado, a responsabilidade, a organização e a segurança na acção e no pensamento.
Neste momento grave da vida portuguesa temos de substituir mesmo a dor e a indignação pela frieza do raciocínio, a disciplina dos princípios e a paciência de quem sabe estar a trabalhar para conquistar permanências e não as glórias fáceis dos instantes e acidentes.
Com o sentimento fazem-se revoltas. Com o pensamento fazem-se revoluções.



1974-09-26 - Vigilância Popular! A "Manifestação” não Passará! - PCP

Vigilância Popular!
A "Manifestação” não Passará!

Uma manobra reaccionária de grande envergadura está em curso. Por todo o país, através de diferentes meios, com cartazes cujas tiragens ultrapassam o milhão, numa operação propagandista que envolve dezenas de milhares de contos, as forças reaccionárias estão convocando o povo para uma manifestação que teria lugar em Lisboa. Sabedores que as massas populares nunca cobrirão uma iniciativa reaccionária, os organizadores, na sua maioria incógnitos, tentam dar à manifestação o carácter de apoio ao Presidente da Republica. Nalguns casos, como no Ribatejo e Alentejo, organizações ligadas aos grandes proprietários, insinuam mesmo que se trata de apoiar o 1.° Ministro e os Ministros da agricultura e economia, apelando para que tractores se desloquem a Lisboa em manifestação.
Não haja qualquer ilusão sobre a amplitude da manobra em curso. Todos os elementos que saíram do anonimato mostram como a iniciativa está ligada aos meios do antigo regime e àqueles que por todos os meios tentam sabotar o progresso democrático em curso, que tentam repetir em Portugal as acções que levaram e efeito em Moçambique há bem pouco tempo.
Á Manifestação não Passará!

1974-09-26 - CONTRA A "MANIFESTAÇÃO FASCISTA" - MDP-CDE

CONTRA A "MANIFESTAÇÃO FASCISTA"

Reforcemos a unidade popular com o Movimento das Forças Armadas
A reacção conspira, calunia, levanta a cabeça dia após dia. As suas manobras contra-revolucionárias inspiram-se na brandura, na tolerância, na passividade do poder face aos seus empreendimentos. Agora, procurando envolver o nome do Senhor Presidente da República, incluindo-o com o membro que não é da sua confraria, procurando separá-lo do Movimento das Forças Armadas (Movimento que eles hostilizam e sobre o qual lançam as infâmias mais torpes), projectam levar a efeito, em Lisboa, uma manifestação-fantoche da por eles chamada «maioria silenciosa».
Nós bem sabemos o que significa esta «manifestação»: sob a capa da democracia, pretendem os reaccionários conspirar contra ela. Quem promove e trabalha para esta conspiração? Ex-legionários, ex-pides, membros da ex-ANP, fascistas encapotados, militantes de partidos da extrema-direita. São os mesmos que formaram os cartazes anti comunistas, que fabricaram jornais de combate ao Governo Provisório, ao Movimento das Forças Armadas, ao Movimento popular de massas, organizações políticas verdadeira e consequentemente democráticas.
São os mesmos que alinhavam, antes do 25 de Abril, nas «manifestações espontâneas» a Salazar e a Caetano, que, hoje. alugam camionetas, distribuem dinheiro às pessoas despolitizadas para irem a Lisboa, enganadas, combater a política democrática do Governo. Combater o Movimento das Forças Armadas, que, aliado ao Povo Português, derrubou a ditadura fascista, ainda que, perfidamente, se sirvam do nome do General Spínola para levar os seus intentos por diante.

1974-09-26 - Luta Popular Nº 0031 - MRPP

EDITORIAL

INTENSIFIQUEMOS A LUTA CONTRA O FASCISMO E O REVISIONISMO!
A realidade da presente situação política mostra-se em
tudo conforme com a análise que, à luz dos princípios do marxismo-leninismo-maoísmo, o nosso Movimento fez do significado do golpe militar de 25 de Abril, do papel da Junta, do Governo Provisório e dos partidos da coligação governamental, em particular do P«C»P revisionista. A Junta e o Governo Provisório são a cortina de fumo por detrás da qual o grande Capital organiza e arma a contra-revolução. Enquanto a Junta e o Governo, com o partido revisionista à cabeça, reprimem o movimento popular, ocupam militarmente as fábricas, publicam celeradas leis anti-greve e anti-direito de reunião, prendem revolucionários e activistas, carregam sobre manifestações, proíbem o «Luta Popular», etc..; enquanto tentam, sob a batuta do ministro Barreirinhas Cunhal iludir, desarmar, desmobilizar e caluniar a luta operária, camponesa e das amplas massas, enquanto os paraquedistas do COPCON tentam obrigar os operários da TAP a trabalhar na ponta das suas metralhadoras, enquanto isto, sob o manto cada vez mais roto de mentiras, deturpações e ilusões do seu decrépito Governo Provisório, o grande Capital prepara a contra-revolução fascista. Reprimir, amordaçar e enganar o povo através da Junta e do Governo, e dentro deste do partido revisionista, para paulatinamente poder armar as forças negras do fascismo e preparar a sua contra-revolução sangrenta - eis a lógica e a política do imperialismo e dos monopólios.

1972-06-28 - PELA REABERTURA INCONDICIONAL DAS AAEE DO TÉCNICO E DE ECONÓMICAS - Movimento Estudantil

PELA REABERTURA INCONDICIONAL DAS AAEE DO TÉCNICO E DE ECONÓMICAS 1. O SIGNIFICADO DE UMA LUTA A hera que atravessamos é grave e  ...

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