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quinta-feira, 31 de julho de 2014

1974-07-00 - Páginas Vermelhas Nº 04 Suplemento - UC(ml)

A C.C.P. da U.C.(m-l) presta homenagem ao camarada Alfredo Ascensão Diniz (ALEX) assassinado a 4 de Julho de 1945

A 4 de Julho passam-se 29 anos que foi assassinado o camarada Alex, membro do Comité Central do P.C.P.
Alfredo Diniz era um operário metalúrgico, e apenas com 19 anos integrou como militante da Federação das Juventudes Comunistas Portuguesas (F.J.C.P.- S.P.I.C.J.), importante organização partidária da vanguarda juvenil operária portuguesa, por onde dezenas e dezenas de excelentes militantes do Partido passaram os seus primeiros anos de actividade revolucionária. Foi também, destacado militante do socorro Vermelho Internacional (S.V.I.). Posteriormente, veio a ser dirigente do Comité Regional de Lisboa do PCP (S,P.I.C.).        
Preso era Agosto de 1938 mostrou diante da repressão fascista a sua tempera de militante comunista. Depois de ter cumprido 19 meses de cadeia, voltou à liberdade, e à actividade militante no Partido. Secretariou a célula
da empresa Parry and Son, e pertenceu ao Comité Local de Almada do PCP.

1974-07-31 - O Exército Informa Nº 06

 NO PASSADO DIA 27 DE JULHO, O PRESIDENTE DA REPÚBLICA AFIRMOU SOLENEMENTE O DIREITO A INDEPENDÊNCIA DOS POVOS DA GUINÉ, ANGOLA E MOÇAMBIQUE.
O SEU NOTÁVEL DISCURSO DEVE SER LIDO E MEDITADO POR TODOS OS PORTUGUESES. PERMITIMO-NOS, CONTUDO, SALIENTAR AS SEGUINTES PASSAGENS:
«… É COM A MAIS VIVA EMOÇÃO QUE DIRIJO AO POVO PORTUGUÊS DE AQUÉM E ALÉM-MAR, NA MAIS PERFEITA COERÊNCIA COM A NOSSA TRADIÇÃO HISTÓRICA E COM O IDEÁRIO QUE NOS PRESIDE E NELA SE INSPIROU, A DECLARAÇÃO FORMAL DE HAVER CHEGADO O MOMENTO DE RECONHECER ÀS POPULAÇÕES DOS NOSSOS TERRITÓRIOS ULTRAMARINOS, O DIREITO DE TOMAREM EM SUAS MÃOS OS PRÓPRIOS DESTINOS.»
«SOMOS UM POVO ESSENCIALMENTE PACÍFICO QUE ATRAVÉS DOS TEMPOS SEMPRE BUSCOU NA AVENTURA O SUPRIMENTO DAS SUAS CARÊNCIAS.»

1974-07-31 - INDEPENDÊNCIA IMEDIATA E TOTAL PARA ANGOLA, GUINÉ-CABO VERDE, MOÇAMBIQUE, S. TOMÉ E PRÍNCIPE! - LCI


INDEPENDÊNCIA IMEDIATA E TOTAL PARA ANGOLA, GUINÉ-CABO VERDE, MOÇAMBIQUE,  S. TOMÉ E PRÍNCIPE!

RETIRADA IMEDIATA E INCONDICIONAL DO EXERCITO COLONIAL!
ENTREGA DO PODER AO MPLA, FRELIMO E PAIGC!

 1 - Spínola acaba de declarar o reconhecimento do direito à independência das colónias.
Após inúmeras manobras que começaram pela tentativa de negociações para obterem um cessar-fogo e assim paralisarem a luta armada dos movimentos de libertação, abrindo um período de longas conversações para a obtenção de garantias económicas e políticas da continuação da exploração capitalista, os capitalistas viram-se forçados a mostrar a sua ”boa vontade”. E as colónias, que durante séculos foram fonte de fabulosos lucros, teatro de 13 anos de luta armada e de sucessivas derrotas do imperialismo, tomam-se subitamente "capazes" de serem independentes.
2 - Mas os revolucionários africanos, os combatentes do MPLA, FRELIMO E PAIGC todos os trabalhadores que de armas na mão ou pelas suas greves e manifestações combateram o colonialismo, decididamente pela independência imediata e contra a exploração capitalista, sabem que nada conquistarão por decretos.

1974-07-00 - Yenan Nº 06

 EDITORIAL

I – Mais de um mês depois do golpe de estado militarista do 25 de Abril, qual é a situação actual para a burguesia e para as forças revolucionárias? Alterou-se a relação de forças que desencadeou o golpe de estado da clique militar hoje no poder?
Evidentemente que sim, como tudo o fazia esperar, em favor do povo.
Por um lado, as massas populares e a classe operária, através do embrião organizado do seu Estado-maior, aproveitam as liberdades que a burguesia lhes é obrigada a conceder para, através da torrente de suas iniciativas bem antes do 25 de Abril e desenvolvida agora, consolidar a sua organização revolucionária, com vista à realização das suas aspirações fundamentais, preparando-se para a luta armada que lhes dará o poder politico. Para elas, a situação é excelente, o futuro radioso e o horizonte vermelho.
Por outro, a burguesia que acentuou cada vez mais a sua decadência e desorganização, procura desesperadamente reconstituir o seu aparelho de Estado parcialmente desmantelado após o afastamento da facção fascista, unindo á volta do seu sector liberal todas as forças reaccionárias ainda presentes na cena política para fazer face ao galopante ascenso das lutas populares em torno do Pão, da Paz, da Terra, da Liberdade, da Independência Nacional e dos povos das colonias, pela sua separação e completa independência.

1969-07-31- O Tempo e o Modo Nº 71-72 - INTERNACIONALISMO, COEXISTÊNCIA PACIFICA...

INTERNACIONALISMO, COEXISTÊNCIA PACIFICA, NACIONALISMO ALGUMAS QUESTÕES EM TORNO DE UMA FRONTEIRA POR AMADEU LOPES SALEIRO

a) Num comunicado oficial distribuído e 24 de Maio pela agência Nova China e de que as agências noticiosas ocidentais se fizeram eco, a República Popular da China declara-se disposta a discutir a data e o lugar da realização das conversações com a U.R.S.S. sobre os problemas fronteiriços que estão na base dos recentes acidentes armados entre os soldados dos dois países.
De acordo com a Reuter, «Pequim não concorda com a proposta soviética de negociações isoladas para cada caso dos sectores fronteiriços em litígio e pretende, pelo contrário, que a questão fronteiriça seja analisada e discutida em conjunto (...) Considera da maior importância chegar-se a acordo acerca  de 1.500.000 km2 de território anexados pela Rússia czarista e acerca de 20.000 km2 que os russos ocuparam na área do planalto do Pamir (...) Especialmente no que respeita àquele planalto e ainda a 1.000 km2 que os soviéticos ocupam ao longo dos rios Wusull e Heilung o Governo chinês considera que, por se ter verificado flagrante violação dos tratados em vigor o Kremlin deverá devolvê-los sem reserva.»

terça-feira, 29 de julho de 2014

1974-07-00 - Vanguarda Vermelha Nº 04 - I Série - UC(ml)

BIBLIOTECADO MILITANTE DA VANGUARDA VERMELHA
Nº 4 preço 3$00

POR UMA MENTALIDADE BOLCHEVIQUE
1"  Por uma mentalidade bolchevique" 
2." A célula base do Partido”                                
3.” Aos Comités Regionais, aos Comités Locais e aos Comités de Zona do Partido, às células e núcleos isolados"                        
4." Os nossos quadros, Formação política dos componentes das células. Células de empresa. Filiados e simpatizantes"               
5" O trabalho clandestino nas terras pequenas"              
6. "Criemos quadros e defendamo-los"                         
7.  "Construindo o Partido perguntas e respostas"
8. "Perguntas e respostas"                                   
9. "A bolchevização e questões de organização"               
10 . "Por uma disciplina de ferro"   

1974-07-29 - COMO APRENDER COM OS CAMPONESES - AAP-C

 
COMO APRENDER COM OS CAMPONESES
“...COMPARADOS AOS OPERÁRIOS E AOS CAMPONESES, OS INTELECTUAIS NÃO REEDUCADOS, NÃO ERAM SÃOS....OS MAIS SÃOS ERAM AINDA OS OPERÁRIOS E OS CAMPONESES, MAIS SÃOS QUE TODOS OS INTELECTUAIS BURGUESES E PEQUENO-BURGUESES APESAR DAS SUAS MÃOS SUJAS E DA LAMA QUE SE LHES AGARRA AOS PÉS”
MAO TSÉ-TUNG

Depois de ter sido diplomada em 1968 peia Escola Norma! Superior d@ Hopei, fui para uma aldeia do distrito de Tsanghsin, província de Hopei, para me formar no trabalho manual. Seguia assim a via indicada pelo Presidente Mao para a integração dos jovens estudantes no
seio dos operários e camponeses. A viver e a trabalhar com as massas, vim a pouco e pouco a ligar-me a elas e integrei-me completamente no campo.
Em 1970 casei com um modesto camponês e instalei-me definitivamente na aldeia. Para mim, estes últimos anos foram anos de luta contra as velhas ideias tradicionais de desprezo peio trabalho manual e pelos trabalhadores.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

1974-07-28 - EXORTACÃO AO POVO PORTUGUES

EXORTACÃO AO POVO PORTUGUES

Foi com profunda, satisfação que o Partido Comunista Português, o Partido Popular Democrático e o Partido Socialista tomaram conhecimento da patriótica declaração do Presidente da República, General António de Spínola, em que formal e solenemente se reconhece, em nome de Portugal, o direito dos povos de Angola, Guiné-Bissau e Moçambique à independência. É um acto que emana da consciência de um povo amante da paz, da liberdade e da fraternidade humana.

1974-07-28 - MRPP - DECLARAÇÃO DO COMITÉ LENINE SOBRE A QUESTÃO DA PAZ.


DECLARAÇÃO DO COMITÉ LENINE SOBRE A QUESTÃO DA PAZ.

O espaço de poucas semanas, a Junta e o Governo Provisório foram obrigadas a modificar formalmente a sua posição política sobre a questão colonial, 0 país acaba de tomar conhecimento que a burguesia, para prosseguir no seu "processo de descolonização", reconhece o "direito à independência politica dos povos da Guiné, Angola e Moçambique”. Quais as causas dessa declaração formal, qual a sua natureza e quais os seus objectives - eis as principais questões que interessa colocar e analisar para podermos prosseguir ainda mais intensa, ousada e organizadamente a luta pela Paz, desmascarar as manobras neo-colonialistas e combater as falsas ilusões que, com a sua declaração, a Junta e o Governo Provisório dos colonialistas pretendem inculcar num ou noutro sector das massas populares.
Do fracasso da política ultra colonialista do Portugal uno e indivisível11 a derrocada da política revisionista do "referende", das "negociações prévias" ao "debate nacional"; do malogro da solução federalista avançada pelo chefe da Junta Militar ao estratagema da “independência11 formal cozinhado nos últimos dias em S. Bento e em Belém - é ainda a mesma política de saque e de rapina aquela que se esconde debaixo da declaração presidencial de ontem. Ela integra-se perfeitamente dentro dos objectivos da burguesia colonialista e imperialista de continuar a exploração e opressão dos povos irmãos das colónias, segurar as suas roças e as suas minas e de salvaguardar, no dizer do próprio ministro Mário Soares, "os interesses dos homens que contribuíram para a riqueza desses territórios".

1974-07-28 - COMEMOREMOS E APOIEMOS A DECLARAÇÃO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA SOBRE O DIREITO À INDEPENDÊNCIA DOS POVOS COLONIAIS! - PCP

PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

COMEMOREMOS E APOIEMOS A DECLARAÇÃO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA SOBRE O DIREITO À INDEPENDÊNCIA DOS POVOS COLONIAIS!

Povo de Lisboa!
O reconhecimento do direito à independência dos povos coloniais, hoje declarado pelo Presidente da República tem um altíssimo significado. Não é apenas o fim da época das guerras coloniais que ele anuncia. É também o de cinco longos escolhos de colonialismo, com todos os atrasos que trousse ao desenvolvimento económico político dos povos de Portugal e de África, que agora finda.
As enormes despesas da guerra poderão ser estancadas desde hoje e mais tarde encaminhadas no sentido da melhoraria das condições do vida dos portugueses e no apoio ao desenvolvimento da economia nacional. E os nossos soldados tal como os dos movimentos de libertação nacional, deixarão de verter o seu sangue numa luta que só podia ter a solução agora aceite: a inequívoca independência dos povos da Guiné-Bissau, de Moçambique, de Angola.

1969-07-28 - O Tempo e o Modo Nº 71-72 - O IMPORTANTE

O IMPORTANTE

Azeitão, 15 de Agosto de 1966
Eram uma vez duas e um quarto da manhã à porta do dancing «O Canário».
Pela cidade ia conspiração, de luz acesa e janela aberta, tudo euforia de civis de civismo e baixas patentes descomandáveis. E eu vinha duma sessão dessa música,
Horas longas de tabaco e copos de água, inúteis, que me traziam ensopado em fúrias lentas. Por isso, a finais de reunião, entrara pensando «O Canária» com intensidades de arrastar comigo um subversor muito alto e magro.
Ele usava nome, Saficho. E porque era enorme e quase famigerado avançou adiante. Entrámos como um iate de escaler à arreata.
Sentados no bar, o Sancho encolheu o nariz.

1969-07-28 - O Tempo e o Modo Nº 71-72 - O SEU, A SEU DONO;

 O SEU, A SEU DONO;

1 — O que foi o Congresso
a) Três dias de Conferências - três
b) Por conta de alguns «democratas»(?) portugueses — médicos, advogados, engenheiros, intelectuais, industriais, etc.
2 — O que o Congresso não foi
a) Três dias de diálogo - três
b) Por conta da Democracia
3 — De quem foi o Congresso
De alguns «democratas»(?) portugueses — médicos, advogados, engenheiros, intelectuais, industriais, etc.
4 — De quem o Congresso não foi
Da Democracia
5 — Para quem foi o Congresso
Para alguns «democratas»(?) portugueses — médicos, advogados, engenheiros, intelectuais, industriais, etc.

domingo, 27 de julho de 2014

1974-07-27 - ABANDONEMOS AS ILUSÕES PROSSIGAMOS A LUTA PELA PAZ! - MRPP

LUTEMOS PELA MOBILIZAÇÃO DE TODAS AS FORÇAS PARA A FUNDAÇÃO DO PARTIDO

CAMARADAS!
ABANDONEMOS AS ILUSÕES PROSSIGAMOS A LUTA PELA PAZ!
TODOS A GRANDE MANIFESTAÇÃO ANTI-COLONIALISTA CONVOCADA PELO MRPP PARA A PRÓXIMA 3ª FEIRA DIA 30 DE JULHO, ÀS 19H, NO ROSSIO - LISBOA.
As forças reaccionárias da burguesia e do colonialismo, que sempre fizeram a guerra e os massacres contra os povos oprimidos das colónias, falam agora de "paz" e de "independência para os territórios ultramarinos", nomeadamente para Guine, Angola e Moçambique.
Duramente atingidos pela guerra popular de Libertação nacional dos povos das colónias, pelo amplo e poderoso movimento popular, pela Paz e do povo português e pelo avanço da luta revolucionária em Portugal, essas forças reaccionárias que ainda acerca de um mês negavam aos povos das colónias o direito a Separação e completa Independência e pretendiam um "referêndum" veem-se agora nalguns casos, obrigados a ceder, declarando unilateralmente aberto o caminho para a continuação das negociações com os Movimentos de Libertação. Isso é uma importante vitória para os povos irmãos das colónias, para o povo português e para os povos do mundo inteiro.

1974-07-27 - Movimento Estudantil


 1- Considerando que a reforma de um Hospital Universitário não pode ser vista isoladamente das reformas gerais da saúde e de ensino e na elaboração devem ser ouvidas os diversos grupos profissionais que nele trabalham, os utentes e os técnicos hospitalares.
2- Considerando que vivemos num pais concreto, de carências assistenciais sobejamente conhecidas, que de imediato necessita de cirurgiões gerais bem preparados.
3- Considerando que os HUC, apoiam una extensa zona nomeadamente de urgências que os cirurgiões devem estar aptos a resolver de maneira geral.
4- Considerando que o Hospital, neste momento com uma direcção da nossa responsabilidade, tem insuficiências intransponíveis nas actuai instalações e não pode deixar de ser incluído em reformas mais vastas profundas e integradas em todos os níveis de Saúde e do Ensino, que exigem de todos nós um grande esforço de preparação. Um reformismo local susceptível de agudizar os problemas que nos sejam feito apenas pelo grupo profissional que social e monetariamente depende da Cirurgia pode permitir oportunismos indesejáveis.
5- Considerando que una diferenciação que se deseja, deve ser corolário de necessidades existentes e de um desenvolvimento geral. Criar lugar para pessoas ou grandes especialidades desenraizadas do contexto social e técnico de Coimbra, pouca utilidade traz ao Pais

1974-07-27 - Extrema Direita - AO POVO E À NAÇÃO

 AO POVO E À NAÇÃO

 1. Nesta hora de luto nacional não é una vitória que se consagra - é uma rendição que se decreta.
Contra a vontade das populações ultramarinas, que acreditavam ter o movimento do 25 de Abril á finalidade de ouvir a sua voz e respeitar o seu voto, impõe-se o arbítrio dos movimentos armados e sustentados pelo imperialismo estrangeiro. Erige-se a arbitrariedade da violência como lei e condena-se como crime a defesa da ordem, da paz e da harmonia. Saúdam-se os que, pegaram em armas contra Portugal e nega-se o direito de existência política àqueles que por meios pacíficos se levantaram por Portugal.
Será por isso que entre os territórios a descolonizar não figura nenhum daqueles onde até hoje não houve luta armada? Será, que, enfim, só merecem a "honra" de interlocutores aqueles movimentos que mataram homens, mulheres e crianças ou combatentes portugueses?
Fatal lei da descolonização essa, que só se legitima pela violência, pelo terror e pela morte. Fatal lei das pátrias essa, que só se dignifica quando viola a paz, a ordem e as vidas,

1974-07-27 - A Opinião Nº 052

ENSINO
UM OUTONO «QUENTE» EM PERSPECTIVA?

Aparece extremamente confusa, portanto, preocupante, a situação do sector escolar nesta momento da vida portuguesa,
A uma longa tradição de subdesenvolvimento cultural — cuja raiz mais funda está no subdesenvolvimento económico do país, mas tem sido, de há séculos, reforçada por uma série de medidas fomentadoras do obscurantismo e do aniquilamento da vida intelectual, desde a Inquisição às várias formas de censura — começando com a de Pina Manique e acabando com a do estado fascista, tão recente — vem acrescentar-se a partir do 25 de Abril, a ânsia generalizada de profundas transformações no ensino, tão necessárias e prementes que se mostra difícil saber por onde começar uma acção eficaz.
Sendo, como é um problema que não interessa apenas aos sectores da população mais directamente ligados à vida escolar, mas à generalidade do Povo português, que tem a sua palavra a dizer a respeito das soluções a pôr em prática, parece de interesse fazer um rápido — embora necessariamente superficial — balanço a alguns seus aspectos fundamentais.

1974-07-27 - Nota da Comissão Política do Comité Central do Partido Comunista Português sobre a histórica declaração do Presidente do Republica

Nota da Comissão Política do Comité Central do Partido Comunista Português sobre a histórica declaração do Presidente do Republica

A declaração solene feita pelo Presidente da Republica, General António de Spínola, sobre o reconhecimento à independência dos povos submetidos ao colonialismo português, reveste-se de grande alcance histórico,£ um novo marco na vida da nação portuguesa, uma decisão profundamente patriótica e de transcendente significado nacional e internacional.

1974-07-00 - DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS - CDS

PARTIDO DO CENTRO DEMOCRÁTICO SOCIAL

DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS
Correspondendo aos apelos de amplas correntes da opinião pública, ainda politicamente desmobilizadas para as grandes tarefas da construção de um Portugal novo;
Congratulando-se com os espaços de liberdade, de participação e de responsabilidade cívica que os militares do 25 de Abril vieram oferecer aos portugueses;
Reivindicando a necessidade de se construir, em Portugal, um tipo de sociedade inspirada nos melhores valores democráticos e humanistas da Europa Ocidental e capaz de corresponder aos verdadeiros anseios de todos e cada um dos portugueses;
Abrindo-se a todos os democratas do centro-esquerda e do centro-direita que se sintam solidários nas tarefas que será necessário levar a cabo para a construção de tal sociedade;
É criado o PARTIDO DO CENTRO DEMOCRÁTICO SOCIAL - C.D.S.

sábado, 26 de julho de 2014

1974-07-26 - Comício em Guimarães - PCP


1974-07-26 - Comício em Algés - PCP


1974-07-26 - RECUSEMO-NOS COLECTIVAMENTE AOS EMBARQUES! - RPAC

 OPERÁRIOS E CAMPONESES, SOLDADOS E MARINHEIROS – O MESMO COMBATE PELA PAZ!
RECUSEMO-NOS COLECTIVAMENTE AOS EMBARQUES!
EXIJAMOS O REGRESSO DOS SOLDADOS!
CAMARADAS SOLDADOS E MARINHEIROS!
Porque razão é que a Junta e o governo provisório desde o início que prometem a paz, dizem que querem o fim da guerra colonial e ao mesmo tempo continuam a guerra, prosseguem com os embarques e impedem o regresso dos soldados? Será que esteve algum dia nas intenções dos novos gerente a da burguesia e do imperialismo estrangeiro no nosso país, reconhecer de facto o direito dos povos das colónias à Independência e dar a paz ao nosso povo?
De forma alguma! Todas as promessas que fizeram inicialmente foi com o objectivo de iludir o povo, iludir-nos a nós, soldados e marinheiros, para nos levar a consolidar a sua política de exploração e opressão, sob a capa da democracia, da liberdade e da paz. Essa "paz” com que os novos agentes dos exploradores embandeiraram o seu golpe militar, não passou de uma artimanha a que tiveram de recorrer para perpetuar a dominação colonial, para continuar a satisfazer os apetites dos grandes monopólios estrangeiros, de que são lacaios e que sugam as riquezas dos povos das colónias à custa do seu suor e sangue.

1974-07-26 - Revolução Nº 009 - PRP-BR

 O SECTARISMO

Após o 25 de Abril, floresceram as organizações que até ai não existiam ou poucas mostras tinham dado de combate ao fascismo. Organizações à direita que mostram o esforço da burguesia a organizar-se e organizações à esquerda, que têm mostrado um sectarismo, que muitas vezes tem mais a ver com uma igreja ou um clube, do que com um partido.
Uma organização que se diz marxista e leninista terá como tarefas, por um lado, uma análise da situação sob o ponto de vista materialista dialéctico e por outro a organização do proletariado. Ora o que nós vemos é que a análise da situação actual não se faz a maior parte das vezes, citando-se a propósito apenas textos dos autores clássico» (Marx, Lenine, Mao), que sé referem a países e situações bem diferences. Esses textos são evocados lidos, citados de cor, como se duma nova bíblia se tratasse. e a propósito das situações abre-se o livro sagrado e o Versículo que aprece passa a adaptar-se à vontade dc leitor... Pensamos que isto nada tem a ver com materialismo, mas que tem muito a ver com o espirito religioso que ainda existe entre nós, herança de muitos séculos.

1974-07-26 - TODOS À GRANDE MANIFESTAÇÃO ANTI-COLONIALISTA - MRPP

TODOS À GRANDE MANIFESTAÇÃO ANTI-COLONIALISTA CONVOCADA PELO M.R.P.P.
3ª FEIRA, dia 30, AS 19 HORAS, NO ROSSIO EM LISBOA

Camaradas!
Ao fim de três meses, a Junta s o Governo Provisório não resolveram o problema da Paz. Como todos sabemos, não só a Paz não foi alcançada como a guerra colonial-imperialista se intensificou em Angola e Moçambique, sendo cada vez maior o número dos soldados e marinheires que embarca e menor o daqueles que regressam das colónias.
As negociações não trazem a Paz ao povo. A burguesia colonialista e imperialista serve-se delas como pretexto para negar cos povos irmãos oprimidos das colónias o direito à separação e à completa Independência das suas Pátrias. Vai ainda mais longe. Serve-se das negociemos para tentar criar no espirito do nosso povo ilusões acerca da Paz a manter vastas camadas populares na espectativa do resultado das conversações com os Movimentos do Libertação.

1974-07-26 - Margueira Vermelha Nº 01

 MARGUEIRA VERMELHA

A EMANCIPAÇÃO DOS TRABALHADORES É OBRRA DOS TRABALHADORES!
O QUE É O MARGUEIRA VERMELHA
Camaradas:
Os operários e trabalhadores sempre lutaram e lutarão contra a exploração e opressão capitalistas até derrubarem definitivamente o capitalismo, ate a Revolução Socialista em que tomarão o poder nas suas mãos.
- Para isso os operários e trabalhadores devem forjar as suas armas de combate, devem dar uma luta sem tréguas aos exploradores.
Uma das armas fundamentais dos trabalhadores e a imprensa operária» a discussão -democrática que prepara os trabalhadores para as lutas "A Mangueira Vermelha", folha periódica dos estaleiros da Margueira tem essa função. Contra as mentiras dos capitalistas e as manobras dos patrões, “Margueira Vermelha" defenderá intransigentemente os interesses dos trabalhadores, propondo e apontando formas de organização e luta em cada caso concreto para estes se defenderem e atacarem os patrões.

1974-07-00 - Diversos - AOS TRABALHADORES. SOLDADOS E MARINHEIROS DO RIBATEJO

AOS TRABALHADORES. SOLDADOS E MARINHBIROS DO RIBATEJO

Camaradas:
Passaram já três meses depois do 25 de Abril. Os soldados e marinheiros continuam a embarcar diariamente para as colónias. Continuam a morrer todos os dias nas colónias os jovens portugueses incorporados a força no exército colonial. O luto e a tristeza assolam as famílias portuguesas. A burguesia continua a matraquear-nos diariamente nos seus jornais, rádio e televisão com os slogans faladores, de “PAZ” e "LIBERDADE". Mas o que vemos é a continuação da guerra assassinas dos embarques, o gasto de milhões de contos roubados ao povo trabalhador, a continuação do envio para as colónias de material de guerra e o imediato do regresso dos soldados.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

1974-07-25 - UNIDOS VENCEREMOS


1974-07-25 - apoio ao Movimento das Forças Armadas e ao novo Governo Provisório.


 O Partido Comunista Português e o Partido Socialista, com o apoio do Movimento Democrático Português e da Intersindical, convocam o povo da região de Lisboa para uma grande manifestação-comício a realizar no Estádio 1.° de Maio, no dia 25 de Julho, às 21 horas, em apoio ao Movimento das Forças Armadas e do novo Governo Provisório.
Ao fazê-lo, três meses após o derrubamento do fascismo, a 25 de Abril, pretendem consagrar a vitória sobre a recente manobra reaccionária que procurava travar o processo de democratização, afirmam a sua homenagem ao Movimento das Forças Armadas, a cuja firme atitude se fica devendo o triunfo alcançado, manifestam a sua confiança no novo Governo Provisório para a solução dos mais graves e urgentes problemas do Povo Português — o fim da guerra colonial, a consolidação das liberdades, a melhoria das condições de vida das massas trabalhadoras, o combate à sabotagem económica por parte do grande capital, o prosseguimento do saneamento. Esta grande iniciativa está aberta à adesão de todas as organizações democráticas e populares — políticas, cívicas, culturais, desportivas e recreativas.
Todos ao Estádio 1.° de Maio.

1974-07-25 - Luta Popular Nº 0026 - MRPP

EDITORIAL
 A SEPARAÇÃO E COMPLETA INDEPENDÊNCIA PARA OS POVOS DAS COLÓNIAS É O ÚNICO CAMINHO PARA CONQUISTAR A PAZ

A burguesia colonialista utiliza alternadamente uma capciosa política de paz e uma política de guerra, fazendo uso de uma e de outra conforme a situação e as relações de forças lhe são desfavoráveis ou não. Frequentemente, os colonialistas, os capitalistas, os imperialistas e todos os reaccionários procuram esconder os seus crimes de agressão e a preparação de novas guerras com mentiras sobre a paz. Invariavelmente procuram fazer-se passar por arautos da paz quando são eles os fomentadores das guerras. Foi falando de Paz e apelando para a «defesa da pátria» que a burguesia colonial fascista fez a guerra contra os povos das colónias atirando o proletariado e o povo português contra os seus irmãos de classe. Hoje, os sucessores da burguesia fascista apressam-se a vestir roupagens das mais pacíficas, não que tenham ardentes desejos de paz, mas porque a isso foram obrigados pela força real dos povos das colónias e pela força do nosso próprio povo em luta pelos objectivos da Revolução Democrática e Popular dentre os quais se destaca a PAZ.

1974-07-25 - Jornal da Greve Nº 14 - EFACEC

 JORNAL DA GREVE DOS TRABALHADORES EFACEC-INEL- LISBOA - 14 - 5-7-74

Levar a decisão da greve á vitoria
PORQUE CONTINUAMOS EM LUTA
Ultimamente têm surgido os mais variados boatos, salientando-se entre eles os seguintes:
1º - A greve da EFACEC-INEL, ê movimentada por elementos partidários.
2º - A nossa greve só terminará quando outra empresa com a potência da EFACEC entrar em greve.
Isto dá ideia a primeira vista que existe uma organização que anda a desenvolver as lutas actuais nas empresas. No entanto, se analisarmos o problema mais profundamente, podemos verificar que as greves só terminarão quando desaparecerem as causas que as determinam.
A greve ê um fenómeno inevitável dentro da actual sociedade e enquanto esta não for profundamente modificada na sua estrutura, não deixará de ser uma fatalidade económica quer o queiram, quer não.
Por satisfeitos se deviam dar esses indivíduos em nos operários recorrermos às greves no intuito de tentar atenuar as péssimas condições da nossa existência. Pior seria para esses senhores se ela não se fizesse, porque se assim sucedesse as circunstâncias haviam de levá-la a exercer uma outra acção e é bem possível que esta lhes fosse mais nociva.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

1969-07-24 - SIPE Nº 6 - Movimento Estudantil


S.I.P.E. - Nº 6  
Serviços de Informação, Propaganda e Estatística

1. O MINISTRO DA EDUCAÇÃO NACIONAL NÃO DEU SEGUIMENTO AO PEDIDO DE AUDIÊNCIA COM O PRESIDENTE DO CONSELHO ELEITO PELA DIRECÇÃO-GERAL.
Em 25 de Junho, dando cumprimento à deliberação de última Assembleia Magna, a Direcção-Geral da A.A.C. enviou ao Reitor da Universidade um oficio do qual transcrevemos o seguinte;
"Pertencendo a Direcção-Geral da A.A.C. avistar-se com Sua Excelência o Senhor Presidente do Conselho de Ministros, apelamos a V. Exs. que, através do Ministério da Educação, requeira com brevidade uma audiência com Sua Excelência.
Em 5 do corrente, assinado pelo Reitor, a Direcção-Geral recebeu o seguinte ofício;

1974-07-24 - Jornal da Greve Nº 13 - EFACEC


JORNAL DA GREVE DOS TRABALHADORES EFACEC-INEL-LISBOA

A REUNIÃO DE 22.7.74 FOI UM GRANDE PASSO EM FRENTE PARA A VITÕRIA DOS TRABALHADORES MAIS EXPLORADOS
 Unidos em torno do nosso caderno reivindicativo vamos fazer com que todos os pontos venham a ser aprovados em nosso favor. A administração começou por dar o mês de ferias e subsídio que a par da aplicação do CCT da Construção Civil aos administrativos eram as reivindicações mais directamente ligadas ã pequena burguesia, assim como a dadiva de 20 para almoço ao pessoal fixo.
Vemos portanto, que os pontos que mais respeito diziam aos mais explorados ficaram para trás. Acontece, isto por acaso?
Cremos que não. Pensamos que a administração procurou dar â pequena burguesia determinadas vantagens para isolar as classes mais exploradas.
A par disto, a administração tentou todas as manobras para dividir, os trabalhadores e fazer com que estes perdessem a sua luta.

1974-07-24 - DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS - CDS


CDS PARTIDO DO CENTRO DEMOCRÁTICO SOCIAL

DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS
Correspondendo aos apelos de amplas correntes da opinião pública, ainda politicamente desmobilizadas para as grandes tarefas da construção de um Portugal novo;
Congratulando-se com os espaços de liberdade, de participação e de responsabilidade cívica que os militares do 25 de Abril vieram oferecer aos portugueses;
Reivindicando a necessidade de se construir, em Portugal, um tipo de sociedade inspirada nos melhores valores democráticos e humanistas da Europa Ocidental e capaz de corresponder aos verdadeiros anseios de todos e cada um dos portugueses;
Abrindo-se a todos os democratas do centro-esquerda e do centro-direita que se sintam solidários nas tarefas que será necessário levar a cabo para a construção de tal sociedade;
É criado o PARTIDO DO CENTRO DEMOCRÁTICO SOCIAL  -  C.D.S.

1969-07-24 - O Tempo e o Modo Nº 71-72 - «CLEPSIDRA» E OUTROS POEMAS

«CLEPSIDRA» E OUTROS POEMAS

Escreve uma crítica como a que se segue, sobre a edição de uma obra poética e não sobre essa obra é tarefa que pouco me interessa. Porque esta crítica se baseia numa erudição que a outros sobeja e a mim não me faz falta. Escrevo-a, contudo, porque para ler um poeta que me apaixona tenho, antes de mais nada, de mais nada, de ler a sua obra tal como julgo que ele a exigiria se pudesse fazê-lo. Por isto escrevi no Provas D n.º 54-55 de O TEMPO E O MODO (Novembro-Dezembro de 1967) uma nota em que assinalei a urgência de uma edição crítica da obra poética de Camilo Pessanha, esgotada que estava então a 3.a edição da Clepsidra e reconhecida a sua imperfeição por ser organizada sob um critério defeituoso e não podendo considerar-se um volume de «poemas completox» por lhe faltarem poemas tão notáveis como Madalena e Branco e Vermelho, além de outros.
Esperava eu que 1967, ano do primeiro centenário do poeta, nos trouxesse contributos valiosos para o conhecimento da sua obra, principalmente a publicação de poemas e cartas inéditas e aquele estudo que a sua obra exige e merece. Contudo, descontados um ou outro artigo nas páginas literárias da imprensa diária, pelo próprio meio por que foram publicados condenados a um efeito efémero, em nada se adiantou o conhecimento da obra de Pessanha.

1969-07-24 - O Tempo e o Modo Nº 71-72 - VINICIUS DE MORAIS

 VINICIUS DE MORAIS

Publicar Vinicius de Morais em provas enviadas à Censura em Portugal em 1969 é (pode ser) um os recitais do Villaret parece que foram um «milagre de comunicação» e milagres tem havidos poucos e as pessoas vêm televisão e aquela exibição do «Poeta», com toda a sinceridade do seu vício não secreto, da sua aberta intimidade e da sua correspondência ad familiares a ad amigos não era todos os dias (na Televisão — agora vai sendo mais, vide Maria Teresa Horta) Portanto não havia razão para que Vinicius não fosse editado, para que as pessoas não o comprassem e para que todos não ficasse (mos) satisfeitos. Assim, também não haveria nada a dizer sobre o assunto se não se começasse a tornar escandaliza (ao nível da mediocrização e da estupidificação do público, embora o público não seja por definição de alguns crítico e embora à palavra público alguns associem os adjectivos medíocre e estúpido, e esses alguns são os que detêm, por desgraçado acaso, o monopólio desse mesmo público), a política editorial seguida por algumas, por muitas e por todas as editoras que o fazem em plena consciência do que fazem.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

1974-07-23 - MPAC- CLAC's - INTERVENÇÃO DE UM CAMARADA DO MPAC

INTERVENÇÃO DE UM CAMARADA DO MPAC NO COMÍCIO ORGANIZATO POR SIMPATIZANTES DO M.R.P.P., REALIZADO EM BRAGA, NO DIA 18.

CAMARADAS!
O Movimento Popular Anti-Colonial forjado em duras lutas, consolidando-se e desenvolvendo-se em todas as acções do povo português contra a criminosa guerra que a burguesia colonial fascista, a soldo do imperialismo internacional, com o americano a cabeça, move aos povos irmãos das colónias tem por objectivos um programa político em 4 pontos:
1. Luta contra o colonialismo português-lacaio do imperialismo internacional e contra a guerra colonial imperialista de destruição, rapina e genocídio dos povos oprimidos das colónias;
2. Apoio internacionalista à grande, gloriosa e justa insurreição armada de libertação nacional dos povos oprimidos das colónias;
3. Defesa intransigente do direito inalienável dos povos oprimidos das colónias a AUTODETERMINAÇÃO, a SEPARAÇÃO e COMPLETA INDEPENDÊNCIA política, económica e cultural.

1974-07-23 - Jornal da Greve Nº 12 - EFACEC


JORNAL DA GREVE DOS TRABALHADORES EFACEC-INEL-LISBOA
23-7-74

PASSO A PASSO SE VAI REFORÇANDO A NOSSA UNIDADE E PASSO A PASSO VAI CEDENDO O PATRÃO!

 Após a realização do primeiro plenário, onde foi aprovado o nosso caderno reivindicativo, temos vindo de passo em passo conquistando ao patronato os nossos justos direitos.
Muito embora o Eng. Botelho de Sousa, o tenha aceitado não lhe ligou qualquer importância, sendo necessário a paralisação do trabalho e a concentração em frente do edifício da Rua Rodrigo da Fonseca, para que se iniciassem as negociações.
Foi também a força dos trabalhadores que obrigaram a administração a dizer a sua "sentença”, uma vez que já se andava a perder muito tampo, sem que nada fosse resolvido.
Não ficaram os trabalhadores de modo algum satisfeitos com o resultado das negociações uma vez que verificaram ao fim de um determinado tempo andarem a ser enganados pela administração e como tal foram obrigados a declarar greve.

1974-07-23 - MRPP - A SITUAÇÃO POLÍTICA ACTUAL E AS TAREFAS DA CLASSE OPERÁRIA E DO POVO.

TODOS AO COMÍCIO DO MRPP!
CENTRO D0 Bro. M. CARMONA. 3ª FEIRA – 23 DE JULHO - AS 21.00H
EM COIMBRA

A SITUAÇÃO POLÍTICA ACTUAL E AS TAREFAS DA CLASSE OPERÁRIA E DO POVO.

Camaradas
"O golpe de Estado de 25 de Abril tem por objectivo superar a crise asfixiante em que se debate a burguesia, consolidar o Poder da classe dominante, promover a contra-revolução, organizar a guerra civil contra-revolucionaria armada - tudo isto através do expediente de ganhar tempo, catapultando para a gestão do aparelho de Estado a burguesia liberal e procurando que esta exerça a hegemonia sobre ao ímpeto de massas em ascensão. Se já não é possível opor um dique à Revolução, então que se procure desviar do seu objectivo final a imparável torrente revolucionária – tal é a estratégia da classe dominante.

1969-07-23 - Ao País, à Nação, aos homens de boa fé ... - Movimento Estudantil

Ao País, à Nação, aos homens de boa fé que a Pátria atravessam neste tempo doloroso de 1969, e desta tribuna livre que é a nossa voz, denunciamos a actividade criminosa da Policia Judiciaria.

1. Em 2 de Julho de 1969, perante o conhecimento de flagrantes ilegalidades cometidas pela Polícia Judiciária na detenção e tratamento dos estudantes pretensamente implicados em apostas maquinações sediciosas, a Direcção Geral da Associação Académica vinha chamar a atenção para os direitos que assistem a todos os detidos por aquela policia, e tendentes a garantir a inviolabilidade da esfera da integridade física e moral dos cidadãos.
Pretendíamos com essa comunicação, não só fazer os estudantes conhecedores dos seus direitos para que pudessem opor-se conscientemente, em seguramente fazer face a todas as tentativas de violação dessas mesmos direitos, como também chamar a atenção da própria Policia Judiciária para o facto de os estudante se não disporem a assistir passivamente aos atropelos de todas as normas legais e de justiça, perpetrado por aquela polícia.

terça-feira, 22 de julho de 2014

1974-07-22 - A célula da TAP - PCP

 O que aconteceu nos últimos dois meses na TAP é exemplar e permitiu, aos trabalhadores adquirir uma experiência que lhes será de extrema utilidade para a luta que os continuará a opor ao seu verdadeiro Inimigo - o Capitalista Monopolista,
A demissão da Comissão Administrativa veto mostrar na prática como a participação de trabalhadores na gestão da Empresa era uma via ilusória para resolver os problemas dos trabalhadores da TAP.
São tendo em conta a estrutura económica e política em que a empresa está inserida e as leis objectivas de desenvolvimento económico e social, esta experiência de participação dos trabalhadores na gestão da Empresa estava antecipadamente condenada ao fracasso.
Vivemos numa sociedade capitalista em que um pequeno número de grandes monopólios dominam toda a vida económica do país, através de uma vasta rede de interesses, tornando-se impossível a sobrevivência de uma Empresa quando tomada isoladamente.
A Comissão Administrativa, que durante estes meses andou a aliciar os trabalhadores com a ideia de auto-gestão, vem agora lançar sobre eles culpas por este fracasso quando efectivamente foi a alta finança a única responsável. Mais uma vez demonstrou não ter uma visão clara das realidades. 0 inimigo dos trabalhadores é o capital monopolista e a sabotagem de que a TAP foi alvo é só parte de um plano global das forças mais reaccionárias que pretendem levar o pais ao caos, criando assim condições objectivas para um golpe que favoreça os seus desígnios.

1974-07-22 - MRPP - ERGUEM-SE EM LUTA OS PESCADORES DA TORREIRA


 ERGUEM-SE EM LUTA OS PESCADORES DA TORREIRA

EM FRENTE NA LUTA PELO PÂO!

 É uma verdade universal que a burguesia não poderá nunca dar ao povo aquilo que ele quer: o PIO, a PAZ, a TERRA, a LIBERDADE, a DEMOCRACIA e a INDEPENDÊNGR NACIONAL. O povo, e só o povo, conquistará com as próprias mãos aquilo que merece, aquilo que quer.
É esta a justa verdade que norteia a rota dos pescadores da torreira erguem-se na luta pelo PAO.

1974-07-22 - A REVOLUÇÃO ESTÁ NA ORDEM DO DIA E ANIQUILARÁ A CONFRARIA NEO-REVISIONISTA! - FEML

 LUTEMOS PELA MOBILIZAÇÃO DE TODAS AS FORÇAS PARA A FUNDAÇÃO DO PARTIDO!

A REVOLUÇÃO ESTÀ NA ORDEM DO DIA E ANIQUILARÁ A CONFRARIA NEO-REVISIONISTA!

Camaradas:
Na passada Quinta-feira realizou-se um comício promovido por um grupo de simpatizantes da nossa Federação, subordinado ao tema genérico da situação politica actual.
No local do comício, decorado com duas bandeiras, uma do M.R.P.P., outra da F.E.M.L. e ainda uma faixa de pano vermelho onde se podia ler "POR UMA ESCOLA DEMOCRÁTICA E POPULAR", mais de 200 estudantes escutaram durante cerca de hora e meia os simpatizantes da F.E.M.L. que abordaram vários temas: a necessidade da direcção proletária da luta estudantil e a importância da criação da FREP (Federação Revolucionária dos Estudantes Portugueses), de que os Comités Ribeiro Santos são o seu embrião organizativo, num momento em que a burguesia Liberal-revisionista se lança, com todas as suas forcas, na contenção da luta dos estudantes especialmente através da famigerada UNEP, revisionista; a guerra colonial- imperialista como principal factor de agudização da luta estudantil e como elo fundamental da ligação da luta dos estudantes à luta mais geral do Povo português; as tarefas decorrentes da actual situação política que se poem aos estudantes revolucionários, principalmente nos planos político e programático ideológico, teórico e organizativo; a linho liquidadora e de pactuação seguida pela escumalha neo-revisionista, que ao assentar a base fundamental do seu trabalho na actividade legal desarma as massas para os combates revolucionários que se avizinham o deixa sem perspectivas o movimento associativo dos estudantes.

1974-07-22 - TODOS AO COMÍCIO DO MRPP - Comités Ribeiro dos Santos

 OS ESTUDANTES AO LADO DO POVO E SOB A DIRECÇÃO DA CLASSE OPERARIA!

TODOS AO COMÍCIO DO MRPP

Centro de Recreio do Br M. Carmona
3ª Feira x 23 de Julho x As 21,30 horas

Camaradas:
Não existindo senão no conjunto da sociedade, os estudantes reflectem no seu seio, as lutas e os conflitos de classe que irredutivelmente opõem a burguesia ao proletariado, os exploradores aos explorados.
Neste momento em que a luta de classes no nosso país é particularmente aguda, compete à classe operária unir em torno de si todas as forças susceptíveis de serem unidas, todos os seus amigos sinceros.
A juventude foi e é um valoroso sector dentro das fileiras populares. A dedicação dos estudantes à causa imortal do Povo e à Revolução tem sido por diversas teses afirmada e comprovada, como o atesta o luminoso exemplo do nosso querido camarada Ribeiro Santos.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

1974-07-00 - LUAR


1974-07-00 - Viva a Revolução Nº 13 - I Série - CREC's

 Editorial

 Enquanto em Londres, Argel ou Lusaka decorriam conversações com os movimentos de libertação, nas colónias as operações militares e o reforço, de posições estratégicas eram aceleradas, em Portugal a incorporação de desertores e refractários, os novos embarques de tropas e outras medidas eram tomadas pelo Governo Provisório e pela Junta com vista a reforçar o potencial bélico das forças de ocupação colonialistas.
As declarações oficiais e em especial as declarações do General Spínola, longe de darem uma resposta clara sobre o problema colonial, limitam-se à ambiguidade., quando não à apologia aberta do neo-colonialismo. Para Spínola o problema não consiste na imediata independência dos povos coloniais, mas num arrazoado de soluções; federação, confederação, comunidade ou até (!?) independência.
O que significam estes actos, o que quer dizer a ambiguidade das declarações ou o palavreado abertamente neo-colonialista, qual a razão da paragem das conversações?

1969-07-21 - Repressão no ISCSPU - Movimento Estudantil

MAIS UMA VEZ VIOLADA A AUTONOMIA DA UNIVERSIDADE ESTUDANTES EM LUTA

 - Ordem de serviço do M.E.N. à Direcção Geral do Ensino Superior e das Belas-Artes.
- Deliberação do Conselho Escolar
- Comunicação dos Estudantes ao Cons. Universitário
- Decisão do Conselho Universitário da Universidade Técnica de Lisboa
- Palavras do Prof. Adriano Moreira na Assembleia Geral dos Estudantes em 19 de Julho
- Dois comunicados dos estudantes sobre a repressão no ISCSPU
UNIVERSIDADE TÉCNICA DE LISBOA Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina

domingo, 20 de julho de 2014

1974-07-20 - A Verdade Nº 02 - CMLP


EDITORIAL

Esclarecendo as palavras de ordem revolucionárias
 Quando ergueram de novo a bandeira da Revolução Democrático-Popular que os cunhalistas e outros reformistas haviam lançado para a lama da traição e da colaboração de classes, os autênticos revolucionários inscreveram nela as cinco exigências essenciais do Povo de Portugal na época actual: PAZ, PAO, TERRA, LIBERDADE, INDEPENDÊNCIA NACIONAL
O que significam e que conteúdo politico encerram estas cinco palavras de ordem?
A PAZ significa o fim da guerra de opressão e rapina que a burguesia portuguesa move aos povos irmãos das colónias.
Esta palavra de ordem significa pois a retirada imediata dos exércitos colonialistas de Angola, Guiné (Bissau) e Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor; significa o regresso imediato dos soldados e que nem mais um só embarque se realize para as colónias. A exigência da PAZ encerra um conteúdo claramente internacionalista, anticolonialista .anti neocolonialista e anti-imperialista porque clama à solidariedade activa do povo português com a luta dos povos das colónias e porque reclama a independência imediata, total e completa para as colónias, que é a condição fundamental para o fim das guerras assassinas.