domingo, 31 de agosto de 2014

1974-08-31 - Fronteira Nº 08 - LUAR

 PARA ONDE VAMOS?

Dizer que se atravessa um período decisivo da fase de História encetada com o 25 de Abril será pura banalidade para alguns. No entanto, muita gente parece não se aperceber de tal realidade quer por cegueira política quer por outra razão, havendo ainda quem a cale porque o jogo de compromissos em que se afunda obriga a um oportunismo necessário.
CHAIMITES NO ROSSIO
Quando da tentativa de golpe «legal» empreendida pelo ex-primeiro ministro Palma Carlos — a que nos referimos no último número — o M.F.A. surgiu numa manifestação de força sobre a qual havia já quem tecesse certas reservas. Mas como também dizíamos nesse anterior artigo, essa manifestação foi logo limitada por diversos factores, entre os quais, a fluidez política do Movimento e as suas características politico-estruturais. Facto que provocou a criação do governo de compromisso, para os militares nele presentes, actualmente vigente.

1974-08-31 - A Opinião Nº 057

 E SERVIÇO DE MINEIRO MUITO SUADO

 O serviço de mineiro é muito suado, além de suado dá muito pouco dinheiro. Assim falaram alguns mineiros das minas da louça de Valongo.
- A Opinião visitou uma empresa, ouviu alguns trabalhadores. O que vimos e ouvimos reflecte e dá a medida da situação em que vivem e trabalham cerca de
600 mineiros.
Passámos algumas horas com eles, fomos ao fundo da mina. Comprovámos uma situação semelhante àquela que Pablo Neruda denuncia no poema. No mundo capitalista os mineiros são vítimas duma exploração desenfreada, sugados até às suas últimas foiças e abandonados como peças velhas duma máquina.
A luta dos trabalhadores e a sua unidade, são as suas armas contra a exploração, a fome e a miséria, por melhores condições de vida.
Em Valongo os mineiros lutam por melhores salários, por melhores condições de trabalho, por um mês de férias e subsídios de férias, por exames médicos sérios,
pelo 13.° mês, Depois do 25 de Abril elegeram uma Comissão Directiva para o Sindicato.

1974-08-00 - Biblioteca do Militante da Vanguarda Vermelha Nº 01 - UC(ml)

BIBLIOTECA DO MILITANTE DA VANGUARDA VERMELHA

A CÉLULA
N - 1 nova edição Edições da COMORG 1974

I - A CELULA DE EMPRESA
l) Composição da célula
A célula de empresa deve ser composta por todos os comunistas que trabalham na empresa, podendo qualquer célula ser constituída apenas por 3 camaradas.
QUEM DEVEMOS NOS RECRUTAR ESPECIALMENTE? No seu esforço de recrutamento, a célula deve procurar recrutar os seus elementos, particularmente entre os "meios mais explorados operários não qualificados e mulheres. Esta orientação especial de recrutamento ressalta de dois factores: 1º A politica de racionalização da burguesia: 2º A composição social ao nosso Partido. A racionalização conduz à eliminação progressiva do trabalho qualificado e a sua substituição por uma mão de abra que não recebe nenhuma aprendizagem (operários não qualificados e mulheres); Esta mão de obra representa a figura central da indústria racionalizada e também a mais explorada. As nossas células de empresa devem, ser compostas em grande parte por elementos pertencentes a esta massa essencial do proletariado industrial, porque é a única condição de uma ligação íntima da célula com a maioria dos operários da empresa, assim que a célula poderá conhecer o estado de espirito da massas operária da sus empresa, assim como as suas necessidades, e por consequência dirigi-la efectivamente.

sábado, 30 de agosto de 2014

1974-08-30 - MPAC- CLAC's - A LUTA PELO PÃO, PAZ E LIBERDADE CONTINUA !

A LUTA PELO PÃO, PAZ E LIBERDADE CONTINUA !

 Muitas de nos fomos ao "Portugal novo” e de "novo" vimas que o Povo português luta contra a burguesia "liberal" no poder, tal como tinha lutada contra o fascismo, para acabar com a miséria, a exploração capitalista e contra a guerra colonial.
MAS OS "NOVOS" BURGUESES NO PODER QUEREM-NOS FAZER CRER QUE E A "democracia", A "liberdade", A "paz", ETC. ETC.
A realidade é diferentes "LIBERDADE" E " DEMOCRACIA" PARA QUEM?
Se os operários fazem greve os "Cunhais", "Soares", "Spinolas", etc dizem que os trabalhadores "querem o caos económico" etc. Quer dizer para o "governo provisório" os trabalhadores "devem" continuar na miséria à espera, que as coisas calam: do... céu! Mas os trabalhadores sabem que os capitalistas na© "dão". E, se queremos acabar com a causa dos nossos problemas a solução é uma unica ACABAR COM OS CAPITALISTAS!

1974-08-30 - MRPP - GREVE na BLUE-BELL CONTRA OS DESPEDIMENTOS!

 LUTEMOS PELA MOBILIZAÇÃO DE TODAS AS FORÇAS PARA A FUNDAÇÃO DO PARTIDO!

IMPERIALISTAS FORA DE PORTUGAL!
GREVE na BLUE-BELL CONTRA OS DESPEDIMENTOS!


Às operárias da Blue Bell
Ao povo do Fogueteiro e arredores!

Camaradas!
O imperialismo mundial, com o americano à cabeça, domina, saqueia e explora a nossa Pátria;
Progressivamente, e com o-apoio o colaboração das camarilhas salazarista e marcelista, a penetração de capital estrangeiro e a ocupação do nosso país por bases imperialistas tornaram-se uma realidade implacável, indigna de um povo que quer ser livre. A nova camarilha no poder em nada alterou asta situação, que coloca em plano de grande destaque a luta anti-imperialista, pela expulsão do opressor estrangeiro, pela INDEPENDÊNCIA NACIONAL.

1974-08-30 - Angola Nº 03 - LNA

Meia palavra

Entre mãos, leitor amigo, tem mais um número da presente fase da revista «ANGOLA».
O bom acolhimento que tiveram os dois primeiros estimula - nos a prosseguir procurando mais e melhor.
Tentaremos fazer de «ANGOLA» um veículo da nossa maneira de ver e sentir os problemas que mais directamente nos dizem respeito.
Pretendemos que ela se venha a alargar a Angola inteira (quem disse que Angola só é Luanda?), marcando presença em todas as frentes de luta pela vide nesta tenra.
Estamos abertos a todos aqueles que nutrem amor verdadeiro por Angola. Serão bem recebidas todas as opiniões, sugestões, toda a colaboração que nos for enviada. Sabemos que disso dependerá a sobrevivência e a dinamização da nossa revista. Sabemos que «a crítica é o oxigénio das ideias e que sem ela corremos o risco da estagnação.
Tudo faremos para aparecermos regularmente de quinze em quinze dias. Enquanto não estiver assegurada essa regularidade não encaramos a recolha de assinaturas.
Aos leitores que tiverem a amabilidade de nos escrever e àqueles que nos enviaram já alguma colaboração os nossos agradecimentos. Aguardamos muito mais, de todos os pontos de Angola e até mesmo do exterior.
Desde já o nosso muito abrigado.

1974-08-30 - DISCURSO DE ALVARO CUNHAL no Comício realizado em Peniche - PCP

 PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS
DISCURSO DE ALVARO CUNHAL no Comício realizado em Peniche
30 de Agosto de 1974

Camaradas;
A vós, participantes neste comício, e por vosso intermédio, aos trabalhadores e a todo o povo de Peniche, transmito as calorosas saudações do Comité Central do Partido Comunista Português.
Saúdo particularmente os pescadores, cujo trabalho, duro, corajoso e arriscado nunca teve no tempo do fascismo a atenção que merece, os pescadores que durante dezenas de anos foram vítimas do governo e dos armadores fascistas e que hoje, para defenderem os seus direitos, organizam o seu sindicato que não tem que ser dirigido por homens estranhos à classe piscatória, e deve ser um sindicato dos pescadores dirigido pelos próprios pescadores.
Faço sinceros votos para que de Norte a Sul, os pescadores consigam organizar fortes sindicatos A luta pelo pão será ainda muito dura, pois, se temos liberdade, não nos libertámos ainda da exploração e, enquanto existir exploração capitalista, só através da própria luta os trabalhadores poderão defender eficazmente os seus interesses.

1974-08-00 - A Terra Nº 002 - III Série

 URGENTE E TOTAL LIQUIDAÇÃO D0 APARELHO CORPORATIVO FASCISTA DA AGRICULTURA

No dia 6 de Agosto o Conselho de Ministros decidiu a desmantelamento imediato da máquina corporativa do fascismo, tendo sido aprovado o decreto-lei que dissolve as Corporações e atribui a uma comissão liquidatária a missão de formular propostas sobre a recolocação do respectivo pessoal,
A abolição de todas as corporações, revertendo os respectivos bens para o Estado, é uma medida de extraordinária importância, muito particularmente no que respeita à agricultura
Imediatamente depois do derrubamento do Governo fascista, num documento datado de 26 de Abril de 1974» o jornal «A Terra» tinha lançado a palavra de ordem: «Que sejam eliminados os organismos corporativos fascistas na agricultura», considerando indispensável já imediata extinção das Juntas «Nacionais» do Vinho, das Frutas, da Pecuária, dos Grémios da Lavoura, etc., que sempre sugaram o nosso suor e sempre estiveram ao serviço dos interesses dos monopólios, dos latifundiários e dos grandes empresários agrícolas,

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

1974-08-29 - PRP-BR - FACE AO GOVERNO E AO PATRONATO

 P.R.P. - PARTIDO REVOLUCIONÁRIO OO PROLETAR1AOO

FACE AO GOVERNO E AO PATRONATO  OS TRABALHADORES DA TAP VENCERÃO

1. - Factos graves estão-se a passar na TAP. Os trabalhadores desta empresa resistem a uma campanha de manobras e calúnias e à ocupação militar feito pelo Governo de serviço da burguesia.
Porque as negociações em relação ao Acordo Colectivo de Trabalho estavam suspensas e por que aquele Acordo não contem a resolução de determinados problemas (saneamento, divulgação
dos responsáveis pelos factos de Julho de 1973, resolveram os operários do sector de Manutenção apresentar um Caderno Reivindicativo a que tinha que ser dada uma resposta até ao dia 26. Esse Caderno Reivindicativo reclama um saneamento de acordo com uma lista elaborada pelos trabalhadores, uma revisão de salários que permita aumentos significativos para os salários baixos e pequenos ou nenhuns aumentos para os salários mais altos, a aplicação imediata do horário de trabalho do A.C.T. e o apuramento das responsabilidades nos actos criminosos de Julho de 1973 e nos despedimentos nos meses que se seguiram. Como não fosse dada resposta os operários daquele sector decidiram entrar em greve, com a qual se solidarizaram os trabalhadores dos outros sectores, à excepção duma parte do pessoal administrativo e de voo, grandemente privilegiado dentro da companhia que, nestes últimos chega a atingir ordenados de muitas dezenas de contos.

1974-08-29 - MRPP - VIVA A JUSTA GREVE DOS TRABALHADORES DO “JORNAL DO COMERCIO”!

 LUTEMOS PELA MOBILIZAÇÃO DE TODAS AS FORÇAS PARA A FUNDAÇÃO DO PARTIDO!

VIVA A JUSTA GREVE DOS TRABALHADORES DO “JORNAL DO COMERCIO”!
PARA A CLASSE OPERÁRIA PODER VIVER O CAPITALISMO TEM DE MORRER!


Às 21 horas do dia 22 do corrente, os 3UU trabalhadores do "Jornal do Comércio" desencadearam uma grande e justa greve, ocupando completamente os locais: de trabalho. O "Jornal do Comércio" é uma das muitas empresas do grupo monopolista dirigido pelo explorador e canalha Miguel Quina. Semente no campo da imprecisa, o grupo Quina é dono do “Jornal do Comércio", do “Diário Popular", das revistas “À Semana" e "Revista da Marinha" além das posições que ocupa nos jornais Primeiro de Janeiro", no “Lavrador" e no “Record" o grupo Quina e os outros monopólios — Champalimaud, Melo, Espirito Santo — ligados ao imperialismo mundial, principalmente ao americano, repartem entre si o nosso país e as colónias em parcelas, oprimem e exploram o povo português e os povoa das colónias, sugam o sangue e o suor dos operários e dos camponeses. A custa da miséria, da fome, da doença e do desemprego do povo explorado vão os monopolistas aumentando o seu capital em dezenas e centenas de milhões de contos.

1974-08-29 - DECLARAÇÃO DA LCI sobre a regulamentação da greve - LCI

DECLARAÇÃO DA LCI sobre a regulamentação da greve

Camaradas:
Acaba de sair o decreto-lei sobre a greve e o lock-out. A greve é uma das mais importantes armas para a luta económica e política da classe operária e das massas trabalhadoras. Por isso importa que nos debrucemos atentamente sobre esta lei.ao faze-lo podemos verificar que se trata de um ataque a algumas das conquistas fundamentais que fizemos depois do 25 de Abril; o direito sem restrições há greve, o direito á ocupação, o direito á formação de piquetes operários contra os fura-greves, a possibilidade de contrariar as manobras do patrão, pela ocupação da fábrica, pelo controle das matérias primas e dos produtos armazenados. Uma greve para ser vitoriosa deve ser declarada quando mais convém aos trabalhadores sem dar tempo ao patrão para se preparar para ela, anulando ou adiando as encomendas para o período da greve, aumentando a produção noutras fábricas que possua ou de acordo com outros capitalistas, defendendo-se com os produtos armazenados, etc.

1974-08-29 - NOTA DA COMISSÃO POLÍTICA DO COMITÉ CENTRAL - PCP

 PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

NOTA DA COMISSÃO POLÍTICA DO COMITÉ CENTRAL
29 DE AGOSTO DE 1974

O PCP tomou conhecimento, através do Diário de Notícias de hoje, de um comunicado do Partido Socialista relativamente ao Movimento Democrático Português, onde o PS anuncia a decisão de retirar o seu apoio à CDE de Lisboa, «enquanto a CDE de Lisboa não declarar, e agora explicitamente, que não disputará as eleições para a Assembleia Constituinte».
O PCP entende dever manifestar a sua surpresa por tal decisão, que não é de molde a reforçar a unidade das forças democráticas particularmente necessária num clima político marcado por várias tentativas da reacção para passar à ofensiva.
O PCP considera também dever assinalar que nada justifica o tom utilizado e as exigências colocadas pelo comunicado do PS em relação a um movimento que tanto nas condições do fascismo, como depois do 25 de Abril, deu poderosa contribuição à luta pélas liberdades, o fim da guerra colonial e outros objectivos centrais da luta do nosso povo. Não se compreende que se classifique de organizações dependentes da CDE de Lisboa, o Movimento da Juventude Trabalhadora e o Movimento das Mulheres que, como é sobejamente conhecido, são organizações independentes de carácter unitário com as suas próprias direcções representativas e os seus próprios objectivos de luta.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

1974-08-28 - Tribuna Popular Nº 04 - PP

 EDITORIAL

Portugal vive numa situação política especial. Saído de uma Revolução realizada para tornar efectivo o chamado «Programa do Movimento das Forças Armadas», está a ser governado por uma coligação de três dos vários partidos que aceitaram publicamente esse objectivo. Ora, como o «Programa» não é apenas um acto constitucional, mas ainda a definição de uma fanha governamental, acontece que os partidos integrados no campo constitucional (que não visam a destruição da constituição) são também partidos que, em certa medida, podiam ser governamentais. Os motivos porque não participam no Governo são os mais variados e não interessam para aqui. O que importa frisar é que o contacto entre os vários partidos, no âmbito da aceitação do «Programa» é mais fácil agora, do que será em Portugal após a democratização em que, ainda que a constituição seja aceite por todos, pelo menos as linhas essenciais da política governamental não serão naturalmente aceites pelos partidos de oposição.
Acresce que o 2º Governo Provisório é presidido pelo homem que alguns jornais diários portugueses chamaram «Presidente do M.F.A.» e que, pelo menos, representa realmente o M.F.A. e o compromete na governação.

1974-08-28 - AOS TRABALHADORES DA TAP - PCP

PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

AOS TRABALHADORES DA TAP
A célula da TAP dê PCP alertam no seu documento de 25 dê corrente para os perigos a que certas acções conduzidas por elementos aventureiristas poderiam lançar os trabalhadores. Esses perigos acabam, de concretizarse com a intervenção das Forças Armadas nos serviços da Companhia, e a sujeição dos trabalhadores à disciplina militar.
Não se pode aceitar de forma alguma que elementos "esquerdistas” ponham em jogo os interesses de todos os trabalhadores. Urge desmascarar e responsabilizar esses aventureiros que conduziram a esta situação.
Estando as negociações do ACT numa fase adiantada, assegurada a sua vigência com efeitos retroactivos desde Julho de 1974, esta greve tem nitidamente um carácter político, sendo objectivamente uma provocação. Ela é dirigida não sê contra os interesses da maioria dos trabalhadores da TAP, mos do povo português em geral.
Procurando um confronto com as Forças Armadas, o que poderá comprometer a sua aliança com as massas trabalhadoras, e sabotando a economia nacional, os elementos aventureiristas responsáveis pelo desencadeamento da greve estão objectivamente a fazer o jogo das forças mais reaccionárias.

1974-08-28 - DECLARAÇÃO DA LCI SOBRE AS COLONIAS - LCI

 DECLARAÇÃO DA LCI SOBRE AS COLONIAS
Camaradas:
O Comité Executivo da Liga Comunista Internacionalista saúda a classe operária e as massas trabalhadoras da Guiné e de Cabo Verde pela transmissão de poderes para o PAIGC que ê hoje quase certa.
O CE da L.C.I. sabe que exprime o grande contentamento de todos os operários e de todos os trabalhadores portugueses, pois este acordo vem coroar anos de luta pela libertação nacional dos operários e das massas trabalhadoras da Guiné; e, vem coroar também meses de confraternização na frente de batalha entre os irmãos da mesma classe, operários e trabalhadores portugueses e africanos.
Não mais os operários e trabalhadores portugueses serão obrigados a reprimir, no território da Guiné os seus irmãos africanos.
De hoje em diante operários e trabalhadores portugueses e guineenses poderão dar enormes passos em frete na mesma luta pelo socialismo e pela revolução socialista. A organização dos operários e trabalhadores da Guiné nas suas organizações de classe (partido e sindicatos, etc.) dará de hoje em diante grandes e decisivos passos e a classe operária portuguesa saberá estabelecer os mais estreitos laços de camaradagem e de solidariedade na luta comum com os seus camaradas desse país africano.

1974-08-00 - RESOLUÇÃO SOBRE A CRÍTICA E A AUTO-CRÍTICA E A LUTA IDEOLÓGICA - FEML

LUTEMOS PELA MOBILIZAÇÃO OE TODAS AS FORÇAS PARA A FUNDAÇAO DO PARTIDO!

1ª CONFERENCIA NACIONAL DA FEML

RESOLUÇÃO SOBRE A CRÍTICA E A AUTO-CRÍTICA E A LUTA IDEOLÓGICA – 14

PARTE I
PRATICAR O MARXISMO E NÃO O REVISIONISMO
1. Qual ê a situação no que respeita à revolução camaradas? "A Revolução está na ordem do dia:  todas as forças da sociedade tomam posição. Quer o proletariado quer a burguesia reúnem as suas hostes, cavam trincheiras e preparam-se para os combates decisivos. ("Luta Popular" nº 18) - Ê no contexto desta situação de desenvolvimento impetuoso da Revolução que no campo ideológico e politico vemos o proletariado e a burguesia preceder a grandes e decisivas confrontações.
Para o inimigo ê a táctica desenfreada da calúnia da provocação miserável, da repressão ideológica e politica e também da repressão reaccionária para tentar abafar e calar a voz ameaçadora da classe operária e desviar as massas do caminho da Revolução Democrática e popular.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

1974-08-27 - Povo Livre Nº 003 - PPD

 FRANCISCO BALSEMAO PERENTÓRIO:

A SOLUÇÃO POLÍTICA PARA O PROBLEMA COLONIAL SÓ PODERÁ SER ENCONTRADA COM A COLABORÁCÃO DOS MILITARES

Francisco Balsemão, analisa com desassombro e franqueza vários aspectos da cena política portuguesa
Nesta, e, como noutras entrevistas, “Povo Livre” tem seguido o critério de entregar a elaboração dos questionários a jornalistas independentes, afastando-se, assim, a hipótese do binário pergunta-resposta ser “cozinhado” dentro do Partido, donde resultaria uma propaganda desmesurada e facciosa, em que, de quatro em quatro linhas, ou menos, ler-se-ia que o P.P.D. era o melhor partido do mundo.
Como jornal novo que somos e, concomitantemente, órgão partidário — embora, dentro em breve, apareça nas nossas colunas noticiário mais incisivo sobre a vida nacional e internacional, ampliando o número de páginas — norteamos sempre a nossa linha de acção pelo formular e refutar de críticas que nos fazem cabendo sempre ao leitor ver se a razão está do lado de quem crítica ou é criticado.

1974-08-27 - Voz do Povo Nº 004 - UDP

Editorial
OS PRECOS SOBEM
HÁ QUE VOLTAR À LUTA

O agravamento dos preços numa série de artigos essenciais (pão, açúcar, leite, adubos, petróleo, etc.) é uma nova medida anti-popular do governo provisório. Vem anular os aumentos de salários conseguidos nos últimos meses e deixar a classe operária numa situação difícil. Só resta um caminho aos trabalhadores: voltar a lutar por maiores salários.
O sistema de subsídios mantido pelo fascismo era uma burla porque, sob a aparência de preços fixos nalguns artigos, endividava cada vez mais o país. Mas, ao suprimi-lo, o governo provisório tinha a escolha dois caminhos; ou -sanear a situação financeira à custa dos trabalhadores, ou saneá-la à custa da burguesia. A alternativa e sempre a mesma.
A comunicação do primeiro ministro procura convencer-nos de que se escolheu uma situação ‘nacional’, ‘imparcial’, que faça recair os sacrifícios sobre todos para criar uma economia próspera. Mas temos que perguntar: sacrifícios de quem é prosperidade para quem?

1974-08-27 - COMUNICADO SOBRE O RECONHECIMENTO DA INDEPENDÊNCIA DA REPÚBLICA DA GUINÉ-BISSAU - PCP

PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

COMUNICADO SOBRE O RECONHECIMENTO DA INDEPENDÊNCIA DA REPÚBLICA DA GUINÉ-BISSAU

 27 DE AGOSTO DE 1974
1. O acordo de cessar fogo na Guiné «de jure», porque «de facto» ele era já uma realidade no próprio terreno de operações e o acordo de transferência de poderes, juntamente com a marcação da data do reconhecimento do Estado da Republica da Guiné-Bissau, que deverá ser anunciado no dia 10 de Setembro, são acontecimentos históricos duma importância transcendente na luta libertadora dos povos oprimidos pelo colonialismo português e do nosso próprio povo que se libertou do regime fascista em 25 de Abril.
Trata-se duma grande vitória do povo da Guiné-Bissau, uma vitória que vem coroar muitos anos de dura luta, mas também duma grande vitória do povo português, de todos aqueles que durante longos anos lutaram em Portugal pela liquidação do colonialismo e pelo fim das guerras coloniais, em primeiro lugar dos comunistas. O P.C.P., fiel aos princípios do internacionalismo proletário, e cumprindo simultaneamente uma tarefa nacional e patriótica do povo português, foi desde sempre o defensor intransigente do direito dos povos das colónias portuguesas à autodeterminação e à independência e durante largos anos a única força que lutou consequentemente por esses princípios. É ainda uma vitória das forças democráticas portuguesas que fizeram do anti-colonialismo uma vigorosa bandeira de luta e do M.F.A. cujo papel no processo de descolonização é duma importância decisiva.

1974-08-27 - PELA defesa DAS LÍBERDADES DEMOCRÁTICAS contra a exploração capitalista - LCI


“ … a revolução é uma velha toupeira…”
KARL MARX

PELA defesa DAS LÍBERDADES DEMOCRÁTICAS contra a exploração capitalista

CAMARADAS:
As liberdades conquistadas pelos trabalhadores depois do 25 de Abril correm perigo, e os capitalistas preparam-se para as limitar e reprimir!
Neste campo os capitalistas são ajudados pelas manobras dos fascistas, manobras que eles aliás apoiam pela calada. São os fascistas e os capitalistas que constituem a reacção e não, como pretende fazer crer o PC. a extrema-esquerda.
A burguesia e os capitalistas tentam recuperar o que perderam desde o 25 de Abril, tentam anular o que os trabalhadores impuseram no campo económico e no campo político através das suas lutas sem esperarem pela salda das novas leis: o direito incondicional à greve, a liberdade de reunião, de associação, de manifestação, de expressão e de imprensa.

1974-08-00 - Resolução sobre a FREP - FEML

 LUTEMOS PELA MOBILIZAÇÃO DE TODAS AS FORÇAS PARA A FUNDAÇÃO DO PARTIDO!

1ª CONFERENCIA NACIONAL DA FEML

Resolução sobre a FREP
1. Vivemos actualmente no nosso país uma época revolucionaria em que a energia e a combatividade das massas populares fornam uma poderosa torrente de luta. Este poderoso i pulso revolucionário não é um trovão em céu sereno. Não ele foi preparado desde há muito por todas as condições de vida portuguesa. Uma aguda crise económica, militar, social e política abala toda a sociedade portuguesa, sacudindo-a ate ao mais profundo dos seus alicerces. Esta situação de progresso da revolução, que a coloca na ordem do dia, põe em movimento todas as classes da sociedade conduzindo-as a reagrupar-se em função do novo estado de coisas. Cada classe em seu partido esforça-se por fixar a sua táctica, a sua linha de conduta, a sua atitude em relação ao poder, em rela e as outras classes e camadas de classes, em relação aos outros partidos.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

1969-08-26 - INFORMAÇÃO N.° 2 - CDE

Comissão Democrática Eleitoral do distrito de Lisboa

INFORMAÇÃO N.° 2

 I
A REUNÍÃO PLENÁRIA DE S. PEDRO DE MUEL
Promovida pela Comissão Eleitoral Democrática do Distrito de Leiria e sob a presidência do dr. Vasco da Gama Fernandes, efectuou-se no dia 15 de Junho, em S. Pedro de Muel, uma reunião plenária de delegados das comissões democráticas dos distritos do continente e das ilhas adjacentes, na qual participaram mais de uma centena de individualidades, representativas das diversas correntes de opinião política.
Todos os distritos, com excepção de Bragança, se fizeram representar por delegados das suas perspectivas comissões ou por observadores que participaram activamente nos trabalhos. Estes tiveram por base a apreciação e votação de uma PLATAFORMA DE ACÇÃO COMUM, apresentada pelas comissões democráticas eleitorais dos distritos do Porto e de Leiria, com vista a estabelecer as coordenadas gerais para a participação nas próximas eleições de deputados à Assembleia Nacional. Assim, foi adoptada a seguinte orientação:

1974-08-00 - RESOLUÇÃO SOBRE O ESTUDO - FEML

LUTEMOS PELA MOBILIZAÇÃO DE TODAS AS FORCAS
PARA A FUNDAÇAO DO PARTIDO!

1ª CONFERENCIA NACIONAL DA FEML

RESOLUÇÃO SOBRE O ESTUDO – 12
O materialismo dialéctico da filosofia marxista tem duas particularidades mais evidentes:
Uma é o carácter de CLASSE: afirma abertamente que o materialismo dialéctico serve o proletariado
A outra é o seu carácter PRÁTICO: sublinha o facto de a teoria depender da prática, da teoria basear-se na pratica, por sua vez, servir a prática."

I - A REVOLUÇÃO ESTA NA ORDEM DO DIA!
O ESTUDO ESTÁ NA ORDEM DO DIA!
1. Os Quatro anos de existência do MRPP são quatro anos de crescente integração da verdade universal do Marxismo-Leninismo-Maoismo com a prática concreta da Revolução Portuguesa.
O marxismo-leninismo é a maior das verdades e uma das armas para â libertação do povo. E foi movimento o iniciador, o propagandista e o organizador quanto ao manejo de tal arma.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

1974-08-25 - HOMENAGEM AO PADRE ABEL VARZIM - PCP

 HOMENAGEM AO PADRE ABEL VARZIM

CRISTELO (BARCELOS)
25-8-74
*
DISCURSO DE PEDRO SOARES MEMBRO DO COMITÉ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS
Camaradas:
O povo de Cristelo está hoje aqui connosco nesta modesta mas significativa homenagem, ao Padre Abel Varzim. Deixou a enxada, o carro de bois, o mourejar nos campos, para evocar a figura invulgar de um sacerdote, que abriu os olhos para a vida nesta aldeia minhota e foi uma presença amiga, desvelada e recolhida, atenta aos sofrimentos às virtudes dos homens seus irmãos. Anos volvidos regressou a este ambiente de quietude, de natural beleza, mas de inquietantes preocupações, para nele se integrar, na partilha de males e de amarguras, muito mais do que de alegrias e de horas de lazer, dos seus habitantes. Saiu do povo e volveu ao seu povo, a Cristelo, em meses que foram anos de angústia para ele, sacerdote católico, de olhos atentos à vida, ao mundo que o circundava, que fez a sua própria experiência em tao diferentes domínios, mas todos eles o conduziram a uma mais profunda, mais humana e mais realista compreensão dos problemas do povo, dos oprimidos, dos que labutam e sofrem e não colhem da vida outros resultados concretos que o triste dia a dia de miséria. Cristelo, sua terra natal, foi significativamente o último lugar de exílio, para onde o enviaram os que o perseguiram, o enxovalharam, o limitaram na sua acção cristã de renovar consciências e de causticar injustiças.

1974-08-25 - MRPP - VIVA A JUSTA LUTA DAS OPERÁRIAS DA SOGANTAL!

LUTEMOS PELA MOBILIZAÇÃO DE TODAS AS FORÇAS PARA A FUNDAÇÃO DO PARTIDO!

IMPERIALISTAS FORA DE PORTUGAL!
VIVA A JUSTA LUTA DAS OPERÁRIAS DA SOGANTAL!


às operárias da sogantal,
ao novo do montijo e arredores

 Camaradas:
As proletárias da Sogántal, o povo trabalhador do montijo deram-nos mais um grande exemplo acerca da forma como devem ser tratados os exploradores e opressores do povo português, que com a ajuda das camarilhas salazarista e marcelista se alcandoraram às costas ao nosso povo e com o apoio da camarilha spinolista continuara instalados na mesma posição.
Na sequência da luta travada pelas camaradas da Sogantal apás o golpe militar do 25 de Abril, exigindo um aumento nos salários de fome e miséria que lhes pagavam os imperialistas franceses, estes fizeram una tentativa de encerramento da fabrica ao que as onerarias responderam resolutamente, impedindo que tal acontecesse, ocupando a fabrica e iniciando um processo de autogestão, com fabricação e venda pública dos fatos de treino por elas conexionados, conseguindo assim o dinheiro suficiente não só para pagar os salários em atraso como também por em prática o salário igual para trabalho igual e um mês de férias, outras das reivindicações apresentadas no seu caderno.

1974-08-25 - Angola Livre Nº 04


CAMARADAS

QUEM TEM MEDO DA VERDADE?
 O nº 4 do teu jornal, traz-te o que nos quiseram silenciar:
A nossa tomada de posição fase ao memento político de Angola.
De facto o medo da verdade levou o Governo Provisório e o Estado Maior General das Forças Armadas Portuguesas, a proibir e impedir o Comício marcado para 14 de Agosto para o qual invocou razoes falhas de consistência e o obrigou a desmascarar-se face a camuflagem que o cobria.
- A alguém restará dúvidas quanto aos “honestas propósitos que os animam?
- À alguém restará ilusões quando um pretenso “plano de descolonização" para Angola, pós a, nu a solução neo-colonial que se procura para esta Colónia?
- Não bastando já 500 anos de hediondos massacres, humilhações e exploração tentam-se mais dois anos para preparar soluções neo-coloniais.
- Inventa-se um "Governo de Coligação”, onde se sentem lado a lado exploradores e explorados, assassinos e inocentes, vendilhões e vendidos, patrões e escravos.

1969-08-25 - O Tempo e o Modo Nº 71-72

Esta tradução e estas notas foram começadas em 1968 perto de Estremoz, em casa de uma amiga à memória de quem são dedicadas.

 I
Imaginação Morta Imagina foi traduzido de «Testes Mortes» págs. 51-57 — «magination Morte Imagineè», Ed. Minuit (1967) por autorização de quem se publica a presente versão portuguesa.
Samuel Beckett ajudou o tradutor com comentários que se publicarão aa seguir. Mr. Francis Warner, St. Peter’s College, Oxford, esclareceu-memuitos pontos obscuros da técnica de Beckett. Prof. Breon Mictchell, Indiana University, E.U.A., discutiu comigo diversas passagens e ajudou a melhorar outras.
A tradução portuguesa (1112 palavras) foi feita do original francês e constantemente comparada com a versão inglesa de Beckett. A tradução portuguesa pretende estar em equilíbrio entre imitação e a tradução literal. Becket ajudou a que o texto português se aproximasse mais do género imitação com as sugestões que a seguir se transcrevem: (os números de página e de linha referem-se ao dactiloescrito da versão portuguesa):

1969-08-25 - O Tempo e o Modo - Nº 71-72 - NOTA DE ABERTURA

NOTA DE ABERTURA

O TEMPO E O MODO, mais uma vez, sai atrasado. Apesar de tudo (ou seja, da todas as promessas) gostaríamos de nos convencer e de vos convencer que isso não é regra. Mas para tal precisos actos e não palavras. E os actos qui correspondem a revistas de velho a sair em Julho e assim, por diante, muito certinho. Outras revistas (e não privilegiadas) conseguem-no.
Nós, ainda não. Faz-se um plano, vêem os artigos, faz-se a capa, depois acontece isto, acontece aquilo, o número começa a não ser nada do que se pensou, melhora-se, mandem-se outros artigos, acontece aquilo, acontece isto, o tempo vai passando. E acabam, por sair números que não são isto nem são aquilo e ainda por cima saem atrasados o leitor conhece a história da sopa de pedra?
A pedra ou pedras deste número também cá não estão.

1969-08-25 - O Tempo e o Modo Nº 71-72 - APOLO 11

APOLO 11

(nono ceo: nonas estrelas. Pedro Nunes

19/7/69
Fecho-me na vaca.
Os meus braços prendem.
Fecho uma mulher.
Prendem-se-me os braços.
Fecho-me no fecho.
Dou a volta à chave.
Fecho-me na cápsula.
Ascendo no espaço.
Fecho-me na alma...
e desço na Lua.

20/7/69
Quatro da tarde, um telefonema oculto,
ousado,
atravessando continentes,
animais velozes, assustados,

1969-08-25 - O Tempo e o Modo Nº 71-72


Exmo. Sr.
Director de «O Tempo e o Modo» Lisboa

Meu caro António:
Na Nota de Abertura do n.º 68 de «O Tempo e o Modo» explicitamente se chama a atenção do leitor «para a interpretação estruturalista de José António Meireles do debate sobre a língua português recentemente ocorrido na Assembleia Nacional»; de modo que, ao escrever-te esta carta, estou ainda a mostrar que dei a atenção que me foi pedida.
Mas quando tentamos ler aquilo para que a Nota de Abertura pede a nossa atenção, verificamos que grande parte do argumento de J. A.M. depende da construção de uma «função predicativa» definida por ele do seguinte modo: «designaremos por função predicativa (fs) aquela que faz corresponder ao objecto «língua» um substantivo e designaremos por função predicativa f(a) aquela que lhe faz corresponder um adjectivo ou equivalente.» Exo argumento procede então demonstração do facto, em si mesmo quase trivial para quem leu as intervenções, de que o debate tem um fim diferente daquele que aparenta.

1974-08-00 - Resolução sobre as Associações de Estudantes - FEML

LUTEMOS PELA MOBILIZAÇÃO DE TODAS AS FORÇAS PARA A FUNDAÇÃO DO PARTIDO!

1ª CONFERENCIA NACIONAL DA FEML

Resolução sobre as Associações de Estudantes
1. Os estudantes devem unir cada vez mais a sua luta à
luta mais geral do novo português, coordenado sob direcção proletária, a luta dos estudantes com a luta política da classe operaria e do povo. Sem esta perspectiva não há movimento revolucionário de massas dos estudantes. Mas não só é insuficiente como é fácil proclamar a união da luta estudantil com a luta do povo português. Isso também os revisionistas, neo-revisionistas e demais oportunistas, em ultimo caso o recurso, devido à pressão da luta do massas o para melhor o sabotar, são capazes de fazer á preciso o é o fundamentar, saber fazer propaganda o agitação a favor da acção política, a favor da união e integração da luta e na prática revolucionária dos estudantes na luta e na pratica revolucionaria do povo sob a direcção da classe operária, e para isso, saber utilizar todas as possibilidades locais, todos os pequenos conflitos académicos, todas as partículas de descontentamento, toda a oposição a política burguesa, seja ele fascista, liberal ou revisionista, quaisquer que sejam as condições ou lugares.

domingo, 24 de agosto de 2014

1974-08-24 - 1º COMÍCIO NA POVOA DE VARZIM - PCP


1974-08-24 - A Opinião Nº 056

O FUNDO FALIU
por FLÁVIO MARTINS

Através do funcionamento do Fundo de Abastecimento, praticava o fascismo português a demagogia política, a política antidesenvolvimento agrícola e sustentava toda a máquina dos organismos de Coordenação Económica, apoios decisivos e corruptos do regime.
Mas o Fundo faliu e com a sua falência aparece à tona da água, não só os aumentos de preços dos produtos, que iá não pode financiar e que o público vai suportar, particularmente as ciasses trabalhadoras e a débil agricultura, mas e acima de tudo a monstruosa política do antidesenvolvimento.
Este mecanismo nem sempre é fácil de compreender. Era comum ouvir-se a funcionários da Federação do Trigo, da Juntas, do Fundo de Abastecimento, do Governo, a seguinte expressão: «Que chatice! Este ano vai haver uma grande produção de trigo!»
E quando a carne de porco começava a subir, imediatamente a Junta Nacional dos Produtos Pecuários abria concursos para a importação em quantidades por vezes maciças que se atiravam contra o produto nacional, provocando-lhe enormíssimos prejuízos, desencorajando-o da produção, mas fazendo a fortuna dos salsicheiros, que com o fiambre tabelado utilizavam os porcos importados na preparação de presuntos, que, não tabelados, proporcionavam lucros de 200 e 300%.

1974-08-00 - RESOLUÇÃO SOBRE A POLÍTICA DE APOIOS - FEML

LUTEMOS PELA MOBILIZAÇÃO DE TODAS AS FORÇAS PARA A FUNDAÇÃO DO PARTIDO!

1ª CONFERENCIA NACIONAL DA FEML

RESOLUÇÃO SOBRE A POLÍTICA DE APOIOS – 10

1. A questão dos apoios é uma questão política da maior importância para podermos construir o Partido e fazer a Revolução. A Revolução não poderá desenvolver-se e progredir se este problema não for correctamente resolvido.
Para poder levar à prática a nossa linha política para a criação do Partido, todas as células e todos os camaradas terão de ter sempre presente, em todas as reuniões e de toda a sua actividade revolucionária a importante questão dos apoios e submeter a análise toda a sua prática passada, a fim de rectificar o nosso trabalho, também nesta matéria, e satisfazer cada vez melhor as necessidades impostas pelo desenvolvimento e progresso da Revolução no nosso país.

sábado, 23 de agosto de 2014

1974-08-23 - O Raio Nº 09

 FEDERALISTAS... DE QUÊ?

O Dr. Vitorino Menénio, sobre isto do significado e do sentido das palavras é que dísse noutro dia umas coisas... Ou não fosse ele um professor de linguística.
Com efeito, o dicionário não basta. É preciso ler a palavras no texto, na cultura das suas relações. Mas é
igualmente indispensável situar o texto. Integrá-lo no grupo, ideologia ivu unidade superior que o integra.
Deslisar depois pelo eixo das diacronias até à época a que diz respeito. 0 que nem sempre é tâo facil como parece, porque, muitas vezes, no mesmo momento histórico, usa-se a linguagem de há dezenas, de &a centenas de anos. Depende do grupo em que se insere o transmíssor da mensagem. Caso dos federalistas que editado hoje, 24 de Julho de 1974, a sua “Tribuna Popular” — Orgão do Partido do Progresso — Movimento Federalista Português" podiam, com ligeiras alterações, tê-la publicado, nos reinados de Marcelo ou de Salazar, para não dizer nos bons tempos do progressista conselheiro Acácio, conselheiro Arrobas, conselheiro Pacheco, isto é, mais ou menos por volta de 24 de Julho de 1874; Ou talvez antes. A sua linguagem recobre uma ideologia muito antiga. Já em 1880, uns valentes anos passados sobre o reinado da Sr.“ D. Maria I e de Pina Manique diz o Eça que o “brigadeiro Chagas” usava ainda a patriótica linguagem dos familiares do Santo Oficio...

1974-08-23 - REFORÇAR A VIGILÂNCIA REFORÇAR A ORGANIZAÇÃO - PCP

REFORÇAR A VIGILÂNCIA REFORÇAR A ORGANIZAÇÃO

1.° - A população de Riba d'Ave e outras Regiões do Distrito de Braga foi surpreendida com o aumento do preço do pão de milho de 4 para 5.
Esta medida, que resulta de uma decisão do Grémio dos Industriais de padaria do Distrito de Braga, é uma afronta aos interesses dos trabalhadores e constitui uma provocação ao Governo Provisório, pois o Primeiro Ministro, Coronel Vasco Gonçalves, na sua comunicação ao País de Domingo, dia 18, afirmou que iria «manter-se o preço do pão de 2.a qualidade, tendo em vista a defesa dos interesses da população de menores recursos».
2.° - A Organização de Riba d’Ave do Partido Comunista Português denuncia de manobras dos especuladores, que aumentaram os preços imediatamente a seguir ao discurso do Primeiro Ministro, sem que as novas tabelas entrassem em vigor, e aumentaram os preço das mercadorias em armazém.
É urgente que se tomem medidas de fiscalização económica que impeçam estas manobras, bem como a subida de preço de diversos produtos alimentares, como a que se verificou na última feira semanal de Braga.

1974-08-00 - Vanguarda Vermelha Nº 02 - I Série - UC(ml)

 Jornal teórico da U.C.(m-l)

N° 2 preço 2$50 Agosto 1974
VANGUARDA VERMELHA

EDITORIAL
LUZ VERDE PARA A FASCIZAÇÃO E O NEO-COLONIALISMO

Um grande alarido tem feito a imprensa burguesa e revisionista acerca do surgimento deste segundo governo provisório, bem como sobre a declaração neo colonialista de 27 de Julho feita por Spínola. Esta orquestrada campanha de todos os partidos reaccionários tem por fim fazer-nos acreditar que a crise governamental surgida em Julho foi solucionada de acordo com os interesses das massas populares, e que a declaração de 27 de Julho é mais uma confirmação pública do agora tão apregoado espírito "anti colonialista" da burguesia portuguesa. Trata-se de duas grandes mentiras, destinadas a ganhar o apoio das massas trabalhadoras para os intuitos do grande capital. E esta campanha reaccionária poderá surtir algum efeito, na medida em que o nível político das massas populares 6 baixíssimo, o que as leva, de momento, a serem incapazes de distinguir o trigo do joio, e na medida em que o partido revisionista do renegado Cunhal, o qual tem implantação no seu seio e se diz “comunista", secunda a campanha da alta finança, ajudando a inculcar nas massas as ilusões e patranhas que à burguesia interessa. Em virtude da inexistência de um PC marxista-leninista não poderemos acalentar grandes triunfalismos de que conseguiremos alterar significativamente o nível político das massas trabalhadoras, de que conseguiremos desencadear uma ampla campanha ideológica junto das massas contra as perigosas ilusões difundidas pela propaganda burguesa e revisionista. Mas devemos esforçar-nos por atingir a vanguarda espontânea da classe por a educar e organizar politicamente, fazendo-a compreender a natureza do actual governo, fazendo-a participar nas irrupções espontâneas de protesto político, onde urge enquadrar sob justas palavras de ordem as camadas mais combativas da classe.

1974-08-00 - Resolução sobre a linha política para a organização - FEML

LUTEMOS PELA MOBILIZAÇÃO DE TODAS AS FORÇAS PARA A FUNDAÇÃO DO PARTIDO!

Iª CONFERENCIA NACIONAL DA FEML

Resolução sobre a linha política para a organização

Parte I - OUSEMOS ORGANIZAR!
1. A revolução está na ordem do dia. Por toda a parte as massas populares se preparam para a revolução os camponeses começam a erguer-se os soldados e marinheiros organizam-se; os empregados agitam-se; os estudantes e os intelectuais intensificam o seu combate; a classe operária começa a atacar em todas as frentes. Ao mesmo tempo, prepara-se febrilmente a reacção para a combater e esmagar. A morte ou a vitória da revolução - tal é, em síntese, o significado profundo da agudíssima luta actual que se trava no nosso país entre as duas classes, as duas vias e as duas linhas.
A tarefa da fundação do Partido político dos proletários é mais urgente do que nunca, porque só ele permite à classe operária agrupar-se numa força política única e independente. Precisamente a força que poderá e deverá conduzir até ao fim o movimento popular de massas em ascensão. Fundar o Partido, essa autêntica necessidade histórica da classe operária, é o objectivo central dos marxistas-leninistas-maoistas portugueses, do nosso Movimento, na fase actual da revolução portuguesa. Criar as condições necessárias à fundação de tal partido nos planos político, ideológico e de organização constitui a sua tarefa central.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

1974-08-22 - MRPP - MORTE AO FASCISMO E AO SOCIAL-FASCISMO!

MORTE AO FASCISMO E AO SOCIAL-FASCISMO!
PELA LIBERDADE PARA O POVO!


1. - Seriamente abalada pelas lutas conjuntas do nosso Povo e os heróicos, invencíveis e vitoriosos povos das colónias, coro o seu governo cada vez mais isolado quer no seu próprio país; quer no estrangeiro, a burguesia viu-se obrigada a mudar de governo e a suavizar temporariamente a sua ditadura de classe. O governo de ladrões, parasitas, e criminosos da camarilha salazarista-marcelista deu lugar a um outro governo que a prática vem desmascarando como reaccionário – o da burguesia liberal - saído do golpe, de Estado levado a cabo, por oficiais no 25 de Abril.
E eis que, num abrir e fechar de olhos, os doutores liberais e revisionistas lado a lado com; personalidades fascistas (Galvão de Melo, Veiga Simão, Azeredo Perdigão, etc.) vestem as tangas da governança e sentem-se omnipotentes à mesa do orçamento burguês. Estes senhores "democratas" traziam um recado (dado pelos Champalimaud, pela Banca, pelos latifundiários e pelo imperialismo, americano) que era o de colocarem mais cimento nos alicerces podres da sociedade capitalista que a gerência fascista já não conseguia sustentar.

1974-08-22 - Luta Popular Nº 0028 - MRPP

EDITORIAL
QUEM TEM MEDO DO "LUTA POPULAR”?

1. A ascensão do movimento popular revolucionário e o papel de vanguarda que «Luta Popular» desempenhou como educador, propagandista, agitador e organizador colectivo das massas populares em luta; a sua propaganda variada, sistemática e fiel aos princípios, a sua luta sem quartel contra a penetração das ideologias reaccionárias no seio do povo, o contributo dado para impulsionar todo um
ataque popular contra a burguesia, com completa unidade e de um só impulso, valeram-lhe atrair sobre si os primeiros ataques do inimigo. Ataques que hoje se abatem já sobre as próprias massas populares, o que prova a unidade existente entre o «Luta Popular» e o povo trabalhador em luta.
Ao encarcerar no forte de Eivas o director interino do nosso jornal e ao cancelar posteriormente a saída de «Luta Popular», a Junta e o Governo Provisório iniciaram neste preciso momento a repressão sobre o proletariado e o povo português como o atesta agora claramente os recentes e sangrentos acontecimentos.

1974-08-22 - MRPP - ABANDONEMOS AS ILUSÕES E PREPAREMO-NOS PARA A LUTA!

ABANDONEMOS AS ILUSÕES E PREPAREMO-NOS PARA A LUTA!

No momento actual põem-se à classe operária e ao povo várias interrogações sobre o carácter da 3unta e do Governo Provisório, assim como dos Partidos Governamentais, seus interesses e objectivos, No primeiro dia dó golpe militar do 25 de Abril o nosso Movimento assinalou que:
“nem a classe operária nem o povo têm algo a esperar, seja pela camarilha marcelista seja da camarilha spinolista, serão a intensificação da guerra colonial imperialista, o aumento da exploração, o agravarem o da repressão, nem podem esperar delas outro progresso que não seja o "pregresso" da fome, da doença a da miséria.
Iludida palas promessas da Junta e do Governo e pela propaganda dos Partidos reaccionários com o Partido revisionista da Cunhal à cabeça, uma parta importam a do povo não esteve de acordo com o M.R.P.P. e acreditou nessas promessas e nessa propaganda.

1974-08-22 - Movimentos de Libertação - MPLA - DECLARACAO DA DIREÇAO E DOS DELEGADOS DO MPLA AO CONGRESSO

DECLARACAO DA DIREÇAO E DOS DELEGADOS DO MPLA AO CONGRESSO

O desenvolvimento da nossa luta de libertação nacional levara a Reunião Plenária ao Comité Director em Setembro de 1971 a decidir a realização do Primeiro Congresso do MPLA no mais curto espaço de tempo.
Dificuldades de ordem diversa, sobretudo devidas ao afastamento das varias frentes de combate, foram impedindo a materialização daquela decisão, ao mesmo tempo que condicionalismos externos contribuíam para agravar divergências existentes no seio do Movimento e que culminaram cora o aparecimento sucessivo de duas fracções contestando a autoridade da Direcção do MPLA.
A todo o momento procurou a Direcção, num espirito de salvaguarda da coesão interna. ir ao encontra das motivações de que as fracções se reclamavam. Estas em pretextos sem causa nem fundamento, recusarem-se ao dialogo no seio do Movimento, forçando desde o princípio a exteriorização, se não a internacionalização das divergências que arvoravam

1974-08-00 - URML - A verdadeira face da democracia

A verdadeira face da democracia
 
A policia capitalista de choque reapareceu com os métodos nazis que a caracterizavam no anterior regime para reprimir o povo. É verdade! Era a velha polícia de choque As mesmas "bestas arrogantes de 1 m 80 de altura, os mesmos cassetetes e os mesmos capacetes com viseira, a mesma ferocidade sádica. Mas agora actuaram ombro a ombro com a PM.
Tal como no tempo do fascismo proibiram um comício do MPLA.
Tal como no tempo do fascismo espancaram selvaticamente as pessoas.
Tal como no tempo do fascismo dispararam "para o ar" e sujaram as mãos de sangue. Da sua acção resultou vim morto e vários feridos.
Que significa, isto? Será "democrático" proibir um comício de apoio aos movimentos de libertação? Será para "preservar a unidade do povo com as forças armadas" que os militantes anti-colonialistas são agredidos e baleados. Porque é que os carrascos do povo, os PIDES assassinos, que iam passar os fins de semana a casa, não foram reprimidos e o povo que se concentrou para responder ao motim dos odiados facínoras da PIDE! que aguentou com a brutalidade da polícia.de choque do tempo do fascismo comandada por um oficial dos fuzileiros que se distinguiu pela sua selvajaria

1974-08-00 - RESOLUÇÃO SOBRE O JORNAL POLÍTICO - FEML

LUTEMOS PELA MOBILIZAÇÃO DE TODAS AS FORÇAS PARA A FUNDAÇÃO DO PARTIDO!

1 ª CONFERENCIA NACIONAL DA FEML

RESOLUÇÃO SOBRE O JORNAL POLÍTICO - 8

l. A irregularidade e os longos períodos de intervalo na
saída do jornal politico da nossa Federação "Guarda Vermelha" tem, por um lado, trazido grandes dificuldades no cumprimento do nosso trabalho de -direcção e, organização do movimento de massas d s estudantes e na execução da nassa tarefa centrai de erguer una Federação dos estudantes marxistas-leninistas do âmbito Racional, com carácter de massas e bem consolidada nos planos politico, ideológico e de organização. Por outro, prejudicado o movimento revolucionário de estudantes na medida em que nem aos nossos militantes, aos estudantes revolucionários, os simpatizantes o as massas lhes foi dada de uma forma sistemática e oportunamente uma visão Marxista-Leninista-Maoista da realidade e dos inúmeros problemas que o desenvolvimento impetuoso da Revolução coloca; nem permitiu que se desenvolve-se um combate intransigente e regular aos sabotadores revisionistas, neo-revisionistas e demais oportunistas da luta revolucionária da indomável juventude estudantil; e fez com que muitos dos problemas políticos ideológicos e organizativos surgidos na luta não tivessem sido convenientemente analisados; que não tivesse sido feito o balanço oportuno das lutas travadas, sintetizadas as ideias das massas e transformadas numa poderosa força material a canalizar numa só corrente com toda a sua poderosa energia criadora; que não fosse possível unificar todo o intenso, trabalho de agitação e propaganda feito pela nossa Federação no seio das massas estudantis. Em suma, a direcção proletária do movimento estudantil foi bastante dificultada, bem como a fusão da justa linha e das directivas politicas do nosso Movimento e da Federação com as amplas massas dos estudantes ficou prejudicado o movimento revolucionário no seu conjunto.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

1974-08-21 - Tribuna Popular Nº 03 - PP

 EDITORIAL

Tomou posse a Comissão encarregada de elaborar o Projecto de Lei de Imprensa. Compõem-na dois juristas de reconhecida isenção, representantes dos Grémios da Imprensa, do Sindicato dos Jornalistas, e dos partidos PCP, PPD, e PSP (os três que compõem a coligação governamental).
Uma vez mais auto-lembrados e convocados os partidos que partilham as pastas do Governo Provisório, todos os outros — grandes e pequenos — foram relegados ao silêncio, como se as suas vozes fossem dispensáveis na elaboração de um Projecto de Lei que em muito lhes diz respeito, quando pretende, como se afirma, assegurar a liberdade de expressão de pensamento de todos os homens e sectores de opinião política.
A atitude do Governo Provisório é perigosa, até porque se tem repetido nos mais diversos campos de decisão política. Nunca uma palavra de consulta ou de esclarecimento é dada aos partidos que não foram chamados ao Governo Provisório, nunca a sua palavra é escutada. Com as desigualdades que dai resultam. Com o risco de, ao provocar um desequilíbrio de espaços políticos, se comprometer irremediavelmente a via de pluralismo que se anunciou pretender seguir.

1974-08-21 - Circular nº 1 - AAP-C


ASSOCIAÇÃO DE AMIZADE PORTUGAL- CHINA
Circular nº 1
Lisboa, 21 de Agosto de 1974

Camarada
Problemas de vária ordem, nomeadamente financeiros, instalação, coordenação e organização, dificultaram o trabalho da Associação, tendo-se no entanto mantido a Exposição, as projecções do filme e os colóquios.
Como talvez seja do seu conhecimento, a Exposição abriu a 16 de Maio na Cantina da Cidade Universitária de Lisboa, tendo depois percorrido vários pontos do País — Vila Franca, Feira da Agricultura em Santarém, Braga, Porto, Guimarães, Covilhã, Vieira de Leiria (praia), Leiria, Alhandra, Figueira da Foz, Montijo, onde se encontra actualmente, A seguir irá para Atalaia do Montijo, Sesimbra, Sobral, Bombarral, Portalegre e Feira de S. Mateus Viseu, seguindo depois para o Algarve,
A Exposição "Viva a Amizade Fraterna entre o Povo Português e o Povo Chinês" tem sido acompanhada de colóquios sobre a política internacional da China, incluindo a posição da República Popular da China sobre a hegemonia entre as duas superpotências, sobre o problema da Formosa, sobre o trabalho nos campos e nas fábricas, a emancipação da mulher, o Exército Popular, enfim aspectos da construção do socialismo na China,

1974-08-21 - MRPP

 É uma lei da história o facto da burguesia e o proletariado percorrerem a sua marcha em constante conflito. Tal luta é uma luta de classes antagónicas pela conquista do poder político, do governo de uma sociedade.
A burguesia, podre e decadente, sabe que a sua vida, feita da exploração de milhões de homens, está irremediavelmente condenada à morte. Por outro lado, o povo e em especial a classe operária tem um poder organizativo, uma combatividade, um ardor revolucionário e um espírito criador indomáveis. A história provou e prova que os povos oprimidos do Mundo se manterão neste constante conflito, nesta constante luta pela hegemonia do poder até à data em que, dirigido pelo proletariado, o povo de todos os países conquistou o poder aos seus inimigos, arranque das mãos podres de quem o explora a totalidade dos meios de produção, e erguer a rubra bandeira do internacionalismo, proletário. É nessa altura que o Mundo respirará o ar calmo e límpido da Fraternidade, do Amor, da Justiça. e da Paz proletárias.
Inserido no contexto geral da luta do povo português pela sua libertação realizou-se ontem, dia 20, em Aveiro Um COMICI0 do MRPP.

1974-08-00 - RESOLUÇÃO SOBRE A LINHA POLÍTICA PARA A AGITAÇÃO E PROPAGANDA - FEML

LUTEMOS PELA MOBILIZAÇÃO DE TODAS AS FORÇAS PARA A FUNDAÇÃO DO PARTIDO!

 Iª CONFERENCIA NACIONAL DA FEML

RESOLUÇÃO SOBRE A LINHA POLÍTICA PARA A AGITAÇÃO E PROPAGANDA – 7

1. Pegar em cada facto concreto, em cada acto ou medida tomada pela Junta ou pelo Governo Provisório e coloca-las claramente aos olhos das massas como os actos e as medidas praticadas pelos representantes dos monopólios, dos roceiros, dos colonialistas e dos imperialistas - assim definiu o nosso Movimento a linha para a agitação e propaganda. É isto que importa dominar, ter sempre presente que nunca é do menos repetir.
2. Na situação actual, a agitação e propaganda tem de ser vista à luz da aguda luta de classes que, no nosso pais, se trava entre o proletariado e a burguesia pela preparação e conquista da opinião pública para o lado da revolução ou da contra-revolução. A questão que se põe é a de saber qual a classe quo leva a vantagem e qual a táctica, as formas, métodos e meios que o proletariado deverá adoptar na preparação e conquista da opinião pública, o quer, entre os estudantes, a conquista da imensa maioria juventude estudantil portuguesa para o campo da Revolução.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

1974-08-20 - O Proletário Vermelho Nº 01

PORQUÊ ESTE JORNAL?
O aparecimento do número 1 de «O PROLETÁRIO VERMELHO» vai levantar, por certo, muitas perguntas e alarido. Desde os reaccionários mais descarados até aos mais encobertos, desde os fascistas aos revisionistas, os falsos amigos do Povo, passando — sabe-se lá — por alguns que gostariam de ver o socialismo mas ainda confundem Portugal com Lisboa e o país com os meios culturais e universitários, todos vão atacar «O PROLETÁRIO VERMELHO».
Uns vão dizer que é mais um jornal dos «esquerdistas», dos tais «pseudo-revolucionários» como os revisionistas dizem, falando contra a revolução, e misturando tudo no mesmo tacho. Outros que é mais uma manobra de divisão das chamadas «forças democráticas» (burguesas). Outros ainda que é mais «um grupo oportunista», «neo-não-sei-quê», etc. E, como tem vindo a ser costume. O POVO TRABALHADOR VAI ENCOLHER OS OMBROS por nada perceber de tal palavreado. Vai encolher os ombros mas perguntar:

1974-08-20 - Voz do Povo Nº 003 - UDP

A LEI ANTI-GREVE NÃO DESARMARÁ A CLASSE OPERÁRIA!

Nas últimas semanas muito se tem falado da lei sobre as greves que o Conselho de Estado tem em apreciação. Há mais de um mês essa lei estaria para ser discutida quando se dá a crise governamental e cai o primeiro governo provisório.
A legislação sobre as greves interessa aos operários. Mas também interessa aos seus inimigos, os patrões, bem como a outras classes sociais que não estando directamente implicadas na exploração de trabalho assalariado, dela beneficiam. Por isso surgem vários projectos de lei, há debates, soluções de compromisso e tudo o mais.
Os projectos iniciais foram postos de parte e é apreciado um novo projecto.
Os patrões reunidos na Confederação Nacional da Indústria propõem uma lei de “lock-out” (direito de encerrar as fábricas como resposta às reivindicações dos trabalhadores). Chamam-na lei da greve mas trata-se de facto de uma lei anti greve. Para eles a greve ê um mal que tem de ser aceite mas controlado ao máximo. Exigem pré-aviso, proíbem a ocupação, só reconhecem greves estritamente profissionais, reclamam o direito de despedir os grevistas, protegem os fura-greves (como se fossem grandes democratas, invocando liberdade de trabalho!). Enfim, uma lei para legitimar o poder soberano do patronato quando a contratação não se faz de forma pacifica.

1972-06-28 - PELA REABERTURA INCONDICIONAL DAS AAEE DO TÉCNICO E DE ECONÓMICAS - Movimento Estudantil

PELA REABERTURA INCONDICIONAL DAS AAEE DO TÉCNICO E DE ECONÓMICAS 1. O SIGNIFICADO DE UMA LUTA A hera que atravessamos é grave e  ...

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