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segunda-feira, 30 de junho de 2014

1974-06-30 - Manifestação de regozijo pelo FIM DA GUERRA e Independência dos Povos Coloniais


Manifestação de regozijo pelo FIM DA GUERRA e Independência dos Povos Coloniais

 CONVITE
O Partido Socialista, o Partido Comunista Português, o Partido Popular Democrático e o Movimento Democrático Português, com o apoio dos Sindicatos dos Operários Têxteis, Construção Civil, Metalúrgicos, Cutelarias, Calçado, Panificação, Curtumes, Pentes e Plásticos, Caixeiros, Escritório, Bancários e Professores, convocam a população de todo o concelho de Guimarães para participar na manifestação de apoio ao novo Governo Provisório e ao reconhecimento do direito à independência da Guiné, Angola e Moçambique, definido pelo Presidente da República, General Spínola.
A manifestação realiza-se no dia 31 (quarta-feira), às 7 horas da tarde, no Largo da Câmara Municipal.
Pede-se aos comerciantes e industriais que facilitem a saída dos trabalhadores um pouco mais cedo.

Guimarães, 30 de Julho de 1974.

1974-06-22 - DA RESISTENCIA AO FASCISMO À CONSTRUÇÃO DE UM PORTUGAL DEMOCRÁRTICO - PCP



1974-06-00 - Jornal do Centro Nº 57

GREVES E... «GREVES»

 A discussão nacional a propósito das greves atingiu nos últimos dias uma amplitude sem precedentes. Uma enorme controvérsia domina as largas camadas de trabalhadores> e o ponto fulcral do importante problema tem sido desfocado, consciente ou inconscientemente.
Na realidade, o que é a greve e em que situação (ou situações) podemos determinar se serve os objectivos do proletariado não só numa perspectiva imediata como também a longo prazo?
A greve foi e é um importante instrumento de luta do proletariado e dos trabalhadores em geral contra a classe antagónica, possuidora do capital. Numa perspectiva imediata a greve levando à satisfação de reivindicações económicas e sociais da classe trabalhadora, determina um fortalecimento desta e o consequente enfraquecimento da classe capitalista. Assim, parece-nos que esta relativa alteração na correlação de forças entre as duas classes antagónicas em conflito permanente na sociedade actual, assume características positivas para os reais objectivos do proletariado. Mas... há greves e .. «greves».

1969-06-30 - Á Direcção Geral da Associação Académica de Coimbra - Movimento Estudantil

Á Direcção Geral da Associação Académica de Coimbra

 Quando se ultrapassam os 80 anos - é este o meu caso - sente-se um natural decaimento das forças físicas. Acontece, porém, nem sempre ser menor a resistibilidade intelectual; e, ainda quando diminua, sensivelmente, a capacidade de estudo, não deixa, por vezes, de se tornar maior a dose de bom senso armazenada nos seus arcanos cerebrais. Disso resulta que se, como no caso presente, moços na força da vida se sintam envolvidos por complicações decorrentes de carência de aprumo por banda de criaturas mais velhas na idade e susceptíveis de confundir o princípio do autoritarismo sem conta, peso e medida, com a dignidade nos procedimentos, àqueles possa não ser indiferente a opinião dum antigo Reitor conimbricense, que sempre caprichou em conjugar a liberdade com a lealdade de mestres e discípulos nas suas mutuas relações e acabou por agradar a uns e a outros.
Foi por alturas de 1924 que o então Ministro da Instrução, Professor Dr. Abranches Ferrão, houve por bem convidar-me para assumir a Reitoria da Universidade de Coimbra. Até então, o regime de preenchimento de tão alto cargo consistia na indicação, para tal efeito, de três nomes indicados pelo Senado Universitário, ficando ao Poder Executivo o direito da escolha de um deles para o exercício dessas funções.

1974-06-31 - O Grito do Povo Nº 026 - OCMLP

EDITORIAL

Os últimos dias foram marcados por importantes acontecimentos na luta de classes em Portugal.
Por um lado, verificou-se o incremento do movimento reivindicativo por parte do operariado e dos soldados em grandiosas movimentações grevistas, umas vitoriosas outras ainda não, bem como movimentações camponesas, onde, os revisionistas e os reformistas do P.“C.”P. e das C.D.E. (agora M.D.P.), desmascarados cada vez mais intensamente como traidores são vaiados pelos operários em luta ou atirados por uma janela fora como aconteceu numa reunião camponesa do centro do País.
Frente às lutas operárias, os revisionistas mostram a sua verdadeira face de lacaios dos patrões, mobilizando provocadores profissionais para espalharem a mentira e tentarem isolar os operários em luta, ou no campo, portando-se como novos grandes senhores pretendendo tomar conta das juntas por meios anti-democráticos, amordaçando a voz dos camponeses que exigem uma mudança real da situação.

domingo, 29 de junho de 2014

1974-05-26 - grande encontro nacional da juventude trabalhadora

1974-06-29 - O Novo Militante Nº 13 - PCP(m-l)

ÓRGÃO INTERNO DO PARTIDO COMUNISTA DE PORTUGAL(marxista-leninista)
MENSAGENS A PARTE DO CC NO EXTERIOR - 1

"O Novo Militante" neste e no n? seguinte publica todas as mensagens que foram enviadas pelo interior à parte do C.C. no exterior (e a Vilar pessoalmente) após o ultimato enviado por esta à parte no interior em Dezembro :
1. Mensagem do C.C. no interior a todos os camaradas do C.C. (Fev. 74)
2. Introdução às Resoluções da reunião de responsáveis em Fev. J4 (redacção final a 6/4/74)
3- Resolução “Acerca da mensagem de 10/12/73"
4. Mensagem de S. a 10/4/74 aos camaradas do C.C. no estrangeiro
5. Mensagem de S. a 19/4/74 aos camaradas do C.C. no estrangeiro
6. Mensagem de S. a Vilar (5/5/74)
7. Convocatória para a reunião plenária do C.C. enviada a Vilar pelos 6 membros do C.C. neste número publicamos a primeira mensagem, sendo as restantes incluídas no seguinte.

1974-06-29 - MANIFESTO DOS GREVISTAS DA MABOR - Comissões de Trabalhadores

MANIFESTO DOS GREVISTAS DA MABOR À CLASSE OPERÁRIA AOS TRABALHADORES A TODOS OS EXPLORADOS

CAMARADAS
Há trinta dias e trinta noites que estamos em luta aberta pelos nossos direitos elementares, por condições de vida dignas dum ser humano, contra um patrão que nos explora há vinte e oito anos.
A luta tem sido dura mas estamos dispostos a continuar até à vitória total.
Durante este mês aprendemos muito e hoje estamos mais conscientes e organizados do que nunca.
Por isso a nossa união é, cada dia que passa, mais forte.
Por isso, hoje sabemos que a nossa luta também vos pertence visto que sois tão explorados como nós.
Por isso, decidimos explicar-vos nós próprios porque lutamos e porque contamos com a vossa solidariedade no combate de todos por reivindicações que a todos pertencem.

1974-06-29 - A Opinião Nº 048

O VERDADEIRO PERIGO DAS LIBERDADES VEM DA DIREITA

É uma grande honra para mim poder aqui, nesta gloriosa cidade, transmitir ao povo do Porto (e também a todo o povo do Norte) as saudações calorosas do Comité Central do Partido Comunista Português.
Afirmou Álvaro Cunhal
«O verdadeiro perigo para as liberdades vem da direita», afirmou perante mais de 20 000 pessoas que entusiasticamente o aplaudiram no Grande Comício do Partido Comunista Português, realizado no Palácio de Cristal.
Álvaro Cunhal, no início da sua intervenção, afirmou:

Camaradas:
Permiti que comece por saudar em nome do Comité Central, a Direcção da Organização Regional do Norte do Partido Comunista Português, organizadora deste comício.
Permiti que através da Direcção Regional saúde todas as organizações e militantes do Norte, que mostraram no tempo do fascismo e continuam a mostrar nos dias de hoje a sua boa organização, a sua iniciativa e a sua estreita ligação com as massas populares. Saúdo com particular alegria os milhares de novos militantes que agora vêm ao Partido Comunista Português e que, nas novas condições de luta, serão, como confiamos, dignos das tradições do Partido.

1974-06-29 - A Foice Nº 01

Avante pela formação de sindicatos para os trabalhadores rurais!
A questão dos sindicatos para os trabalhadores rurais não está a andar com a rapidez que todos gostaríamos. Temos de ver que o sindicato é ao nível do distrito e que portanto leva o seu tempo a pôr todas as terras em movimento, até porque nesta altura muitos trabalhadores estão fora.
Para as terras que ainda não se mexeram vamos dizer o que é preciso fazer:
Reunir todos os trabalhadores rurais. Eleger uma comissão escolhida por eles e entre os trabalhadores mais desenrascados. São depois essas comissões que têm de entrar em contacto umas com as outras e escolherem um tipo de estatutos. As comissões voltam para as terras e discutem os estatutos com os trabalhadores para cada um dar a sua opinião. As comissões voltam a reunir e com base no que os trabalhadores disseram, escolhem os estatutos finais que deverão ser confirmados numa reunião de todos os trabalhadores do distrito.
Claro que isto são voltas que levam o seu tempo.
De qualquer modo uma vez que estejam eleitas as comissões pró-Sindicato, estas devem logo começar a trabalhar no sentido de habituarem as pessoas a reunir para debaterem os seus problemas. Por exemplo, decidir que uma vez por semana se faz uma reunião geral para fazer o ponto da situação. A comissão que representa todos os trabalhadores da terra deve intervir na defesa dos interesses destes em caso de despedimentos por vingança e outras injustiças que se venham a produzir.
Não podemos ficar parados. Os fascistas grandes capitalistas estão a organizar-se no escuro e a querer
desorientar o povo. Despedem pessoal, não querem cultivar as terras. Nós não temos medo deles Nós, os produtores, sabemos fazer tudo. Somos nós que tiramos da terra o seu valor. Os capitalistas não podem viver sem a gente, mas nós podemos viver sem eles. Eles que tomem tento com as suas sabotagens porque o povo está atento.

1969-06-29 - FEDERATION ÍNTERINATIONALE DES DROITS DE L'HOMME


FEDERATION ÍNTERINATIONALE DES DROITS DE L'HOMME

27, rue Jean Dolent - PARIS 1’ème - (Tél. 402.71.25)

REUNION DU BUREAU (Dimanche 29 Juin 1969)
- ORDRE DU JOUR PREVU - Rapport de la Secrétaire Générale,
L'Année des Droits de 1’Homme et ses suites concrètes,
Examei des sujets à proposer en vue du Congrès prévu à Vienne (Autriche) pour 1970,
Rapports de la Fédération Internationale et des Ligues nationales adhérentes, quant aux observateurs internationaux,

La situation financière : examen et suggestions du Trésorier Général.



sábado, 28 de junho de 2014

1974-06-00 - 25º ANIVERSÁRIO DO MOVIMENTO MUNDIAL DA PAZ



1974-06-28 - Revolução Nº 005 - PRP-BR

LEI DE IMPRENSA
Após dois meses de liberdade estamos em condições de analisar em que medida é que a temos tido, para o que tem servido e qual vai ser a sua evolução.
A seguir ao 25 de Abril passámos por momentos em que poderíamos considerar Portugal como um dos países mais livres do mundo, não só pelo que se escrevia, mas pelos fenómenos de livre expressão ao nível dos locais de trabalho — fábricas, hospitais, televisão, oficinas de tipografia e outros serviços. E aí, onde houve livre expressão, os trabalhadores foram criadores e assistimos sob os nossos olhos à aprendizagem da democracia, não no sentido burguês do parlamentarismo e da retórica, mas no sentido da organização e decisão colectivas.
Mas a pouco e pouco começaram a apertar-se as malhas. Atentados à liberdade e á organização dos trabalhadores, não só levados a cabo pelas instituições, como apoiados ideologicamente pelos partidos reformistas, esquecidos já dos tempos em que foram revolucionários e esquecidos também da sua história de resistência ao fascismo.

1974-06-28 - DISCURSO DE ÁLVARO CUNHAL - PCP

DISCURSO DE ÁLVARO CUNHAL no Comício do Partido Comunista Português realizado no Campo Pequeno em 28-6-71

Camaradas:
O povo português goza hoje de liberdades democráticas essenciais. Editam-se os jornais sem qualquer censura prévia. Reuniões e manifestações têm lugar livremente. Desenvolvem a sua actividade os partidos políticos. Se mais não houvesse, este comício, em que estamos participando, seria por si só uma afirmação de mudança radical da situação política e da existência em Portugal de liberdades democráticas fundamentais, uma afirmação da aquisição pelo povo português daquilo porque ansiou e lutou ao longo de dezenas de anos de ditadura fascista.
Creio ser justo felicitar a Direcção da Organização Regional de Lisboa, os membros do Partido e simpatizantes que, com a sua iniciativa, o seu entusiasmo e o seu espírito militante, tornaram possível (apesar da chuva) o brilhante sucesso deste comício. Para todos vós também, que nele participais, as
mais calorosas saudações. Nós não tememos a chuva, nem as tempestades; nem as da natureza, nem as políticas, passámos já muitas e a experiência e provas passadas dão-nos confiança no futuro.

1974-06-28 - GRANDE COMÍCIO DE LISBOA - PCP

GRANDE COMÍCIO DE LISBOA DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

A Direcção da Organização Regional de Lisboa do P. C P. leva a efeito no próximo dia 28 de Junho, às 21.30, na Praça de Touros do Campo Pequeno, o seu segundo comício na cidade de Lisboa.
Expressão do reforço do Partido da classe operária, o grande comício de Lisboa constituirá, estamos certos, uma nova afirmação do empenhamento dos comunistas no processo de democratização em curso, na luta pela consolidação e alargamento das liberdades, pelo fim da guerra colonial, pelo melhoramento das condições de vida das classes trabalhadoras, pela unidade das forças democráticas - CAMINHO DA VITÓRIA.
Nesta ampla reunião intervirão membros do C.C. e da D.O.R.L do Partido Comunista Português, comunistas de grandes empresas da região de Lisboa, representantes da U.E.C., da Juventude Trabalhadora, de organizações e partidos democráticos.
OPERÁRIOS! TRABALHADORES! JOVENS! ESTUDANTES! INTELECTUAIS! POVO DA CAPITAL!
TODOS AO COMÍCIO DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS!
A Direcção de Organização Regional de Lisboa do Partido Comunista Português

1974-06-28 - Alfredo Diniz (Alex) - PCP

Alfredo Diniz (Alex)

Apenas com 28 anos, pois nasceu em 29-3-1917, Alfredo Diniz foi assassinado em 4 de Julho de 1945 na Estrada de Bucelas, pelo famigerado agente da PIDE, Gonçalves, agora encarcerado em Caxias.
Operário e filho de operários, Alex destacou-se desde muito jovem na defesa dos interesses dos seus companheiros de trabalho, estando sempre à cabeça das lutas reivindicativas. Por isso, os trabalhadores, os seus companheiros de trabalho, devotavam-lhe uma grande afeição.
Nos anos de 1937-39, Alfredo Diniz desenvolve uma intensa actividade na Federação das Juventudes Comunistas, no Socorro Vermelho Internacional e no Partido Comunista Português. Ao mesmo tempo Alfredo Diniz ainda arranjava tempo para frequentar o Curso Industrial nocturno.
Preso em 1939, Alex portou-se valentemente, passando então 18 meses na prisão.
De novo em liberdade, Alex continua a sua actividade revolucionária sendo obrigado a passar à clandestinidade, após as greves da região de Lisboa, em Outubro /Novembro de 1942.
Na clandestinidade, como dirigente do P. C. P., Alfredo Diniz desenvolve uma extraordinária actividade no decorrer das greves de Lisboa e Baixo Ribatejo em Julho /Agosto de 1943.
O inimigo fascista não poupa esforços na perseguição deste grande filho da classe operária e destacado dirigente comunista. No dia 4 de Julho de 1945, no ano da derrota do nazi-fascismo hitleriano, Alfredo Diniz caía para sempre varado pelas balas assassinas dos inimigos da classe operária e do povo português. Faz agora 29 anos, mas hoje como ontem, a sua memória, o seu grande exemplo de revolucionário comunista, estão para sempre gravados nos nossos corações.
Glória à memória deste heróico militante cemunista!

Comissão Concelhia de Almada do PCP.

 Gráfica Piadense — 15.000 ex. — 28-6-974

1974-06-28 - AAPC-A - COMBATAMOS A PROVOCAÇAO!

COMBATAMOS A PROVOCAÇAO!

 É frequente ouvir-se dizer que fulano provocador, que ê necessário combater a provocação. Neste texto tentasse analisar o que e a provocação e porque ê justo combatê-la duma maneira firme.
I - O QUE É A PROVOCAÇÃO?
Em primeiro lugar convém esclarecer o que ê uma provocação, pois o uso desta palavra está tão gasto que muitas vezes não distingue uma verdadeira provocação política de uma afirmação que nada tem de provocatório. Por outro lado, ê necessário que toda a gente tenha plena consciência do que é uma provocação, muitas das vezes o perigo não está fundamentalmente na provocação em si, como acto isolado. 0 grande perigo é quando as outras pesavas ao falar da provocação a repetem, criando assim um ambiente de liberalismo em que qualquer outra futura provocação passar a facilmente desapercebida, criando um ambiente em que qualquer provocador perpetra e nem é sequer notado.
Identificar uma organização de massas, como seja uma colectividade, uma associação de estudantes, uma associação deste tipo, etc., com uma linha política partidária, com este ou aquele partido, eis o que á uma provocação.

1974-06-00 - EM FRENTE NA LUTA PELO PÃO! OS BARCOS PARA QUEM PESCA!

EM FRENTE NA LUTA PELO PÃO!
OS BARCOS PARA QUEM PESCA!

 a hora é de luta o momento é de greve!
TEXTO DO COMITÉ DE APOIO À LUTA DOS PESCADORES PORTUGUESES
OS VENCEDORES DAS ONDAS
A LUTÂ DOS PESCADOBES PORTUGUESES è UMA LUTA JUSTA:
AS GREVES NÃO SÃO AINDA A GUEBRA MAS SIM A PREPARACÃO DA GRUERRA
Os pescadores portugueses demonstraram já, maia de uma vez, a sua grande combatividade contra o poder da burguesia que os oprime e explora.
E agora mais do que nunca o estão a demonstrar.
De Caminha a Vila Real de Sto. António em Matosinhos, na Nazaré e em quase todos os portos da costa portuguesa, os pescadores estão a erguer bem alto a bandeira vermelha da luta contra a burguesia exploradora que os oprime.

1969-06-28 - Uma "CONVERSA EM FAMÍLIA OU O MITO DA DIFICULDADE DE IMPROVISAR. - Movimento Estudantil


Uma "CONVERSA EM FAMÍLIA OU O MITO DA DIFICULDADE DE IMPROVISAR.

O Sr. Professor Marcello Caetano fez, no dia 19 de Junho de 1969, através da T.V. e da Rádio, a 4ª comunicação ao País inserida na série intitulada "Conversa em Família".
Esta comunicação era aguardada com interesse não só pelos estudantes cano por todo o cidadão nacional que já se apercebeu da importância capital dos acontecimentos que ocorrem em Coimbra desde 17 de Abril do ano corrente. Estudantes, Professoras e Pais aguardavam ansiosamente uma tomada de posição concreta que dando justiça a quem a tem, permitisse normalizar rapidamente uma crise que importa graves prejuízos pessoais, familiares e nacionais.
A verdade, porém é que tal não sucedeu.
O Sr. Professor Marcello Caetano preferiu tecer generalidades acerca dos movimentos estudantis mundiais e, com base na sua lição, reformular alguns dos mitos com que se doutrina a opinião pública nacional.

1974-06-28 - Movimento Estudantil - COMUNICADO

COMUNICADO

Um grupo de alunos de Germânicas deu à luz um comunicado que se reveste pelo seu teor e falsidades, de grande importância para a compreensão do que actualmente se passa na Faculdade de Letras.
Entre outras coisas, declaram que abandonaram o Plenário da Faculdade porque viram "boicotadas" todas as propostas que apresentaram. A expressão que utilizam para significar o que se passou é altamente equívoca e demagógica. As propostas do grupo de Germânicas foram pura e simplesmente rejeitados em votação democraticamente grande maioria de Assembleia. Por isso em lugar do termo "boicotadas" aconselhamos a expressão correcta - rejeitadas!
A comunicação publica vem na linhe de um esclerecimenta que apresentaram ao Plenário, já depois da sua retirada. Segundo eles, tal atitude foi motivada pelo facto de se terem convencido de que todas as propostas de Germânicas viriam, pela simples razão de partirem de Germânicas, imediatamente rejeitadas. Ora, quanto a nos tal argumentação confunde razões de forma com razoes de conteúdo: o Plenário não rejeitou as propostas por partirem da secção de Germânicas mas por não concordar com os seus conteúdos político-pedagógicos.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

1974-06-21 - 1º comício em braga do PCP


1974-06-25 - Comunicado da Comissão Central da União dos Estudantes Comunistas

COMUNICADO

Um grupo de alunos de Germânicas deu à luz um comunicado que se reveste pelo seu teor e falsidades, de grande importância para a compreensão do que actualmente se passa na Faculdade de Letras.
Entre outras coisas, declaram que abandonaram o Plenário da Faculdade porque viram "boicotadas" todas as propostas que apresentaram. A expressão que utilizam para significar o que se passou é altamente equívoca e demagógica. As propostas do grupo de Germânicas foram pura e simplesmente rejeitados em votação democraticamente grande maioria de Assembleia. Por isso em lugar do termo "boicotadas" aconselhamos a expressão correcta - rejeitadas!
A comunicação publica vem na linhe de um esclerecimenta que apresentaram ao Plenário, já depois da sua retirada. Segundo eles, tal atitude foi motivada pelo facto de se terem convencido de que todas as propostas de Germânicas viriam, pela simples razão de partirem de Germânicas, imediatamente rejeitadas. Ora, quanto a nos tal argumentação confunde rosões de forma com razoes de conteúdo: o Plenário não rejeitou as propostas por partirem da secção de Germânicas mas por não concordar com os seus conteúdos político-pedagógicos.

1974-06-27 - Movimento Estudantil - ESCLARECIMENTO

ESCLARECIMENTO

A mesa do Plenário da Faculdade de Letras de Coimbra, realizado em 26 de Junho vem rectificar um comunicado difundido pelos órgãos de informação e apresentado por "um grupo de alunos de Germânicas":
1. Na primeira fase do plenário e cumprindo a ordem do dia, procedeu-se â votação para possível ratificação de uma proposta de alunos de Germânicas, anteriormente aprovada em RGA de 20 Junho, proposta essa que defendia a abolição dos exames e a passagem do ano condicionada à frequência obrigatória de grupos de trabalho sobre a reestruturação da Universidade, a funcionarem até ao fim de Novembro. Nesta votação a proposta foi rejeitada por 467 votos contra, 40 abstenções e 292 votos a favor.
2. Na segunda fase do Plenário, cumprindo o segundo ponto da ordem do dia, que visava procurar outras soluções para os problemas imediatos da Faculdade, todos as propostas entradas na mesa foram sujeitas a prévio votação de admissão por parte do Plenário, sendo algumas delas rejeitadas pelo mesmo.
Entre estas, encontravam-se duas propostas de grupos de alunos de Germânicas.

1974-06-27 - NEIP - MANIFESTAÇÃO 1º PASSO

MANIFESTAÇÃO 1º PASSO
A LUTA CONTINUA!

Os N.E.I.P. no cumprimento da sua perspectiva de ligação dos estudantes à luta autónoma dos trabalhadores e de todos os progressistas anti-capitalistas e anti-colonialistas, na perspectiva pois do combate ao isolamento da Escola Capitalista face às realidades económicas, políticas e sociais, face à Luta do Classes que mais do que rodeá-la, a determina enquanto Aparelho Escolar em toda a sua dinâmica, convocaram como se sabe uma Manifestação pela imediata Libertação dos militares Carlos Marvão e João Anjos, presos por se recusarem a comandar uma força de repressão à luta dos C.T.T..
Esta manifestação, em que estiveram presentes cerca de 3OOO pessoas e a que se associavam organizações políticas tais como o M.E.S. a L.G.I. e os C.I.C., para alem de uma forte delegação autónoma dós trabalhadores dos CTT, foi no concreto e para os estudantes onde muitas centenas que a apoiaram e nela se inspiram, 1evar à pratica. as bases políticas mais gerais em que se insere a nossa justa invenção fundamentalmente no que respeita ao "Quebrar os Muros da Escola” o à perspectivação política das movimentações estudantis no sentido do seu englobar na luta mais geral pela criação e amadurecimento dum projecto Anti-Capitalista, dum projecto Socialista para a sociedade portuguesa.

1974-06-27 - CONTRA OS MASSACRES COLONIALISTAS - NEIP

CONTRA OS MASSACRES COLONIALISTAS
TODOS À MANIFESTAÇÃO (ROSSIO Dia 28 ás 18 horas)

 Como é do conhecimento geral passaram-se desde o dia 11 do corrente acontecimentos muito graves em Luanda, que provam que as forças colonialistas não estão de maneira nenhuma inertes.
Assim a morte de um motorista branco de táxi veio despoletar todas as tensões que estavam latentes desde o dia 25 de Abril.
Com efeito o medo que a média e pequena burguesia local têm de perder os seus privilégios e o seu papel explorador de grandes massas trabalhadoras das colónias aliado à permanência em órgãos de chefia, e nos pontos chave de informação pública de pessoas ligadas ao grande capital, permite a divulgação de IDEIAS PROFUNDAMENTE RACISTAS, e levam a que essas massas pequeno e media burguesas EXERCE ACÇÕES VIOLENTES DE REPRESSÃO E MASSACRE NA POPULAÇÃO TRABALHADORA NEGRA DOS MUSSEQUES.

1974-06-27 - AOS ESTUDANTES - NEIP

AOS ESTUDANTES

 Face a prisão dos oficiais milicianos - João Anjos e Carlos Marvão - por se terem recusado a reprimir a luta dos trabalhadoras dos CTTS os N.E.I.P., com base nas posições anti-capitalista e anti-colonialistas que defendem, coa base no apoio incondicional que dão às iniciativas autónomas dos trabalhadores e ã perspectivação política das movimentações de soldados, marinheiros e oficiais. Convocaram para a passada 6ªfeira uma manifestação no Cº Grande.
A esta convocação dos N.E.I.P. à qual se associaram alguma» organizações políticas particularmente o M.E.S., a L.C.I. e os C.I.C.), compareceram cerca de 5.000 trabalhadores, estudantes e intelectuais que, durante o percurso do Cº Grande ate à sede do R.C.P., gritavam - "Anjos e Marvão ~ Libertação"; "OS SOLDADOS E OS MILICIANOS NÃO OPRIMEM OS TRABALHADORES; "ABAIXO A REPRESSÃO CABITALISTA"; "INDEPÊNDÊNCIA PARA AS COLONIAS JA";
A LUTA CONTINUA".

1974-06-27 - LIBERTAÇÃO IMEDIATA DOS MILICIANOS CARLOS MARVÃO E JOÃO ANJOS - NEIP

LIBERTAÇÃO IMEDIATA DOS MILICIANOS CARLOS MARVÃO E JOÃO ANJOS

 "Na tarde do dia 25 de Junho s na manha da 26, foram presos os Aspirantes Oficiais Milicianos Carlos Marvão e João Anjos.
Estes oficiais prestam serviço no 29 grupo da Companhia de Administração militar (Campo Grande) e a prisão deva-se a terem recusado, fundamentando-o politicamente, comandar uma força para intervir na greve dos C.T.T. (excerto do comunicado dos Oficiais Milicianos do 29 G.C.A.M.).
CONSIDERANDO:
a) - Que os NEIP sendo uma organização estudantil e cabendo também aos estudantes o papel de desenvolverem toda uma perspectiva de intervenção em bases anti-capitalistas e anti-colonialistas, que os consciencialize do seu papel enquanto futuros Oficiais Milicianos, DEVEM TOMAR UMA POSIÇÃO INEQUÍVOCA FACE A ESTES ACONTECIMENTOS.

1974-06-27 - MES - INTERVENÇÃO POLÍTICA I

Adicionar legenda
M.E.S.- MOVIMENTO DE ESQUERDA SOCIALISTA


Cerca de dois meses após ter surgido na cena política,
entende o M.E.S. ser oportuno e vantajoso proceder à
compilação de um conjunto de textos elaborados durante este seu primeiro período de existência legal e dados a conhecer por formas variadas. Uns, que constituem a maior parte, foram objecto de divulgação através dos órgãos de Informação; outros destinaram-se a apoiar trabalho interno e a servir de base de discussão em reuniões de trabalhadores; um outro, por fim, foi unicamente utilizado a nível interno e restrito, na primeira fase de arranque do M.E.S., tendo servido de base a uma reflexão conjunta sobre a conjuntura económica, social e política e de ponto de partida para a elaboração da Declaração inicial do M.E.S.
Quanto aos primeiros textos, cabe referir que a divulgação assegurada pelos órgãos de informação foi, em geral, francamente escassa. Com efeito, a maior parte dos mesmos apenas conheceu a publicação em número reduzidíssimo de jornais diários e não foi objecto de leitura aos microfones da RTP e das estações de Rádio.

1974-06-27 - Luta Popular Nº 022 - MRPP

EDITORIAL
O QUE PROVAM AS GREVES RECENTES?

As greves recentes provam que a actuação da Junta, do Governo Provisório e do P«C»P ao levantarem-se contra o movimento popular revolucionário, ao atacarem as justas greves proletárias e de outros trabalhadores, ao denegrirem e caluniarem as forças revolucionárias nascentes e ao tentarem atiçar contra elas as massas populares, esta actuação dizíamos, consiste em «Levantar uma pedra para deixá-la cair depois sore os seus próprios pés»... «No fim de contas, as várias perseguições que movem contra o povo revolucionário apenas servem para acelerar a revolução popular numa escala ainda maior e mais intensa». Isto nos diz o camarada Mao Tsé-Tung e o comprova a segunda vaga grevista do proletariado e do povo revolucionário português desencadeada após o 25 de Abril.
Enfrentando e vencendo o contra-ataque da reacção, caldeado na dura luta travada contra a burguesia colonial-fascista, o movimento grevista inicia a segunda fase da luta mais unido, mais experiente e mais difícil de vencer, e provando que a revolução avança porque cria uma contra-revolução mais forte e unida, prepara-se para cilindrar o contra-ataque da burguesia liberal, a qual se começa a municiar para, à boa maneira fascista, travar um combate ainda mais feroz contra o movimento popular revolucionário.

1974-06-27 - "Consolidar as liberdades impedir o caos económico por fim à guerra" - COMO? - CLMRP

 COMITÉ DE LIGAÇÃO DOS MILITANTES REVOLUCIONÁRIOS PORTUGUESES (para a reconstrução da IV Internacional)



"Consolidar as liberdades impedir o caos económico por fim à guerra" - COMO?
A partir do 25 de Abril, irrompendo na cena política, a classe operária, a juventude, as massas trabalhadoras portuguesas, conquistando as liberdades democráticas e operárias, começaram por desmantelar o aparelho de Estado burguês.                                         
No mesmo movimento eles tentam encontrar solução para todos os seus problemas, tentam pôr fim à situação de sobreexploração, miséria e guerra que resulta para eles do domínio capitalista em Portugal.
Mas de toda a parte responde-lhes uma campanha organizada de pressões e de calúnias que, em nome da consolidação das liberdades democráticas em nome da necessidade de evitar o caos económico, se opõe às suas reivindicações e às suas lutas lhes tenta impor um recuo.
Ora o problema está em saber como é que se poderão consolidar e alargar as liberdades democráticas:
Deixando a imensa maioria dos PIDES e legionários, que ainda se passeiam em liberdade, impunes?
Deixando nos seus lugares os altos funcionários administrativos, os altos comandos militares, os juízes dos tribunais de excepção, a admirações das empresas que, durante anos foram os fiéis representantes e os zelosos defensores da ditadura?
Deixando intactas a PSP - agora reforçada com a polícia de choque- e a GNR que durante anos foram matracas do regime que prenderam e assassinaram militantes e trabalhadores?
Deixando os grandes capitalistas e os latifundiários, fonte e sustentáculo da reacção e do fascismo, de mãos livres para continuarem impunemente a conspirar contra as liberdades conquistadas, para tentarem dar-se os meios de passar a contra-ofensiva?
Parece claro que não!
As lutas dos trabalhadores que, tende começado imediatamente a seguir ao 25 de Abril por se atacar as mais odiosas estruturas e instituições do regime corporativista, vão no sentido da liquidação de todos os seus restos: os trabalhadores do Barreiro exigem a dissolução da GNR, por toda a parte milhares de trabalhadores tentam sanear os órgãos administrativos das empresas e da administração pública, na grandiosa manifestação do lº de Maio é exigida a publicação de todos os arquivos e ficheiros da PIDE, o julgamento público de todos os seus agentes e informadores, o despedimento de todos os juízes culpados de colaboração com o regime. Os trabalhadores da Companhia das Águas apontam hoje claramente a via - DEMOCRATIZAÇÃO = NACIONALIZAÇÃO SEM INDEMNIZAÇÃO!
Não há outra via que não esta para consolidar e alargar definitivamente as liberdades; não há outra via que não esta para impedir a reacção - os monopólios e os latifundiários - de manobrar e conspirar contra as liberdades e direitos conquistados.
E avançar nesta via, é a única possível, é ao mesmo tempo, como o tem mostrado as lutas dos trabalhadores, dar-se os meios de evitar o caos económico o boicote da produção, a recusa de investir, a especulação, a fuga de capitais, a inflação, a vida cara, a ruína das pequenas empresas, o desemprego.
Porque não são os trabalhadores, pelas suas greves que boicotam a produção. São os capitalistas que escondem as mercadorias para provocar subida dos preços. Que como os da Junta Nacional do Vinho, recusam o pagamento das colheitas aos pequenos proprietários para fazerem especulação sobre terrenos. São os grandes potentados económicos, as grandes empresas, os bancos que, como o fizeram os do Chile - porque lhes deixaram as mãos livres para o fazerem - recusam investir, selecionam o crédito, organizam a fuga de capitais, para imporem a fome, a miséria, a subida incontrolável dos preços. São os grandes monopólios que, como os dos lanifícios e os dos têxteis, lançam no desemprego milhares de trabalhadores.
Não há outra maneira de evitar o caos económico senão avançando na via aberta pelas lutas dos trabalhadores desde o 25 de Abril:
Os trabalhadores dos bancos que se organizam em piquetes para controlar os movimentos de capitais, as transferências de dinheiro, para abrir os livros de contas dos capitalistas;
Os trabalhadores de toda uma serie de empresas que, ocupando-as, controlam a produção, abrem os livros de contas, organizando-se para isso em comités eleitos;
Os trabalhadores que, como os dos lanifícios, concentrados diante do Ministério do Trabalho gritavam: Ou o patrão nos dá as reivindicações, ou o patrão deve ir para a rua!”.
Os trabalhadores que, como os do Companhia das Aguas, se organizam para assegurar o normal abastecimento de água as populações, ocupam a empresa, põem na rua os administradores e apontam os verdadeiros culpados da má distribuição da agua: os accionistas, o patronato;
Os trabalhadores que, como os rurais de Baleizão se organizam para abrir os livros de conta das casas de lavoura, os pequenos camponeses de Santarém exigindo o pão e a terra.
Só a generalização deste movimento, a organização dos trabalhadores e nível da fábrica, da herdade, da localidade, da região, do país em COMITÉS que abram os livros de contas dos capitalistas, controlem a produção, organizem a distribuição, coordenem a sua acção, impedindo o boicote dos capitalistas, pode evitar o caos económico;
Só o monopólio do comércio exterior pelo Estado pode impedir a fuga de capitais. Só a expropriação dos latifundiários, a expropriação dos monopólios da maquinaria agrícola, dos adubos, das sementes, só a entrega da terra a quem a trabalha pode dar aos pequenos camponeses a possibilidade de a cultivarem produtivamente, paralelamente, instauração de grandes quintas de Estado. Só a expropriação de toda a banca, privada, a criação de um Banco de Estado único, pode, apagando as dívidas dos pequenos proprietários, fornecer-lhes ao mesmo tempo um crédito barato que os salve da ruína. Só a expropriação dos grandes capitalistas que se recusam a investir, que tentam sabotar a economia, que lançam no desemprego e na ruína milhares de trabalhadores e de pequenos proprietários pode evitar definitivamente o caos económico.
Estas são as soluções, as únicas que permitirão consolidar as liberdades, impedir a miséria.
E como acabar com a guerra colonial, fonte dos maiores sofrimentos para o povo trabalhador português, como para os povos das colónias?
Por toda a parte os trabalhadores, a juventude querem, exigem o fim da guerra colonial. Os soldados, os marinheiros, os milicianos, os quadros subalternos do exército não querem mais servir de carne para canhão numa guerra que não e a deles. Os que ca estão não querem; partir. Os que estão nas colónias querem voltar.
Se as organizações que se reclamam da classe operaria apelassem claramente a que nem mais um só soldado parta para a guerra, ao regresso imediato dos contingentes, os povos das colónias poderiam usufruir imediatamente do seu direito inalienável independência, o povo português não sofrerá mais com as consequências da guerra. Os 50% do orçamento do Estado gastos com ela podiam reverter imediatamente para a construção de escolas, de hospitais, de habitações, de estradas.
Não há outra via que não esta para alargar as liberdades conquistadas, evitar o caos económico, pôr fim a guerra colonial. Ê nesta via que os trabalhadores portugueses começaram a avançar; E preciso que eles possam avançar mais para a frente.
Se esta via não ê seguida, se estas medidas não são tomadas imediatamente, o caminho está aberto, por aí sim ao caos económico, a continuação da, guerra colonial, a limitação das liberdades.
Porque deveriam os trabalhadores ter paciência, esperar, continuar a fazer sacrifícios, se os grandes monopólios, os bancos, os latifundiários continuam hoje como ontem a meter nos bolsos os mesmos lucros que lhes vêm da mesma sobreexploração das massas trabalharas?
Não, é preciso provar com esta situação desde já! A classe operária, p juventude, as massas laboriosas têm a capacidade para avançar nesta via. A correlação de forças é-lhes totalmente favorável.
Diz-se aos trabalhadores: preciso antes de mais consolidar as liberdades democráticas.
Sim! Mas os trabalhadores constatam que no governo provisório, ao lado do PC e do PS estão homens e forças representantes dos grandes monopólios e da alta hierarquia militar, como por exemplo Palma Carlos (Petroquímica, etc.), Galvão de Mello (Petrangol), etc., etc., que ameaçam reprimir pela força a luta dos trabalhadores, que mandam prender os oficiais milicianos que se recusaram p quebrar p greve dos CTT, que cortam programas na televisão e na rádio, que reinstauram a Censura, que ameaçam limitar os direitos de greve e de livre constituição de partidos políticos, que mandam Tomas e Caetano para o Brasil, que libertam PIDEs e legionários.
Nós trotskistas perguntamos: os trabalhadores querem consolidar e alargar as liberdades democráticas. Esses senhores não o querem,
Pode-se consolidá-las e alargá-las com eles no governo?
Diz-se aos trabalhadores é preciso antes de tudo o mais evitar o caos económico".
Sim! Mas os trabalhadores constatam que na Junta e no Governo provisório, ao lado do PC e do PS estão os representantes dos grandes monopólios e dos grandes bancos Vieira de Almeida, Sá Carneiro, etc.), os mesmos monopólios e bancos que puseram de pé Salazar e Caetano, que sabotam a economia, que promovem a fuga de capitais, que arruínam as pequenas empresas, que atiram para o desemprego e para a miséria milhares de trabalhadores, que continuara a encher os cofres de milhões e milhões de contos de lucros extorquidos às massas laboriosas.
Nós trotskistas perguntamos: os trabalhadores querem impedir miséria e a sabotagem económica. Para isso as medidas necessárias têm de ser imediatamente tomadas. Esses senhores não só não as admitem como as impedem. Pode-se impedir a miséria, e o caos económico com elas no governo?
Diz-se aos trabalhadores: sem o fim da guerra colonial é impossível prosseguir a democratização do país.
Sim! Mas, os trabalhadores, os soldados, os jovens constatam que o general Costa Gomes, membro da Junta, afirma publicamente a sua convicção de que Angola e Moçambique continuarão portuguesas . Eles constatam que na Junta e no governo provisório, do lado do PC e do PS estão representados oficiais superiores condecorados por altos feitos na guerra colonial, que nele.: estão presentes representantes de grandes monopólios com interesses directos nas colónias.
Nós trotskistas perguntamos: os trabalhadores e jovens, os soldados, as famílias querem pôr fim imediato à guerra colonial. Esses senhores querem manter a dominação colonial portuguesa. É possível põe fim imediato e completo à guerra colonial com eles no governo?
É claro que tudo o que é urgente, imediato, necessário para a população trabalhadora portuguesa não é possível realiza-lo com um governo onde estejam representadas as forças do capital. Para consolidar e alargar as liberdades democráticas, impedir o caos e a sabotagem económica, acabar com a guerra colonial, é preciso tomar desde já medidas imediatas. Essas medidas não podem ser tomadas por um governo com representantes daqueles contra quem elas devem ser dirigidas.
O PC e o PS que dizem defender os interesses das massas laboriosas português, que têm a confiança da sua grande maioria, devem romper desde já com essas forças, devem desde já proporem-se publicamente encetar a luta imediata por um governo do PC e do PS, sem nenhum representante do Capital.
Um tal governo terá seguramente o apoio entusiasta das massas laboriosas, quer dizer da esmagadora maioria da população portuguesa que, organizada nos seus sindicatos e comités, eleitos nas empresas, nos bairros, nas localidades, nas Universidades, nos campos, nos quartéis federados a nível local, regional, nacional controlando toda a actividade económica e social do país inspirando um medo salutar aos capitalistas, aos burgueses, aos beneficiários do regime de Salazar-Caetano, proibindo-lhes de se empenharem no via da contra revolução.

27 de Junho de 1974 (suplemento a REVOLUÇÃO PROLETÁRIA)


1974-06-27 - Comercio do Funchal Nº 2254

IMPRENSA: UMA NOVA CENSURA?
Que objectivos visam o decreto-lei e o regulamento anexo que passam a condicionar transitoriamente a imprensa portuguesa?
«Tenho muita pena de dizer isto, mas sei perfeitamente que certos jornais estão ocupado» por maiorias activistas que dificultam a acção dos corpos redactoriais, das direcções, das próprias administrações. (*) Esta situação não pode manter-se. Cada um tem de mandar na sua casa (*) e de imprimir aos órgãos que dirige a sua própria orientação, dentro dos condicionalismo» legais»; estas palavras do primeiro-ministro, Prof. Palma Carlos, na sua última entrevista, concedida ao «Diário de Lisboa», mostram-se extremamente reveladoras ã luz do decreto-lei e regulamento anexo que passam agora a condicionar a imprensa portuguesa. O controlo dos meios de informação pelos poderes públicos completa-se, assim, depois de, a 14 de Junho, a rádio e a televisão terem passado a ser geridas directamente pelas autoridades militares. Os objectivos desta lei de imprensa provisória parecem visar não só o processo de democratização empreendido no seio das empresas jornalísticas por Iniciativa dos seus trabalhadores

1974-06-27 - A Voz do Trabalhador Nº 04

COMO VIVEM OS TRABALHADORES

Neste momento largas camadas das massas populares levantam a seguinte questão: será que estamos a regressar ao fascismo?
Não é por acaso que muitos trabalhadores temem que estejamos a voltar aos tempos em que as suas lutas eram reprimidas a ferro e fogo. Este receio deve-se tanto à intensa campanha de medo desencadeada na rádio, imprensa, comícios, etc., como a várias medidas repressivas do governo provisório.
A campanha de medo de que são exemplos os dedos ameaçadores na televisão, os discursos ameaçadores nos comícios da CDE e do MDP, as contas astronómicas fazes greve...
“se defendes a independência imediata e sem condições para as colónias... vem o fascismo” e, finalmente, o papão do esquerdista, apresentado como os causadores de tudo, os novos “homens do fato cinzento”, dando-lhes uma força que eles não têm e tentando confundir a luta da classe operária e das suas organizações com o seu aventureirismo.

1969-06-27 - CARTA ABERTA DO TEATRO DOS ESTUDANTES DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA - Movimento Estudantil


CARTA ABERTA DO TEATRO DOS ESTUDANTES DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA

1969 foi ano de intensa e válida actividade dos grupos de Teatro Universitário; tanto em Lisboa como em Coimbra e no Porto se produziu o que de melhor se apresentou na cena portuguesa, Os grupos de T.U. sabem que não poderão, sob pena de se desligarem das realidades que vivem, incluir no seu repertório peças que se destinem a iludir a verdade quotidiana; sabem que a função do Teatro feito por Estudantes é simultaneamente de inserção na própria sociedade e de denúncia e crítica das suas coordenadas ideológicas.
Mas sempre que as verdades se dizem há quem não goste de as ouvir; há quem, ao mesmo tempo que se diz defender os valores culturais, os vá apunhalando, directa ou indirectamente, servindo-se de tudo para aniquilar o pouco que se faz de bom, num tempo e espaço tão necessitados de autêntica cultura. Esses precisam de ser denunciados, precisam de ficar frente à grande massa para que, no ajuste das contas, se possa, apurar quem foram afinal, os verdadeiros promotores da nossa cultura: se oprimidos, se opressores!

1969-06-27 - Informação SIPE nº 4 - Movimento Estudantil

Informação SIPE nº 4

1 - PROPOSTAS APROVADAS NA ASSEMBLEIA MAGNA DO DIA 17 DE JUNHO DE 1969
CONSIDERANDO:
a) Que a nota oficiosa do Ministro da Educação Nacional, de 15 deste mês, não atende as reivindicações que trouxeram os estudantes à luta;
b) Que ela visa agravar as medidas repressivas, ao afirmar a culpabilidade dos estudantes nos acontecimentos posteriores ao 17 de Abril, o ao instaurar processos disciplinares a um número indeterminado de estudantes.
CONSIDERANDO:
c) Que a nota oficiosa se caracteriza pela demagogia, pela deturpação da verdade e tentativa de iludir a opinião pública acerca da total responsabilidade do Governo na crise da Universidade de Coimbra, intentando retirar aos estudantes c apoio da população.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

1974-06-26 - COMÍCIO DA LCI





1974-06-00 - Cooperativa Livrope - COLOQUIO com operámos da TAP acerca da sua luta

COLOQUIO NA LIVROPE quinta feira, dia 26 às 21.30h com operámos da TAP acerca da sua luta, pela satisfação do caderno reivindicativo.

TODOS AO COLÒQUIO QUINTA FEIRA ás 21.30h na LIVROPE
Mostrando uma forte unidade e firmeza os proletárias da TAP, fizeram malograr todas as tentativas da burguesia ao tentar virar a classe operária e o povo, contra eles.
Desde o ser afirmado por um ministro do Governo o boicote ao regresso dos soldados da Guiné—Bissau desde as tentativas vaz da célula TAP do Partido revisionista.
E poe “circular” dois "papeluchos” onde acusa os operários de extremismo e de fazerem o jogo da reacção até à imprensa burguesa onde também não faltou a sua pitada de calunias e provocações
Apesar disto os operários demonstraram mais uma vez que o lema da burguesia dividir para reinar levou um rude golpe, ao não virar a classe operária e o povo contra a justa luta levada a efeito.
VIVA A JUSTA LUTA DOS OPERÁRIOS DA TAP!

1974-06-00 - TODOS AO COLÓQUIO NA LIVROPE COM TRABALHADORES DA TAP - MRPP

TODOS AO COLÓQUIO NA LIVROP COM TRABALHADORES DA TAP,

QUINTA-FEIRA 26 ÁS 21.30 EM ALVERCA

VIVA A JUSTA LUTA DOS OPERÁRIOS DA TAP!
TAP:A LUTA CONTINUA !
SOLIDARIEDADE PARA COM OS TRABALHADORES EM LUTA!
A BANDEIRA VERMELHA FLUTUA NA TAP)
O POVO VENCERÁ!

Comités de apoio à luta dos operários da TAP

1969-06-26 - TRABALHADORES, SOLDADOS, MARINHEIROS, JUVENTUDE - CUR

TRABALHADORES, SOLDADOS, MARINHEIROS,  JUVENTUDE

CAMARADAS:
As "eleições” de deputados à Assembleia Nacional são uma comédia montada pelo Governo fascista de Marcello. Não autorizando a constituição de partidos políticos, tendo na mão os órgãos da informação (rádio, TV e jornais) e retirando o direito de voto à maioria daqueles que, com o seu suor produzem a riqueza do país (operários e camponeses), aquilo que os fascistas montaram e designam por «eleições» não passa de uma autêntica farsa.
Eles já ganharam essas "eleições» proibindo e reprimindo as organizações políticas dos trabalhadores, excluindo dos cadernos eleitorais grande número de portugueses (só 19% da população tem direito a voto).
Com a farsa dos votos no dia 26, os fascistas tencionam aparentar, para uso interno e externo, que têm o apoio do povo português para prosseguirem a política de defesa dos capitalistas nacionais e estrangeiros que exploram e oprimem os trabalhadores portugueses e os povos das colónias. Sobretudo, com a sua «vitória eleitoral» os fascistas querem justificar a continuação da exploração colonial e da guerra que movem contra os movimentos de libertação dos trabalhadores de angola, Moçambique e Guine.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

1974-06-25 - O POVO DEFENDERÁ A SUA VOZ! - Comités Ribeiro dos Santos

OS ESTUDANTES AO LADO DO POVO E SOB A DIRECÇÃO DA CLASSE OPERÁRIA!

O POVO DEFENDERÁ A SUA VOZ!

Camaradas?
Uma agudíssima crise económica, militar, social e politica; abala a sociedade portuguesa nos seus alicerces.
A luta do povo português pelo PÃO, PAZ, LIBERDADE, DEMOCRACIA e INDEPENDÊNCIA NACIONAL intensifica-se. A Revolução está na ordem do dia. Eis uma realidade viva, confirmada pelo ataque que a classe operária faz em todas as frentes, pelos levantamentos dos camponeses, pela crescente organização dos soldados e marinheiros, pela agitação no seio dos empregados e pela intensificação do combate dos estudantes e intelectuais.
É neste contexto de crise aguda, nesta conjuntura nacional em que a classe dominante já não pede governar mas em que a classe operária não está em condições de o poder fazer já, que a burguesia se vê impossibilitada de manter por mais tempo a falsa máscara de liberdade e democracia, se vê obrigada a tirar a máscara da democracia burguesa, mostrando o seu real conteúdo de classe, liberdade e democracia para os exploradores e ditadura para os explorados. Com efeito, a policía de choque "extinta" carrega sobre os manifestantes que exigem a libertação de Peralta, o exercito colonial-fascista investe sobre os operários que lutam pelo pão, a disciplina militarista intensifica-se e a agressão sobre os soldados aumenta, os embarques continuam e a guerra colonial também, enquanto os melhores filhos do povo são encarcerados (caso de Saldanha Sanches director do semanário LUTA POPULAR, órgão central do M.R.P.P.), a criminosa dupla de Marcelo-Tomas é posta em liberdade. Por último, falando em abolição comissão Ad Hoc para controlo da Imprensa, Rádio, etc.

1974-06-00 - Vanguarda Vermelha Nº 02 - UC(ml)


BIBLIOTECA DO MILITANTE DA VANGUARDA VERMELHA N° 2
preço 3$00

"CURSO SOBRE A CÉLULA" da PJCP (SPICJ)
Edições da COMORG Junho 1974

A CELULA BASE DE TODA A ORGANIZAÇÃO
A base de toda a nossa organização, de toda a nossa actividade revolucionária, são as células. E a única forma que garante uma forte ligação entre a direcção e os filiados, e um contacto directo com as massas juvenis trabalhadoras.
Uma célula deve ser constituída no mínimo por 3 camaradas, tendo sempre em si 2/3 de filiadas. Quanto ao seu conjunto, devem 2/3 dos seus componentes ser operários quando sejam células de fábrica ou de empresa, e l/3 no máximo podem ser intelectuais ou burocratas (estudantes ou empregados), nas células de escola, militares, de escritório, de armazém, etc., não se poderá manter aquela maioria operária devido ao meio em que actuam.
Devemos constituir sempre as nossas células nos locais de trabalho da juventude, e são chamadas células de empresa, (por empresas compreendemos Fábricas, oficinas, minas ,propriedades rurais, armazéns, escritórios, escolas quando técnicas, quartéis navios ,etc.), para a constituição da célula de empresa bastam 2 camaradas da dita empresa e um anexo. Só no caso de não haver em qualquer destes sítios, mais do que um camarada filiado ou simpatizante, é que é anexado provisoriamente em células de rua, bairro, vila, aldeia, segundo o lugar de habitação dos seus componentes.

1974-06-00 - CONTRA A EXPLORAÇÃO CAPITALISTA A LUTA CONTINUA OUSEMOS LEVAR ATÉ AO FIM A LUTA PELO C.R. - - MRPP

CONTRA A EXPLORAÇÃO CAPITALISTA A LUTA CONTINUA OUSEMOS LEVAR ATÉ AO FIM A LUTA PELO C.R.

 CAMARADAS!
 Perante o fracasso das calúnias e provocações, desencadeadas através do seu Governo Provisório, dos seus fiéis servidores das direcções reformistas dos sindicatos, e dos seus lacaios revisionistas do Partido dito. Comunista, numa clara tentativa de envenenar a opinião da população e isolar a nossa justa luta da solidariedade crescente de todo o povo trabalhador, restava à burguesia ordenar a ocupação militar das instalações da TAP, iniciando assim uma feroz escalada repressiva. Com esta medida fascista pensava a burguesia ver o “problema” resolvido. A verdade, porém, é que a nossa luta continua, e continuara até à satisfação do C.R..
1 - O C.R. é para cumprir. Só as formas de o aplicar poderão ser negociáveis.
De acordo com esta justa orientação, os camaradas operários tomaram a iniciativa, no Plenário realizado na Voz do Operário, de apresentaria nova Administração uma proposta que, sob a condição da retirada do exército e da realização um Plenário, permitiria o retorno às negociações e o possível regresso à normalidade nas instalações da TAP.

terça-feira, 24 de junho de 2014

1974-06-24 - À POPULAÇÃO - PCP

 À POPULAÇÃO

Temos assistido nas últimas semanas a um crescimento de acções contra-revolucionárias e que se tem caracterizado por ataques ao P.C.P., ao Governo Provisório, à Intersindical e ao próprio MFA.
Estas acções têm como objectivo dividir as massas Trabalhadoras, o MFA, e abrir brechas na Aliança POVO-MFA, garante do processo revolucionário que vivemos, e assim impedir o avanço da marcha para o Socialismo dando ânimo às forças reaccionária para tentar novos golpes de força.
Mais uma vez, há que travar o passo a reacção. Daí, a impotência de manifestarmos o nosso apoio ao Primeiro Ministro, ao MFA, ao Conselho do Revolução e ao processo revolucionário que vivemos.
Assim, a Comissão do 4º Bairro do P.C.P, apela para a classe Trabalhadora todos os Operários e a População em geral, se concentrarem no Cais do Sodré 19.00 horas de hoje, dia 28, a fim de participarem na GRANDE MANIFESTAÇÃO POPULAR DE APOIO AO MFA; EM DEFESA DAS LIBERDADES E PELA CONSTRUÇÃO DE UM PORTUGAL DEMOCRÁTICO A CAMINHO DO SOCIALISMO!
TODOS AO CAIS DO SODRE- Av. 24 de JULHO – 4ª Feira – 28 – 19 horas
A COMISSÃO DO 4º BAIRRO DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUES

1974-06-00 - CPPC

MOVIMENTO MUNDIAL DA PAZ XXV ANIVERSÁRIO
CONSELHO PORTUGUÊS DA PAZ E COOPERAÇÃO
JUNHO — 1974
A PAZ ENTRE AS NAÇÕES É UM ANSEIO MILENÁRIO DA HUMANIDADE

 Através dos séculos os povos sofreram as guerras como calamidades inevitáveis. Só a partir da primeira guerra mundial (1914-1918) é que milhões de trabalhadores se levantaram para declarar a Paz. O nazismo e o fascismo conseguiram, porém, desencadear a segunda guerra mundial (1939-1945): mais de 50 milhões de mortos. A derrota do nazismo e do fascismo ia transformar a Paz mundial de aspiração em realidade, embora frágil e cheia de perigos.
HA VINTE E CINCO ANOS NASCIA O MOVIMENTO MUNDIAL DA PAZ
Pouco tempo após a Vitória as forças hostis à Paz cavavam, a divisão entre as Nações Unidas: era a «guerra fria», apoiada a fundo por Salazar, Marcelo Caetano e os outros dirigentes fascistas. Em 1949 Portugal tornava-se membro fundador do Pacto do Atlântico (OTAN), que dava força aos reaccionários. A «guerra fria» queria dizer a ameaça de um cataclismo atómico.

1974-06-24 - Comités Operários - MRPP - EM FRENTE NA LUTA PELO PÃO!

EM FRENTE MA LUTA PELO PÃO!

 CAMARADAS: OPERARIAS E OPERÁI0S DA TIMEX:
 Os últimos dias, mais do que nunca, nos mostraram o verdadeiro aspecto da realidade portuguesa, ao revelarem quem são, de facto, os nossos inimigos.
1- Depois do 25 de Abril, e em continuação das lutas que já há tempos vinham crescendo em Portugal, a classe operária e o povo deram mostras de elevada consciência e atacam vigorosamente, num avanço como há muito tempo não se via em Portugal.
Uma clara demonstração da sua combatividade e do seu entusiasmo revolucionário, a classe operária ergue-se de norte a sul do país, empunha com firmeza a arma da greve e passa declaradamente à ofensiva em todas as frentes,
A burguesia, atacada por todos os lados e passada a primeira fase de surpresa, começa a tomar as suas medidas: mantem a censura na imprensa, na rádio, na televisão; impede que trabalhadores de algumas estações emissoras façam o seu trabalho; carrega com as suas polícias sobre manifestantes? prende os militantes revolucionários, e liberta os pides e Legionários (vinte no passado dia 15); suspende programas de televisão; etc.,etc.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

1974-06-23 - VAI REALIZAR-SE O VI CONGRESSO DO PCP(ml)

VAI REALIZAR-SE O VI CONGRESSO DO PARTIDO COMUNISTA DE PORTUGAL (MARXISTA-LENINISTA)

 Teve lugar uma reunião de quadros do PCP(m-l) que decidiu a convocação do VI Congresso, e que constituiu a sua 1ª Reunião Preparatória. Participaram nesta reunião algumas dezenas de quadros que se encontram à frente do trabalho do Partido nas quatro regiões do Pais assim como camaradas que realizam trabalho a nível central.
A 1ª Reunião Preparatória do VI Congresso decidiu por unanimidade que o Congresso estará aberto a todos os militantes efectivos do Partido, que para isso têm de satisfazer as condições seguintes: aceitar o Programa, os Estatutos e as resoluções do Partido; militar numa
sua organização; pagar a quotização estabelecida; e ter pelo menos 18 anos de idade.
A 1ª Reunião Preparatória decidiu igualmente por unanimidade que estão englobados os militantes efectivos do Partido mesmo aqueles que se encontram ainda sob o controle de Mendes, estando excluídos todos os elementos expulsos pelo CC no processo da 3ª Conferência, os expulsos posteriormente por actividades provocatórias ligadas à fracção Ortigão-Dionísio e os que abandonaram a actividade do Partido antes ou depois da 3ª Conferência.

1974-06-23 - INTERVENÇÃO DUM CAMARADA SIMPATIZANTE DO MPAC - CLAC's

 INTERVENÇÃO DUM CAMARADA SIMPATIZANTE DO MPAC NO COMÍCIO ORGANIZADO POR SIMPATIZANTES DO M.P.P.P.

O Movimento Popular Anti-colonial forjado em duras lutas consolidando-se e desenvolvendo-se em todas as acções do povo português contra a criminosa guerra que a burguesia colonial fascista, a soldo do imperialismo internacional, com o americano a cabeça, move aos povos irmãos das colónias tem por objectivos um programa político em 4 pontos:
1. Luta contra o colonialismo português lacaio do imperialismo internacional contra a guerra colonial imperialista de destruição, rapina e genocídio dos povos oprimidos das colónias;
2. Apoio internacionalista à grande, gloriosa e justa insurreição armada de libertação nacional dos povos oprimidos das colónias;
3. Defesa intransigente do direito inalienável dos povos oprimidos das colónias à AUTODETERMINAÇÃO, à SEPARAÇÃO e COMPLETA INDEPENDÊNCIA política, económica e cultural.

1974-06-00 - GEACAAI - VIVA A GUINÉ-BISSAU LIVRE E INDEPENDENTE

VIVA A GUINÉ-BISSAU LIVRE E INDEPENDENTE
VIVA 0 P.A.I.G.C.
VIVA A JUSTA LUTA dos POVOS DAS COLÓNIAS

 discute este texto
 Participa no trabalho anti-colonial e anti-imperialista
A vida nas zonas libertadas da Guiné-Bissau
EDIÇÃO DOS GRUPOS DE ESTUDANTES- ANTI-COLONIALISTAS E ANTI-IMPERIALISTAS DE ENGENHARIA (que resultou do alargamento do grupo de trabalho criado no 5º de Elect.)
O QUE SÃO OS GRUPOS DE ESTUDANTES ANTI-COLONILISTAS E ANTÍ-IMPERIALISTAS
É dever de todos os estudantes progressistas lutar ao lado do Povo pelos seus mais supremos objectivos.
O fim da guerra colonial assassina, que a burguesia portuguesa conduz em África, a soldo do imperialismo internacional, guerra de saque e agressão aos Povos das colónias ,constitui um dos mais legítimos anseios do Povo Português.

1974-06-00 - ESTATUTOS DA OCMLP

ESTATUTOS DA ORGANIZAÇÃO COMUNISTA MARXISTA-LENINISTA PORTUGUESA

 A nossa Organização tem por tarefa central a Reconstrução do Partido Comunista, destruído pela traição revisionista.
O Congresso reconstitutivo do Partido aprovará novos estatutos.
Os actuais estatutos regerão entretanto a O.C.M.L.P. e só poderão ser modificados em Conferencia da Organização.
I- A ORGANIZAÇÃO
A Organização Comunista Marxista-Leninista. Portuguesa é uma organização política proletária de vanguarda, e tem por base teórica e ideológica o marxismo-leninismo e o pensamento de Moo Tsé Tung.
Tem por objectivo supremo instauração de uma sociedade comunista, isto é, uma sociedade sem classes sem exploração do homem pelo homem, uma saciedade de paz, abundância e felicidade, baseada no princípio de "cada um segundo as suas capacidades, a cada um segundo suas necessidades".

domingo, 22 de junho de 2014

1974-06-22 - Unidade Popular Nº 021 - PCP(ml) - Vilar

DEFENDAMOS AS LIBERDADES DEMOCRATICAS!

 MANIFESTO
À classe operária!
Aos soldados e marinheiros!
Aos oficiais antifascistas!
A todas as forças democráticas!
Portugal vive hoje um clima de liberdade que duas gerações nunca conheceram. A liberdade é o bem mais precioso que podemos possuir. Claro que, para a burguesia. Liberdade significa também poder explorar a classe operária. Para a classe operária. Liberdade significa pôr fim completo à exploração do homem pelo homem. Apesar do conceito de liberdade ser um tanto elástico conforme os interesses de cada classe, há uma série de aspectos da liberdade — as chamadas liberdades democráticas — que a classe operária e algumas camadas da burguesia defendem em comum. São elas a liberdade de opinião, a liberdade de expressão, a liberdade de associação. Estas liberdades, nós devemos defendê-las por todos os meios.
Que forças ameaçam hoje as liberdades democráticas em Portugal?

1974-06-22 - A Opinião Nº 047

 Um comício importante poro o retorço da unidade dos forças democráticas

 Muitos milhares de democratas do distrito do Porto participaram no Comício promovido pelo MDP, no dia 15 de Junho.
A ampla expressão de massas de mais esta iniciativa do movimento democrático, traduz o seu enraizamento popular, revela a sua grande vitalidade e capacidade políticas, confirma a sua necessidade para unir e organizar a acção na luta pela completa destruição do aparelho de estado do fascismo; pelo fim imediato da guerra colonial; por uma vida melhor para o povo português.
Esta assembleia democrática explicitou e reforçou a unidade na acção, por aqueles objectivos, dos comunistas, socialistas, católicos e de todos os que no âmbito do movimento democrático conjugam os seus esforços.
Falaram no comício representantes dos Partidos Comunista, Socialista, Popular Democrático; Avelino Gonçalves — Ministro do Trabalho, Francisco Pereira de Moura — Ministro sem pasta, e membro da Comissão Central do MDP, José Tengarrinha da Comissão Central do MDP; representantes das comissões concelhias do MDP da Póvoa de Varzim — Belmiro Frasco, de Paços de Ferreira